CONTEMPLAÇÃO

CONTEMPLAÇÃO
As hastes das árvores se movimentam
e eu descanso...
no remanso...
destes acordes surdinos e sem fim.
Meu corpo é todo feito de alga,
meu coração transbordante de mágoa:
este eu sem já nem mim.
As flores se entregam ao vento,
triste momento:
pétalas aromáticas a jazer pelo chão.
Eu que já me arrasto há tanto
quero saber depois desta dor e pranto
de onde virá minha redenção.
Ou deveras... espero em vão.
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