OPOSIÇÃO X SITUAÇÃO: QUAL O REFERENCIAL?
CREFITO-2 – CHAPA 3 - REAÇÃO
OPOSIÇÃO E SITUAÇÃO: HERANÇAS DENOMINATIVAS DO TEMPO DA DITADURA
Muito temos “ouvido” nos discursos frente ao pleito do CREFITO-2 sobre OPOSIÇÃO e SITUAÇÃO, atribuindo a esses dois conceitos um determinante para influenciar a escolha do voto de profissionais com desejo de mudanças.
Os Conselhos Profissionais foram criados na década de 20, quando vivíamos um tempo histórico de Ditadura, ou seja, um sistema pouco aberto para discussões e democratização política, impondo à população rígidas normas de condutas sociais.
Como um órgão fiscalizador, sua missão é controlar o exercício profissional, aplicando penalidades éticas e disciplinares ao que poderíamos julgar de “má conduta” frente à sociedade, “carente de proteção”. Esse modelo atribui aos Conselhos um papel “policialesco” que muitas vezes não parece bem esclarecido aos profissionais, que ainda não conseguem distinguir com precisão as funções do órgão. Isso vem mudando nos últimos anos.
Aparentemente, rompendo com a ideologia dos tempos da Ditadura, temos a idéia que “aprendemos” a exercer a democracia e levantamos bandeiras em defesa de “palavras vazias de produção de sentido”.
Esse é o caso de tentar conduzir os profissionais a pensar que, em eleições de órgãos de classe, existe “SITUAÇÃO” e “OPOSIÇÃO”, denominações utilizadas para marcar antigas posições partidárias que se firmavam historicamente no panorama político Nacional.
E qual seria essa diferença em termos de CREFITO?
A organização para a eleição do Sistema COFFITO/CREFITO’s é bem diferente do modelo partidário que, talvez, pudesse ser entendido e dividido pelos termos em questão (essa é uma discussão interessante, pois vivemos o período das “Coligações” e negociações de cargos de governo, mas que não é o foco principal de nossa crítica...).
Mantendo o modelo existente à época, onde o Presidente da República era eleito indiretamente, o Conselho Federal conserva a mesma formatação. Temos o órgão máximo federativo ainda escolhido de forma indireta, por um Colegiado composto de 1 eleitor por cada Regional. Por isso, as eleições nos Regionais interessam tanto no âmbito nacional: o que está em jogo é o Conselho Federal, que deverá escolher o grupo sucessor daqui a 2 anos e assim garantir verdadeiramente os interesses de grupos que se articulam nos diversos regionais. Foi assim que muitos dirigentes se mantiveram por longos períodos em mandatos consecutivos, tanto nos Regionais quanto no Federal.
Nos Conselhos Regionais a eleição se dá de forma direta, onde um GRUPO de 18 componentes (nem mais, nem menos) que disputarão no voto de CADA PROFISSIONAL para exercer o direito de gerir a verba arrecadada com o TRIBUTO (anuidade) pago pela habilitação profissional, cujo percentual de 20% é repassado ao COFFITO (vide lei 6316/75).
Esse GRUPO (é importante frisar para que se tenha clareza que não existe organização partidária, mas de composição livre e voluntária na união de profissionais para assumir essa responsabilidade) compõe uma CHAPA, ou seja, um CONJUNTO INDISSOCIÁVEL de pessoas que usarão de meios próprios para fazer a campanha eleitoral, seguindo as orientações de legislação específica, CRIADA PELO COFFITO.
Na campanha eleitoral, tenta-se criar no imaginário coletivo a idéia de que OPOSIÇÃO e SITUAÇÃO são fatores circunstanciados ao “dentro” e “fora” do mandato.
De forma política, atribui-se o adjetivo “SITUAÇÃO” aos que estejam ainda em cumprimento do mandato, independente de suas posições e atitudes diante dos interesses coletivos, como se todos estivessem ligados por ideais partidários nos moldes da política nacional, em que a vinculação a um determinado partido impõe nortes ideológicos frente às tomadas de decisão. Esse é um equívoco útil para aqueles que analisam superficialmente as circunstâncias.
Não é assim que acontece e, bem diferente do que se imagina, a formação de um grupo se dá por inúmeros fatores que podem se divergir ao longo do tempo. Muitos se agrupam em torno de ideais, outros por interesses pessoais, outros ainda por simples colaboração e atendimento a pedidos de amigos. Isso produz diversidade e importante exercício de cidadania e campo de aprendizado administrativo.
Partindo do pressuposto que não existe um “estatuto partidário”, que sustentaria a responsabilidade de manter princípios ideológicos definidos no mandato eleito, o grupo pode divergir em idéias e assim enriquecer as discussões e manter certo equilíbrio administrativo frente à possibilidade de tomada de decisões de forma coletiva.
A Plenária, TEORICAMENTE, garante espaço de discussão e exercício argumentativo para que as decisões sejam de responsabilidade de um grupo de 9 Conselheiros, evitando possíveis arbitrariedades com a concentração de poder nas mãos de um número mínimo de pessoas.
Defendendo a tese de que o exercício democrático e as falhas nas legislações vigentes produzem circunstâncias adversas que muitas vezes não se tornam eficazes para a garantia real da divisão do poder decisório, o grupo eleito pode vir a apresentar divergências internas e nível de tensão elevado que podem causar rupturas e efeitos negativos de gestão.
Tudo depende e dependerá da forma como o grupo se organiza em suas bases.
Vivenciando as contradições entre o coletivo e o centralizado, a legislação atribui funções ao presidente, que muitas vezes pode se deixar confundir e acreditar (fazendo com que os demais acreditem) que possui mais poderes do que realmente tem. Isso acontece de fato quando as relações que sustentam o grupo são fragilizadas por falta de gestão (planejamento de metas e objetivos claros).
Tudo isso acontece, ainda, por não termos organização para estabelecer critérios mais claros por parte dos grupos que se candidatam.
Ainda vemos a manutenção de modelos políticos fundamentados nos ataques pessoais ou defesa de determinadas bandeiras que não condizem com o pleno conhecimento técnico do que venha a ser um órgão como um Conselho de Classe.
Neste ponto, muito nos assemelhamos a candidatos que pleiteiam cargos públicos como vereadores e deputados estaduais ou federais que desconhecem completamente as responsabilidades inerentes aos cargos e saem em campanha dizendo o que o povo “quer ouvir” para garantir votos e construir popularidade vazia de sentido.
Mas é assim que amadurecemos politicamente.
Chega um momento em que nos tornamos mais exigentes e atentos, exigindo dos nossos representantes as responsabilidades que lhes competem. Nesse ponto, começamos a rechaçar modelos antigos e buscamos o novo como possibilidade.
Acontece que o tempo histórico é diferente do tempo ideológico e podemos sofrer “atrasos” até que haja conscientização da maioria que pode efetivamente provocar as mudanças desejadas.
Apostando nesse tempo novo, crescemos enquanto grupo e amadurecemos nossas posições políticas e hoje fazemos parte do MOVIMENTO REAÇÃO, que começa de “dentro”, de onde a verdadeira resistência pode ser potencializada, conforme preconiza Foucault.
Se considerarmos as bases filosóficas de sustentação de ideologias e desejos de mudança, veremos que TODA RESISTÊNCIA ganha força de DENTRO.
Por isso, a dicotomia SITUAÇÃO x OPOSIÇÃO, é ideologicamente inconsistente e superada historicamente.
Precisamos de mudança de ATITUDE.
São nossas ATITUDES que desenharão e comporão o novo cenário idealizado por aqueles que não concordam com a omissão como justificativa para a manutenção de uma ordem indesejada.
Nós, da EQUIPE REAÇÃO, apresentamos propostas sustentáveis e ideologias claras de gestão.
NOSSAS ATITUDES MOSTRAM NOSSA POSIÇÃO.
REAJA VOCÊ TAMBÉM!
POR UM VOTO CONSCIENTE!
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