ÚLTIMA CANÇÃO

ÚLTIMA CANÇÃO
Agora já não há mais canção
e talvez nunca mais toque,
deveras meu ser nunca mais volte
pairando pelos horizontes da minha incoesão.
Deveras calou-se a sorte,
desacorrentaram os gélidos aços da morte
e doaram-me à minha solidão.
Agora já não há mais sol.
E mesmo que houvesse... que inútil fulgor!
A aurora já não me seduz, cessou-se o amor
E estou como em meu apogeu:
sem saber da estrada que segue,
sem nem querer que ela me leve
tampouco do que se sucedeu.
Agora que eu cerre meus olhos, permita
que minha última canção seja breve,
que o vento da desilusão me leve
e deixe aqui meu último suspiro somente.
Quero partir pra que a dor diminua,
e bem sei que esta estrada muito continua
mas já não serei mais...daqui pra frente.
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