PESAR

PESAR
Tu não mereces a minha rosa
ela está morta.
E já em vão abres a porta
pra qualquer grão de amor que posso te dar.
Tua mão é tão carinhosa
mas minha insensatez tão gloriosa
vai cerrando as tempestades e já não importa
se preciso mesmo continuar.
No meu jardim só há uma flor: a solidão
forte, sagaz, imponente, sem razão
que cultivo a cada dia.
Em teus olhos tantos carinhos,
estes meus rudes, mortos, mesquinhos
nada mais têm pra te dar.
No meu peito jaz um nada,
um nada que é só meu.
Que dôo toda noite à madrugada
e digo-te estando ainda que errada
que não mereço nem vulto de amor teu.
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Parabens
02:19 PM, 30/10/2011
.. Comentário por Higor
Gostei mto da poema XD
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