CONCLUSÃO TARDIA

CONCLUSÃO TARDIA
Talvez eu me acostume a ser assim:
tão longe de mim,
tão perto do fim.
Vim...
para juntar amigos,
dar abrigo,
perdoar inimigos.
O que houve comigo?
A escuridão me tomou,
meu eu lá atrás ficou,
o amor me condenou.
Não sou
a mesma que espera,
que anseia pela primavera.
A solidão me dilacera...
Quem dera...
Saber do meu caminho,
não ser tão sozinho.
Mesquinho,
este meu eu no espelho,
este olhar vermelho,
esta vaguidão, desaconselho.
Termino por concluir que não valeu a pena
ter a força da pena,
escrever este poema.
Suprema
esta dor que empobrece,
esta angústia que enlouquece,
este nada que me emudece.
Mas meu ser bem que merece.
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