Criar um Blog
Gerenciar um Blog
Visitar Próximo Blog
Denuncie

Reverendo Professor João Paulo Home | Perfil | Arquivos | Amigos

PROF. REV. MS. JOÃO PAULO - MÓDULO 3 DO IBADERJ - PLANEJAMENTO DE AULA – ESCATOLOGIA (AULA 2) 18/8/2010
AULA 2
ESCOLAS DE INTERPRETAÇÃO DA ESCATOLOGIA
             
Além de ser um dos Capítulos da Dogmática Cristã, ou seja, o Estudo Sistemático e Lógico das Doutrinas concernentes às Últimas Coisas, há quatro Escolas de Interpretação Escatológica.
a) Escatologia Consistente
          Termo nascido com Albert Schweitzer (1875-1965)[1], segundo o qual as Ações e a Doutrina de Cristo, tinha um caráter essencialmente escatológico. Não resta dúvida, pois de que o Senhor Jesus haja se preocupado em ensinar aos discípulos as Doutrinas das Últimas Coisas. Todavia, sua preocupação básica era a Salvação do ser humano. Ele Jamais deixou de se referir à vida prática e sofrida do homem.
b) Escatologia Idealista
          Corrente Doutrinária que relaciona a Escatologia Bíblica às verdades infinitas. Os que defendem tal posicionamento, alegam que a Doutrina das Últimas Coisas não terá qualquer efeito sobre a História da Humanidade. Relegam-na, pois, à condição de mera utopia, ou seja, projeto irrealizável, fantasia.
         Mas, o que dirão elas, por exemplo, acerca das Profecias já cumpridas? Será que estas não referendam as que estão por se cumprirem? Não esqueçamos, pois, ser a Profecia a Essência da Bíblia. Se descrermos daquela, não podemos crer nesta.
 

c) Escatologia Individual
            Estudo das Últimas Coisas que dizem respeito exclusivamente ao Indivíduo, tratando de Sua Morte, Estado Intermediário, Ressurreição e Destino Eterno. Neste Contexto, nenhuma abordagem é feita, quer a Israel, quer a Igreja.
d) Escatologia Realizada
          
Ponto de Vista defendida por Charles Harold Dodd (1884-1973)[2], segundo o qual as Previsões Escatológicas das Sagradas Escrituras foram cumpridas nos Tempos Bíblicos. Atualmente, portanto, não nos resta nenhuma Expectativa Profética de acordo com o Ensino de Dodd.
A partir desse Método Interpretativo, fica, porém, as seguintes perguntas:
·- A Segunda Vinda de Cristo já foi realizada?
·- A grande Tribulação já é História?
· O Julgamento Final já foi consumado?

MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO DA ESCATOLOGIA
        
Na História da Igreja têm sido adotados vários Métodos de Interpretação no que tange às Escrituras Proféticas. No entanto, faz-se necessário o bom conhecimento e a maneira correta de se aplicar dois Métodos de Interpretação que devem merecer nossa atenção.
1 – Método Alegórico ou Figurado
         
O termo alegoria é definido, por alguns Teólogos, como qualquer declaração de fatos supostos que admite a Interpretação Literal, mas que requer, também, uma Interpretação Moral, Simbólica ou Figurada. Se não atentarmos para o Sentido Real, Figurado ou Literal, de uma Profecia Bíblica, negamos o Seu Valor Histórico, dando uma Interpretação de menos importância, e assim corremos o risco de anular a Revelação de Deus naquela Profecia.
         Portanto, o Método Alegórico deve ser utilizado de maneira correta. Leia Gálatas 4:21-31 e observe que o Apóstolo São Paulo tomou Figuras Ilustradas no Texto com Focos Literais da Antiga Dispensação, mas apresentou-os como Sobras de Eventos Futuros.
2 – Método Literal ou Textual
         Este Método se preocupa em dar um Sentido Literal às Palavras da Profecia, interpretando-as conforme o Significado Ordinário, de uso normal. A Preocupação Básica é interpretar o Texto Sagrado consoante a Natureza da Inspiração da Profecia.
           Ambos os Métodos são válidos. Há uma perfeita ralação entre as Verdades Literais e a Linguagem Simbólica ou Figurada. Por exemplo, no Texto de São João.1:6 diz: “Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João”. E em São João 1:29 nos fala: “Eis aí o Cordeiro de Deus.” Palavras pronunciadas pelo próprio São João Batista ao ver a Jesus Cristo – o Messias.
         Agora vejamos os Métodos de Interpretação aplicado em ambos os Textos do Evangelho de São João acima descritos. O Primeiro está falando literalmente de um Homem, cujo nome, de fato, era João. No Segundo Texto, João Batista usou a Forma Figurada para denotar a Pessoa de Jesus – O Messias Salvador.
           
Em se tratando do Livro de Apocalipse, que em sua parte, é um Livro Escatológico, têm surgido Diversas Classes de Intérpretes, as quais devem ser conhecidas pelos Pastores e por aqueles que exercem o Ministério da Palavra.
Vejamos os Principais Intérpretes com seus respectivos Ensinos.
1º - Os Preteristas - Esta Classe crê que a maior parte do Apocalipse já foi cumprida, a muito tempo atrás. Eles relegam tudo ao Passado. O relacionamento que eles fazem entre o Texto e o Evento é muito subjetivo e precário.
2º - Os Historicistas - Os Intérpretes que assumem esta Posição procuram encaixar todos os Acontecimentos previstos no Apocalipse em Várias Épocas da História Humana. Interpretam o Apocalipse como um Estudo Progressivo dos Destinos da Igreja desde o seu Início até a Consumação. Estes asseveram que as Profecias estão cumpridas em parte e em parte estão por cumprir e algumas estão sendo cumpridas diante de nós.
3º - Os FuturistasEstes interpretes dividem-se em dois grupos:
a) Futuristas Extremos – acham que todo o Apocalipse refere-se à Vinda do Senhor Jesus Cristo – O Messias.
a)                 Futuristas Simples – Aceitam que os Três Primeiros Capítulos do Livro como já cumpridos; tudo o que se segue refere-se à Aparição Vindoura de Jesus Cristo – o Messias. A maioria dos Pentecostais e alguns Tradicionais ou Históricos (Metodistas, Presbiterianos, Luteranos, Anglicanos, Batistas e Congregacionais) têm uma Visão Futurista do Livro. Sob esta Perspectiva tudo, ou quase tudo que é narrado após o capítulo 4, será cumprido num curto espaço de tempo (sete anos – “uma semana” -) após o término da Dispensação da Igreja.
            
 Os Intérpretes do Apocalipse estão também divididos na forma como abordam o Milênio. (Os Mil Anos mencionados no capítulo 20). A maneira como se encara o Milênio afeta a Interpretação do Apocalipse como um todo. É necessário levantarmos, aqui, alguns pontos.
1º - Amilenistas ou Amilenarisrtas - Ensinam que não haverá nenhum Milênio, pelo menos não na Terra. Alguns simplesmente dizem que, como o Apocalipse é Simbólico, não há sentido algum em se falar em Milênio Literal. Outros interpretam os Mil Anos como algo que ocorrerá no Céu. Pegam o número mil como um Algarismo Ideal, um Período Indefinido. Assim, esperam que este Período da Igreja termine com a Ressurreição e Julgamento Geral, tanto dos justos como dos ímpios, seguindo-se imediatamente o Reinado Eterno no Novo Céu e na Nova Terra. A maioria dos Amilenistas considera Santo Agostinho (o Bispo de Hipona, no Norte da África - 396 – 430 d.C -.) um dos Principais Promotores do Amilenismo.
2º - Pós-Milenista ou Pós-Milenarismo - Começou a espalhar-se a partir do Século XVIII. Seus Adeptos interpretam os Mil Anos do Milênio, como uma Extensão do Período Atual da Igreja. Ensinam que o Poder do Evangelho ganhará todo o Mundo para Jesus Cristo, e a Igreja assumirá o Controle dos Reinos Seculares. Após haverá a Ressurreição e o Julgamento Geral tanto dos Justos como dos Ímpios, seguido pelo Reinado Eterno no Novo Céu e na Nova Terra. O Pós-Milenismo também espiritualiza irritadamente as Profecias da Bíblia, não dando espaço à Restauração de Israel ou Reinado Literal de Jesus Cristo sobre a Terra durante o Milênio.
3º - Pré-Milenista ou Pré-Milenarista - Acreditam que, o Retorno de Jesus Cristo, a Ressurreição dos Salvos e o Tribunal de Cristo, será antes do Milênio. No Final deste, Satanás será solto, engana as Nações, mas há de ser prontamente derrotado para todo o sempre. Segue-se o julgamento do GTB – Grande Trono Branco, que sentenciará o restante dos mortos. Aí sim, teremos o Reino Eterno no Novo Céu e na Nova Terra.
A Perspectiva Pré-Milenista e Futurista Simples, juntas, encaixam-se melhor nas Orientações de Jesus Cristo – o Messias Salvador. É a essa Elasse de Intérpretes do Apocalipse que a maioria dos Pentecostais e alguns Tradicionais ou Históricos pertencem.



[1] Albert Schweitzer foi um Teólogo, Organista, Filósofo e Médico franco-alemão. He was born in Kaysersberg in the province of Alsace-Lorraine , from 1871 to 1918 in the German Empire . Ele nasceu em Kaysersberg na província de Alsácia-Lorena.
[2] O Teólogo Dodd nasceu em Wrexham, Denbighshire, no País de Gales , é irmão do Historiador AH DoddHe studied classics at University College, Oxford , from 1902.. Estudou os clássicos na University College, Oxford..After graduating in 1906 he spent a year in Berlin , where he was influenced by Adolf Harnack . Após graduar-se em 1906,.passou um ano em Berlim, onde foi influenciado por Adolf Harnack. Em 1915 ele foi Professor de Novo Testamento em Oxford . He became Rylands Professor at the University of Manchester in 1930. Ele se tornou professor na Rylands University of Manchester. Em 1930. foiHe was Professor of Divinity at the University of Cambridge from 1935, becoming emeritus in 1949. Professor de Teologia na Cambridge University e a partir de 1935, tornou-se emérito em 1949.His students from Cambridge include David Daube and WD Davies . Junto com seus alunos de Cambridge University (David Daube e W. D. Davies)The three together, each through his own work, ushered in changes in New Testament studies that led to the New Perspective on Paul and the scholarship of Daube's student, EP Sanders ., cada um com seu próprio trabalho, anunciou mudanças em Estudos do Novo Testamento que levou à nova perspectiva sobre Paulo

Post 14 de 24
Última Página | Próxima Página