Os que consideramos maníacos sexuais são apenas os que praticam mais sexo do que a gente
IMAGINE ALGUÉM que acaba sua noite com um sexo rápido e intenso, em pé, embaixo de uma ponte, e eis que, uma vez em casa, ele entra na internet e transa virtualmente com uma stripper de site on-line.
Não há gozo que lhe baste: sempre sobra a vontade de mais uma vez, mesmo que seja se masturbando com esforço. Outra noite, depois de ter brincado pesado com uma moça num bar, ele se pega com um cara no labirinto de uma boate gay: na procura por mais sexo, vale tudo.
Mas cada rosa tem seus espinhos. O disco rígido do nosso jovem está repleto de pornografia, até no computador do escritório -o que é arriscado. E, sobretudo, ele está aflito: a vergonha o leva a jogar fora (periodicamente) os apetrechos de sua sexualidade fantasiosa, e ele sente culpa de não conseguir ser o irmão, o amigo -e, quem sabe, o namorado- que ele talvez gostasse de ser.
Se esse alguém pedir ajuda a um terapeuta, alguns colegas tirarão da manga o "diagnóstico" de sexo-dependência ("sexual addiction") e proporão o programa em 12 passos (ensinado nas especializações em sexo-dependência), para que o indivíduo aprenda a se controlar e a renunciar, ao menos em parte, ao sexo, que teria se tornado, para ele, uma espécie de droga.
Mesmo sem acreditar nos 12 passos, outros colegas concordarão com o diagnóstico e simpatizarão com o "óbvio" sofrimento do "sexo-dependente" -afinal, eles imaginarão, essa prática endemoniada do sexo "deve", no mínimo, aviltar o indivíduo aos seus próprios olhos.
Outros colegas ainda (e eu com eles), ao receber o pedido de ajuda de um suposto sexo-dependente, reagiriam de maneira diferente: não se preocupariam nem com as fantasias, nem com as práticas sexuais do paciente, mas com a culpa e a vergonha que as acompanham.
Eu também anunciaria ao paciente que não sei (ninguém sabe) disciplinar o desejo sexual; só posso, se ele quiser, tentar disciplinar a culpa e a vergonha que azucrinam sua vida e estragam seus prazeres.
Quem viu "Shame" (vergonha), de Steve McQueen, percebeu que nosso paciente hipotético se parece com o protagonista do filme.
Em cartaz desde sexta passada, "Shame" é, ao mesmo tempo, ousado e careta. Ousado, pelo retrato da procura sexual do protagonista (muitos, sem dúvida, se reconhecerão), e careta, porque essa procura parece ser necessariamente doentia, culpada e vergonhosa.
Concordo com Cássio Starling ("Ilustrada" de 16/3): o filme é ótimo, mas discordo do destaque do artigo, segundo o qual "McQueen foge do moralismo ao abordar a compulsão por sexo". Quem enxerga o desejo sexual do outro como uma patologia é sempre moralista. Em matéria de sexo, patologizar é o jeito moderno de estigmatizar e policiar (conselho: fuja de parceiros que acham você "doente").
McQueen (na mesma "Ilustrada") declarou que o negócio dele é desafiar as pessoas. Ora, apresentar um obcecado por sexo como um doente que sofre de vergonha e culpa, isso não é desafio algum -ao contrário, é a confirmação de um lugar-comum.
Um lugar-comum confirmado por psiquiatria e psicologia? Nem isso.
Certo, desde o século retrasado, a psiquiatria e a psicologia são regularmente chamadas a substituir a religião, que (digamos assim) cansou de ser a grande ordenadora e controladora do comportamento humano. No caso, a ideia da "sexo-dependência" surgiu nos anos 1970 -provavelmente, como reação contra o interesse "excessivo" pelo sexo durante a dita liberação sexual dos anos 1960.
Mas, sentindo talvez o bafo do moralismo, muitos psiquiatras e a psicólogos receberam essa categoria diagnóstica com desconfiança. Quem a adotou e promoveu foram a imprensa e o grande público (e isso bastou para que surgisse uma pequena indústria de clínicas, programas universitários etc.). Mas por quê, então, esse sucesso popular da "sexo-dependência", na qual McQueen parece acreditar?
Apenas uma constatação: a associação de sexo com vergonha e culpa é um bordão cultural muito antigo, no qual somos convidados a acreditar por todo tipo de poder. A exigência de domesticar o desejo sexual parece ser, aos olhos de todos, um pré-requisito básico de qualquer ordem social.
Além disso, há a eterna inveja dos reprimidos: como dizia Alfred Kinsey, em regra, os que consideramos doentes e maníacos sexuais são apenas os que praticam mais sexo do que a gente.
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE SINTETIZA MUITO BEM O VALOR DO NOSSO ENVOLVIMENTO COM O OUTRO. ''A CADA DIA QUE VIVO MAIS ME CONVENÇO DE QUE O DESPERDIÇO DA VIDA ESTÁ NO QUE NÃO DAMOS, NAS FORÇAS QUE NÃO USAMOS, NA PRUDENCIA EGOISTA QUE NADA ARRISCA E QUE, ESQUIVANDO-NOS DO SOFRIMENTO PERDEMOS TAMBÉM A FELIDIDADE".
SEGUNDO PSICANALISTA FLÁVIO GICOVATE, AS PESSOAS MAIS CONFIÁVEIS TEM UM COMPORTAMENTO MAIS CONSTANTE, COSTUMAM TER HUMOR MAIS ESTÁVEL, SÃO DISCRETAS E NÃO FALAM BEM DE SI MESMO.
JÁ AS PESSOAS IMPULSIVAS SÃO AGRESSIVAS E POUCO TOLERANTES A CONTRARIEDADES E SÃO MENOS CONFIÁVEIS. NEM SEMPRE CONSEGUE RENUNCIAR A UM DESEJO FORTE.
ISTO POSTO, CUIDADO. QUANDO CONSEGUIMOS SE DEIXARMOS QUE AS NOSSAS DISCUSSÕES SEJAM CONDUZIDAS PELAS EMOÇÕES, PODEMOS ACABAR PERDENDO O DOMÍNIO DE NÓS MESMO DA SITUAÇÃO.
CONCLUINDO. EM QUE DEVEMOS CONFIAR ? É DIFÍCIL MAS É EM NÓS MESMOS, SEM NENHUM TIPO DE RADICALISMO.
SABE O QUE FALTA PARA QUALQUER RELACIONAMENTO DAR CERTO ? ?
"MINHA TESE É A SEGUINTE: O QUE FALTA PARA QUALQUER RELACIONAMENTO DAR CERTO É O APELIDO. O HOMEM E A MULHER-OU O HOMEM E O HOMEM E A MULHER A MULHER, NINGUÉM AQUI TEM PRECONCEITO-DEVEM PROVIDENCIAR APELIDOS UM PARA O OUTRO ASSIM QUE O RELACIONAMENTO DER SINAIS DE QUE VAI SER SÉRIO. NÃO VALEM APELIDOS JÁ EXISTENTES, DE INFÂNCIA. OS DOIS DEVEM SER DAR APELIDOS NOVOS, SÓ DELES. PICHUCHINHA. GONGONZONGO. NÃO IMPORTA QUE SEJAM RIDÍCULOS.
O APELIDO É UMA FORMA DE VOCÊ TOMAR POSSE DA OUTRA PESSOA. DOS DOIS ANULAREM SUAS IDENTIDADES ANTERIORES E ASSUMIREM OUTRAS, SO DELES. POR ISSO A TROCA DE APELIDOS ENTRE NAMORADOS DEVERIA SER A SOLENIDADE DE UM BATIZADO, SEM PADRE NEM TESTEMUNHAS. DEVERIA SER UM SACRAMENTO SECRETO, UM RITUAL PARTICULAR DE APROPRIAÇÃO MÚTUA, PARA TODA A VIDA. UMA UNIÃO SÓ É INDISSOLÚVEL COM APELIDOS. O ÚNICO AMOR VERDADEIRO É O AMOR COM APELIDO.
SEI NÃO. ROMEU E JULIETA ... NÃO TIVERAM TEMPO DE SER "RO" E "JUJU"
O IMPORTANTE É NÃO ESPERAR PARA DAREM APELIDOS. ACHAR QUE O TEMPO OS APELIDOS VIRÃO. É UM ERRO PENSAR QUE UMA UNIÃO FELIZ PRODUZ APELIDOS CARINHOSOS. É O CONTRÁRIO: APELIDOS CARINHOSOS PRODUZEM UNIÕES FELIZES. CLARO, HÁ SEMPRE O PERIGO DE UM APELIDO ENTRE CASAIS SER USADO PARA CHANTAGEM'.
TEXTO TIRADO DO JORNAL O GLOBO, DE 04-12-2011, ESCRITO POR VERISSIMO.
"QUEM CONHECE OS OUTROS É SABIO. QUEM CONHECE A SI MESMO É ILUMINADO". LAO TSE MAS SE CONHECER A SI MESMO É UMA BATALHA DIÁRIA QUE A MAIOR PARTE DAS PESSOAS NÃO QUEREM TER ESTA CONSCIÊNCIA.. A FRASE DE CARLOS DRUMOND DE ANDRADE AFIRMA QUE SOMENTE É LUTADOR QUEM SABE LUTAR CONSIGO MESMO. COMO ISSO É DIFÍCIL ENTRETANTO NÃO É IMPOSSÍVEL DE TORNAR UMA AÇÃO DIÁRIA GANHA.
"NA VIDA, COMO NO FUTEBOL, VOCÊ NÃO VAI LONGE A MENOS QUE SAIBA ONDE TRAVES ESTÃO. " ARNOLD GLASGOW. UMA BOA FRASE PARA DEFINIR AS EMOÇÕES DE HOJE QUE VÃO ACONTECER A TARDE NAS FINAIS DO CAMPEONATO BRASILEIRO DESTE ANO. PARA O TORCEDOR VASCAINO O ANO DE 2011 ESTÁ SENDO ADRENALINA PURA. ALIÁS VASCO OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO.
APROVEITE ESTA PAIXÃO QUE O FUTEBOL NOS DÁ PARA DESENVOLVER A AFETIVIDADE DAS PESSOAS QUE ESTÃO AO NOSSO LADO PORQUE ESTA CAPACIDADE ESTÁ DENTRO DE NÓS BASTA DESENVOLVE-LAS.
QUANDO UMA MULHER ODEIA UM HOMEM DEVE FALAR MAU DELE. SE ODEIA PROFUNDAMENTE DEVE ATACA-LO EM PÚBLICO. MAS SE ODEIA ESTRUTURALMENTE, SE ODEIA COMO UMA COISA MAIS IMPORTANTE DA SUA EXISTÊNCIA DEVE CASAR COM ELE. PORQUE A ÚNICA MANEIRA DE TODOS OS DIAS PARA O RESTO DA ETERNIDADE CONVIVER COM ELE.
COM ISSO É UM EQUÍVOCO DA IGREJA CATÓLICA QUERENDO AFASTAR O SEXO DOS PADRES E DAS FREIRAS QUE OS OBRIGOU A CASTIDADE PORQUE A ÚNICA QUE FAZ ISSO É O CASAMENTO. DEVERIA OBRIGA OS RELIGIOSOS A CASAR PARA NUNCA MAIS PENSAR EM SEXO PRA O RESTO DA ETERNIDADE. PENSAMENTO DITO PELO HISTORIADOR LEANDRO KARNAL.
"QUANDO OS CONFLITOS ESTÃO ETERNIZADOS E NÃO TEMOS VENCEDORES NEM VENCIDOS, OS CONFRONTOS SÓ CAUSAM DESGATE EMOCIONAL PARA AMBAS AS PARTES. PARA QUE HAJA O EQUILIBRIO TEM QUE HAVER NEGOCIAÇÃO´" . ATÉ PORQUE NÓS SOMOS O RESULTADO DOS NOSSOS ENCONTROS, DAS NOSSAS TROCAS, DAS NOSSAS CONVERSAS. SENDO ASSIM, TUDO QUE QUE SE PASSA ENTRE DUAS PESSOAS É MOVIMENTO E TRANSFORMAÇÃO FICAR ATENDO NO QUE ENRIQUECE A RELAÇÃO." CLAUDIA LISBOA. MUDANÇA DE EIXO DEIXANDO AS TRANSFORMAÇÕES E FOCANDO AGORA NA META.
"NA VIDA CONTEMPORÂNEA É O AMOR QUE LEGITIMA AS COISAS, QUANDO A TRADIÇÃO NOS FALTA. POR ISSO, VIVEMOS BUSCANDO E RENOVANDO A NOSSA FÉ NO AMOR E NA PAIXÃO. " DIANA CORSO COMENTOU NO PROGRAMA CAFÉ FILOSÓFICO, DA TV CULTURA NO TEMA RETRATOS DE FAMÍLIA.
BOA TARDE. HÁ MUITO TEMPO NÃO BLOG. ÉPOCA DE MUDANÇA. EXISTE POUCAS PESSSOAS QUE ME ACOMPANHAM E ME BLOGAM DESTA NÃO ESQUECI. ESPECIALMENTE UMA PESSOA QUE HOJE MORA EM JACONE NA QUAL NAMOREI QUANDO TINHA 18 ANOS E OUTRAS QUE GOSTAM DE MIM E NUNCA ME ABANDONAM. ALGUNS AMIGOS EM ESPECIAL MAS ELES SABEM QUEM SÃO. MUITO OBRIGADO.
TEMA DO TÍTULO ONDE VOCE ENCONTRA O AMOR . EU PRECISO SER AMADO ?
CERTAMENTE O AMOR MAIS VISCERAL E DE UMA ETERNA PROFUNDIDADE QUE NOS TEMOS SÃO NOSSOS PAIS. POR FAVOR VALORIZEM QUE TEM PAI E MÃE VIVOS. PRINCIPALMENTE NUM DOMINGO COMO HOJE, VOCE ALMOÇA COM ELES. O MUNDO PODIA ACABAR CERTAMENTE AGORA E VOCE PERCEBEU QUE É AMADO PELO PAI E MÃE SEM NENHUMA CONDIÇÃO DE JULGAMENTO DELES. ELES SIMPLESMENTE DE AMAM INDEPEDENTE DE TODOS OS SEUS DEFEITOS E ERROS.
COMO É BOM SER AMADO ! PRINCIPALMENTE PELAS PESSOAS QUE TE COLOCARAM NO MUNDO. EU TE AMO PODE SER SUBSTITUIDO POR EU AMO MUITO VOCES E ME OBRIGADO POR TUDO. SERÁ QUE ALGUM DIA EU DEI VALOR A TODO ESSE SENTIMENTO ? ATUALMENTE É A ÚNICA COISA QUE RECONHEÇO PRINCIPALMENTE QUANDO VOCE OLHA O SEU PASSADO E SE SENTE UMA MERDA. A MINHA VIDA SEMPRE FOI UM ENGANO OU PIOR FIZ TUDO ERRADO. ESSENCIALMENTE FOI TUDO VIDA QUE NÃO MERECEU SER VIVIDA.
ACHO QUE FREUD SE ENGANOU PROFUNDAMENTE QUANDO DISSE QUE PRECISAMOS MATAR PAI E MÃE DE NOSSA VIDA PARA CRESCEMOS COM SER HUMANO, MESMO QUE SEJA SIMBOLICO ESTE ATO, NUNCA DEVEMOS FAZER ISSO POR ENQUANDO ELES VIVEREM NESTE PLANETA TERRA PORQUE A QUALQUER MOMENTO ELES SÃO AS POUCAS PESSOAS QUE NOS AMAM E VÃO CONTINUAR A NOS AMAR PELO MENOS ENQUANTO VIVEM.
AMO VOCE MEU PAI. AMO VOCE MINHA MÃE. ESTOU NO FUNDO DO POÇO. AFUNDADO ATE A LAMA. MAS APESAR DO MEU EU PORAM JUSTASMENTE VOCES QUA ME AJUDARAM A CONSTRUIR MINHA PERSONALIDADE COM TODOS OS MEU DEFEITOS. ISSO O PSICANALISTA NÃO DEU IMPORTANCIA AO AMOR VISCERAL QUE NOS ENCONTRAMOS NA ORIGEM DE NOSSAS VIDAS E NOS ACOMPANHA ATÉ O MOMENTO. AMOR. TUDO NA VIDA PASSA POR ISSO. SENTIMENTO QUE MOVE O SER HUMANO. AINDA BEM QUE TENHO ISSO DOS MEU PAIS DE UMA FORMA QUE EU MESMO ENTENDO. MAS TENHO A CERTEZA QUE TENHO PORQUE FOI ME PASSADO POR PAI E MÃE COM TODAS AS PROBLEMATICAS QUE ENVOLVEM E ENVOLVIAM A CONSTRUÇÃO DO MEU EU.
VOU SAIR DESSA. ASTROLOGICAMENTE COMEÇAMOS HOJE A INFLUENCIA DO SIGNO DE ESCORPIÃO. PLANETA PLUTÃO. VIDA E MORTE SÃO ACONTECIMENTOS QUE VAMOS VIVER ATÉ O PROXIMO DIA 22 DE NOVEMBRO. ÉPOCA DE TRANSFORMAÇÃO. DEIXAR O QUE NOS FAZ MAU OU SEJA ELIMINAR DE NOSSAS VIDAS. SE VOCE VIVE SITUAÇÕES QUE VOCE SEMPRE LEVA A PIOR E CONTINUA VIVENDO ISSO É PORQUE É MASOQUISTA. TER A CONSCIENCIA DISSO É CERTAMENTE A PRIMEIRA COISA A SAIR DESSA SITUAÇÃO CRÍTICA DE EXISTENCIA.
EU ME AMO NÃO POSSO MAIS VIVER SEM MIM. FRASE FORTE. SOMENTE DEPENDE DE NÓS. DEPOIS VEM O LULU SANTOS, "AINDA VAI LEVER UM TEMPO PARA GENTE PODER DÁ RISADA..." E TERMINO COM RENATO RUSSO "MAS JÁ QUE VOCE NÃO ESTÁ AQUI O QUE POSSO FAZER É CUIDAR DE MIM..." REALMENTE É UM VENTO DE LITORAL MAS INFELIZMENTE EU SINTO ESSE AR.
"O AMOR É QUANDO COMEÇAMOS POR NOS ENGANAR A NÓS PRÓPRIOS E ACABAMOS POR ENGANAR A OUTRA PESSOA", OSCAR WILDE. POR ISSO VIVA O NOSSO EU QUE PULSA DA MANEIRA MAIS SIMPLES E MODESTO.
O FILME ONDE ESTA A FELICIDADE, DE CARLOS ALBERTO RICCELLI E BRUNA LOMBARDI MOSTRA QUE NÃO EXISTE RECEITA PARA SER FELIZ. QUE O MELHOR, TALVEZ EXISTA, MAS VOCE TERÁ QUE ENCONTRAR A SUA. A PROTAGONISTA DESSE FILME A CHEF DE COZINHA TEODORA, PERSONAGEM DA ATRIZ BRUNA LOMBARDI, DESEMPREGADA E DESAPONTADA COM O MARIDO, ELA PARTE PARA O CAMINHO DE SANTIAGO DE COMPOSTELA. MAS DESCOBRE QUE A GENTE É FELIZ INTRINSICAMENTE.
A MÁXIMA DE LA ROCHEFOUCAULD É VERDADEIRA PARA A MAIORIAS DAS PESSOAS. "MUITOS HOMENS PREFEREM TER ALGUÉM PARA OUVIR SUA HISTÓRIA DO QUE PARA RESOLVER SEU PROBLEMA".
COMPLEMENTANDO ESSE PENSAMENTO
A FRASE DE WOODY ALLEN. "METADE DA VIDA É APENAS EXIBIÇÃO
(... ) SEM APEGO, SEM MELACOLIA, SEM SAUDADE. A ORDEM É DESOCUPAR LUGARES. FILTRAR EMOÇÕES... CORRE IRONICAMENTE SEGUINDO O CONSELHO DE QUEM DEIXOU DE TE AMAR. CUIDE DE VOCE... CORAGEM AS VEZEZ, É DESAPEGO. É PARAR DE SE ESTICAR EM VÃO, PARA TRAZER A LINHA DE VOLTA...ACEITAR DOER INTEIRO ATÉ FLORIR DE NOVO. DE CAIO FERNANDO DE ABREU
A LEI DE OURO DO COMPORTAMENTO É A TOLERANCIA MÚTUA, JÁ QUE NUNCA PENSAREMOS TODOS DA MESMA MANEIRA, JÁ QUE NUNCA VEREMOS SENÃO UMA PARTE DA VERDADE E SOB ÂNGULOS DIVERSOS. MAHATMA GANDHI.
A BUSCA DA FELIDADE NÃO DEVE SER ATRELADA A INDICADORES DE RIQUEZA
" NO SÁBADO, O JORNAL PUBLICOU UMA ÓTIMA ENTREVISTA COM ZGMUNT BAUMAN, FEITA PELO FERNANDO DUARTE, EM LONDRES. AOS 85 ANOS, BAUMAN É CONSIDERADO UM DOS SOCIÓLOGOS MAIS IMPORTANTES DO PLANETA. O QUE ELE DISSE CONFIRMOU O QUE HAVIA INTUÍDO: O QUEBRA-QUEBRA INGLES FOI O MOTIM DOS CONSUMIDORES EXCLUÍDOS. NÃO TENHO A MENOR IDEIA DE COMO PODEMOS SAIR DA RODA-VIVA DOENTIA DO CONSUMO, SOBRE A QUAL CONSTRUÍMOS A NOSSA ECONOMIA, E DA QUAL TODOS SOMOS VÍTIMAS, EM MAIOR OU MENOR GRAU. MAS É FUNDAMENTAL QUE ALGO SE FAÇA NESSE SENTIDO, OU ESTAREMOS CONDENADOS A INFELICIDADE PERPÉTUA. BAUMAN DIZ QUE, ALEM DISSO, PRECISAMOS REPENSAR A MANEIRA COMO MEDIMOS O BEM ESTAR. A BUSCA DA FELICIDADE NÃO DEVE SER ATRELADA A INDICADORES DE RIQUEZA, POIS ISSO APENAS RESULTA NUMA EROSÃO DO ESPIRITO COMUNITÁRIO EM PROL DE COMPETIÇÃO E EGOÍSMO. A PROSPERIDADE HOJE EM DIA ESTÁ SENDO MEDIDA EM TERMOS DE PRODUÇÃO MATERIAL, E ISO SÓ TENDE A CRIAR MAIS PROBLEMAS'' ESCREVEU A JORNALISTA CORA RONAI, EM SUA COLUNA DO JORNAL O GLOBO, NA EDIÇÃO DO ÚLTIMO DIA 18 DE AGOSTO DE 2011.
A pressão por ser feliz pode atrapalhar seu caminho para viver melhor. Novos estudos propõem como cada um pode encontrar seu próprio bem-estar
LETÍCIA SORG. COM JULIANA ELIAS
A resposta de qualquer pai ou mãe, questionado sobre o que deseja para os filhos, está sempre na ponta da língua: “Só quero que sejam felizes”. A frase não deixa dúvidas de que, numa sociedade moderna, livre de muitas das restrições morais e culturais do passado, a felicidade é vista como a maior realização de um indivíduo. Até governos nacionais se viram na obrigação de fazer algo a respeito. Neste ano, a China e o Reino Unido anunciaram a intenção de medir o grau de felicidade de seus habitantes. Os governantes, espera-se, querem o melhor para seu país, assim como os pais querem o melhor para seus filhos. Mas a ambição de sempre colocar um sorriso no rosto pode ter um efeito contrário. A pressão por ser feliz, condição nada fácil de ser definida, pode acabar reduzindo as chances de as pessoas viverem bem.
“Quero que meus filhos sejam felizes, mas também que encontrem um propósito e conquistem seus objetivos”, diz o americano Martin Seligman, considerado o mestre da psicologia positiva. Depois de estudar a busca da felicidade por mais de 20 anos, ele afirma ser tolice elegê-la como a única ambição na vida. Ex-presidente da Associação Americana de Psicologia, professor da Universidade da Pensilvânia, pai de sete filhos e avô pela quarta vez, Seligman reviu suas teorias e concluiu que é preciso relativizar a importância das emoções positivas. “Perseguir apenas a felicidade é enganoso”, diz Seligman a ÉPOCA (leia a entrevista). Segundo ele, a felicidade pode tornar a vida um pouco mais agradável. E só. Em seu lugar, o ser humano deveria buscar um objetivo mais simples e fácil de ser contemplado: o bem-estar.
Em seu novo livro, Flourish (Florescer), Seligman apresenta cinco fatores fundamentais para viver bem. A felicidade (emoções positivas), quem diria, seria apenas um deles, ao lado de propósito, realização, engajamento e relações pessoais (saiba mais no quadro abaixo). “O que eu pensava dez anos atrás era parecido com o que Aristóteles dizia, que havia um único objetivo final, a felicidade”, afirma o americano. Mas ele observou que, muitas vezes, decidimos fazer coisas que não melhoram exatamente nosso humor. Como, por exemplo, ter filhos.
O que importa para viver bem
O psicólogo Martin Seligman afirma que a felicidade é só um dos elementos responsáveis por nosso bem-estar. Conheça os outros
Para casais estabelecidos, que sonham com uma família, a notícia de uma gravidez costuma levar pai e mãe às nuvens. O nascimento da criança é motivo de celebração, com direito a vídeo do parto e incontáveis fotos. Mas, segundo pesquisas de opinião, a alegria dura pouco, e nossa percepção de felicidade diminui nos primeiros anos de vida das crianças. Uma provável explicação para o resultado seria que, ao responder ao questionário, somos influenciados por fatores comezinhos, como as noites maldormidas e as fraldas sujas. De qualquer forma, apesar disso, as pessoas continuam a ter filhos porque, mais do que alegria, eles dão sentido a nossa existência.
Grávida de sete meses de Francisco, hoje com 4 anos, Cristiana enfrentou uma tragédia: o pai do bebê, seu namorado, Guilherme Fraga, morreu após uma parada cardíaca, aos 38 anos. Em luto, ela começou a escrever um blog, Para Francisco, em que apresentava o pai ao filho. Por meio dos textos, Cristiana não só superou a dor, como descobriu uma nova vocação, a de blogueira. Lançou um blog de moda, o Hoje Vou Assim, que se tornou fonte de satisfação e renda
A ideia de que a vida é mais do que a busca de sensações positivas não é nova. Ao escrever que a felicidade é o motivo por trás de todas as razões humanas, Aristóteles não defendia viver apenas em busca de emoções positivas e prazeres. Para o filósofo grego, ser feliz era praticar a virtude. Mesmo Thomas Jefferson, que alçou a felicidade a um direito na declaração de independência americana, em 1776, não defendia ser feliz acima de qualquer coisa, como queremos hoje. No livro A democracia na América, Alexis de Tocqueville afirma que, para Jefferson, a felicidade envolvia conter desejos para obter objetivos de longo prazo. O que muitos afobados de hoje resistem em fazer.
A noção de que a felicidade é um objetivo tangível – e não um horizonte que norteia nossas ações – só se tornou dominante na sociedade moderna. Sua base vem do iluminismo, que colocou o indivíduo – e suas necessidades – no centro das preocupações humanas. É dessa época a teoria utilitarista, que defendia a busca da maior quantidade de felicidade para o maior número de pessoas. Para o jurista e filósofo inglês Jeremy Bentham, a felicidade era a vitória do prazer sobre a dor. A partir do século XVIII, começou a ganhar força a ideia de que temos de evitar as sensações negativas. O principal problema dessa filosofia de vida é basear-se em princípios muito frágeis e efêmeros: as emoções. “Os sentimentos positivos e negativos não podem ser entendidos como fins em si mesmos”, afirma a pesquisadora norueguesa Ragnhild Bang Nes, do Instituto de Saúde Pública do país.
Nascido em Maceió, João Baptista tinha 20 anos quando deixou para trás a família e abraçou a vida religiosa em um convento em Goiânia. Hoje, vive em São Paulo, onde é responsável pela biblioteca do Mosteiro de São Bento. Para ele, abdicar dos prazeres mundanos pela clausura da vida monástica não foi um peso: faz parte do propósito que escolheu para sua existência
As emoções negativas, embora desagradáveis, podem servir de alerta para o indivíduo de que há um problema que precisa ser resolvido ou prepará-lo para experiências futuras. Como uma espécie de teste, elas parecem desafiar nossos planos de viver bem. A publicitária mineira Cristiana Guerra sabe como poucos o que é enfrentar situações difíceis e ser obrigada a superá-las. Aos 24 anos, perdeu a mãe e, aos 31, o pai, ambos para o câncer. Casada, chegou a engravidar duas vezes, mas perdeu os bebês. Aos 36, em um novo relacionamento, o sonho de ser mãe foi realizado, mas o pai de Francisco não chegou a conhecê-lo. Guilherme Fraga, então com apenas 38 anos, morreu após uma parada cardíaca quando Cristiana estava no sétimo mês de gravidez. “No dia em que Francisco nasceu, eu chorava, chorava. Meio de alegria, meio de tristeza.”
Para lidar com mais esse trauma, Cristiana decidiu escrever. Quando o bebê estava com 4 meses, transformou as anotações que já fazia em seu diário em um blog, batizado de Para Francisco. A ideia inicial era reunir num só lugar textos contando para o filho como era o pai que ele não conheceu. “Eu passava as madrugadas escrevendo e chorando. E cada vez que conseguia expressar o que era aquela tristeza, e as pessoas entendiam e compartilhavam seus sentimentos comigo, me dava uma alegria muito grande. Aquilo já era uma forma de felicidade”, diz Cristiana. Ao longo dos anos, as seguidas perdas foram responsáveis por uma espécie de transformação interior. “Acabei criando um senso de sobrevivência muito grande.”
Cinco caminhos para o bem-estar
Dicas da New Economics Foundation para conquistar uma vida melhor
A história de Cristiana é um exemplo de como é possível olhar a vida de uma perspectiva positiva mesmo em situações difíceis. Segundo especialistas, os otimistas, como ela, têm mais chance de viver um processo de crescimento pós-traumático – a versão positiva do transtorno de estresse pós-traumático de que tanto se fala. Não que Cristiana não tenha sofrido e chorado muito. Mas ela conseguiu encontrar no trauma uma fonte de força pessoal. Pesquisas feitas com veteranos de guerra mostram que a maioria – cerca de 80% – é capaz, assim como Cristiana, de transformar em algo positivo um evento traumático. Um fator importante para conseguir superar a dificuldade é o otimismo. “Os otimistas são mais esperançosos, resilientes, saudáveis e têm um desempenho melhor do que o esperado no trabalho, na escola e nas relações”, afirma Martin Seligman. “Eles pensam que os efeitos das dificuldades são temporários, e suas causas, específicas, delimitadas. E que a realidade é mutável.”
É consenso entre os pesquisadores que grande parte da felicidade, assim como a personalidade, é determinada já no nascimento. “A genética explica quase metade da variação da felicidade”, diz Ragnhild Bang Nes, do Instituto de Saúde Pública da Noruega. Mas, se a felicidade já está inscrita nos genes, não podemos alterá-la? Segundo Martin Seligman, é possível aumentar a duração e a intensidade das emoções positivas, mas a melhoria esbarra num teto: a personalidade de cada um. O conformismo, então, é o que nos resta? Não, responde Seligman. Para ele, a principal vantagem da teoria do bem-estar é permitir a qualquer um, independentemente de sua personalidade ou condição de vida, avançar para uma situação melhor. Como viver bem dependeria não só das emoções positivas, mas também de outros quatro fatores, cada um pode encontrar seu próprio caminho. “Minha razão para negar um lugar privilegiado para a emoção positiva é a libertação”, afirma o psicólogo em seu livro. “A visão de que a felicidade está ligada ao humor condena 50% da população do mundo, que é introvertida, ao inferno da infelicidade.” Na teoria do bem-estar, ou do florescimento, quem não é “para cima” pode compensar adicionando propósito e engajamento à própria vida. Por esse raciocínio, nem todo mundo conseguiria ser exatamente feliz, mas todos podem viver bem.
Saber disso tira uma tonelada de ansiedade de nossos ombros. Em vez de tentar se adaptar a outro jeito de ser, de buscar o bem-estar em terras longínquas, é possível cultivar um jeito próprio de viver bem. O administrador Leonardo Grespan encontrou seu bem-estar no trabalho diário e, para isso, abriu mão de prazeres imediatos. Em fevereiro deste ano, completou 31 anos, mas não pôde comemorar. Naquela sexta-feira, chegou ao escritório às 9 horas, só saiu à meia-noite e, no domingo, enfrentou mais um plantão de 15 horas de trabalho. Tudo por causa da fusão dos bancos Real e Santander, concluída naquele fim de semana. Seu desejo de celebrar uma data especial deu lugar às obrigações profissionais, que implicavam desgaste físico e emocional, algo com que muitos se acostumam em nome de um objetivo maior. “Ver um projeto a que você dedicou mais de um ano dar certo traz uma satisfação indescritível”, diz Grespan, gerente de projetos no Santander. “Tem de realmente vestir a camisa do que você faz. Senão, não faz sentido.” O trabalho em excesso pode ter limitado as sensações de felicidade, mas certamente não lhe faltaram realização e engajamento, dois dos cinco fatores que, de acordo com Martin Seligman, compõem a condição plena de bem-estar.
Enquanto trabalhava incansavelmente para atingir seus objetivos – e os de sua empresa –, Leonardo Grespan provavelmente experimentava aquilo que especialistas chamam de “estado de fluxo”, termo criado pelo psicólogo húngaro Mihaly Csikszentmihalyi. Nele, nós nos fundimos com o que fazemos. Não interessa a atividade, o importante é que ela desafie nossa capacidade e nos mantenha ocupados. “Temos tão pouco tempo que a melhor coisa é gastá-lo com coisas de que gostamos”, diz o monge João Baptista Barbosa Neto, de 29 anos, um dos 45 religiosos que vivem no Mosteiro de São Bento, em São Paulo. Membro da ordem beneditina, João Baptista adota a reclusão como forma de vida – e de proximidade com Deus – e segue uma rotina rigorosa e pontual de rezas e trabalhos diários dentro do mosteiro. Seu dia tem início às 5 horas, com a primeira oração, e se encerra às 19 horas, com a última. Ele também aprendeu a conviver com a saudade da família, que deixou em Maceió, quando, aos 20 anos, foi morar em um convento em Goiânia. Todos os sacrifícios ficam leves porque fazem parte de um propósito – outro componente do bem-estar, segundo a teoria de Seligman –, o sentido que João Baptista dá a sua vida. “Tive de me adaptar à reclusão, mas esta foi a vida que busquei.”
Dos 3 aos 23 anos de idade, o principal propósito da vida de Ricardo Prado era o esporte. Para ele, a felicidade tinha a forma de uma medalha, conquistada com muitos sacrifícios. Mas a fórmula que funcionou por 20 anos se esgotou, e Ricardo decidiu buscar seu bem-estar fora das piscinas. “O momento mais feliz de minha vida? Talvez eu não tenha vivido ainda. Mas tive uma vida de muitos momentos felizes”
No caso do ex-nadador Ricardo Prado, por muitos anos o propósito maior foi o esporte. Para ele, a felicidade tinha a forma de uma medalha de ouro, em particular a que guarda desde 1982, quando, aos 17 anos, venceu o Campeonato Mundial de Natação, no Equador. Além de chegar em primeiro, quebrou o recorde mundial dos 400 metros medley. Nos dois anos seguintes, ainda garantiria ao país duas medalhas de ouro e duas de prata nos Jogos Pan-Americanos de Caracas e uma de prata nas Olimpíadas de 1984, em Los Angeles. “Não sou competitivo. Mas ganhar dá uma sensação de missão cumprida”, diz.
As conquistas não vieram de graça. Ricardo começou a nadar aos 3 anos, no clube da cidade, o caçula de cinco filhos em uma família simples de Andradina, no interior de São Paulo. No início da década de 70, fazer algum esporte era uma forma de conseguir bolsa de estudos em bons colégios e, com sorte, viajar mundo afora. Aos 15 anos, o nadador mudou-se para a Califórnia, onde, além de completar os estudos, passou a treinar no time de Mission Viejo. “Às 5 horas da manhã, eu começava a nadar, às 8, ia para a aula, depois fazia uma hora de musculação e no fim do dia nadava novamente. Praticamente não tinha vida social”, diz. “Mas aquilo já era a felicidade! Eu estava na Califórnia, entre os melhores nadadores do mundo. E eu ganhava de todos eles.”
A vida de competições e treinos puxados não era fácil. Diante das dificuldades extras enfrentadas pelos atletas brasileiros nos anos 80, Ricardo decidiu encerrar a carreira aos 23 anos de idade. “Eu estava cansado. Mas é uma transição difícil, você deixa uma vida inteira para trás e tem de se adaptar a outra.” A nova vida de Ricardo Prado incluiu uma pós-graduação em economia, dar aulas particulares de natação e treinar equipes. Hoje, faz parte da organização das Olimpíadas do Rio de Janeiro e, aos 46 anos, arrisca a dizer que a verdadeira felicidade talvez esteja fora da água. “O momento mais feliz de minha vida? Talvez eu não tenha vivido ainda.”
Histórias como a de Cristiana, Leonardo, João Baptista e Ricardo mostram que o bem-estar pode ser alcançado mesmo diante de privações, desgastes, tragédias e mudanças, numa jornada que depende, essencialmente, de nós mesmos. Os brasileiros parecem concordar com a ideia. Uma pesquisa inédita (leia os resultados no quadro abaixo) encomendada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) revelou que 61% acreditam que sua felicidade depende de si mesmos. A opinião é corroborada por estudos científicos, que mostram que a personalidade é o que mais influencia a felicidade. A ciência discorda, contudo, da importância que os brasileiros dão a alguns fatores externos, como o dinheiro, especialmente para quem já tem uma boa situação financeira. Nesse caso, estudos sugerem que o dinheiro só faz diferença se o aumento de renda for só seu, e não de todos a seu redor. “Para os mais ricos, felicidade é estar mais alto no ranking do que seus pares”, diz o pesquisador tailandês Nick Powdthavee, de Cingapura, e autor de The happiness equation (A equação da felicidade), 2010. Mas Seligman alerta: “Quem se baliza pela comparação social é menos satisfeito com a vida do que aqueles que levam em conta valores individuais”. É importante também saber como gastar seu dinheiro. Um estudo da Universidade de Chicago analisou nove categorias de produto e viu que apenas uma, a do lazer, estava ligada à felicidade. Seu efeito positivo parece estar ligado ao aumento do contato social. “O dinheiro tem uma relação positiva com a felicidade, mas esta é pequena se comparada com fatores não monetários, como as relações sociais”, afirma Powdthavee.
No livro Felicidade: lições de uma nova ciência (BestSeller, 2008), o economista britânico Richard Layard coloca as interações sociais – de amizades ou amorosas – como os fatores externos mais importantes de nossa vida. Em sua pesquisa, as pessoas que começam a ver seus amigos quase todos os dias reportaram, ao final de um ano, um nível de felicidade 0,161 mais alto (num total de 7). Isso é mais que o efeito do primeiro ano de casamento, responsável por um aumento de 0,134 na felicidade do casal. O tipo de amizade também é importante, e é melhor que seus amigos sejam bem-humorados. Segundo o médico e sociólogo Nicholas Christakis, autor do livro O poder das conexões (Campus, 2009), a felicidade é contagiosa – assim como a depressão. Cada amigo feliz de nossa rede aumentaria em 9% nosso próprio bom humor – enquanto um amigo infeliz causaria uma queda de 7%. Mas a solução não seria sair correndo atrás de muitos amigos. Em tempos de Facebook, Orkut e outras redes virtuais, em que alguns expõem orgulhosos listas com mais de 2 mil “amigos”, é importante saber qual é sua verdadeira e sólida base social. Segundo o biólogo evolucionista Robin Dunbar, o cérebro humano só é capaz de lidar com 150 amizades ao mesmo tempo. No grupo mais íntimo – e mais importante –, estariam só cinco pessoas. Mas não existem regras. Há quem consiga melhorar seu bem-estar criando relações melhores com mais pessoas e há também quem se sinta confortável com cinco. “Uma das principais sabedorias é respeitar a característica de cada um”, diz a psicóloga Cláudia Giacomoni, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Obtido o desejado nível de bem-estar, muitos podem perguntar se a conquista seria duradoura. Embora parte dos brasileiros cite a juventude como um fator importante para se sentir feliz, estudos mostram que nosso bem-estar aumenta com o passar dos anos. É verdade que a infância é uma fase propensa a uma grande dose de felicidade, mas o mesmo pode ser dito da terceira idade. Pesquisadores descobriram que, com o envelhecimento, há um aumento de bem-estar. As dificuldades surgem mesmo durante a vida adulta, repleta de desafios, pressões e inevitáveis frustrações. A explicação para essa evolução estaria nas mudanças internas, e não em nosso entorno. Com o passar do tempo, nosso comportamento muda. As pessoas mais velhas brigam menos, sabem como solucionar um conflito, controlam melhor suas emoções e aceitam mais os infortúnios. Há várias teorias sobre por que isso acontece. Laura Carstensen, professora de psicologia da Universidade Stanford, afirma que os mais velhos sabem o que realmente importa e, por isso, focam no essencial. Com isso, aliviam a pressão pela felicidade imediata e se aproximam do bem-estar. Como diz o historiador Richard Schoch, autor do recém-lançado A história da (in)felicidade, quando a felicidade está ligada a algumas condições, deixa de ser um direito de todo ser humano e se torna um privilégio de poucos. Ele diz que basta que tenhamos nascido para termos o direito e a capacidade de ser feliz. Para que esse objetivo não pese sobre nossos ombros, em vez de nos lançarmos numa incessante busca da felicidade – muitas vezes infrutífera –, deveríamos apenas descobrir como viver bem, a nossa própria maneira.
Felicidade, o que é? Muito se fala da felicidade, e dizem que é algo alcansavel pois ela pode esta perto, pode ser sentida porque ocorre em nossa volta e até mesmo entendida, mas a felicidade para o ser humano é algo tao dificil que diria impossivel justamente porque ele é instável, um dia pode está bem no outro está mal, por exemplo, um gato se darmos uma bolinha para ele, ele brinca e nao se cança porque animais nao sentem como nós sentimos os sentimentos que estao dentro de nós, por exemplo se estou apaixonado, amanha eu posso dizer que eu nao estou mais justamente porque a minha felicidade é volátil e ainda existe o tédio porque o que é bom hoje para mim amanha é algo ''ruim'' e ''chato''.O ser humano que quer ser felliz tem que aceitar os seus defeitos nao ligar para as coisas do mundo, ter satisfaçao pessoal é bom o diga os grandes sociologos do mundo, mas hoje em dia o ser humano está cada vez mais triste, porque pode ter tudo mas sempre vai faltar algo pois nunca esta satisfeito!É um prazer comentar aqui na revista época ! o instrutor
FELICIDADE A felicidade é o sentimento inato da busca do homem.Por todos os tempos ele buscou valores que representassem aquilo que o proporcionasse prazer. E esse prazer, estar embutido no poder, no ter, no ouro, nas terras, enfim, um estágio de felicidade soberana. Mas o que é mesmo felicidade?Será que o mundo capitalista nos ensina o que é ser feliz? Ou será que ele nos manda sermos felizes comprando... Bom, ... um belo carro, um belo marido, belas roupas, filhos que estudem nos exterior, comidas importadas e o que é mesmo o Mito da felicidade?
VANESSA Um "mito" não é necessariamente algo inválido ou até errado, pode se tratar de um ícone,algo relevante, que esteja no imaginário da população. Acredito que o título é nesse último sentido.
O Black Sabbath voltou? Jornal inglês publica retorno da formação original da banda inglesa, mas o guitarrista Tony Iommi, que teria feito a revelação, reclama de traição em seu site oficial
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