CARINHO

CARINHO
Trago ainda no peito,
a lembrança do teu carinho
que pelos vão dos ventos alísios,
buscando-te em teus caminhos
exorta um possível encanto.
Mas este coração falido,
pálido, amargurado amortecido,
quisera ao menos um efêmero canto.
Nas margens do meu sofrimento,
quando esta dor se performa
no palco da minha desilusão.
Não há platéia, não há cortinas nem elenco
Amar alguém de qualquer forma
antes melhor a solidão.
O pingos de chuva entoam meu sonho
e o orvalho de amanhã na folha de hera
será o palpite do nosso amor..
Mas já há tanto não é primavera,
e nem prados, nem vinhas que suponho
que logo este carinho... tornar-se-á dor
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