PERMISSÃO

PERMISSÃO
Deixai-me cerrar os meus olhos
e deleitar-me neste sono sombrio.
E que fechem as portas, as janelas, os ferrolhos
pois, aqui, faz tanto frio.
Permita que eu divague
na imensidão do meu silêncio.
Nesta canção sem verso ou clave.
No vazio do meu pensamento.
Não permita que eu cante
pois meu murmúrio é todo vão.
E que minha alma não se espante
a conviver com a solidão.
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