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A primeira vez que visitei o Aeroporto Internacional de Orlando, na Flórida, foi em 1983, aterrissando a bordo de um saudoso Boeing 727-100 da Pan Am, em voo procedente de Miami. O que me chamou atenção naquela época foi a beleza do terminal de passageiros. Suas linhas já eram extremamente modernas e os passageiros embarcavam em satélites de embarque interligados a um edifício central por intermédio de sistema de trens automáticos, um luxo para aquela época. Mais de duas décadas se passaram e o aeroporto agora está ainda mais convidativo. Foi reformado, expandiu sua área comercial e deverá ganhar em breve um novo terminal de passageiros. Hoje, ele é servido por um edifício central de embarque e quatro satélites, interligados pelo sistema de APM (Automated People Mover), cujas composições (oito trens, sendo duas composições dedicadas para cada satélite), percorrem 670 quilômetros diariamente.
A viagem para Orlando é realizada a bordo de um A330-200 da Tam Linhas Aéreas, que executa o voo 8086, sem escalas, a partir do Aeroporto Internacional de São Paulo – Guarulhos. O PT-MVC está sob a responsabilidade dos comandantes Itamar e Dardo. Decolamos no horário, às 11h30 da manhã, partindo da pista 27R no perfil da subida Congonhas 2 Transição Sorocaba para interceptar o eixo da aerovia UZ21, que nos levará até a América do Norte. A jornada transcorre com muita tranquilidade, sem turbulência, mesmo no cruzamento da área da ITCZ (Zona de Convergência Intertropical), e a chegada à Flórida inicia-se ao cruzarmos o través da cidade de West Palm Beach e o sobrevoo do grande lago de Okeechobee, o segundo maior dos Estados Unidos, que só perde para o Lago Michigan. A Star é a Goofy 5 (o nome “Pateta” é uma homenagem ao famoso personagem de Walt Disney) e a vetoração radar para a pista 35R inicia-se sobre a posição “Bairn”.
Como sempre acontece nos Estados Unidos, não há solicitação para reduções antecipadas por parte do controle de tráfego aéreo, e nosso voo, em poucos minutos, está interceptando o ILS. No speech aos passageiros, o comandante Dardo informa temperatura de 11 graus com um pouco de vento, mas o céu está sem nuvens, tempo muito bom. De fato, faz muito frio em Orlando e os termômetros naquela noite bateriam o recorde para fevereiro, com temperatura oscilando entre dois e quatro graus positivos. É difícil imaginar a Flórida com temperaturas tão baixas. O pouso foi bastante suave e o “Victor Charlie” livrou a pista pela taxiway November 3. Cruzamos a pista 35L e prosseguimos no táxi via Golf, Echo e Echo 5 para o Airside 4, um dos dois satélites que recebem voos internacionais em Orlando.
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