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11:41, 6/11/2010 .. Postado em POLÍTICA .. 1 comentários .. Link

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DEBATE ABERTO

Serra do Adeus ou Réquiem para Zé Bolinha

A eleição de Dilma Rousseff, mesmo tendo fortalecido o projeto da esquerda brasileira, não foi suficiente para prostrar o PSDB definitivamente e tampouco foi ampla a ponto de fazer recuar as forças conservadoras da sociedade. Serra, no entanto, está acabado.

Com o resultado das eleições presidenciais, José Serra está morto politicamente e já pode repousar ao lado de Fernando Henrique Cardoso no jazigo político do PSDB. Assim como FHC, o ex-governador de São Paulo passa a ser uma figura irrelevante no front da política nacional. A eleição de Dilma Rousseff, mesmo tendo fortalecido o projeto da esquerda brasileira, não foi suficiente para prostrar o PSDB definitivamente e tampouco foi ampla a ponto de fazer recuar as forças conservadoras da sociedade. Serra, no entanto, está acabado.

A constatação pode ser dura e difícil para aqueles que admiram o tucano (não são poucos, a julgar pelos 43,6 milhões de votos recebidos) e para a mídia conservadora que tenta dar ares de vitória a uma derrota histórica. Mas, a verdade das urnas é clara e cristalina. Como escreveu o sempre espirituoso Flávio Aguiar em artigo publicado aqui na Carta Maior, a morte política de Serra é um fato inequívoco e teve direito até mesmo à extrema-unção consagrada pelo Papa Bento XVI em pessoa.

Não se trata mera e simplesmente de uma derrota eleitoral. Ao repetir diversas vezes nos últimos anos - e todos os dias durante a campanha - que se preparou a vida inteira para ser presidente, Serra revelou um sonho, mas também uma obsessão tão forte a ponto de alguns críticos terem inventado para ele o apelido de “presidente nato”. Após abandonar a militância na AP nos anos 60, Serra deixou de ser de esquerda, apesar das teses em contrário. Sua conversão definitiva aos encantos do capital (financeiro, não o livro de Marx) aconteceu em sua passagem pelos Estados Unidos. Quando retornou ao Brasil, já estava pronto para ser um expoente da elite política neoliberal que comandou o país no período pós-ditadura.

Em sua moderna e definitiva encarnação, Serra não precisou pedir, como fez FHC, que esquecessem o que escreveu. Ao contrário, na falta de coisa melhor, registrou um livro como programa de governo. Mas, nestas eleições o tucano associou-se às forças mais tenebrosas da direita de tal forma que transformou sua figura política em uma face disforme.

A campanha difamatória contra Dilma, feita à sombra das catedrais católicas e templos evangélicos, já revelava um Serra disposto a tudo para “cumprir seu destino” e chegar à Presidência. A sórdida e orquestrada repercussão midiática dada à discussão sobre o aborto, no entanto, jogou o Brasil à beira de uma cisão religiosa que nunca antes na história desse país havia acontecido. Para quem se diz “defensor das liberdades democráticas” foi uma irresponsabilidade chocante, mas útil para revelar aos eleitores que o candidato do agronegócio destruidor da Amazônia, o candidato da grande mídia monopolizadora, o candidato dos privatistas entreguistas da riqueza nacional era também o candidato da TFP e de outros segmentos fundamentalistas de nossa sociedade.

No discurso proferido logo após a confirmação da vitória de Dilma, Serra recorreu a bravatas consideradas ingênuas até mesmo na UNE, da qual foi presidente, e alertou aos “que nos imaginam derrotados” que estava “apenas começando uma luta de verdade”. Disse que “o momento não era de adeus”, e sim um “até logo”, mas a verdade é que a luta dos tucanos vai continuar sem ele. Aos 68 anos, a saída mais honrosa para Serra seria assumir a presidência do PSDB nas eleições internas programadas para o ano que vem e se candidatar ao Senado em 2014, quando terá 72 anos. Seu discurso após a derrota, entretanto, revela que a obsessiva procura pela Presidência da República permanece em seus planos. Mas, não será fácil encontrar espaço.

Tucanos divididos

No PSDB, as coisas caminham para a divisão em dois grandes blocos, aglutinados em torno do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do senador eleito Aécio Neves (MG). Ambos almejam disputar a Presidência em 2014, e os efeitos dessa divisão já começam a se fazer sentir na troca de críticas pela imprensa feita entre tucanos mineiros e paulistas. Nessa briga, o fiel da balança pode ser a posição de outras lideranças do PSDB, representadas pelos oito governadores eleitos pelo partido. Se Aécio vencer a queda-de-braço interna e permanecer no PSDB, é o candidato natural do partido. Se não tiver espaço, vai sair, mas, nesse caso, parece impossível imaginar que Alckmin, o “querido amigo”, abrirá mão da disputa em favor de Serra.

Restaria ao “presidente nato” a opção de perseguir seu sonho de poder em outra legenda. Isso, entretanto, só é imaginável se Serra abraçar de vez o perfil mais sombrio que demonstrou durante a última campanha e tentar aglutinar fundamentalistas religiosos, ex-torturadores e barões decadentes da mídia numa espécie de “Tea Party” brasileiro.

Convenhamos que seria um fim de carreira política para lá de melancólico até mesmo para quem é capaz de se submeter a uma tomografia após ter sido atingido por uma bolinha de papel. Isso sem falar nas parcas possibilidades eleitorais que Serra teria em um quadro com candidatáveis do porte de Marina Silva e Eduardo Campos, além dos próprios Aécio e Alckmin e da presidente Dilma, entre outros.

Em conversa com o ex-marido, relatada pelo jornal O Globo, Dilma afirmou: “Eu nunca quis, nunca pensei em ser presidente do Brasil. Nunca tive de fazer arranjos constrangedores para chegar onde cheguei. E o Serra só fez isso (almejar a Presidência) a vida inteira: foi o primeiro aluno da classe, liderou o grêmio estudantil, foi parlamentar e governou sempre de olho na Presidência. Como é surpreendente o processo político brasileiro! Ao contrário do Serra, para mim ser presidente não era uma coisa de vida ou morte. Aconteceu naturalmente”. Como se vê pelas palavras da presidente eleita, não basta ter se preparado a vida inteira. Como diziam os velhos políticos, “Presidência é destino”. Ou, felizmente para o Brasil, Presidência é vontade popular.


 

Maurício Thuswohl é jornalista.



Após derrota, analista vê PSDB caminhar ainda mais à direita

11:17, 4/11/2010 .. Postado em POLÍTICA .. 0 comentários .. Link

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Após derrota, analista vê PSDB caminhar ainda mais à direita

Para especialista, Aécio não tem espaço para ser líder no PSDB e Serra terá um caminho difícil porque cargos seriam humilhantes

Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual

São Paulo – O PSDB deve assumir-se como partido de direita depois de perder a corrida presidencial com o ex-governador de Sâo Paulo, José Serra, segundo o professor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) Roberto Veras, em entrevista à Rede Brasil Atual. Para ele, Aécio Neves terá de enfrentar os tucanos paulistas e é possível até que ele deixe o partido. Serra tem poucas chances dentro do PSDB de São Paulo, diante das pretensões de Geraldo Alckmin, governador eleito dos paulistas.

Veras acredita que, após a campanha eleitoral, o PSDB vai se reestruturar para sua nova condição de "desaguadouro" de segmentos de extrema direita. "O Serra fez esse papel. Acolheu essas possibilidades. Ontem (domingo, 31), no discurso, (ele) deixa nas entrelinhas que vai continuar reforçando essa perspectiva. E embora esteja fragilizado com a segunda derrota para a Presidência diante de candidatos do PT, os tucanos ganham fôlego com a eleição de oito governadores, o partido que mais elegeu governadores."

Nesse cenário, o PSDB se tornaria um partido mais à direita, reunindo forças políticas, sociais e religiosas consideradas adormecidas desde o fim da ditadura militar. "No discurso depois da derrota, Serra manteve o tom agressivo, como se continuasse no palanque", analisa o pesquisador. "Certos segmentos vão assumir isso como condição de expressão de uma direita, junto com segmentos de classe média, que estão com muito ódio do que acontece no Brasil", descreve.

O sociólogo afirma que convive, a partir de agora no PSDB, uma convergência entre política neoliberal e fascismo. "A política neoliberal dos anos 1990, defendendo privatização abertamente, eixo no ajuste fiscal, reforma do Estado não se sustenta mais politicamente", resume. "Como o neoliberalismo no final do século passado sucumbiu com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ou (o PSDB) mobiliza um discurso de ultradireita que fala de aborto, religião, demônio ou não tem como mobilizar o povo e se legitimar. É disso que resulta a convergência entre neoliberalismo e fascismo", aponta o sociólogo.

A nova direita que se aproximou do PSDB seria movida, na visão de Veras, pelo preconceito de classes. "Eles estão mobilizados pelo preconceito contra Lula, agora contra a mulher, contra tudo que significa algum tipo de avanço social, moral, ético, político no Brasil", alerta. Segundo o pesquisador, esse segmento encontrou, no ninho tucano, "uma expressão explícita de suas posições que estavam nas sombras".

Para lidar com a reestruturação da direita, Veras avisa que a própria esquerda precisa se reorganizar e recuperar um discurso um pouco mais articulado. Ele considera emblemática a manifestação do cantor e compositor Chico Buarque no Rio de Janeiro, em outubro, bem como os manifestos de professores, artistas, e intelectuais. "É gente se mobilizando e mostrando o que (a esquerda) precisa se defender", pontua.

Desgaste

José Serra deve enfrentar dias desgastantes, suscita Veras. Como ele já passou pela prefeitura de São Paulo e deixou o cargo para assumir o governo do estado, do qual se afastou para ser candidato à Presidência, seria "humilhante" voltar a disputar esses mesmos postos. O mesmo valeria para secretarias do governo paulista. "(Aceitar) qualquer cargo seria humilhante. Todas as saídas que ele tentar serão desgastantes", diz. A melhor alternativa a Serra seria se manter como quadro médio na oposição, "mas não mais de ponta". No melhor cenário, ele poderia pleitear uma vaga ao Senado daqui a quatro anos.

Apesar disso, Veras aposta que Serra voltará a tentar ser candidato à Presidência. "Ele sugeriu ontem (31/10) que vai continuar e é só o começo. Serra é muito orgulhoso para abrir mão da possibilidade de ser presidente ainda. Ele vai tentar mas vai ser muito difícil. Em São Paulo ele tem o Alckmin que não vai dar moleza pra ele", avalia. "Aqueles abraços de ontem acabaram. O PSDB é especialista em afagos em público. Mas (vive) uma guerra desenfreada por dentro", cita o sociólogo.

Um exemplo dessa briga, foi a manifestação do coordenador de campanha de Serra, Xico Graziano. Pelo Twitter, ele ironizou a derrota em Minas. "Perdemos feio em Minas Gerais. Por que será!?" Coube ao presidente nacional do PSDB, Sergio Guerra, sair em defesa de Aécio sobre uma suposta traição. "Ele não tem autorização do partido para falar uma coisa dessas e está completamente equivocado", garantiu Guerra, em entrevista à Rádio CBN.

O senador eleito Aécio Neves é visto por Veras como um líder da oposição que ambiciona a vaga de candidato à Presidência. Mas isso pode ser um problema para o ex-governador mineiro. "A dificuldade é articular o PSDB de Minas e o de São Paulo. É difícil Aécio ficar com as pretensões que ele tem", diz. Outro ponto nevrálgico do mineiro são as revelações sobre o dossiê contra Serra, que poderia ter origem em tucanos de Minas Gerais.

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Um ninho tucano cheio de negócios

04:04, 31/10/2010 .. Postado em POLÍTICA .. 0 comentários .. Link

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Um ninho tucano cheio de negócios

O ex-genro de FHC foi quem levou a Varig a entrar em recuperação judicial e negociou os ativos dela

 

Claudio Magnavita , Jornal do Brasil

 

Nos embates eleitorais do 2º turno está faltando uma palavra: genro. Parece ter sido ela extirpada do dicionário do candidato do PSDB. Em dois casos, a palavra pode ter efeito nefasto. José Serra acusa o atual governo de aparelhar as agências reguladoras e esquece de dizer que foi o então genro do presidente Fernando Henrique Cardoso o primeiro escolhido para presidir a Agência Nacional de Petróleo (ANP). David Zylbersztajn foi o interlocutor do setor do petróleo no governo FHC e depois se transformou no grande broker da área petrolífera, promovendo a quebra do monopólio da Petrobras e planejando o esquartejamento da empresa, que recebeu um X para que se tornasse menos dolorosa a partilha. A Petrobras só não migrou para grupos empresariais ligados a Zylbersztajn porque houve um acidente de percurso: a derrota do candidato da situação, Serra, na disputa da Presidência com Lula em 2002.

Zylbersztajn deixou de ser genro de FHC, mas continuou ligado no indissolúvel vínculo de pai dos netos do ex-presidente tucano. Foi o protagonista da segunda tentativa de tomar de assalto o comando da Varig. A primeira tentativa ocorreu exatamente seis meses antes da eleição de 2002, quando os credores oficiais (Banco do Brasil, Petrobras e Infraero) deram uma pane seca na companhia aérea, cortando todos os créditos e o fornecimento de combustível e proibindo o pouso nos aeroportos. Acuados, os acionistas da Varig não tiveram solução e foram obrigados a nomear dirigentes para o conselho gestor. Sabem quem foi nomeado para dirigir a Varig? O ex-chefe da Casa Civil do presidente Fernando Henrique, Clóvis Carvalho, que pousou no comando da companhia ao lado do economista Mendonça de Barros. Encastelados no comando da companhia aérea, os políticos liquidaram todo o passivo que o Unibanco possuía: quase US$ 150 milhões. Carvalho e Barros queriam que os acionistas assinassem um documento que transferia o controle acionário para eles.

A operação que trocaria o Ícaro da Varig por um tucano foi abortada por um fato que eles não esperavam: a derrota do Serra nas urnas. A ligação é tão estreita que Clóvis Carvalho foi futuramente nomeado pelo próprio prefeito José Serra como o seu secretário de governo, o equivalente à Casa Civil na prefeitura de São Paulo. Anos depois, foi o ex-genro de FHC que conseguiu assumir o Conselho de Administração da Varig. David Zylbersztajn tentou a mesma coisa. Ao lado de outros tucanos, forçou ser o fiel depositário das ações de controle da Varig, utilizando como argumento a pressão de um ex-tucano encastelado no governo petista, o Murilo Portugal. O plano naufragou. É bom lembrar que foi o ex-genro de FHC que levou a Varig a entrar em recuperação judicial e negociou o esquartejamento dos ativos da empresa. Se Serra tivesse sido eleito, o então genro de FHC teria promovido a divisão da Petrobras e o ex-chefe da Casa Civil teria encampado a Varig, utilizando a pressão orquestrada pelo Palácio do Planalto.

Na chapa de José Serra, um ex-genro também é o fio condutor de outros escândalos do governo tucano e que seriam abafados com a eleição do sucessor de FHC em 2002. Trata-se de Indio da Costa que viveu com a filha de Salvatore Cacciola, hoje na cadeia, que conseguiu da segunda maior autoridade  monetaria do país, o presidente do Banco Central, Francisco Lopes, uma compensação das perdas que teve com a desvalorização do real. Cacciola é o ex-sogro de Índio da Costa, o jovem candidato a vice-presidente da República de Serra. Um sogrão que foi protagonista de uma potente bomba relógio. A presença dele acaba trazendo de forma involuntária a lembrança de um dos maiores escândalos nunca explicado e que teve o Palácio do Planalto tapando o sol com a peneira.

Cacciola está preso, porém o presidente do Banco Central do Fernando Henrique – o verdadeiro agente deste escândalo – continua solto. Foram os gestores do Banco Central do governo FHC que autorizaram a operação que lesou os cofres da nação em milhões. Ele abriu, junto com os seus diretores, o cofre do Banco Central e entregou uma montanha de dinheiro ao ex-sogro do Indio da Costa. Um escândalo que é detalhado no livro que Cacciola escreveu, mostrando como operavam os bastidores do governo tucano.

A eleição de Serra, em 2002, colocaria uma pedra neste assunto e dificilmente alguém estaria preso, inclusive o ex-sogro de Indio da Costa não seria trazido da Europa. Por outro lado, a operação do ex-chefe da Casa Civil para tomar a Varig decolaria, e o ex-genro de Fernando Henrique estaria garantindo o futuro da família com negócios na área de petróleo e o esquartejamento da Petrobras, que já havia sido aprovado pelo conselho tucano.

 

Claudio Magnavita* 

Presidente da Abrajet (Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo), e diretor do Jornal de Turismo e da Aviação em Revista.



"Bolinha de Papel do Serra". Luciano não aceitou dar sequencia à farsa.

12:14, 31/10/2010 .. Postado em POLÍTICA .. 0 comentários .. Link

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CBN: a barra pesada na redação

Por Weden

O caso de Luciano Garrido, chefe de redação da CBN-RJ, é um exemplo de quem leva o jornalismo a sério, mesmo que isso lhe custe problemas como os causados pela diretora Mariza Tavarez. Extremamente sufocado, ele não conseguiu seguir e pediu demissão.

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Poderíamos fazer um levantamento dos jornalistas que foram constrangidos nas redações brasileiras por conta desse engajamento nada sutil da velha mídia na campanha de Serra.

Que a imprensa tenha lá seu favorito, sem problemas, desde que não venda gato por lebre, desde que se não mascare de imparcial.

Mas constranger jornalistas que querem fazer o seu trabalho, com a convicção de quem acredita que o jornalismo pode ser minimamente isento, aí é demais.

Se o repórter, o redator, mesmo o chefe de reportagem não querem produzir reportagens tendenciosas, que ele seja respeitado; que o o veículo procure outro afeito a esse tipo de prática. Sempre encontrará.

Seria importante o relato de gente que sempre trabalhou com honestidade, em nome do bom jornalismo, e foi sequestrado no seu direito de não ser tendencioso, de não ser parcial ao extremo.

O caso de Luciano Garrido, chefe de redação da CBN-RJ, é um exemplo de quem leva o jornalismo a sério, mesmo que isso lhe custe problemas como os causados pela diretora Mariza Tavarez. Extremamente sufocado, ele não conseguiu seguir e pediu demissão.

O motivo foram os questionamentos e "limites" impostos por Mariza à cobertura do episódio "Bolinha de Papel do Serra". Luciano não aceitou dar sequencia à farsa.

A mesma "bolinha de papel" também parece ter feito vítimas na redação de SP, informação que precisa ser confirmada.

Nas eleições passadas, jornalistas se rebelaram contra a Globo. Alguns saíram ou foram "saídos". Nesta eleição, até colunista foi demitido pelo Estadão por se posicionar de forma independente.

A liberdade de imprensa não existe na redação da velha mídia.

Na CBN, por exemplo, só tem vez quem está com Serra.

Paciência. Eles têm a grana. Mas jornalistas como Luciano Garrido têm honra e encontrará um bom lugar para pôr em prática o seu talento.

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Mariza Tavarez: Pressão contra bons profissionais

CBN: a barra pesada na redação

 



Polícia Federal libera íntegra do depoimento de Amaury Ribeiro Jr.

11:41, 31/10/2010 .. Postado em POLÍTICA .. 0 comentários .. Link

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Polícia Federal libera íntegra do depoimento de Amaury Ribeiro Jr.

Site do jornal O Estado de S.Paulo publica o depoimento do jornalista. Em dezembro de 2007 ele começa a investigar grupo que investigava Aécio

Leia abaixo a íntegra do depoimento de Amaury Ribeiro Jr. à Policia Federal no dia 15 de outubro passado. Ele já circula na internet, a partir da publicação pelo site do jornal O Estado de S.Paulo. O jornalista deu outros dois depoimentos mais, ainda não vazados para a imprensa.

Antes, um resumo. Você poderá ler que Ribeiro:

1. trabalhava desde o ano 2000 na compilação de dados sobre as privatizações de FHC, cobranças de propinas e envio de valores para as Ilhas Virgens.

2. começou sua investigação quando trabalhava no jornal O Globo.

3. sua primeira matéria sobre o assunto saiu em 2001 quando estava no Jornal do Brasil.

4. publicou várias matérias posteriormente em 2003, na IstoÉ e que foi processado por Ricardo Sérgio por conta disso.

5. ao final deste ano, parou de publicar matérias sobre o assunto, já pensando em escrever um livro.

6. em maio de 2007 foi trabalhar no Correio Brasiliense, e que no final do mesmo ano, depois de sofrer um  atentado, foi transferido para o Estado de Minas, do mesmo grupo.

7. no final deste ano deu-se conta de que um grupo clandestino de inteligência estaria investigando Aécio Neves e aí decidiu investigar este grupo.

8. descobriu, através de fontes próprias, que seria o deputado carioca Marcelo Itagiba o mentor do grupo, a serviço de José Serra.

9. em 2008 resolveu retomar as investigações as privatizações, com foco em Serra.

10. iniciou coleta de documentos sobre pessoas ligadas a Serra e empresas pertencentes a elas.

11. fez várias viagens para São Paulo e Brasília em 2008 e 2009 para realizar suas investigações, sempre custeadas pelo jornal Estado de Minas. Assim como as despesas para a obtenção dos documentos.

12. afastou-se formalmente do jornal em 16 de outubro de 2009, em função de problemas de saúde do pai. Antes, tirou férias de 30 dias.

13. antes de sair, entregou uma cópia dos documentos obtidos para o jornal e deixou outra cópia em seu laptop.

14. em abril de 2010, foi procurado pelo jornalista Luiz Lanzetta, cuja empresa de assessoria trabalhava para a pré-campanha de Dilma Rousseff. Este queria sua ajuda para indicar pessoas para ajudá-lo a descobrir possíveis espiões dentro da campanha de Dilma.

15. indicou o nome de Idalberto Martins, que indicou o de Onésimo Graça.

16. fizeram então uma reunião num restaurante de Brasília.

17. antes dela, no comitê de campanha de Dilma, soube das desavenças entre dois grupos de petistas que disputavam o comando da área de comunicação da campanha.

18. na reunião, não houve acordo financeiro que possibilitasse a contratação de Idalberto e Onésimo para o trabalho de contra-espionagem interna demandado por Lanzetta, que estava acompanhado de Benedito de Oliveira.

19. fizeram outra reunião duas semanas depois, sem que chegassem a um acordo financeiro. E que a partir daí considerou encerrado o assunto.

20. três semanas depois recebeu telefonema de Lanzetta, dizendo que algum dos participantes da reunião havia informado à Veja que eles estariam elaborando um dossiê contra Serra.

21. o jornalista da Veja, Policarpo Júnior, procurado por Amaury, disse-lhe que a informação lhe havia sido passada por um dirigente petista.

22. que pelo que ouviu de Policarpo, ele tinha conhecimento de dados que estavam apenas em seu notebook.

23. declarou que não havia passado o material para ninguém e afirmou que Rui Falcão teria copiado os dados num apart-hotel em Brasília.

24. confirmou que Luiz Lanzetta se afastou da campanha de Dilma depois da matéria da Veja e que sua empresa foi substituída por outra.

25. recorreu aos trabalhos de despachante para conseguir documentos na Junta Comercial para suas investigações.Mas não deu seu nome.

26. nunca foi filiado a partido político, nem foi contratado por nenhuma campanha política.

Em suma, nada que foi relatado no depoimento de Ribeiro Jr. contradiz com as matérias publicadas até aqui por CartaCapital.

Amaury Ribeiro Jr. nunca fez parte de suposto “grupo de inteligência” da campanha de Dilma. E fez suas investigações originalmente para “investigar quem eram os integrantes” do grupo que investigava Aécio. Este é o centro da questão.

Leiam o depoimento na íntegra: pdf

 

 



Desconstrução do preconceito

10:58, 31/10/2010 .. Postado em EDUCAÇÃO .. 0 comentários .. Link

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Desconstrução do preconceito

Não resulta do Bolsa Família o voto nordestino pró-Dilma, ainda maior no segundo turno

Para entender melhor o resultado do primeiro turno da eleição presidencial e projetar o resultado final do confronto entre Dilma e Serra, no dia 31 de outubro, é preciso falar do velho preconceito contra o Nordeste plantado nos corações e mentes de parte da elite das regiões Sul e Sudeste. O “Sul Maravilha”, conforme batismo do cartunista Henfil, um ícone do petismo aguerrido e ortodoxo.
Para esse pessoal, o voto no Nordeste foi comprado pelo Bolsa Família. Ninguém oferece uma contribuição melhor para a compreensão dessa questão do que a professora Tânia Bacelar, da Universidade Federal de Pernambuco.
Os argumentos dela não se sustentam no compromisso político. Ela mostra que os beneficiários do Bolsa Família “não são suficientemente numerosos para responder pelos porcentuais elevados obtidos por Dilma no primeiro turno: mais de dois terços dos votos no Maranhão, Piauí e Ceará e mais de 50% nos demais estados e cerca de 60% do total”.
Há fatos gerados pela administração Lula que explicam os votos: essa região, assim como o Norte, liderou as vendas do comércio varejista no Brasil entre 2003 e 2009. A consequência, segundo Tânia Bacelar, foi o dinamismo do consumo que “atraiu investimentos para a região”.
“Redes de supermercados, grandes magazines e indústrias alimentares e de bebidas, entre outros, expandiram sua presença no Nordeste ao mesmo tempo que as pequenas e médias empresas locais ampliavam sua produção”, explica.
O longo e importante braço da Petrobras influiu na dinâmica da economia nordestina. Houve investimento em novas refinarias e o resgate da indústria naval, que levou para aquela região vários estaleiros.
Tânia Bacelar fala, também, da “ampliação dos investimentos em infraestrutura, promovida pelo PAC com recursos que, somados, têm peso no total dos investimentos previstos superior à participação do Nordeste na economia nacional”.

Lula, segundo ela, quebrou o mito de que “a agricultura familiar era inviável”. Entre 2002 e 2010, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) sextuplicou os investimentos e, somado a outros instrumentos (Seguro-Safra e Programa de Compra de Alimentos, entre outros), passou a gerar três em cada quatro empregos rurais do País. O Nordeste abriga 43% da população economicamente ativa do setor agrícola brasileiro.
O resultado disso é registrado pela professora Tânia: “O Nordeste liderou o crescimento do emprego formal no País com 5,9% ao ano entre 2003 e 2009, taxa superior à de 5,4% registrada para o Brasil como um todo, e aos 5,2% do Sudeste, segundo dados da Rais”. E é no Nordeste onde houve também a maior redução da pobreza extrema (tabela).
Dilma obteve média de 65% dos votos nos nove estados nordestinos no primeiro turno. Esse porcentual nas pesquisas do segundo turno subiu para 71%. Sondagem do Ibope realizada no glorioso estado do Piauí retrata isso. No primeiro turno, a candidata petista alcançou um pouco mais de 60% dos votos. Agora deu um salto. No dia 15 de outubro, o Ibope registrou 70% das intenções de voto nela entre os piauienses. Isso pode prenunciar um massacre eleitoral.
“Esse não é o voto da submissão, da desinformação ou da ignorância. É o voto da autoconfiança recuperada e da esperança na consolidação dos avanços alcançados”, afirma Bacelar.
O Nordeste não trocou o voto pelo miolo do pão.

 


Por que Dilma cresce e Serra cai

08:18, 25/10/2010 .. Postado em Pesquisas 2010 .. 2 comentários .. Link

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Por que Dilma cresce e Serra cai

Paulo Cezar da Rosa *

Todas as pesquisas estão mostrando que a tendência revelada inicialmente pelo Vox Populi estava correta. Dilma está crescendo nos últimos dias e Serra está caindo

Estive conversando com o prefeito Ary Vanazzi, coordenador executivo da campanha Dilma no Rio Grande do Sul desde o primeiro turno. Tarso Genro, eleito governador, assumiu a coordenação política da campanha neste segundo turno, mas Vanazzi continua na linha de frente. Ele me deu alguns dos motivos para a vitória de Dilma. “Primeiro, estamos tendo uma mobilização social e política espontânea para combater o obscurantismo”, afirmou. “Segundo, a gente ampliou muito a campanha e hoje temos 80% das forças políticas atuantes no Rio Grande do Sul com a Dilma. Nós vencemos no primeiro turno e agora podemos ampliar a vantagem.”

Quando se trata de votos, Ary Vanazzi sabe do que está falando. Prefeito de São Leopoldo, cidade da região metropolitana de Porto Alegre, Vanazzi é uma espécie de Lula do município. Foi reeleito com 80% dos votos, governa com sete partidos e tem trânsito fácil com todos prefeitos do estado, independentemente de sigla partidária.

O desespero do marketing de Serra

Os erros na campanha Serra são muito grandes. O episódio da bolinha de papel revela o desespero de seus marqueteiros. Ao verem a derrota a sua frente, estão tentando de qualquer forma construir fatos que possam mudar as tendências.

Na passagem para o segundo turno, a direita serrista trouxe seu arsenal tradicional. Aborto, criancinhas, Deus, terrorismo, ética na política…. Serra é do bem, todo o resto é do mal. Uma receita lacerdista completa.

Serra, que no primeiro turno era um candidato de centro-direita, aliado com a direita, e que buscava o apoio do centro, no início do segundo turno jogou-se, literalmente, nos braços dos demos e passou a se apresentar como o baluarte da direita radical. Diante de uma campanha Dilma paralisada nos primeiros dias do segundo turno, a linha “agressiva de direita” de Serra pareceu fazer sucesso e ganhar apoiadores. Seus marqueteiros confundiram o crescimento natural do segundo lugar que vai para o segundo turno com adesão ao discurso de campanha rebaixado e obscurantista.

Na verdade, a agressividade de sua campanha, combinada com a fragilidade de seu discurso, acabou afastando do tucano o eleitor que estava em dúvida entre Dilma e Serra. Ao invés de crescer, Serra estava afastando o eleitor de centro e empurrando-o para votar em Dilma. Além disso, a defesa da ética na política por parte de Serra começou a ser desnudada pelo episódio Paulo Preto. Logo a seguir veio a contratação da filha de Paulo Preto em seu gabinete. E o tema do aborto fez água quando foi divulgado que sua mulher praticou o ato com seu consentimento… Um por um, todos os pilares do discurso de Serra foram sendo derrubados pela revelação de fatos concretos de sua trajetória.

Ao mesmo tempo que havia estes erros na campanha de Serra, a campanha Dilma conseguiu reagir. Primeiro, a própria Dilma foi para o ataque no primeiro debate. Ali, a militância lulista que ainda podia ter dúvidas quanto a disposição e qualidade da candidata, sentiu firmeza e capacidade de liderança em Dilma. Depois, foram feitas uma série de ações positivas. A mobilização dos governadores eleitos, da cultura, da sociedade, com o lançamento de inúmeros manifestos de apoio, a revelação dos podres do adversário…. Tudo isso construiu uma base de reação que conteve e reverteu o ataque direitista raivoso da campanha Serra.

Nos últimos dias, o que temos assistido é o mais puro desespero na campanha tucana. O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, veio atacar o Vox Populi, depois atacou Lula…. Na entrevista na Globo, Serra mais pareceu candidato a Papa que a presidente. Parecia um santo. Neste contexto, a bolinha de papel foi o desdobramento da entrevista. Já era preciso tentar construir uma reversão das tendências de qualquer maneira.

Penso que não deu certo. Nem mesmo a tentativa da Globo desta quinta feira a noite, apresentando um segundo objeto “transparente” (Muito apropriado isso de ser transparente, não é verdade? Assim não dá pra ver, não é mesmo?), pode reverter mais o efeito Rojas na imagem de Serra. O mais provável é que o tucano continue caindo ainda mais nos próximos dias. Mas todo cuidado é pouco.

Quando posou de santo na entrevista da Globo, Serra também tentou combinar isso com a defesa da continuidade de Lula e com propostas sociais agressivas, como o 13º para o Bolsa Família e outras. Ou seja, a operação de marketing do Serrarojas já tinha um norte claro: era preciso rapidamente reposicionar o tucano não mais como aríete dos demos, mas como um candidato de continuidade do que Lula tem de bom e ao mesmo tempo vítima dos radicais do PT ….

A busca dos candidatos desesperados para tentar, diante de uma derrota certa, retirar a campanha do terreno da política e colocar no terreno emocional é recorrente na política brasileira. No ambiente ainda autoritário do Brasil, a cada eleição, seja ela municipal, estadual ou nacional, os atores em desespero tentam sempre a mesma jogada. Querem, num golpe de mão, numa dramatização midiática, roubar a cena, deslocar o adversário e vencer a eleição.

Nos próximos dias, é preciso ter muito cuidado. Penso que a campanha Serra não tem limites. Os tucanos são capazes de fazer qualquer coisa. São capazes de realizar atentados, se for o caso. A campanha Dilma tem razão. Eles estão atrás do Pré-Sal. Querem a riqueza do Brasil de volta pras mãos deles. E contra isso só há um remédio: defender a Dilma de modo tranquilo, sereno, com argumentos, sem xingar o adversário, identificando as dúvidas e angústias de cada eleitor em particular e trazendo todos para o lado do Brasil que quer seguir mudando.

No próximo dia 31, não basta vencer. É preciso vencer bem, com uma grande margem de votos. Do contrário, teremos um governo Dilma acossado pelo PIG e com audiência.

Os números da vitória

Nunca esqueça. Pesquisa não ganha eleição, o que ganha é voto na urna. Portanto, não dá para diminuir o ânimo. Mas as tendências são claras.

Desculpe despejar aqui tantos números, mas é preciso.

 

http://sul21.com.br/jornal/2010/10/por-que-dilma-cresce-e-serra-cai/



Liberdade de imprensa no Brasil

08:37, 22/10/2010 .. Postado em TARRAFA .. 0 comentários .. Link

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Liberdade de imprensa no Brasil

A liberdade de imprensa é assegurada pela Constituição para uma sociedade participante, livre e solidária

 

Dalmo Dallari, Jornal do Brasil
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O Brasil subiu 13 pontos no ranking mundial de liberdade de imprensa, o que acaba de ser divulgado pela ONG Repórteres sem Fronteiras, organização que, como foi assinalado pelo jornal O Estado de S. Paulo, em matéria publicada no último dia 20 (pág. A14), é a principal entidade em defesa do jornalismo no mundo. 

Esse avanço do Brasil é um dado muito positivo, que deveria ter sido noticiado com grande destaque pela imprensa brasileira, que nos últimos dias afirmou o contrário. Com efeito, em represália a críticas do presidente da República a distorções no noticiário sobre atos e diretrizes do governo federal, vários órgãos da imprensa publicaram matéria insinuando que estariam sendo preparadas medidas restritivas da liberdade de imprensa, embora não apontassem qualquer elemento concreto que justificasse tal insinuação. 

Nessa mesma linha, deram publicidade, recentemente, a um manifesto de intelectuais, elaborado com evidente propósito eleitoral, acusando o governo Lula de não respeitar a liberdade de imprensa. E também aí sem a indicação de qualquer base concreta para a acusação.

 Como tem sido muitas vezes proclamado em documentos internacionais, e é expressamente consagrado na Constituição brasileira, a liberdade de imprensa faz parte do aparato essencial do Estado democrático de direito. E é de interesse de todo o povo que essa liberdade seja respeitada, devendo ser concebida e usada como um direito da cidadania, e não como um apêndice do direito de empresa ou como privilégio dos proprietários e dirigentes dos meios de comunicação. 

Fazem parte dessa liberdade o direito e o dever de informar corretamente, o que implica fazer a divulgação de fatos verdadeiros, sem  distorções e também sem ocultar fatos e circunstâncias que são de interesse público. 

Assim, uma efetiva ameaça à liberdade de imprensa será matéria de relevante interesse público e deverá ser divulgada para que haja a necessária reação, afastando a ameaça. 

Do mesmo modo, o registro do progresso na proteção dos direitos fundamentais da cidadania, entre os quais se coloca a liberdade de imprensa, é fato relevante, que deve ser noticiado com ênfase, para que o povo saiba que se está no rumo positivo e que, exigindo a garantia do que já foi conquistado, busque a ampliação das conquistas.

 Por tudo isso, devem ser repudiadas as afirmações ou insinuações maliciosas sobre ofensas ou ameaças à liberdade de imprensa, sem que existam dados objetivos que fundamentem tais assertivas. O veículo de comunicação que pratica esses desvios está afrontando seu compromisso ético e seu dever jurídico de ser fiel à verdade e de fazer uso da liberdade, que lhe é assegurada pela Constituição, para dar uma contribuição positiva à construção de uma sociedade participante, livre e solidária. 

Esses desvios da imprensa, por ação ou omissão intencional, contribuem para a criação e alimentação de um sentimento de incerteza e de descrédito em relação às instituições democráticas, o que implica, também, um prejuízo à credibilidade dos meios de comunicação, pois não há como considerá-los confiáveis quando  todo o sistema de direitos e garantias é posto em dúvida.

Dalmo Dallari* Professor e jurista  = http://www.jb.com.br/sociedade-aberta/noticias/2010/10/22/liberdade-de-imprensa-no-brasil/


Dança de Rua em Codó

12:15, 21/10/2010 .. Postado em TARRAFA .. 0 comentários .. Link

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Dança de Rua de Codó - MA

Postado por Bboy Guil

Aqui esta o que você esta procurando, Dança de Rua de Codó. Representada pelos seus Bboys e Bgirls.
A dança de Rua em Codó, desde os anos em que o Hip Hop chegou ao Brasil um dos seus elementos que se destacaram primeiro foi a Dança de Rua (Break) e o Rap, ao longo dos anos veio Graffiti e DJ. Hoje o que mais prevalesce da Cultura Hip Hop em Codó é a Dança de Rua.
Graças aos bboys que tem a iniciativa de fazer valer este movimento que a cada ano vêm crescendo e ganhando seu público.
Saiba a história da nossa equipe, a agenda, olhem as fotos, desses artistas, os bboys.
Assista vídeos,veja dicas de treino vídeos-aulas entre outros, fique por dentro do que acontece no HIP HOP.
Este blog foi criado por Bboy Guil do grupo Free Life Break.Preocupado com a Cultura HIP HOP de Codó-MA, A Dança de Rua de Codó, onde ele fez questão de citar não somente o seu grupo como tambem de outros grupos que faz parte deste movimento. Grupos como Angels Dancers, Alpha, Wayans e outros, o nome dos grupos que faz e já fez história na nossa Codó, no blog você pode encontrar vários intens do Break(Popping, Locking Breakdance onde está envolvidos nesse os powermoves as freezes, footwork, top rock e alguns powerleveis!! Experimente este conteúdo agradável e interessante!!!
Converse com os B.boys através do Bate-Papo do BBoy.



Região dos Cocais

12:04, 21/10/2010 .. Postado em TARRAFA .. 0 comentários .. Link

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Região dos Cocais

hspace=0 HISTÓRIA DA CIDADE

Diz a tradição que um dos primeiros exploradores da região de Codó foi o agricultor Luís José Rodrigues, apelidado de Pau Real, que muito teria contribuído para expulsar o gentio que ali habitava. Antigo armazém de mercadorias localizado à margem do rio Itapecuru, presume-se que o início de seu povoamento tenha ocorrido em 1780, muito contribuindo para seu desenvolvimento o trabalho escravo mantido por ricos senhores da aristocracia rural maranhense, as atividades agrícolas desenvolvidas por agricultores portugueses que, numa iniciativa de Francisco Marques Rodrigues foram instalados na Colônia Petrópolis, assim como, a partir de 1887, a imigração de sírios e libaneses para seu território. Pela Resolução Régia, de 19 de abril de 1833, o povoado de Codó foi elevado à categoria de vila. Em 16 de abril de 1896, através da Lei Estadual Nº 13, assinada pelo Governador Alfredo da Cunha Martins, passou à condição de cidade. Centro produtor de algodão desde o período colonial, participou da industrialização do Estado no setor têxtil, abrigando uma fábrica que produzia algodãozinho, brins, mesclas, riscados e sacaria. Entre os ilustres filhos da terra, destacam-se o publicista, jurisconsulto, professor e parlamentar Antônio de Almeida e Oliveira, que foi ministro da Marinha e presidente da Província de Santa Catarina, e José Maria de Magalhães, cuja passagem pelo Governo do Maranhão foi marcada pela realização de grandes obras, como a abertura de estradas de rodagem no interior e a construção da Avenida Beira-Mar, em São Luís.

Gentílico

Codoense

Significado do Nome

 

 

 Aniversário da Cidade

 

16 de Abril

 

 

hspace=0 CARACTERÍSTICAS

Clima 

Equatorial 

 

Temperatura Média

19º C 

 

 

hspace=0 COMO CHEGAR

Localização

Leste Maranhense 

Limites

Timbiras, Coroatá, Peritoró, Governador Archer, Gonçalves Dias, São João do Sóter, Caxias, Aldeias Altas, Chapadinha. 

Acesso Rodoviário

 Distâncias

218 km da Capital 

hspace=0 TURISMO

Principais Pontos Turísticos

Estação Ferroviária

E. F. São Luiz-Teresina (1920-1975)
RFFSA (1975-1997) 
CODÓ
Município de Codó, MA
Linha tronco - km 290,295 (1960)   MA-3676
Inauguração: 31.10.1920
Uso atual: em pé; uso não conhecido   com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d 
 
Histórico da Linha: A E. F. São Luiz-Teresina foi aberta em seu primeiro trecho em 1895, ligando Caxias a Cajazeiras (Flores). Em 1919 foi aberto outro trecho, São Luiz-Caximbos, prolongado em 1920 até Caxias. Somente em 1938 os trilhos chegaram a Teresina, com a abertura da ponte sobre o rio Parnaíba. Trens de passageiros rodaram até o ano de 1991 pela linha. Cargueiros trafegam por ela até hoje.
 
A Estação: A estação de Codó foi inaugurada em 1920. Cheguei em Codó e encontrei uma cidade com mais de 150.000 habitantes, um hotel bom, limpo e confortável. Tenho de recuperar o fôlego e as pernas. Codó é antiga, foi elevada a vila em 1835 e cidade em 1896. Já foi um grande centro de produção agrícola do Maranhão e produtora do melhor algodão da região.

 

hspace=0 EVENTOS

 

 

 

 

 

  Informações Úteis

 

 

Prefeitura Municipal de Codó.

 

hspace=0 codo@codo.ma.gov.br

 

hspace=0 (99) 3661-1399



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