ACEITAÇÃO

ACEITAÇÃO
Desculpe o amargor de minha rima
ele é medonho.
Os versos que componho
com sabor tão merencório
de valor tão irrisório
são o espelho de mim.
Sinto muito estes versos tão destoantes,
mas já são o bastante
pra dizer porque sou assim.
Desculpe se minha pena te inflama,
mas é que enquanto minha alma clama
por um dulçor que nunca vem
meu coração se liberta,
vai deixando a porta aberta
e mostrando o que tem.
Desculpe mas eu não mudo:
no papel meu ser se projeta.
Minhas palavras são o tudo
desta minha desilusão descoberta,
e mesmo que deveras me iludo
serei sempre poeta.
Deixe um Comentário
{ Última Página } { Página 99 de 634 } { Próxima Página }
|