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atividades pedagógicas

Projeto de leitura

09:21 PM, 1/6/2011 .. 0 comentários .. Link
Projeto De Leitura
Titulo : Mala da leitura
Tema: Leitura Itinerante
IDENTIFICAÇÃO:
 Centro de Educação Joaquim Muniz da Costa
Professora: Terezinha Daboit
Turma: 1°, 2°, 3°, 4° e 5° ano e Pré Escolar.
 

 

 
 
 
Projeto Mala de Leitura Itinerente no C. E. Joaquim Muniz da Costa
 
No último dia 25 de abril, a professora Terezinha Daboit, juntamente com a coordenadora do C.E. Joaquim Muniz da Costa, Alvacir Andrade Pereira fizeram a entrega da mala de leitura ao aluno Andrei Roling do 5º ano. O Projeto tem por objetivo interagir escola e família, pois acreditamos que apesar de a escola possuir um papel importante na formação de leitores e escritores, não se pode esquecer, que é só um dos espaços nos quais ocorre o encontro com os livros. A leitura não pode ser vista como obrigação só da escola. Foi onde resolveu elaborar o projeto para os pais. No qual faz a interação família / escola no processo de desenvolvimento das habilidades leitoras despertando o gosto, prazer e interesse pela leitura, por meio de realização do tempo de lazer. Tendo ainda como objetivo atender a demanda atual de formar leitores apaixonados pelo ato de ler.
O aluno leva a maleta para casa, os pais lêem o livro que está nela e respondem um questionário que os acompanha.
- Minha preocupação está voltada para a participação familiar, comecei a me questionar, o que poderia fazer para com que as famílias tivessem contato com a leitura fora a escola –relata D. Terezinha.
A intenção é estender o projeto para todos os alunos e suas famílias.
 
 
 
 
 - INTRODUÇÃO
 
            As relações escola-família-comunidade sempre foram marcadas pela frieza e pelo distanciamento. A comunidade não se envolve muito na vida da escola e vice-versa. Observa-se a cada dia o quão é preciso reconstruir o papel da escola perante sua clientela e perante a comunidade na qual está inserida. Essa relação deve ser bastante intima, inseparável, pois a sociedade, para sobreviver e se transformar necessita da escola e dos indivíduos. Mas para que a escola se transforme em sua totalidade, é essencial que a reflexão sobre seu papel seja feito coletivamente. Pensando nisso, o projeto Mala da Leitura foi idealizado com o objetivo de incentivar a escola para que ela seja espaço de convivência participada e inclusiva. O projeto criado por mim professora Terezinha será realizado no turno matutino e no turno oposto ao das aulas letivas (vespertino), com vistas à disseminação da leitura nos lugares públicos, atingindo a uma gama maior e mais diversificada de público, sempre se pensando na leitura por lazer, com o intuito de que os alunos e a comunidade possam ter acesso a mais ampla variedade de texto possível, estimulando o debate de temas como cidadania, identidade pessoal, comunidade, meio ambiente, etc. O projeto abrange diferentes faixas etárias, diferentes níveis de escolaridade, a diversidade cultural de seus leitores, no sentido de qualificá-los para acessar, com competência e autonomia, as diferentes linguagens em variados suportes textuais. Como idealizadora desse projeto, entendo que a escola é só um dos espaços nos quais ocorre o encontro com os livros, e que a leitura escolarizada está muito longe de esgotar todas as possibilidades do ator leitor. Por isso, o mesmo será realizado com o objetivo de disseminação da leitura para sensibilizar e despertar nos educadores, crianças e famílias, o interesse pelo gosto de ler, tornando-se educador-leitores, fazendo relação texto e contexto, leitura de vida e de mundo, resgatando e revalorizando a identidade étnica, cultural e local. Acredito também que para criar leitores, basta que o cerquemos de textos de todos os gêneros, que os textos sejam uma presença tão constante que seja impossível ignorá-los. Essa premissa serve também para implantarmos um projeto que faça a ponte entre livros, alunos e comunidade: quem forma leitores, cria cidadãos. Sair-se-ão muitos deste projeto, ainda é cedo para saber. Mas se não fazê-lo, como sabê-lo? Será iniciado em abril de 2011, após um processo de inscrição dos alunos na escola a que pertencem e esclarecimento acerca do projeto para os mesmos. O projeto realizar-se-á através de oficinas itinerantes que têm o objetivo de envolver a comunidade e fomentar a leitura comunidade diferente (rurais) em diferentes pontos da nossa comunidade. É importante enfatizar que outra faceta do projeto é a estruturação da auto-estima, às vezes perdida ou fragilizada nas pessoas oriundas de segmentos sociais economicamente menos favorecidos. A construção desse ideal é um processo longo que requer perseverança. Precisamos ser utópicos, acreditar na utopia, porque só os sonhos podem nos levar aos melhores dias. Sonhar é acreditar na vida. Por isso, ao salientar o projeto "Mala da leitura” posso compará-lo tal como uma semente minúscula, que plantada agora, e se cuidada desde os primeiros instantes da semeadura, com presteza e dedicação, se tornará no futuro a árvore do bem, e frutificará os preciosos frutos da sabedoria; bem como trará significativa melhora no ensino e em todos os sentidos, convidando o aluno e a comunidade de Serra dos Alves, Município de Agrolândia, a "darem um mergulho" em si mesmos, e a partir dos conhecimentos dos seus valores saberão valorizar a si e ao próximo, tornando-se "peças fundamentais" na transformação do mundo que os cerca. É imprescindível enxergar com novos olhos o verdadeiro, o universo mágico e encantador do livro e, consequentemente, entendendo-se toda a prática cotidiana do aluno.
              
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Com o esclarecimento da importância de considerar o ser humano dentro do contexto do processo de leitura, entendendo que cada resultado vai ser obtido de acordo com uma variável, sendo esta o próprio indivíduo, faz-se necessário um estudo mais aprofundado sobre o ato de ler, buscando elucidar os caminhos que são percorridos e suas principais relações durante o processo com o ambiente, e, por conseguinte, com o leitor.
Para uma exposição mais clara desses fundamentos, pode-se começar pela busca do significado do conhecimento de mundo, isto é, as informações que são obtidas durante a vida. Sabe-se que para a formação dessa leitura prévia, o organismo vive em constante troca com o ambiente criando, assim, as informações necessárias para agir dentro do seu meio. É exatamente essa idéia que Dewey (1980) apresentou no conceito de experiência, onde diz que através das várias relações mútuas existentes no universo, os corpos se modificam e se transformam mutua e continuamente, seno isso o que é conhecido como experiência. Ele acrescenta que esse movimento de ação e reação está presente na natureza de ser humano, não sendo, portanto, um a coisa que vá a direção contrária a mesma.
Sendo assim, torna-se possível dizer que as experiências fazem parte do conhecimento de mundo, formando conceitos pessoais que irão acompanhar o indivíduo por toda a sua vida. Com essa análise, é isto com transparência o que é considerada a principal variante no processo de leitura, inclui essa leitura de mundo, interferindo na maneira como o leitor irá manipular esse conhecimento, tendo significado ou não para o mesmo.
[...] a leitura dos símbolos seria a leitura como nós a conhecemos, o aprendizado formal, onde aprendemos graficamente o significado dos sons que emitimos, sendo esse o cerne para obtenção de conhecimentos em toda a nossa vida (AVELAR, 2008, p. 49).
Como já exposto no trecho acima, a leitura dos símbolos também esta presente no processo, sendo esta a tão exaltada decodificação dos códigos escritos, onde todo, ou quase todo o conhecimento, será obtido e transmitido. É importante lembrar-se de como se motivou o desenvolvimento da linguagem escrita, que possibilita a leitura nos moldes atuais. Silva (2005b) trata esse desenvolvimento como conseqüência das limitações de espaço e tempo que o uso exclusivo da linguagem oral provocava. A partir disso, o homem criou outras formas de representação com o intuito de garantir maior acessibilidade aos vários fenômenos da realidade, gerar e registrar produtos culturais, e assim, fazer História.
Com o surgimento da escrita, há uma mudança na maneira de transmitir os acontecimentos na sociedade, tendo como principal transição a que acontece no homem. Ele passa de ouvinte a leitor, o que traz junto com esse termo uma série de particularidades que no ambiente da oralidade eram permitidas, como a livre interpretação das idéias passadas pelos mestres aos discípulos, e nesse novo meio, não é tão fácil de ser feito.
[...] Se no mundo da oralidade o homem se comunicava através do discurso falado (com a presença ostensiva de dois ou mais interlocutores), no mundo da escrita a comunicação se estabelece a partir de documentos escritos e leitores. Mais do que o oral, o texto escrito se oferece como informação "acabada", na qual a defasagem de tempo entre a produção e recepção tende a dissolver a possibilidade de diálogo (SILVA, 2005b, p. 63, grifo do autor).
Pode-se ver que a relação entre leitor e autor é tida como uma espécie de monólogo, pois o escritor faz uma exposição de todas as suas idéias, mas o leitor não tem a possibilidade de indagar sobre suas dúvidas e pontos de vista que venham a divergir dos escritos no documento.
Mas não é só o leitor que recebe o documento para ler que tem a rotina totalmente mudada. O próprio autor acaba se tornando um praticante da leitura, tão logo termine de redigir o seu texto. É preciso entender que a linguagem escrita tende a se transformar em uma manifestação discursiva plena e auto-suficiente, que bloqueia por completo as intervenções de quem a tornou possível de existir: o interlocutor, que seria o autor. Com isso, esgota-se toda a chance de diálogo entre as partes, ou seja, entre autor e leitor, como havia na linguagem oral entre transmissor e ouvinte.
É possível ver que no decorrer da história humana, a escrita foi se desenvolvendo de forma crescente, se tornando a principal ferramenta para a partilha de experiências, onde aparecem as principais formas de utilização dessa linguagem, como o livro, o surgimento de um espaço para conservar e garantir acesso dos indivíduos à informação, que seria a biblioteca e a imprensa.
Para a compreensão desse discurso escrito – expressão referencial da fala humana e invocador de conteúdos culturais – e para a concomitante aquisição de significados, impõe-se, como um completamente, um "ato de ler". Escrever e ler são atos complementares: um não pode existir sem o outro. O ato de ler envolve uma direção da consciência para a expressão referencial escrita, capaz de gerar pensamento e doação de significado (idem, p. 64).
Analisar leitura e escrita separadamente é um erro importante, pois como foi explicitado, aquele ato, do modo com é conhecido hoje, só pode se desenvolvido pelo advento e evolução da escrita, e também pelos meios que ajudam a espalhar as informações obtidas nos meios de pesquisas e experiências desenvolvidas na sociedade.
A leitura (ou a resultante do ato de se atribuir um significado ao discurso escrito) passa a ser, então, uma via de acesso à participação do homem nas sociedades letradas na medida em que permite a entrada e a participação no mundo da escrita; a experiência dos produtos culturais que fazem parte desse mundo só é possível pela existência de leitores. Daí ser a escola uma instituição formal que objetiva facilitar a aprendizagem não só do falar e ouvir, mas principalmente do escrever e ler (SILVA, 2005b, p.64).
Estabelecendo-se assim o que é a leitura, pode-se ver que existe aí um fator de marginalização social, pois, sendo o ato de ler um caminho que leva a plena participação na sociedade letrada, cabendo a escola o papel de facilitador dos atos de ler e escrever, o que acaba acontecendo é a separação entre letrados e iletrados, sendo os primeiros os exaltados, tidos como detentores da verdade, e os outros a força que irá manter a sociedade única e exclusivamente através do trabalho braçal, sendo considerados incapazes de pensar e expor suas experiências.
Contudo, é preciso pensar na leitura de maneira global e sem preconceito, tratando todos os indivíduos de maneira igualitária, dando a oportunidade de trabalho igual para os ditos letrados e iletrados, que são conseqüência do sistema educacional.
Essa chance poderia ser concedida através do respeito ao leitor, que nesse caso seria o educando, sendo sugerido por Freire (1996b) o discurso envolta de suas experiências, que foram socialmente construídas na prática comunitária.
Por conta disso, os aspectos humanos é levado em consideração, o que vai individualizar a experiência de leitura que cada um terá. Silva (2005b) diz que a busca constante pela existência e inserção no mundo e motivada pelos atos que colocam o indivíduo em confronto com diferentes significados. O ser humano ganha a individualidade a partir do momento em que começa a desvelar e vivenciar os significados, incorporando-os a sue mundo, por ele próprio ou por outros.
A leitura irá intermediar esse processo, isto é, seria uma relação de um processo com outro, sendo o ato de ler o que torna possível a expansão de experiências e a participação do indivíduo na transformação da cultura.
No entanto, é necessário ressaltar uma visão importante sobre a leitura: a sua ordenação. A leitura de mundo, já citada como conhecimento de mundo, antecede a leitura dos símbolos, ou seja, a dos signos. Portanto, pode-se dizer que o ato de ler antecede os signos, isto é, a escrita.
O conhecimento de mundo proporciona ao indivíduo à capacidade de entender todas as manobras e ações que se desenvolvem na comunidade ao seu redor, tendo a possibilidade de discernir sobre as maneira correta de intervir na situação que esteja enfrentado ou observando (AVELAR, 2008), o que nos remete ao pensamento de que isso é, na verdade, uma maneira de ler o mundo, ou seja, uma leitura, validando o ato de ler antes da escrita.
Gostaria, no entanto, de argumentar que a leitura antecede a escrita e é sal matéria-prima, se concordamos que decifrar o código é insuficiente par dizer-se que é um texto: os aprendizes europeus das "pequenas escolas" de que nos falam os historiadores das idéias pedagógicas eram alfabetizados para ler em latim, língua que não usavam, mas que era a única digna depositária de versos, tratados e relatos, até que Lutero traduziu a Bíblia, libertando a Palavra da leitura fechada, dogmática. Aliás, nos próprios Evangelhos há uma predileção pela leitura: "a letra mata" e o "espírito vivifica" (YUNES, 2003, p. 7-8, grifo do autor).
Além de reforçar o que já foi dito anteriormente, esse trecho revela um preconceito pela leitura, vindo de muito longe, e que, às vezes, se faz presente, não se dando conta da importância da mesma no desenvolvimento da própria escrita. Yunes (2003) mostra a importância da escrita, como a história se divide em pré-história e história por conta do seu surgimento, sendo responsável pelo acúmulo de informações que se apresenta hoje. As ressalta que sem a leitura, a escrita permaneceria como letra morta, aquém da oralidade.
Por isso, é necessário que se entenda o processo de leitura por vários aspectos e pontos de vista, para melhor fundamentar a explicitação da mesma, entendendo o porquê de sua exaltação como ponto de partida do desenvolvimento humano e, conseguintemente, social.
Pelo poder da palavra, ela pode agora navegar nas nuvens, visitar
as estrelas, entrar no corpo de animais, fluir com a seiva das
plantas, investigar a imaginação da matéria, mergulhar no fundo
de rios e de mares, andar por mundos que há muito deixaram de
existir, assentar-se dentro das pirâmides e de catedrais góticas,
ouvir corais gregorianos, ver os homens trabalhando e amando, ler
as canções que escreveram, aprender das loucuras do poder,
passear pelos espaços da literatura, da arte, da filosofia, dos
números, lugares onde seu corpo nunca poderia ir sozinho .. corpo
espelho do universo! Tudo cabe dentro dele!
Rubem Alves
 2- PÚBLICO ALVO
         O Projeto visa atender a alunos (que não dominam o código, dominam o código, mas não atribuem sentido ao que lêem que já desenvolveram a competência leitora, mas não adquiriram o hábito e/ou prazer pela leitura) do Centro de Educação Joaquim Muniz da Costa, e pessoas pertencentes a comunidades rurais e suas famílias, visto que o mesmo trata-se de um projeto com oficinas itinerantes onde o aluno levará para casa a maleta da leitura acompanhada do projeto e alguns livros para serem lidos pelos familiares. Segundo a observação dos questionários e a ficha de inscrição, pode-se dizer que o perfil principal do público alvo que esse projeto atingirá são alunos de ensino fundamental e pré - escolar muito, lê na escola textos que estão distantes do seu dia-a-dia, sentem vergonha de ler em voz alta na sala de aula, possuem família com histórico de baixo índice de leitura, não costumam fazer produções em sala na escola ou fora dela, nunca participaram de algum Projeto de Leitura anteriormente, alunos cujas escolas apenas a disciplina Português tem assumido o trabalho (razoável) com a leitura/produção textual. Além desse público (alunos), o projeto objetiva atingir pessoas moradoras da comunidade rural, geralmente das classes mais baixas, que possuem baixa renda, não podem desfrutar do ato da leitura como hábito, que não têm ou não tiveram acesso ao mundo da leitura, pessoas que não tiveram a oportunidade da conclusão do segundo grau, que sofrem com o preconceito e exclusão na nossa sociedade moderna, mas que podem encontrar na leitura momentos de prazer, de estar no mundo, de inclusão social que nada mais é do que o seu direito como cidadão reflexivo e crítico dos problemas sociais. Além disso, outra faceta do projeto é a estruturação da auto-estima, às vezes perdida ou fragilizada nas pessoas oriundas de segmentos sociais economicamente menos favorecidos.
 
 3- OBJETIVOS
3.1- Objetivo Geral
 Apesar de a escola possuir um papel importante na formação de leitores e escritores, não podemos esquecer que é só um dos espaços nos quais ocorre o encontro com os livros, e que a leitura escolarizada está muito longe de esgotar todas as possibilidades do ato leitor. Por isso, este projeto tem como objetivo principal criar condições para a leitura em contextos diferentes dos da escola, nos quais os alunos e a comunidade possam ter uma relação mais livre e pessoal com as mais diversas modalidades textuais que circulam socialmente, e formarem-se como leitores e escritores autônomos no exercício de sua cidadania.
 
 3.2- Objetivos Específicos
   * Formar alunos-multiplicadores de leituras nas escolas públicas;
 * Estender a prática de Brincar de Biblioteca em casa e na comunidade;
 * Estimular a leitura por prazer, por meio de atividades lúdicas;
 * Desenvolver estratégias de leitura/produção de textos e hipertextos;
   * Oferecer tempos e espaços de leitura diferentes aos da escola para os jovens e as famílias, em comunidades que estão distanciadas da cultura escrita e falada;
 * Fomentar o gosto pela leitura, em educadores e alunos, implementando práticas leitoras ricas e diversificadas em todas as áreas do conhecimento;
*   Sensibilizar, difundir e favorecer a leitura nos espaços pedagógicos e comunitários, permitindo que a linguagem seja um fator interativo, ampliando o repertório dos que lêem e constroem a sua própria história cidadã;
* Tornar a relação escola-comunidade mais íntima;
 * Propiciar a formação e alunos leitores e produtores de textos nas diversas áreas do conhecimento;
 * Oportunizar aos sujeitos leitores, a possibilidade de repensar o real, pela compreensão mais aprofundada dos aspectos que o compõem, através das várias oportunidades de leitura;
 * Estimular o gosto pela leitura vivenciando emoções, fantasias e imaginação, compreendendo que escreve-se para que alguém leia;
 * Desenvolver as capacidades das habilidades lingüísticas: falar, escutar, ler e escrever;
* Compreender a intenção, o ponto de vista de quem escreve fazendo uma leitura crítica, reconstruindo o sentido segundo suas vivências, ampliando sua visão de mundo;
 * Propor situações de práticas leitoras com os diferentes tipos e gêneros textuais;
 * Incentivar os educandos a participar dos concursos de leitura e redação promovidos pela entidade educativa caso houver;
 * Valorizar as produções textuais dos alunos, incentivando a publicação e divulgação das mesmas;
 
4- PRINCIPAIS TÓPICOS ABORDADOS
 
a) Exposição teórica:
EMENTA:
A importância da leitura e a produção de texto; a concepção interativa da leitura; relação autor/leitor/texto;
Tipos e Gêneros textuais-definição, formas, usos e funcionalidade; os gêneros e as rotinas sociais da contemporaneidade, as práticas da leitura em sua diversidade textual: atividades sócio-comunicativas;
A correspondência e suas linguagens;
Conceito de texto, marcas do autor e do leitor, aspectos lingüísticos e estruturais; análise lingüística;
Leitura e Literatura; leitura e Literatura Popular; leitura e meios de comunicação de massa;
.Conteúdo Programático:
* Estratégias de Leitura (leitura silenciosa, em grupo, individual); leitura, compreensão e interpretação:
* O texto: leitura e reflexão;
* Estudo dos aspectos lingüísticos do texto: ortografia, pontuação, coerência e coesão textual; as ilustrações: o texto, a imagem e o autor;
* Gêneros e Tipos textuais-características básicas dos tipos textuais;
* O texto narrativo-as seqüências narrativas, os marcadores de tempo, etc.
* O texto descritivo-a descrição e o ponto de vista;
* O texto argumentativo-as seqüências argumentativas, a persuasão, o parágrafo argumentativo;
* Textos Literários e não literários;
* A produção de textos orais e escritos (dramatizações, júri simulado, frases de protesto).
 
 b) Oficinas
* -Palestra sobre a importância do ato de ler e escrever em nossas vidas;
* Leitura de receitas culinárias com produção de texto: “uma receita para ser feliz”;
* Leitura de fotos, quadros, imagens (descrição detalhada), tendo como produção a confecção de textos coletivos com a descrição de animais, considerando características físicas e psicológicas (fotos dadas aos grupos) com o uso de palavras (a maioria das palavras devem ser adjetivos), sem emissão de sons de modo que os outros grupos descubram de qual animal se trata;
* Texto: O e-mail e discussão do texto; apresentação de um e-mail e como produção de texto os alunos criarão um e-mail em papel formatado para e-mail;
* Texto: Exclusão digital, discussão do texto, apresentação de um Chat impresso aos alunos com frases de protesto a respeito da exclusão digital;
* Texto: Eu, etiqueta, discussão sobre propaganda e criação de peças publicitárias em grupo;
* Texto: Analfabeto político e, discussão sobre o texto. Vários outros trechos extraídos de jornais, revistas e de sites sobre a corrupção no país, a discussão de palavras vistas na mídia atualmente como: valerioduto, mensalão e pizza, etc. Como produção um júri simulado com juiz, promotor, políticos corruptos, advogados de defesa, jurado todos bem caracterizados e com as argumentações necessárias escritas ou de forma oral.
* Texto: várias anedotas lidas e discutidas. Depois os alunos (individual ou em grupo) escolherão uma anedota para dramatizar:
* Texto; um requerimento em forma de poesia: Petição ao prefeito e discussão do texto. Como produção, criação de um requerimento (com linguagem não literária) pedindo algo que eles estão reivindicando ;
* Texto; leitura de bula de remédio vitamínico com texto sobre o excesso do uso de vitaminas de forma desnecessária, o apelo das indústrias farmacêuticas. Discussão sobre o texto. Produção: Torto, Caça-palavras (fazendo referência ao que foi lido e discutido).
* Fechamento do projeto com exposição dos trabalhos feitos pelos alunos, apresentação das fotos, convite a toda comunidade escolar do Centro de educação Joaquim Muniz da Costa para um mini coquetel de finalização do projeto na unidade escolar, isso no final de outubro começo de novembro a combinar com a Senhora coordenadora Alvacir.
 
 
 5- METODOLOGIA
            Percebendo a necessidade de fazer acontecer uma Educação voltada para autonomia, para a ética, para a valorização da diversidade cultural e para busca da identidade é que eu irei desenvolver esse projeto, com o objetivo de desenvolver atividades voltadas para uma concepção Humanística, com o intuito de contribuir na formação de pessoas criativas e inventivas, capazes de refletir, de descobrir, de ouvir o outro, de respeitar o diferente, de analisar situações e buscar soluções. Neste processo, a leitura constitui um dos instrumentos de extrema importância e necessário para o individuo compreender o mundo, compartilhar as experiências diversas e reelaborar suas próprias experiências. Compreendendo que a aprendizagem do indivíduo é algo que deve ser construído socialmente (sociointeracionismo), no âmbito das relações humanas, esse projeto utilizará oficinas, trabalhos artísticos, palestra, dramatizações, exposição, trabalho em grupo, aulas expositivas, debates, etc de modo que a leitura seja colocada como instrumento de participação, mudança e renovação sócio-cultural. Acredito que a reflexão acima justifica a intenção deste projeto, uma vez que, busca a recuperação ou o renascimento qualitativo da leitura e, ao mesmo tempo, repensa e altera as funções do espaço pedagógico, como um todo. Por isso, pretendo a partir desse projeto fazer com que as oficinas venha de encontro e tornem-se espaços significativos de aprendizagem, lugar de experimentação, realização, confronto, êxito.
 
 6- TURMAS Pré –escolar, 1°, 2°, 3°, 4° e 5° ano
 PERÍODO ano todo
 
7- RECURSOS DE ENSINO
 Uma maleta, Cartolinas, caneta hidrocor, lápis de cor, caneta pilot, papel ofício, receitas culinárias de embalagens de produtos, fotos, figuras, quadros, régua, lápis, caneta, borracha, roupas para dramatizações, bula de remédio, digital para as fotos, computador, CDS, máquina para xerox, impressora, cartuchos para impressora, lanches, etc
 
 8– AVALIAÇÃO e resultados esperados
O projeto será avaliado através da participação e envolvimento de todos os alunos, professores, entidades democráticas da escola, comunidade escolares e voluntários; pelo resultado das ações propostas/realizadas e, principalmente, pela construção dos conhecimentos pelos alunos ao longo das atividades.
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AVELAR, Rodrigo. Leitura e Autonomia na vida dos educadores e educandos. Revista Enfoque, Nova Friburgo; v. 2, n. 2, p. 46-50, jan. / jul. 2008.
DEWEY, John. Vida e Educação. Trad. Anísio S. Teixeira. 2 ed. São Paulo: Abril Cultural, 1980.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 37 ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996b.
SILVA, Ezequiel Theodoro da. O Ato de Ler: fundamentos psicológicos para uma nova pedagogia da leitura. 10 ed. São Paulo: Cortez, 2005b.
YUNES, Eliana. Leitura como experiência. In: OSWALD, Maria Luiza; YUNES, Eliana (orgs.). A Experiência da Leitura. São Paulo: Loyola, 2003, p. 7-15.
 
 
 

 




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