Marcha Mundial das Mulheres do MS | ||||||||||||||||||
Mais de 2000 mulheres marcham de Campinas a São Paulo
01:17 AM, 20/3/2010
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Mais de 2000 mulheres marcham de Campinas a São Paulo. Marcha Mundial das Mulheres do MS também denuncia as formas de machismo que resistem em nossa sociedade Com muitas cores, canções, irreverência e inteligência, mais de 2000 mulheres brasileiras percorreram uma trajetória de 100 quilômetros entre a cidade de Campinas e São Paulo, com o objetivo de denunciar ao Brasil as formas pelas quais as mulheres ainda sofrem preconceitos e têm seus direitos ignorados. Aproximadamente 50 mulheres do Mato Grosso do Sul também estão participando dessa jornada, que é parte da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres iniciada no último dia 8 de março e cujo encerramento se dá hoje, dia 18 de março. As sul-matogrossenses estão tendo a oportunidade de conhecer mulheres de todo o Brasil e as formas que elas usam para driblar as dificuldades do dia-a-dia e conquistar o seu espaço na sociedade. Além da troca de experiências e de apoio entre as mulheres, a Ação está sendo um espaço de formação, pois a programação diária prevê as caminhadas durante a manhã e, no período da tarde, acontecem palestras, debates, grupos de estudo e leitura. À noite, as mulheres estão mostrando um pouco de diversidade cultural do Brasil e as diferentes atividades feministas realizadas no país. “Esse certamente é um evento histórico que mostra que lugar de mulher é nos espaços públicos, onde se constrói uma nova sociedade, mais justa, mais feliz. Essa marcha dá visibilidade a questões que são consideradas de foro íntimo – como a divisão do trabalho doméstico, a violência contra a mulher - mas que na verdade são construídas e mantidas por uma educação que delimita o que é o papel social da mulher e o que é ser mulher” , afirma a professora Gleice Jane Barbosa, uma das militantes da Marcha no Mato Grosso do Sul. Superando limites pessoais, quebrando preconceitos sociais Na caminhada, mulheres na terceira idade demonstram que a vitalidade e feminilidade não acabam com o fim da beleza padronizada na juventude. As mais novas mostram que a juventude brasileira não é apática e despolitizada como o senso comum supõe. As mulheres casadas testemunham a importância de os homens estarem dividindo igualmente os cuidados com os filhos e com a casa, o que as dá liberdade de passar 10 dias em militância pela causa de todas as mulheres. Dessa forma, cada uma com a sua história de vida pessoal, contribui para quebrar esteriótipos e afirmar direitos e liberdades que as mulheres em coletividade ainda precisam conquistar. E quando todas essas trajetórias pessoais se cruzam para trilhar o mesmo caminho, essas mulheres e suas lutas cotidianas ganham força, ecoam e abrem avenidas por onde vão passar as próximas gerações de homens e mulheres. “Isso é a Marcha Mundial das Mulheres: uma avenida que canaliza os passos dessas marchantes, unindo todas aquelas que caminhavam sozinhas por estradas semelhantes - cujo horizonte era da mesma cor da injustiça presente – e as põe a andar rumo a um futuro de igualdade entre homens e mulheres”, define outra militante feminista do Mato Grosso do Sul, a professora Lauriene Seraguza. Veja Fotos da 3ª Ação da MMM do Brasil: http://www.brasildefato.com. http://www.flickr.com/photos/marchamulheres/page4/ Mulheres apontam onde reside o machismo
01:10 AM, 20/3/2010
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Para reunir 2000 mulheres de todos os cantos do país para uma caminhada de 100 quilômetros, é porque alguma coisa está incomodando estas e outras brasileiras. Conforme as sulmatogrossenses que estão na marcha, o evento vem mostrar que o machismo existe e resiste em nossa sociedade, apesar das conquistas de direitos que as mulheres tiveram nos últimos anos. “O que nós mulheres temos que perceber é que não somos vítimas só de uma piada machista ali, de um marido agressivo aqui ou de um colega de trabalho que nos trata mal acolá. Esses comportamentos não são casos isolados, que afetam uma mulher de cada vez, são as demonstrações mais explícitas de uma cultura que oprime e diminui as mulheres como coletivo e em vários aspectos”, defende uma das militantes da Marcha Mundial das Mulheres no Mato Grosso do Sul, a estudante Flávia Denes. “Somos violentadas várias vezes ao longo de nossa vida porque estamos inseridas numa sociedade patriarcal, ou seja, uma sociedade que não valoriza o que a mulher faz, e ainda por cima não incentiva as mulheres a usarem todo seu potencial da forma que ela própria decidir. Muita coisa mudou nas últimas décadas, mas ainda somos educadas para sermos delicadas, sensíveis, boazinhas, bonitas dentro do padrão de estética que está na moda; invariavelmente temos que casar e ter filhos – ou se corre o risco de virar 'a solteirona'; temos que trabalhar e cuidar dos filhos e cuidar da casa como se fazer jornada tripla fosse fácil ou fosse normal porque somos mulheres; enfim, são muitas situações em que as mulheres ainda precisam se esforçar mais do que os homens para talvez ter uma valorização tal qual a deles”, analisa outra integrante da Marcha, a jornalista Stella Zanchett. O tema da caminhada da Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres é “Seguiremos em Marcha até que todas sejamos livres”. “Para que tenhamos liberdade de definitivamente sair dos bastidores da sociedade, que possamos ter liberdade de optar por abrir mão da função de delicadas e zelosas cuidadoras da família, dos filhos, da casa. Queremos liberdade e condições para assumir postos de tomada de decisão sobre os setores estratégicos para o Brasil e para a vida das mulheres brasileiras, como saúde, educação, agricultura e alimentação, entre outros”, defende a professora Gleice Jane Barbosa, que também compõe a MMM no Estado. E, se por um lado as mulheres querem ter mais incentivo e condições para alcançar ainda mais postos de poder e decisão, também querem que a sociedade como um todo valorize o papel de cuidador, que muitas vezes é relegado à mulher e que, por isso, é tão desvalorizado no Brasil – basta analisar não só a condição de submissão a que muitas donas de casa são submetidas, mas também o trabalhador de setores como limpeza, de saúde, de educação – profissões e funções ligadas direta ou indiretamente à sensibilidade e delicadeza , considerados “coisa de mulher”.
Durante a caminhada de Campinas a São Paulo, as mulheres entoaram muitos cantos e palavras de ordem para animar a marcha e passar a mensagem do movimento. Conheça alguns: “A nossa luta é todo dia, somos mulheres e não mercadoria. A nossa luta é por respeito, mulher não é só bunda e peito” “João, João, cozinha o seu feijão. José, José, cozinha se quiser. Zeca, Zeca, lava sua cueca. Raimundo, Raimundo, limpa esse chão imundo”. “Se cuida, se cuida, se cuida seu machista! A América Latina vai ser toda feminista!” “Mulher sai do fogão, vem fazer a revolução!”
Veja vídeos da 3ª Ação da MMM no Brasil: http://www.youtube.com/watch? http://www.youtube.com/watch? http://www.youtube.com/watch? http://www.youtube.com/watch? DECLARAÇÃO FINAL DA ASSEMBLEIA DA FRENTE NACIONAL PELO FIM DA CRIMINALIZAÇÃO DAS MULHERES E PELA LEGALIZAÇAO DO ABORTO.
11:35 AM, 10/12/2009
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Recrudesce no Brasil um processo de criminalização dos movimentos sociais, organizações e militantes. Isto para bloquear o avanço das lutas por direitos e transformação social. No caso da luta das mulheres não é diferente. Forças patriarcais tradicionais, constituídas pelas oligarquias, a ultra direita fascista e setores fundamentalistas das igrejas cristãs, nos últimos anos deslancharam um processo de perseguição e criminalização da luta das mulheres por autonomia e autodeterminação reprodutiva atingindo em primeiro lugar as mulheres que recorreram a prática do aborto e aqueles/as que as apóiam. Numa perversa aliança entre neoliberais e conservadores, vivemos uma conjuntura de cerceamento do direito ao debate democrático sobre a problemática do aborto, ao mesmo tempo em que cresce no Estado o poder e influência destas forças. Ocupam o parlamento, os espaços de controle social e avançam no controle da gestão da rede pública de educação e de saúde, e nesse caso, ameaçando os princípios do SUS com impacto negativo na qualidade do atendimento às mulheres. Dados de estudos e pesquisas sobre a mortalidade de mulheres comprovam que, pela magnitude da proporção de mulheres negras mortas nos serviços de saúde, configura-se num verdadeiro genocídio perpetrado pelo Estado brasileiro contra esta população. As forças patriarcais, religiosas ou não, atuam também na base dos partidos políticos e movimentos sociais, disputando ideologicamente o debate de projeto de sociedade junto à juventude e à ampla parcela cristã dos/as militantes e dirigentes. Por este estratagema tentam impor sua doutrina religiosa, visão de mundo e visão sobre as mulheres, a sexualidade e a reprodução humana. A adesão ao ideário conservador no campo da sexualidade e reprodução construiu as contradições que hoje enfrentamos nos partidos de esquerda e nos movimentos do campo democrático popular, que, construindo um projeto libertador, recuam em propostas libertárias quanto à autonomia das mulheres. Hoje no Brasil, parte dos algozes da inquisição com suas vestes e capuzes tem uma nova face: o paletó, o jaleco branco, a toga, que no legislativo, nos tribunais, serviços de saúde, delegacias se arvoram a prender, julgar, punir e condenar as mulheres que, em situação limites de sua vida, optaram pela prática do aborto como ultimo recurso diante de uma gravidez indesejada. Temos hoje uma das piores e mais reacionária legislatura no Congresso Nacional desde a ditadura, que ataca os movimentos sociais pela via das CPIs, entre elas a CPI do Aborto, ao mesmo tempo em que aprova a concordata entre o Brasil e o Vaticano, uma ameaça ao princípio da laicidade do Estado brasileiro. Nesta conjuntura, nós integrantes da Frente Nacional pelo Fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto reafirmamos: - nosso compromisso com a construção da Frente formada por movimentos sociais e setores democráticos brasileiros; - nosso compromisso com a defesa radical das mulheres e movimentos sociais engajados nas lutas sociais; - nosso compromisso de não abandonar e prestar solidariedade a todas as mulheres que precisaram recorrer ao aborto, - nosso compromisso com a construção de um Brasil justo e democrático. Convocamos todas as mulheres a mobilizarem sua inquietude, rebeldia e indignação na luta feminista em defesa das mulheres; Convocamos os setores democráticos a somarem-se em aliança contra a criminalização das mulheres e dos movimentos sociais; Não aceitamos qualquer proposta de plebiscito sobre o tema do aborto. Esta prática não pode ser transformada em questão plebiscitária. Esta é uma questão de foro íntimo de cada uma de nós mulheres. As mulheres devem ter garantida a sua capacidade moral e soberana de tomar decisões sobre suas vidas. Exigimos dos poderes da República a observância dos Tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário e observância das resoluções das Conferências de Políticas para Mulheres, cumprindo a revisão, coordenada pela SPM em 2005, da legislação que pune o aborto e avançando na sua legalização nos termos da proposta consensuada no âmbito da Comissão Tripartite formada pela sociedade civil, executivo e legislativo. Nenhuma mulher deve ser presa, punida, maltratada ou morrer pela prática do aborto. Pela autonomia e cidadania de todas as mulheres! Pelo fim da criminalização das mulheres! Pela legalização do aborto! São Paulo, 07 de Dezembro de 2009 Em apoio à greve dos bancários
11:23 AM, 6/10/2009
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Em apoio à greve dos bancários Relatoria Encontro MMM - MS: PRIMEIRO DIA
12:27 PM, 1/10/2009
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O Encontro Estadual da Marcha Mundial das Mulheres do Mato Grosso do Sul aconteceu entre os dias 5, 6 e 7 de setembro de 2009, na cidade de Dourados, na escola Clarice Bastos Rosa. No primeiro dia de atividades estiveram presentes 20 mulheres convidadas mais algumas meninas da comunidade, que estavam participando de atividades da escola e se integraram nos debates do encontro. Primeiro dia de atividades (05/09) Uma breve mística de abertura iniciou o evento com a reflexão de que sozinhas não conseguimos romper os grilhões que nos aprisionam. De mãos dadas e em círculo cantamos e nos apresentamos umas às outras. Estiveram presentes a teóloga Lilith (Dourados), as professoras indígenas Jacy e Abigail (Paranhos), as companheiras do MMC Odete e Ercília (ambas de Rio Brilhante), Cássia (Sintraf Nova Alvorada, Maracaju e Rio Brilhante), Grazieli (Aquidauana), a irmã Zandira representando o Movimento Popular de Mulheres de Dourados, Shirley acadêmica de Biologia (dourados) e as companheiras da MMM Graziele (Aquidauana), Gleice, Lauriene, Barbara, Flávia, Fabiana, Michele, Tatiane e Stella de Dourados.
A Marcha Mundial das Mulheres no MS A companheira Gleice explanou sobre a construção da MMM no Estado. A semente do organização é plantada em 2004 depois do Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes) em que as estudantes da UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul) participam do encontro das mulheres da UNE. Algumas das estudantes dão continuidade aos estudos e ações feministas. Em 2005, algumas companheiras participam do Fórum Social Mundial e de Porto Alegre trazem informações sobre a MMM. Assim começa a gestação do Comitê Estadual da MMM que se estabelece neste ano a partir deste Encontro Estadual. Em 2007 o Ministério Público Estadual iniciou investigação sobre a ficha médica de 10.000 mulheres indiciando 150 delas por crime de aborto, gerando polêmica junto à opinião público sobre o tema. As feministas do Estado saíram em defesa das mulheres acusadas e em camapanha pela descriminalização do aborto. As companheiras constatam que no Mato Grosso do Sul a cultura conservadora baseada no latifúndio e em crenças religiosas é a principal barreira na conquista de igualdade de gêneros. Como todo movimento social, constata-se que o movimento feminista é cíclico e que após as manifestações contra o MPE houve um descenso do grupo. A eleição do governador André Puccineli, representante da direita conservadora do Estado é analisado como um retrocesso para as conquistas na área dos direitos humanos (das mulheres, dos indígenas e dos quilombolas) no MS. Em Dourados, a eleição do prefeito Ari Artuzi também foi considerada uma perda para os movimentos sociais, em especial para as mulheres. (Atualmente a Coordenadoria da Mulher está submetida à pasta de Ação Social, sem autonomia e sem projeto; o Conselho da Mulher não recebe verbas para atividades. Por fim, a administração deturpou a finalidade da Casa Abrigo - de proteção às mulheres vítimas de violência - colocando adolescentes em situação de risco dentro da casa que era sigilosa. As mulheres se manifestaram diversas vezes contra a ação arbitrária da prefeitura e exigiram que o caso fosse solucionado até o mês de setembro. Até hoje a questão não foi resolvida e tanto a secretaria de Ação Social como a Coordenadoria da Mulher se negam a desocupar a Casa ou definir data de desocupação). Constata-se que tanto para o governo do Estado quanto para o governo no município de Dourados, as Políticas Públicas para as Mulheres não são prioridade. Contudo, é neste panorama de descaso da gestão Pública que vemos uma oportunidade de nos reorganizar, pois naturalmente as demandas das mulheres vão ganhando força diante da inação e descaso do Estado, o que nos impulsiona a ocupar os espaços públicos para dar visibilidade às nossas necessidades e à nossa luta por isonomia.
O que é Feminismo? A companheira Maria Fernanda veio de São Paulo representar a MMM e iniciou sua fala propondo uma discussão sobre a necessidade das mulheres se organizarem, expondo alguns questionamentos: O que é ser mulher na nossa sociedade? As mulheres são excluídas? Maria Fernanda começou explanando sobre os séculos de opressão a que a mulher está submetida, pela construção da lógica machista que nos cerca e que nos faz naturalizar comportamentos de opressão. “Quando a menina menstrua, o que se passa na cabeça do pai e da mãe?”, perguntou Fernanda. As mulheres do encontro ficam refletindo, enquanto uma menina de oito anos, aluna da escola, levanta a mão para pedir a palavra: “Ela vai engravidar”, responde a criança. Quando Fernanda perguntou “o que uma mulher tem que ser?”, essa mesma menina instantaneamente afirma: “Bonita”. Outra responde: “Ter as unhas pintadas”. Fernanda continuou: “E a mulher tem que estar bonita e ainda tem que limpar a casa, senão...” “Ela apanha”, respondeu prontamente outra menina. Nesse breve instante de interação com as crianças da comunidade já se percebe de que formas o machismo oprime a mulher: ensinando-as desde pequenas a entender a beleza como uma necessidade (fazendo desejar e competir pelo padrão comercial de beleza), impondo um papel social que a limita a ser um enfeite e um objeto no mundo dos homens, e, não bastasse essa castração psicológica, ainda se naturaliza a agressão física como forma de impor à mulher o papel “pouco nobre” do serviço doméstico. A violência simbólica e física às mulheres está incorporada na leitura de mundo dessas meninas. E de todas nós. Há uma falsa idéia de que as mulheres estão conquistando espaços no mercado de trabalho e que são valorizadas na mídia e na sociedade, quando na verdade se acentua a exploração da mulher enquanto mão-de-obra mais barata e mais dócil que os homens. O discurso sobre as “mulheres eficientes” que fazem jornada tripla (empregada-mãe-dona-de-casa) acrescenta responsabilidades às mulheres sem exigir igualdade de deveres aos homens. O discurso de que “as mulheres é que educam os filhos machistas” não leva em conta que as crianças passam mais tempo nas creches, escolas e na frente da TV do que com a mãe-minuto. De vítima, facilmente a mulher passa a ser ré numa ideologia machista costurada para culpabilizar aquelas e aqueles que não atingem o sucesso. As mulheres precisam se organizar para se conhecer e socializar conhecimentos; para reconhecer seus dilemas, seus problemas; para levantar suas demandas, suas causas; e para se fortalecer enquanto grupo na luta por direitos iguais. As mulheres são parte representativa da sociedade, mas ainda não tem poder. Na história as mulheres somente na organização, na formação de um grupo, é que pode se construir uma sociedade diferente e com igualdade. Este é o papel do feminismo: lutar por igualdade de gêneros. Não se busca uma supremacia das mulheres, apenas os mesmos direitos. Ser educada de forma igualitária; compartilhar as mesmas responsabilidades que os homens; ter o corpo e sua sexualidade respeitados – não como objeto a ser comercializado/utilizado, nem como alvo de repressão e castração. Esses são direitos das mulheres que os movimentos precisam dar visibilidade. Fernanda termina sua fala abordando a ação de 2010, como um momento-chave da organização das mulheres, pois ele representa o resultado da mobilização da Marcha no Brasil e certamente será uma oportunidade de provocar a opinião pública a discutir o machismo e ainda fomentar maior adesão à luta feminista.
Movimento de Mulheres no MS A companheira Celinha compartilhou do conhecimento que adquiriu em pesquisa referente ao seu mestrado sobre o Movimento Popular de Mulheres de Dourados. A mobilização das mulheres no Estado iniciou na década de 1980, juntamente com a efervescência dos demais movimentos populares, o movimento eclesial de base e as pastorais sociais. A organização começa em Três Lagoas, passando a Aquidauana e Dourados. As mulheres se organizaram a partir de demandas práticas: a necessidade de creches, saneamento básico, postos de saúde nos bairros. Articulam-se para denunciar o descaso e exigir seus direitos junto ao Poder Público. Na década de 1990, após a conquista de algumas demandas e acompanhando a recrudescência dos movimentos sociais, o Movimento de Mulheres perde mobilização. É a partir de denúncias de esterilização em massa durante o ano eleitoral (troca de cirurgia de laqueadura em troca de votos) que o movimento volta a ter visibilidade, exigindo que seja aberta uma CPI no Legislativo Estadual para averiguar denúncias. Em Dourados o movimento se mantem exigindo políticas públicas e uma das suas principais conquistas é o Hospital da Mulher de Dourados. Despejo Ñanderu Laranjeiras: o extermíndio é assim*
05:27 PM, 14/9/2009
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Por Lauriene Seraguza
O tempo está fechado. Do céu, ameaça cair água. Água que tanta falta faz nas panelas dos Guarani e Kaiowá que foram despejadas ontem, 11 de setembro de 2009 da área indígena Ñanderu Laranjeiras de Rio Brilhante, MS. Por ordem da justiça, os indígenas tiveram que se retirar até as 12h e 40 minutos deste dia. Mais uma vez foram expulsos de sua terra. Lá tinham casas, mata, rios, histórias. Em meio ao desespero das crianças, de idosos, de todos, uma liderança se levanta e afirma: “O nosso sangue também é vermelho. ” Será? Será leitor que o sangue dos indígenas é tão vermelho quanto o dos não indígenas? Porque se for, o que justifica tanta falta de respeito para com os outros? Pois sim, o problema não é o da cor do sangue, trata-se de um problema social e que não é recente. Tudo começou com a questionável teoria de que Cabral, junto com os demais portugueses, descobriram o Brasil. Por acaso, eles estavam a correr para as Índias em busca de especiarias, quando no meio do caminho tinha uma pepita. Valiosa, mui valiosa amigos. Desde então, o escrivão Pero Vaz de Caminha, já documentara a existência dos povos indígenas. Mas até hoje, muitos insistem na inexistência deles. Ou na crença de que eles não eram daqui. Os portugueses, salvo muitos da atualidade, invadiram o Brasil. Impuseram sua língua, sua religião, seus costumes, seus hábitos alimentares. E muitas de suas limitações para entender a lógica cultural dos outros. E há mais de 500 anos, os povos indígenas vem sendo execrados pela sociedade por lutarem para que sua cultura permaneça. Lutando pela garantia de sua identidade étnica; que o capitalismo persiste em massificar. Por acaso, o “dono”, (digo assim porque não consigo compreender, conceber a terra enquanto propriedade privada) da fazenda onde os índios Guarani e Kaiowá da Ñanderu Laranjeiras foram despejados é conhecido como Português. Sei que há muitos portugueses que não merecem essas palavras, mas não importa, não é a eles a quem me refiro. O Português conseguiu, por enquanto, que os índios fossem expulsos de suas terras. Os índios, sem ter para onde ir, foram para o lado de lá da porteira, onde a extinta floresta, é cortada por uma rodovia veloz. Montaram barracas de lona, simples e barata doada por alguém, que com certeza não resistiria à água que prometia os céus. Nem ao sol escaldante que precedia tal chuva. Foi embaixo desse sol escaldante, em que se prostravam crianças, idosos, homens e mulheres em posição de desespero e luta; juntos, unidos, que receberam a presença esperada da Polícia Federal. Em várias viaturas, vestidos de preto, os homens com armas, as mulheres com spray de pimenta, chegaram para o “diálogo”. As crianças Guarani e Kaiowá olhavam curiosas e intrigadas sem entender o motivo da presença dos policiais ali. Já os policiais, olhavam intrigados a se perguntar do porquê os índios davam as mãos, as mulheres batiam a taquara no chão, em roda, homens, mulheres, crianças, sorrindo, cantando. Rezando. O Português chegou. Os índios em coro pediam para que ele saísse. Ele não podia compartilhar tanta tristeza. Ele era o culpado. Quando as viaturas se foram, deixaram aos índios um prazo de cinco dias para retirarem as estruturas de suas casas e a permissão para que eles permanecessem em frente a fazenda. No limite da porteira até a beira da rodovia. Isso, para que pudessem recomeçar já que são de lugar nenhum e lá estão, em vigília constante. De mãos dadas puxaram um guaxiré, esperançosos por justiça, desamparados, abandonados. Mas não terão medo. E Não desistirão. Porque são o povo Guarani, o grande povo. A chuva chega no sol poente. Os Guarani e Kaiowá ficaram lá. Mais uma vez, a esperar. Maldito seja o latifúndio. Malditas sejam todas as cercas da propriedade privada. Demarcações Já!
1º Encontro da MMM - MS
12:30 PM, 8/9/2009
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Na avaliação geral, o encontro foi bem sucedido e deve render bons frutos. Contamos com 25 participantes de cinco municípios nos dois dias de debates. Encerramos as atividades participando do Grito dos Excluídos 2009. Em breve vamos disponibilizar uma relatoria resumida do encontro e a agenda definida para os próximos três meses de ação.
11:01 AM, 4/8/2009
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11:01 AM, 4/8/2009
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Reunião sexta, 19/06, às 15 horas
10:46 AM, 16/6/2009
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Caras Companheiras, PROPOSTA DE PROGRAMAÇÃO - EM DISCUSSÃO
11:07 AM, 15/6/2009
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ENCONTRO ESTADUAL DA MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES – MATO GROSSO DO SUL
10:22 AM, 15/6/2009
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SEGUIREMOS EM MARCHA ATÉ QUE TODAS SEJAMOS LIVRES
Saudações Feministas!
1. Histórico da Marcha Mundial das Mulheres
1. Histórico da Marcha Mundial das Mulheres
Estaremos nos dividindo em comissões para a organização. As interessadas devem manifestar interesse pelas devidas comissões: * Disponibilizaremos certificados para os participantes e organização.
OBS: Tudo, relacionado ao encontro se trata de sugestões, ainda está em discussão, aceitamos sugestões!! Sempre! Reunião do dia 7 de junho
11:54 AM, 12/6/2009
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Companheiras feministas! Dia 7 de junho rolou reunião da MMM Dourados, na qual chamamos a reunião estadual do dia 10. Apesar do atraso, colocamos aqui as fotografias das ativistas de Dourados.
Convite: reunião para organização do Encontro Estadual da Marcha
05:13 PM, 9/6/2009
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Convidamos as mulheres de todas as entidades e movimentos sociais para uma reunião a ser realizada dia 10/06 (quarta feira) as 8:30 no CEUD (reitoriada UFGD, João Rosa Góes, 1.761).
A reunião vai discutir a organização do Encontro Estadual da Marcha Mundial de Mulheres.
Pauta:
Lembramos que a MMM (Marcha Mundial de Mulheres) é um movimento organizado pelas mulheres dos movimentos sociais e entidades e por mulheres que queiram construi um mundo sem opressão.
Saudações Feministas
Reunião Extraordinária da Marcha Mundial das Mulheres - MS
05:07 PM, 5/6/2009
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Neste domingo (7) tem reunião extraordinária das mulheres que já integram a Marcha Mundial das Mulheres no Mato Grosso do Sul. Será em Dourados, cidade que está puxando a organização pro Encontro Estadual. Começa às 14h30 na casa da compa Stella, na Avenida Presidente Vargas, 2045, três quadras pra baixo do Supermercado Chama. Stella Arquivos para estudo
09:34 AM, 3/6/2009
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Companheira! Acesse aqui a página de documentos para estudo da MMM - MS. Já está postado lá o relatório do Seminário Nacional da MMM, com o seguinte conteúdo: 1. Resgate dos acúmulos da MMM: papel das ações internacionais, experiência brasileira 2. Apresentação da proposta Internacional de 2010 e campos de ação Oficina sobre acesso à Justiça e violência de gênero
09:34 AM, 3/6/2009
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A Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), por meio da Faculdade de Direito, realizará oficina sobre Acesso à Justiça e Violência de Gênero, com turmas nos dias 01, 08 e 15 de junho, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30.
*foto ilustrativa Oficina de comunicação alternativa/ reunião sábado
11:34 AM, 27/5/2009
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Mulheres! A Flavita deve ir a Campo Grande nesta sexta-feira e sábado participar de uma oficina de comunicação alternativa. Ela se candidatou para a vaga, mas se alguém tiver interesse, favor se manifestar urgentemente! E como a Flavia vai estar na capital, precisamos definir outro lugar para nossa reunião neste final de semana. vamos discutir isso através de e-mail, pode ser? beijocas feministas, Stella! Reunião da MMM Dourados
05:14 PM, 25/5/2009
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No próximo domingo, dia 31, a partir das 18 horas, na casa da Flávia. Aliás, a Flavia ainda tem que dizer onde é a casa dela, mas isso é detalhe, hehehe. Para as meninas da batucada da Marcha Mundial das Mulheres
04:49 PM, 25/5/2009
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Em fileiraBate lata Faz zuada Canta alto Seu clamor É começo Tem seu preço Alegria e muita dor Superar Engrandece Mas mãos dadas Tem que ter Se soltarmos Nos perdemos E aí? Como vai ser? Fabrícia Oliveira - PB
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Sobre Nós![]() A Marcha Mundial de Mulheres convoca todas as mulheres interessadas a lutar contra a violência à mulher, contra as guerras, contra a lógica perversa do capitalismo, por soberania alimentar para os povos e famílias de todo o mundo. Participe desse movimento conosco! Para saber mais e participar do nosso grupo entre em: http://groups.google.com.br/group/mmmdoms Home Perfil Arquivos Amigos Álbum de Fotos LinksUMAR - União de Mulheres Alternativa e RespostaCategoriasÚltimos PostsMais de 2000 mulheres marcham de Campinas a São PauloMulheres apontam onde reside o machismo DECLARAÇÃO FINAL DA ASSEMBLEIA DA FRENTE NACIONAL PELO FIM DA CRIMINALIZAÇÃO DAS MULHERES E PELA LEGALIZAÇAO DO ABORTO. Em apoio à greve dos bancários Relatoria Encontro MMM - MS: PRIMEIRO DIA Amigos |
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