MAS... NÃO

MAS... NÃO
Pois agora aqui estou... no chão.
A minha mão...
já não pede nem rejeita
Aceita.
Peita.
Mas não se deleita.
Bifurcaram-se os caminhos
e estes mesquinhos
pés nem perceberam.
Temeram.
Doeram.
Mas não venceram.
Mudaram-se os ventos
mas os lamentos
ecoam por todo canto.
Pranto.
Espanto.
Mas não acalanto.
Cessaram-se os dias iluminados.
Castrados,
já bem longe dos corações.
Imensas ilusões,
sutis recordações,
mas não canções.
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