NOSSA DESILUSÃO

NOSSA DESILUSÃO
A lembrança da tua partida,
me comove.
E mesmo que alguma esperança se renove,
já não há mais sonhos;
nem tu, nem eu, nem nós.
A tragédia do nosso amor
está nos versos que componho,
em minhas veias, olhar, toque e voz.
A memória do que um dia fomos
me deixa triste.
Aquela vontade que já não existe,
esta escuridão que persiste:
dor que já criou seus pomos.
Nós que já não existimos,
já não sorrimos, não permitimos
a felicidade entrar por qualquer vão.
Nós que já há tanto insistimos
consentimos,
sermos destruídos por esta solidão.
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