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Economia & Política

EXPANSÃO CAFEEIRA E ORIGEM DA INDÚSTRIA NO BRASIL

12:48 PM, 9/8/2010 .. 0 comentários .. Link

 

A economia cafeeira foi o principal centro de acumulação de capital no período, por isso o desenvolvimento do capitalismo foi mais acelerado na região do café, e foi nesta mesma região que se encontrava a maior parte da nascente indústria brasileira. E esta industrialização é a ultima fase do período de transição capitalista no Brasil, e isso se da quando o capitalismo já era dominante no mundo.

Já em 1840 o café era o principal produto de exportação do Brasil. E em 1860 a 1870 podemos ver o sistema de produção do café passar por profundas transformações, evidenciando as novas relações de produção no conjunto da sociedade brasileira. Algumas características e avanços alcançados neste período foram; a substituição do trabalho escravo pelo trabalho assalariado, desenvolvimento do mercado, expansão das estradas de ferros e a aparição das primeiras indústrias entre outros.

Na segunda metade do século XIX os países onde o capitalismo era subdesenvolvido, benefeciaram-se muito com o comercio internacional, crescendo como nunca antes. E isso beneficiou em especial o Brasil e sua economia cafeeira, que vinha amargando há 30 anos (1820 a 1850) uma estagnação nas cotações internacionais do café. E as altas que começaram a partir de 1850 tiveram um novo impulso com o surgimento dos navios a vapor, e favoreceram as relações entre Brasil e Europa/EUA.

Internamente podemos dizer que a abertura dos portos em 1808 e a independência em 1822 são as principais datas para a burguesia comercial brasileira. Com o fim do monopólio comercial português e o fim do estatuto colonial, possibilitou ao comerciante brasileiro o acesso ao centro de uma economia ainda colonial, um grande comércio de importação e exportação. O que consolida e expansão das fazendas de café, que essa burguesia organiza juntamente a aristocracia fundiária local.

Até 1850 o desenvolvimento das fazendas de café deu-se a base de trabalho escravo, vindos em grande parte de Minas Gerais, onde havia um numero relativamente grande escravos “disponíveis” devido ao declínio das atividades nas minas de ouro, mas a áfrica também foi uma fonte muito importante de Mao de obra para o café.

O café chega em 1840 a representar mais de 40% das exportações brasileiras, e uma das conseqüências disto foi que 1860 já havia no Brasil uma classe de capitalistas do comércio bastante rica, que puderam e souberam aproveitar as condições favoráveis do comércio internacional.

Após a independência do Brasil, a Grã-Bretanha exigiu o fim do trafego de escravos, o que dificultou a expansão cafeeira baseada neste tipo de trabalho, fazendo com que essa burguesia encontrasse soluções para substituí-la.

A solução dessa necessidade de uma crescente Mao de obra, foi a imigração européia sobre tudo dos italianos (cerca de 65%) que passavam por momentos difíceis após a unificação nacional.

A partir 1870 o governo da província de São Paulo, destino da grande parte destes, assumiu todas as despesas relativa a esta imigração, com agencias em vários países da Europa, e isso manteve-se até 1920. Essa imigração massiva que possibilitou o crescimento demográfico de São Paulo, abastecendo não somente as fazendas cafeeiras como também as primeiras indústrias.

Foram essas condições que possibilitaram e impulsionaram a expansão cafeeira em São Paulo principalmente. Tornando-o, o principal centro econômico do Brasil, condição a qual ele detém até os dias de hoje.   

José Torres Neto

 

REFERÊNCIA

 

SILVA, S. Expansão cafeeira e origens da Indústria no Brasil. São Paulo: Alfa-Ômega, 1976.

 




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