8/1/2008 - Segunda Seção
O dialogo e um fator fundamental em qualquer relação e num relacionamento D S não é diferente. Após a primeira seção k e eu conversamos diariamente, fosse pela net ou pelo telefone e eu ia aproveitando para fazê-la falar sobre coisas relacionadas ao bdsm e assim saber quais eram seus limites e seus desejos. Foi assim que descobri que ela não era tão light como havia me dito em nossas longas conversas antes da primeira seção, já tinha desconfiado disso durante a seção, cheguei a pensar em usar o cinto para substituir o chinelo, mas como ela é muito branca e iria direto para casa preocupei-me com a vermelhidão ou até algum vergão, então contive meu desejo. Foi através de nossas conversas que vim a saber que ela prefere o couro em lugar das cordas, isso me agradou pois também gosto de ver minha submissa com algemas e tornozeileiras de couro.
Muitos podem achar estranho um dominador preocupando-se com os desejos de sua submissa. Eu pelo menos acho isso importante, pois meu prazer vem do fato de ter uma mulher que entregue confiante e sem medo seu corpo ao meu comando e meus desejos, alguém que se esforça ao máximo para agradar-me e servir-me. Porem não deixa de ser uma relação a dois e não basta só ela buscar me dar prazer, ela também precisa ter prazer, não só o prazer de servir e agradar, mas a seção toda tem que ser prazerosa.
Preparei as algemas e tornozeileiras de couro, as correntes, as velas e o chicote e me dirigi ao local do encontro.
Eu já estava atrasado propositalmente dez minutos e me contive ainda por aproximadamente mais cinco observando-a sentada ansiosa no café do shopping. Ao me ver seus lábios esboçaram um sorriso lindo e indescritível e o brilho de seus olhos demonstraram sua alegria.
Comprimentei-a e sentei-me de frente para ela.
- O Senhor demorou, pensei que não viria.
Limitei-me a sorrir sarcasticamente apenas.
- Eu já conhecia o som desse sorriso malvado, mas é a primeira vez que o ouço e vejo ao mesmo tempo. Comentou K num tom sensual.Percebi um copo com um fundinho de água e uma xícara de café vazia na frente dela.
- Vejo que voce adquiriu o habito de tomar água junto com seu café. Falei com ironia.
- Sim, dessa forma sinto sua presença Senhor.
Como ela não se manifestou em servir-me, recostei na cadeira e encarei-a sério e disse:
-Voce não esta se esquecendo de nada
- Seria o seu café Senhor
- O que é que voce acha
Ela fez menção de chamar o garçom, mas a corrigi.
- Quem me serve é voce.
K levantou-se foi ao balcão e retornou com meu café e minha água. Adoçou e aguardou que eu o provasse para perguntar se estava ao meu gosto.
Repeti o ritual de entregar-lhe o dinheiro e mandá-la pagar a conta e sai da cafeteria aguardando-a do lado de fora.
Eu sabia que por de baixo da saia ela não usava calcinha, isso já tinha sido instituído como prática. Caminhamos um pouco pelo shopping, desta vez permiti que o fizesse ao meu lado. Percebi que nos degraus abaixo do nosso na escada rolante um rapaz de seus vinte e poucos anos estava hipnotizado pelo quadro desnudo a sua frente. Sorri e sinalizei para, k que ao perceber ruborizou-se na hora.
No elevador panorâmico fiz questão que posicionarmos no fundo bem junto ao vidro. K esboçou um sorriso malicioso demonstrando que estava começando a gostar da brincadeira.
Aproveite que estávamos no shopping e levei-a ao cinema. Fomos os primeiros a entrar e sentamo-nos num dos cantos bem no fundo. Tomei seus pulsos e ia colocar as algemas quando k assustada encolheu os braços e perguntou:
- Mas aqui Sir
- Vai questionar um ato meu. Interroguei-a rispidamente.
Ela timidamente esticou os braços para que eu completasse o ato. Coloquei as algemas de couro em seus pulsos e depois corri a mão por sua perna até chegar ao tornozelo, puxei-o para cima e posei seu pé sobre minha coxa. Acariciei sua perna por um breve instante e coloquei um parte da algema também de couro que e havia preparado para as pernas. Terminado ordenei segurando a perna já algemada:
- dê-me a outra agora.
Ela teve que se posicionar meio desconfortavelmente para manter ambas as pernas pousadas em minha coxa enquanto eu afivelava a ultima algema. Enquanto eu o fazia sentia o tremor de seu corpo.
Não coloquei as correntes dos tornozelos, só as dos pulsos.
Parecia que tudo havia sido cronometrado, mal ela abaixou as pernas e entrou um expectador e sentou-se a distancia. A sorte estava mesmo a meu favor, as luzes se apagaram e só estávamos nós três na sala de projeção.
Mesmo na penumbra pude perceber o ar de espanto de k quando ela viu em minhas mãos a coleira. Como ela demorou a colocar-se na posição de encoleiramento, interroguei-a:
- Devo ligar para o canil para ver se me mandam uma cadela mais obediente
Surpreendi-me com a gostosa risada que ela deu.
- Isso o Sir não faria. Mas tenho certeza que se ligar para uma daquelas cadelas com as quais conversa elas viriam correndo. Eu é que não vou correr esse risco meu Senhor amado.
Ditas essas palavras colocou-se na posição.
-Voce esta ficando abusada. Vou fazer isso mesmo e agora.
- Não Sir, por favor. Foi apenas uma brincadeira. Fiz isso apenas para me descontrair, eu estou um pouco sem jeito no momento.
- Pois agora agüente as conseqüências de brincar em hora errada.
Encoleirei-a, coloquei a corrente guia e a fiz vir atrás de mim de mim, quase tive de arrastá-la, ela me seguia com passos lentos e pesados. Quando chegamos a porta de saída retirei a corrente e mandei-a ir até o banheiro que ficava a uns 10 metros pelo corredor bem iluminado.
- Mas assim Sir
- Sim. Enquanto vai e volta terá tempo de pensar em seu erro. Espero-te aqui na porta, e não demore, pois os trailers já estão acabando e não quero perder o começo do filme.
- Por favor, Sir. Não faça isso comigo, afinal foi apenas uma brincadeira.
Ela sabia muito bem que aquele momento não era hora de brincadeiras, eu tinha certeza absoluta que ela havia feito tudo aquilo propositalmente, ela queria me testar. Fez de caso pensado, me desafiou para ver se eu teria força para dobrá-la ou me dobraria ao seu dengo e seu charme.
- Esta bem. Dou-te outra opção.
- Qual Sir perguntou ela com um sorriso sarcástico nos lábios se sentindo vitoriosa.
- Seis meses de suspensão, sem nenhum tipo de toque, afago ou seção.
Foi um belo banho de água fria, pois aquele sorriso sarcástico desapareceu tão rapto quanto a cor do seu rosto. Eu nunca havia visto k tão pálida e sem graça.
Ela abaixou a cabeça e murmurou com voz embargada:
- Com sua licença Sir.
Virou-se e caminhou em direção ao banheiro.
Para aumentar ainda mais sua tortura soltei uma gostosa gargalhada.
Enquanto ela estava no banheiro entrou um casal na sala de projeção. Observei-os e eles sentaram-se quase no fundo da sala, mas para minha sorte na posição oposta de onde estávamos sentados.
Quando k retornou recoloquei a corrente na coleira e a guiei de volta ao nosso acento. Percebi que todos os presentes nos observavam a medida que caminhávamos pelo corredor. Ignorei-os e acho que k nem percebeu os olhares pois mantinha-se de cabeça baixa.
O filme já havia começado e a humilhação de k ainda não acabara. Perguntei-lhe docemente:
- Quer pipoca
E ela respondeu que sim toda feliz. Retirei da mala o ultimo item que trazia para aquela seção, um pote próprio para ração e água. A expressão em seu rosto quando ela viu o tal pote me surpreendeu. Não demonstrava susto, embaraço ou prazer. A única forma que pode descrevê-la é imaginar a frase que ela pensou na hora< como voce é filho da puta >.
Coloquei um pouco de pipoca já fria no local apropriado para ração e guaraná no outro e posicionei-o ao lado dos meus pés.
K ajoelhou-se e comeu e bebeu um pouco. Depois acomodou sua cabeça em minhas coxas e murmurou:
- Obrigada. O Senhor cuida muito bem de sua cadela.
Entreguei um guardanapo para que ela limpasse a boca.
- Sim cuido. Agora esta na hora de voce mostrar sua gratidão ao seu dono. Afirmei enquanto abria o zíper da calça.
(continua)
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