7/4/2011 - 2- O Grande Roubo do Trem- crítica

Filme mudo tem final previsível, mas o desenrolar surpreende.
O pistoleiro aponta contra a platéia e começa a disparar o seu revólver. Muitos despreparados que teriam ido ào cinema naquela época, deveriam ter levado um susto, ou pelo menos se preocupado, pois naquela, raro, ou escassos, eram os filmes que possuíam alguma modernidade. E O Grande Roubo do Trem é todo moderno. Desde o modo como é narrado até o jeito como é filmado. O filme se passa em quase sete cenários diferentes.
A história que -praticamente- lançou o tema western, nada mais conta que uma dupla de ladrões cometendo um assalto. Para fugirem da cidade, ele pegam um trem, e aproveitam para também roubar esse trem. A parte em que eles coletam o dinheiro dos passageiros começa a transportar a modernidade presente no filme. Nem mesmo quando um passageiro morre, com uma superexagerada coreografia, o filme não erra a mão.
Com 12 minutos de duração, a história se apressa e se atropela pelo final, "chutando" alguns confederados para matarem os bandidos. Os que não estão acostumados aos westerns, sentiram alguma ponta de dúvida do tipo "então pra que valeu o filme inteiro? Eles morreram!"
Mesmo assim, o filme não chega a ser cansativo, mas é preciso uma certa atenção para não perder detalhes, ja que o filme não tem som nenhum, o que não atrapalha para nos passar uma das primeiras ideias de que o crime não compensa.
NOTA: 8,0
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6/4/2011 - 1- Viagem à Lua- crítica

Criatividade dá brilho ao clássico
Nos primórdios do cinema, todos os filme não possuíam uma duração maior de 2 minutos. E é nesse ponto que o filme de George Meliès já se destaca positivamente. O filme tem 14 minutos! Muito pouco, óbvio, para o cinema que temos hoje em dia, com filmes que duram até 3 horas. Mas Meliès consegue no transmitir em um mundo tão brilhante, um mundo tão "dele", que o tempo parece não passar. (como assisti no computador, vez ou outra mexia o mouse, pra ver quanto tempo faltava.)
O filme começa começa com um astrônomo, membro de uma academia, que tenta convencer os outros membros de que deveria ser feito uma viagem à lua. Nessa cena, Meliès se preocupa com detalhes tão ricos, pois o homem que é contrário a viagem, é tão insignificante ào enredo, que a história ganha mais valor.
As cenas que se passam na superfície da lua nos deixam ter um grande vislumbre da incrível mente de Meliès. Os astrônomos pousam, "beijando o olho da lua", e após contemplarem a paisagem, decidem tirar um cochilo. Aí começamos a notar as fantasias do diretor, onde estrelas e planetas ganham rostos e sentimentos, já que estes fazem nevar para que os astrônomos saiam dali. Após se refugiarem em um buraco, eles entram em uma caverna, e encontram um ser nativo que, com um simples toque do guarda-chuva, se faz em poeira.
Apartir deste momento, a obra começa a ser um tanto apressada, ja que até aí faltam por volta de 5 minutos. Mas nada que o jeito de narrar de Meliès não resolva. Os astrônomos fogem de uma colônia de selenitas, o líder pega uma corda na frente da nave, puxa a nave, esta que cai de volta para a Terra. A nave cai no oceano, onde é resgatada por um navio cargueiro, logo antes de os viajantes serem recebidos como heróis.
George Meliès consegue nos transportar para dentro de sua fantasiosa e criativa mente, quando a lua era apenas um mistério e uma paisagem inalcansável, e onde muitos se permitiam toda a liberdade de imaginar como deveria ser. Bom, ele imaginou, e da maneira certa.
NOTA: 9,0
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1/4/2011 - Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles- crítica
Funciona como filme de guerra, mas erra com a invasão alienígena.
Filmes pipoca normalmente têm suas estréias nacionais totalmente cumpridas, mas não no cinema da minha cidade, por isso, escrevo essa crítica atrasada...e esse é também um dos motivos que me deixaram mais apreensivos, pois quando seguram o filme por algum tempo, tem alguma coisa errada.
Todas as pessoas (eu disse todas, sem exceção), ao começarem a assistir um filme com invasão alienígena, pensam como primeiro fator, a aparência dos invasores. Uma cabeça gigante e olhos pretos e grandes; uma carapaça imensa; ou algo parecido com um sapo extraterrestre (oi E.T.) Bom, essa curiosidade e mistério não abandonam o filme estrelado por Aaron Eckart (salva o filme). Na primeira cena onde os fuzileiros entram em ação, há fumaça, e não se pode ver nada, e não há ninguém que não se pergunte o que irá sair dali. E, devo dizer-lhes, é um pouco decepcionante...
Os trailers do filme vendiam nada mais, nada mesmo, que um filme comercial, o que ele Obviamente é. Não é possível simplesmente ignorar os tiros e explosões e mortes misturados com explosões e tiros, o que chega a cansar um pouco antes dos 40 minutos de filme.
Então, para cortar a mesmice, tira-se a guerra e coloca-se a nostalgia em reação à guerra.
Um parágrafo inteiro só para ela. A câmera na mão .
Ela dá certo nas cenas de ação, mas continua o movimento balançado mesmo nas cenas estáticas. Ora, vejamos: quando um cara está no cemitério, "falando" com um parente que está lá, é normal pensar que a câmera iria dar um toque de calma. Engana-se. Nas cenas onde há os tiroteios, ela tenta pegar tudo o que acontece no cenário, virando para os secundários e retornando aos heróis, o que ajuda no realismo. Mas o que peca mesmo é a movimentação exacerbada nos momentos que não sentem a necessidade da mesma.
Mas nada disso chega a irritar, nem a dar um ponto negativo ao filme. Pois o que realmente irrita é a atuação de Michelle Rodriguez. Já cansei de ver ela nos mesmos papéis em todos os filmes: o da mulher durona. Será que ela nunca pensou em fazer um drama, pra ver se gosta? Há várias outras atuações rasoáveis, mas mais uma vez, nada que negativize o filme, com exceção da Michelle.
É também impossível notar as semelhanças com Falcão Negro em Perigo, Distrito 9, Armaggedon (faltou o Will Smith no filme), e a Guerra dos Mundos, o que até pode ser considerado positivo para o filme em algumas partes, mas em outras, isso acaba prejudicando.
Em suma, Batalha de Los Angeles é um filme que se sustenta nas cenas empolgantes- ajudadas pela ótima trilha sonora- e na nostalgia de estar naquele mundo catastrófico e perdido. Mas escorrega na hora de mostrar a invasão alienígena, pois quando se chuta muitos ETs para a platéia ver, o filme começa a perder a proposta, que funciona mais como uma Terceira Guerra Mundial, com um motivozinho "mixuruca". Eu indicaria mesmo pela diversão, e pela excelente trilha sonora de Brian Tyler, que pode ser postada aqui.
NOTA: 7,5
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30/3/2011 - A meta.

1001 Filmes...até lá.
Não é sempre que temos a chance de ver um filme que todas a críticas coincidam positivamente. Poucos são os casos, como O Senhor dos Anéis, ou O Poderoso Chefão. Agora, se temos um almanaque com 1001 dos mais clássicos filmes em nossas mãos, é impossível não ter aquela vontade de conferir cada um.
Tive a felicidade de receber o almanaque uns dias atrás e devo dizer, que todas a média de 940 páginas não foram impressas em vão. Filmes mudos prevalecem no começo do livro, e os que possuem a película em preto-e-branco, consomem boa parte até um pouco antes da metade.
No decorrer do tempo, as críticas de cada filme serão postadas conforme os mesmo forem assistidos. É óbvio que é uma marca considerada por muitos, impossível, mas isso é exagero...e cada filme será marcado com o respectivo número no livro.
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30/3/2011 - E...gravando.

"Quando estiverem prontos..." (Clint Eastwood)
Assim como Andrew Garfield demonstrava sua cara de espanto ao saber que não só receberia um novo papel, mas que receberia o papel do novo Homem Aranha, eu me demonstro aqui com o mesmo sentimento, já que tive ciencia da existencia do meu blog ontem à noite. Mas enfim, às apresentações do blog...
Muitos assistem, se divertem, riem, choram, odeiam, ovacionam, premiam...mas na maioria das vezes, as pessoas não entendem o que é cinema. Às vezes sentamos na poltrona do cinema, esperando apreciar um grande filme. Até ocorre de apreciarmos, mas não ào filme todo. Não que a pessoa dormiu no meio da sessão, mas digamos que ela não soube notar tudo o que o filme teve para apresentá-la. Um exemplo que é possível esclarecer isso é a trilha sonora, que ainda terá muitos posts por aqui. O filme de ação muitas vezes não agrada apenas pelas cenas belíssimas de destruições, socos, robôs, tiros e mortes, mas sim pela trilha sonora, que nos entretem diante do filme.
Serão sempre postadas críticas dos lançamentos, e sempre que possível serei eu a fazer as críticas. Muitas notícias sobre as técnicas de filmagens estarão também presentes neste blog, sem falar de lendas que também recebem o nome de diretor.
Com tudo o que o cinema tem a nos oferecer, este blog tentará repartir e explicar cada coisa um pouco, para que muitos saibam, na próxima vez que sentarem em uma poltrona em uma sala grande escura, com um telão branco, gigante à frente deles, eles saibam testemunhar TODA a magia que por ali ronda.
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Sobre Mim
O blog é destinado a crítiticas, dicas e comentários dos melhores, piores e lançamentos do cinema Nacional e Internacional.
Sempre que possível, serão postadas também algumas trilhas sonoras de filmes, com destaques à Hans Zimmer, Harry Gregson Williams e outros do ramo.
Convido você apaixonado por cinema a fazer parte desta mágica história chamada: CINEMA!
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