REALIDADE

REALIDADE
Te dou meu perdão,
mas não minha mão.
E já em vão
ofereces-me teu coração:
sou toda solidão.
Não tenha pena:
minha vida é plena,
é belo este poema
e esta dor é amena.
Tu me condenas?
Trago uma flor
mas não sei dar amor.
Escondo de ti o meu torpor,
inaldível clamor.
Como me pedes algum sabor?
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