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Marcha Mundial das Mulheres do MS

Mais de 2000 mulheres marcham de Campinas a São Paulo

01:17 AM, 20/3/2010 .. 1 comentários .. Link

Mais de 2000 mulheres marcham de Campinas a São Paulo.

Marcha Mundial das Mulheres do MS também denuncia as formas de machismo que resistem em nossa sociedade



Com muitas cores, canções, irreverência e inteligência, mais de 2000 mulheres brasileiras percorreram uma trajetória de 100 quilômetros entre a cidade de Campinas e São Paulo, com o objetivo de denunciar ao Brasil as formas pelas quais as mulheres ainda sofrem preconceitos e têm seus direitos ignorados.

Aproximadamente 50 mulheres do Mato Grosso do Sul também estão participando dessa jornada, que é parte da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres iniciada no último dia 8 de março e cujo encerramento se dá hoje, dia 18 de março.

As sul-matogrossenses estão tendo a oportunidade de conhecer mulheres de todo o Brasil e as formas que elas usam para driblar as dificuldades do dia-a-dia e conquistar o seu espaço na sociedade.

Além da troca de experiências e de apoio entre as mulheres, a Ação está sendo um espaço de formação, pois a programação diária prevê as caminhadas durante a manhã e, no período da tarde, acontecem palestras, debates, grupos de estudo e leitura. À noite, as mulheres estão mostrando um pouco de diversidade cultural do Brasil e as diferentes atividades feministas realizadas no país.

“Esse certamente é um evento histórico que mostra que lugar de mulher é nos espaços públicos, onde se constrói uma nova sociedade, mais justa, mais feliz. Essa marcha dá visibilidade a questões que são consideradas de foro íntimo – como a divisão do trabalho doméstico, a violência contra a mulher - mas que na verdade são construídas e mantidas por uma educação que delimita o que é o papel social da mulher e o que é ser mulher” , afirma a professora Gleice Jane Barbosa, uma das militantes da Marcha no Mato Grosso do Sul.

Superando limites pessoais, quebrando preconceitos sociais

Na caminhada, mulheres na terceira idade demonstram que a vitalidade e feminilidade não acabam com o fim da beleza padronizada na juventude. As mais novas mostram que a juventude brasileira não é apática e despolitizada como o senso comum supõe. As mulheres casadas testemunham a importância de os homens estarem dividindo igualmente os cuidados com os filhos e com a casa, o que as dá liberdade de passar 10 dias em militância pela causa de todas as mulheres.

Dessa forma, cada uma com a sua história de vida pessoal, contribui para quebrar esteriótipos e afirmar direitos e liberdades que as mulheres em coletividade ainda precisam conquistar. E quando todas essas trajetórias pessoais se cruzam para trilhar o mesmo caminho, essas mulheres e suas lutas cotidianas ganham força, ecoam e abrem avenidas por onde vão passar as próximas gerações de homens e mulheres.

“Isso é a Marcha Mundial das Mulheres: uma avenida que canaliza os passos dessas marchantes, unindo todas aquelas que caminhavam sozinhas por estradas semelhantes - cujo horizonte era da mesma cor da injustiça presente – e as põe a andar rumo a um futuro de igualdade entre homens e mulheres”, define outra militante feminista do Mato Grosso do Sul, a professora Lauriene Seraguza.

Veja Fotos da 3ª Ação da MMM do Brasil:

http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/veja-fotos-da-marcha-da-mulheres/view

http://www.flickr.com/photos/marchamulheres/page4/

 Acima, foto de algumas marchantes do Mato Grosso do Sul. Muito orgulho e felicidade por vocês, por nós,  teremos feito parte desse momento que vai entrar pra história do feminismo, das mulheres e da sociedade brasileira!

 


Mulheres apontam onde reside o machismo

01:10 AM, 20/3/2010 .. 0 comentários .. Link

Para reunir 2000 mulheres de todos os cantos do país para uma caminhada de 100 quilômetros, é porque alguma coisa está incomodando estas e outras brasileiras.

Conforme as sulmatogrossenses que estão na marcha, o evento vem mostrar que o machismo existe e resiste em nossa sociedade, apesar das conquistas de direitos que as mulheres tiveram nos últimos anos.

“O que nós mulheres temos que perceber é que não somos vítimas só de uma piada machista ali, de um marido agressivo aqui ou de um colega de trabalho que nos trata mal acolá. Esses comportamentos não são casos isolados, que afetam uma mulher de cada vez, são as demonstrações mais explícitas de uma cultura que oprime e diminui as mulheres como coletivo e em vários aspectos”, defende uma das militantes da Marcha Mundial das Mulheres no Mato Grosso do Sul, a estudante Flávia Denes.

“Somos violentadas várias vezes ao longo de nossa vida porque estamos inseridas numa sociedade patriarcal, ou seja, uma sociedade que não valoriza o que a mulher faz, e ainda por cima não incentiva as mulheres a usarem todo seu potencial da forma que ela própria decidir. Muita coisa mudou nas últimas décadas, mas ainda somos educadas para sermos delicadas, sensíveis, boazinhas, bonitas dentro do padrão de estética que está na moda; invariavelmente temos que casar e ter filhos – ou se corre o risco de virar 'a solteirona'; temos que trabalhar e cuidar dos filhos e cuidar da casa como se fazer jornada tripla fosse fácil ou fosse normal porque somos mulheres; enfim, são muitas situações em que as mulheres ainda precisam se esforçar mais do que os homens para talvez ter uma valorização tal qual a deles”, analisa outra integrante da Marcha, a jornalista Stella Zanchett.

O tema da caminhada da Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres é “Seguiremos em Marcha até que todas sejamos livres”. “Para que tenhamos liberdade de definitivamente sair dos bastidores da sociedade, que possamos ter liberdade de optar por abrir mão da função de delicadas e zelosas cuidadoras da família, dos filhos, da casa. Queremos liberdade e condições para assumir postos de tomada de decisão sobre os setores estratégicos para o Brasil e para a vida das mulheres brasileiras, como saúde, educação, agricultura e alimentação, entre outros”, defende a professora Gleice Jane Barbosa, que também compõe a MMM no Estado.

E, se por um lado as mulheres querem ter mais incentivo e condições para alcançar ainda mais postos de poder e decisão, também querem que a sociedade como um todo valorize o papel de cuidador, que muitas vezes é relegado à mulher e que, por isso, é tão desvalorizado no Brasil – basta analisar não só a condição de submissão a que muitas donas de casa são submetidas, mas também o trabalhador de setores como limpeza, de saúde, de educação – profissões e funções ligadas direta ou indiretamente à sensibilidade e delicadeza , considerados “coisa de mulher”.


Durante a caminhada de Campinas a São Paulo, as mulheres entoaram muitos cantos e palavras de ordem para animar a marcha e passar a mensagem do movimento. Conheça alguns:

“A nossa luta é todo dia, somos mulheres e não mercadoria. A nossa luta é por respeito, mulher não é só bunda e peito”

“João, João, cozinha o seu feijão. José, José, cozinha se quiser. Zeca, Zeca, lava sua cueca. Raimundo, Raimundo, limpa esse chão imundo”.

“Se cuida, se cuida, se cuida seu machista! A América Latina vai ser toda feminista!”

“Mulher sai do fogão, vem fazer a revolução!”


Veja vídeos da 3ª Ação da MMM no Brasil:

http://www.youtube.com/watch?v=hI1V5SW0ws8

http://www.youtube.com/watch?v=pankU18rNZ0

http://www.youtube.com/watch?v=Tf0HE0ucHj0&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=82v2g9LxVk0&feature=channel

http://www.youtube.com/watch?v=xnPDMyvfAPk&feature=channel



DECLARAÇÃO FINAL DA ASSEMBLEIA DA FRENTE NACIONAL PELO FIM DA CRIMINALIZAÇÃO DAS MULHERES E PELA LEGALIZAÇAO DO ABORTO.

11:35 AM, 10/12/2009 .. 0 comentários .. Link
 
Recrudesce no Brasil um processo de criminalização dos movimentos sociais, organizações e militantes. Isto para bloquear o avanço das lutas por direitos e transformação social. No caso da luta das mulheres não é diferente.
 
Forças patriarcais tradicionais, constituídas pelas oligarquias, a ultra direita fascista e setores fundamentalistas das igrejas cristãs, nos últimos anos deslancharam um processo de perseguição e criminalização da luta das mulheres por autonomia e autodeterminação reprodutiva atingindo em primeiro lugar as mulheres que recorreram a prática do aborto e aqueles/as que as apóiam.
 
Numa perversa aliança entre neoliberais e conservadores, vivemos uma conjuntura de cerceamento do direito ao debate democrático sobre a problemática do aborto, ao mesmo tempo em que cresce no Estado o poder e influência destas forças. Ocupam o parlamento, os espaços de controle social e avançam no controle da gestão da rede pública de educação e de saúde, e nesse caso, ameaçando os princípios do SUS com impacto negativo na qualidade do atendimento às mulheres. Dados de estudos e pesquisas sobre a mortalidade de mulheres comprovam que, pela magnitude da proporção de mulheres negras mortas nos serviços de saúde, configura-se num verdadeiro genocídio perpetrado pelo Estado brasileiro contra esta população.
 
As forças patriarcais, religiosas ou não, atuam também na base dos partidos políticos e movimentos sociais, disputando ideologicamente o debate de projeto de sociedade junto à juventude e à ampla parcela cristã dos/as militantes e dirigentes. Por este estratagema tentam impor sua doutrina religiosa, visão de mundo e visão sobre as mulheres, a sexualidade e a reprodução humana.
 
A adesão ao ideário conservador no campo da sexualidade e reprodução construiu as contradições que hoje enfrentamos nos partidos de esquerda e nos movimentos do campo democrático popular, que, construindo um projeto libertador, recuam em propostas libertárias quanto à autonomia das mulheres.
 
Hoje no Brasil, parte dos algozes da inquisição com suas vestes e capuzes tem uma nova face: o paletó, o jaleco branco, a toga, que no legislativo, nos tribunais, serviços de saúde, delegacias se arvoram a prender, julgar, punir e condenar as mulheres que, em situação limites de sua vida, optaram pela prática do aborto como ultimo recurso diante de uma gravidez indesejada.
 
Temos hoje uma das piores e mais reacionária legislatura no Congresso Nacional desde a ditadura, que ataca os movimentos sociais pela via das CPIs, entre elas a CPI do Aborto, ao mesmo tempo em que aprova a concordata entre o Brasil e o Vaticano, uma ameaça ao princípio da laicidade do Estado brasileiro.
 
Nesta conjuntura, nós integrantes da Frente Nacional pelo Fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto reafirmamos:
 
- nosso compromisso com a construção da Frente formada por movimentos sociais e setores democráticos brasileiros;
 
- nosso compromisso com a defesa radical das mulheres e movimentos sociais engajados nas lutas sociais;
 
- nosso compromisso de não abandonar e prestar solidariedade a todas as mulheres que precisaram recorrer ao aborto,
 
- nosso compromisso com a construção de um Brasil justo e democrático.
 
Convocamos todas as mulheres a mobilizarem sua inquietude, rebeldia e indignação na luta feminista em defesa das mulheres;
 
Convocamos os setores democráticos a somarem-se em aliança contra a criminalização das mulheres e dos movimentos sociais;
 
Não aceitamos qualquer proposta de plebiscito sobre o tema do aborto. Esta prática não pode ser transformada em questão plebiscitária. Esta é uma questão de foro íntimo de cada uma de nós mulheres. As mulheres devem ter garantida a sua capacidade moral e soberana de tomar decisões sobre suas vidas.
 
Exigimos dos poderes da República a observância dos Tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário e observância das resoluções das Conferências de Políticas para Mulheres, cumprindo a revisão, coordenada pela SPM em 2005, da legislação que pune o aborto e avançando na sua legalização nos termos da proposta consensuada no âmbito da Comissão Tripartite formada pela sociedade civil, executivo e legislativo.
 
Nenhuma mulher deve ser presa, punida, maltratada ou morrer pela prática do aborto.
 
Pela autonomia e cidadania de todas as mulheres! Pelo fim da criminalização das mulheres!
 
Pela legalização do aborto!
 
 
 
São Paulo, 07 de Dezembro de 2009


Em apoio à greve dos bancários

11:23 AM, 6/10/2009 .. 0 comentários .. Link

Em apoio à greve dos bancários
 
 
Nós mulheres da Marcha Mundial das Mulheres no Mato Grosso do Sul, apoiamos incondicionalmente o Movimento Grevista deflagrado pel@s trabalhadores e trabalhadoras em bancos de todo país: a Greve dos Bancários e conclamamos @s demais trabalhador@s a se posicionarem ao lado d@s bancári@s nesta greve.
O sistema financeiro mundial é extremamente excludente e opressor para @s trabalhadores e trabalhadoras. Enquanto pessoas físicas e jurídicas com grande capital conseguem financiamentos privilegiados, são aplicados juros abusivos nos empréstimos para a classe trabalhadora, quando esta tem acesso ao crédito.
Além disso, nas últimas décadas o sistema bancário vem substituindo sistematicamente @s seres humanas por máquinas. Cada vez mais transformam nós, clientes, em “funcionári@s” do banco, pois somos nós que operamos as máquinas de auto-atendimento e ainda pagamos diversas taxas de serviços por isso.
Os bancos foi o setor que mais teve lucro no nosso país nos últimos 20 anos, mas é um dos setores que mais gera desemprego. Se  tornou muito vantajoso comprar máquinas e colocar seus clientes para trabalhar, e por isso demitiram mais de 500 mil bancári@s desde o final da década 1980 até hoje.
A substituição dos homens e mulheres pela máquina também acentuou a exploração das mulheres no sistema bancário. As trabalhadoras bancárias são obrigadas a aceitar salários mais baixos e a cumprir jornadas de trabalho exaustivas - compatíveis com o planejamento de acumulação de capital da instituição financeira, mas incompatíveis com as condições física e humanas das trabalhadoras, que se submetem em razão da necessidade de emprego e de sustento de suas famílias.
Os problemas de saúde vinculados às chamadas doenças de ocupação como LER e tendinite são alguns exemplos de males que acometem os trabalhadores e as trabalhadoras desse setor, tornando-se um estigma, incompreendid@s por essas instituições que não se preocupam com as pessoas e sim com cifras. Para nós, e concordando com Chaplin, "mais do que máquinas, precisamos de humanidade".
Tod@ trabalhad@r deve ser tratado como ser human@ que precisa ser respeitad@, valorizad@ e precisam de condições de trabalhos que lhe garantam saúde e estabilidade. Garantir as condições de trabalhos reivindicadas pelo movimentos grevista é condição mínima de segurança no trabalho.
Não admitimos que banqueiros submetam trabalhador@s a condições precárias de trabalho, visando o lucro em primeiro lugar.



Relatoria Encontro MMM - MS: PRIMEIRO DIA

12:27 PM, 1/10/2009 .. 1 comentários .. Link

O Encontro Estadual da Marcha Mundial das Mulheres do Mato Grosso do Sul aconteceu entre os dias 5, 6 e 7 de setembro de 2009, na cidade de Dourados, na escola Clarice Bastos Rosa.

No primeiro dia de atividades estiveram presentes 20 mulheres convidadas mais algumas meninas da comunidade, que estavam participando de atividades da escola e se integraram nos debates do encontro.

Primeiro dia de atividades (05/09)

Uma breve mística de abertura iniciou o evento com a reflexão de que sozinhas não conseguimos romper os grilhões que nos aprisionam. De mãos dadas e em círculo cantamos e nos apresentamos umas às outras. Estiveram presentes a teóloga Lilith (Dourados), as professoras indígenas Jacy e Abigail (Paranhos), as companheiras do MMC Odete e Ercília (ambas de Rio Brilhante), Cássia (Sintraf Nova Alvorada, Maracaju e Rio Brilhante), Grazieli (Aquidauana), a irmã Zandira representando o Movimento Popular de Mulheres de Dourados, Shirley acadêmica de Biologia (dourados) e as companheiras da MMM Graziele (Aquidauana), Gleice, Lauriene, Barbara, Flávia, Fabiana, Michele, Tatiane e Stella de Dourados.


A Marcha Mundial das Mulheres no MS

A companheira Gleice explanou sobre a construção da MMM no Estado. A semente do organização é plantada em 2004 depois do Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes) em que as estudantes da UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul) participam do encontro das mulheres da UNE. Algumas das estudantes dão continuidade aos estudos e ações feministas. Em 2005, algumas companheiras participam do Fórum Social Mundial e de Porto Alegre trazem informações sobre a MMM. Assim começa a gestação do Comitê Estadual da MMM que se estabelece neste ano a partir deste Encontro Estadual.

Em 2007 o Ministério Público Estadual iniciou investigação sobre a ficha médica de 10.000 mulheres indiciando 150 delas por crime de aborto, gerando polêmica junto à opinião público sobre o tema. As feministas do Estado saíram em defesa das mulheres acusadas e em camapanha pela descriminalização do aborto. As companheiras constatam que no Mato Grosso do Sul a cultura conservadora baseada no latifúndio e em crenças religiosas é a principal barreira na conquista de igualdade de gêneros.

Como todo movimento social, constata-se que o movimento feminista é cíclico e que após as manifestações contra o MPE houve um descenso do grupo. A eleição do governador André Puccineli, representante da direita conservadora do Estado é analisado como um retrocesso para as conquistas na área dos direitos humanos (das mulheres, dos indígenas e dos quilombolas) no MS. Em Dourados, a eleição do prefeito Ari Artuzi também foi considerada uma perda para os movimentos sociais, em especial para as mulheres. (Atualmente a Coordenadoria da Mulher está submetida à pasta de Ação Social, sem autonomia e sem projeto; o Conselho da Mulher não recebe verbas para atividades. Por fim, a administração deturpou a finalidade da Casa Abrigo - de proteção às mulheres vítimas de violência - colocando adolescentes em situação de risco dentro da casa que era sigilosa. As mulheres se manifestaram diversas vezes contra a ação arbitrária da prefeitura e exigiram que o caso fosse solucionado até o mês de setembro. Até hoje a questão não foi resolvida e tanto a secretaria de Ação Social como a Coordenadoria da Mulher se negam a desocupar a Casa ou definir data de desocupação).

Constata-se que tanto para o governo do Estado quanto para o governo no município de Dourados, as Políticas Públicas para as Mulheres não são prioridade. Contudo, é neste panorama de descaso da gestão Pública que vemos uma oportunidade de nos reorganizar, pois naturalmente as demandas das mulheres vão ganhando força diante da inação e descaso do Estado, o que nos impulsiona a ocupar os espaços públicos para dar visibilidade às nossas necessidades e à nossa luta por isonomia.


Foto tirada no intervalo, momento de descontração e com um lanche delicioso feito pela Sandra e pela Celma, que trabalham na cantina da escola Clarice Bastos Rosa.

O que é Feminismo?

A companheira Maria Fernanda veio de São Paulo representar a MMM e iniciou sua fala propondo uma discussão sobre a necessidade das mulheres se organizarem, expondo alguns questionamentos: O que é ser mulher na nossa sociedade? As mulheres são excluídas?

Maria Fernanda começou explanando sobre os séculos de opressão a que a mulher está submetida, pela construção da lógica machista que nos cerca e que nos faz naturalizar comportamentos de opressão.

“Quando a menina menstrua, o que se passa na cabeça do pai e da mãe?”, perguntou Fernanda.

As mulheres do encontro ficam refletindo, enquanto uma menina de oito anos, aluna da escola, levanta a mão para pedir a palavra: “Ela vai engravidar”, responde a criança.

Quando Fernanda perguntou “o que uma mulher tem que ser?”, essa mesma menina instantaneamente afirma: “Bonita”. Outra responde: “Ter as unhas pintadas”.

Fernanda continuou: “E a mulher tem que estar bonita e ainda tem que limpar a casa, senão...”

“Ela apanha”, respondeu prontamente outra menina.

Nesse breve instante de interação com as crianças da comunidade já se percebe de que formas o machismo oprime a mulher: ensinando-as desde pequenas a entender a beleza como uma necessidade (fazendo desejar e competir pelo padrão comercial de beleza), impondo um papel social que a limita a ser um enfeite e um objeto no mundo dos homens, e, não bastasse essa castração psicológica, ainda se naturaliza a agressão física como forma de impor à mulher o papel “pouco nobre” do serviço doméstico. A violência simbólica e física às mulheres está incorporada na leitura de mundo dessas meninas. E de todas nós.

Há uma falsa idéia de que as mulheres estão conquistando espaços no mercado de trabalho e que são valorizadas na mídia e na sociedade, quando na verdade se acentua a exploração da mulher enquanto mão-de-obra mais barata e mais dócil que os homens. O discurso sobre as “mulheres eficientes” que fazem jornada tripla (empregada-mãe-dona-de-casa) acrescenta responsabilidades às mulheres sem exigir igualdade de deveres aos homens. O discurso de que “as mulheres é que educam os filhos machistas” não leva em conta que as crianças passam mais tempo nas creches, escolas e na frente da TV do que com a mãe-minuto. De vítima, facilmente a mulher passa a ser ré numa ideologia machista costurada para culpabilizar aquelas e aqueles que não atingem o sucesso.

As mulheres precisam se organizar para se conhecer e socializar conhecimentos; para reconhecer seus dilemas, seus problemas; para levantar suas demandas, suas causas; e para se fortalecer enquanto grupo na luta por direitos iguais. As mulheres são parte representativa da sociedade, mas ainda não tem poder. Na história as mulheres somente na organização, na formação de um grupo, é que pode se construir uma sociedade diferente e com igualdade.

Este é o papel do feminismo: lutar por igualdade de gêneros. Não se busca uma supremacia das mulheres, apenas os mesmos direitos. Ser educada de forma igualitária; compartilhar as mesmas responsabilidades que os homens; ter o corpo e sua sexualidade respeitados – não como objeto a ser comercializado/utilizado, nem como alvo de repressão e castração. Esses são direitos das mulheres que os movimentos precisam dar visibilidade.

Fernanda termina sua fala abordando a ação de 2010, como um momento-chave da organização das mulheres, pois ele representa o resultado da mobilização da Marcha no Brasil e certamente será uma oportunidade de provocar a opinião pública a discutir o machismo e ainda fomentar maior adesão à luta feminista.


Movimento de Mulheres no MS

A companheira Celinha compartilhou do conhecimento que adquiriu em pesquisa referente ao seu mestrado sobre o Movimento Popular de Mulheres de Dourados. A mobilização das mulheres no Estado iniciou na década de 1980, juntamente com a efervescência dos demais movimentos populares, o movimento eclesial de base e as pastorais sociais. A organização começa em Três Lagoas, passando a Aquidauana e Dourados. As mulheres se organizaram a partir de demandas práticas: a necessidade de creches, saneamento básico, postos de saúde nos bairros. Articulam-se para denunciar o descaso e exigir seus direitos junto ao Poder Público. Na década de 1990, após a conquista de algumas demandas e acompanhando a recrudescência dos movimentos sociais, o Movimento de Mulheres perde mobilização. É a partir de denúncias de esterilização em massa durante o ano eleitoral (troca de cirurgia de laqueadura em troca de votos) que o movimento volta a ter visibilidade, exigindo que seja aberta uma CPI no Legislativo Estadual para averiguar denúncias. Em Dourados o movimento se mantem exigindo políticas públicas e uma das suas principais conquistas é o Hospital da Mulher de Dourados.



Despejo Ñanderu Laranjeiras: o extermíndio é assim*

05:27 PM, 14/9/2009 .. 0 comentários .. Link
 

Por Lauriene Seraguza

 

O tempo está fechado. Do céu, ameaça cair água. Água que tanta falta faz nas panelas dos Guarani e Kaiowá que foram despejadas ontem, 11 de setembro de 2009 da área indígena Ñanderu Laranjeiras de Rio Brilhante, MS.

Por ordem da justiça, os indígenas tiveram que se retirar até as 12h e 40 minutos deste dia. Mais uma vez foram expulsos de sua terra. Lá tinham casas, mata, rios, histórias. Em meio ao desespero das crianças, de idosos, de todos, uma liderança se levanta e afirma: “O nosso sangue também é vermelho. ” Será? Será leitor que o sangue dos indígenas é tão vermelho quanto o dos não indígenas?

Porque se for, o que justifica tanta falta de respeito para com os outros? Pois sim, o problema não é o da cor do sangue, trata-se de um problema social e que não é recente.

Tudo começou com a questionável teoria de que Cabral, junto com os demais portugueses, descobriram o Brasil. Por acaso, eles estavam a correr para as Índias em busca de especiarias, quando no meio do caminho tinha uma pepita. Valiosa, mui valiosa amigos. Desde então, o escrivão Pero Vaz de Caminha, já documentara a existência dos povos indígenas.

Mas até hoje, muitos insistem na inexistência deles. Ou na crença de que eles não eram daqui.

Os portugueses, salvo muitos da atualidade, invadiram o Brasil. Impuseram sua língua, sua religião, seus costumes, seus hábitos alimentares. E muitas de suas limitações para entender a lógica cultural dos outros.

E há mais de 500 anos, os povos indígenas vem sendo execrados pela sociedade por lutarem para que sua cultura permaneça. Lutando pela garantia de sua identidade étnica; que o capitalismo persiste em massificar.

Por acaso, o “dono”, (digo assim porque não consigo compreender, conceber a terra enquanto propriedade privada) da fazenda onde os índios Guarani e Kaiowá da Ñanderu Laranjeiras foram despejados é conhecido como Português. Sei que há muitos portugueses que não merecem essas palavras, mas não importa, não é a eles a quem me refiro.

O Português conseguiu, por enquanto, que os índios fossem expulsos de suas terras. Os índios, sem ter para onde ir, foram para o lado de lá da porteira, onde a extinta floresta, é cortada por uma rodovia veloz. Montaram barracas de lona, simples e barata doada por alguém, que com certeza não resistiria à água que prometia os céus. Nem ao sol escaldante que precedia tal chuva.

Foi embaixo desse sol escaldante, em que se prostravam crianças, idosos, homens e mulheres em posição de desespero e luta; juntos, unidos, que receberam a presença esperada da Polícia Federal. Em várias viaturas, vestidos de preto, os homens com armas, as mulheres com spray de pimenta, chegaram para o “diálogo”. As crianças Guarani e Kaiowá olhavam curiosas e intrigadas sem entender o motivo da presença dos policiais ali. Já os policiais, olhavam intrigados a se perguntar do porquê os índios davam as mãos, as mulheres batiam a taquara no chão, em roda, homens, mulheres, crianças, sorrindo, cantando. Rezando.

O Português chegou. Os índios em coro pediam para que ele saísse. Ele não podia compartilhar tanta tristeza. Ele era o culpado.

Quando as viaturas se foram, deixaram aos índios um prazo de cinco dias para retirarem as estruturas de suas casas e a permissão para que eles permanecessem em frente a fazenda. No limite da porteira até a beira da rodovia. Isso, para que pudessem recomeçar já que são de lugar nenhum e lá estão, em vigília constante. De mãos dadas puxaram um guaxiré, esperançosos por justiça, desamparados, abandonados. Mas não terão medo. E Não desistirão. Porque são o povo Guarani, o grande povo.

A chuva chega no sol poente. Os Guarani e Kaiowá ficaram lá. Mais uma vez, a esperar. Maldito seja o latifúndio. Malditas sejam todas as cercas da propriedade privada. Demarcações Já!



1º Encontro da MMM - MS

12:30 PM, 8/9/2009 .. 0 comentários .. Link

Na avaliação geral, o encontro foi bem sucedido e deve render bons frutos. Contamos com 25 participantes de cinco municípios nos dois dias de debates. Encerramos as atividades participando do Grito dos Excluídos 2009. Em breve vamos disponibilizar uma relatoria resumida do encontro e a agenda definida para os próximos três meses de ação.



11:01 AM, 4/8/2009 .. 0 comentários .. Link


11:01 AM, 4/8/2009 .. 0 comentários .. Link


Reunião sexta, 19/06, às 15 horas

10:46 AM, 16/6/2009 .. 0 comentários .. Link

Caras Companheiras,
Nesta sexta-feira, 19.06.2009, as 15 horas, estará ocorrendo uma reunião para a construção do encontro, definição de pauta e definição de comissões para a realização do evento.
O local será na casa da companheira Stella, localizada a Avenida Presidente Vargas, 2045, três quadras pra baixo do Supermercado Chama.
É muito importante que TODAS estejam presentes e que façam a leitura do texto convite para o Encontro e pré programação e que venham com propostas.
 
Contamos com a presença de todas!
Não se calem. Não aceitem. Questionem.
 
 
A Luta Continua!
 
 
Beijão a todas,
 
 
Lauriene



PROPOSTA DE PROGRAMAÇÃO - EM DISCUSSÃO

11:07 AM, 15/6/2009 .. 0 comentários .. Link
23/07- Quinta 24/07 - sexta 25/ 07 sábado 26/07 domingo
Café da manhã: 6:30 – 8h
Credenciamento: A partir das 8h
Apresentação da MMM e do Comitê MS - 8:30h
Apresentação dos grupos presentes e divisão em grupos de trabalho por cores e nomes: 9:30 – 10:30h
O que é Feminismo? - Palestra?? – 10:30h
Almoço: 11:30h

Tema: Paz e desmilitarizações – causas regionais

Café da manhã: 6:00 até 7:30

Concentração no pátio e
distribuição de material: 07:30

Partida da marcha: 8h – PERCURSO??? –
Até a praça – intervenção feminista

Almoço: 11:30

Café da manha até as 8h
Leitura até as 8:30
Tema: mercantilização do Corpo e da vida das mulheres. Divisão em grupos para leitura: 9h
10h reunião no grande grupo
Almoço
  VESPERTINO:
Tema: Bens Comuns – Soberania Alimentar, energética, democratizar a terra,políticas urbanas, desenvolvimento sustentável, democratizar educação, cultura, lazer, contra a violência sexista e por autonomia e autodeterminação
Divisão em grupos para leitura: 13:30h
Reunião no grande grupo para discussão: 15h
Jantar:
Tema:
Autonomia Econômica
Os grupos se encontram, se reúnem, (com mulheres orientado a atividade) para leitura dos textos - 13:30h
Reunião no grande grupo para discussão de textos: 15:00h
Jantar: Até 20:00h

PLENÁRIA FINAL


1.Delinear agenda estadual de luta e formação 2009/2010

2. Definição do número de mulheres que vão pra Marcha Mundial 2010.

3. Definição de meta de arrecadação de recursos para a Marcha Mundial.

4. Definição das formas de arrecadação e divisão de tarefas para custear a Marcha Mundial.

5. Indicação de companheiras para comissões de organização da Marcha Mundial.

1. Recepção dos grupos de mulheres e orientação de alojamento.
2. Alimentação
Oficina de Batucada Feminista e confecção de materiais para a marcha de sábado – a partir das 19h

Sarau Lilás

Feira de trocas

 


ENCONTRO ESTADUAL DA MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES – MATO GROSSO DO SUL

10:22 AM, 15/6/2009 .. 0 comentários .. Link

SEGUIREMOS EM MARCHA ATÉ QUE TODAS SEJAMOS LIVRES

 

Saudações Feministas!


Convidamos você, mulher, a participar da construção do Encontro Estadual da Marcha Mundial das Mulheres – Mato Grosso do Sul. Nosso objetivo é consolidar uma rede de movimentos e grupos que lutem pelos direitos da mulher do MS. Lutamos pelo respeito aos direitos humanos, pela paz e não-violência, pelo direito à alimentação adequada, pelo acesso à educação, pelo acesso à saúde e o direito de auto-determinação sobre o próprio corpo, contra a mercantilização do corpo da mulher, contra a ideologia do patriarcado e as demais ferramentas opressoras que compõem o capitalismo.

 
Esta carta contém informações e sugestões para que possamos começar a construção dessa rede de luta feminista no Estado. Está dividida em:

1. Histórico da Marcha Mundial das Mulheres
2. Seguiremos em Marcha até que todas sejamos livres!
3. O Encontro Estadual da MMM - Mato Grosso do Sul
4. Realidade da Mulher do MS
5. Proposta inicial de programação do encontro

 

1. Histórico da Marcha Mundial das Mulheres
Em junho de 1995, 850 mulheres marcharam 200 quilômetros contra a pobreza pelo interior do Quebec, no Canadá, chegando a Montreal onde foram recepcionadas por 15 mil pessoas. “Pão e rosas” elas pediam, simbolicamente. A principal conquista desta manifestação foi o aumento real do salário mínimo, em uma economia de preços estáveis e pressionada pelo mercado comum com os Estados Unidos, mais direitos para as mulheres imigrantes e apoio à economia solidária. A iniciativa do movimento de mulheres do Quebec inspirou mulheres do mundo todo a se unirem na Marcha Mundial das Mulheres 2000.
A Marcha Mundial das Mulheres é uma ação do movimento feminista internacional de luta contra a pobreza e a violência sexista. Sua primeira etapa foi uma campanha entre 8 de março e 17 de outubro de 2000. Aderiram à Marcha 6000 grupos de 159 países e territórios. As manifestações de encerramento desta primeira fase da Marcha no dia 17 de outubro de 2000 mobilizaram milhares de mulheres em todo o mundo, nesta ocasião foi entregue a ONU um abaixo assinado com cerca de 5 milhões de assinaturas em apoio às reivindicações da Marcha.
A mobilização de mulheres gerada pela Marcha não parou por aí. Os contatos feitos entre variados grupos de diferentes países criou uma rede feminista que pretende se preservar, para assim fortalecer a luta das mulheres.
No Brasil, a Marcha Mundial das Mulheres juntou setores como o movimento autônomo de mulheres, movimento popular e sindical, rural e urbano; ampliou o debate econômico entre as mulheres e as trouxe para as ruas. Construímos uma plataforma nacional, a "Carta das Mulheres Brasileiras" que exige terra, trabalho, direitos sociais, auto-determinação das mulheres e soberania do país.
O combate à pobreza e à violência feita as mulheres continua a ser o eixo de nossa intervenção, sempre com uma forte ação feminista e anti-capitalista na luta pela igualdade, justiça, distribuição de renda, recursos e poder.


2. Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!
Em 2010, marcharemos de Campinas a São Paulo, por dez dias, chamando a atenção do Brasil para as nossas pautas. O sucesso da ação de 2010 dependerá da organização previa nos estados. Os dias de marcha serão apenas a conclusão de um processo anterior que contará com a realização de seminários, oficinas e encontros estaduais. Dessa forma as participantes desse Seminário têm grande responsabilidade em articular e organizar a presença de seu estado na mobilização.
Em nível de Estado, temos como objetivo levar as mulheres do Mato Grosso do Sul para a marcha mundial, marcando nossa solidariedade à luta das mulheres de todo o mundo.
Reconhecemos a necessidade de oferecer um espaço de formação para o maior número de companheiras, para que possamos estar cada vez mais capacitadas e organizadas para o debate e para a disputa dos nossos direitos em nosso Estado, no Brasil e no mundo. Para tanto estamos articulando o Encontro Estadual da Marcha MS.


3. O Encontro Estadual da Marcha MS
Em Mato Grosso do Sul, especificamente em Dourados, temos a Marcha organizada desde 2005. Mantemos reuniões semanais e participação ativa junto aos demais movimentos. Este grupo está puxando a realização do Encontro Estadual, mas contamos com as demais companheiras para a construção do evento e do movimento feminista no Estado.
O Encontro Estadual da Marcha MS, com o tema “Seguiremos em Marcha até todas sejamos livres” acontecerá nos dias 24, 25 e 26 de julho de 2009, no município de Dourados.

Estaremos nos dividindo em comissões para a organização. As interessadas devem manifestar interesse pelas devidas comissões:
a - Alimentação: cozinheira, organizar cardápio e conseguir a alimentação com possíveis doadores
b- Alojamento: conseguir local com dormitórios, banheiros, espaço para atividades
c- Financiamento: identificar e entrar em contato com possíveis financiadores
d- Estrutura: material, cópias, som, data show, DVD, TV, transporte, luz, segurança, chuveiros.
e - Atividades Culturais, incluindo as místicas e recreação para crianças.
f- Credenciamento e Certificados
g- Organização das atividades
h - Comunicação e articulação com os movimentos

* Disponibilizaremos certificados para os participantes e organização.


4. Realidade da mulher do MS
Relembramos a importância de contribuirmos para a organização das mulheres no estado, visto o abuso e o desrespeito aos direitos da mulher, que passam em branco, velados no cotidiano da sociedade capitalista, alicerçada nas opressões.
No que se refere à violência, as mulheres do campo vivem a realidade de tensão e disputa devido à demarcação de terras indígenas e quilombolas, além do suporte financeiro e ideológico do governo e das mídias ao agronegócio monocultor, colocando em risco a soberania alimentar dos trabalhadores e trabalhadoras do Estado.
Lembramos também que o MS foi o Estado a indiciar dez mil mulheres pelo crime de aborto, sendo este tema abordado de forma superficial e preconceituosa, sem possibilidade de reflexão, debate e tomada de decisão por nós, mulheres, protagonistas dessa realidade.
Ainda enfrentamos altos índices de exploração sexual infantil no campo e nas cidades, e outras centenas de crianças do Estado são obrigadas a trabalhar ou esmolar para contribuir com o sustento da família – o que, em grande parte, se deve ao modelo econômico do agronegócio exportador alicerçado pelas grandes empresas multi e transnacionais, que forçam cada vez mais a flexibilização dos direitos trabalhistas e aumentam a exploração do trabalhador, diminuindo o poder aquisitivo das famílias. Essa realidade recai sobre as mulheres, que são líderes de mais de 50% das famílias brasileiras e que, em sua maioria, recebem menos que os homens, são mais prejudicadas no trabalho braçal (como o corte de cana na nossa região) e se vêm obrigadas a dar o sustento dos filhos .
Também precisamos nos articular na luta pela defesa das políticas públicas para as mulheres. No caso de Dourados, percebemos que a coordenadoria da mulher, o centro de atendimento a mulher em situação de violência são equipamentos sociais que foram conquistas das mulheres, mas não estão no campo das prioridades da assistência social do município.
Esses são apenas alguns aspectos das dificuldades que recaem sobre as mulheres do Mato Grosso do Sul.


Não se calem! Não aceitem! Não se conformem! A luta continua!
Contamos com a participação de todas nesta construção!
Mulheres em Movimento Mudam o Mundo!

OBS: Tudo, relacionado ao encontro se trata de sugestões, ainda está em discussão, aceitamos sugestões!! Sempre!

 
Marcha Mundial das Mulheres MS
Blog: http://blog.clickgratis.com.br/mulheresdoms
Página Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?origin=is&uid=9859248740305245621
E-mails integrantes: gleice_jane@yahoo.com.br - 84081573
stellajornal@gmail.com – 9961 2301
laurieneseraguza@yahoo.com.br - 92341967



Reunião do dia 7 de junho

11:54 AM, 12/6/2009 .. 1 comentários .. Link

Companheiras feministas!

Dia 7 de junho rolou reunião da MMM Dourados, na qual chamamos a reunião estadual do dia 10. Apesar do atraso, colocamos aqui as fotografias das ativistas de Dourados.

 



Convite: reunião para organização do Encontro Estadual da Marcha

05:13 PM, 9/6/2009 .. 2 comentários .. Link
 
Convidamos as mulheres de todas as entidades e movimentos sociais para uma reunião a ser realizada dia 10/06 (quarta feira) as 8:30 no CEUD (reitoriada UFGD, João Rosa Góes, 1.761).
A reunião vai discutir a organização do Encontro Estadual da Marcha Mundial de Mulheres.
 
Pauta:
  • Data do encontro
  • Local do encontro
  • Divisão de comissões
Lembramos que a MMM (Marcha Mundial de Mulheres) é um movimento organizado pelas mulheres dos movimentos sociais e entidades e por mulheres que queiram construi um mundo sem opressão. 
 
Saudações Feministas


Reunião Extraordinária da Marcha Mundial das Mulheres - MS

05:07 PM, 5/6/2009 .. 2 comentários .. Link

Neste domingo (7) tem reunião extraordinária das mulheres que já integram a Marcha Mundial das Mulheres no Mato Grosso do Sul.

Será em Dourados,  cidade que está puxando a organização pro Encontro Estadual.

Começa às 14h30 na casa da compa Stella, na Avenida Presidente Vargas, 2045, três quadras pra baixo do Supermercado Chama.
 
No cardápio: chá de frutas, biscoito de polvilho, torta salgada e um bolo.
Na pauta: Encontro Estadual da Marcha Mundial das Mulheres
1. Definição de Data
2. Definição de Local
3. Definição de grupos de:
   a. Financiamento e Caixa (como vamos manter autonomia e pagar custos)
   b. Estrutura (colchões, banheiro, chuveiro, água pra beber, limpeza, alimentação, transporte)
   c. Pedagógico (definir espaços, palestrantes, conteúdos, caderno de textos, místicas...)
   d. Articuladoras com os movimentos (convites, confirmações, transporte)
4. Redação do convite para entidades que vão ajudar a construir o evento em DDS (caso se confirme que vai ser aqui) e já definir quem vai entregar.

Stella



Arquivos para estudo

09:34 AM, 3/6/2009 .. 0 comentários .. Link

Companheira!

Acesse aqui a página de documentos para estudo da MMM - MS.

Já está postado lá o relatório do Seminário Nacional da MMM, com o seguinte conteúdo:

1. Resgate dos acúmulos da MMM: papel das ações internacionais, experiência brasileira

2. Apresentação da proposta Internacional de 2010 e campos de ação



Oficina sobre acesso à Justiça e violência de gênero

09:34 AM, 3/6/2009 .. 1 comentários .. Link

A Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), por meio da Faculdade de Direito, realizará oficina sobre Acesso à Justiça e Violência de Gênero, com turmas nos dias 01, 08 e 15 de junho, das 8h às 12h  e das 13h30 às 17h30.
 A inscrição deve ser feita na Faculdade de Direito, localizada na Unidade 1 da UFGD, quando o participante vai escolher a data da sua oficina. As oficinas serão realizadas na Unidade 1 e quem cumprir 75% da carga horária terá a disposição um certificado de 10 horas.
O Projeto da Oficina de Extensão é coordenado pelas professoras doutoras Simone Becker e Cristina Grobério Pazó e voltado à violência doméstica e de gênero, bem como a concepção ampliada de acesso à justiça.
O objetivo é apresentar a violência doméstica de maneira geral sob uma perspectiva legal, doutrinária e teórica (em especial na visão das produções feministas e de gênero); pormenorizar o acesso à justiça na Lei Maria da Penha; detalhar os prós e os contras da citada lei; expor as especificidades da aplicação da Lei Maria da Penha na região de Dourados/MS e propiciar o estabelecimento de um espaço no curso/oficina através do qual os participantes possam expor suas demandas frente à Lei Maria da Penha e frente à violência de gênero.

 

*foto ilustrativa



Oficina de comunicação alternativa/ reunião sábado

11:34 AM, 27/5/2009 .. 1 comentários .. Link

Mulheres!

A Flavita deve ir a Campo Grande nesta sexta-feira e sábado participar de uma oficina de comunicação alternativa. Ela se candidatou para a vaga, mas se alguém tiver interesse, favor se manifestar urgentemente!

E como a Flavia vai estar na capital, precisamos definir outro lugar para nossa reunião neste final de semana. vamos discutir isso através de e-mail, pode ser?

beijocas feministas, Stella!



Reunião da MMM Dourados

05:14 PM, 25/5/2009 .. 2 comentários .. Link

No próximo domingo, dia 31, a partir das 18 horas, na casa da Flávia.

Aliás, a Flavia ainda tem que dizer onde é a casa dela, mas isso é detalhe, hehehe.



Para as meninas da batucada da Marcha Mundial das Mulheres

04:49 PM, 25/5/2009 .. 1 comentários .. Link
Em fileira
Bate lata
Faz zuada
Canta alto
Seu clamor
É começo
Tem seu preço
Alegria e muita dor
Superar
Engrandece
Mas mãos dadas
Tem que ter
Se soltarmos
Nos perdemos
E aí?
Como vai ser?

Fabrícia Oliveira - PB


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MULHERES EM MOVIMENTO MUDAM O MUNDO!
A Marcha Mundial de Mulheres convoca todas as mulheres interessadas a lutar contra a violência à mulher, contra as guerras, contra a lógica perversa do capitalismo, por soberania alimentar para os povos e famílias de todo o mundo.

Participe desse movimento conosco! Para saber mais e participar do nosso grupo entre em: http://groups.google.com.br/group/mmmdoms

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