PEGANDO GERAL...
PEGANDO GERAL
O verbo pegar, transitivo direto e indireto, e vocês entenderão o motivo, tem um quê de interessante e versátil. Aprendemos que se pega o ônibus,trem, metrô; se pega um resfriado, um vírus, uma bactéria; brinca-se de pega-pega; mas a moda agora é pegar geral, na escola, na balada, na vizinhança. Segundo as tendências modernas é pegar, vários ou várias. ‘Meu pegueti’ , ‘minha pegueti’. Por um acaso esta palavra está no dicionário com tal sentido? O que é isso? Me pega de jeito, joga na parede e chama de lagartixa? Lagartixa? Nem se eu fosse magricela. Vem me chamando de nomes... vai ser um ‘pega pa capá’. Quando aprontava aí mamãe dizia “Olha que eu te pego!” Neste sentido até que se era pertinente... não: as lapadas doíam...
Outra face esdrúxula do verbo pegar é a sua neutralidade... a sua desfunção como voto de Minerva... “ Daí eu peguei e fui, né?” Pegou o quê? Foi pra onde? “ Ela pegou e abriu a porta. Pegou o quê? Uma foice? Arrombou? Que doideira!!!
Sem contar o cata: “ Ah, eu catei e esperei” Catou o quê?Viram como o verbo ‘pegar’ tem mais seguidores que o twitter e importância nenhuma aqui? Daí eu catei e resolvi expôr meu ponto de vista neste micro-texto. Sem revoltas ou discriminação. Por mim que continuem ‘pegando’ ou ‘ catando’. Paro por aqui... e que a calma magnânima me pegue...
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