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O secretário de Finanças do Estado, Marcus Ubiratan, admitiu ontem em entrevista descontrole nas contas do Estado, revelando que não terá condições de, nos próximos dois meses, fechar o balanço fiscal e cumprir o que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
O secretário de Finanças do Estado, Marcus Ubiratan, admitiu ontem em entrevista descontrole nas contas do Estado, revelando que não terá condições de, nos próximos dois meses, fechar o balanço fiscal e cumprir o que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Ainda com relação à LRF, o secretário de Planejamento Osman Cartaxo admitiu que não há mais tempo hábil para aumentar a receita e, com isso, diminuir o percentual comprometido atualmente com a folha de pagamento.
Ou seja, pelo menos essa pendência deverá ficar de herança para o próximo governante, como missão para ser cumprida até 31 de agosto de 2011, sob pena do Estado ser impedido de fazer futuros convênios.
“Acho difícil haver qualquer alteração dos percentuais atuais com excedentes (receitas) para conseguir abranger o percentual da LRF (de 49%). O ano está praticamente acabando”, admitiu Osman Cartaxo, fazendo alusão também ao Fundo de Participação dos Estado (FPE).
De acordo com o secretário de Finanças da Paraíba, só se caso a Receita Corrente Líquida (RCL) do Estado aumentasse em dois meses, haveria como a folha de pagamento representar um percentual menor com relação ao montante.
Entre as sanções a que estão sujeitos governos que desrespeitam os limites para gastos com pessoal encontra-se a suspensão dos repasses voluntários da União para os Estados. O governo que superar o limite da LRF precisa adotar medidas que evitem a expansão contínua das despesas com pagamento de servidores.
Enquanto isso, o secretário Marcus Ubiratan negou o perigo de faltar dinheiro para pagamento do salário dos servidores no final do ano. “Da minha parte, não há nenhuma determinação do governo para modificar nada”, afirmou.
Sobre o comprometimento de 52,8% das despesas com o pagamento da folha de pessoal, Marcus Ubiratan disse que a diminuição do repasse do FPE, assim como o Plano de Cargo, Carreira e Remuneação (PCCR) dos servidores, autorizado no governo anterior de Cássio Cunha Lima (PSDB), teria elevado ao percentual com relação ao montante da receita.
do JP
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O governador eleito Ricardo Coutinho (PSB) revelou que vai solicitar ao governador José Maranhão (PMDB), que determine a imediata suspensão de uma licitação feita pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), que pode gerar um prejuízo superior a R$ 1 bilhão aos cofres públicos do Estado.
O assunto ganhou repercussão após denúncia feita pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação, Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto do Estado da Paraíba (STIPDASE) e veiculada, com exclusividade, pelo Paraíba Já no último dia 15 de outubro. (clique aqui e saiba todos os detalhes da reportagem que originou a reação do governador eleito).
Para o Ricardo Coutinho, a licitação feita pela Cagepa é “extremamente lesiva aos interesses da Paraíba”. O socialista deixou claro que, se o governador José Maranhão não determinar a suspensão da licitação que foi vencida por uma empresa de São Paulo, fará ele mesmo quando assumir o comando do Governo em janeiro do próximo ano. “Vou pedir ao atual governador que paralise isso, ou então (a licitação) vai ser paralisada quando eu entrar”, assegurou.
Ricardo Coutinho garantiu, ainda, que em seu governo a Cagepa não será privatizada. “O que vamos fazer com a Cagepa é despartidarizá-la. Na verdade, a Cagepa precisa ter a receita devolvida e necessita voltar a prestar um bom serviço à população paraibaba. Posso garantir que no meu governo a Cagepa não será privatizada. Ela será sim recuperada”, observou o governador eleito.
Ricardo lembrou que a Cagepa possui um corpo técnico de reconhecida competência e que o grande problema vivido pela estatal é a má gestão. “Atualmente, a Cagepa chega a levar 90 dias para atender o pedido de uma ligação de água. Já imaginou se uma padaria levasse três semanas para fornecer o pão? Certamente que ela quebraria. E é justamente isso que estão tentando fazer com a Cagepa agora, ou seja, quebrá-la. Na verdade, o maior problema da Cagepa é má gestão mesmo”, declarou.
Paraíba Já |
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O discurso da derrota feito por José Serra ontem, continuou o tom agressivo que teve na campanha, e ameaçou a população brasileira e até tucanos moderados com um "até breve".
Serra fez jus à sua fama de desagregador quando só agradeceu seu núcleo duro paulista, e alguns fiéis escudeiros (como Sérgio Guerra, Jarbas Vasconcelos). Na prática, com sua costumeira truculência, mandou um recado para Aécio ao ignorá-lo: o PSDB é dele (quando muito aceita dividir com Alckmin, na cabeça de Serra). É claro que falta combinar com o resto do PSDB do resto do Brasil mas, enfim, isso é problema dos demo-tucanos.
O que interessa é que o clima beligerante que José Serra quis impor, já no primeiro discurso, contra o governo Dilma, não encontrará eco nem entre os demo-tucanos.
O PSDB saiu da eleição com poder regional, elegeu mais governadores, mas saiu com menos poder nacional, com bancadas menores na Câmara e no Senado.
Aos governadores demo-tucanos eleitos, não interessa fazer uma oposição raivosa ao governo federal (como não interessou ao próprio Serra quando foi governador, fazer oposição frontal a Lula). Alckmin, Richa, Perillo, Simão Jatene, tem mais expectativa na própria reeleição em 2014 do que em vôos ao poder nacional.
Também não interessará muito aos governadores declarar guerra nacional contra partidos que lhes fazem oposição nas Assembléias Legislativas.
Nesse contexto, arroubos de oposição raivosa ficarão restritos à artigos nos jornais, escritos por José Serra e FHC, para demarcar território.
A oposição no Congresso deverá ser mais moderada. Deverá fazer críticas mais pontuais, e negociar mais conquistas para os governadores de seus partidos. Não causará surpresa se vermos um "fisiologismo de oposição", negociando votos a troco de verbas para os estados.
Mesmo assim, é bem provável que a imprensa tente manter o clima de beligerância dando mais espaço aos poucos radicais da oposição.
Fonte: osamigosdopresidentelula.blogspot.com |
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No topo do ranking: um candidato que entrou na campanha como José Serra, e saiu dela como Zé Baixaria.
Depois vem os vexames, não necessariamente na ordem:
A campanha subterrânea de calúnias por email e telemarketing da campanha de Serra.
A TV Globo, como sempre, manipulou o tempo todo no Jornal Nacional. No dia dos candidatos escondia o melhor de Dilma, os comícios, o povo, e chegava e colocar cenas inócuas dela chegando em aeroportos e saindo de hotel, em detrimento dos atos de campanha. O ponto "alto", que entrou para a história, ao lado de episódios como a Proconsult, foi a contratação da perícia do "especialista" Ricardo Molina sobre a bolinha de papel.
O William Bonner sendo cutucado pela Fátima Bernardes, para não ser tão grosseiro ao entrevistar Dilma.
A Folha com a ficha falsa e diversas manchetes falsas fabricadas para aparecer no horário eleitoral na TV de José Serra.
Os setores das Igrejas que tentaram transformar seu rebanho em curral eleitoral, em vez de pregar o voto consciente.
Vexame maior para a bispo de Guarulhos que não entendeu ou não quis entender, que opinião qualquer clérigo pode ter, mas o que ele estava fazendo era financiando campanha eleitoral com dinheiro da arquidiocese, o que acaba sendo uma forma de campanha paralela, proibida pela lei eleitoral, e cujo enquadramento legal é de caixa-dois.
Destaque para a atuação da vice-procuradora-geral-eleitoral Drª Sandra Cureau. Ela teve sua opinião formada pelo PIG (Partido da Imprensa Golpista). Assimilou os viés oposicionista, foi na onda, e causou desequilíbrio, sucumbindo a pressão da opinião publicada e dos serristas, em vez de manter um olhar equidistante em suas avaliações subliminares, com olhos do brasileiro comum, do povo.
Fonte: osamigosdopresidentelula.blogspot.com |
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José Serra perderia mesmo se tivesse entre mineiros seu desempenho em São Paulo; Dilma ganharia mesmo sem Nordeste
Nem Nordeste, nem Minas Gerais. O comportamento dos eleitores nessas duas áreas não explica, isoladamente, a vantagem da petista Dilma Rousseff sobre o tucano José Serra.
Dilma venceu por mais de 12 milhões de votos. Se houvesse empate no Nordeste, ela ainda teria 1,3 milhão de votos a mais do que Serra nas demais regiões do País.
Em Minas Gerais, o tucano perdeu por 58% a 42% - o que gerou comentários de que o ex-governador Aécio Neves não teria se empenhado o bastante para eleger o correligionário.
Qualquer que fosse o empenho de Aécio, ele teria sido insuficiente. Serra só venceria Dilma se conseguisse o impraticável índice de 99% dos votos entre os eleitores mineiros.
Em São Paulo, sua base política, Serra obteve 54% dos votos, oito pontos porcentuais a mais do que Dilma. Se repetisse esse desempenho em Minas, a virada lhe daria 1,3 milhão de votos, e tiraria o mesmo tanto da adversária. No final das contas, a petista ainda conquistaria a Presidência com 9,3 milhões de votos a mais .
A presidente eleita venceu em mais municípios do que o adversário: foram 3.878 (70%), contra 1686 (30%).
Nos municípios maiores - principal palco da batalha do segundo turno, pois foi neles que Marina Silva (PV) se saiu melhor na primeira etapa da eleição -, a performance dos dois foi mais equilibrada.
Houve 137 cidades em que o número de votos válidos superou a marca dos 100 mil. Neles, Dilma venceu em 71 (51%) e Serra em 66 (49%).
Nos municípios médios, com 50 mil a 100 mil votos válidos, o placar foi similar, em termos proporcionais: 77 a 67 para a petista (53% a 47%).
As 1.429 cidades com 10 mil a 50 mil votos válidos se dividiram da seguinte forma: 928 para Dilma e 501 para o adversário. Ou seja, 65% a 35%.
Nos micromunicípios, com menos de 10 mil votos válidos, a vantagem da candidata governista foi ainda maior: ela venceu em 2.801 cidades e perdeu em 1.052 (73% a 27%).
O desempenho de Dilma nas cidades menores não foi homogêneo em todas as regiões. Em São Paulo, por exemplo, ela perdeu em 237 das cidades com até 10 mil votos válidos e ganhou em apenas 143.
Nas cidades de pequeno porte, que costumam ter proporção maior da população vivendo em áreas rurais, a taxa de abstenção foi maior que nos grandes centros. Ou seja, a vitória da petista poderia ter sido ainda mais folgada se a ausência dos eleitores não fosse maior nas regiões em que se saiu melhor.
Redutos. Os mapas do desempenho eleitoral dos dois candidatos, publicados na página ao lado, indicam que Dilma teve o maior número de vitórias por larga margem - acima de 65% dos votos. São as áreas em vermelho-escuro, superiores em número às áreas em azul-escuro, onde Serra teve mais de 65% do eleitorado. Dilma teve vitórias por larga margem em praticamente todo o Nordeste, em boa parte do Norte e na parcela de Minas Gerais mais próxima da fronteira com a Bahia - área que concentra os municípios menos desenvolvidos do Estado.
Serra derrotou Dilma com mais de 65% em poucas áreas do mapa - elas se concentram em São Paulo e outros Estados do Sul e Sudeste.
O tucano teve desempenho destacado no Acre, Estado governado pelo PT desde 1999. Também venceu com larga vantagem em áreas isoladas do Centro-Oeste, como as cidades de Marcelândia e Nova Canaã do Norte, ambas em Mato Grosso.
Agência Estado |
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“Passada a eleição, é hora de trabalho; passado o debate de projetos, é hora de união”, conclamou ontem a presidente eleita, Dilma Rousseff, num discurso de 25 minutos com que celebrou sua vitória. Dilma propôs união pela educação, pelo desenvolvimento e pelo país, estendeu a mão para as oposições e reafirmou todos os principais compromissos que assumiu durante a campanha. Leia, a seguir, os principais trechos do discurso da vitória.
“Recebi hoje de milhões de brasileiras e brasileiros a missão mais importante de minha vida. Este fato, para além de minha pessoa, é uma demonstração do avanço democrático do nosso país: pela primeira vez uma mulher presidirá o Brasil. Já registro portanto aqui meu primeiro compromisso após a eleição: honrar as mulheres brasileiras, para que este fato, até hoje inédito, se transforme num evento natural. E que ele possa se repetir e se ampliar nas empresas, nas instituições civis, nas entidades representativas de toda nossa sociedade. A igualdade de oportunidades para homens e mulheres é um principio essencial da democracia. Gostaria muito que os pais e mães de meninas olhassem hoje nos olhos delas, e lhes dissessem: SIM, a mulher pode!”
“Registro aqui outro compromisso com meu país: valorizar a democracia em toda sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais da alimentação, do emprego e da renda, da moradia digna e da paz social. Zelarei pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa. Zelarei pela mais ampla liberdade religiosa e de culto. Zelarei pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos tão claramente consagrados em nossa constituição. Zelarei, enfim, pela nossa Constituição, dever maior da presidência da República.”
“Reforço aqui meu compromisso fundamental: a erradicação da miséria e a criação de oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras. Ressalto, entretanto, que esta ambiciosa meta não será realizada pela vontade do governo. Ela é um chamado à nação, aos empresários, às igrejas, às entidades civis, às universidades, à imprensa, aos governadores, aos prefeitos e a todas as pessoas de bem. Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome, enquanto houver famílias morando nas ruas, enquanto crianças pobres estiverem abandonadas à própria sorte. A erradicação da miséria nos próximos anos é, assim, uma meta que assumo, mas para a qual peço humildemente o apoio de todos que possam ajudar o país no trabalho de superar esse abismo que ainda nos separa de ser uma nação desenvolvida.”
“Cuidaremos de nossa economia com toda responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios. O povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável. Por isso, faremos todos os esforços pela melhoria da qualidade do gasto público, pela simplificação e atenuação da tributação e pela qualificação dos serviços públicos. Mas recusamos as visões de ajustes que recaem sobre os programas sociais, os serviços essenciais à população e os necessários investimentos.”
“Quero reafirmar nosso compromisso com a estabilidade da economia e das regras econômicas, dos contratos firmados e das conquistas estabelecidas.”
“Buscaremos o desenvolvimento de longo prazo, a taxas elevadas, social e ambientalmente sustentáveis. Para isso zelaremos pela poupança pública. Zelaremos pela meritocracia no funcionalismo e pela excelência do serviço público. Zelarei pelo aperfeiçoamento de todos os mecanismos que liberem a capacidade empreendedora de nosso empresariado e de nosso povo. Valorizarei o Micro Empreendedor Individual, para formalizar milhões de negócios individuais ou familiares, ampliarei os limites do Supersimples e construirei modernos mecanismos de aperfeiçoamento econômico.”
“Trabalharei no Congresso pela aprovação do Fundo Social do Pré-Sal. Por meio dele queremos realizar muitos de nossos objetivos sociais. Recusaremos o gasto efêmero que deixa para as futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança. O Fundo Social é mecanismo de poupança de longo prazo, para apoiar as atuais e futuras gerações. Ele é o mais importante fruto do novo modelo que propusemos para a exploração do pré-sal, que reserva à Nação e ao povo a parcela mais importante dessas riquezas. Definitivamente, não alienaremos nossas riquezas para deixar ao povo só migalhas.”
- Educação, Saúde e Segurança
“Me comprometi nesta campanha com a qualificação da Educação e dos Serviços de Saúde. Me comprometi também com a melhoria da segurança pública. Com o combate às drogas que infelicitam nossas famílias. Reafirmo aqui estes compromissos. Nomearei ministros e equipes de primeira qualidade para realizar esses objetivos. Mas acompanharei pessoalmente estas áreas capitais para o desenvolvimento de nosso povo.
“Todos os compromissos que assumi, perseguirei de forma dedicada e carinhosa. Disse na campanha que os mais necessitados, as crianças, os jovens, as pessoas com deficiência, o trabalhador desempregado, o idoso teriam toda minha atenção. Reafirmo aqui este compromisso.”
“Fui eleita com uma coligação de dez partidos e com apoio de lideranças de vários outros partidos. Vou com eles construir um governo onde a capacidade profissional, a liderança e a disposição de servir ao país será o critério fundamental. Vou valorizar os quadros profissionais da administração pública, independente de filiação partidária.”
“Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte não haverá discriminação, privilégios ou compadrio. A partir de minha posse, serei presidenta de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças de opinião, de crença e de orientação política.
“Afirmo com clareza que valorizarei a transparência na administração pública. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. Serei rígida na defesa do interesse público em todos os níveis de meu governo. Os órgãos de controle e de fiscalização trabalharão com meu respaldo, sem jamais perseguir adversários ou proteger amigos.”
“Não nego a vocês que, por vezes, algumas das coisas difundidas me deixaram triste. Mas quem, como eu, lutou pela democracia e pelo direito de livre opinião arriscando a vida; quem, como eu e tantos outros que não estão mais entre nós, dedicamos toda nossa juventude ao direito de expressão, nós somos naturalmente amantes da liberdade. Por isso, não carregarei nenhum ressentimento. Disse e repito que prefiro o barulho da imprensa livre ao silencio das ditaduras.”
“Agradeço muito especialmente ao presidente Lula. Ter a honra de seu apoio, ter o privilégio de sua convivência, ter aprendido com sua imensa sabedoria, são coisas que se guarda para a vida toda. Conviver durante todos estes anos com ele me deu a exata dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu país e por sua gente. A alegria que sinto pela minha vitória se mistura com a emoção da sua despedida. Sei que um líder como Lula nunca estará longe de seu povo e de cada um de nós. Baterei muito a sua porta e, tenho certeza, que a encontrarei sempre aberta. Sei que a distância de um cargo nada significa para um homem de tamanha grandeza e generosidade. A tarefa de sucedê-lo é difícil e desafiadora. Mas saberei honrar seu legado. Saberei consolidar e avançar sua obra.”
“Passada a eleição agora é hora de trabalho. Passado o debate de projetos agora é hora de união. União pela educação, união pelo desenvolvimento, união pelo país. Junto comigo foram eleitos novos governadores, deputados, senadores. Ao parabenizá-los, convido a todos, independente de cor partidária, para uma ação determinada pelo futuro de nosso país. Sempre com a convicção de que a Nação Brasileira será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ela.”
Fonte: www.brasiliaconfidencial.inf.br |
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Pela primeira vez na história do Brasil, a partir de 1º de janeiro de 2011 a Presidência da República será exercida por uma mulher. Dilma Vana Rousseff Linhares, mãe e avó com 62 anos de idade, natural de Belo Horizonte (MG); guerrilheira presa, torturada e mantida na cadeia durante três anos pela ditadura militar; economista; secretária municipal em Porto Alegre; secretária estadual no Rio Grande do Sul; ministra de Minas e Energia e da Casa Civil da Presidência; candidata indicada ao PT pelo presidente Lula e estreante em disputas eleitorais, foi eleita ontem por mais de 55,7 milhões de brasileiros e brasileiras para suceder o presidente Lula. Dilma venceu José Serra (PSDB), candidato das oposições ao atual governo, por diferença superior a 12 milhões de votos.
A vitória da candidata do PT e de mais nove partidos, obtida contra um oponente que acumula experiências de prefeito, deputado, ministro, secretário estadual, senador, governador e, duas vezes, candidato derrotado à Presidência, foi anunciada oficialmente pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ricardo Lewandowski, às 20h04min, quando a vantagem de Dilma já era superior ao número de votos que faltava apurar. Fechadas as contas ao fim da segunda hora de hoje, o resultado da eleição presidencial ficou assim:
Dilma Rousseff 55.751.918 (56.05%)
José Serra 43.710.381 (43.95%)
Brancos 2.452.588 (2,3%)
Nulos 4.689.293 (4,4%)
Ausentes 29.191.309 (21,5%)
Dilma venceu a eleição no Distrito Federal e em 15 estados: Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Tocantins, Maranhão, Pará e Amapá. Seu adversário foi o candidato mais votado em São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Rondônia, Acre e Roraima.
Ainda antes de votar, em Porto Alegre, a candidata do PT anunciou que vai governar para todos com a coligação que apoiou sua candidatura.
“A minha coligação, que me trouxe até aqui, é a coligação com a qual vou governar. Vou governar para todos, conversarei com todos os brasileiros”.
À noite, confirmada sua vitória, sua primeira declaração incluiu um agradecimento e uma promessa aos eleitores:
“Prometo honrar a confiança que depositaram em mim”.
Fonte: www.brasiliaconfidencial.inf.br |
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Parcela minoritária e barulhenta de derrotados nas urnas reagiu ao resultado da disputa pela Presidência da República como se fosse passível de desmerecimento, contestação e enfrentamento a decisão majoritária de tornar Dilma Rousseff a sucessora do presidente Lula. Essa parcela reagiu, enfim, como quem inaugura ou pretende inaugurar uma espécie de terceiro turno imprevisto pela legislação, indesejado pela população, insultuoso ao eleitorado e improdutivo para o país.
A ideia de iniciar um terceiro turno se evidencia na edição de ontem dos principais diários impressos do país. Começa na informação de que, antes mesmo de começar, o Governo Dilma já vive sua primeira crise causada pela presença explícita ou pela sombra ameaçadora de Lula, que seria candidato à Presidência em 2014. O terceiro turno se insinua também entre o receio de que Lula interfira no governo, tutelando Dilma, e o medo de que não faça isso e deixe o caminho livre para a hegemonia da esquerda do PT. É deflagrado também, o terceiro turno, no pavor provocado pela maioria de praticamente três quintos no Congresso, que poderia dar a Dilma força suficiente para legislar conforme bem quisesse.
O segmento da mídia que orienta os partidos de oposição participa da tentativa de inaugurar o terceiro turno com o mesmo método jornalístico adotado desde o primeiro semestre do ano passado: textos, comentários, notas e artigos que depreciam Dilma tentando reduzí-la a uma figura influenciável e manipulável. Desmereceram a candidata, agora desmerecem a presidente eleita e, desde já, seu futuro governo.
A motivação da imprensa aliada aos partidos de oposição antecede a ideia de golpe. Os jornais acreditam representar o pedaço do Brasil que rejeitou Dilma.
Dilma foi eleita pelo Brasil setentrional. A oposição é o Brasil meridional. É verdade que Dilma fez muito mais votos na parte Sul do que Serra obteve na parte Norte. Mas ela perdeu entre os ‘sulistas ou ‘confederados’, que formam o Brasil da mídia. O Brasil de Dilma é o Brasil sem mídia. E o terceiro turno é, a par de um desejo de facções partidárias oposicionistas, uma tentativa da imprensa mais poderosa do Brasil meridional de expulsar para o Brasil setentrional a candidata e futura presidente dos pobres, dos excluídos, dos desvalidos, dos discriminados, dos trabalhadores, da classe operária.
Até aqui, Dilma mostrou que é muito maior do que se dizia dela no início da campanha. Mostrou que é capaz de traduzir perfeitamente a ideia da eficiência e da continuidade de um projeto bem sucedido e aprovado. Venceu a campanha eleitoral mais sórdida, repugnante e infame da história republicana. Venceu uma oposição torpe e uma imprensa indecente. E, no primeiro discurso de presidente eleita, estendeu a mão aos adversários propondo trabalho e união pelo país.
A deflagração do terceiro turno para o período 2011/2014 equivale ao anúncio de, no mínimo, mais de 1.400 dias de campanha e de confronto. Com certeza, não é o que quer e muito menos é de que precisa o povo do Brasil.
Fonte: www.brasiliaconfidencial.inf.br |
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A equipe de transição que representará a presidente eleita, Dilma Rousseff, terá uma coordenação política comandada pelo vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB), e formada também pelo presidente do PT, José Eduardo Dutra, o secretário-geral do PT, José Eduardo Cardoso, e o deputado federal Antonio Palocci (PT-SP). O presidente do PT será responsável pelas conversas com os partidos.
“No momento, vou ouvir aquilo que eles entendem como importante para o próximo governo. O Palocci vai trabalhar na questão mais técnica. Como o Michel Temer é o vice-presidente, ele vai coordenar esse processo”, explicou Dutra.
O dirigente petista disse também que a função da coordenação política da equipe de transição é fazer um trabalho técnico e não discutir composição de governo.
“A questão da composição de governo está sendo feita por meio de conversas com diversos partidos, mas quem vai definir isso é a presidente eleita”.
Dutra pretende apresentar um relatório sobre as negociações com os partidos depois do dia 12, quando Dilma voltará da viagem que fará com o presidente Lula a Seul, na Coréia do Sul. Hoje a futura presidente inicia um período de descanso.
Fonte: www.brasiliaconfidencial.inf.br |
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O valor do salário mínimo em 2011 será decidido em negociação com as centrais sindicais, anunciou ontem a presidente eleita, Dilma Rousseff.. A fórmula em vigor há quatro anos, por acordo entre o Governo Lula e as centrais, prevê reposição da inflação acumulada nos 12 meses anteriores mais o índice de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Aplicada essa fórmula, no próximo janeiro o salário mínimo subiria dos atuais R$ 510,00 para R$ 538,00.
“Como o PIB do ano passado foi zero, a inflação seria o único aumento. Estamos discutindo com as centrais um aumento maior do que esse”, afirmou Dilma durante entrevistas à Rede Bandeirantes e ao SBT.
As centrais sindicais entregam hoje ao relator do Orçamento da União para o ano que vem, senador Gim Argello (PTB-DF), uma pauta unificada em que reivindicam reajuste de 12,9%, o que incluiria aumento real de 7% e elevaria para R$ 575,00 o valor do salário mínimo a partir de 1º de janeiro. O índice soma o crescimento do PIB neste ano, estimado pelo Departamento Intersindical de Estudos Sócio Econômicos em 8%, com a taxa de 5,5% prevista para a inflação.
SEM “MALDADE”
Nas duas entrevistas de ontem às redes de TV, Dilma descartou a adoção de medidas que desestimulem o consumo. Disse que, ao contrário, vai incentivar a expansão do consumo, inclusive discutindo com o Banco Central medidas que conduzam à redução das taxas de juros cobradas dos consumidores pelas instituições financeiras.
Dilma afirmou também que o presidente Lula não tomará medidas “duras” na economia apenas para facilitar o início do governo dela.
“Não acredito que o presidente vá tomar medidas duras. O presidente vai fazer aquilo que tem que fazer. Não tem o menor sentido fazer um saco de maldade quando a situação não exige. O que eu acho é que pode ter modificações agora porque o Congresso tem que votar o orçamento. Tendo que votar orçamento, tem que fazer ajustes”.
Fonte: www.brasiliaconfidencial.inf.br |
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