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Um blog volta para reflexão da sociedade sobre a MULHER.


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Mulheres de ontem e de hoje

 

Mulheres de ontem e de hoje

 

 

Mirelle Almeida Gonçalves

 

 

 

 

 

 

A mulher vem buscando insaciavelmente seu lugar na sociedade, tentando se libertar das imagens que lhe caracterizou durante muito tempo, como uma mulher simplória e submissa, tendo a função apenas de mulher, mãe e dona de casa. Para se torna independente e efetivamente mulher.

 

        Durante muito tempo, a sociedade colocou-a abaixo dos homens, considerava-a um ser fraco, criado por diversas ideologias. Tendo promovido conseqüências devastadoras, sentida até nos tempos atuais. No qual muitos ainda carregam o machismo em si.

  Mas enfim, a mulher quebrou e vem quebrando diversos paradigmas. Na sua luta constante pela independência e auto-realização. No qual é percebido por todos na sociedade atual. Pois tem conquistado diversas ocupações, antes só exercida por indivíduos do sexo masculino. Ocupando diversos cargos públicos, entre outros.

Por fim, apesar de ainda sofrer diversos preconceitos, ser violentada e etc. Continua sua luta e quebrando o paradigma de mulher fraca para FORTE, conseguindo exercer múltiplas funções, independente de ser dentro do seu lar ou no mercado de trabalho.


Postado em: 11:33 AM, 9/12/2011
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Afrodecsendentes

 

 Afrodescedente

Fábio Santos Almeida

Comumente, os afrodescedente são indivíduos que se designam racialmente e de acordo com a cor. Os mesmos têm ganhado força cada vez mais na sociedade, apesar do preconceito.  Unindo-se, buscando melhores condições de vida na sociedade atual, que em outrora não tinha  voz ,nem vez.

Hoje pode se dizer que muito foi alcançado e conquistado pois através de leis e manifestos os afrodescedente tem tido espaço no cenário nacional, com a divisão justa de cotas nas faculdades, como também mais punição para aqueles que de alguma forma discriminam ou ofendem verbalmente essa classe social que tanto sofreu ao longo dos tempos. Os negros falam muito que amam sua cor e sua raça, porem quando confrontados com uma situação que esse tivesse que disputar algo com um “branco”, a baixa estima o dominava e o senso de inferioridade batia, isso em tempos remotos. Hoje contudo os afrodescedente tem chegado a patamares  elevados, e a prova disso é que a maior potência mundial, o Estados Unidos tem um negro ou afro descendente como seu Presidente.

Muito precisa ser melhorado , porém muito já foi conquistado, o que fica na esperança é que um dia, independente da cor, ou raça, ou etnia todos sejam iguais e assim mais respeitados.

 

 

 

 


Postado em: 09:55 PM, 6/12/2011
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A IMPORTANCIA DA ATUAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAS NA POLITICA


ESTUDO DE CASO SOBRE MOVIMENTOS SOCIAIS

 

I.                REPORTAGEM

 

Terça-feira, 29 de novembro de 2011 - 18:55

OPERAÇÃO TERMÓPILAS   

OAB E MOVIMENTOS SOCIAIS PEDEM CASSAÇÃO DE DEPUTADOS

 

29112011-205504-oab_next.jpg

“Os deputados estaduais que não tem nada a temer, aqueles que não estão envolvidos em nenhum tipo de corrupção devem fazer a defesa do Poder Legislativo, indispensável para o sistema democrático. Não devem acobertar os mal feitos de seus colegas e instaurar processo de cassação do mandato por desrespeito ao decoro parlamentar”. A declaração é do presidente da Seccional Rondônia da Ordem dos Advogados do Brasil, Hélio Vieira, ao protocolar, na tarde desta terça-feira, 28, documento em nome de 23 entidades representativas de trabalhadores solicitando da Assembléia Legislativa a instauração de processo ético contra os deputados denunciados pela operação da Polícia Federal que culminou com a prisão do presidente daquele Poder, deputado Valter Araújo.
O Movimento Unificado pela Ética e Contra a Corrupção, composto por cerca de 25 entidades representativas dos trabalhadores fez uma manifestação demonstrando a insatisfação da sociedade com as recorrentes denúncias de corrupção envolvendo membros da Assembléia.

Além dos representantes das entidades signatárias do movimento, a manifestação contou com a participação de estudantes e até dos caçambeiros prestadores de serviço da Prefeitura de Porto Velho, que resolveram protestar contra parecer do Tribunal de Contas que os impede de receber seus pagamentos.

Ao final do protesto, os manifestantes aproveitaram a presença de um carro-pipa junto com os caçambeiros e resolveram fazer a lavagem simbólica do prédio da Assembléia, que nos últimos anos vem registrando um escândalo a cada administração.


Veja a seguir, na íntegra, o documento protocolado pelos movimentos sociais pedindo a cassação dos deputados envolvidos em falcatruas:


Ao Poder Legislativo Estadual
Ao Excelentíssimo Senhor Presidente em Exercício
Hermínio Coelho
NESTA


Senhor Presidente,

Nós, os signatários dos movimentos sociais unificados pela Ética e Contra a Corrupção, aqui representados,

CONSIDERANDO

Que a administração pública, por determinação constitucional, obrigação moral e ética de todo cidadão é regida pelos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, com maior rigor, a observância desses princípios pelos servidores e parlamentares. (CF Art.37 caput);

CONSIDERANDO

Que os fatos que vieram a lume recentemente, ao que tudo indica, absolutamente verídicos, demonstram que, infelizmente, esses princípios foram violentados de forma vil e degradante;

CONSIDERANDO

Que o artigo 33 da Constituição Estadual estabelece que o deputado não pode:
   
I - desde a expedição do diploma:

a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública e sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes;

b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, até os de confiança, nas entidades constantes da alínea anterior, salvo se Ministro ou Secretário de Estado;

II - desde a posse:

a)    ser proprietário, controlador ou diretor de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada;
b) ocupar cargo ou função de confiança nas entidades referidas no inciso I, a;
c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, a;
d) ser titular de mais de um cargo ou mandato eletivo federal, estadual ou municipal.


CONSIDERANDO

Que o artigo 34 da Constituição Estadual estabelece que “perde o mandato o deputado que”:

- infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior; (veja que no art. 33 trata de firmar ou manter contrato, patrocinar causa ...)

II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar;
III - (..)

IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos;

CONSIDERANDO

Ainda o disposto no § 1º do Artigo 34 apontando que é incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos definidos no regimento interno, o abuso das prerrogativas asseguradas a membros da ALE, ou a percepção de vantagens indevida;

Assim, diante dos fatos e dos dispositivos constitucionais morais, éticos e legais, a Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Rondônia une-se à sociedade Rondoniense e aos movimentos sociais unificados pela Ética e Contra a Corrupção para, na sua permanente luta pela moralidade pública requerer de Vossa Excelência que instaure, com fulcro no artigo 102 do Regimento Interno, o imediato afastamento das funções parlamentares e abertura de procedimento apuratório para investigar a conduta de todos senhores deputados apontados pela Operação Termópilas, desencadeada pelo Ministério Público Estadual e pela Polícia Federal e, ao final, comprovada a culpabilidade, instaure o devido processo de cassação do mandato por infringência ao decoro parlamentar.

Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rondônia   .............................................
Sindicato dos Trabalhadores em Educação em Rondônia ...........................................
Sindicato dos Servidores Públicos Federal em Rondônia .............................................
Sindicato dos Servidores do Legislativo ........................................................................
Conselho Regional de Medicina de Rondônia ..............................................................
Sindicato dos Empregados da Prefeitura de Porto Velho .............................................
Sindicato Médico de Rondônia (Simero) .......................................................................
Sindicato dos Agentes Penitenciários de Rondônia ......................................................
Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Rondônia ...............................
Sindicato dos Trabalhadores em Educação ..................................................................
Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa ....................................................
Sindicato dos Empregados da Prefeitura de Porto Velho .............................................
Associação Nacional de Docentes do Ensino Superior (Andes) ...................................
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil ..................................................
Comando de Greve dos Professores da Unir  ...............................................................
Central Única dos Trabalhadores (CUT) ......................................................................
Sindicato dos Profissionais de Controle Externo do Tribunal de Contas ......................
Movimentos Sociais Unificados pela Ética e Contra a Corrupção

Fonte: RONDONIAGORA

Autor: RONDONIAGORA

 

 

II.               RESENHA CRÍTICA SOBRE A REPORTAGEM SUPRACITADA

 

Virou palhaçada, sem menos esperar ou já esperando mais uma noticia de político corrupto. E isso numa constância. A pergunta é: o porquê dessa constância? Porque políticos e mais políticos tem se enveredado no caminho da corrupção, se envolvendo com diversos escândalos? É evidente que eles têm certas regalias e que são protegidos por leis que deveriam puni-los.

A sociedade precisa sim, através dos movimentos sociais reivindicar dos poderes vigentes que a justiça seja feita. A final de contas, os movimentos sociais, é de extrema importância para o fortalecimento do processo democrático. Tais movimentos poderão sim, exercer o papel de fiscalizar e denunciar todo tipo de corrupção em nossa nação.

As Leis do nosso país precisam ser leis não só para punir os pobres, mas também pra punir os ricos e poderosos que, que roubam na cara de pau o dinheiro dos cidadãos brasileiros que, diga-se de passagem, tem pagado impostos sobre impostos com a esperança de ver melhorias em nossa nação, porém, acabam se decepcionando com tanta safadeza de políticos que deviam dar exemplo de honestidade, deviam dar exemplo de patriotismo. Falando em patriotismo, entendo que para muito deles essa palavra não mais existe, parece que o que eles querem mesmo é dinheiro. É claro que deve existir, e eu imagino que exista, mesmo nesse tempo de tanta corrupção na politica, bons politicos que evidentemente são a menoria da menoria, se esta imaginação estiver correta!

 

Por: Flávio Gonçalves de Souza

 

III.         REFERÊNCIA:


_____RODONIAGORA.COM – Jornalismo em tempo real. OAB e Movimentos Sociais Pedem Cassação de Deputados. Disponível em: http://www.rondoniagora.com/noticias/oab-e-movimentos-sociais-pedem-cassacao-de-deputadosu-veja-documento-2011-11-29.htm. Acessado em 06/12/2011 às 15hs.

 

 


Postado em: 08:22 PM, 6/12/2011
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Racismo

  

Racismo

Antonia Mota Nobre

O racismo é a tendência do pensamento, ou o modo de pensar, existentes da raça humana distintas, caracterizadas por aspectos físicos, atitudes, caráter, dentre outras formas. Essa forma de comportamento vem datada deste a antiguidade nas relações do povo, nas guerrilhas, na superioridade.

Na sociedade atual o preconceito racial vem ganhando novos rótulos, onde a luta da democracia racial é ampla, mas os índices de racismo é crescente. O censo de 1990 demonstrou que a renda da população branca é 2,12 vezes maior que a população parda e 2,41 maior do que a população negra, essa pesquisa indicou também que 18,9% da população branca tinha 11 ou mais anos de escolaridade, enquanto somente 6% da população negra alcançou esse nível .

Esses aspectos apresentados demonstram dados estatísticos sobre o racismo, o que confirma as situações vivenciadas na sociedade que muito se fala de uma democracia sem preconceito, mas pouco se faz para bani-lo.

Com os avanços tecnológicos e os estudos científicos o racismo transpôs a barreira do preconceito pela cor e classe social e chegou a ciência, onde estudos são feitos à respeito da genética e capacidade intelectual das raças; o qual  foi cogitado a idéia da raça negra possuir índices de QI menores que a raça branca.

Apesar, de o negro ter alcançado a igualdade jurídica a partir da abolição, ainda hoje sofre como um indivíduo submisso ao branco e precisa de pesquisas cientificas para provarem que possuem características comuns a outras raças.

 

     REFERÊNCIAS:

ü  pt.wikipedia.org/wiki/Racismo

 

ü  websmed.portoalegre.rs.gov.br/escolas/obino/.../conclusao.html

 

ü  SCHNEIDER, DANIEL. Brancos são mais inteligentes que negros¿.(EDITORIAL). Super Interessante, Ed. 246, p. 52, dez. 2007.


Postado em: 07:15 PM, 6/12/2011
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Violência contra crianças não tem classe

Violência contra crianças não tem classe

Alan Machado Borges

           A socióloga Helena oliveira, afirma que a agressão sofrida pelas crianças, está presente em todas as classes sociais, na reportagem da revista Crescer, disponível em: ( revista crescer.globo.com/Crescer/0,19125,EFC1046662-2213,00.html, acesso em 05/12/2011 às 19:57 hs.), com o título Palmada não tem classe, nos mostra que 31% dos episódios de violência são palmadas, 39% dos casos na infância são negligência e ainda que 48% das agressões são cometidas pelas mães.Na maioria das vezes os casos de violência não são registrados, há exemplo da classe dos ricos que tratam das violências em clinicas ou consultório particular e não notificam, as estatísticas são da classe pobre que denuncia os casos no serviço público, no entanto criança rica, também sofre agressões físicas e psicológicas, sexual e também levam tapas e palmadas, cometido em sua maioria no espaço privado, sendo agressões domesticas.

Em seu livro Análise da Violência contra Criança e o Adolescente segundo o Ciclo de Vida no Brasil (2005), a socióloga Helena Oliveira Silva constata que a violência física como a palmada, o tapa ou o beliscão, foi responsável por 31% dos casos, na pesquisa feita do Laboratório de estudo da criança, o castigo físico não mata, mas humilha a criança. Na Suécia a palmada é crime previsto no código penal sueco e em diversos outros países europeus adotaram a medida além de Israel, no Brasil ainda a proposta não foi adiante, afirma a socióloga.

Há de se analisar também que, é preciso se pensar numa forma de conscientização familiar, pois muitos pais acham normal dar umas palmadas nas crianças quando as mesmas desobedecem, é no jeito primitivo de pensar de tais pais uma forma de impor limites e ensinar as crianças a respeitarem aos mais velhos, isto esta impreguinado no jeito de pensar do brasileiro, em sua maioria de pouca instrução, que não pensa no dialogo como meio de se educar.

Faz-se necessário o tomar de medidas urgentes para se acabar com os maus tratos e agressões cometidas contras as crianças e os adolescentes, vale citar o caso da pedofilia, no qual o senador Magno malta, tem si destacado, e posto na cadeia, vários agressores, inclusive políticos.


Postado em: 12:55 AM, 6/12/2011
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QUAL DESSAS MÚSICAS MELHOR REPRESENTA A MULHER BRASILEIRA?

 

 

Ai, Que Saudades da Amélia

Composição: Ataulfo Alves e Mário Lago

Nunca vi fazer tanta exigência
Nem fazer o que você me faz
Você não sabe o que é consciência
Nem vê que eu sou um pobre rapaz
Você só pensa em luxo e riqueza
Tudo o que você vê, você quer
Ai, meu Deus, que saudade da Amélia
Aquilo sim é que era mulher

Às vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer
Quando me via contrariado
Dizia: "Meu filho, o que se há de fazer!"
Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia é que era mulher de verdade




Milton Nascimento - Maria, Maria

Maria, Maria
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece
Viver e amar
Como outra qualquer
Do planeta

Maria, Maria
É o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que rí
Quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta

Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria

Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida....

Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria...

Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida....

Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Hei! Hei! Hei! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!...

Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria...

Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho, sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida

Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Hei! Hei! Hei! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!...


 


Postado em: 01:00 PM, 1/12/2011
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EVOLUÇÃO FEMININA

 

EVOLUÇÃO EM FOCO

As trabalhadoras brasileiras ganharam um novo status na legislação trabalhista nos últimos anos. Da condição de tuteladas, elas passaram a receber da lei um tratamento de cidadãs emancipadas, constata a ministra Cristina Peduzzi, única mulher num colegiado de 17 ministros do Tribunal Superior do Trabalho.

As primeiras normas de proteção às mulheres estabelecidas na CLT

 Extintas as restrições consideradas prejudiciais ao acesso igualitário ao mercado de trabalho, as mulheres podem hoje prorrogar a jornada de trabalho sem necessidade de autorização médica, podem trabalhar no turno noturno e mesmo em locais perigosos ou insalubres como nas construções de obra ou minerações. A lei manteve apenas a tutela sobre a gestante e a maternidade e a prole

O empregador não pode utilizar mão-de-obra feminina em serviços que demandem emprego de força muscular superior a 20 quilos para trabalhos contínuos ou 25 quilos para trabalhos ocasionais.

"Surgiram novas situações, como a prática de atos discriminatórios contra a mulher e o assédio sexual, que resultaram na formulação de novas leis para regulamentá-las", diz a ministra Cristina Peduzzi.

Em 1995, entrou em vigência a Lei 9.029, que veda, especificamente, a discriminação contra a mulher. A partir de então, o empregador não pode mais exigir da empregada ou daquela que está sendo contratada atestado ou qualquer outro procedimento referente à esterilização ou à gravidez. Fazer essa exigência é crime que pode resultar em detenção, de um a até dois anos.

. A Lei 9.799, de 1999, proibiu a publicação de anúncio de emprego com indicação de preferência ao sexo, salvo quando a natureza da atividade a ser exercida, pública e notoriamente, assim o exigir.

A tipificação de assédio sexual como crime é mais recente. De acordo com a Lei 10.224, de maio de 2001, o superior hierárquico que se prevalece dessa condição para constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual pode ser punido com um a dois anos de detenção.

Avalia-se também que houve avanços satisfatórios, mas muito há por fazer e prova disso são as estatísticas complementares a essa, de violência doméstica em relação à mulher, de discriminação, assédio, baixa remuneração. Por essas razões o movimento feminino é reverenciado e exaltado em algumas datas comemorativas como, por exemplo, no dia 08 de março, dia internacional da mulher.

O informe sobre a situação das brasileiras entre 1985 a 2002 destaca a crescente presença das mulheres no mercado de trabalho. De acordo com o Censo 200, elas já representam 41,39% da população economicamente ativa do País.

 A EVOLUÇÃO DA MULHER BRASILEIRA NA POLÍTICA

Por muitos anos, as mulheres estiveram ausentes ou desfiguradas na história brasileira.

O fermento da agitação republicana no fim da década de 1880, não apenas fortaleceu o desejo feminista por direitos políticos como também deu às mulheres argumentos adicionais em favor do sufrágio e oportunidades de procurar o voto.

A emancipação da mulher estava adquirindo um significado cada vez mais amplo. No final do século XIX, algumas mulheres não mais queriam apenas respeito, tratamento favorável dentro da família ou direito à educação, mesmo educação universitária, mas sim o desenvolvimento pleno de todas as suas faculdades, dentro e fora do lar.

Em fins da segunda década do século XX, tornou-se aceitável no Brasil um movimento moderado em favor dos direitos da mulher.

Em outubro de 1930, a República Velha chegou a um fim abrupto e Getúlio Vargas tomou o poder. Como na maioria dos países latino-americanos não havia nenhuma oposição por parte do governo contra o sufrágio feminino, a decisão do regime provisório de Vargas era favorável à criação de um novo código eleitoral que fornecesse uma oportunidade de garantir o voto às mulheres.

O novo Código, decretado em 24 de fevereiro de 1932, dava o direito de voto às mulheres sob as mesmas condições que os homens. No ano de 1935, Maria do Céu Fernandes é diplomada como a primeira deputada estadual eleita pelo voto popular no Rio Grande do Norte e no Brasil.


Postado em: 12:53 PM, 1/12/2011
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MULHER NO MERCADO DE TRABALHO

 

A INSERÇÃO DA MULHER NO MUNDO DOS NEGÓCIOS:

CONSTRUINDO UMA IDENTIDADE

A disputa acirrada no espaço de trabalho passa a ser vivida por homens e mulheres que buscam igualar suas oportunidades por cargos, posições hierárquicas, destaque e reconhecimento na profissão. Para concorrerem nesta disputa, as mulheres, muitas vezes, procuram desconstruir estereótipos sociais e culturais há tempos construídos, para que as conquistas adquiridas por elas sejam base para um processo de construção de uma nova identidade.

O processo de construção de identidade feminina é delimitado pela concepção de feminilidade interiorizada pela educação, e pelas normas de comportamentos impostas pelo mundo do trabalho (Belle, 1987). Neste processo a empresária não deve abandonar suas características femininas e, em contrapartida, precisa absorver características tipicamente masculinas que predominam no espaço público de trabalho.

Percebe-se, com isto, que a mulher vivencia um processo ambíguo, porque precisa desenvolver habilidades que, às vezes, são opostas, como sensibilidade e frieza, por exemplo. Além disso, as mulheres elaboram um sentimento de culpa alimentado pela família e por elas próprias, em função da necessidade de abrirem mão do tempo destinado à convivência com a família e de suas tarefas de “mãe” e “esposa” para se dedicarem aos negócios.

 Belle (1987, 1993) relata que não existem mais espaços reservados, papéis atribuídos em caráter definitivo, separações estritas ou muros intransponíveis entre o feminino e o masculino. O que se nota é uma segregação velada e disfarçada que atinge as mulheres em relação ao trabalho, denominado como fenômeno do teto de vidro (Steil 1997), que consiste em uma barreira sutil e transparente, mas suficientemente forte para bloquear a ascensão das mulheres a níveis hierárquicos mais altos.

O processo de diferenciação entre masculino e feminino é construído individual e coletivamente no imaginário das pessoas, e a compreensão deste envolve a percepção de que indivíduos de um mesmo grupo se aproximam uns dos outros como conseqüência de sua experiência social comum, de seu pensamento e de sua ação. Contudo, estes não abandonam as características que os tornam diferentes (Wagner, 1995).

 Nesse contexto, Bardwick (1984) afirma que “as mulheres não são melhores nem piores que os homens. Não são completamente diferentes deles, nem totalmente iguais”.

3.3 O estilo gerencial feminino

Alguns trabalhos que adotam a perspectiva de gênero para analisar a atuação empresarial das mulheres identificaram especificidades no comportamento de empresárias. Turner, citado por Allen & Truman (1993) coloca que as empresárias procuram traçar objetivos culturais e sociais, nas organizações que dirigem, além dos objetivos financeiros. Percebe-se, também, uma preocupação mais acentuada com os indivíduos envolvidos no desempenho de suas atividades produtivas. No processo de gestão conduzido por mulheres há uma tendência para que os objetivos sejam claros e difundidos entre todos na organização. Desta forma, essas empresárias procuram alcançar a satisfação dos interesses de todos que participam, direta ou indiretamente, de seus negócios (Buttner, 2001).

Além da preocupação com a dimensão social e interacional em suas empresas, existem outros aspectos que se destacam em relação ao comportamento das empresárias. Brush e Bird (1996) apontam como características que predominam na liderança feminina a flexibilidade, a inovação, a integração e a orientação para a ação.

 

3.4. Esposa, mãe ou empresária? - O dilema da mulher

 

Nessa categoria buscou-se perceber como é estabelecido o contrato de dedicação ao trabalho e à família com intuito de saber se são ou não concorrentes na vida das entrevistadas.

 A concorrência da atividade empreendedora com a dedicação à família emerge conjuntamente com o início do empreendimento. As empresárias, na sua maioria, afirmaram que há um desestímulo, por parte dos familiares, à abertura de um negócio por estes desacreditarem de sua competência para gerir e administrar a atividade com sucesso.

Alguns Depoimentos:

Parei por questões familiares. É onde eu digo que a mulher é diferente do homem. Se fosse o pai, ele não precisaria parar. Mas a mãe tem um momento que ela tem que parar. Eu parei por causa do meu filho mais novo, parei para que ‘ele não se perdesse” (E2).

 “Não consegui harmonizar isto, não fui competente para isto e daí eu desisti. Pois meninas pequenas, o marido cobrando, e por bem eu achei por me desvincular deste trabalho” (E1).

 “A família acaba ficando um pouco desvinculada. Para você realizar uma coisa desta, a dedicação é quase que integral. Eu diria que quase 24 horas por dia porque eu ia para lá cedo e só voltava à noite. (...) É muito difícil para a empresária conciliar sucesso e casa principalmente quando ela está no início da profissão” (E2).

“Se eu tivesse um marido para me sustentar, eu seria dona de casa (...), quando a minha filha diz que quer trabalhar, eu digo fica quieta”(E3).

 “Antigamente não usava mulher trabalhar, nós lutamos por isso e pagamos muito caro, por que ficamos com a obrigação da casa, dos filhos e ainda financeira, pois o marido diz que a gente trabalha e então não precisa de dinheiro, e ainda tem que andar bonita” (E3).

Contudo, destaca-se que, essa empresária entrevistada não possui filhos. Percebeu-se, portanto, em relação às mulheres sem filhos que estas se beneficiam de uma maior liberdade para gerirem seus negócios, pois a exigência familiar é menor.

“Em relação à família, eu não tenho problemas. (...) Meu marido me ajudou muito. (...) O meu marido sempre foi o suporte” (E4).

Constata-se que a dinâmica desta relação (família / trabalho) depende do posicionamento da mulher, demonstrando a importância do mesmo para o sucesso em sua vida pessoal e profissional.

 3.5. A construção da identidade da empresária – conquistando um espaço

   Apesar da resistência que a empresária sofre em relação a seu trabalho, ela vem conquistando seu espaço no mundo empresarial. Essa resistência ocorre tanto no ambiente de trabalho, quanto no familiar e precisa ser reduzida ou suprimida gradualmente, pois se trata de um processo em constante movimento, que envolve a transformação das representações sociais e de aspectos culturais previamente instituídos.

“Em primeiro em relação a funcionário, porque é bastante difícil(...) tenho funcionários que possuem mais tempo de trabalho do que eu, então eles têm uma certa resistência em acreditar(...) Então eu sempre tenho que provar, comprovar que o que eu estou passando é melhor, ou vai ser melhor referente a algum ponto.(...) Mulher, não, tem que mostrar, tem que comprovar, para eles aceitarem daquela forma, porque no primeiro momento é só resistência.(...) Em relação a marido e filho, hoje eu já consegui contornar, depois de muita briga, muita luta, no nível de cobrança de horário, sempre desacreditando que tu tens condições de tocar um negócio, então tu tens que provar o que tu fazes, ir mais além do que fosse um homem. Tem muita diferença, inclusive em relação aos filhos. Mas isso depende muito de, no caso, a mulher se posicionar e mostrar o serviço em si para poder haver o respeito. Só depois de muita luta que tu consegues ter um espaço.”(E1).


Postado em: 12:42 PM, 1/12/2011
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LEI MARIA DA PENHA

 

 

Em 3 anos, sobe em 1.704% atendimento da central da mulher.                           


Número de atendimentos da central da mulher aumenta 1.704% entre 2006 e 2009
A maioria das ligações, diz governo, é sobre a Lei Maria da Penha.
Perfil das usuárias é de mulheres negras, entre 20 e 40 anos e casadas.

 Dados divulgados nesta quarta-feira (25) pela Secretaria Especial de Políticas Para Mulheres (SPM) mostram que o número de atendimentos do Ligue 180 – número da Central de Atendimento à Mulher – aumentou 1.704% entre 2006 e este ano.

 Neste período, foram registrados 791.407 atendimentos.

 Como base para a comparação, a secretaria utilizou os períodos entre abril e dezembro de 2006, e entre janeiro e outubro de 2009.

 De janeiro de 2007 a outubro de 2009, 37% dos atendimentos foram sobre a Lei Maria da Penha, que entrou em vigor em setembro de 2006.

 Somente neste ano já foram 269.258 atendimentos na central - 47% sobre a lei.

 Em comparação com o mesmo período de 2008, o número total de ligações aumentou 25%. O estado que lidera as chamadas é São Paulo, com quase um terço de todos os atendimentos, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais. Quando a conta é feita em relação à população feminina das unidades da federação, o Distrito Federal lidera o ranking, com 462,5 atendimentos para cada 50 mil mulheres.

 O órgão credita o aumento nas consultas à Lei Maria da Penha ao Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e à melhorias tecnológicas.

 Por causa da demanda, a secretaria vai aumentar a capacidade de atendimento.

Segundo a ministra Nilcéa Freire, uma em cada três mulheres já sofreu algum tipo de violência.

Nestes anos de operação, já houve 86.960 relatos de violência -74% relacionados à violência doméstica e familiar.Ainda foram registradas denúncias de cárcere privado e tráfico de mulheres.

Relações pessoais e violência dentro de casa levam crianças a reagir a situações com violência. É um sistema de vasos comunicantes”,disse a ministra.

 De acordo com o órgão, na maioria das denúncias, as mulheres dizem sofrer agressões diariamente. Só em 2009, o número de mulheres que disseram ser agredidas todos os dias chega a 69% do total de denúncias de violência.

 Segundo a secretaria, o perfil das mulheres que entram em contato com a central é de negras, entre 20 e 40 anos, casadas, e com o ensino fundamental, muitas vezes incompleto.

 O órgão lançou nesta quarta-feira (25), Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher, uma campanha de incentivo ao uso do telefone 180.

 


 

 

 

 

 


Postado em: 12:14 PM, 1/12/2011
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Direitos é de todos... Da MULHER também!

  VIOLÊNCIA CONTRA MULHER: a CADA CINCO MINUTOS , CINCO MULHERES SÃO AGREDIDAS VIOLENTAMENTE NO BRASIL.

Pesquisa feita pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Sesc projeta uma chocante estatística: a cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas violentamente no Brasil.

E já foi pior: há 10 anos, eram oito as mulheres espancadas no mesmo intervalo.

Realizada em 25 Estados, a pesquisa Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado ouviu em agosto do ano passado 2.365 mulheres e 1.181 homens com mais de 15 anos. Aborda diversos temas e complementa estudo similar de 2001. Mas a parte que salta aos olhos é, novamente, a da violência doméstica.

"Os dados mostram que a violência contra a mulher não é um problema privado, de casal.

É social e exige políticas públicas", diz Gustavo Venturi, professor da USP e supervisor da pesquisa.

Para chegar à estimativa de mais de duas mulheres agredidas por minuto, os pesquisadores partiram da amostra para fazer uma projeção nacional.

Concluíram que 7,2 milhões de mulheres com mais de 15 anos já sofreram agressões - 1,3 milhão nos 12 meses que antecederam a pesquisa.

A pequena diminuição do número de mulheres agredidas entre 2001 e 2010 pode ser atribuída, em parte, à Lei Maria da Penha.

"A lei é uma expressão da crescente consciência do problema da violência contra as mulheres", afirma Venturi.

Entre os pesquisados, 85% conhecem a lei e 80% aprovam a nova legislação. Mesmo entre os 11% que a criticam, a principal ressalva é ao fato de que a lei é insuficiente.

Visão masculina.

O estudo traz também dados inéditos sobre o que os homens pensam sobre a violência contra as mulheres.

Enquanto 8% admitem já ter batido em uma mulher, 48% dizem ter um amigo ou conhecido que fizeram o mesmo e 25% têm parentes que agridem as companheiras.

"Dá para deduzir que o número de homens que admitem agredir está subestimado. Afinal, metade conhece alguém que bate", avalia Venturi.

Ainda assim, surpreende que 2% dos homens declarem que "tem mulher que só aprende apanhando bastante".

Além disso, entre os 8% que assumem praticar a violência, 14% acreditam ter "agido bem" e 15% declaram que bateriam de novo, o que indica um padrão de comportamento, não uma exceção.

Na infância.

Respostas sobre agressões sofridas ainda na infância reforçam a ideia de que a violência pode fazer parte de uma cultura familiar.

"Pais que levaram surras quando crianças tendem a bater mais em seus filhos", explica Venturi.

No total, 78% das mulheres e 57% dos homens que apanharam na infância acreditam que dar tapas nos filhos de vez em quando é necessário.

Entre as mulheres que não apanharam, 53% acham razoável dar tapas de vez em quando. 

 


Postado em: 11:35 AM, 1/12/2011
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A Mulher e sua trajetória no decorrer dos anos...

 

O PAPEL DA MULHER NA SOCIEDADE AO LONGO DA HISTÓRIA Ao fazer algumas pesquisas para montar o trabalho sobre a mulher, a partir da década de 40, fui tomado pela curiosidade de estudar este papel desde as civilizações antigas; para tanto fui em busca de material consistente que traçasse o perfil dessa mulher dentro da sociedade em diferentes épocas. Na espécie humana temos o ser masculino e o ser feminino. A reprodução da espécie humana só pode acontecer com a participação desses dois seres. Para perpetuar a espécie, os homens e as mulheres foram criando uma relação de convivência permanente e constante. Surgiu com o desenvolvimento da espécie humana, a sociedade humana. A sociedade humana é histórica, muda conforme o padrão de desenvolvimento da produção, dos valores e normas sociais. Assim, desde que o homem começou a produzir seus alimentos, nas sociedades agrícolas do período neolítico (entre 8.000 a 4.000 anos atrás), começaram a definir papéis para os homens e para as mulheres. Nas sociedades agrícolas já havia a divisão sexual do trabalho, marcada desde sempre pela capacidade reprodutora da mulher, o fato de gerar o filho e de amamentá-lo. O aprendizado da atividade de cuidar foi sendo desenvolvido como uma tarefa da mulher, embora ela também participasse do trabalho do cultivo e da criação de animais. Surgem as sociedade humanas, divididas em clãs, em tribos e aldeias. Na fase pré-capitalista o modelo de família era multigeracional e todos trabalhavam numa mesma unidade econômica de produção. O mundo do trabalho e o mundo doméstico eram coincidentes. A função de reprodutora da espécie, que cabe à mulher, favoreceu a sua subordinação ao homem. A mulher foi sendo considerada mais frágil e incapaz para assumir a direção e chefia do grupo familiar. O homem, associado à idéia de autoridade devido a sua força física e poder de mando, assumiu o poder dentro da sociedade. Assim, surgiram as sociedades patriarcais, fundadas no poder do homem, do chefe de família. A idéia de posse dos bens, e a garantia da herança dela para as gerações futuras, levaram o homem a interessar-se pela paternidade. Assim, a sexualidade da mulher foi sendo cada vez mais submetida aos interesses do homem, tanto no repasse dos bens materiais, através da herança, como na reprodução da sua linhagem. A mulher passou a ser do homem, como forma dele perpetuar-se através da descendência. A função da mulher foi sendo restrita ao mundo doméstico, submissa ao homem. As sociedades patriarcais permaneceram ao longo dos tempos, mesmo na sociedade industrial. Porém, nas sociedades industriais o mundo do trabalho se divide do mundo doméstico. As famílias multigeracionais vão desaparecendo e forma-se a família nuclear (pai, mãe e filhos). Permanece o poder patriarcal na família, mas a mulher das camadas populares foi submetida ao trabalho fabril. No século XVIII e XIX o abandono do lar pela mães que trabalhavam nas fábricas levou a sérias conseqüências para a vida das crianças. A desestruturação dos laços familiar, das camadas trabalhadoras e os vícios decorrentes do ambiente de trabalho promíscuo fez crescer os conflitos sociais. A revolução industrial incorporou o trabalho da mulher no mundo da fábrica, separou o trabalho doméstico do trabalho remunerado fora do lar. A mulher foi incorporada subalternamente ao trabalho fabril. Em fases de ampliação da produção se incorporava a mão de obra feminina junto à masculina, nas fases de crise substituía-se o trabalho masculino pelo trabalho da mulher, porque o trabalho da mulher era maisbarato. As lutas entre homens e mulheres trabalhadoras estão presentes em todo o processo da revolução industrial. Os homens substituídos pelas mulheres na produção fabril acusavam-nas de roubarem seus postos de trabalho. A luta contra o sistema capitalista de produção aparecia permeada pela questão de gênero. A questão de gênero colocava-se como um ponto de impasse na consciência de classe do trabalhador. Assim, nasceu a luta das mulheres por melhores condições de trabalho. Já no século XIX havia movimento de mulheres reivindicando direitos trabalhistas, igualdade de jornada de trabalho para homens e mulheres e o direito de voto.
Ao ser incorporada ao mundo do trabalho fabril a mulher passou a ter uma dupla jornada de trabalho. A ela cabia cuidar da prole, dos afazeres domésticos e também do trabalho remunerado. As mulheres pobres sempre trabalharam. A remuneração do trabalho da mulher sempre foi inferior ao do homem. A dificuldade de cuidar da prole levou as mulheres a reivindicarem por escolas, creches e pelo direito da maternidade. Na sociedade capitalista persistiu o argumento da diferença biológica como base para a desigualdade entre homens e mulheres. As mulheres eram vistas como menos capazes que os homens. Na sociedade capitalista o direito de propriedade passou a ser o ponto central, assim, a origem da prole passou a ser controlada de forma mais rigorosa, levando a desenvolver uma série de restrições a sexualidade da mulher. Cada vez mais o corpo da mulher pertencia ao homem, seu marido e senhor. O adultério era crime gravíssimo, pois colocava em perigo a legitimidade da prole como herdeira da propriedade do homem. No século XX as mulheres começaram uma luta organizada em defesa de seus direitos. A luta das mulheres contra as formas de opressão a que eram submetidas foi denominada de feminismo e a organização das mulheres em prol de melhorias na infra-estrutura social foi conhecida como movimento de mulheres. A luta feminina também tem divisões dentro dela. Os valores morais impostos às mulheres durante muito tempo dificultaram a luta pelo direito de igualdade. As mulheres que assumiram o movimento feminista foram vistas como "mal amadas" e discriminadas pelos homens e também pelas mulheres que aceitavam o seu papel de submissas na sociedade patriarcal. A luta feminina é uma busca de construir novos valores sociais, nova moral e nova cultura. É uma luta pela democracia, que deve nascer da igualdade entre homens e mulheres e evoluir para a igualdade entre todos os homens, suprimindo as desigualdades de classe. Após a década de 1940 cresceu a incorporação da força de trabalho feminina no mercado de trabalho, havendo uma diversificação do tipo de ocupações assumidas pelas mulheres. Porém, no Brasil, foi na década de 1970 que a mulher passou a ingressar de forma mais acentuada no mercado de trabalho. A mulher ainda ocupa as atividades relacionadas aos serviços de cuidar (nos hospitais, a maioria das mulheres são enfermeiras e atendentes, são professoras, educadoras em creches), serviços domésticos (ser doméstica), comerciarias e uma pequena parcela na indústria e na agricultura. No final dos anos 1970 surgem movimentos sindicais e movimentos feministas no Brasil. A desigualdade de classe juntou os dois sexos na luta por melhores condições de vida. O movimento sindical começou a assumir a luta pelos direitos da mulher. Na década de 1980, quando nasceu a CUT, a bandeira das mulheres ganhou mais visibilidade dentro do movimento sindical. Surgiu na década de 1980 a Comissão Nacional da Mulher Trabalhadora, na CUT. A luta pela democratização das relações de gênero persistiu e com a Constituição Federal de 1988 a mulher conquistou a igualdade jurídica. O homem deixou de ser o chefe da família e a mulher passou a ser considerada um ser tão capaz quanto o homem. Na década de 1990, no Brasil,





Postado em: 11:17 AM, 1/12/2011
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