SOBRE GESTÃO - CONCEITO DE EQUIPE
O grupo REAÇÃO quer dividir com cada um de vocês o que pensa sobre gestão.
Muitas das queixas que ouvimos é sobre o modo de funcionamento do CREFITO-2, mais do que o reconhecimento de mudança no perfil político do órgão.
Acreditamos que fazer política em nosso país é um dos maiores problemas e entendemos que essa construção passa por todas as instâncias coletivas, começando em nossa família e se estendendo a todos os locais de nossa convivência.
Muito mais do que participar do processo eleitoral, apostamos na mudança da forma como escolhemos nossos candidatos e de como continuamos a exercer o controle dessa representação.
É comum delegarmos poder a outros e não acompanharmos o que fazem com isso. Talvez, por isso, guardemos tantas insatisfações e nos sentimos tão distantes daquilo que é produzido no campo da política, incluindo aqui a gestão pública, como no caso das Autarquias.
A chapa REAÇÃO, que escolheu esse nome pelo sentido de luta e movimento, rompe com a idéia de um sistema centralizado de poder (vide as colocações no sistema COFFITO/CREFITO's, que privilegia a função do presidente e o coloca em papel central, apesar do modelo de Colegiado preconizado em legislação).
Para isso, vem construindo e formulando propostas que não representam apenas idéias, mas fazem parte de uma estrutura que viabilize o controle de efetividade e maior organização institucional.
Convidamos aqueles que, como nós, pensam em mudanças reais, pautadas em planejamento e controle organizacional, bem como em processos publicizados de gestão ampliando a participação do controle social nas ações que envolvem o interesse coletivo, para construir conosco o modelo de gestão desejado.
Desenvolveremos os conceitos que utilizaremos como ferramenta nesse processo de construção para que os profissionais possam avaliar e votar com consciência, certos de que poderão e deverão exercer o controle crítico das ações que desejamos estarem pautadas em estudos técnicos e competentes no âmbito dos papéis institucionais.
O primeiro conceito que queremos apresentar é o conceito de EQUIPE.
Comecemos por entender a constituição de um Colegiado.
Destacamos da lei 6316/75 alguns artigos que julgamos pertinentes ao que nos propomos:
Art. 2º - O Conselho Federal compor-se-á de 9 (nove) membros efetivos e suplentes, respectivamente, eleitos pela forma estabelecida nesta Lei. (O grifo é nosso para chamar atenção para o fato da composição de grupo. Não existe a possibilidade de composição individualizada. Os integrantes do Conselho Federal, e dos Conselhos Regionais conforme poderão observar mais abaixo, são denominados "membros", divididos em duas categorias: efetivos e suplentes.)
Art. 3º. Os membros dos Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional e os respectivos suplentes, com mandato de 4 (quatro) anos, serão eleitos pelo sistema de eleição direta, através do voto pessoal, secreto e obrigatório, aplicando-se pena de multa em importância não excedente ao valor da anuidade ao membro que deixar de votar sem causa justificada. (Como podemos observar, a eleição direta é para a composição do grupo de 18 candidatos, não existindo aqui possibilidade de número inferior a esse quantitativo. Parece um dado simples, mas, ao contrário, estabelece princípios importantes numa concepção de gestão.)
Art. 6º Os Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional serão organizados nos moldes do Conselho Federal. (Aqui fica determinada a composição dos Conselhos Regionais, seguindo o determinado no Art. 2º.)
Art. 7º - Aos Conselhos Regionais compete:
I - eleger, dentre os seus membros, por maioria absoluta, o seu Presidente e o Vice-Presidente; (Queremos destacar esse inciso para provocar uma reflexão sobre o exercício da Presidência e da Vice-Presidência em termos de Colegiado. Os membros eleitos pelo voto direto elegem o Presidente e o Vice-Presidente, de forma indireta. Vale lembrar que essa lei foi promulgada em 1975 quando o Brasil era regido pelo sistema da Ditadura Militar e que a função de Presidente e de Vice-Presidente representa um voto de confiança por parte dos membros eleitos de forma direta. Sendo assim, não é possível dizer que o presidente de qualquer Conselho Regional é eleito por voto direto, nem mesmo que houve escolha consciente dos profissionais eleitores por fazer essa escolha, que parte do Colegiado, este sim eleito diretamente pelo voto, enquanto grupo.)
Art. 8º Aos Presidentes dos Conselhos Federal e Regionais incumbe a administração e a representação legal dos mesmos, facultando-se-lhes suspender o cumprimento de qualquer deliberação de seu Plenário que lhes pareça inconveniente ou contrária aos interesses da instituição, submetendo esta decisão à autoridade competente do Ministério do Trabalho ou ao Conselho Federal, respectivamente. (Aqui vemos a possibilidade de o Presidente, com incumbência da administração do Conselho por deliberação do Plenário, suspender um ato de soberania do Plenário com obrigatoriedade de submeter a decisão à autoridade competente, não concedendo ao Presidente a livre determinação suspensiva de atos que lhe são regimentalmente superiores. Porém, por conveniência, toma-se essa prerrogativa como algo possível de ser transformado em rotina administrativa, falha que merece atenção e reflexão para evitar que a se perca o sentido de grupo estabelecido por lei ou crie um sistema centralizador que desqualifique a soberania do Plenário.)
Uma EQUIPE, apesar de se constituir por um GRUPO, apresenta diferenças importantes na construção do projeto de gestão que o movimento REAÇÃO pretende implantar no CREFITO-2.
Em princípio, a organização de chapas passa por um processo de grupamento, onde o quantitativo de profissionais, não inferior a 18, se apresenta para formar uma composição.
Existem vários motivos que levam um grupo a se organizar, mas não necessariamente chegam a formar uma EQUIPE.
Uma EQUIPE pressupõe uma forma de organização por compartilhamento de idéias e ideais, onde cada "membro" (para seguir o termo da legislação) tem papel importante e imprescindível ao bom desempenho de todos.
Um grupo pode apresentar bom desempenho em algumas tarefas, que geralmente são segmentadas, mas uma EQUIPE apresenta bom desempenho organizacional por lidar com o todo integrado.
Entendemos que muitos problemas identificados na administração do CREFITO-2 se deve à ausência de trabalho de EQUIPE e a prevalência de tarefas de grupos.
A falta de sentimento de EQUIPE pode gerar inúmeros problemas de gestão com ações centralizadas, privilegiadas, desmobilizadoras para muitos e sem potencial agregador. Uma gestão que começa com 18 pessoas e vai perdendo aliados iniciais e termina com 10, nos convoca a uma análise institucional.
O movimento REAÇÃO nasce de um sentimento de ruptura com pensamentos e práticas centradas na figura de um Presidente em busca de espaço mais fértil para o desenvolvimento de propostas idealizadas a partir de experiências e reflexões compartilhadas pela EQUIPE.
Mais do que compor um quantitativo numérico, a chapa REAÇÃO pretende agregar valores para compor verdadeiramente uma EQUIPE de trabalho.
São quatro anos de gestão e queremos estabelecer um planejamento que possa ser identificado em metas e projetos a serem desenvolvidos com vistas ao futuro, onde cada um dos profissionais eleitos pela categoria assuma sua responsabilidade e integre de forma igualitária o fórum deliberativo para o qual se candidataram.
Agregar para possibilitar o crescimento organizado. Planejar para dar sentido às ações desenvolvidas. Criar dispositivos de avaliação institucional para melhor atender às demandas coletivas. Dinamizar a máquina administrativa para viabilizar o funcionamento eficiente.
Venha conosco e participe ativamente no processo de gestão do CREFITO-2. A união depende da participação de cada um de nós, mas o nosso sucesso depende do esforço pela mudança e pela sustentabilidade de nossos propósitos.