FIM

FIM
Não tenho alegria em meu coração,
como é em vão
esta peleja em me encontrar.
Enquanto a luz vai se afastando,
de mim, que de vez em quando
inútil ensejo algum murmurar.
As multidões prosseguem distantes
de mim e de meus medos gritantes
e não povoam mais meu olhar.
Meus sonhos seguem vazios,
jazendo lânguidos em algum rio
que por aqui passou sem me levar.
E aqui fico somente estou.
Não sei meu ir, meu fui nem vou
e tudo parece ser tão sempre assim.
A estrada se inclina sem meus passos,
todos se vão sem acenos abraços,
como se nem parecesse fim.
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