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Deve-se fazer a Transição entre as Divisões do Sermão: “ Como se faz da Vida Cristã uma Vida Vitoriosa?” Este Tema poderia nos levar a uma resposta baseada em Romanos: "Por que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus" ou "Por que em todas essas coisas somos mais do que vencedores". A Transição para a interrogativa acima, por exemplo, poderia ser: "Vejamos cinco motivos pelos quais podemos afirmar que a Vida Cristã é uma Vida Vitoriosa". A Palavra motivo é a Palavra-Chave da Transição. Nas divisões pode-se apresentar a palavra motivo como: Divisão I – O primeiro MOTIVO é... Divisão II – O segundo MOTIVO é... Divisão III – O terceiro MOTIVO é... Divisão IV – O quarto MOTIVO é... Divisão v – O quinto MOTIVO é... A Peroração ou Conclusão é o Clímax da Aplicação do Sermão “Para terminar!”, “Concluindo”,“Só para encerrar”, “Já estamos terminando”. Você já ouviu estas Frases? Muitas pessoas não sabem terminar uma Conversa, ficam dando voltas ou se envolvem em outros assuntos, sem ao menos perceber que o tempo está passando e o ouvinte já está angustiado com a demora. Assim, muitos Pregadores não sabem ou não conseguem concluir um Sermão. Isso acontece por que estes não preparam um Esboço e suas Idéias estão desordenadas, logo, não conseguem encontrar uma Linha Condutora da Conclusão do Sermão. COMO DEVE SER A CONCLUSÃO ? 1 – Apontar o Objetivo Específico da Mensagem; 2 – Clara e específica; 3 – Resumo do Sermão (o Sermão em poucas palavras) 4 – Aplicação Direta a Vida dos Ouvintes; 5 – Pequena Recapitulação; 6 – Faça um desfecho inesperado. Logo, uma boa Conclusão deve proporcionar aos Ouvintes satisfação, no sentido de haver esclarecido completamente o Objetivo da Mensagem. É preciso ter um Ponto Final para que o Pregador não fique perdido. OBS.: NÃO SE DEVE PREGAR UM SEGUNDO SERMÃO! Complementando... Se o Sermão foi de cunho Evangelístico, é imprescindível que se faça o Apelo...Um Esforço feito para alcançar o Coração, a Consciência e a Vontade do Ouvinte. Ao fazer o Apelo, os Pronomes se tornam muito importantes. Usem os pronomes "vós" e "nós". Incluam-se nele. Apelo não é Apelação. Dois tipos de apelos: · CONVERSÃO/RECONCILIAÇÀO – Aos Não-crentes e aos Afastados (desviados). · RESTAURAÇÃO – A Igreja COMO DEVE SER O APELO ?
1 – Convite
2 – Impactante e direto 3 – Não forçado ou prolongado 4 – Logo após a Conclusão da Mensagem.
No Apelo você deve dizer ao ouvinte o que ele deve fazer para CONFIRMAR a sua aceitação. Seja claro e mostre como ele deve agir.
· Levantar as mãos; · Ir a frente; · Ficar em pé; · Procurar uma Igreja próxima; · Conversar com o Pastor em momento oportuno. OBS.: ENQUANTO AS PESSOAS VÃO A FRENTE, PEÇO AO MINISTÉRIO DE LOUVOR LOCAL QUE ENTOE CÂNTICOS A MEIA-VOZ!
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AULA 2 O SERMÃO
Qualquer explicação requer organização, ordenação, lógica e clareza. Sendo o Sermão uma Explicação da Palavra e Vontade de Deus esse deve ser didático. A Prática de Pregações por meio dos tempos levou os estudiosos do assunto a relacionarem alguns elementos básicos que devem estar presentes nos Sermões, dando a eles uma Estrutura que facilita o Desenvolvimento da Mensagem. Esses elementos compõem o que chamamos de Estrutura do Sermão, são imprescindíveis, pois norteiam a Linha de Pensamento do Pregador direcionando o Ouvinte para o Conteúdo da Mensagem. A Estrutura propriamente dita é a Organização do Sermão com suas divisões técnicas, que servem para orientar o Pregador na Apresentação da Mensagem
1. Composição da Mensagem (Sermão)
São três partes que compõem um sermão: Integrantes, Não Integrantes e Auxiliares. Integrantes: a. Exórdio ou Introdução – começo "Sempre curto e objetivo". b. Corpo – a parte central (Explicação,e Argumentação) c. Peroração ou Conclusão – curta, simples e objetiva. "Não fique dizendo: "Já estou terminando"; pois acabará por mentiroso e tirando a atenção dos sinceros ouvintes. Não Integrantes: a. O Texto das escrituras lido diante dos ouvintes. b. Tema – ligado ao Texto, e o que irá conduzir a mensagem em perfeita unidade. Há muitos Temas: Temas Gerais: Fé, Salvação, Trindade; Temas Específicos, Temas Doutrinários, Temas Práticos; Temas Evangelísticos, Temas Missionários, Temas Ocasionais. c. Duração – É necessário saber quanto tempo se tem para pregar. Hoje geralmente o Tempo é muito curto, talvez por que muitos Dirigentes não dão prioridade a Santa Palavra, ou pensa que o Povo não quer ouvir a Palavra. Outros pensam que o Povo os quer ouvir pelo resto da vida, e desandam a falar até o "raiar do dia"; quando se têm o que dar sempre terá gente para ouvir, duro é ficar 1 ou 2 horas ouvido "ladainha". d. Tipo de Ouvintes – Fazer Identificação dos Ouvintes: Idade, Posição, Lugar, Temperatura, Conhecimento do Evangelho, Sistema de Som.. Elementos Auxiliares: - São os que dão Corpo a Mensagem, Subsídio: Referências, História, Ilustrações (não de forma excessiva!)... 2. O Conhecimento que o Pregador deve ter da Bíblia
Quem deseja ser um bom Pregador do Evangelho, deverá identificar-se com a Bíblia, conhecer sua Origem, sua Composição, Estrutura, seu Propósito, seu Caráter e seus Efeitos. A Bíblia foi escrita por mais ou menos 40 autores, durante um período de 16 séculos, é um Verdadeiro Milagre. a. É um Livro para ser buscado – São João 5:39 "Examinai-o". -; b. Ser Crido – São João 2:22 -. c. Ser Lido - 1 Timóteo 4:13. "Existe pregadores que nunca leram a Bíblia. Só copiam Sermões, parecem papagaios: Só repetem o que ouviram outros pregarem” -. d. Ser Recebido - 1Tessalonicenses 2:13 -.
3. Conhecendo a Estrutura do Sermão 3.1. O Exórdio ou Introdução Começar é difícil. Muitos Escritores escrevem a Introdução quando terminam o Livro. Alguém disse: “O Pregador começou por fazer um alicerce para um arranha-céu, mas acabou construindo apenas um galinheiro”.[1] A Introdução é tão importante quanto à decolagem de um avião que, deve ser bem perfeita para um vôo estabilizado. Ela, por certo, deve envolver o ouvinte, despertar o interesse e curiosidade e, também, ser um meio de conduzir os ouvintes ao Assunto que está sendo tratado no Sermão. Uma boa Introdução dá ao Pregador segurança, tranqüilidade, firmeza e liberdade na Pregação. Uma boa Introdução deve ser: 1. Breve (em torno de 5 minutos) 2. Apropriada, de acordo com o Tema do Sermão. 3. Interessante. 4. Simples. Sem arrogância, sem prometer muito. 5. Cuidadosamente preparada. Uma Introdução bem estruturada deve apresentar algumas características como, clareza e simplicidade, deve ser um elo com o corpo do Sermão e uma ordenação de pensamentos de forma lógica e sistematizada e, não deve prometer mais do que se pode dar. É preciso estar atento para o tempo de duração da Introdução que, deve ser breve e proporcional ao Sermão. Em se falando de Tipos de introdução, o Pregador pode utilizar um destes Tipos para iniciar um Sermão: 1 – ILUSTRATIVA – Uso de uma Ilustração na Introdução. Imagine que o Assunto que será abordado seja complexo e abstrato. Então, comece com uma ilustração que explique e esclareça o que pretende dizer. 2 – DEFINIÇÃO – Explicação detalhada de um determinado conceito. Explique para o ouvinte o que tem a dizer. Dê a ele conceitos significados de Símbolos, Termos e Assuntos que ele provavelmente não conheça. 3 – INTERROGAÇÃO – Uma pergunta (deverá ser respondida no Corpo do Sermão). Para Sermões onde o Tema é uma pergunta é interessante que esta seja bem explorada na Introdução. Observe que, se estamos falando sobre Morte ou Salvação cabe aqui uma pergunta como “Para onde iremos nós?”, que deve levar o Ouvinte a uma reflexão profunda, e para reforçar pode-se usar o texto de São Lucas 12:20 “Mas Deus lhe disse: Insensato, esta noite te [pedirão] a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” As Perguntas da Introdução devem ser respondidas no Corpo do Sermão.
Explique o Contexto do Texto em que será aplicada a Mensagem (Época, País, Costumes, Tradição, etc.).Observe o Texto de São João 4: 1-19. Caso Sua Mensagem esteja baseada neste Texto, introduza com uma explicação detalhada das relações entre os Judeus Tradicionais (do Reino Sul –Judá, com capital em Jerusalém) e os Judeus Samaritanos (do Reino Norte – Israel, com capital em Samaria), as relações entre os homens e as mulheres, a Lei acerca do Casamento, a Origem do Poço de Jacó, etc. No caso desse Texto citado acima, seria relevante ler 2 Reis 17. 3.2. O Corpo do Sermão (Explicação e Argumentação) Esta deve ser a Parte Principal (central) do Sermão. Aqui o Pregador irá expor Idéias e Pensamentos (através de Pontos e Subpontos) que deseja passar para os Ouvintes, além de explicar brevemente o Conteúdo do Texto que vai ser pregado. As Divisões devem ser desenvolvidas de acordo com a Realidade de Hoje O Ouvinte precisa acompanhar o seu Desenvolvimento. “Cada Divisão, Subdivisão, e até Ilustrações e Explicação, tem que apontar na direção do alvo e em ordem de interesse”. Cada Ponto deve discutir um aspecto diferente para que não haja repetição. As Frases devem ser breves e claras. As Divisões servem para indicar a Linha de Pensamento a serem seguidas ao apresentar o Sermão. Entretanto, deve-se fazer uma Discussão que é a Revelação das Idéias contidas nas Divisões. Resumindo... As Divisões...
1. Devem ter Unidade de Pensamento. 2. Elas ajudam o Pregador a lembrar-se dos Pontos Principais do Sermão. 3. Elas ajudam os Ouvintes a recordarem-se dos aspectos principais do sermão. 4. Elas devem ser distintas umas das outras. 5. Elas devem originar-se da Proposição e desenvolvê-la progressivamente até o Clímax do Sermão. 6. Elas devem ser uniformes e simétricas. 7. Devem ter apenas uma idéia ou ensino. 8. O número das Divisões deve, sempre que puder, ser o menor possível (três ou quatro preferencialmente). 9. Deve girar em torno de uma única Idéia Principal da Passagem. 10. Podem consistir em verdades sugeridas pelo Texto. 11. Devem, preferencialmente e quando possível, vir em seqüência lógica e cronológica. 12. As Próprias Palavras do Texto podem formar as Divisões Principais do Sermão, desde que elas se refiram à Idéia Principal. Geralmente será possível
Ex.2 Tema: Relacionando a fé com a necessidade humana Texto: São Mateus 14:14.21 Divisão I.O DESAFIO DA FÉ Divisão II.A OBRA DA FÉ Divisão III.A RECOMPENSA DA FÉ Exemplo.: 1 Tema: O Cristo que não muda Texto: Hebreus 13:8 “Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente”.
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PLANEJAMENTO DE AULA - HOMILÉTICA AULA 1 O QUE É HOMILÉTICA?
Homilética é a Ciência que estuda os Princípios Fundamentais do Discurso em Público, aplicados na Proclamação do Evangelho. Este termo surgiu durante o Iluminismo, entre os Séculos XVII e XVIII, quando as Principais Doutrinas Teológicas receberam Nomes Gregos, como, por exemplo, Dogmática, Apologética e Hermenêutica. As Disciplinas que mais se aproximam da Homilética são: a Hermenêutica e Exegese que se complementam. ALGUNS VOCÁBULOS GREGOS IMPORTANTES HOMILETIKE – (Grego) Ensino HOMILIA – (do verbo homileo) Pregação Cristã, nos Lares em forma de Conversa. O QUE É PREGAÇÃO? Pregação é o ato de pregar a Palavra de Deus. Pregador (aquele que prega) vem do latim, “prae” e “dicare”, isto é, anunciar, publicar. A palavra grega correspondente a pregador é “keric - Keryx”, arauto, isto é, aquele que tem uma Mensagem (Kerigma - Kerygma) do Reino de Deus, uma Boa Notícia, uma Boa-Nova – Evangelho, “- evangelion”.. 1. A Pregação deve conter Mensagem e deve produzir efeitos positivos
A Pregação não deve ser como um conto vulgar, visto que, é uma forma de comunicação sublime, o Pregador recebe de Deus uma Mensagem, que então transformará aos seus ouvintes. "Ele é veículo que levará". Exigem-se dedicação para se ter Frutos na Colheita. O Pregador deve pregar somente a Verdade. O Mundo necessita de uma transformação, ou seja, mudança de vida, de natureza, de costumes, que somente a Verdade de Deus pode produzir. 2. A Pregação deve ser com convicção
Todas as verdades que estão nas Páginas da Bíblia são indiscutíveis (q.v. 2 São Pedro 1:20-21 e São João 17:17. Ninguém pode ter sucesso como pregador se não tiver convicção naquilo que prega. O Pregador tem que crer no Fruto de Sua Semente. É melhor não pregar, do que pregar e não crer na própria Pregação (Romanos 10:8)) "Toda Pregação de Fé, tem sucesso". 3. Cristo deve ser o Centro da Pregação
A Plataforma Protestante ou Evangélica existe para que se pregue a Jesus Cristo – o Messias. Existem muitas maneiras de se começar uma Pregação, porém há uma só maneira de se terminar: Apresentando o Messias Salvador - Jesus Cristo. Nada, nem ninguém podem tirar-lhe o Lugar na Pregação. 4. Inicia-se a Pregação partindo de um Texto Bíblico
Uma Mensagem sem um texto Bíblico que a respalde, é como um trem sem os trilhos. "Um texto sem contexto é mero pretexto". O Pregador deve ser sábio ao escolher e utilizar o Texto. O melhor Comentário da Bíblia continua sendo Ela mesma. É aconselhável pregar somente Textos curtos e conhecidos do Pregador. "Aquele que não ordena seus pensamentos, não pode ser senhor de suas palavras". "Ordene bem suas palavras e serás ouvido". Não grite como louco: "O grito é a manifestação cabal de quem não tem o argumento". [1] 5. Pregador e Pregação simples têm bons resultados
Características de um Pregador
Simplicidade não é desleixo nem falta de Conhecimento. Não é ignorância. Ritualismo, Formalismo e Artificialismo são os grandes inimigos do Pregador,. "A autoridade de Jesus não foi posta em dúvida por sua simplicidade" (2 Coríntios 11:3b. Os gestos devem ser simples. A atenção do Povo deve estar na Palavra e não no Orador. No final eles devem falar bem da Pregação e não do Pregador. (Fora com aquelas perguntas: Como você acha que eu fui? O povo gostou de mim?) Devem-se evitar dois extremos: A Imobilidade e a Dramatização. O Pregador não é uma estátua, nem tampouco palhaço, artista. Ademais, Linguagem Simples e não Linguagem "Chão". Pregar é falar em lugar de Deus, é o próprio Deus falando. Não torne pouco as Coisas de Deus. Somos apenas um canal. Veja o Gráfico abaixo com atenção: DEUS, A PALAVRA E O MINISTRO (PREGADOR)
· O Pregador dirigi-se a Deus e transmite ao Ouvinte/Comunidade a Mensagem levando-o a Deus. Pode ser: Textual. Examina um Texto Bíblico literalmente e detidamente. Expositiva. Exige muito Conhecimento do Pregador, pois vai fazer uma exposição lógica e objetiva do Texto apresentado. Por Tópicos. Divide-se um Texto em várias partes lógicas que exige argumentação progressiva até a aplicação final que é o clímax da Mensagem. Qualquer que seja o método é necessário ter-se um Texto. a. O Texto desperta interesse na Palavra de Deus. b. Inspira confiança na Palavra. c. Outorga Autoridade ao Pregador. d. Orienta o Público baseado na Palavra. [1] GONÇALVES, llton. .Conhecimentos de Homilética: A Arte de pregar Sermões Religiosos. Disponível em http://www.solascriptura-tt.org/Ide/Homiletica-IltonGoncalves.htm. Acessado em 3 de agosto de 2010.
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Cristianismo, Política e Patriotismo (Parte 2)
Rev. João Paulo da Silva
2010! Chegamos a mais um Ano Eleitoral no Brasil! No dia 3 de outubro, algumas Cidades do País já vão para elegerem seus novos Governantes ou reelegeram alguns dos atuais; ademais, algumas cidades ainda vão participar do Segundo Turno das Eleições em 24 de outubro. Quando se fala em Política, algumas pessoas logo pensam, indubitavelmente, de forma indutiva, em Eleições, Comícios, Passeatas, Carreatas, Campanhas Eleitorais no Rádio e na Televisão e outros Meios de Comunicação, Colação de Gualhardetes em muros e postes, Panfletagem, Colocação de Outdoors, Cabos Eleitorais, Vereadores, Prefeitos de Cidades, Governadores de Estado, Deputados Estaduais, Deputados Federais, Senadores e Presidente da República. Todavia, essa é somente a Parte Eleitoral da Política. A Política é um fator muito abrangente na Sociedade, ou seja, significa a participação em um Sistema de Regras relacionadas à Direção, Organização e Administração de Ações Governamentais ou Institucionais. Quando nos relacionamos com o Objetivo de Organização Coletiva, tais como: Sindicatos, Associações de Moradores, Associação de Pais e Amigos, Centros Acadêmicos, Movimentos e Projetos Sociais, estamos também, fazendo Política. A Política muitas vezes é confundida como algo mórbido, sórdido, negativo, assustador e sarcástico, devido a algumas atitudes e situações caóticas, corruptas, escandalosas e desmotivadoras dentro dos Setores Governamentais (Governos Municipal, Estadual e Federal e Órgãos Judiciários do Governo). Essas atitudes e situações desvanecedoras têm levado algumas pessoas a se alienarem politicamente, criando um gueto apolítico, embora cada um de nós tenha, necessariamente, de uma forma ou de outra, um posicionamento político. No entanto, este posicionamento é pessoal e permite que façamos nossas próprias escolhas. Afinal de contas, para isto que existe o Processo Democrático. Destarte, essas próprias escolhas terão reflexos sobre nossa existência coletiva e individual. É mister lembrar que as atitudes passivas beneficiam quem está governando, contudo, nunca somos realmente neutros em uma Sociedade. Somos comissionados por Jesus Cristo – o Messias para sermos “Sal da Terra” e “Luz do Mundo”; para contribuirmos com nosso “sabor” e nossa “luminosidade”. É necessário tomarmos posicionamentos conscientes, ou somente serviremos para ser marionetes de um sistema dominador e sermos pisados e desdenhados dentro da Sociedade. Miltom Nascimento em sua música “Planeta Blue”, expressa o sonho de ver uma Sociedade Igualitária no Mundo, mas, em especial no Brasil e em outros Países da América Latina. Conforme os Versos abaixo: Eu sou a Atlântica dor plantada no lado Sul; de um planeta que vê e que é visto azul... Mas essa primeira impressão, esse Planeta Blue, não é a visão mais real;além de cor blue é também muito triste, pode ser o lado nu, o lado pra lá de cru, o lado escuro do azul... A Fome Continental, miséria que o Norte traz; a fome que a morte vem, a fome não vem da paz; O ódio que o ódio tem, se espalha bem mais veloz, que a água que a chuva traz que o grito da nossa voz. Eu sou um homem qualquer, estou querendo saber, se dá pra gente viver,se dá pra sobreviver. Quero saber de coração se nossa humanidade, e este planeta vão poder prosseguir... Quem sabe se a terra segue o seu destino; bola de menino para sempre azul; quem sabe o homem mate o lobo-homem; e olhe o olhar do homem que é o seu igual; quem sabe se a festa chega à floresta; e o homem aceite a mata e o animal; quem sabe a riqueza e toda beleza; estará nas Mesas da Terra do Sul?.. Se a Justiça de Deus pela Sua Graça Maravilhosa já alcançou em Jesus Cristo – o Messias nossas vidas; é hora de mostrar com nossa Conduta Cristã a Justiça que Deus requer do Governo, das Instituições e das Pessoas. Convictos de nosso Chamado como Cristãos, temos a plena convicção de que o Direito vencerá, porque o Eterno reina, ama a justiça e fará o bem prevalecer.
Rev. João Paulo da Silva é Pastor-Presbítero Metodista e leciona em Seminários Teológicos e Faculdades de Teologia da Baixada Fluminense e Arredores.
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Rev. João Paulo da Silva é Pastor-Presbítero Metodista e leciona em Seminários Teológicos e Faculdades de Teologia da Baixada Fluminense e Arredores. | |||
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FAMÍLIA E ESCOLA: UMA UNIÃO NECESSÁRIA E SALUTAR Rev. João Paulo da Silva Historicamente, a Escola e a Família, tal qual as conhecemos na Atualidade, são instituições que surgiram e vão caminhando com o Advento da Modernidade e da Pós-Modernidade, elas destinadas ao cuidado e educação das crianças, para que no futuro sejam adultos inseridos de forma bem-sucedida na sociedade de seu tempo.
Compor uma parceria entre Escola e Família pressupõe de ambas as partes, a compreensão de que a relação Família-Escola deve se manifestar de forma que os pais não responsabilizem somente à Escola a Educação de seus filhos e, por outro lado, a Escola não pode eximir-se de ser co-responsável no processo formativo da criança. Pode-se afirmar que hoje em dia a Escola não pode viver sem a Família e vice-versa, visto que, é através da interação desse trabalho em conjunto, é que se tem o desenvolvimento do bem-estar e da aprendizagem do educando, os quais contribuirão muito na formação integral a posteriori. A Escola pode ser pensada e repensada como o meio do caminho entre a Família e a Sociedade. Neste delicado lugar, tanto a Família quanto à Sociedade lançam olhares e exigências à Escola. No que se refere à Família, é necessário dizer que a historiografia brasileira nos leva a concluir que não existe um “modelo de família” e sim uma infinidade de modelos familiares, com traços em comum, mas também guardando singularidades. É possível dizer que cada Família possui uma identidade própria, trata-se na verdade, como afirmam vários autores, de um agrupamento humano em constante evolução, constituído com o intuito básico de prover a subsistência de seus integrantes e protegê-los. O envolvimento familiar traz benefícios aos docentes que, via de regra, sentem que o seu trabalho é apreciado pelos pais e se esforçam para que o grau de satisfação dos mesmos seja grande. Em contrapartida, a Escola também ganha porque passa a dispor de mais recursos comunitários para desempenhar as suas funções, nomeadamente com a contribuição dos pais na realização de atividades de complemento curricular. Se bem que a Família seja a influência mais precoce e mais forte para a criança em desenvolvimento, ela perdeu o "monopólio" da transmissão de valores, da informação, de atitudes, na educação. Presentemente, existem outros condicionantes, necessidades, exigências, afetos e apoio. E de entre outros agentes na socialização está a Escola. Quando a Escola se aproxima da Família, registra-se uma pressão positiva no sentido dos programas educativos responderem às necessidades dos vários públicos escolares. As comunidades locais também ganham porque o envolvimento familiar faz parte do movimento cívico mais geral de participação na vida das comunidades, sendo, por vezes, uma oportunidade para os pais intervirem nos destinos das suas comunidades e desenvolverem competências de cidadania. Pode se notar que, muitas vezes, a Família têm interesse em participar das atividades propostas pela Escola. Entretanto, existe a necessidade de formação de vínculos entre ambas as instituições, a fim de que que possam atender às necessidades da criança nesta fase do desenvolvimento escolar. São inúmeras pesquisas, trabalhos e artigos que dão conta da retomada da presença da família na vida escolar de suas crianças, mostrando que essa participação é salutar e positiva quando existe firmeza quanto aos propósitos e valores morais, apoio mútuo e sentido de continuidade. Também, nota-se, com facilidade, as escolas que contam com a participação da família e da comunidade. Nelas os recursos se multiplicam e o desempenho dos alunos melhora muito e sua administração se torna mais independente, como quer a Lei de Diretrizes e Bases da nossa Educação. Benefícios imediatos chegam e fortalecem a relação família-escola, pois o número de participantes passa a ser crescente e o tempo de duração dessa relação, também aumenta, dando aos membros das famílias a certeza de ser oportuna sua contribuição diante da produção e dos efeitos alcançados. Rev. João Paulo da Silva é Pastor-Presbítero Metodista e leciona em Seminários Teológicos e Faculdades de Teologia da BAixada Fluminense e Arredores.
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O PROFETA MIQUÉIAS
Rev. João Paulo da Silva
Quem foi Miquéias?
O Nome Miquéias vem, provavelmente, de uma palavra que tem o significado de: “Quem é semelhante a Jeová?” (parecido com Miguel, que quer dizer “Quem é semelhante a Deus?”). Natural de Moreset-Gat em Hebron - um povoado uns 40 km a sudoeste de Jerusalém. Miquéias foi um Profeta Bíblico que profetizou durante os Reinados de Joatão, de Acaz e de Ezequias - Reis de Judá -, sendo assim contemporâneo de Isaías, outro Profeta Bíblico. Tendo vivido na Época das Invasões Assírias sobre os Reinos da Samaria e de Judá, os seus vaticínios são dirigidos contra ambos os Reinos, aos quais ameaça com o castigo por intermédio dos Assírios.
Os Três Reis citados eram bem diferentes um do outro.
(1) Joatão foi um bom rei que “...se foi tornando mais poderoso, porque dirigia os seus caminhos segundo a Vontade do Senhor, Seu Deus” (2 Crônicas 27:6).
(2) Seu filho, Acaz, foi um dos piores Reis na História de Judá: “Andou nos caminhos dos Reis de Israel e até fez Imagens Fundidas a Baalins” (2 Crônicas 28:2). Chegou a sacrificar os seus próprios Filhos aos ídolos (2 Crônicas 28:3). Colocou um Altar Sírio no Lugar do Altar de Deus diante do Templo, e fez outras alterações no Templo (2 Reis 16:10-18). Deus permitiu castigos severos durante o Reinado de Acaz, incluindo: (1) Derrota pelos Sírios que levaram presa uma grande multidão (2 Crônicas 28:5); (2) Derrota por Israel que resultou na morte de 120.000 soldados e no cativeiro de 200.000 (2 Crônicas 28:6-8); (3) Derrota pelos Edomitas (2 Crônicas 28:17); (4) Perda de várias cidades de Judá para os Filisteus (2 Crônicas 28:18); (5) Traição pelo Rei da Assíria (2 Crônicas 28:16,20).
(3) Ezequias era um dos melhores Reis da História de Judá. Fez grandes Reformas no Templo, restaurou a celebração da Páscoa, etc. Quando Senaqueribe ameaçou Jerusalém, Ezequias e Isaías buscaram o Senhor. Deus salvou a cidade e mandou seu Anjo para matar 185.000 soldados assírios. Veja os detalhes do reinado deste bom rei em 2 Crônicas 29-32.
Divisão do Livro de Miquéias
O Seu Livro divide-se em três secções: na primeira condena os pecados da Samaria e de Judá, principalmente as injustiças praticadas pelos ricos e poderosos que despojavam injustamente os pobres; a segunda começa com um vaticínio sobre a restauração de Jerusalém, sobre a qual virão as nações estrangeiras e das quais esta se libertará; a terceira corresponde a um processo contra Jerusalém devido às suas idolatrias.
Cristo Revelado na Profecia de Miquéias
As Profecias sobre Jesus Cristo – o Messias - fazem o Livro de Miquéias luzir com Esperança e Encorajamento. O Livro se inicia com uma grandiosa Exposição da Vinda do Senhor (1.3-5). As Profecias Posteriores afirmarão o aspecto pessoal da Sua Chegada em Tempo Histórico. Mas a Disposição de Deus para descer e interagir é estabelecida no Princípio.
A Primeira Profecia Messiânica ocorre em uma cena de Pastor de Ovelhas. Depois que a terra deles havia sido corrompida e destruída, um restante dos cativos seria reunidos como ovelhas num curral. Então, alguém quebraria o cercado e os levaria para fora da porta, em direção à liberdade. (2.12-13). E esse alguém é seu “Rei” e “Senhor”. O episódio completo harmoniza-se belamente com a Proclamação de Jesus acerca da Liberdade aos cativos (São Lucas 4.18), enquanto, na verdade, liberta os cativos espirituais e físicos. Miquéias 5.2 é uma das mais famosas Profecias de todo o Antigo Testamento Ela autentica a Profecia Bíblica como “a Palavra do Senhor” (1.1; 2.7; 4.2). A expressão “a Palavra” do Senhor (4.2) é um título aplicável a Jesus Cristo. A Profecia de Miquéias 5.2 é, explicitamente, Messiânica (“Senhor em Israel”) e especifica Seu Lugar de Nascimento em Belém, em um tempo quando Belém era pouco conhecida. Suas Palavras foram pronunciadas muitos séculos antes do Acontecimento; ele não tinha nenhuma sugestão do lugar a que recorrer. Outra característica dessa Profecia é que ela não pode se referir a apenas qualquer líder que possa ter Sua Origem em Belém. Jesus Cristo é o único a quem ela pode se referir, porque ela iguala o Senhor com o Eterno: “Cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.” Esta Profecia confirma tanto a Humanidade quanto a Divindade do Messias Jesus Cristo de um modo sublime.
Rev. João Paulo da Silva é Pastor-Presbítero da Igreja Metodista do Brasil, Professor Universitário e Teólogo. Leciona em Seminários Teológicos e Faculdades de Teologia da Baixada Fluiminense e Arredores. | ||
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Cuidando bem deste país
Uma Reflexão sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente – 5 de Junho
Rev. João Paulo da Silva
Como Jovem Cristão Metodista alegro-me muitíssimo em ver a IGREJA METODISTA DO BRASIL valorizando as Questões da Terra e do Meio Ambiente. Louvado seja Deus pela Criação do CEMAG (Centro Ecológico Metodista Ana Gonzaga) e outras instituições que se propõem a preservar o Meio Ambiente. Em 2002, a IGREJA METODISTA DO BRASIL realizou duas programações importantes sobre a Ecologia e a Responsabilidade Cristã e o Meio Ambiente (51ª Semana Wesleyana em são Bernardo do Campo - SP e Seminário Regional de Capacitação Ecológica no Rio de Janeiro – RJ).
De 3 a 14 de junho de 1992, a Cidade do Rio de Janeiro foi o palco do mais importante Movimento sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento. A Conferência denominada “Cúpula da Terra”, convocada pela ONU (Organização das Nações Unidas) dispôs a defender o Planeta.[1] Os participantes, pessoas de diversas nacionalidades, adotaram o Programa intitulado “Agenda 21”.[2]
Ainda que bastante abrangente, a Questão Ambiental concebe como ambiente o lar, o trabalho, a comunidade, a escola e, enfim todo o espaço vivo do nosso ecossistema. Diz respeito aos problemas naturais – rios, mares, igarapés, lagos, lagoas, manguezais, matas, florestas, montanhas e vales; mas também envolve a devastação causada pelo lixo doméstico, industrial ou atômico, ou, pela falta de higiene, ou pela poluição da Atmosfera. Este é um Problema Internacional.
Inclusive, várias músicas populares foram escritas para conscientizar o homem da Preservação do Meio ambiente para que se tenha um futuro saudável e bonito:
“Depende de nós, quem já foi ou ainda é criança;
que acredita ou tem esperança,
de um mundo ainda melhor...
... depende de nós, se esse mundo ainda tem jeito;
apesar do que o homem tem feito,
se a vida sobreviverá”.[3]
“... vamos ter que cuidar bem deste país;
vamos ter que cuidar bem desse país;
será que no futuro terá flores?
Será que os peixes vão estar no mar?,
Será que o arco-íris terá cores?,
e os pássaros irão sobrevoar?”[4]
No Cenário Nacional, as Páginas da História são abalizadas pela exploração que lastimavelmente persiste amiúde em diversos lugares. Por exemplo, mais de 40% da Reserva Florestal Brasileira já não existe mais. Neste particular, enfatiza-se a exploração estapafúrdia da Amazônia, que poderá perder a posição suntuosa de “Pulmão do Mundo”. E que tem sido feito para preservá-la?
A cantora Joyce gravou com Chico Buarque de Hollanda no ano de 1989 uma música intitulada Capitão, onde ela faz um questionamento interessante e conscientizador. Um dos trechos diz o seguinte:
“Brasil! Quem é que seria o Dono da Amazônia?;
e por aqui quem viveria, se a Guanabara explodisse em gás e sangue?;
seria outra a nossa História... ”[5]
Miltom Nascimento em seu LP Txai, na Música Sertão das Águas também dá um desabafo e faz um apelo a Preservação do Meio Ambiente. Eis alguns trechos abaixo:
“Vem e me abraça me leva pra beira do igarapé,
mapas escorrem das mãos que vão me fazer cafuné[6],
a vida começa agora, rios de mel, são ilhas de mel,
remansos e correnteza...
...corre nas veias remar e seguir a viagem,
viver só carece coragem;
esperança de que a paz reine na floresta;
não venha o fogo queimar,
nem trator correr arrastar,
pra que a vida queria pulsar, sem correr;
...Sertão das Águas, o amor quando quer é bater e valer,
inunda os dias de sol e pode chover se quiser...
...o meu pensamento vai, chega primeiro a minha voz...
...o grito dessas pessoas dos fundos dos seringais,
devia ser escutado em Beléns e Manais”.[7]
Preservar o Meio Ambiente é reverenciar ao Eterno Elohim – Criador dos Céus e da Terra. Acontece que o homem considera-se “o Dominador da Terra”, capaz de explorá-la sem quaisquer critérios.[8]
É necessário retornar às Raízes Históricas e Bíblicas. O Texto Bíblico de Bereshit (Gênesis) 1:26-30 chama a atenção quanto a Primeira Grande Comissão dada a Humanidade. Neste Texto, o Autor Sagrado apresenta o Ser Humano como Grande Tutor da Preservação da Obra da Criação.
As Criaturas de Deus precisam entender que os animais, a Natureza e todo o Meio Ambiente também possuem seus direitos, e estes devem ser respeitados.
Em nome do Progresso, da Industrialização, da Tecnologia, promove-se a Exploração Ambiental desequilibrada. Com isto, é importantíssimo que seja resgatado o Sentido Bíblico da Mordomia Ambiental, ou, caso contrário, a Pregação em prol da vida será comprometida!
Indubitavelmente, não basta exclusivamente fazer campanhas esporádicas em prol do Meio Ambiente. O já mencionado Texto do Bereshit (Gênesis) e os Tehillim (Salmos) números 8, 15 e 104 compreendem um exercício quotidiano e metódico, contínuo e inacabado; em outras palavras, um Programa de Educação Ambiental executado amiúde visando conscientizar o povo a lutar pela Preservação do Meio Ambiente.
Diga-se de memória; fomos criados à Imagem e Semelhança do Soberano Deus – El Shadday, Aquele que era,que é e que há de ser SENHOR.
Que tenhamos uma mentalidade aberta e construtiva, e que possamos preservar o Meio Ambiente por amor a Vida e ao Autor da Vida, pois, por Ele, por meio Dele e para Ele são todas as coisas.
Pentecostes
2010
[1]Esta Conferência Mundial sobre o Meio ambiente também ficou conhecida como ECO 92.
[2]AAgenda 21 é um documento de 40 capítulos subdividos em 700 páginas que vem merecendo estudos em todo o Mundo.
[3]LINS, Ivan. Música Depende de nós, LP Personalidade, 1986.
[4]MORAES, Vinícius de, TOQUINHO. Música Herdeiros do Futuro, Década de 1980.
[5]JOYCE. Música Capitão. Participação Especial de Chico Buarque de Hollanda. LP Joyce ao vivo, 1989, faixa 4 do lado 2.
[6]Cafuné é uma palavra muito utilizada em Cidades do Interior (Norte e Nordeste do Brasil principalmente) e está associada a fazer carinho, agir de forma carinhosa.
[7]NASCIMENTO, Milton. Música Sertão das Águas. LP Txai, 1990, faixa 3 do lado 2.
[8] Grifo do Autor.
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AULA 4
TIPOLOGIA
O QUE É TIPOLOGIA?
É o Estudo das Figuras e Símbolos da Bíblia, com os quais Deus procura mostrar, por meio de Coisas Terrestres as Coisas Espirituais. Visto a incapacidade da mente humana de compreender as Coisas Divinas, nos mesmos termos encontramos no Antigo Testamento Deus falando das glórias celestiais através de coisas terrestres, ou seja, TIPOS, ou o que revelam o ANTI-TIPO.
Não se pode conhecer o ANTI-TIPO, sem antes conhecer o TIPO.
A Tipologia Bíblica é mui vasta e deveras instrutiva. Quando o Intérprete estuda a Bíblia por meio de Tipos sem extremismos e sem vaidade, pode-se, então, obter melhor Conhecimento do Plano Divino para a Redenção do Ser Humano, que de forma ampla e assaz é apresentado no Antigo Testamento por meio da Tipologia.
Em outras palavras, existe uma Relação Profética muito interessante entre o Antigo Testamento e o Novo Testamento. Essa Relação Analógica (analogia = semelhança entre coisas diferentes) entre os Símbolos e Personagens do Antigo Testamento e os Elementos do Novo Testamento.
É preciso dizer ainda que os Tipos do Antigo Testamento fossem ao mesmo tempo Símbolos (no sentido que comunicavam verdades espirituais aos seus contemporâneos), pois sua significação simbólica podia ser entendida antes de sua significação tipológica ser determinada.
Os Tipos são classificados para Efeito de Estudo Sistematizado em duas Ordens: Tipos Históricos (Pessoais e Coletivos) e Rituais.
1. TIPOS HISTÓRICOS
Pessoais
a) Adão – Jesus Cristo (q.v. Romanos 5:14; 1 Coríntios 15:45);
b) Melquisedeque – Jesus Cristo (q. v. Hebreus 7);
c) Moisés – Jesus Cristo (q.v. Deuteronômio 18:15; Atos dos Apóstolos 3:22).
Coletivos
A Igreja tem representado no Antigo Testamento por três Tipos Especiais:
a) Em Israel livre da Escravidão no Egito (Êxodo capítulos 12 a 15);
b) na Peregrinação de Israel pelo Deserto;
c) Na Posse de Israel na Terra Prometida.
2. TIPOS RITUAIS
a) As Festas Bíblicas além de Datas Comemorativas apontam para Jesus Cristo – o Messias;
b) O Tabernáculo é Tipo de Cristo;
c) Os Sacrifícios são Tipo de Cristo;
d) As Ofertas Legais são Tipos de Cristo.
Enfim, os Tipos sempre se originam na Realidade e Histórico, e eles são proféticos em natureza e aponta adiante a alguma pessoa ou evento que hão de vir. Eles são todos dirigidos para o "Mashiach” (Hebraico para Messias). Os judeus sabiam que o Seu Messias era o "Haba" ou "O que vem" e todos os Seus Profetas falaram DELE. Mas pensando bem, agora se pode ver mais claramente como cada um dos Tipos Figurativos e Sombras apontavam ao Messias.
Há de se convir que, o Tipo nos ajuda a entender o que é pensado acerca do cordeiro que o Israelita oferecia como um Sacrifício para o Pecado que ele havia cometido, O significado de qualquer Tipo no Antigo Testamento poderia não ser aparente até que o 'antitipo' ou a realização tivessem vindo. É importante notar que, indubitavelmente, tudo no Antigo Testamento é um Tipo do qual algo no Novo Testamento é o antitipo. Um exemplo disto é a Experiência de Jonas com a qual Jesus Cristo - o Messias usou um 'tipo' da sua própria Ressurreição.
OS NÚMEROS
Muitos dos Números usados nas Escrituras têm um significado e importância definidos, de modo que muitas vezes o próprio número indicará o assunto geral do contexto em que é usado. Essa é só mais uma das muitas provas infalíveis de que Deus não faz nada descuidadamente ou por mero acaso, mas que tudo é feito de modo que fique em harmonia com o grande e totalmente abrangente Plano e Programa de Deus.
A Numerologia das Escrituras não é tanto para ser usada para interpretar as Escrituras, quanto para confirmar as interpretações logo que tiverem sido feitas, utilizando-se as precedentes Leis de Interpretação. Dizemos isso como um aviso, pois se vê mundo agora que alguns indivíduos que se esforçaram para tornar a Numerologia das Escrituras a única regra para interpretar as Sagradas Escrituras. Eles até tentaram determinar quais versículos eram genuínos e quais eram adições ou alterações posteriores examinando o valor numérico que até mesmo as letras têm. Mas isso é um engano que levará a mais erros. Apesar disso, onde as Escrituras apresentam um número definido, geralmente tem um significado definido como as próprias palavras têm.
Como Ilustração do Significado dos Números das Escrituras, cita-se o uso do número quarenta. Quando aparece sozinho é quase sempre usado de tal modo que está de alguma maneira relacionado com um período de provação ou teste, depois do qual há julgamento ou aprovação. Assim, houve chuva na terra por quarenta dias e quarenta noites antes que a terra fosse finalmente destruída pelo Dilúvio (Gênesis 7:4-12). E assim os filhos de Israel comeram maná por quarenta dias no deserto (Êxodo 16:35). O propósito expressamente declarado disso é provar se eles andariam de acordo com as Leis de Deus ou não (Êxodo 16:4). E assim Moisés esteve no Monte com o Senhor por quarenta dias e quarenta noites para testar os israelitas, se eles obedeceriam a Deus conforme eles haviam dito que fariam (Êxodo 34:28 comparado com Êxodo 19:5-8). Assim Jesus foi testado por quarenta dias e quarenta noites no Deserto antes de Ele entrar em Seu Ministério (São Mateus 4:2; São Marcos 1:13; São Lucas 4:2). E assim Jesus foi visto pelos Discípulos quarenta dias após a Ressurreição antes DELE ser elevado ao Céu (Atos dos Apóstolos 1:3). Essa característica sobre esse número é tão comum nas Escrituras que há pouca necessidade de um argumento para demonstrar esse fato.
Esse fato se mantém adequado para muitos outros números, ainda que aparentemente não para todos os números que aparecem na Palavra de Deus. Ao menos alguns números não têm tal aparente significado como outros têm. Os seguintes abaixo são alguns dos números mais comuns, e seu significado habitual.
O número um é a unidade principal usado na composição de todos os outros. É o número da unidade, e conseqüentemente é associado à Divindade, pois Deus é uma unidade ao mesmo tempo em que Ele é uma Trindade. Assim, as Escrituras declaram: “Ora, o medianeiro não o é de um só, mas Deus é um”. (Gálatas 3:20) “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem,”. (1 Timóteo 2:5).
Muitas vezes esse número é usado onde se declara o pensamento da unidade como em São Mateus 19:5-6: “E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne...”. “E no dia seguinte, pelejando eles, [Moisés] foi por eles visto, e quis levá-los à paz, [à união, no grego]”. (Atos dos Apóstolos 7:26) “Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor”. (São João 10:16) “Eu e o Pai somos um”. (São João 10:30) “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste”. (São João 17:21) “Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito”. (1 Coríntios 6:17) E muitas outras referências há que mostram o significado do número um. Esse número é tal que não se pode dividi-lo sem fragmentá-lo, de modo que deve significar unidade de algum tipo.
O número dois tem vários significados relacionados, e esses foram tão bem explicados por Arthur Wathington Pink (1886-1952)[1] que nada pode-se fazer melhor do que citar suas palavras.
“O número dois, em seus significados escriturísticos, trata da diferença ou divisão. Prova disso se acha na primeira vez em que ocorre na Bíblia: o segundo dia de Gênesis 1 foi quando Deus dividiu as águas. Daí, dois é o número do testemunho, pois se o testemunho de dois diferentes homens concordam, a verdade é comprovada. Dois pois é o número de oposição. Um é o número de unidade, mas dois faz entrar outro, que ou está de acordo com o primeiro ou se opõe a ele. Daí, dois é também o número do contraste, conseqüentemente, toda vez que achamos dois homens juntos nas Escrituras é, com rara exceção, para o propósito de salientar a diferença que há entre eles”.[2]
Algumas das muitas Escrituras que comprovam essas coisas são as seguintes: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro”. (São Mateus 6:24) “Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada… Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus”. (São Mateus 18:16, 19) “E na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro”. (São João 8:17) “E, orando, disseram; Tu, Senhor, conhecedor do coração de todos, mostra qual destes dois tens escolhido,”. (Atos dos Apóstolos 1:24) “O que se entende por alegoria;porque estas são as duas alianças: uma, do monte Sinai, gerando filhos para a servidão, que é Agar”. (Gálatas 4:24)
O número três é o número da manifestação, pois Deus se manifesta nas três Pessoas da Santíssima Trindade. Pelo fato de que esse número tem esse significado, é também o número da ressurreição, e aparece nessa ligação mais do que em qualquer outra. A própria primeira vez em que esse número aparece no Novo Testamento lida com isso. “Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra”. (São Mateus 12:40) Que esse número é tanto o número da Deidade quanto da ressurreição é revelado onde essas duas coisas são reunidas em Romanos 1:4: “Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor”. Enquanto está ligado várias vezes ao número dois, como em São Mateus 18:16, é revelado que onde há duas testemunhas testificando a verdade de um assunto, o três é um passo a mais — é uma manifestação maior da verdade.
O número quatro está intimamente ligado a terra, pois lemos acerca dos “quatro ventos”, São Marcos 13:27; Apocalipse 7:1, “os quatro cantos da terra”, Apocalipse 7:1; 20:8; “os quatro confins da terra” Isaías 11:12.
Não só isso, mas até mesmo em nossas conversas comuns, muitas vezes falamos das quatro estações, as quatro direções, os quatro elementos (quer dizer, terra, ar, fogo e água) que no passado se cria constituíam toda a matéria. E muitos outros tais empregos do número quatro que o associam com a terra. Assim, quatro é associado com universalidade e abrangência. Deus fala dos quatro juízos sobre Israel em Ezequiel 14:21, que eram abrangentes e universais sobre todo o Israel. O número cinco é o número associado com a Graça, e muitas vezes tem esse significado nas Escrituras. Assim, o número cinco é bem proeminente no Tabernáculo e seu Sistema Sacrificial, pois esse número descrevia Cristo em Sua Pessoa e Obra. Só para citar uma Ilustração disso, vemos que o Altar de Bronze media cinco cúbitos por cinco cúbitos, Êxodo 27:1-2, que significaria que só pela Graça o ser humano pode se aproximar de Deus. Isso é exatamente o que foi operado na Cruz, e quase todos os Tipologistas admitem que o altar de bronze tipificava a obra de Cristo na cruz. Deus disse desse altar de bronze que “ali virei aos filhos de Israel”, Êxodo 29:43, que mostra que só Cristo é o caminho de aproximação para o Pai, harmonizando com Efésios 2:5, 8: “Pela graça sois salvos”.
O número seis é o número do homem nas Escrituras, pois o homem foi criado no sexto dia da semana da criação, Gênesis 1:26-31. E de cada sete dias, seis dias foram dados ao homem, mas o sétimo é reservado para o Senhor, Êxodo 20:9-11. Mas esse número não é associado com o homem somente nas Escrituras, pois até mesmo homens mundanos inconscientemente associam o número com o homem.
“Seis é o número do homem. Foi no sexto dia que o homem foi criado (Gênesis 1:26, 31). Seis dias são a duração do trabalho semanal do homem (Êxodo 20:9). É impressionante como esse algarismo é proeminente na medida em que o homem usa em conexão com seu trabalho: cada um dos seguintes é um múltiplo de seis. Há doze polegadas para o pé: dezoito para o cúbito: trinta e seis para a jarda. Assim é também com a divisão do tempo do homem. O dia tem vinte e quatro horas, cada uma dessas é composta de sessenta minutos, e esses de sessenta segundos. É extraordinário que há só seis palavras na Bíblia para designar o ‘homem’ — quatro no hebraico e duas no grego. Numa perfeita combinação, Aquele que tomou o lugar do homem pecador foi crucificado na sexta hora (São João 19:14)!”. Não só isso, mas quando o Anticristo entrar em cena, ele terá “o número de um homem”, Apocalipse 13:18, mas seu número é 666 — o número do homem levantado ao Terceiro Poder, pois ele será um homem deificado. E há um quadro interessante do Homem Natural que dá para se ver nas seis talhas em São João 2:1-11, pois elas estavam frias e vazias até que o Poder do Mestre Jesus entrou no quadro. Quando, por Sua ordem, elas foram cheias de água (que simboliza a Palavra de Deus, Efésios 5:26), a água foi miraculosamente transformada em vinho, e, portanto transformada em Bênção.
O número sete é o número da Perfeição Divina, pois no Sétimo Dia Deus descansou de todas as Suas Obras, Gênesis 2:2. No Novo Testamento, esse número aparece mais vezes no Livro de Apocalipse do que em todo o restante do Novo Testamento junto. E isso é como deve ser, pois Apocalipse é o Livro Final da Bíblia, e revela as Obras Finais de Deus com a Humanidade. Aí lemos de Sete Igrejas, Sete Espíritos de Deus, Sete Candelabros de Ouro, Sete Estrelas, Sete Selos, Sete Chifres, Sete Olhos, Sete Anjos, Sete Trombetas, Sete Trovões, Sete Cabeças, Sete Últimas Pragas, Sete Frascos de Ouro, Sete Montanhas, Sete Reis e Sete Novas Coisas. Onde quer que esse número apareça, o provável é que ele tenha um significado mais espiritual do que quase qualquer outro número em toda a numerologia das Escrituras.
O número oito tem o significado de Novos Começos, pois vem depois do sete, o Número da Perfeição. Foi no dia depois do Sábado — no oitavo dia, em outras palavras — que Jesus ressuscitou dos Mortos (São Marcos 16:1-8), como foi tipificado em Levítico 23:10-11. E desde o Tempo da Ressurreição de Jesus em diante, Ele sempre se encontrou com Seus discípulos no Oitavo Dia. Isso significava que o Sábado Judaico tinha cessado de ser o Dia de Adoração, e que um Novo Começo havia amanhecido, onde o Oitavo Dia — o Domingo — seria daquele tempo em diante o Dia da Adoração em Comemoração à Ressurreição de Jesus.
De novo, foi Noé, a oitava pessoa, como ele é chamado em 2 São Pedro 2:5, que repopulou a Terra depois do Dilúvio, e assim, foi um novo começo da raça humana. Em Apocalipse 17:11 uma das bestas é vista como uma vez um oitavo, mas um dos sete, que mostra que ela é apenas a forma revivida de um dos reinos anteriores.
Finalmente, a própria eternidade, alias, será um oitavo depois de sete eras, ou dispensações, em que Deus lidou com a humanidade, mas esse “novo começo” será uma era sem fim — a “era das eras” como o texto grego a chama em vários lugares. Veja Efésios 3:21; Filipenses 4:20; 1 Timóteo 1:17; Apocalipse 20:10, e outros.
O número nove não é tão proeminente em linguagem simbólica como alguns dos números precedentes, e conseqüentemente, não é tão fácil determinar seu sentido. É mais comumente usado como ordinal, ou de alguma outra maneira com outros números. Ethelbert William Bullinger (1837 – 1913)[3] diz sobre esse número:
“O número nove é um número muitíssimo extraordinário em muitos aspectos. É mantido em grande reverência por todos os que estudam as ciências ocultas; e na ciência matemática possui propriedades e poderes que não se encontram em nenhum outro número. É o último dos dígitos, e assim marca o fim; e tem o sentido da conclusão de um assunto. Está relacionado ao número seis, seis sendo a soma de seus fatores (3 X 3 = 9, e 3 + 3 = 6), e assim tem o sentido do fim do homem, e a conclusão de todas as obras do homem. Nove é, pois, O NÚMERO DA FINALIZAÇÃO OU JUÍZO. O número dez, por outro lado, tem o sentido claro de responsabilidade humana. Assim, temos os Dez Mandamentos, que claramente apresentam o dever humano para com Deus e para com o homem. Abraão suplicou com Deus em favor de Sodoma até que ele recebeu a promessa de Deus de que até por causa de dez pessoas justas Ele não destruiria a cidade. Pois Abraão sentiu que Ló teria sido responsável o suficiente para que ao menos dez pessoas justas pudessem ser achadas em sua família apenas, se não houvesse nenhuma outra na cidade, Gênesis 18:32. Comparando com Gênesis 19, é evidente que Ló e sua esposa tinham duas filhas virgens, v. 8, além de pelo menos duas filhas casadas e seus maridos (4 pessoas), v.14, além de pelo menos dois filhos, v.12, de modo que isso totalizou pelo menos dez pessoas. Mas, que tristeza, a maioria deles não eram justos como Abraão havia esperado, e como era sua casa, Gênesis 18:19. E o testemunho de Ló foi tão indeciso que não poderíamos saber que ele foi verdadeiramente salvo, a não ser pelo testemunho de 2 Pedro 2:7-8.
E havia dez leprosos purificados, mas só um retornou para dar graças a Deus, Lucas 17:12-18. Havia dez virgens testadas pela vinda de Cristo, Mateus 25:1. Dez servos foram testados pelo seu mestre quanto à sua fidelidade, Lucas 19:11-27. Havia dez pragas sobre o Egito para testar a nação quanto à sua responsabilidade de obedecer ao mandamento de Deus para liberar Israel. O número onze é outro número que não tem um significado tão claro como os outros, mas pode ser que seu sentido simbólico esteja nos números cuja soma some até onze, como sugerem alguns. Em Êxodo 26:9, as cortinas do Tabernáculo, sendo onze em número, são juntadas cinco e seis à peça, que parece comprovar isso. Evidentemente, há um sentido espiritual nesse número, pois é usado em vários contextos em referência à construção do Tabernáculo, e também em algumas das ofertas.
Finalmente, doze é o número que é associado ao Governo Divino, havendo doze tribos de Israel, sobre as quais doze apóstolos deverão governar em doze tronos numa época futura. Esse número é bem proeminente em Apocalipse, havendo doze mil selados de cada uma das doze tribos de Israel, e havendo uma coroa de doze estrelas na cabeça da mulher, Apocalipse 12:1. E a Nova Jerusalém tem doze portões com doze anjos, doze fundamentos e doze mil estádios de comprimento. Então a árvore da vida dá doze tipos de frutos durante os doze meses de cada ano.
Há outros números que têm valor simbólico na interpretação das Escrituras, mas o sentido de todos os outros será determinado principalmente pelos sentidos combinados dos números dos que são compostos. Essas coisas, se estudadas em conexão com as outras Leis de Interpretação da Bíblia, têm considerável valor interpretativo, e não se pode ignorá-las sem diminuir a eficiência da nossa interpretação.
OS SÍMBOLOS
Os Símbolos foram muitas vezes definidos como um «Sinal», de reconhecimento, formado, por exemplo, por duas metades de um objeto partido que se juntam; mais tarde, um sinal qualquer, senha, sinete, insígnia, palavra de ordem, ou convencional, como, por exemplo, os sinais utilizados pelos lógicos e matemáticos e pelas diversas Disciplinas Científicas, ou analógico e capaz de evocar uma relação entre uma Imagem Concreta e uma Idéia Abstrata, tal como, por exemplo, o Cetro - Símbolo da Realeza -.
[1]Foi um Evangelista e Estudioso das Escrituras inglês considerado um dos gigantes da Fé Cristã. Após a sua Morte, suas obras foram republicadas pela Banner of Truth Trust, alcançando um público muito maior. O Biógrafo Iain Murray observa que “a grande difusão de seus escritos depois de sua morte o tornou o mais influente autor evangelista da segunda metade do século vinte.” Seus escritos despertaram um reavivamento da pregação expositiva e focaram o coração dos leitores a viverem pela Palavra.
[2] HUCHABEE, Davis W.. A Lei da Numerologia das Escrituras: Estudos em Hermenêutica Bíblica. Disponível em http://www.palavraprudente.com.br/estudos/dw_huckabee/hermeneutica/cap13.html. Acessado em 30 de julho de 2010.
[3]Clérigo Anglicano e Professor de Estudos Bíblicos. Desde os 29 anos de idade tornou-se Secretário da Sociedade Bíblica Trinitariana, posição que ocupou até sua morte. Entre suas edições promovidas, estava a primeira edição com Referências da Bíblia em Português. Como Teólogo desenvolveu um Esquema Hermenêutico baseado no Dispensacionalismo, que leva seu nome, Bullinguismo ou Ultra-Dispensacionalismo. Entre outras coisas, cria na Mortalidade da Alma e no Aniquilacionismo.
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AULA 3
FIGURAS DE LINGUAGEM OU FORMAS LITERÁRIAS UTILIZADAS NA BÍBLIA
Em Língua Portuguesa se estuda as Figuras de Linguagem ou Formas Literárias visando entender qual o formato da grafia de um determinado Texto ou Documentário Escrito.
Entretanto, para se entender qualquer Livro da Bíblia, é necessário saber a que Forma Literária pertence, ou seja, a Figura de Linguagem usada para escrever. Forma Literária ou Figura de Linguagem é o conjunto de regras e expressões usadas para escrever tal tipo de Livro
Na Bíblia encontramos Exemplos de Figuras de Linguagem ou Formas Literárias. Abaixo, alguns destes Exemplos:
GÊNEROS LITERÁRIOS DA BÍBLIA
Em Hermenêutica, além das Formas Literárias ou Figuras de Linguagem, existem é importante se falar dos Gêneros Literários. Os Gêneros Literários que se encontram na Bíblia são os seguintes:
TRATADOS RELIGIOSOS: Com aparência de Narração Histórica, apresentam verdades religiosas. Não podem ser entendidos como história propriamente dita. Exemplo. Gênesis capítulos 1 a 11. HISTÓRIA POPULAR: é quando mistura um pouco de História Verdadeira com elementos de fantasia. Trata-se de um modo de ensinar a Religião.
HISTÓRIAS DESCRITIVAS: Possui uma finalidade religiosa, mas os personagens e os fatos são todos verdadeiros, documentados pela História.
GÊNERO DIDÁTICO: São Livros que trazem instruções religiosas ou morais. Fazem recomendações e dão orientações de vida.
GÊNERO PROFÉTICO: Apresenta a Palavra de Deus através dos profetas, que advertem, repreendem e encorajam o Povo de Israel diante da realidade em que vive.
GÊNERO APOCALÍPTICO: São visões proféticas sobre a sorte do Povo de Deus. GÊNERO POÉTICO: Apresenta a Palavra de Deus à maneira de poesia, usando, portanto, de maior liberdade e recurso literário. GÊNERO JURÍDICO: é a Palavra de Deus apresentada sob a forma de Lei. É um modo de escrever bem diferente daquele usado na poesia.
GÊNERO EPISTOLAR: "Epistola" é uma palavra latina que significa carta. O gênero epistolar traz a Palavra de Deus à maneira de Cartas dirigidas a certas comunidades ou pessoas.
NOVELA: Conta não uma história pública, mas um fato da vida pessoal e privada de um personagem, seus sentimentos e suas reações. Quer apresentar o significado desse personagem para Israel. A trama se dá da seguinte forma:
- Início: situação de conflito e tensão; - Meio: o conflito se complica cada vez mais;
- Fim: resolução do conflito e esvaecimento das complicações. Exemplos: Gênesis 37; 39-48; Livro de Rute, Jô, Ester e os Apócrifos Tobias e Judite. . SAGA: Explica determinadas situações presentes a partir de acontecimentos passados. Existem vários tipos de saga: de herói (Ex 17,8-16; 1Sm 17,1-24), saga de uma Tribo ou Família (Gênesis capítulos 9, 20-27 e 48); saga de Lugar (Gênesis 11:1-9; 19:1-29). | ||
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AULA 2
REGRAS DA HERMENÊUTICA
1. A REGRA FUNDAMENTAL
A Escritura é explicada pela Escritura. A Bíblia interpreta a própria Bíblia.
2. PRIMEIRA REGRA
Enquanto for possível, é necessário tomar as palavras no seu sentido usual e ordinário.
3. SEGUNDA REGRA
É absolutamente necessário tomar as palavras no sentido que indica o conjunto da frase. Esta regra tem importância especial quando se trata de determinar se as palavras devem ser tomadas em sentido literal ou figurado. Para não incorrer em erros, convém, também, deixar-se guiar pelo pensamento do escritor, e tomar as palavras no sentido que o conjunto do versículo indica.
4. TERCEIRA REGRA
É necessário tomar as palavras no sentido que indica o contexto, isto é, os versos que precedem e seguem o texto que se estuda.
5. QUARTA REGRA
É preciso tomar em consideração o desígnio ou objetivo do livro ou passagem em que ocorrem as palavras ou expressões obscuras.
6. QUINTA REGRA
É indispensável consultar as passagens paralelas explicando as coisas espirituais pelas espirituais (I Cor 2:13). (I Cor 2:13).
7. SEXTA REGRA
Um texto não pode significar aquilo que nunca poderia Ter significado para seu autor ou seus leitores.
8. SÉTIMA REGRA
Sempre quando compartilhamos de circunstâncias comparáveis (isto é, situações de vida específicas semelhantes) com o âmbito do período quando foi escrita, a Palavra de Deus para nós é a mesma que Sua Palavra para eles.
ASPECTOS GERAIS DA HERMENÊUTICA BÍBLICA
1 - É necessário tomar as palavras no sentido que indica o contexto, isto é, os versos que precedem e seguem o texto que se estuda. Consulte o texto imediato e remoto.
2 – Vocabulário do escritor - Enquanto for possível, é necessário tomar as palavras no seu sentido usual e ordinário. É absolutamente necessário tomar as palavras no sentido que indica o conjunto da frase.
Comente: Estamos debaixo da lei. (I São João 1:4)
3 – O intuito do escritor - É preciso tomar em consideração o desígnio ou objetivo do livro ou passagem em que ocorrem as palavras ou expressões obscuras. Esta regra tem importância especial quando se trata de determinar se as palavras devem ser tomadas em sentido literal ou figurado. Para não incorrer em erros, convém, também, deixar-se guiar pelo pensamento do escritor, e tomar as palavras no sentido que o conjunto do versículo indica.
Exemplos:
· Apóstolo São João no fim do Seu Evangelho (20:30-31)
· São Lucas no começo de Seu Evangelho (1:1-4)
· Dedução (Rom. 1:1-7; Gal 1:6-7; I Tim 1:3-4)
· Chaves (Num 1:1 - No deserto)
4 – Paralelismos e Correlação - É indispensável consultar as passagens paralelas explicando as coisas espirituais pelas espirituais (I Coríntios 2:13).
· Verbais passagens que ocorrem as mesmas palavras.
· Reais – se trata do mesmo assunto ou se expõe a mesma doutrina. (evangelhos
AUXÍLIOS EXTERNOS PARA UMA BOA INTERPRETAÇÃO BÍBLICA
A Época e a Cultura do Autor e dos Seus Leitores: fatores geográficos, topográficos e políticos, a ocasião da Produção do Livro. A questão mais importante do contexto histórico tem a ver com a ocasião e o propósito de cada livro.
1. INTERPRETAÇÃO HISTÓRICA E GEOGRÁFICA:
O Interprete deve descobrir as circunstâncias para um determinado escrito vir à existência. É necessário conhecer as Maneiras, Costumes, e Psicologia do povo no meio do qual o escrito é produzido. A Psicologia de uma pessoa inclui suas idéias de Cronologia, seus métodos de registrar a História, seus usos de Figuras de linguagem e os Tipos de Literatura que usa para expressar seus pensamentos.
É Preciso saber algo sobre os próprios hebreus, além de entender porque acreditavam em certas coisas e faziam certas coisas. Ao estudarmos a História de um povo qualquer, temos de compreender o Meio Ambiente em que eles viviam, bem como toda a sua Formação
Visto que a Bíblia é a Palavra de Deus, mas também, um Documento Histórico e a Igreja é um Movimento Histórico, a Exegese Histórica é importante tanto para compreender a Mensagem Bíblica como para determinar seu significado na Atualidade. Questões de data, autoria, antecedentes e circunstâncias são essenciais à tarefa de interpretar Textos da Bíblia e preparar Sermões Bíblicos. Quanto mais conhecermos as condições político-religiosas e socioeconômicas sob as quais foi escrito certo documento, tanto melhor poderemos compreender a Mensagem do Autor e aplicá-la de acordo com isso.
2. ANALISAR O CONTEXTO LITERÁRIO: LINGUAGEM REAL OU LITERAL, OU LINGUAGEM SIMBÓLICA OU FIGURADA
Certos Textos devem ser entendidos literalmente. Há também na Bíblia passagens em linguagem figurada. Devemos ler a Bíblia deixando-a significar o que quer dizer. Sua linguagem figurada é geralmente indicada pelo contexto; sues símbolos e tipos são explicados por outras passagens, quando não o são no próprio texto ou no contexto imediato. Fora disso, sua linguagem deve ser entendida literalmente, a não ser que o sentido requeira interpretação figurada.
As palavras somente fazem sentido dentro das frases, e estas em relação às frases anteriores e posteriores. Deve-se procurar descobrir a Linha de Pensamento do Autor: O que o Autor está dizendo e por que o diz exatamente aqui?
É de suma importância, reconhecer o que o Autor tenciona dizer:
Exemplos:
Quando Jesus disse “Eu sou a porta” entendemos essa expressão como comparação. Quando Ele disse: “Vê e acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus”, sua intenção era que a palavra fermento simbolizasse a doutrina de grupos. Quando disse ao paralítico: “levanta-te, toma o teu leito, e vai para a tua casa”. Ele esperava que o paralítico obedecesse, pois um ato imperativo.
A palavra casa em alguns Textos Bíblicos não se refere a construção de alvenaria ou outro material, mas poda se referir a nação, família ou grupo específico. | ||
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PLANEJAMENTO DE AULA - HERMENÊUTICA
AULA 1
O QUE É HERMENÊUTICA?
É a Ciência e Arte da Interpretação. É Ciência porque estabelece regras positivas e invariáveis; é Arte porque suas regras são praticas. O termo "Hermenêutica" provém do verbo grego "hermēneuein" e significa "declarar", "anunciar", "interpretar", "esclarecer" e, por último, "traduzir". Significa que alguma coisa é "tornada compreensível" ou "levada à compreensão".[1]
Em outras palavras, Hermenêutica é o Estudo Cuidadoso e Sistemático das Escrituras para descobrir o Significado Original que foi pretendido. É a tentativa de escutar a Palavra conforme os Destinatários Originais devem tê-la ouvido; descobrir qual era a Intenção Original das Palavras da Bíblia.
Encontra-se desde os Séculos XVII e XVIII o uso do termo “Hermenêutica” no sentido de uma Interpretação Correta e Objetiva da Bíblia. Spinoza[2] é um dos Precursores da Hermenêutica Bíblica.
CIÊNCIAS QUE AJUDAM NO ESTUDO DA BÍBLIA
a)Hermenêutica
A Hermenêutica procura descobrir o Sentido Exato das Palavras e Textos, ou seja, “o que significa?” Em outras palavras, estuda-se Hermenêutica com o propósito de interpretar Produções Literárias do Passado. Sua tarefa fundamental é indicar o meio pelo qual possam ser removidas as diferenças ou distâncias entre um Autor e seus Leitores. A Hermenêutica nos ensina que isso só se realiza satisfatoriamente quando os leitores se transpõem ao tempo e ao espírito do Autor para, por exemplo, analisar as Características Pessoais do Autor, as Circunstâncias Sociais do mesmo e as Circunstâncias Peculiares aos Escritos.
Na Hermenêutica Bíblica, o ponto de partida é a própria Bíblia, uma vez que ela mesma é o objeto de Pesquisa da Hermenêutica. O Propósito da Hermenêutica é "transportar a Mensagem Bíblica, a partir do seu Contexto Original, a uma situação Histórica Contemporânea".
b) Crítica Textual
A Crítica Textual propõe-se a determinar a Exatidão das Palavras e Textos, ou seja, “é verdade, ou é lenda?”. Em outras palavras, a Crítica Textual (também chamada de Baixa Crítica ou Crítica Documental) é o nome dado ao Estudo dos Textos Antigos e da Sua Preservação (ou corrupção) ao longo do Tempo. Isto se dá, especialmente, no tocante aos Manuscritos Bíblicos Antigos. A sua tarefa é, portanto, a de reconstituir o texto de forma que seja o mais fiel possível ao Original com base nos Documentos Textuais disponíveis.
Contrasta com a Alta Crítica por ter o foco na Recuperação do Texto em si, sem atentar para Questões como Autoria e Contexto.
c) Exegese
Exegese é a Interpretação Profunda de um Texto. A Exegese como todo saber, tem práticas implícitas e intuitivas. A Tarefa da Exegese dos Textos Sagrados da Bíblia tem uma prioridade e anterioridade em relação a outros Textos. Isto é, os Textos Sagrados são os primeiros dos quais se ocuparam os exegetas na tarefa de interpretar e dar seu significado. A palavra Exegese deriva do grego exegeomai, exegesis; ex tem o sentido de ex-trair, ex-ternar, ex-teriorizar, ex-por; quer dizer, no caso, conduzir, guiar.
Por isso, o termo “Exegese” significa, como Interpretação, revelar o sentido de algo ligado ao mundo do humano, mas a prática se orientou no sentido de reservar a Palavra para a Interpretação dos Textos Bíblicos. Exegese, portanto, é a Denominação que se confere à Interpretação das Sagradas Escrituras desde o Século II AD ou D.C..
São Origines, Cristão Egípcio que escreveu nada menos que 600 obras, defendia a Interpretação Alegórica dos Textos Sagrados, afirmando que estes traziam, nas entrelinhas de uma clareza aparente, um sentido mais profundo. O termo Exegese restou ligado à Interpretação Alegórica, ensejando Abusos de Interpretação, a ponto de alguns Autores afirmarem, ironicamente, que a Bíblia seria um Livro onde cada qual procura o que deseja e sempre encontra o que procura.
Ser Exegeta é aplicar o Texto no Contexto Cultural da Época do Texto lido e extrair os Princípios Morais e Culturais para o Tempo Presente. Pelo fato de não existirem mais os A (do grego “autógrafa”) dos Escritos Bíblicos, é preciso lançar mão de Manuscritos, Lecionários, Citações nos Antigos Autores Cristãos, Óstracos e Traduções Posteriores. A partir de todas estas fontes, o Crítico Textual estabelece um "Texto Original", reconstruído, apoiado nas probabilidades e suposições estabelecidas a partir das testemunhas utilizadas.
A BÍBLIA É CRISTOCÊNTRICA
O Santo Espírito de Deus é o melhor intérprete da Bíblia. A própria Bíblia vai testificar tal afirmação como descrito em 2 São Pedro 1:19-21: “E temos ainda mais firme a palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações; sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo”.
Também 2 Timóteo 3:16: “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, afim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra".
Ademais, o próprio Messias Jesus Cristo declarou a Cristocentricidade da Bíblia, como declara São João 5:39: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim”.
Com isto, é importante saber que sendo a Bíblia Cristocêntrica, de forma apontar para a Pessoa de Jesus Cristo – o Messias, para um Aprofundamento Hermenêutico, ela pode ser dividida em Eixos Temáticos, a saber:
1. O Antigo Testamento: a Preparação do Messias Redentor.
2. Os Evangelhos: a Manifestação do Messias Redentor.
3. Os Atos dos Apóstolos: a Proclamação da Mensagem do Messias Redentor.
4. As Cartas ou Epístolas: a Explicação da Obra do Messias Redentor.
5. O Apocalipse: a Consumação da Obra do Messias Redentor.
A NECESSIDADE DA HERMENÊUTICA
1. O Conflito Hermenêutico: O Mundo de lá e o Mundo de cá, isto gera um desafio que o Estudante da Bíblia deve entender como tal, desde que esteja disposto a desgastar-se na Descoberta da Mensagem de Deus no Texto.
2. As Diversas Dificuldades que o Texto Bíblico apresenta: Língua, Tempo, História, Sociedade, Estilos de Vidas, Estilos Culturais, Gêneros Literários, etc,
3. Diversidade na Literatura Bíblica: Poesias, Estórias, Parábolas, Apocalíptica, Epístolas, Fábulas etc.
4. A própria História da Igreja. 2.000 anos de Interpretação Bíblica
5. A Perspicuidade e Complexidade das Escrituras: São João 3:16, 1 São Pe:3:18-22
6. É uma Motivação e Prática Bíblica: Neemias 8:8, Atos dos Apóstolos:8:26-31; 2 São .Pedro 3:15
O VALOR DA HERMENÊUTICA
CARACTERÍSTICAS DO INTERPRETE (HERMENÊUTA)
Objetividade: Não há duvidas que o Estudante esteja influenciado por diversos fatores: a Sua Filosofia, Questionamentos Históricos, Psicológicos e Religiosos que inevitavelmente conduz a sua Interpretação. A Objetividade esta no reconhecimento destas forças.
Espírito Científico: Existem dois modos dispares: Pietista e Racionalista “O Hermeneuta e o Exegeta deve estar mentalizado e capacitado para aplicar a um Estudo da Bíblia os mesmos critérios que regem a Interpretação de qualquer Composição Literária O fato de que tanto a Bíblia como na Sua Interpretação existam elementos especiais não exime o Interprete de colocar a devida atenção a Crítica Textual, à Análise Lingüística, a Consideração do Fundo Histórico e tudo quanto possa contribuir para esclarecer o Significado do Texto (Arqueologia, Filosofia, Obras Literárias Contemporâneas, etc.)”.
É preciso Capacidade Espiritual: Estar aberto à Ação da Palavra. Atitude de Compromisso. Espírito de Mediador: servir de ponte entre o Autor do Texto e o Leitor.
[1]Alguns defendem que o termo deriva do nome do deus da Mitologia Grega Hermes. O certo é que este termo originalmente exprimia a compreensão e a exposição de uma sentença "dos deuses", a qual precisa de uma interpretação para ser apreendida corretamente. Outros dizem que o termo "hermenêutica" deriva do grego "ermēneutikē" que significa "ciência", "técnica" que tem por objeto a interpretação de textos poéticos ou religiosos, especialmente da Ilíada e da "Odisséia"; "interpretação" do sentido das palavras dos textos; "teoria", ciência voltada à interpretação dos signos e de seu valor simbólico.
[2]Bento de Espinoza (também Benedito Espinoza; em hebraico: Baruch de Spinoza) foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Nasceu em Amsterdão, nos Países Baixos, no seio de uma família judaica portuguesa e é considerado o Fundador do Criticismo Bíblico Moderno.
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AULA 3
DOUTRINAS ESCATOLÓGICAS
1. Doutrina da Morte e do Estado Intermediário
A Morte como agente.
A Morte como acontecimento
A Morte como um estado
2. Doutrina dos Juízos
O Juízo do Pecado (são João 12:31)
O ser humano como pecador
O Juízo do Crente (2 Coríntios 11:31-32)
O ser humano como Servo de Deus
O Juízo das Obras do Crente (2 Coríntios 5:10)
O Juízo de Israel durante a Tribulação (Daniel 12:1; São Mateus 24:15-19)
O Juízo das Nações viventes
O Juízo de Satanás e Seus Anjos Caídos (Apocalipse 20:10)
O Juízo dos Ímpios falecidos Apocalipse 20:11-15)
3. A Doutrina das Ressurreições
Haverá Duas Ressurreições: A dos Crentes (justos) e dos Incrédulos (injustos/ ímpios), havendo um interregno de Mil Anos entre ambas (Apocalipse 20:5). A Primeira Ressurreição (dos justos/crentes) abrange diversos grupos de salvos e ressuscitados. Aí o vocábulo grego tagma - tagma- , que significa “grupo, fileira, turma, como um dispositivo militar ou escolar.
4. A Doutrina da Vinda de Jesus
A Vinda de Jesus Cristo – o Messias abrange:
· O Arrabatamento da Igreja
· O Juízo da Igreja
· As Bodas do Cordeiro
· A Ceia das Bodas do Cordeiro
· A Grande Tribulação
· A Volta de Jesus Cristo em Glória (Segunda Fase da Sua Segunda Vinda, após o Período da Grande Tribulação
5. A Doutrina do Milênio
Conforme já foi estudado, há várias Visões Teológicas osbre o Milênio. Entretanto, de acordo com a Visão Futurista Pré-Milenarista ou Pré-Milenista, será o Reino de Jesus Cristo implantado na Terra, com Justiça e Paz durante Mil anos.
6. Doutrina da Revolta de Satanás
Ocorrerá após o Milênio.
7. Doutrina do Perfeito Eterno
Apocalipse capítulos 21 e 22 descreve a Glória deste Perfeito Eterno.
8. Doutrina das Dispensações e Alianças
Antes de descrever sobre as Dispensações, é importante saber que, existem entre os Pré-Milenistas dois Grupos: Os Pré-Milensitas Dispensacionalistas e os Pré-Milenistas Históricos. Contudo, a questão das Dispensações é estudada e tratado pelo primeiro grupo citado.
No ciclo da História da Humanidade, as Escrituras (de acordo com a Visão Pré-Milenista Dispensacionalista) trata de Sete Dispensações e Oito Alianças entre Deus e os seres humanos.
Nesta Doutrina, é próprio incluir o Estudo:
· Das Eras Bíblicas
· Dos Tempos Bíblicos
· Dos Dias Bíblicos
AS SETE DISPENSAÇÕES
Para melhor compreender o Campo da Escatologia Bíblica, faz-se necessário um resumido estudo sobre as Sete Dispensações[1], sabendo que, a Última Dispensação é para o futuro. Segundo o Pr. Severino Pedro da Silva, em seu livro “Escatologia”, uma dispensação: “é um período em que o homem é experimentado em relação à sua obediência a alguma revelação especial da vontade tanto permissiva como diretiva de Deus”.[2]
A Palavra Dispensação deriva do termo grego “oikonimia - oikonomia -” que por sua vez significa economia que é a “boa ordem na administração na despesa de uma casa”.
As Sete Dispensações são:
Dispensação da Inocência Seu início deu-se na Criação e findou-se na Queda de Adão e Eva. Dispensação da Consciência
Esta Dispensação começou em Gênesis. 3, abrangendo o Período desde a Queda do Ser Humano até o Dilúvio (Gênesis 7:21-22). Dispensação do Governo Humano Esta Dispensação começou em Gênesis. 8:20 e perdurou desde o Tempo do Dilúvio até a Dispersão dos Homens sobre a Superfície da Terra, sendo consolidada com a Chamada de Abraão (Gênesis 10:15; 11:10-19 e 12:1). Dispensação Patriarcal ou da Promessa Teve início com a Aliança de Deus com Abraão, A palavra chave é Promessa. Por meio desta Dispensação, Abraão e seus descendentes vieram a ser Herdeiros da Promessa. Esta Dispensação perdura até a Promulgação da Lei por Moisés. Dispensação da Lei Ela teve início em Êxodo 19:8, quando o Povo de Israel proclamou dizendo que “tudo que o Senhor falou, faremos.” Sua extensão é do Sinai ao Calvário; ou seja, do Êxodo à Cruz. Dispensação da Graça ou da Igreja Esta Dispensação começou com a Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo – o Messias e terminará em plenitude com o Arrebatamento da Igreja; porém, oficialmente falando, seus efeitos continuarão até Apocalipse 8.1-4. Dispensação do Milênio ou do Reino Esta Dispensação terá, de acordo com a própria Escritura, a duração de 1.000 anos; Apocalipse 20:1-6. É também chamada de a Dispensação do Governo Divino. Esta Dispensação é algo para o futuro, logo após o Julgamento das Nações descrito em São Mateus. 25:31-46, e antes do Juízo do Grande Trono Branco (GTB). É neste ponto, é que se encontra a essência do entendimento do Campo da Escatologia Bíblica, ou seja, compreender o que Deus traçou para o Futuro da Igreja, Israel e das Nações. Esta última Dispensação, que é a juntura do Presente Século e do Vindouro, fornece um nítido exemplo de sobreposição das Dispensações, isto é, que às vezes há um período transitório entre uma e outra. Entre os Teólogos Dispensacionalista, pode-se citar o Pastor e Teólogo Anglicano Ethelbert William Bullinger, que dividiu as Sete Dispensações da seguinte maneira:
AULA 4
AS OITO ALIANÇAS
Aliança significa: Pacto, Conserto, Contrato. Todas as Alianças na Bíblia serão cumpridas. São elas:
Edêmica (Gênesis 1-2)
Adâmica (Gênesis 3- 6)
Noética [Gênesis 8.20-22].
Abraâmica [Gênesis 12.1-3].
Mosaica [Êxodo 19.3 - 40.38].
Palestiniana [Deuteronômio 30]. Davídica [2 Samuel 7.5-17]. Messiânica, Cristiânica ou Nova Aliança [Jeremias 31.31-34; São Mateus 26.28]. LIVROS ESPECÍFICOS QUE TRATAM DE ESCATOLOGIA
· 1 Tessalonicenses
· 2 Tessalonicenses
· 2 Pedro
· Apocalipse
· Daniel
· Joel
· Sofonias
· Zacarias
A VINDA DE JESUS
1. A Certeza da Vinda de Jesus
a) Jesus afirma que voltará (Apocalipse 22:20)
b) Os Anjos afirmaram que Jesus irá voltar (Atos dos Apóstolos 1:10-11)
c) Os Escritores Bíblicos inspirados pelo Santo Espírito afirmam que Jesus virá (Jó 19:25; Romanos 11:26)
d) Os sinais que ora se cumprem, de acordo com as Profecias apontam para a Segunda Vinda do Messias
e) O Testemunho da Ceia assegura que Ele voltará (1 Coríntios 11:26)
2. Para que Jesus voltará
· Para levar Sua Igreja para si (São João 14:3)
· Para consumar a Salvação dos seus (Romanos 13:11)
· Para glorificar os Seus (Efésios 5:27)
· Para recompensar a todos (São Mateus 16:27)
· Para reconhecer publicamente o Seu Louvor (1Coríntios 4:5)
· Para prender Satanás (Apocalipse 20:1-2)
· Para recompensar a todos (São Mateus 16:27)
· Para ser glorificado nos seus (2 Tessalonicenses 1:10)
3. Provas Bíblicas de que Jesus levará a Igreja antes de Sua Revelação em Glória
a) Jesus promete vir buscar o Seu Povo na Terra
b) Jesus vem nos ares buscar os Seus (1 Tessalonicenses 4:17) e depois volta a Terra com os Seus (Zacarias 14:4)
c) Jesus virá em um momento e levará os Seus para os Céus. Será como um abrir e fechar de olhos (1 Coríntios 15:52)
4. A Extensão da Vinda de Jesus
a) Para a Igreja – Virá como Messias Salvador e Noivo Celestial, a fim de levá-la para a Glória;
b) Para Israel – Virá como Messias Salvador e Libertador para introduzi-lo no Milênio.
c) Para as Nações – Virá como Juiz e Senhor dos Senhores, para julgá-las.
5. O Arrebatamento da Igreja
· Aproxima-se celeremente (Apocalipse 1:3);
· É um mistério só plenamente compreendido quando ocorrer (1 Coríntios 15:51);
· Será no Céu, nos Ares e na Terra;
· Será secreto para o mundo e repentino
6. O Período entre o Arrebatamento da Igreja e Revelação de Jesus
a) É um Período de sete anos. Alguns Teólogos Dispensacionalistas têm esse tempo como uma Dispensação.
b) Esses sete anos se referem a 70ª semana descrita em Daniel 9:24ss.
7. O que ocorrerá na Terra entre o Arrebatamento da Igreja e a Revelação de Jesus
a) Apostasia total e generalizada entre os seres humanos (2 Tessalonicenses 2:3);
b) Retorno total dos judeus a Israel (Isaías 11:12);
c) Surgimento do Anticristo no cenário político mundial;
d) Surgimento do Falso Profeta no cenário religioso;
e) Surgimento de uma Confederação Mundial de Nações, provavelemte, tendo como Núcleo a Área do Antigo Império Romano. O Anticristo será o seu governante.
[1] Há Correntes Teológicas (algumas Escolas Dispensacionalistas) que colocam o Período da Tribulação como sendo também uma Dispensação. Sendo assim, essa Dispensação vai do Arrebatamento da Igreja até a Batalha do Armagedon. Ver ANDRADE. Anísio Renato de. O Dispensacionalismo. Trabalho de Escatologia apresentado ao Professor Pr. Marcelo Rodrigues de Oliveira, do Seminário Teológico Batista do Estado de Minas Gerais. Belo Horizonte: STBEMG, 26 de agosto de 1996. Disponível em http://anisiorenato.com/teologia6b.htm. Acessado em 28 de junho de 2010.
[2] SILVA, Severino Pedro da. Escatologia: Doutrina das Últimas Coisas. Rio de Janeiro: CPAD, s/d, passim.
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AULA 2
ESCOLAS DE INTERPRETAÇÃO DA ESCATOLOGIA
Além de ser um dos Capítulos da Dogmática Cristã, ou seja, o Estudo Sistemático e Lógico das Doutrinas concernentes às Últimas Coisas, há quatro Escolas de Interpretação Escatológica. a) Escatologia Consistente Termo nascido com Albert Schweitzer (1875-1965)[1], segundo o qual as Ações e a Doutrina de Cristo, tinha um caráter essencialmente escatológico. Não resta dúvida, pois de que o Senhor Jesus haja se preocupado em ensinar aos discípulos as Doutrinas das Últimas Coisas. Todavia, sua preocupação básica era a Salvação do ser humano. Ele Jamais deixou de se referir à vida prática e sofrida do homem. b) Escatologia Idealista Corrente Doutrinária que relaciona a Escatologia Bíblica às verdades infinitas. Os que defendem tal posicionamento, alegam que a Doutrina das Últimas Coisas não terá qualquer efeito sobre a História da Humanidade. Relegam-na, pois, à condição de mera utopia, ou seja, projeto irrealizável, fantasia. Mas, o que dirão elas, por exemplo, acerca das Profecias já cumpridas? Será que estas não referendam as que estão por se cumprirem? Não esqueçamos, pois, ser a Profecia a Essência da Bíblia. Se descrermos daquela, não podemos crer nesta.
c) Escatologia Individual Estudo das Últimas Coisas que dizem respeito exclusivamente ao Indivíduo, tratando de Sua Morte, Estado Intermediário, Ressurreição e Destino Eterno. Neste Contexto, nenhuma abordagem é feita, quer a Israel, quer a Igreja. d) Escatologia Realizada Ponto de Vista defendida por Charles Harold Dodd (1884-1973)[2], segundo o qual as Previsões Escatológicas das Sagradas Escrituras foram cumpridas nos Tempos Bíblicos. Atualmente, portanto, não nos resta nenhuma Expectativa Profética de acordo com o Ensino de Dodd. A partir desse Método Interpretativo, fica, porém, as seguintes perguntas: ·- A Segunda Vinda de Cristo já foi realizada? ·- A grande Tribulação já é História? · O Julgamento Final já foi consumado? MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO DA ESCATOLOGIA
Na História da Igreja têm sido adotados vários Métodos de Interpretação no que tange às Escrituras Proféticas. No entanto, faz-se necessário o bom conhecimento e a maneira correta de se aplicar dois Métodos de Interpretação que devem merecer nossa atenção. 1 – Método Alegórico ou Figurado O termo alegoria é definido, por alguns Teólogos, como qualquer declaração de fatos supostos que admite a Interpretação Literal, mas que requer, também, uma Interpretação Moral, Simbólica ou Figurada. Se não atentarmos para o Sentido Real, Figurado ou Literal, de uma Profecia Bíblica, negamos o Seu Valor Histórico, dando uma Interpretação de menos importância, e assim corremos o risco de anular a Revelação de Deus naquela Profecia. Portanto, o Método Alegórico deve ser utilizado de maneira correta. Leia Gálatas 4:21-31 e observe que o Apóstolo São Paulo tomou Figuras Ilustradas no Texto com Focos Literais da Antiga Dispensação, mas apresentou-os como Sobras de Eventos Futuros.
2 – Método Literal ou Textual Este Método se preocupa em dar um Sentido Literal às Palavras da Profecia, interpretando-as conforme o Significado Ordinário, de uso normal. A Preocupação Básica é interpretar o Texto Sagrado consoante a Natureza da Inspiração da Profecia. Ambos os Métodos são válidos. Há uma perfeita ralação entre as Verdades Literais e a Linguagem Simbólica ou Figurada. Por exemplo, no Texto de São João.1:6 diz: “Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João”. E em São João 1:29 nos fala: “Eis aí o Cordeiro de Deus.” Palavras pronunciadas pelo próprio São João Batista ao ver a Jesus Cristo – o Messias. Agora vejamos os Métodos de Interpretação aplicado em ambos os Textos do Evangelho de São João acima descritos. O Primeiro está falando literalmente de um Homem, cujo nome, de fato, era João. No Segundo Texto, João Batista usou a Forma Figurada para denotar a Pessoa de Jesus – O Messias Salvador. Em se tratando do Livro de Apocalipse, que em sua parte, é um Livro Escatológico, têm surgido Diversas Classes de Intérpretes, as quais devem ser conhecidas pelos Pastores e por aqueles que exercem o Ministério da Palavra.
Vejamos os Principais Intérpretes com seus respectivos Ensinos. 1º - Os Preteristas - Esta Classe crê que a maior parte do Apocalipse já foi cumprida, a muito tempo atrás. Eles relegam tudo ao Passado. O relacionamento que eles fazem entre o Texto e o Evento é muito subjetivo e precário. 2º - Os Historicistas - Os Intérpretes que assumem esta Posição procuram encaixar todos os Acontecimentos previstos no Apocalipse em Várias Épocas da História Humana. Interpretam o Apocalipse como um Estudo Progressivo dos Destinos da Igreja desde o seu Início até a Consumação. Estes asseveram que as Profecias estão cumpridas em parte e em parte estão por cumprir e algumas estão sendo cumpridas diante de nós. 3º - Os Futuristas - Estes interpretes dividem-se em dois grupos: a) Futuristas Extremos – acham que todo o Apocalipse refere-se à Vinda do Senhor Jesus Cristo – O Messias. a) Futuristas Simples – Aceitam que os Três Primeiros Capítulos do Livro como já cumpridos; tudo o que se segue refere-se à Aparição Vindoura de Jesus Cristo – o Messias. A maioria dos Pentecostais e alguns Tradicionais ou Históricos (Metodistas, Presbiterianos, Luteranos, Anglicanos, Batistas e Congregacionais) têm uma Visão Futurista do Livro. Sob esta Perspectiva tudo, ou quase tudo que é narrado após o capítulo 4, será cumprido num curto espaço de tempo (sete anos – “uma semana” -) após o término da Dispensação da Igreja.
Os Intérpretes do Apocalipse estão também divididos na forma como abordam o Milênio. (Os Mil Anos mencionados no capítulo 20). A maneira como se encara o Milênio afeta a Interpretação do Apocalipse como um todo. É necessário levantarmos, aqui, alguns pontos.
1º - Amilenistas ou Amilenarisrtas - Ensinam que não haverá nenhum Milênio, pelo menos não na Terra. Alguns simplesmente dizem que, como o Apocalipse é Simbólico, não há sentido algum em se falar em Milênio Literal. Outros interpretam os Mil Anos como algo que ocorrerá no Céu. Pegam o número mil como um Algarismo Ideal, um Período Indefinido. Assim, esperam que este Período da Igreja termine com a Ressurreição e Julgamento Geral, tanto dos justos como dos ímpios, seguindo-se imediatamente o Reinado Eterno no Novo Céu e na Nova Terra. A maioria dos Amilenistas considera Santo Agostinho (o Bispo de Hipona, no Norte da África - 396 – 430 d.C -.) um dos Principais Promotores do Amilenismo. 2º - Pós-Milenista ou Pós-Milenarismo - Começou a espalhar-se a partir do Século XVIII. Seus Adeptos interpretam os Mil Anos do Milênio, como uma Extensão do Período Atual da Igreja. Ensinam que o Poder do Evangelho ganhará todo o Mundo para Jesus Cristo, e a Igreja assumirá o Controle dos Reinos Seculares. Após haverá a Ressurreição e o Julgamento Geral tanto dos Justos como dos Ímpios, seguido pelo Reinado Eterno no Novo Céu e na Nova Terra. O Pós-Milenismo também espiritualiza irritadamente as Profecias da Bíblia, não dando espaço à Restauração de Israel ou Reinado Literal de Jesus Cristo sobre a Terra durante o Milênio. 3º - Pré-Milenista ou Pré-Milenarista - Acreditam que, o Retorno de Jesus Cristo, a Ressurreição dos Salvos e o Tribunal de Cristo, será antes do Milênio. No Final deste, Satanás será solto, engana as Nações, mas há de ser prontamente derrotado para todo o sempre. Segue-se o julgamento do GTB – Grande Trono Branco, que sentenciará o restante dos mortos. Aí sim, teremos o Reino Eterno no Novo Céu e na Nova Terra. A Perspectiva Pré-Milenista e Futurista Simples, juntas, encaixam-se melhor nas Orientações de Jesus Cristo – o Messias Salvador. É a essa Elasse de Intérpretes do Apocalipse que a maioria dos Pentecostais e alguns Tradicionais ou Históricos pertencem. [1] Albert Schweitzer foi um Teólogo, Organista, Filósofo e Médico franco-alemão. He was born in Kaysersberg in the province of Alsace-Lorraine , from 1871 to 1918 in the German Empire . Ele nasceu em Kaysersberg na província de Alsácia-Lorena.
[2] O Teólogo Dodd nasceu em Wrexham, Denbighshire, no País de Gales , é irmão do Historiador AH DoddHe studied classics at University College, Oxford , from 1902.. Estudou os clássicos na University College, Oxford..After graduating in 1906 he spent a year in Berlin , where he was influenced by Adolf Harnack . Após graduar-se em 1906,.passou um ano em Berlim, onde foi influenciado por Adolf Harnack. Em 1915 ele foi Professor de Novo Testamento em Oxford . He became Rylands Professor at the University of Manchester in 1930. Ele se tornou professor na Rylands University of Manchester. Em 1930. foiHe was Professor of Divinity at the University of Cambridge from 1935, becoming emeritus in 1949. Professor de Teologia na Cambridge University e a partir de 1935, tornou-se emérito em 1949.His students from Cambridge include David Daube and WD Davies . Junto com seus alunos de Cambridge University (David Daube e W. D. Davies)The three together, each through his own work, ushered in changes in New Testament studies that led to the New Perspective on Paul and the scholarship of Daube's student, EP Sanders ., cada um com seu próprio trabalho, anunciou mudanças em Estudos do Novo Testamento que levou à nova perspectiva sobre Paulo
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PLANEJAMENTO DE AULA – ESCATOLOGIA
AULA 1
DEFINIÇÕES
Há uma vasta quantidade de pessoas:videntes, astrólogos, cientistas, escritores, dentre outros, que, procuram satisfazer a vontade de uns e despertar interesse quanto às questões inerentes ao futuro do mundo.
A Escotologia vai tratar desse tema tão abrangente e pequisado pro muitos.
O que é Escatologia?
Escatologia (do grego antigo εσχατος, "último", mais o sufixo -logia) é uma parte da Teologia e Filosofia que trata dos Últimos Eventos na História do Mundo ou do Destino Final do Gênero Humano, comumente denominado como Fim do Mundo. Em muitas Religiões, o Fim do Mundo é um Evento Futuro profetizado no Texto Sagrado ou no Folclore. De forma ampla, Escatologia costuma relacionar-se com conceitos tais como Messias ou Era Messiânica, a pós-vida, e a alma.
REFLETINDO A ESCATOLOGIA
A Escatologia Bíblica diz respeito não apenas ao destino do indivíduo, mas também se preocupa com a História. Isso se deve ao caráter particular de Revelação da Bíblia. Deus não somente se revela por meio de homens divinamente movidos e inspirados, mas também em e mediante os Acontecimentos da História Redentiva, o mais da qual é o Advento e a Vida do Seu Filho, Jesus Cristo – o Messias.
Ademais, o conteúdo dessa Revelação não se limita as verdades acerca do Caráter e dos Propósitos de Deus , mas inclui igualmente suas Ações Redentoras na História, bem como a Palavra Inspirada, que interpreta a significação dessas ações. Visto que Deus é o Senhor da História, a consumação da Obra Redentora de Deus, incluirá a Redenção da própria História.
Em outras palavras, o Retorno Pessoal de Jesus Cristo à Terra é a grande esperança da Igreja e o ponto crucial da História Humana. Em nossos dias estão sendo preparadas às condições para o Seu Retorno, que será a culminação de um longo processo, cujo objetivo final é a Restauração do ser humano à posição que o Criador tinha planejado no Princípio.
O Estudo da Escatologia requer muita atenção e cuidado para não entrar na Classe dos Falsos Mestres que São Paulo Apóstolo enfatizou que, nos Últimos tempos surgiriam. Não é difícil o Estudo sobre Escatologia, desde que o Estudante dedicado busque a Orientação de Deus que por sua vez iluminará a mente do Seu Discípulo. Uma coisa é certa: o Santo Espírito do SENHOR Deus é o Único e Verdadeiro Intérprete que merece toda a nossa confiança, no que tange a todo o Conteúdo da Bíblia Sagrada, o Livro de Deus e da Revelação de Deus.
CONFUSÃO E DÚVIDAS EM ESCATOLOGIA
No Estudo da Escatologia Bíblica, é de caráter fundamental, ter o cuidado em não apresentar Falsas Interpretações, evitando, com isso, questionamento e especulações. Deus nos adverte dizendo que devemos "manejar bem a Palavra da Verdade" (2I Timóteo.2:15). "Porque a visão é ainda para o tempo determinado, e até ao fim falará e não mentirá; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará" (Habacuc.2:3). Os motivos reais de termos pessoas com tantas dúvidas e Pregadores e Ensinadores que não são Ortodoxos na Sua Apresentação de Escatologia, produzindo interpretações absurdas do texto bíblico são:
a) FALTA DE AFINIDADE DO CRENTE COM O ESPÍRITO SANTO – Daí, falta introspecção espiritual (1 Coríntios 2:10-14) . A Bíblia foi produzida por Inspiração do Espírito Santo, portanto não devemos pensar que podemos entendê-la só por sermos Antigos na Fé, por sermos Intelectuais, Jovens, etc. O Espírito Santo é o Interprete Real das Sagradas Escrituras.
b) FALTA DE APLICAÇÃO DO TEXTO BÍBLICO NOS SEUS VARIADOS ASPECTOS – Falsa Aplicação quanto a Povos Bíblicos; quanto a Tempo; quanto a Lugar; quanto aos Sentidos do Texto; quanto a Mensagem do Texto; e quanto a Procedência da Mensagem do texto. Tudo isto em relação ao Assunto que estamos estudando no momento (EScatologia). A correta aplicação da Palavra de Deus é: " ...maneja bem a Palavra da Verdade" ( 2 Timóteo 2:15 ) e para manejá-la bem é necessário considerar vários aspectos de aplicação já mencionados. É dever de todo Obreiro do Senhor, manejar bem a Palavra da Verdade. Tanto é Réu o Corruptor da Sã Doutrina, como o Omisso Nela.
Recapitulando... Essa Falsa Aplicação do Texto Bíblico se dá nos mais variados aspectos, tais como:
· Quanto ao Povo;
· Quanto ao Tempo;
· Quanto ao Lugar;
· Quanto aos Sentidos do Texto;
c) CONHECIMENTO BÍBLICO DESORDENADO – Há pessoas, portadores de um admirável conhecimento bíblico, mas infelizmente, por falta de Estudo Sistemático dos Assuntos Bíblicos, esse conhecimento deles é vago, solto, sem seqüência, desordenado, tipo catálogo de telefone, onde uma informação nada tem haver com a outra. Dá pena, mas é verdade! É conhecimento Bíblico mas, assimétrico.
d) CONHECIMENTO ESPECULATIVO – Isto é, conhecimento que é apenas especulação do intelecto humano (1 Coríntios 2:14 ). Especular é querer saber apenas para saber, mas sem qualquer intenção de glorificar a Deus, de consagrar a Vida a ELE, e muito menos de obedecer a Sua vontade. Há muita diferença de "amar a Sua Vinda" (2 Timóteo 4:8 ) e “especular sobre Sua Vinda”.
e) A AÇÃO DELETÉRIA DE FALSOS ENSINADORES – Esta é outra causa de dúvidas, controvérsias e confusão no campo bíblico-escatológico.[2]
ENTENDENDO O CAMPO DE ESTUDO DA ESCATOLOGIA BÍBLICA
Littera Scripta Manet – "a Palavra Escrita permanece", disse Horácio na Roma Antiga a mais de 2.000 anos atrás. O que caracteriza o Vislumbre do Cumprimento das Profecias no Palco da Escatologia, é a maneira de como Deus trabalha para mostrar a Sua Vontade, revelada na Palavra Escrita. Este Trabalho consiste em ampliar a Revelação Divina, nos dando a entender que a Palavra Escrita continua em pé, revigorada pela forte Atuação e Inspiração do Espírito Santo de Deus. A Ordem que o Profeta Jeremias recebeu do Senhor foi esta: "escreve num livro todas as palavras que eu te disse". (Jeremias 30:2). Não podemos duvidar nem admitir falha na Palavra de Deus. Ela é inspirada pelo Espírito Santo (2 Timóteo. 3:16). A Inerrância das Escrituras tem Sua Base na Infabilidade da Palavra do Senhor.
Com isso podemos ir mais além do que Horácio afirmou. "a Palavra Escrita 'não' apenas permanece – ela floresce como Trepadeira nas Fronteiras do Nosso Entendimento". Ela alcança o mais profundo dos Recônditos da Nossa Alma.
A Escatologia inicia tratando da Morte e Estado Intermediário dos Justos e injustos na Vinda de Jesus, Ressurreição, Juízos, etc.[3]
A Escatologia Bíblica é parte do Corpo de Doutrina da Bíblia (Teologia Sistemática). Os Obreiros devem atentar para a Ordem de Jesus em São Mateus 28:20.
O Bom Exemplo da Igreja Primitiva: vemos a Palavra “ensino” no Primeiro e Último Versículo do Livro de Atos dos Apóstolos (Atos dos Apóstolos 1:1 e 18:31). A Igreja Primitiva de fato ensinou a Palavra.[4]
O triste Exemplo da Igreja Medieval: Por ter abandonado o Ensino da Palavra de Deus, surgiram as densas trevas da Idade Média.[5]
Com a Graça e Misericórdia de Deus, tais trevas foram dissipadas, porque Deus levantou homens como: Martinho Lutero (1483-1546), João Calvino (1509-1564), John Wesley (1703-1791), dentre outros, que levaram o Povo ao Conhecimento Verdadeiro das Sagradas Escrituras. Devido a isto, a Palavra de Deus chegou até nós e chegará às futuras gerações. (Grifo do Autor) .
Há Três Classes Gerais de Doutrinas da Bíblia: Doutrinas da Salvação, Doutrinas da Fé Cristã e Doutrinas Escatológicas ou do Porvir ou das Coisas Futuras. A Escatologia Bíblica situa-se na Última Classe dessas Doutrinas acima mencionada, da qual estudaremos mais adiante Seus Tópicos com pormenores.
I. AS DOUTRINAS DA SALVAÇÃO
Algumas dessas Doutrinas: 1) A Doutrina do Pecado 2) A Doutrina Geral da Salvação Alguns capítulos dessa Grandiosa Doutrina: - A Graça de Deus - A Expiação Pelo Sangue - A Propiciação Pelo Sangue - A Justificação Pela Fé - A Regeneração Pelo Espírito Santo 3) A Doutrina do Discipulado Cristão 4) A Doutrina do Arrependimento e Confissão de Pecado 5) A Doutrina do Batismo em Águas. 6) A Doutrina da Santificação 7) A Doutrina da Eleição e Predestinação dos Salvos 8) A Doutrina da Evangelização e Missões II. AS DOUTRINAS DA FÉ CRISTÃ
Algumas dessas Doutrinas: 9) A Doutrina das Sagradas Escrituras 10) A Doutrina do Deus Triúno: o Pai, o Filho, e o Espírito 11) A Doutrina da Fé 12) A Doutrina da Criação de Todas as Coisas 13) A Doutrina dos Anjos Bons e Maus e os Demônios 14) A Doutrina do Homem (isto é, acerca do homem) 15) A Doutrina da Família 16) A Doutrina da Consciência Como Faculdade Humana 17) A Doutrina da Lei e da Graça 18) A Doutrina de Israel (isto é, acerca de Israel) 19) A Doutrina da Igreja 20) A Doutrina da oração e do jejum 21) A Doutrina do Louvor e da Adoração a Deus 22) A Doutrina do Ministério Evangélico 23) A Doutrina do Batismo Com o Espírito Santo 24) A Doutrina dos Dons do Espírito Santo 25) A Doutrina do Fruto do Espírito Santo 26) A Doutrina do Perdão 27) A Doutrina da Ceia do Senhor ou Santa Ceia ou Eucaristia 28) A Doutrina da Cura Divina 29) A Doutrina da Unção dos Enfermos Com Óleo 30) A Doutrina da Imposição de Mãos s/as Pessoas 31) A Doutrina do Testemunho do Crente (=0 crente falar de Cristo com a sua vida) (=A vida cristã manifesta pelo testemunho do crente) 32) A Doutrina da Contribuição Financeira, etc. 33) A Doutrina das Duas Naturezas do Crente 34) A Doutrina do Sofrimento do Cristão Nesta Vida 35) A Doutrina do Crente Como Cidadão do Estado 36) A Doutrina da Ação Social da Igreja 37) A Doutrina da Disciplina Bíblica na Igreja 38) A Doutrina Concernente ao Desviado 39) A Doutrina dos Tipos Bíblicos (Tipologia Bíblica) 40) A Doutrina da Encarnação e Deidade de Cristo. 41) A Doutrina das Promessas de Deus III. AS DOUTRINAS ESCATOLÓGICAS OU DO PORVIR Algumas dessas Doutrinas: 42) A Doutrina da Morte e do Estado Intermediário dos Mortos 43) A Doutrina da Ressurreição dos Justos e dos Injustos 44) A Doutrina dos Juízos (ou Julgamentos) 45) A Doutrina da Grande Tribulação Sobre Israel e os Gentios (Não-Judeus) 46) A Doutrina Concernente ao Anticristo
47) A Doutrina da Vinda de Jesus 48) A Doutrina do Milênio de Jesus Cristo – o Messias - sobre a Terra 49) A Doutrina do Céu Para os Salvos, e do Inferno Para os Perdidos 50) A Doutrina do Conhecimento e Relacionamento dos Salvos na Outra Vida 51) A Doutrina do Futuro de Israel e dos Gentios corno Povos Naturais 52) A Doutrina do Perfeito Estado Eterno (ou A Doutrina da Eternidade) 53) A Doutrina das Dispensações e Alianças da Bíblia. | ||
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AULA 3
8. SATANÁS, PRINCIPE DOS ANJOS CRIADOS
1. ORIGEM
Os Anjos, incluindo Lúcifer, que mais tarde se tornaria Satanás, foram criados em estado de perfeição. No Relato Bíblico da Criação (Gênesis 1), lemos sete vezes que o que Deus fizera era bom, e em especial no verso 31 encontramos as palavras “Viu Deus que tudo quanto fizera, e eis que era muito bom”. Isto certamente inclui a perfeição dos anjos em santidade quando originalmente foram criados, mas diversas passagens mostram alguns dos anjos como maus (São Mateus 25:41).
Há muitos demônios, mas um só diabo. Diabo (do latim diabolus, por sua vez do grego διάβολος, transl. diábolos, como tradução do hebraico Satan que nos deu Satanás ou simplesmente Satã, que significa "caluniador", ou "acusador". Esse nome é sempre aplicado nas Escrituras no singular.
Demônio é a transliteração dos termos gregos “damion - daimon - ou daimonion - daimonion- , o plural é “daimonia - daimonia
2. NOMES E TÍTULOS
São inúmeros os nomes e títulos que a Bíblia utiliza para descrever a personalidade, o carácter, a natureza, os atributos e a missão de Satanás:
a) Satanás = Adversário
“Deus me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do Anjo do SENHOR, e Satanás estava à mão direita dele, para se lhe opor” (Zacarias 3:1). “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1 São Pedro 5:8) b) Acusador “Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus” (Apocalipse 12:10). c) Lúcifer = portador da luz “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!” (Isaías 14:12). d) Dragão “Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos” (Apocalipse 12:7) e) Diabo = difamador “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1 São Pedro 5:8). f) Homicida e Mentiroso “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (São João 8:44). g) Sedutor “O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 20:10). h) Príncipe do Mundo “Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso” (São João 12:31). i) Príncipe da Potestade do ar “nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência” ( Efésios 2:2). j) Destruidor “e tinham sobre eles, como seu rei, o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom, e em grego, Apoliom “ (Apocalipse 9:11). k) Tentador
“Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães” ( São Mateus 4:3). l) Maligno “o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o joio são os filhos do maligno” (São Mateus 13:38). m) Deus deste século ou deste mundo “nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” ( 2 Coríntios 4:4). “Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno” (1 São João 5;10).
É importante entender que mundo aqui é o “mundo sistema” e não “mundo planeta, terra”, visto que este é de Deus e foi criado por ELE (q.v. Salmo 24:1s).
3. A ATIVIDADE DE SATANÁS
a) Autor do pecado e incita o homem a pecar (Gênesis 3:1-6; São João 8:44)
b) Causa enfermidades, dor e sofrimento (São Lucas 13:16) c) Causador da morte (Hebreus 2.14) d) Arma cilada para o homem (Efésios 6:11) e)Semeador de joio (São Mateus 13;25 e 39) f) Criador de problemas
4. DESTINO DE SATANÁS
a) Está sob sentença de condenação (Isaías 14:15)
b) Está sob uma maldição (Gênesis 3:14-15) c) Será expulso durante a Tribulação (Apocalipse 12:7-9) d) Será amarrado no abismo (Apocalipse 20:1-3) e) Ficará eternamente no Lago de Fogo (Apocalipse 20:10) As Escrituras não autorizam a idéia de que o Inferno ou Lago de Fogo é um reino onde ele manda ou reina. Satanás não será nenhum “Rei” no Lago de Fogo. Lá (conforme letra “e” do subponto “Destino de Satanás” acima) ele irá sofrer eternamente. (IBADERJ. Curso Básico em Teologia. Módulo III: Angelologia, s/d, p. 60)
AULA 4
9. DEMÔNIOS, OS ANJOS CAÍDOS
1. ORIGEM
A origem do demônios não é revelada nas Escrituras. No ponto de vista tradicional são anjos caídos. Estes seriam os Anjos que aderiram a Rebelião provocada por Lúcifer, e desta forma teriam sido expulsos da Presença de Deus. Diversos resultados de Sua Queda aparecem nas Escrituras. (IBADERJ. Curso Básico em Teologia. Módulo III: Angelologia, s/d, p. 61)
2. NOMES E TÍTULOS
a- Espírito imundo (São Lucas 9:38-42)
b- Legião (São Mateus 5:9)
c- Espírito adivinhador (Atos dos Apóstolos 16:16)
d- Espírito maligno (São Lucas 19:13)
3. CLASSE DE DEMÔNIOS
A Luz de Efésios 6:12, os demônios se agrupam em quatro distintas classes, talvez em uma grosseira imitação dos exércitos celestes, a saber:
a- Principados - os poderosos demônios que habitualmente estão com Satã;
b- Potestades – aqueles que recebem autoridade para tarefas destruidoras;
c- Príncipes das trevas – deste século - lutam contra o Evangelho;
d- Hostes espirituais da maldade – são os soldados rasos do diabo.
4. ATIVIDADE DOS ANJOS - DOIS GRUPOS DISTINTOS
a - Os Anjos (demônios) que estão em liberdade:
Estes são normalmente mencionados em conexão com Satanás.
- Submissos a Satanás (São Mateus 12:24)
- Atormentam os seres humanos (São Marcos 5:1- 4)
- Procuram separar o Cristão de Cristo (Romanos 8:38-39)
- s]ao em grande quantidade (São Marcos 5:9)
- Estão divididos em várias categorias (São Mateus 17:21)
- Principados - Potestades – Hostes e outros tipos (Efésios 6:12
- Fazem o homem rastejar no chão (São Marcos 9:20)
- Causam cegueira, mudez e surdez (São Marcos 9:25)
- Oprimem os seres humanos (são Lucas 13:11)
b - Os Anjos (demônios) que são mantidos aprisionados
2 São Pedro 2:4 “Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo”.
São Judas 6 “E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia”.
Parece que todos concordam que São Pedro e São Judas se referem aos mesmos Anjos. São Pedro simplesmente diz que eles pecaram e que Deus os precipitou no Tártaro[1], entregando-os a abismos de trevas e reservando-os para juízo. São Judas apresenta seu pecado como sendo o de haver abandonado seu próprio principado.
5. AS ARMAS DOS DEMÔNIOS
· Moléstias (São Mateus 9:33)
· Distúrbios mentais (São Lucas 8:35)
· Impureza moral (São Lucas 8:2)
· Falsas doutrinas (1 Timóteo 4:1)
· Oposição aos Cristãos (Efésios 6:2)
· Possessão de Seres Humanos (São Mateus 4:24)
Temos que fazer uma distinção, entre mera influência demoníaca e possessão demoníaca: A primeira é uma operação temporária externa dos Demônios em certas áreas; A segunda a operação mais permanente interior.
6. O DESTINO DOS DEMÔNIOS
Os Demônios jamais terão perdão (2 São Pedro 2:4). (IBADERJ. Curso Básico em Teologia. Módulo III: Angelologia, s/d, p. 64)
A Bíblia afirma categoricamente que o fim dos demônios, juntamente com Satanás é no Lago de Fogo, o Inferno. “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e Seus Anjos” (São Mateus 25:41).
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PLANEJAMENTO DE AULA – ANGELOLOGIA
AULA 1
INTRODUÇÃO
Angelologia é a parte da Teologia que estuda os Anjos e a Sua Missão, geralmente com inerência na Bíblia.
É de extrema importância para qualquer cristão procurar adquirir conhecimento bíblico referente aos anjos, tanto do bem como também do mal. Nos dias atuais, este assunto tem aparecido como tema principal em diversas linhas de jornalismo tais como revistas, jornais, vídeos, etc.. Também, em nenhum tempo se apareceu tanta literatura a respeito de anjos e “protetores” como em nossos dias. Anjo é confundido com Deus e aparecem adeptos de todos os lados. No Brasil, há pessoas se dando bem com a venda de estatuetas de “anjos” aproveitando a época que, segundo alguns, é chamada ERA DOS ANJOS.
São várias as afirmações expostas em uma cultura tão mística como a nossa, mas os evangélicos só podem acreditar nas afirmações que oriunda da Bíblia, que é a única fonte de informação segura e verdadeira, pois veio diretamente do criador de todas as coisas (Colossenses 1:16).
1. CONCEITO DE ANJO
O vocábulo Anjo provém do latim angelus, do grego ággelos - ἄγγελος– e do hebraico mal´ak - מַלְאָךְ- mensageiro), segundo a tradição judaico-cristã, a mais divulgada no Ocidente, é uma criatura celestial, acreditada como sendo superior aos homens, que serve como ajudante ou Mensageiro de Deus. Anjos, na qualidade de assistentes de Deus, e mensageiros da Sua vontade, é Doutrina que corre por toda a Bíblia. [1] Mensageiro, personagem sobrenatural e celestial enviado por Deus como mensageiro ao homem, para executar Sua vontade.[2] Em geral, significa inequivocamente personagens do mundo invisível. Tanto se fala na Bíblia a respeito do ministério dos anjos que somos constrangidos a crer que Deus se serve deles, em parte, para executar a Sua vontade no governo do universo.[3]
2. A EXISTÊNCIA DE ANJOS
a) A existência de anjos é ensinada em, pelo menos 34 livros da Bíblia. A palavra “anjo” ocorre 275 vezes nas Escrituras. Cristo sabia da existência de anjos e a ensinava claramente. - São Mateus 18:10 - São Mateus 26:53
3. A ORIGEM DOS ANJOS
a) Os anjos foram criados antes da fundação do mundo. “Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam? “ (Jó 38:7) Este verso comprova que, quando Deus estava criando o universo, já havia seres O adorando. b) É comprovado que Deus – o os criou. “... criadas todas as coisas... visíveis e invisíveis... sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por Ele... ” (Colossenses 1:16) c) Foram criados em Santidade.
“E os anjos que não guardaram o seu principado... ” (São Judas 6) Este verso diz o que aconteceu com os anjos que não guardaram o seu estado de pureza. 4. A PERSONALIDADE DOS ANJOS
a) Os anjos têm intelecto. “... coisas para as quais os anjos desejam atentar. ”(1 São Pedro 1:12) b) Os anjos possuem emoções. “... exércitos celestiais, louvando a Deus... ”(São Lucas 2:13) Impossível louvar sem emoção. c) Os anjos possuem vontade própria. “... o diabo, e quereis executar o desejo dele... ”(São João 8:44) Indiscutivelmente, o diabo, é um anjo (anjo caído) e possui vontade. Os anjos caíram por vontade própria (q.v. São Judas 6) 5. A NATUREZA DOS ANJOS - ASPECTOS GERAIS
a) São seres espirituais. “Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor dos que hão de herdar a Salvação?” (Hebreus 1:14) b) Não se reproduzem e nem se relacionam como a Humanidade. “Quando ressurgirem dentre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento; serão como os anjos nos céus. ” (São Marcos 12: 25 ) “Levantou Abraão os olhos, e viu três homens em pé a sua frente... ” (Gênesis 18: 2)[4] No Livro do Profeta Zacarias, na sua sétima visão, encontra-se uma narração que, segundo alguns estudiosos, deva ser uma possível exceção: “... Então levantei os olhos, e olhei, e duas mulheres saíram, agitando o ar com suas asas, pois tinham asas como as da cegonha... ”( Zacarias 5: 5-11 ). c) Não morrem. “... e não podem morrer, pois são como os anjos... ” (São Lucas 20: 36 ) Eu não creio que devamos pensar nos anjos como sendo eternos, pois até onde eu entendo somente Deus pode ser eterno, visto que não teve uma origem, Ele é a própria origem de tudo que existe. Os anjos não morrem porque são espíritos, mas, como já observamos, eles deixam de ser eternos pelo fato de terem sido criados em alguma época do passado, antes da criação do universo (Grifo do Autor). d) Os anjos são superiores a nós em todos os aspectos. “Enquanto que os anjos, embora maiores em força e em poder... ”(2 São Pedro 2: 11) “... um pouco menor do que os anjos... ” (Hebreus 2: 7) e) São em enorme quantidade. “... aos muitos milhares de anjos” (Hebreus 12:22 ) AULA 2
6. A ORGANIZAÇÃO DOS ANJOS
1. ARCANJO – O ARCANJO MIGUEL
Arcanjo é uma palavra grega – archangelos - arkhajjelos. Na Bíblia aparece a menção de apenas um Arcanjo: Miguel (só pode haver mesmo um arcanjo, pois a palavra significa o principal entre os anjos. Seu nome significa: Quem é como Deus ou semelhante a Deus?. O prefixo arc., de Arcanjo, leva a supor ser este anjo um chefe principal e poderoso.[5] E o significado do seu nome Miguel pode representar uma resposta a Lúcifer, cujo coração se elevou,dizendo Serei semelhante ao Altíssimo (Isaías 14:14).
Esse arcanjo se destaca biblicamente como uma espécie de administrador e protetor dos interesses divinos do Povo de Israel (Daniel 12:1). Miguel denominado “Príncipe dos Filhos de Israel” porque é o guardião dessa Nação. O Livro de Apocalipse mostra Miguel como o Grande Comandante dos Exércitos Celestiais contras a milícias satânicas, representadas pelo Dragão – Símbolo de Satanás (Apocalipse 12:7-13).
Na Primeira Fase da Segunda Vinda de Jesus Cristo – o Messias -, as Escrituras não dão nome ao Arcanjo, todavia declara que a Voz do Arcanjo será ouvida pelos Mortos Santos, os quais ressuscitarão e se levantarão de suas sepulturas para se encontrar com o SENHOR nos ares.
2. O ANJO GABRIEL
Gabriel(em hebraico גַּבְרִיאֵל, em latim Gabrielus; em grego Γαβριήλ, e em árabe جبريل – Jibrail -; que significa: "Homem Forte de Deus ou Varão de Deus”.
É o Mensageiro da Misericórdia e da Promessa de Deus. Ele aparece quatro vezes na Bíblia e em todas aparece trazendo boas notícias (q.v. Daniel 8:16, 9:21 e São Lucas 1:19). Em razão de suas aparições, ele também é visto como um Embaixador Celestial, visto que: trouxe a Daniel as notícias do futuro da nação judaica, além das anúncio dos nascimentos de São João Batista e Jesus Cristo.
3. OS SERAFINS
O Nome Serafim vem do hebreu saraf (ףרש), e do grego, séraph, que significam "abrasar, queimar, consumir". Também foram chamados de ardentes, refulgentes ou brilhantes. Essa classe de anjos é descrita uma única vez no Livro do Profeta Isaias capítulo 6 versículos de 1 a 3.[6]
Os Serafins estão intimamente ligados ao Serviço de Adoração e Louvor ao SENHOR. Nesse Serviço, eles promovem, proclamam e mantém a Santidade de Deus. A Visão de Seres Alados, não denota que todos os anjos constante e literalmente têm de ter asas. As asas desses Serafins tinham por objetivo mostrar ao Profeta a capacidade de movimento dos Anjos para realizarem a Vontade Divina.
4. OS QUERUBNS
Os Querubins aparecem nas Escrituras pela primeira vez no Livro dos primórdios – Génesis – como guardas na entrada do Jardim do Éden (Génesis 3:24). A palavra querubim, no original hebraico “querub” significa “guardar, cobrir”. Os Querubins possuem uma posição elevada na Corte Celestial e estão direitamente ligados ao Trono de Deus. Em Ezequiel capítulo 10, os Querubins aparecem cheios de olhos e o Trono de Deus está acima deles.
A ligação dos querubins com o Trono de Deus nos ensina que eles guardam o acesso à Presença de Deus com a incumbência de proteger para que o pecado não venha poluir a Presença de Deus. Também são encontrados sobre a Arca da Aliança como protetores (q.v. Êxodo 25;20). Para entrar no Santo dos Santos somente com o Sangue da Aliança nas nossas vida (q.v. Hebreus 10:19-22). Em outros textos bíblicos são encontrados os querubins representando as coisas celestiais e sempre associadas à Glória de Deus (q.v. Salmo 99:1).
7. A ATIVIDADE DOS ANJOS
Bíblia dá aponta que os Anjos de Deus se acham organizados de forma hierárquica, isto é‚ em uma forma de graduação, no sentido de serviço divino. Essa graduação é enfatizada pelo tipo de atividade que os anjos exercem em todo o Mundo e na Presença de Deus.
1. TRONOS
Conforme está no original grego, "thronoi - qronoi- " tem um sentido especial porque se refere a uma classe de anjos que está diretamente unida à majestade e soberania de Deus. É possível que os "querubins" estejam diretamente ligados a esse tipo de atividade real, pois alguns textos identificam os querubins como os seres sobre os quais Deus está assentado e reinando ( I Samuel. 4:4 ; II Reis 19:14 ; Salmos 80:1 ; 99:1).
É interessante fazer uma ligação tipológica dos anjos-tronos com os "carros" nos quais Deus anda e ostenta sua Glória no Universo (Salmos 68:17). Também se pode encontrar essa mesma linguagem figurada acerca dos anjos comparando-os e tipificando-os "aos carros da salvação" e ainda destaca o Senhor "montado sobre cavalos" (Habacuc 3:8).[7]
2. Domínios
Os termos latim “dominationes” e grego "kuriothes - kouriotqhs -" ou "kuriotethoi - kourioteqoi -" tem o sentido de soberanias ou dominações (Efésios 1:21). A classe especial de anjos dominadores tem como função principal executar as Ordens de Deus sobre as coisas-criadas. O Apóstolo São Paulo diz que esses anjos executam as Ordens Divinas sob Autoridade de Jesus Cristo.
Subentende-se pelo Contexto Doutrinário do Papel dos Anjos, que essa classe denominada "dominadores" age de forma executiva sobre o Universo e sobre determinadas esferas espirituais.
3. Principados
O termo "principados" no latim é “principatus”e nogrego é "archai - arkai", e refere-se a uma classe de anjos que têm poderes de príncipes. Nos reinos terrestres, os principados regem sobre territórios pertencentes ao reino.
Podemos ver isto na história de Lúcifer, o qual havia sido estabelecido como "querubim ungido para proteger" e estava no monte santo antes de sua queda. Ao mesmo tempo, parece-nos que sua posição de "querubim" é fortalecida e acrescida por outra posição de "principado". Supõe-se que ele governava a Terra na posição de "principado", e só perdeu essa posição quando se rebelou contra o Criador e Senhor (Isaías 14:13; Ezequiel 28:16; Apocalipse 12:9). Devemos também considerar outro "príncipe" chamado Miguel, referido na Bíblia como "um dos primeiros príncipes" de Deus (Daniel 10:13).
4. Potestades
Potestades referem-se a anjos especiais que executam tarefas especiais da Parte de Deus. Não se trata de poderes angelicais isolados, mas são chamados de "potestades" porque foram investidos de uma autoridade especial.
Vários exemplos se destacam na Bíblia das ações poderosas dessa classe de anjos. Um destes anjos foi enviado por Deus para destruir a Cidade de Jerusalém e só parou sua destruição quando Deus lhe ordenou que guardasse a sua espada (I Crônicas 21:15-27). O Salmista Davi destaca anjos que são "magníficos em poder" (Salmo 103:20). Isto revela que esses anjos pertencem a uma classe de seres poderosos (poder limitado), mas não onipotentes. A Onipotência é Atributo Único do Deus Trino, por isso, nenhuma criatura nunca teve nem terá poderes totais. Em outras palavras, a magnitude do poder dessas potestades se limita ao nível da capacitação dada por Deus para o cumprimento de seus compromissos.
[1]Dicionário Bíblico Universal. São Paulo: Editora Vida, s/d, passim.
[4]Na Bíblia, a idéia que se tem, é que os anjos são todos com o aspecto masculino.
[5] Considerado canônico somente pela Igreja Católica Ortodoxa da Etiópia, o Livro de Enoque fala de mais quatro Arcanjos, Uriel, Ituriel, Amitiel e Baliel, responsáveis pela vigilância universal durante o Período dos Nefilim, os "anjos caídos". Contudo em fontes apócrifas estes são por vezes ditos como querubins. A Igreja Ortodoxa faz de Uriel um arcanjo e o festeja com Rafael, Gabriel e Miguel na Synaxis de Miguel e os outros Poderes Incorpóreos.
[6]Na Visão de Isaias, os serafins são representados como tendo seis asas.
[7] Não há nenhum tom negativo ou humilhante nessa tipologia sobre anjos como cavalos, porque na mente antiga, os cavalos são símbolos de força e serviço. Quiséramos ser os "Tronos" de Deus!
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PLANEJAMENTO DE AULA - ECLESIOLOGIA
AULA 4 (CONTINUAÇÃO)
Governo Representativo
Essa Forma de Governo, é caracterizada pela eleição de delegados, para voto em assembléias, para escolha dos dirigentes por um determinado período de tempo. É o sistema que mais se aproxima da democracia. Essa é a Forma de Governo Eclesiástico adotada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. | ||
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PLANEJAMENTO DE AULA – ECLESIOLOGIA
AULA 1
DEFINIÇÕES
Eclesiologia (do grego ekklesia) é o ramo da Teologia que trata da Doutrina da Igreja: seu Papel na Salvação, Sua Origem, Sua Disciplina, Sua Forma de se relacionar com o Mundo, Seu Papel Social, as Mudanças ocorridas, as Crises enfrentadas, suas Doutrinas e sua Forma de Governo.
A forma Administrativa dada à Igreja é conhecido como Governo Eclesiástico. Há alguma principais Formas de Governo nas igrejas: o Congregacionalismo, o Presbiterianismo, o Episcopado e o Representativo. Sobre esse ponto, se falará mais adiante com pormenores.
Jesus Cristo – o Messias - projetou, claramente, a existência duma sociedade de Seus Seguidores que daria aos seres humanos Seu Evangelho e ministraria à humanidade no seu Espírito, e que trabalharia pelo aumento do Reino de Deus como ele o fez. Ele não modelou nenhuma organização e nenhum Plano de Governo para essa sociedade… Ele fez algo mais grandioso que lhe dar organização — ele lhe concedeu vida.[1]
Jesus formou essa sociedade de Seus Seguidores chamando-os a unirem-se a ele, comunicando-lhes, durante o tempo em que esteve no mundo, tanto quanto fosse possível, de sua própria vida, de seu Espírito e de seu propósito. Ele prometeu continuar até a consumação dos séculos concedendo sua vida à sua sociedade, à sua Igreja. Podemos dizer que seu Dom à Igreja foi ele mesmo.[2]
REFLETINDO A ECLESIOLOGIA
No Estudo de Eclesiologia deve ser visto em especial certos conceitos específicos. Talvez o conceito mais importante a ser estudado seja o do Reino de Deus. De modo igual, a igreja deve espelhar o compromisso interno de cada indivíduo para aceitar a sua participação e integração no povo de Deus. Este compromisso é uma questão da aplicação do Reino na vida do indivíduo.
A Igreja é por conseqüência o Agrupamento ou Reunião dos Membros ou Cidadãos do Reino. A Igreja não é apenas Instituição, mas também faz parte do Reino de Deus. O Reinar de Deus na Vida Humana cria a Comunidade pertencente ao Reino, a qual chamamos de Igreja.
A Presença da Igreja é reconhecida por Sinais Visíveis. Estes são: Pregação da Palavra e a Administração/Ministração dos Sacramentos (Meios da Graça) - Batismo e Ceia do Senhor ou Santa Ceia ou Eucaristia, ou ainda, Santa Comunhão - Por isso a Igreja está presente aonde é pregada a Palavra de Deus e são administrados os Sacramentos. Sobre os Sacramentos falaremos com mais abrangência mais adiante.
I. A ORIGEM DA IGREJA
1. Palavras que descrevem a Igreja
Etimologicamente a palavra grega ekklesia é composta de dois radicais gregos: ek que significa para fora e klesia que significa chamados. No texto bíblico, no "Novo Testamento", a palavra Igreja aparece por diversas vezes, sendo utilizada como referência a um agrupamento de cristãos e não a edificações ou templos, nem mesmo a toda Comunidade Cristã em alguns momentos.
A palavra Igreja possui quatro significados:
· Distinguir pessoas religiosas das não religiosas. · É usado denominacionalmente, a fim de discriminar entre grupos organizados: Igreja Batista, Igreja Presbiteriana, Igreja Metodista, Igreja Assembléia de Deus, etc. · É usada em relação a edifícios ou local de reunião. · É usado para designar uma Assembléia ou Congregação 2. Palavras que descrevem os Cristãos
(a) Irmãos. A Igreja é uma Fraternidade ou Comunhão Espiritual, no qual foram abolidas todas as Divisões que separam a Humanidade.
“... não há grego nem judeu”: A mais profunda de todas as divisões baseadas na História Religiosa é vencida; “... não há grego nem bárbaro”. A mais profunda de todas as divisões culturais é vencida; “... não há servo ou livre”. A mais profunda de todas as divisões sociais e econômicas é vencida; “não há macho nem fêmea”. a mais profunda de todas as Divisões Humanas é vencida. (q.v. Colossenses 3:11; Gálatas 3:28.)
(b) Crentes. Os Cristãos são chamados “crentes” porque Sua Doutrina característica é a fé no Senhor Jesus Cristo – o Messias.
(c) Santos. São chamados “santos” (literalmente “consagrados ou piedosos”) porque estão separados do mundo e dedicados a Deus.
(d) Os eleitos. Refere-se a eles como “eleitos”, ou os “escolhidos”, porque Deus os escolheu para um Ministério importante e um destino glorioso.
(e) Discípulos. São “Discípulos” (literalmente “Aprendizes”), porque estão sob preparação espiritual com instrutores inspirados por Cristo. (q.v. Oséias 6:3; 2 São Pedro 3:18).
(f) Cristãos. São “Cristãos” porque sua Religião gira em tomo da Pessoa de Cristo – o Messias.[3]
(g) Os do Caminho. Nos dias primitivos muitas vezes eram conhecidos como “os do Caminho” (Versão Brasileira) (Atos dos Apóstolos 9:2) porque viviam de acordo com uma maneira especial de viver.[4]
3. Ilustrações da Igreja
(a) O Corpo de Cristo. O Senhor Jesus Cristo deixou este mundo há mais de dezenove séculos; entretanto, ele ainda está no mundo. Com isso queremos dizer que Sua Presença se faz sentir por meio da Igreja, a qual é Seu Corpo. Assim como ele viveu sua vida natural na terra, em um Corpo Humano Individual, assim também ele vive sua vida mística em um corpo tomado da raça humana em geral.
Na Conclusão dos Evangelhos não escrevemos: “Fim”, mas, “Continua”, porque a Vida de Jesus Cristo continua a ter expressão por meio dos Seus Discípulos como se evidencia no Livro de Atos dos Apóstolos e pela subseqüente História da Igreja. “Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós” (São João 20:21). “Quem vos recebe, a mim me recebe” (São Mateus 10:40). Antes de partir da Terra, Cristo prometeu assumir esse Novo Corpo. Entretanto, usou outra Ilustração: “Eu sou a videira, vós as varas” (São João 15:5).
A Videira está incompleta sem as varas e as varas nada são à parte da Vida que flui da Videira. Se Jesus Cristo há de ser conhecido pelo Mundo, terá que ser mediante aqueles que tomam o Seu Nome e participam de Sua Vida. Na medida em que a Igreja se tem mantido em contato com Jesus Cristo, Seu Cabeça, assim tem participado de Sua Vida e Experiências.
Assim como Jesus Cristo foi batizado e ungido no Rio Jordão, assim também a Igreja foi ungida no Pentecostes. Jesus andou pregando o Evangelho aos pobres, curando os quebrantados de coração, e pregando libertação aos cativos; e a Verdadeira Igreja sempre tem seguido em Suas Pisadas. “Qual ele é, somos nós também neste mundo” (1 São João 4:17). Assim como Cristo foi denunciado como uma Ameaça Política e, finalmente, crucificado, assim também Sua Igreja, em muitos casos, tem sido crucificada (figurativamente falando) por governantes perseguidores. Mas tal qual o Seu Senhor, Ela ressuscitou! A Vida de Cristo dentro Dela a torna indestrutível (q.v. São Mateus 16:16-18).
Este Pensamento da Identificação da Igreja com Cristo certamente estava na Mente de São Paulo Apóstolo quando falou: “na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo corpo, que é a Igreja” (Colossenses 1:24). O uso dessa Ilustração faz lembrar que a Igreja é um Organismo e não meramente uma Organização. Uma Organização é um grupo de indivíduos voluntariamente associados com um propósito especial, tal como uma Organização Fraternal ou um Sindicato. Um Organismo é qualquer coisa viva, que se desenvolve pela vida inerente. Usado figuradamente, significa a soma total das partes entrelaçadas, na qual a relação mútua entre elas implica uma relação do conjunto.
Desse modo, um automóvel poderia ser considerado uma “Organização” de certas peças mecânicas; o Corpo Humano é um “Organismo” porque é composto de muitos membros e órgãos animados por uma vida comum. O Corpo Humano é um, embora seja composto de milhões de células vivas. Da mesma maneira o Corpo de Cristo é um, embora composto de almas nascidas de novo. Assim como o Corpo Humano é vivificado pela alma, da mesma maneira o Corpo de Cristo é vivificado pelo Espírito Santo. “Pois todos nós fomos batizados em um Espírito formando um corpo” (1 Coríntios 12:13). Os fatos supracitados indicam uma Característica Única da Religião de Cristo.
Assim escreve W. H. Dunphy:
Ele — e unicamente Ele — dos Fundadores de Religião produziu um organismo permanente, uma união permanente de mentes e almas, concentradas em torno de sua Pessoa. Os Cristãos não são meramente seguidores de Cristo, senão membros de Cristo e membros uns dos outros. Buda reuniu sua sociedade de “esclarecidos”, mas a relação entre eles não passa de relação externa, de mestre para com o aluno. O que os une é sua doutrina, e não a sua vida. O mesmo pode dizer-se de Zoroastro, de Sócrates, de Maomé, e dos outros gênios religiosos da raça. Mas Cristo não somente é Mestre, ele é a Vida dos Cristãos. O que ELE fundou não foi uma Sociedade que estudasse e propagasse Suas Idéias, mas um Organismo que vive por Sua Vida, um Corpo habitado e guiado por seu Espírito.[5]
(b) O Templo de Deus. (1 Pedro 2:5-6.) Um templo é um lugar em que Deus, que habita em toda parte, se localiza a si mesmo em determinado lugar, onde seu povo o possa achar “em casa”. (1 Reis 8:27.) Assim como Deus morou no Tabernáculo e no templo, assim também vive, por seu Espírito, na igreja. (Efésios 2:21,22; 1 Coríntios 3:16,17.) Neste templo espiritual os cristãos, como sacerdotes, oferecem sacrifícios espirituais, sacrifícios de oração, louvor e boas obras.
(c) A Noiva de Cristo. Essa é uma ilustração usada tanto no Antigo como no Novo Testamento para descrever a união e comunhão de Deus com Seu Povo. (2 Coríntios 11:2; Efésios 5:25-27; Apocalipse 19:7; 21:2; 22:17.) Mas devemos lembrar que é somente uma ilustração, e não se deve forçar sua interpretação. O propósito dum símbolo é apenas iluminar um determinado lado da verdade e não o de prover o fundamento para uma Doutrina
AULA 2
II. A Fundação da Igreja
1. Considerada Profeticamente
Israel é descrito como uma Igreja - Ekkelesia- no sentido de ser uma nação chamada dentre as outras nações a ser um povo de Servos de Deus. (Atos dos Apóstolos 7:38.) Quando o Antigo Testamento foi traduzido para o grego, a palavra “Congregação” (de Israel) foi traduzida “Ekklesia” ou “Igreja”. Israel, pois, era a Congregação ou a Igreja do SENHOR. Depois de a “Igreja Judaica” o ter rejeitado, Jesus Cristo – o Messias - predisse a fundação duma nova Congregação ou Igreja, uma Instituição Divina que continuaria Sua Obra na terra (São Mateus 16:18). Essa é a Igreja de Cristo, que veio a ter existência no dia de Pentecoste.
2. Considerada Historicamente
A Igreja de Cristo veio a existir, como Igreja, no Dia de Pentecoste, quando foi consagrada pela Unção do Espírito. Assim como o Tabernáculo foi construído e depois consagrado pela Descida da Glória Divina (Êxodo 40:34), assim os primeiros Membros da Igreja foram congregados no Cenáculo e consagrados como Igreja pela Descida do Espírito Santo.
É muito provável que os Cristãos Primitivos vissem nesse evento o Retorno da “Shekinah” (a Glória manifesta no Tabernáculo e no Templo) que, havia muito, partira do templo, e cuja ausência era lamentada por alguns dos rabinos. Davi juntou os materiais para a Construção do Templo, mas a construção foi feita por seu sucessor, Salomão. Da mesma maneira, Jesus, durante seu Ministério terreno, havia juntado os materiais da sua Igreja, por assim dizer, mas o Edifício foi erigido por seu sucessor, o Espírito Santo. Realmente, essa Obra foi feita pelo Santo Espírito do Senhor Deus, operando mediante os apóstolos que lançaram os fundamentos e edificaram a Igreja por sua Pregação, Ensino e Organização. Portanto, a igreja é descrita como sendo ”edificados sobre o fundamento dos apóstolos…” (Efésios 2:20).
III. Os membros da Igreja
O Novo Testamento estabelece as seguintes Condições para os Membros da Igreja:
- Fé implícita no Evangelho e confiança sincera e de coração em Cristo como o único e divino Salvador (Atos dos Apóstolos 16:31);
- Submeter-se ao Batismo nas Águas como testemunho simbólico da Fé em Cristo; e...
-... Confessar verbalmente essa fé. (Romanos10: 9-10.)
No Princípio, praticamente todos os Membros da Igreja eram verdadeiramente regenerados. “E todos os dias acrescentava o Senhor à Igreja aqueles que se haviam de salvar” (Atos dos Apóstolos 2:47). Entrar na Igreja não era uma questão de unir-se a uma organização, mas de tornar-se Membro de Cristo, assim como o ramo é enxertado na árvore. No transcurso do tempo, entretanto, conforme a igreja aumentou em número e em popularidade, o Batismo nas Águas e a Catequese tomaram o lugar da Conversão. O resultado foi um influxo na Igreja de grande número de pessoas que não eram Cristãs de Coração. E desde então, essa tem sido mais ou menos a condição da Cristandade.
Assim como nos Tempos do Antigo Testamento havia um Israel dentro de um Israel, Israelitas de Verdade, bem como Israelitas Nominais, assim também no transcurso da História da Igreja vemos uma Igreja, dentro da Igreja, Cristãos Verdadeiros no meio de Cristãos apenas de Nome. Portanto, devemos distinguir entre a Igreja Invisível, composta dos Verdadeiros Cristãos de todas as Denominações, e a Igreja Visível, constituída de todos os que professam ser Cristãos — a Primeira, composta daqueles cujos nomes estão escritos no Céu; por outro lado, a Segunda, compreendendo aqueles cujos nomes estão registrados no Rol de Membros das Igrejas. Nota-se a distinção em São Mateus 13, onde o Senhor fala dos “Mistérios do Reino dos Céus” — expressão essa que corresponde à designação geral “Cristandade”.
As Parábolas nesse capítulo esboçam a História Espiritual da Cristandade entre o Primeiro e o Segundo Advento de Cristo, e nelas aprendemos que haverá uma mistura de bons e maus na igreja, até a vinda do Senhor, quando a igreja será purificada e se fará separação entre o genuíno e o falso. (São Mateus 13:36-43, 47-49.)
O Apóstolo São Paulo expressa a mesma verdade quando compara a igreja a uma casa na qual há muitos vasos, uns para honra e outros para desonra. (2 Timóteo 2:19-21). É a Igreja sinônimo do Reino de Deus? Que a Igreja seja uma fase do Reino entende-se pelo Ensino de São Mateus 16: 18-19, pelas Parábolas em São Mateus 13, e pela descrição de São Paulo da Obra Cristã como sendo parte do Reino de Deus (Colossenses 4:11). Sendo “o Reino dos Céus” uma expressão extensa, podemos descrever a Igreja como uma parte do Reino.
William Evans assim escreveu: “A Igreja pode ser considerada como uma parte do Reino de Deus, assim como o Estado de Illinois é parte dos Estados Unidos.” A Igreja prega a Mensagem que trata do Novo Nascimento do ser humano, pelo qual se obtém entrada no Reino de Deus (São João 3:3-5; 1 São Pedro 1:23.)
IV. A OBRA DA IGREJA
1. Pregar a Salvação
A Obra da Igreja é pregar o Evangelho a toda a criatura (São Mateus 28:19-20), e explanar o Plano da Salvação tal qual é ensinado nas Sagradas Escrituras. Jesus Cristo tornou acessível a Salvação por provê-la; a Igreja deve torná-la real por proclamá-la.
2. Prover Meios de Adoração
Israel possuía um Sistema de Adoração divinamente estabelecido, pelo qual se chegava a Deus em todas as necessidades e crises da vida. Assim também a Igreja deve ser uma Casa de Oração para Todos os Povos, onde Deus é cultuado em Adoração, Oração e Testemunho.
3. Prover Comunhão Religiosa
O ser humano é um ser social; ele anela Comunhão e Intercâmbio de Amizade. É natural que ele se congregue com aqueles que participam dos mesmos interesses. A Igreja provê uma comunhão baseada na Paternidade de Deus e no fato de ser Jesus o Senhor de Todos. É uma Fraternidade daqueles que participam duma Experiência Espiritual Comum. O calor dessa Comunhão era uma das características notáveis da Igreja Primitiva.
Em um mundo governado pela Máquina Política do Império Romano, em que o indivíduo era praticamente ignorado, as pessoas anelavam uma Comunhão onde pudessem livrar-se do sentimento de solidão e desamparo. Em tal mundo, uma das características mais atraentes da Igreja era o Calor e a Solidariedade da Comunhão — Comunhão em que todas as distinções terrenas eram eliminadas e os homens e mulheres tomavam-se Irmãos e Irmãs em Cristo.
4. Sustentar uma Norma de Conduta Moral
A Igreja é “a Luz do Mundo”, que afasta a ignorância moral; é o ”Sal da Terra”, que a preserva da Corrupção Moral. A Igreja deve ensinar aos seres humanos como viver bem, e a maneira de se preparar para a Morte. Deve proclamar o Plano de Deus para regulamentar todas as esferas da vida e sua atividade. Contra as tendências para a Corrupção da Sociedade, deve ela levantar a Sua Voz de Admoestação.
AULA 3
V. AS ORDENANÇAS DA IGREJA
O Cristianismo no Novo Testamento não é uma Religião ritualista; a Essência do Cristianismo é o contato direto do ser humano com Deus por meio do Santo Espírito.
Portanto, não há uma Ordem de Adoração Dogmática e Inflexível, antes permitindo à Igreja, em todos os Tempos e Países, a liberdade de adotar o método que lhe seja mais adequado, para a expressão de sua vida. Não obstante, há duas cerimônias que são essenciais, por serem divinamente ordenadas, a saber, o Batismo e a Ceia do Senhor.
Em razão de seu caráter sagrado, elas, às vezes, são descritas como sacramentos, literalmente, “coisas sagradas”, ou “juramentos consagrados por um rito sagrado”. Também são elas mencionadas como ordenanças porque são “ordenadas” pelo próprio Senhor.
O Batismo é o rito do ingresso na Igreja, e simboliza o começo da vida espiritual. A Ceia do Senhor é o rito de comunhão e significa a continuação da vida espiritual. O primeiro sugere a fé em Cristo; o segundo sugere a comunhão com Cristo. O primeiro é administrado somente uma vez, porque pode haver apenas um começo da vida espiritual; o segundo é administrado freqüentemente, ensinando que a vida espiritual deve ser alimentada. Vide
1. O Batismo
(a) O Modo. A palavra “batizar”, usada na fórmula de São Mateus 28:19.20. Significa literalmente mergulhar ou imergir. Essa interpretação é confirmada por eruditos da língua grega e pelos Historiadores da Igreja. Mesmo eruditos pertencentes a igrejas que batizam por aspersão admitem que a imersão fosse o modo primitivo de batizar. Além disso, há razões para crer que para os judeus dos tempos apostólicos, o mandamento de ser “batizado” sugeriria “batismo de prosélito”, que significava a conversão dum pagão ao Judaísmo. O convertido estava de pé na água, até ao pescoço, enquanto era lida a lei, depois do que ele mesmo se submergia na água, como sinal de que fora purificado das contaminações do paganismo e que começara uma nova vida como membro do povo da aliança. De onde veio, então, a prática da aspersão e de derramar a água?
Quando a Igreja abandonou a Simplicidade do Novo Testamento, e foi influenciada pelas idéias pagãs, atribuiu importância antibiblica ao Batismo nas Águas, o qual veio a ser considerado inteiramente essencial para se alcançar a Regeneração. Era, portanto, administrado aos enfermos e moribundos. Posto que a Imersão não fosse possível em tais casos, o Batismo era administrado por Aspersão. Mais tarde, por causa da conveniência do método, este se generalizou. Também, por causa da Importância da Ordenança, era permitido derramar a água quando não havia suficiente para praticar a Imersão. Notem a seguinte citação de um antigo escritor do Segundo Século, agora concernente ao Batismo, batiza assim: havendo ensinado todas essas coisas, batiza em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo, em água viva (corrente). E se não tiveres água viva, batiza em outra água; e se não podes em água fria, então em água morna. Mas se não tiveres nem uma nem outra, derrama água três vezes sobre a cabeça, em o nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Não obstante, o modo bíblico e original é imersão, o qual corresponde ao significado simbólico do batismo, a saber, Morte, Sepultura e Ressurreição. (Romanos 6:1-4.)
(b) A Fórmula. “Batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo” (São Mateus 28:19). Como vamos reconciliar isso com o Mandamento de São Pedro: “…cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo”? (Atos dos Apóstolos 2:38). Estas últimas palavras não representam uma fórmula batismal, porém uma simples declaração afirmando que recebiam batismo as pessoas que reconheciam Jesus como Senhor e Cristo.
O “Didaquê”, um Documento Cristão escrito cerca do ano 100 A.D., fala do Batismo celebrado em nome do Senhor Jesus, mas o mesmo Documento, quando descreve o rito detalhadamente, usa a fórmula trinitária. Quando São Paulo fala que Israel foi batizado no Mar Vermelho “em Moisés”, ele não se refere a uma fórmula que se pronunciasse na ocasião; ele simplesmente quer dizer que, por causa da passagem milagrosa através do Mar Vermelho, os israelitas aceitaram Moisés como seu guia e mestre como enviado do céu. Da mesma maneira- claro de forma mais profunda -, ser batizado em nome de Jesus Cristo significa encomendar-se inteira e eternamente a ele como Messias Salvador enviado do céu, e a aceitação de sua direção impõe a aceitação da fórmula dada por Jesus no capítulo 28 de São Mateus.
A Tradução Literal de Atos dos Apóstolos 2:38 é: “seja batizado sobre o Nome de Jesus Cristo”. Isso significa, segundo o Dicionário de Thayer, que os judeus haviam de “repousar sua esperança e confiança em sua autoridade messiânica”. Note-se que fórmula trinitária é descrita de uma experiência. Aqueles que são batizados em nome do Triúno Deus, por esse meio estão testificando que foram submergidos em comunhão espiritual com a Trindade. Desse modo pode-se dizer acerca deles: “A graça do Senhor Jesus Cristo e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com vós todos” (2 Coríntios 13:13).
(c) O Recipiente. Todos os que sinceramente se arrependem de seu pecado, professam a fé em Jesus, são elegíveis para o Batismo. Na Igreja Apostólica (Igreja Primitiva), o rito era acompanhado das seguintes expressões exteriores:
1) Profissão de fé. (Atos dos Apóstolos 8:37.)
2) Oração. (Atos dos Apóstolos 22:16.)
3) Voto de Consagração. (1 São Pedro 3:21.)
Visto que os infantes não têm pecados de que se arrepender e não podem exercer a fé, logicamente são excluídos do Batismo nas águas. Com isso não os estamos impedindo que venham a Cristo (São Mateus 19:13-14), pois eles podem ser consagrados a Jesus Cristo em Culto Publico.
(d) A Eficácia. O Batismo nas águas, em si não tem poder para salvar; as pessoas são batizadas, não para serem salvas, mas porque já são salvas. Portanto, não podemos dizer que o rito seja absolutamente essencial para a Salvação. Mas podemos insistir em que seja essencial para a integral obediência a Cristo. Como a Eleição do Presidente da Nação se completa pela sua posse do governo, assim a eleição do convertido pela Graça e pela Glória de Deus se completa por sua pública admissão como Membro da Igreja de Jesus Cristo.
(e) O Significado. O batismo sugere as seguintes idéias:
1) Salvação. O Batismo nas águas é um ato sacro, representando os fundamentos do Evangelho. A descida do convertido às águas retrata a Morte de Cristo efetuada; a submersão do convertido fala da morte ratificada, ou seja, o seu sepultamento; o levantamento do converso significa a conquista sobre a morte, isto é a Ressurreição de Cristo.
2) Experiência. O fato de que esses atos são efetuados com o próprio convertido demonstra que ele se identificou espiritualmente com Cristo. A imersão proclama a seguinte mensagem: “Cristo morreu pelo pecado para que este homem morresse para o pecado.” O levantamento do convertido expressa a seguinte mensagem: “Cristo ressuscitou dentre os mortos a fim de que este homem pudesse viver uma nova vida de justiça.”
3) Regeneração. A experiência do Novo Nascimento tem sido descrita como uma, “lavagem” (literalmente “banho”, Tito 3:5), porque por meio dela, os pecados e as contaminações da vida de outrora foram lavados. Assim sendo, como o lavar com água limpa o corpo, assim também, Deus em união com a Morte de Cristo e pelo Espírito Santo purifica a alma. O Batismo simboliza essa purificação. “Levanta-te, e lava os teus pecados (isto é, como sinal do que já se efetuou)” (Atos dos Apóstolos 22:16).
4) Testemunho. “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo” (Gálatas 3:27). O Batismo significa que o convertido, pela fé, “vestiu-se” do caráter de Cristo de modo que as pessoas podem ver a Cristo nele, como se vê o uniforme no soldado. Pelo Batismo, o convertido, figurativamente falando, publicamente veste o uniforme do reino de Cristo.
2. A Ceia de Senhor - Pontos Principais
Define-se a Ceia do Senhor ou Santa Comunhão ou Santa Ceia, ou ainda, Eucaristia, como o rito distintivo da Adoração Cristã, instituído pelo Senhor Jesus na véspera de sua Morte Expiatória. Consiste na participação solene do pão e vinho, os quais, sendo apresentados ao Pai em Memória do Sacrifício Inexaurível de Cristo, tornam-se um Meio de Graça pelo qual somos incentivados a uma fé mais viva e fidelidade maior a ele. Os seguintes são os pontos-chave dessa ordenança:
(a) Comemoração ou Memorial. “Fazei isto em memória de mim.” Cada ano, no dia 4 de julho, o Povo dos Estados Unidos da América recorda de maneira especial o evento que o fez um povo livre. (*) Cada vez que um Grupo de Cristãos se congrega para celebrar a Ceia do Senhor, estão comemorando, dum modo especial, a Morte Expiatória de Cristo que os libertou dos pecados. Por que recordar a sua morte mais do que qualquer outro evento de sua vida? Porque a Sua Morte foi o evento culminante de Seu Ministério e porque somos salvos, não meramente por Sua Vida e Seus Ensinos, embora sejam divinos, mas por Seu Sacrifício Expiatório.
(b) Instrução. A Ceia do Senhor é uma lição objetiva que expõe os dois Fundamentos do Evangelho:
1) A Encarnação. Ao participar do pão, ouvimos o apóstolo São João dizer: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nos” (São João 1:14); ouvimos o próprio Senhor declarar: “Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo” (São João 6:33).
2) A Expiação. Mas as Bênçãos incluídas na Encarnação nos são concedidas mediante a Morte de Cristo. O pão e o vinho simbolizam dois resultados da morte: a separação do corpo e da vida, e a separação da carne e do sangue. O simbolismo do pão partido é que o Pão deve ser quebrantado na morte (Calvário) a fim de ser distribuído entre os espiritualmente famintos; o vinho derramado nos diz que o sangue de Cristo, o qual é sua vida, deve ser derramado na morte a fim de que seu poder purificador e vivificante possa ser outorgado às almas necessitadas.
(c) Inspiração. Os elementos, especialmente o vinho, nos lembram que pela fé podemos ser participantes da Natureza de Cristo, isto é, ter “comunhão com ele”. Ao participar do Pão e do Vinho da Ceia, o ato nos recorda e nos assegura que, pela fé, podemos verdadeiramente receber o Espírito de Cristo e ser o reflexo do seu caráter.
(d) Segurança. “Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue”! (1 Coríntios 11:25). Nos tempos antigos a forma mais solene de Aliança era o pacto de sangue, que era selado ou firmado com sangue sacrificial. A Aliança feita com Israel no Monto Sinai foi um pacto de sangue. Depois que Deus expôs as suas condições e o povo as aceitou, Moisés tomou uma bacia cheia de sangue sacrificial e aspergiu a metade sobre o Altar do Sacrifício, significando esse ato que Deus se havia comprometido a cumprir a sua parte do convênio; em seguida, ele aspergiu o resto do sangue sobre o povo, comprometendo-o, desse modo, a guardar também a sua parte do contrato (Êxodo 24:3-8). A Nova Aliança firmada por Jesus Cristo é um pacto de sangue. Deus aceitou o sangue de Cristo; portanto, comprometeu-se, por causa de Cristo, a perdoar e salvar a todos os que vierem a ele. O Sangue de Cristo é a divina garantia de que ele ser benévolo e misericordioso para aquele que se arrepende. A nossa parte nesse contrato é crer na Morte Expiatória de Cristo. (Romanos 3:25-26.) Depois, então poderemos testificar que foram aspergidos com o Sangue da Nova Aliança. (1 São Pedro 1:2.)
(e) Responsabilidade. Quem deve ser admitido ou excluído da Mesa do Senhor? Paulo trata da questão dos que são dignos do sacramento em 1Coríntios 11:20-34. “Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber este cálice do Senhor indignamente, será culpado (uma ofensa ou pecado contra) do corpo e do sangue do Senhor.” Quer isso dizer que somente aqueles que são dignos podem chegar-se à Mesa do Senhor? Então, todos nós estamos excluídos! Pois quem dentre os filhos dos homens é digno da mínima das Misericórdias de Deus? Não, o apóstolo não está falando acerca da indignidade das pessoas, mas da indignidade das ações. Sendo assim, por estranho que pareça, é possível a uma pessoa indigna participar dignamente. E em certo sentido, somente aqueles que sinceramente sentem a sua indignidade estão aptos para se aproximar da Mesa; os que se justificam a si mesmos nunca serão dignos. Outrossim, nota-se que as pessoas mais profundamente espirituais são as que mais sentem a sua indignidade. São Paulo descreve-se a si mesmo como o “principal dos pecadores” (1 Timóteo 1:15). O apóstolo nos avisa contra os atos indignos e a atitude indigna ao participar desse sacramento. Como pode alguém participar indignamente? Praticando alguma coisa que nos impeça de claramente apreciar o significado dos elementos, e de nos aproximarmos em atitude solene, meditativa e reverente. No caso dos coríntios o impedimento era sério, a saber, a embriaguez.
VI. A ADORAÇÃO DA IGREJA
Das Epístolas de São Paulo inferimos que havia duas classes de reuniões para adoração: uma consistia em Oração, Louvor, e Pregação; a outra era um Culto de Adoração, conhecido como a ”Festa de Amor” (“ágape - agaph)”, em língua grega). O primeiro era Culto público; o segundo era um Culto Particular ao qual eram admitidos somente os Cristãos.
1. O Culto Público
O culto público, segundo o historiador Robert Hastings Nichols, era “realizado pelo povo conforme o Espírito movesse as pessoas”. Citamos um trecho dos escritos desse historiador: Oravam a Deus e davam testemunhos e instruções espirituais. Cantavam os Salmos e também os hinos cristãos, os quais começaram a ser escritos no primeiro século. Eram lidas e explicadas as Escrituras do Antigo Testamento, e havia leitura ou recitação decorada dos relatos das palavras e dos atos de Jesus. Quando os apóstolos enviavam cartas às igrejas, a exemplo das Epístolas do Novo Testamento, essas também eram lidas. Esse singelo culto podia ser interrompido a qualquer momento pela manifestação do Espírito na forma de profecia, línguas e interpretações, ou por alguma iluminação inspirada sobre as Escrituras. Essa característica da adoração primitiva é reconhecida por todos os estudantes sérios da história da igreja, não importando sua filiação denominacional ou escola de pensamento.[6]
Pela leitura de 1Coríntios 14:24-25 sabemos que essa Adoração inspirada pelo Espírito era um meio poderoso de atrair e evangelizar os não-convertidos.
2. O Culto Particular
Lemos que os Primeiros Cristãos perseveraram no “partir do pão” (Atos dos Apóstolos 2:42). Descrevem essas palavras uma refeição comum ou a Celebração da Ceia do Senhor? Talvez ambas. É possível que houvesse acontecido o seguinte: no princípio a comunhão dos discípulos entre si era tão unida e vital que tomavam suas refeições em comum. Ao sentarem-se à mesa para pedir a Bênção de Deus sobre o alimento, vinha-lhes à lembrança a última Páscoa de Cristo, e assim essa Bênção sobre o alimento espontaneamente se estendia em Culto de Adoração.
Dessa forma, em muitos casos, é difícil dizer se os discípulos faziam uma refeição comum ou participavam da Comunhão. A vida e a adoração a Deus estavam intimamente relacionadas naqueles dias! Porém muito cedo os dois atos, o partir do pão e a Ceia do Senhor, foram distinguidos, de forma que o segundo se tomou a Ordem do Culto: em determinado dia os Cristãos reuniam-se para comer uma refeição sagrada de comunhão, conhecida como a Festa de Amor, a qual era uma refeição alegre e sagrada, simbolizando o amor fraternal. Todos traziam provisões e delas participavam todos em comum.
Em 1 Coríntios 11:21-22 são Paulo censura o egoísmo daqueles que comiam seus alimentos sem distribuí-los entre os pobres. Ao terminar a Festa de Amor, celebrava-se a Ceia do Senhor. Na Igreja de Corinto alguns se embriagavam durante o “ágape” e participavam do Sacramento nessa condição indigna. Mais tarde, no Primeiro Século, a Ceia do Senhor foi separada do “ágape” e celebrada na manhã do Dia do Senhor – Domingo -.
AULA 4
VII. A ORGANIZAÇÃO DA IGREJA- FORMAS DE GOVERNO DA IGREJA
1. Governo Presbiteriano
O Governo Presbiteriano é uma Forma de Organização da Igreja que se caracteriza pelo governo de uma Assembleia de Presbíteros, ou Anciãos. Esta forma de governo foi desenvolvida como rejeição ao domínio por hierarquias de bispos individuais (forma de governo episcopal).
Esta teoria de governo está fortemente associada com os movimentos da Reforma Protestante na Suíça e na Escócia (Calvinistas), com as Igrejas Reformadas e mais particularmente com a Igreja Presbiteriana.
O Governo Presbiteriano serviu e serve de inspirações a vários regimes democráticos ao redor do mundo, principalmente no que diz respeito às esferas de poder. A forma de governo consiste numa ordem crescente de conselhos. O menor de todos os conselhos é o Conselho da Igreja Local, formado pelos ministros docentes (pastores) e pelos ministros leigos (presbíteros). Acima dos conselhos locais se encontram os Presbitérios, formados por presbíteros representantes de cada Igreja de sua área de abrangência. Envolvendo os Presbitérios e formado por representantes dos mesmos, está o Sínodo, de autoridade máxima em sua circunscrição. Como estância máxima de apelação e decisões sobre a Igreja está a Assembléia Geral ou Supremo Concílio, que toma todas as decisões sobre a Igreja e trata dos assuntos externos, ficando a cargo de exercer poder jurídico sobre decisões tomadas por conselhos inferiores.
2. Governo Congregacional
Entre as Igrejas que adotam o Governo Congregacional, estão os Batistas e os Congregacionais. Nesta Forma de Governo Eclesiástico, a Igreja é aquela "Comunidade Local, formada de Crentes unidos para a Adoração e Obediência a Deus, no Testemunho Público e Privado do Evangelho, constitui-se em uma Igreja Completa e Autônoma, não sujeita em termos de Igreja a qualquer outra Entidade senão à sua própria Assembléia, e assim formada é representação e sinal visível e localizado da Realidade Espiritual da Igreja de Cristo em toda a Terra."
O Sistema de Governo Congregacional é aquele em que a Igreja se reúne em Assembléias, para tratar de questões surgidas no seu dia-a-dia e tomar decisões relacionadas ao Desenvolvimento de Seus Trabalhos. O Poder de Mando de uma Igreja Congregacional reside em suas Assembléias.
3. Governo Episcopal
Neste Sistema mais antigo, adotado, como por exemplo, pela Igreja Católica Romana e pela Igreja Católica Ortodoxa, os Ministros Principais da Igreja são os Bispos. Outros Ministros são Presbíteros e Diáconos. Todos estes são mencionados no Novo Testamento. O Governo é centralizado na figura de um dirigente (Bispo-Primaz), responsável pelas decisões e destinos da Igreja, mas que possui um grupo de subalternos, o Colégio Episcopal, responsáveis pela Administração da Gestão do Sistema.
Em se falando das Igrejas Católicas Ortodoxa e Católica Romana, ambas adotam a Doutrina da Sucessão Apostólica. Mas há diferenças. A Igreja Católica Ortodoxa é uma Federação de Igrejas Auto-Regula ou Auto-Céfalas, ou seja, cada uma com seu próprio Patriarca. A Igreja Católica Romana é mais centralizada, e, Seus Bispos são nomeados pelo Papa – que figura como Bispo de Roma.
As Igrejas Anglicana, Luterana e Metodista também são exemplos dessa Forma de Governo Eclesiástico. Porém, vale ressaltar que, a Igreja da Inglaterra (Anglicana) rejeitou Roma na supremacia, mas manteve o
Episcopado Histórico. Algumas das Igrejas Luteranas e Metodistas optaram por um sistema episcopal, mas não permaneceram na Sucessão Apostólica Histórica. Ademais, algumas outras Igrejas Protestantes decidiram por ter Bispos: Igreja Universal, Renascer em Cristo, Mundial do Pode de Deus, Cristo Vive, dentre outras.
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Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem Ele quer bem, hoje e eternamente. Amem! REFLETINDO SOBRE O LIVRO DE JÓ Rev. João Paulo da Silva “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem” (Jó 42:5) Em se falando do Livro de Jó, antes de tudo, parabenizo ao colega de Ministério Pastoral Paulo Cezar Soares (Pastor, Teólogo e Jornalista) pela exuberância salutar de um Estudo sobre o Livro de Jó publicado por ele no site www.restaurar.info há algum tempo atrás. Neste Meu Estudo sobre o Livro de Jó, não falarei de todo o seu conteúdo, mas apenas farei uma análise introdutória, e, narrarei com abrangência sobre o versículo 5 do capítulo 42. 1 – O LIVRO DE JÓ O Livro de Jó no tocante a sua redação final não tem até a atualidade uma data precisa. Portanto, as narrativas do Livro mostram claramente que, os fatos descritos ocorreram no Período Patriarcal, pois, a forma do Livro nos recorda com nitidez o Livro do Gênesis (o estilo de vida familiar, o modus vivendi das pessoas inseridas na narrativa, apontamentos da Criação dos Céus e da Terra – capítulo 9:5-10, vida campal, criação de rebanhos: camelos, jumentos, carneiros, gado bovino, etc.). Há quem diga que o Livro de Jó não passa de uma historieta que serve de paradigma para o modus vivendi do Povo de Deus no decorrer dos tempos e na Atualidade. Entretanto, o próprio Relato Bíblico do Livro mostra-nos que Jó era uma pessoa, que como nós, passou pelas reviravoltas da vida quotidiana, sendo enfim bem-aventurado. Jó era natural da Terra de Uz (era uma edomita – descendente de Esaú, filho de Isaac e neto de Abraão), pois esta terra ficava nos arredores de Midiã, local onde Moisés vivera por 40 anos. Também esta terra fica situada no Território de Edom a sudeste do Mar Morto e é uma Região da Arábia. O Novo Testamento através de Epístola Universal de São Tiago prova que Jó foi uma pessoa no sentido literal: Eis que temos por felizes os que perseveraram firmes. Tendes ouvido da paciência de Jó e vistes que fim o Senhor lhe deu, porque o Senhor é cheio de terna misericórdia e compassivo. (São Tiago 5:11)
Dizer que Jó não foi uma pessoa seria mascarar e até mesmo desvalorizar e contradizer o Texto Bíblico em seu sublime conteúdo. (grifo meu) É óbvio que, acadêmica e teologicamente o Livro de Jó, assim como outros do Antigo Testamento são chamados de “novelas” ou “novelas históricas”, todavia, é importantíssimo explicar as pessoas, em especial, os leigos para que elas não fiquem confusas e nem caiam numa “encruzilhada teológica”, que, o fato de Jó ser chamado de “novela” ou “novela histórica” não quer dizer que os acontecimentos do Livro são irreais, sobretudo, este Livro assim como outros do Antigo Testamento, é assim denominado devido a sua forma literária. novelas” ou “novelas históricas”, todavia, é importantíssimo explicar as pessoas, em especial, os leigos para que elas não fiquem confusas e nem caiam numa “encruzilhada teológica”, que, o fato de Jó ser chamado de “novela” ou “novela histórica” não quer dizer que os acontecimentos do Livro são irreais, sobretudo, este Livro assim como outros do Antigo Testamento, é assim denominado devido a sua Forma Literária. Percebe-se nitidamente ao ler o Livro que há toda uma trama em seu conteúdo (personagens, um ambiente próprio onde transcorrem-se os fatos, situações do dia-a-dia familiar, antagonista e protagonista, e um final feliz e triunfante). Afora o Livro de Jó, existem no Antigo Testamento os Livros de Ester, Rute, Jonas e Daniel que são chamados “novelas” ou “novelas históricas”. Também os Livros de Judite e Tobias, contidos nas Bíblias de Edição Católica e chamados de apócrifos recebem esta denominação. (Ver Bíblia de Jerusalém, Tradução Ecumênica da Bíblia, Bíblia Edição Pastoral da Paulus/Paulinas, Bíblia do Pão da Editora Vozes, Tradução do Padre Madre Mattos Soares, Nova Bíblia dos 2- O VERSÍCULO 5 DO CAPÍTULO 42 Lendo em primeira vista este versículo têm-se uma noção de que Jó não tinha conhecimento de Deus de forma aprofundada. Mas, se isto fosse verídico, certamente a Bíblia se contradiria, porque em 1:4-5 vemos com clareza que Jó tinha tanta comunhão com Deus e certeza de Sua Soberania e Existência que, preocupava-se com o bem-estar espiritual de seus filhos a ponto de oferecer holocaustos (sacrifícios conforme a época) a Deus pela vida deles e pela sua própria continuamente. O que ocorre em 42:5 de Jó, é que após ele ter passado inúmeras dificuldades na vida, é fortalecido por Deus e tem sua saúde e bens restituídos. Isto faz com que ele passa por uma experiência maravilhosa e mais profunda com Deus. O já citado versículo 11 do capítulo 5 da Epístola de São Tiago retrata com veemência a respeito da paciência de Jó, e como Deus mudou a trajetória de sua vida (cf. Jó 42:10-17). O Apóstolo São Pedro aponta que devemos a cada momento de nossas vidas “crescer na Graça e no Conhecimento de Jesus Cristo – o Messias” (cf. 2 São Pedro 3:18). Reiterando, o Apóstolo São Paulo em sua Epístola aos Romanos afirma que podemos passar por diversas dificuldades em nossa caminhada quotidiana, mas devemos estar firmados na Esperança de que Deus nos susterá e nos fortalecerá a fim de que seja vencedores em todas as coisas (cf. Romanos 5:1-5, 8:28 e 31-39, 12:12). Também Jesus Cristo – o Messias Salvador – o Emanuel - Filho do ETERNO nos dá uma palavra de conforto e incentivo: “... no mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (São João 16:33b). Que o ETERNO EL SHADDAY (Deus Todo-Poderoso) nos abençoe e nos fortaleça para que possamos seguir nossa trajetória quotidiana e crescer na Sua Graça e Conhecimento, na certeza de Sua Presença conosco por todo o sempre, porque por Ele, por meio Dele e para Ele são todas as coisas. Rev. João Paulo da Silva é Pastor-Presbítero da Igreja Metodista do Brasil, Professor Universitário, Historiador e Teólogo. Leciona | ||
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REBECA - A MÃE MANIPULADORA
Rev. João Paulo da Silva
Em primeiras linhas ressaltarei que este Estudo faz e fará parte de uma série de Estudos exegéticos e históricos sobre Temas e personagens do Antigo Testamento.
Certamente que qualquer pessoa já ouviu falar de casos de manipulação em Casa, no Trabalho, na Igreja ou em uma associação da comunidade?
O presente Estudo falará da astúcia de Rebeca, esposa de Isaac e nora de Abraão para ver um de seus filhos gêmeos (Jacó) ser beneficiado.
Na História de Rebeca, que foi estéril durante anos (Gênesis 25:21), é possível ver uma atitude de manipulação bem desenvolvida. Quando finalmente teve um bebê – na verdade dois, porque era gêmeos -, ela era manipuladora e parcial no amor que tinha pelos filhos. Amava mais a Jacó, provavelmente porque tinha um temperamento parecido com o dela (um bom exemplo de amor condicional). Jacó “era homem simples, habitando em tendas” (Gênesis 25:27), o oposto de seu irmão, Esaú, que era o preferido de seu pai por ser “homem perito na caça, homem do campo” (Gênesis 25:27).
Por ter sido o primeiro dos gêmeos a nascer, Esaú tinha o direito de receber a benção da primogenitura. Nos tempos do Antigo Testamento, esse direito garantia ao filho mais velho uma porção dobrada da herança do pai, inclusive de terras, bens e animais.
Mas, porque Rebeca amava mais a Jacó, conspirou com ele para tomar o que era de Esaú por direito? O processo de manipulação provavelmente começou de forma bastante inocente quando ela ouviu “por acaso” Isaque dizendo a Esaú que fosse caçar, preparasse um cozido e então o trouxesse para que Isaque o abençoasse antes de morrer. Então, Rebeca começou a esquematizar como Jacó poderia “passar a perna” em Esaú. Ela se ofereceu para preparar “um guisado saboroso... como ele (Isaque) gosta” (Gênesis 27:9).
A Historia de Rebeca, a mãe manipuladora, revela que a manipulação (não importa de que tipo) nunca funciona. Não traz a paz no local de trabalho, nem a harmonia em casa; pelo contrario, causa mais inveja, ciúme e ira nos outros. Um exemplo claro disso, é que ambos (Rebeca e Jacó) pagaram um alto preço: ela não pode ver o filho amado nunca mais porque o mesmo teve de fugir da presença do irmão; e, ele pagou penosamente o que fez quando foi enganado pelo tio-sogro e pelos filhos mais velhos na ocasião do sumiço de José. se analisarmos bílbica e historicamente, os anos relamente felizes de Jacó foram os da velhice no Egito quando reencontrou José.
É certo que as grandes bênçãos acompanhariam a Jacó, mas não precisava ela dar o “seu jeitinho” para isso acontecer. Pois DEUS é fiel com quem é fiel e Ele, e, não precisa ajudá-lo. Parece que Jacó não ouviu falar da amarga experiência de Abraão (seu avó) quando quis “ajudar a DEUS” no cumprimento das Suas Promessas.
Enfim, em vez de tentar manipular uma situação, por que não pedir a DEUS que a ajude a pensar objetivamente e a fazer o que é certo ao longo da jornada?
Rev. João Paulo da Silva é Pastor-Presbítero da Igreja Metodista do Brasil, Professor Universitário, Historiador e Teólogo. Leciona em Seminários Teológicos e Faculdades de Teologia da Baixada Fluminense e Arredores. | ||
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CARACTERÍSTICAS DE UM LÍDER SERVO E SEGURO
Rev. João Paulo da Silva
Com a atitude de tomar para si a toalha e a bacia lavando os pés de seus discípulos, Jesus demonstra mais do que um ato de servidão e humildade, Ele demonstra e nos ensina, qualidades de um líder seguro e equilibrado, que conhece sua posição diante de Deus e dos homens. Jesus estabelece a partir dai características fundamentais para uma liderança eficaz e vitoriosa, um novo estilo de liderança, um novo tipo de líder - O LIDER SERVO (São Mateus 20:26-28) Não se pode minimizar a importância do trabalho em equipe, pois desde os primórdios da História Bíblica vemos líderes, juntamente com seus liderados, realizando os propósitos de Deus (Exodo 18.13-27). O QUE É UM LÍDER SERVO? – Pessoa que, na moderna administração, é vista como o modelo ideal de liderança, pois, em vez de liderar friamente, serve aos liderados de modo que constrange-os a trabalhar em prol do bem coletivo. Em outras palavras, líder-ser é aquele com o coração disposto, grato, confiante, seguro e equilibrado que: Conclusão: Servir é uma disposição do coração expressa através de ações concretas, sem contudo, menosprezar a dignidade do outro na realização de tarefas por menores e inferiores que sejam. Rev. João Paulo da Silva é Pastor-Presbítero da Igreja Metodista do Brasil, Professor Universitário e Teólogo. Leciona em Seminários Teológicos e Faculdades de Teologia da Baixada Fluiminense e Arredores.
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O LÍDER DEVE TER INTIMIDADE COM DEUS
Rev. João Paulo da Silva “A intimidade do Senhor é para os que o temem...” Sl 25:14 Introdução: Nos dias atuais fala-se muito em intimidade e entendemos a importância deste assunto, mas a Palavra de Deus, desde os tempos antigos trata também do assunto O Relacionamento íntimo gera um envolvimento de propósitos e atividades comuns. Na verdade somos chamados por Deus a uma estreita comunhão com ELE, conforme I Coríntios 1:9. A intimidade não é algo que se publica, mas que se vive e que se expressa. Em resumo, intimidade com o Senhor, é relacionamento e comunhão. Deus busca pelo SER humano. “E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo”. João 12:32 e “Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí” Jr 31:3 . Vejamos alguns pontos fundamentais para se ter Intimidade com Deus no quotidiano e em meio ao exercício da Liderança com êxito: RELACIONAMENTO COM DEUS, GERA INTIMIDADE C/ DEUS Quando olhamos a vida de alguns homens na bíblia, temos a idéia certa de um relacionamento com Deus e de experiências maravilhosas e tremendas desses homens que nos inspiram. Vamos ver apenas alguns deles: * Enoque – “Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si”Gn 5:24 “Andou Enoque com Deus, e depois que gerou a Matusalém, viveu trezentos anos, teve filhos e filhas. Todos os dias de Enoque foram trezentos e sessenta e cinco anos” Gn 5:22-23 Enoque teve um excelente Ministério nos seus dias e alcançou testemunho agradando a Deus “E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos...” Jd 1:14 e “ Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus”. Hb 11:5 * Nóe – O relacionamento de Noé com Deus nasceu de confiança “Porém Noé achou graça diante do SENHOR” Gn 6:8 e”. Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus” Gn 6:9 . O Senhor sentiu o aroma (cheiro) da adoração de Noé. Pois ele tocou o coração de Deus com sua atitude “Edificou Noé um altar ao Senhor; e ... e ofereceu holocausto sobre o altar. E o Senhor sentiu o suave cheiro...” Gn 8:20 e 21 Você também tem tocado o coração do Senhor, ele deseja a cada dia estreitar o relacionamento com seus filhos. “e não poupou o mundo antigo, mas preservou a Noé, pregador da justiça, e mais sete pessoas, quando fez vir o dilúvio sobre o mundo de ímpios;” 2 Pedro 2:5 * Abraão - Ele entendeu o Chamado de Deus para sua vida e obedeceu a proposta de Deus para que fosse um líder; “anda na minha presença e sê perfeito. E porei a minha aliança entre mim e ti...” Gn 17:1 Mas lamentavelmente alguns estão indiferentes ao Chamado de Deus. Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. Romanos 4:3 “E assim, depois de esperar com paciência, obteve Abraão a promessa” Hebreus 6:15 “ Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia” Hebreus 11:8 Abraão ficou seguro de que o seu relacionamento com Deus era suficiente e iria ajudá-lo em todas as adversidades que teria pela frente. * Moíses - Teve experiências profundas com Deus no seu Ministério, viu e participou de grandes sinais e maravilhas que o Senhor operara naqueles dias. E que dialogo tremendo de Moíses e o próprio Senhor Deus, leia no livro de Êxodo capitulo 33 do versículo 12 ao 17 “Respondeu-lhe: A minha presença irá contigo, e eu te darei descanso”. Então, lhe disse Moisés: Se a tua presença não vai comigo, não nos faças subir deste lugar.” “...acaso não é por andares tu conosco, e separados seremos, eu e o teu povo, de todo o povo que há sobre a face da terra? Êxodo 33:14 e15 Vemos o relacionamento intimo deste homem que nos sugere uma posição de fé. “Falava o SENHOR a Moisés face a face, como qualquer fala a seu amigo”; Êxodo 33:11 Davi - Este Servo de Deus foi um dirigente (líder) que tinha com intimidade com Deus, ao visto que sua Aliança e Comunhão com Deus fica bem clara, a ponto do Senhor ter inspirado-o a escrever a maioria do Salmos da Bíblia “ Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade. Atos dos Apóstolos 13:22 Davi confiava na Proteção do Senhor e diz ao Gigante Golias: “Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do SENHOR dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado. I Samuel 17:45 Davi agradou tanto ao Senhor com a sua adoração e relacionamento com Deus que tem uma Promessa, a de restaurar o tabernáculo de louvor que ele ergueu no passado ao Senhor “voltarei e reedificarei o tabernáculo caído de Davi; e, levantando-o de suas ruínas, restaurá-lo-ei.” Atos dos Apóstolos 15:16 Obs. O nome de Davi aparece na Bíblia 900 vezes e ao lembrar deste homem, percebemos que sua vida foi marcada pela adoração ao Senhor, pela intimidade com Deus. Conclusão: A conseqüência da intimidade com Deus é simplesmente ter uma vida abençoada e abundante. Tem que haver neste relacionamento: Confiança, sintonia, liberdade, ligação e afinidade. A intimidade com Deus gera compromisso de santidade, edificação e comunhão“ Eis que estou à porta e bato se alguém abrir a porta entrarei em sua casa e cearei (comunhão) com ele, ele, comigo” Ap 3:20. Almoçar na casa de alguém faz lembrar um tempo de compartilhamento e integração, pois é nestas oportunidades que abrimos o coração uns para os outros, e revelamos o profundo dos nosso segredos. “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor” I Cor 1:9 O Senhor quer estreitar com conosco uma íntima comunhão, para nos revelar os seus segredos. “Certamente, o SENHOR Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas”. Amós 3:7 “Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente” . Salmos 16:11 Que nos abençoe ricamente! Rev. João Paulo da Silva é Pastor-Presbítero da Igreja Metodista do Brasil, Professor Universitário e Teólogo. Leciona em Seminários Teológicos e Faculdades de Teologia da Baixada Fluiminense e Arredores.
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