Comentário de Monica
23:19, 7/11/2010
.. 0 comentários
.. Link
Monica pergunta "quando deixou de importar o que realmente importa?" Vamos segui-la... " Na minha opinião, os meios de comunicação hoje são utilizados na maior parte do tempo como um meio para obter votos, custe o que custar. Propagandas com jingles contagiosos, que são estrategicamente planejados e produzidos para que fiquem na cabeça das pessoas com o objetivo de obter votos. Propagandas que em lugar de informar, parece que estão para entreter a população. Nos jornais aparecem notícias como o que estão fazendo os estilistas para embelezar os candidatos, como melhorar o penteado, como devia ser a maquiagem para aparecer na televisão, que nos fazem pensar, quando deixou de importar o que realmente importa nas campanhas à Presidência da República? Porque parece que as propostas que eles têm a fazer sobre os planos para o futuro do país, para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, passaram a um segundo plano? Nos debates, os candidatos se atacam e estas propostas novamente ficam de lado e em lugar de demonstrar porque eles são o melhor candidato, tentam mostrar porque o outro é pior." Comentário da Laísa
23:17, 7/11/2010
.. 0 comentários
.. Link
Laísa destaca o jornalismo político como "comentário da vida alheia". Acompanhem... " O uso da Comunicação é sem duvida a forma mais eficaz de atingir a maior parte da população brasileira. Durante as eleições políticas, dentre a mídia, a televisão vem puxando, com força no País, as campanhas de segundo turno. Campanhas essas que chegam a ser desconfortáveis, pois o que vale já não é valorizar o seu trabalho, mostrar o que se fez ou as pretensões futuras, mas sim, derrotar o oponente, mostrar os defeitos e tentar eliminar a concorrência através do descarte. Os eleitores, já acostumados com esse tipo de jogada eleitoral, acabando decidindo “em quem não votar” e por eliminação, em quem votar. O Brasil precisa de projeções futuristas, de propostas políticas que mudem a base educacional e estrutural do País. Mas como realizar um projeto de governo nisso? Como não ser reconhecido por não fazer o imediato? Quando não vemos um candidato atirar pedra no outro, vemos propostas de “todas as soluções já”, é muito mais fácil dar uma carne pronta do que ensinar toda arte de caçar, é muito mais fácil dar o dinheiro na mão do que ensinar a buscá-lo através dos estudos e do trabalho. Pra que tentar levantar a própria bola se é mais fácil derrubar o candidato? Tudo vira um grande jogo de quem descobre mais defeitos do outro partido. O jornalismo político acaba virando uma pesquisa da vida alheia; e a mídia televisiva, um amplificador nacional, que lista todos os defeitos do candidato". Comentário de Taynara
23:00, 7/11/2010
.. 0 comentários
.. Link
Já Taynara preocupa-se com a fragilidade da democracia brasileira, em que muitos eleitores votam sem convicção... " 2º turno: Serra x Dilma Neste segundo turno os candidatos à presidência, que vinham evitando o embate direto, adotaram estratégia inversa: se atacaram duramente. Falou-se muito mais dos defeitos do outro do que de propostas próprias. É uma atitude que não contribui para a democracia brasileira, ainda em fase de consolidação depois do longo período de ditadura. Quando o país comemora o maior período democrático de sua história, o eleitor se sente confuso e vota sem convicção, tentando escolher o menos pior. Serra, pego de surpresa pela incrível ascensão de Dilma – lançada, por Lula, do anonimato para a liderança nas pesquisas –, não esboçou uma reação contundente no primeiro turno e agora tenta recuperar o atraso. Dilma tem o grande benefício de ser apoiada pelo atual presidente, mas isso acaba se tornando, de certa forma, seu maior defeito, exigindo dela uma atitude muito mais afirmativa. Ela precisa mostrar que tem personalidade própria, sem deixar de lado seu principal argumento: Lula." Comentário de Camila
23:30, 3/11/2010
.. 0 comentários
.. Link
A Camila faz parte do grupo dos pessimistas. Entendam o porquê... "Quando penso em política, penso em representantes do povo lutando pelo bem da sociedade. Infelizmente, esta idéia é um tanto utópica. Após meu breve devaneio, acordo para uma política que de altruísta não tem nada. Cada político é mais egoísta que o outro, pensando apenas no seu bem. Ouvi uma vez de um político amigo dos meus pais: “Estou na política para ajudar o povo.... O povo aqui de casa!” Por mais que fosse uma brincadeira, é óbvio que tem não só um fundo, mas quase um todo de verdade. Paremos para pensar: quantos políticos são iguais a ele? Ou, para não termos que fazer uma conta tão grande, quantos são diferentes? E como estes políticos corruptos e egoístas ao extremo conseguem ser eleitos? Através da comunicação. Entrando no âmbito de comunicação e ética (ou a falta dela), como um publicitário se dispõe a criar uma campanha mentirosa para eleger um político que ele sabe que fará bem apenas à população da sua casa? Ou como um jornalista consegue fazer uma matéria falando bem de um político que na verdade roubou mais do que gastou em milionárias obras públicas? A comunicação tornou-se uma arma tanto de destruição quanto de construção. Suponhamos dois políticos pouco conhecidos pela população: uma campanha cara e bem elaborada pode garantir a eleição, enquanto uma campanha “mais ou menos”, na qual o político não injetou milhões, o deixará do lado de fora. A ironia é que a construção deste político pode significar a destruição da população. Mudando um pouco o foco, já assistiram ao filme Tropa de Elite 2? Ao mesmo tempo que é muito bom, nos faz sair do cinema desesperançosos e desesperados. E o pior é que aquilo realmente aconteceu. Existem pessoas mais egoístas e cheias de cobiça do que as retratadas no filme? Acredito, porém, que o mais desesperador é que tais pessoas ainda se tornam políticos “para defender o interesse do povo”! Há um trecho no filme que resume nossa sociedade, que é quando o Capitão Nascimento fala que “Em Bangu 1 estão os quarenta ladrões considerados mais perigosos, mas o Ali Babá está no Palácio”. Nossa política está realmente podre e a comunicação, infelizmente, possui uma grande parcela de culpa nisto. Sim, estou sendo pessimista, mas há como não ser?" Comentário da Priscila
23:24, 3/11/2010
.. 0 comentários
.. Link
Confiram o interessante comentário da Priscila. Para ela, os jornalistas na Política são "coadjuvantes que se acham o personagem principal"... "A matéria que mais me entusiasmou esse semestre, talvez o curso todo, foi “política e mídia”. O mais engraçado? Ela é dada pelo pessoal da política, não da mídia. Talvez por isso seu viés seja como os jornalistas atrapalham ou ajudam a política – os políticos seriam o centro nessa relação onde os repórteres são mais um dos fatores no jogo de poder. A maioria dos teóricos da Ciência Política, pelo menos os que a gente já viu até agora, diz que nós atrapalhamos: atrapalhamos a fé pública, a democracia e a ordem. Alguns dizem que alguém precisa mesmo atrapalhar. Que isso, pelo contrário, fortalece a democracia, mas a gente ainda não chegou neles direito. Apesar do estranhamento de ver o jornalismo, pela primeira vez, sendo tratado como secundário, começo a me habituar bastante com essa visão. Estou até fazendo força pra nos defender, mas acho que eles estão certos. Somos coadjuvantes que se acham O personagem principal. Ainda não sei muito sobre se ajudamos ou atrapalhamos a democracia, mas que essa história de quarto poder é uma imensa bobagem, isso é. Quem nos deu esse poder (nosso próprio ego não conta...)? Quem nos elegeu? O que temos nós a ver com a estrutura estatal? Acho que o grande problema da cobertura política que o jornalismo brasileiro faz é justamente esse. Setoristas se enxergam incluídos na estrutura de poder estatal. Não me espanto, por isso, de vira e mexe ver repórteres envolvidos nos esquemas de corrupção peculiares aos nossos representantes. Tudo fica resumido ao jogo político que envolve cada decisão (isso aprendi na matéria lá do Ipol), os bastidores da política... Isso pra mim é revista de fofoca e não jornal. Essa não é a nossa missão, não somos parlamentares comprando votos, somos jornalistas falando com o público. O que, dessa palhaçada toda, é de interesse público? Quais são as implicações sociais, econômicas, etc que as políticas públicas, planos de governo e comportamentos no plenário trazem? Era isso que a gente devia falar. Durante as eleições esse foco exagerado na visão política da coisa fica quase insuportável. E o pior, se fosse pra jogar tudo no ventilador e falar de escândalo, coligações, jogo de poder e tudo o mais liberalmente, ainda ia. Mas nem isso sai porque somos parte desse jogo. Se estivéssemos de fora, como secundários, poderíamos falar de tudo para o público e pelo público, mas não dá. Somos o quarto poder e governo nunca fala mal de governo, não sem calcular os amigos e inimigos. A imprensa não é besta de falar mal da Dilma a toa. Só quando lhe convém. E é só porque lhe convém que o Serra é do bem. Somos os gatekeepers e pra passar por esse portão é preciso bem mais do que o interesse público. Não sei analisar muito bem tudo isso, mas sei que tem algo de muito errado com os jornalistas. Com os políticos a gente já sabia que tinha..." Comentário do Arthur
23:18, 3/11/2010
.. 0 comentários
.. Link
Arthur se revolta com a chamada "eleição das banalidades", em que os xingamentos, e não as propostas, tiveram destaque...
O Segundo Turno Um diz que foi agredido. Faz tomografia por causa de uma bolinha de papel. Outra afirma que, também, foi agredida: um perigoso balão d’água. E lá se vão mais farpas trocadas sobre a violência dos militantes da coligação oposta. Se me perguntassem a palavra que define este segundo turno, eu diria: interesse. Público? Pelo contrário. O importante para os candidatos é ser eleito, independentemente, de suas propostas. O que vale a pena é atacar o adversário nas suas fraquezas. Não explicitar suas próprias forças. Discutir programas de governo pra quê quando se pode, apenas, discutir? O povo acaba por decidir baseando-se em impressões e meias verdades. Ter de escolher o menos pior não deveria ser opção. Nesta situação, não importa quem ganhe, quem perde é o próprio país. Comentário da Alessandra
23:14, 3/11/2010
.. 0 comentários
.. Link
Alessandra vê além das briguinhas e banalidades dessas eleições. Ela consegue enxergar as oportunidades de aprofundamento oferecidas pela mídia: "De imediato, associar política e mídia nos leva a um desgosto quase que instantâneo. O uso de um meio tão poderoso para disseminar briguinhas entre partidos, troca de ofensas e acusações infundadas não pode levar a nada mais do que a repulsa por parte do brasileiro que há tanto tempo se vê desiludido com a política. Nessas eleições não foi diferente. Porém, vale destacar que neste ano o povo quis acompanhar e os candidatos perceberam isso. É interessante notar o bom uso de todas essas mídias. Propostas e projetos de forma integral em sites e blogs e com um enorme número de acessos mostraram que, depois da chatice do horário eleitoral, o cidadão buscava olhar o que aquele sujeito, que teve tempo só de jogar seu número na tela, tem para contribuir de fato com a política brasileira. Outro exemplo disso foram os questionários encomendados pelos candidatos para serem feitos por telefone. Mais um canal de comunicação direto com o eleitor. Mesmo na falta de paciência do eleitorado para responder essas perguntas, é preciso dar crédito ao candidato que pergunta “o que eu precisaria fazer para conquistar o seu voto?” ou “em que ponto do plano de propostas você acha que é preciso investir mais?”. Isso tudo sem falar dos debates na televisão e no rádio, que apresentaram grandes verdades sobre os candidatos. Alguns os usaram a seu favor e outros viram que o ‘ao vivo’ podia destruir uma campanha. Não se trata de defender o tratamento dado pelos políticos a comunicação, porque dificilmente ele foi de fato sincero. Trata-se de reconhecer que, seja como for, o uso dessa ferramenta por eles sempre existiu e, especialmente nessas eleições, soube mostrar verdades, mesmo que por meio de mentiras." Alessandra Watanabe Comentário da Bruna
23:10, 3/11/2010
.. 0 comentários
.. Link
Observem como a Bruna destaca que a Comunicação pode fazer ou desfazer candidaturas... "Comunicação e Política A relação entre comunicação e política é realmente peculiar. Aproveitando esse momento de eleições, podemos concluir que, de certa maneira, a publicidade, o jornalismo e o audiovisual podem beneficiar os candidatos, mas também podem prejudicá-los. Enquanto os políticos que concorrem aos cargos públicos dão belas entrevistas as emissoras e jornais e, contratam agências para bolar suas campanhas, usando assim os meios de comunicação para conseguir mais votos; a própria mídia não deixa de divulgar e investigar a vida pública dos mesmos, ou seja, cumpre um papel social. Por meio da pesquisa dos feitos e das promessas, e da análise do discurso desses políticos, a mídia mostra onde estão acertando e errando. Dessa forma, ao mesmo tempo em que os políticos necessitam da mídia, da publicidade, para manterem-se populares, e aqui populares não sentido pejorativo, mas com o intuito de se manter presente na memória dos eleitores; os mesmo políticos devem ter “jogo de cintura” e estarem prontos para a investigação midiática. Agora, o que coloquei aqui, são as duas funções possíveis da comunicação frente à política e às eleições. O fato de ela ser utilizada como forma de propaganda é fácil de perceber, mas sua função como esfera pública de denuncia e investigação sobre o que está acontecendo no governo parte da consciência de emissoras, jornais, produtores audiovisuais, etc, em divulgar e cumprir esse importante papel no cenário social."
Bruna Rechia
comentário de Luciana Moreira
23:06, 3/11/2010
.. 0 comentários
.. Link
A Luciana fez uma análise dos discursos dos candidatos. Acompanhem: " Nessas eleições, não só nessa, mas de uma maneira geral, algo que percebemos é o perfil criado em torno de cada um dos candidatos. Cada um sabe onde está pisando e sabe os eleitores que eles devem atingir para render votos. Dessa forma, os candidatos criam uma imagem que seja mais sensível e favorável para seus eleitores, de acordo com o perfil de cada um. Os candidatos se atacam de forma intensiva, e buscam dar ênfase as propostas mais aceitáveis, e mais persuasivas, ao público que se sente mais favorecido por eles. A Dilma já não tem mais o que falar da bolsa-família. O assunto já foi explorado intensamente, uma forma de atingir a classe baixa que se beneficiou desse projeto, e tem uma identificação com a candidata e com o atual presidente, de mesmo partido. Fugindo um pouco dos candidatos a presidência, podemos ver Weslian Roriz, candidata a governadora do DF, sempre trazendo referências a questão familiar e maternal. O público que apóia Joaquim Roriz, boa parte de classe mais baixa, beneficiários das moradias oferecidas por ele, sentem uma relação de proteção em relação à candidata, esposa deste. Cada candidato sabe onde tocar. E cada eleitor tem capacidade de fechar os olhos e enxergar só o que mais lhe interessa." Luciana Moreira Comentário de Maíra
08:27, 27/10/2010
.. 0 comentários
.. Link
A Maíra trabalha com o conceito de comunicação balanceada. Acompanhem... " Comunicação e Política A época de campanhas eleitorais é a época em que podemos ver com mais clareza o comportamento dos comunicadores e dos veículos de comunicação. Mais do que a preocupação com uma eleição balanceada, capaz de mostrar aos eleitores propostas e projetos de governo, percebemos a briga pelo poder envolvido na escolha de políticos. Enquanto isso, seguimos presenciando o nível moral das propagandas partidárias cair mais e mais, acompanhadas pelas capas dos principais veículos jornalísticos que já não se preocupam em explicitar claramente sua preferencia. No meio dessa disputa midiática por voto, o eleitor não tem quem defenda realmente seus interesses. Como consequência dessas já conhecidas práticas do período eleitoral, acredito que existe um estereótipo da área que é negativamente alimentado. Não só os chamados “marketeiros” políticos, mas os jornalistas que escrevem matérias tendenciosas, ajudam a criar a imagem de comunicadores sem escrúpulos, que agem usando seus meios para influenciar a população. Cabe a nós refletir sobre nosso papel na sociedade, e cobrar de nossos colegas e até de nós mesmos, práticas que realmente contribuam para a escolha legítima de nossos representantes." Comentário de Marcella Cunha
08:10, 27/10/2010
.. 0 comentários
.. Link
Vamos acompanhar o comentário da Marcella, outra indignada: "A postura dos dois candidatos à presidência no segundo turno é, pra dizer o mínimo, lamentável. Qualquer um, independente de ideologia ou de preferência política, pode perceber que tanto um lado quanto o outro resolveu deixar as propostas de lado e partir para a apontação de dedos. Ele fez aquilo, o assessor dele fez aquilo outro, o filho dela é assim assim assado e por aí vai. Vão e voltam pros governos anteriores como se tudo fosse se repetir. Não é mais o governo do Serra ou o governo da Dilma: é o governo da Dilma e do Lula e o governo do Serra e do FHC. Tudo que um fez de bom, falam que vão repetir a dose. Mas quando foi algo ruim, tentam logo superar essa comparação: opa, peraí, mas eu não sou ele, no MEU governo vai ser diferente... Às vezes é preferível nem assistir o horário eleitoral e esquecer que os debates existem. A gente desliga a televisão mais confuso do que quando ligou. As duas campanhas estão muito violentas, o tom amigável que se apresentou no início foi substituído por farpas e críticas afiadas que acabam gerando no eleitor uma sensação de que os dois vão de mal a pior" Comentário da Plácida
01:17, 27/10/2010
.. 0 comentários
.. Link
A Plácida vai mostrar que os candidatos utilizaram, na campanha, estratégias diferentes de conquistar eleitores....das novas mídias às mais tradicionais: "Nessas eleições de 2010 no Brasil, os candidatos têm usado a Comunicação de diversas maneiras. Muitos candidatos apostaram em uma campanha de rua á moda antiga. Fazendo o uso das ferramentas tradicionais, como o uso de jingles, cartazes, panfletos, adesivo de lapela de carro e outros, mesmo com alguns eleitores ecologicamente engajado. Nas periferias de Brasília, por exemplo, muitos candidatos investiram bastante nesse tipo de campanha. O marketing político é também fortemente usado pelos candidatos durante a propaganda eleitoral, vendendo as suas imagens, idéias e propostas buscando atingir os seus objetivos, embora muitos de forma caricata. Com o sucesso do uso das mídias sociais na campanha de Obama, com apoio e participação de uma parcela significativa da população jovem americana, muitos candidatos também adotaram o uso da internet nas eleições de 2010, veiculando as suas campanhas nos sites; e-mails; Blogs; o twitter; o Orkut; o My Space e o Facebook para alcançar o maior número de pessoas, apesar de ainda não existir uma grande prática da cultura digital no Brasil. O uso dos meios de comunicação tem sido usado como uma espada de dois gumes, para realizar os debates políticos, propaganda eleitoral (paga e gratuita), direito de resposta tendo um grande impacto nas opiniões publicas. A Marina Silva fez o bom uso da Comunicação para fazer a sua campanha. Nos debates políticos, por exemplo, ela se saiu bem, embora deixasse a desejar a sua imagem. Os jingles usados por muitos candidatos foram bem curiosos, acredito que as escolhas foram proposital para diferenciar e chamar atenção. Quando a mídia divulga o resultado de uma pesquisa sobre as eleições, e um candidato se sente em desvantagem em relação ao outro, ele passa logo o ataque com acusações, dramas e apelações de forma inescrupulosa. Outra coisa curiosa que está a acontecer nessas eleições, é que os candidatos não perdem uma oportunidade si quer, para tornar um quadro branco em marrom, mesmo sabendo que certas coisas, são fatos isolados."
Comentário de Luana Richter
22:55, 25/10/2010
.. 0 comentários
.. Link
Luana também e/está revoltada com as eleições, com o baixo nível, a superficialidade... "As musiquinhas grudentas das eleições- como alienar seu eleitor Usar músicas e jingles chicletes é uma estratégia antiga dos candidatos nas eleições. As melodias cobertas com letras infames e fáceis de decorar são repetidas exaustivamente, até que aquele não-eleitor do sujeito não consiga parar de cantar a música. Porém, fazer só isso nunca foi fazer campanha. Nas eleições de 2010 estamos assistindo videoclipes no horário eleitoral. A candidata Weslian Roriz aparece em fotografias, cenas de corpo a corpo e de eleitores chorando enquanto a mesma música se repete: “20 é Weslian Roriz, 20 é amiga de verdade...”. E só isso é o que ocorre por quase todo o período de sua propaganda, quase nenhuma proposta pluasível, quase nenhuma explicação sobre como ela realizará seu governo. E muitas flores. Ao ver todo o processo eleitoral virar um circo, e o momento da apresentação de propostas ser resumido em um espetáculo audiovisual, fica a dúvida: Até que ponto o brasileiro vai aceitar o que está sendo feito da nossa democracia e acreditar que tudo isso é normal?" Comentário de Marina Marquez
22:51, 25/10/2010
.. 0 comentários
.. Link
Marina tenta sobreviver às eleições - como repórter, percebe que esse momento é de canseira total, e como cidadã, também já atingiu o seu limite de paciência com alguns candidatos e procedimentos...
"Comentar as eleições nesse momento, para mim, é bastante complicado. É minha primeira eleição como repórter. Repórter de um jornal pequeno e com pouco recurso e estrutura. Isso significa, especificamente, 23 dias completados hoje de trabalho seguido, sem folga. Sem fim de semana, sem feriado. Logo, a única coisa que espero das eleições é que elas passem logo. Tirando as horas seguindo carreata, os candidatos entrando e saindo de lojas, abraçando milhões de pessoas e falando altos absurdos enquanto caminham entre bandeiras e jingles que não abandonam a sua cabeça depois (é o 20 é o 20 é o 20 é o 20), essas eleições têm altos e baixos, na minha opinião. Tirando também a parte político partidária, acredito que o Brasil ganhou muito com intervenção da internet nas eleições. É, no mínimo, relevante ver a Marina atingir todos os votos que atingiu com um tempo irrelevante na TV e no rádio. Marina, para mim, é a explicação do que a internet foi nas eleições 2010. Cada comentário, cada email viral que chegou nas nossas caixas argumentando ou simplesmente contagiando para buscar um caminho diferente. No que diz respeito ao GDF, muita lama que, ao que parece, ficará para trás. Não sou católica, mas preciso concordar que o comentário do arcebispo de Brasília no dia da Padroeira foi fantástico. O Brasil que tanto incentiva a corrupção conseguiu deixar um candidato ficha suja de fora e vai mostrar que, por mais que existam muitos que comprem votos por ai (a das multas foi a melhor, se me permitem), a população está de saco cheio."
Comentário de Mariana de Paula
22:48, 25/10/2010
.. 0 comentários
.. Link
A Mariana de Paula destaca a importância da Internet. Vamos"ouvi-la": "Acredito que a política e a comunicação são dois campos inseparáveis. Nessas eleições, uma das grandes protagonistas tem sido a internet. É bem verdade que nem todo mundo no Brasil tem acesso à ela, mas a experiência positiva de Obama com as redes sociais impulsionou a expansão para além dos blogs pelos políticos, no Brasil. Na minha opinião essa estratégia enriqueceu a campanha e facilitou o debate entre eleitor e candidato. Vejo isso como uma aproximação importante. Mais especificamente sobre o segundo turno entre os presidenciaiveis, Dilma e Serra abusaram das mais variadas ferramentas da comunicação para denegrir a imagem um do outro. Seja no horário político, seja no debate, seja por meio de panfletos difamatórios, seja no espaço criado no site de cada um, o importante parece ser falar mal um do outro. Apontar os defeitos, o que cada um não fez e disse que fez e assim por diante. Acho que esse tipo de estratégia também faz parte da campanha e da conquista dos eleitores, mas me pergunto qual a importância que cada candidato dá às suas próprias propostas. Para achá-las por exemplo no site de cada um, é preciso ter boa muita boa vontade para procurá-las. Afinal, o que vale mais a pena numa campanha: falar mal do outro ou defender suas próprias ideias? " Comentário de Ana Carolina
22:45, 25/10/2010
.. 0 comentários
.. Link
Pessoal, vejam a opinião da Ana Carolina. Vocês concordam com ela?
"Acredito que a essa altura do campeonato, ou melhor, da campanha eleitoral, grande parte da população já tenha decidido em quem irá votar para governar nosso país pelos próximos quatro anos. Sinto dizer que eu ainda não. Só que o mais intrigante não é minha indecisão, e sim a ironia do destino: não poderei votar, assim como não votei no primeiro turno, porque meu título não foi transferido para Brasília. É como se o universo tivesse conspirado porque sabia que eu não teria candidato. Também não é pra menos: no primeiro turno eu estava certa de que se Marina Silva não ganhasse, Serra era o caminho. No entanto, o segundo turno mudou tudo. Tantas acusações de ambos os lados e o que mais me chamou atenção foi o ataque dos petistas ao "passado privatizado" de Serra. Claro que, segundo o candidato, não há planos para privatizar a Petrobrás, por exemplo - mas já houve. E é como dizem os ingleses: "old habits die hard".
Fico ouvindo, repetidamente, o famoso refrão que diz "a solução é alugar o Brasil... nós não vamos pagar nada..."
Será que não vamos?"
Nós
22:54, 22/10/2010
.. 0 comentários
.. Link
Nós As várias apresentações que li me deixaram entusiasmada, mas perplexa. Para a maioria, a Comunicação é uma vocação já definida na infância, reafirmada na adolescência. Ela nasce de um gosto por ler, por escrever. E o vestibular, entre mil dúvidas, define essa escolha. Ao mesmo tempo, enquanto comunicar é uma vocação, ser comunicador não empolga. A falta de qualidade de vida, a tensão do ambiente de trabalho, os (baixos) salários e o receio de não conseguir se inserir na profissão assustam e desanimam. Vocês chegaram ao fim do curso mais cansados do que exultantes, com mais dúvidas do que certezas. Espero que essa disciplina motive as confidências, porque falar ou escrever sobre as angústias alivia a tensão. Espero também que ela possa mostrar que a Comunicação não é banal, mas vital e indispensável. E se a relação entre Comunicação e sociedade é cheia de impasses, também oferece muitas oportunidades. Nada contra os concursos, mas não se fechem aos desafios dos novos meios, veículos, canais e públicos. Política e suas possibilidades
23:02, 20/10/2010
.. 0 comentários
.. Link
A (in)dignidade da política Sempre busquei avidamente o pensamento de filósofas, sociólogas, comunicólogas, historiadoras. Sempre precisei de alguém para imitar nessa ilha solitária da Ciência, em que as mulheres costumam ser uma minoria silenciosa. Tive inúmeras surpresas, várias paixões intelectuais e, por ela, desenvolvi uma admiração absoluta, absurda: Hannah Arendt. Gosto da profundidade arendtiana, de sua integridade, da forma como pacientemente tece argumentos, percepções, lições de história para falar sobre o poder, a violência, a liberdade, a política. Apesar do nosso Congresso Nacional, por Arendt, acredito na dignidade da política. Acredito que, sem a Política ter seu significado resgatado e resguardado, resta-nos pouco. A filósofa alemã fala de um deserto, do aprisionamento em si mesmo, da impossibilidade de transcender o eu. E embora ela não ignore que somos únicos e, por isso, pouco e mal comunicamos – como falar ao Outro e ouvir do Outro sobre a minha dor e o meu prazer?-, a Política é uma possibilidade de expressão, de criatividade, de busca conjunta de possibilidades. O importante não é um resultado, mas o processo político, que nos impregna de cidadania. E eu lhes pergunto: o que essas eleições comunicam sobre a Política?
Elen Geraldes Comentário da Renata
23:30, 18/10/2010
.. 0 comentários
.. Link
Pessoal, A Renata chama a atenção para a Comunicação enquanto meio de se voltar o foco do debate político para o que interessa aos candidatos, calando e omitindo outros temas importantes. Ela afirma: "O uso da Comunicação na Política tem sido bem basicamente instrumental. Nada de debates ou geração de novas idéias para problemas antigos, apenas as velhas promessas de sempre e a tentativa de angariar votos através da postura coronelista ou paternalista, depende da cor. Cada um “puxa a sardinha” para seu lado, alavancando qualidades pessoais que dão maior proximidade com a população, enquanto a campanha em si distorce o foco de ou generaliza temas importantes, como aborto, meio ambiente, educação. Cadê o debate sobre oportunidades de geração de empregos? Isso não tem, mas as promessas de bolsa isso, bolsa aquilo, aumento de salário (isto é, de rombo previdenciário) estão todas lá. A Comunicação, por enquanto, é apenas meio para chegar a quem não tem nem água encanada em casa (porque apesar das dificuldades, televisão não falta) com promessas e mais promessas, sem os devidos esclarecimentos e discussões para quebrar (o mínimo que seja) a visão messiânica que “povo” ainda (a)guarda." Renata ZagoE vocês, o que acham? Sejam bem-vindos!
22:54, 17/10/2010
.. Link
Pessoal, Este é o blog de nossa disciplina, o nosso espaço de informes, de conversas, de debates, de leituras. Enquanto todos estão envolvidos com a produção de uma apresentação, gostaria de provocá-los com as eleições. Como Política e Comunicação dialogam? De uma forma bem instrumental, a Comunicação dispõe de ferramentas que os candidatos podem usar bem ou mal. Uma boa campanha, por exemplo. Pensando estrategicamente, a Comunicação ajuda a pensar as relações do candidato com os diversos grupos sociais, ajuda a construir pontes, estabelecer parcerias, traçar alianças. Como os candidatos têm usado a Comunicação, na opinião de vocês? Enviem-me os seus comentários até segunda, dia 25 de outubro. { Última Página } { Página 1 de 2 } { Próxima Página } |
Elen GeraldesPerfil Arquivos Amigos Álbum de Fotos LinksCategoriasÚltimos PostsComentário de MonicaComentário da Laísa Comentário de Taynara Comentário de Camila Comentário da Priscila Amigos |