11/8/2010 - A Magnetosfera
Região cilíndrica que circunda a Terra, no qual o vento solar é acelerado pelo campo magnético terrestre. No início da década de 60 descobriu-se, a partir de medidas realizadas por satélite, que o campo magnético da Terra não se estende indefinidamente, mas é limitado a uma cavidade no interior do sistema solar chamada magnetosfera ou invólucro magnético.
Vento que vira Luz
Esta cavidade é criada pela interação do plasma em altas temperaturas, oriundas do Sol (o vento solar), com as regiões mais externas e de menor intensidade do campo magnético terrestre. Um dos lados da cavidade aponta na direção do Sol, com sua fronteira conhecida como magnetopausa, situada a cerca de dez raios terrestres.
No lado oposto, a magnetosfera estende-se numa cauda comprida que vai além da órbita da Lua. Outros planetas que têm campos magnéticos, tais como Mercúrio e Júpiter, também têm magnetosfera. Na magnetosfera, as partículas carregadas são aceleradas pela mudança de campos magnéticos e formam os cinturões de radiação de Van Allen e as auroras. A magnetosfera protege a Terra dos raios cósmicos nocivos.
|
|
Comentários (0) :: Permalink
|
11/8/2010 - A Segunda Lua da Terra
Em 1846, Frederic Petit, diretor do observatório de Toulouse, anunciou que uma segunda lua da Terra tinha sido descoberta. Ela tinha sido vista por dois observadores, Lebon e Dassier, em Toulouse, e por um terceiro, Lariviere, em Artenac, durante as primeiras horas da noite de 21 de março de 1846. Petit descobriu que a órbita era elíptica, com um período de 2 horas, 44 minutos e 59 segundos, apogeu de 3570 km acima da superfície da Terra e perigeu de apenas 11,4 km (!) acima da superfície do planeta. Le Verrier, que estava entre os ouvintes de Petit, respondeu por entre dentes, em tom de resmungo, que se precisaria levar em consideração a resistência do ar -- coisa que ninguém estava em condições de fazer naquela época. Petit ficou obsecado com a idéia de uma pequena lua ao redor da Terra, responsável por algumas até então inexplicadas peculiaridades no movimento de nosso satélite natural. Os astrônomos, em geral, não deram atenção ao fato, e a idéia teria sido esquecida não fosse o fato de um jovem escritor francês, Júlio Verne, ter lido um breve resumo do trabalho de Petit. No romance de Verne, "Viagem da Terra à Lua", um pequeno objeto passa próximo à nave espacial do viajante, forçando-a a girar ao redor da Lua, ao invés de chocar-se com o satélite: "É um simples ", disse Barbicane -- "mas um meteorito enorme, capturado como satélite pela atração da Terra."
"Isso é possível?" -- perguntou Michel Ardan -- "a Terra ter duas luas?"
"Sim, meu amigo, ela tem duas luas, embora normalmente se acredite que ela tenha apenas uma. Mas essa segunda lua é tão pequena e sua velocidade é tão grande, que os habitantes da Terra não podem vê-la. Foi observando certos distúrbios em nossa lua que um astrônomo francês, Monsieur Petit, pode determinar a existência dessa segunda lua e calcular sua órbita. Segundo ele, uma revolução completa ao redor da Terra leva três horas e vinte minutos..."
"Todos os astrônomos admitem a existência dessa lua?" -- perguntou Nicholl.
"Não" -- respondeu Barbicane. "Mas se eles, como nós, a tivessem visto, não teriam dúvidas sobre ela... Mas isso nos possibilita determinar nossa posição no espaço... sua distância é conhecida, e estávamos, portanto, 7480 km acima da superfície do globo quando a encontramos."
Júlio Verne foi lido por milhões de pessoas, mas foi somente em 1942 que se observaram as discrepâncias no texto do escritor:
1. Um satélite a 7480 km da superfície da Terra teria um período de 4 horas e 48 minutos, não de 3 horas e 20 minutos.
2. Uma vez que o objeto foi visto da janela de onde o viajante não podia ter uma visão da Lua, enquanto ambos se aproximavam, ele devia estar em movimento retrógrado -- fato significativo que Verne não menciona em seu livro.
3. De qualquer modo, o satélite estaria em eclipse e, portanto, não seria visível. A cápsula não deixa a sombra da Terra senão muito mais tarde.
O Dr. R. S. Richardson, do Observatório de Monte Wilson, tentou, em 1952, fazer os dados se encaixarem. Admitiu ele uma órbita excêntrica para essa lua: perigeu a 5010 km e apogeu a 7480 km acima da superfície da Terra, excentricidade de 0,1784.
Mesmo assim, Júlio Verne tornou a segunda lua de Petit mundialmente conhecida. Astrônomos amadores logo viram aí a chance de se tornarem famosos: qualquer um que descobrisse essa segunda lua teria seu nome inscrito nos anais da ciência. O problema de uma segunda lua da Terra jamais mereceu a atenção dos grandes observatórios, e se tal atenção houve por parte de algum deles, nada foi divulgado. Alguns amadores alemães saíram a procura do que eles denominavam Kleinchen("pedacinho"). Naturalmente, eles nunca encontraram o seu Kleinchen..
W. H. Pickering dedicou-se ao aspecto teórico da questão: se o satélite gravitasse a uma altura de 320 km e seu diâmetro fosse de 3 metros, com o mesmo poder de reflexão da Lua, ele poderia ser visto com um telescópio de 3 polegadas. Um satélite de 3 metros seria um objeto de 5ª magnitude, visível a olho nú. Embora Pickering não procurasse o objeto de Petit, ele estava realmente atrás de uma segunda lua -- um satélite de nossa Lua ("On a photographic search for a satellite of the Moon", Popular Astronomy, 1903). O resultado foi negativo, e Pickering concluiu que qualquer satélite de nossa Lua devia ter um diâmetro inferior a 3 metros aproximadamente.
O artigo de Pickering sobre a possibilidade de uma pequena segunda lua da Terra, "Um Satélite Meteorítico", apareceu no Popular Astronomy, em 1922, causando vivo interesse entre os astrônomos amadores, uma vez que continha uma exigência virtual: "um telescópio de 3-5 polegadas, com uma ocular de baixa potência, seria o meio mais provável para encontrá-la. É uma oportunidade para os amadores." Mas, novamente, as buscas não deram em nada.
A idéia original era que o campo gravitacional da segunda lua deveria explicar os pequenos desvios no movimento de nosso satélite natural. Isso significava um objeto de pelo menos várias milhas de diâmetro -- mas, se uma segunda lua com tais dimensões realmente existisse, ela teria sido vista pelos babilônios. Mesmo que fosse demasiadamente pequena para ser vista na forma de disco, sua relativa proximidade a teria feito mover-se rapidamente e, portanto, a teria tornado visível, como é do conhecimento dos que observam satélites artificiais e até mesmo aviões. Por outro lado, ninguém estava muito interessado em luas pequenas demais para serem vistas.
Houve outras propostas de novos satélites naturais da Terra. Em 1898, o Dr. Georg Waltemath, de Hamburgo, declarou ter descoberto não apenas uma segunda lua, mas todo um sistema de luas anãs. Waltemath apresentou os elementos orbitais para uma dessas luas: distância de 1,03 milhões de km da Terra, diâmetro de 700 km, período orbital de 119 dias, período sinódico de 177 dias. "As vezes", diz Waltemath, "ela brilha à noite como o Sol", e imagina que essa luz foi vista na Groenlândia em 24 de outubro de 1881 por Greely, dez dias após o Sol ter-se posto, dando início ao inverno polar. Houve vivo interesse público quando Waltemath previu que a sua segunda lua passaria pelo disco solar no dia 2, 3 ou 4 de fevereiro de 1879. Em 4 de fevereiro, 12 pessoas, no correio de Greifswald (Herr Postdirektor Ziegel, membros de sua família e funcionários da repartição) observavam o Sol a olho nu, sem proteção contra a luz solar. Não é difícil imaginar uma cena um tanto cômica : um servidor público prussiano, de maneiras formais e refinadas, apontando em direção ao céu, da janela de seu escritório, enquanto, em voz alta, lê a previsão de Waltemath para um grupo de respeitáveis subordinados. Ao serem entrevistadas, essas testemunhas falaram de um objeto escuro, com 1/5 do diâmetro aparente do Sol, que cruzou o disco solar entre 1:10 e 2:10 (horário de Berlim). Mas logo verificou-se ter sido um engano, porque naquela mesma hora, o Sol estava sendo observado por dois experientes astrônomos, W.Winkler, em Jena, e o Barão Ivo Von Benko, de Pola, Áustria. Ambos declararam terem visto apenas algumas pequenas manchas solares comuns. O fracasso dessa e de outras previsões ocorridas posteriormente não desencorajaram Waltemath, que continuou a fazer previsões e a pedir comprovações. Os astrônomos da época ficavam freqüentemente muito irritados ao terem que responder a perguntas como: "E a propósito, o que você me diz sobre todas essas novas luas?". Mas os astrólogos tornaram-se populares. Em 1918, o astrólogo Sepharial chamou esta lua de Lilith. Ele considerava que ela era invisível a maior parte do tempo por ser escura, tornando-se visível somente próximo à oposição ou durante seu trânsito através do disco solar. Com base nas alegadas observações de Waltemath, Sepharial construiu uma carta astronômica de Lilith. Ele imaginava que Lilith tinha aproximadamente a mesma massa da Lua, evidentemente sem se dar conta de que um satélite assim, mesmo invisível, revelaria sua existência perturbando o movimento da Terra. "A lua negra", Lilith, é ainda usada por alguns astrólogos em seus horóscopos.
De tempos em tempos, outras "luas suplementares" foram anunciadas por observadores. A revista alemã de astronomia "Die Sterne" noticiou que um astrônomo alemão de nome W. Spill tinha observado uma segunda lua em trânsito através do disco de nosso satélite natural, em 24 de maio de 1926.
Por volta de 1950, quando os satélites artificiais começaram a ser discutidos com empolgação, as pessoas em geral acreditavam que tais satélites hipotéticos eram apenas estágios superiores de foguetes de múltiplos estágios, que não eram equipados com rádiotransmissores, mas eram rastreados por radar em terra. Em tais casos, um grupo de pequenos satélites naturais nas vizinhanças do planeta teria sido bastante perturbador, refletindo ondas de radar usadas para rastrear satélites artificiais. O método de investigação desses satélites naturais foi desenvolvido por Clyde Tombaugh: calcula-se o movimento de um satélite a, por exemplo, 5000 km de altura. A seguir, instala-se uma câmara fotográfica sobre uma plataforma para varrer o espaço precisamente naquela altitude. As estrelas, planetas, etc. aparecerão como linhas nas fotografias tiradas por essa câmara, enquanto que qualquer satélite, na altitude correta, aparecerão como pequenas manchas. Se o satélite estiver a uma altitude um pouco diferente, ele aparecerá como uma pequena linha.
As observações começaram em 1953, no Observatório de Lowell e, na verdade, invadiram um território virgem: com exceção dos alemães procurando seu "Kleinchen", ninguém antes havia prestado atenção ao espaço entre a Lua e a Terra! Por volta da primavera de 1954, "journals" semanais e jornais diários de grande reputação anunciaram que a busca tinha produzido seus primeiros frutos: um pequeno satélite natural a 700 km de altitude, um outro a 1000 km da Terra. Um general teria perguntado: "Ele tem certeza que são naturais?" Ninguém parece saber como essas notícias se originaram - as investigações foram completamente infrutíferas. Quando os primeiros satélites artificiais foram lançados em 1957 e 1958, as câmeras preferiram perseguir estes satélites.
O fato estranho, contudo, é que isso não significa que a Terra tenha somente um único satélite natural. Ela pode ter um satélite muito próximo por um curto período.Os meteoritos que passam pela Terra e deslizam através da camada atmosférica superior podem perder velocidade e entrar em órbita de satélite ao redor da Terra. Mas ao atingirem a camada atmosférica superior em cada perigeu, eles não duram muito tempo, talvez apenas uma ou duas, possivelmente 100 revoluções (cerca de 150 h). Há algumas indicações de que tais "planetas efêmeros" tenham sido vistos, e é até mesmo possível que o que os observadores de Petit efetivamente viram fosse uma dessas supostas luas.
Além dos satélites efêmeros, havia mais duas possibilidades. Uma era que a Lua tivesse seu próprio satélite -- mas, a despeito de várias buscas, nada foi encontrado (além disso, sabe-se agora que o campo gravitacional da Lua não é suficientemente regular para que a órbita de um satélite lunar seja estável -- qualquer satélite lunar, portanto, colidiria com a Lua após um período relativamente curto, alguns anos ou, possivelmente, uma década). A outra possibilidade era que poderia haver satélites troianos, Tais "satélites troianos", isto é, satélites secundários em órbita lunar, viajando 60 graus a frente ou atrás da Lua.
Tais "satélites troianos" foram observados pela primeira vez pelo astrônomo polonês Kordylewski, do observatório de Krakow. Ele começou sua busca em 1951, visualmente, com um bom telescópio. Ele esperava encontrar corpos razoavelmente grandes na órbita lunar, a 60 graus da Lua. A busca foi negativa, mas em 1956, seu compatriota e colega, Wilkowski, sugeriu que poderia haver muitos corpos pequenos, tão pequenos que não poderiam ser vistos isoladamente, mas em quantidade tal que apareceriam como uma nuvem de partículas de poeira. Em tais casos, sua visibilidade seria maior sem o uso do telescópio, isto é, a olho nu! O Dr. Kordylewski queria tentar. Uma noite escura e sem nuvens e a Lua abaixo do horizonte terrestre era o que bastava.
Em outubro de 1956, Kordylewski viu, pelo primeira vez, uma mancha muito brilhante em uma das duas posições. Não era pequena, subentendendo um ângulo de 2º (i.e. aprox. 4 vezes maior que a própria Lua), e sua luminosidade era muito fraca, cerca da metade do brilho do Gengenschein (uma mancha brilhante na luz zodiacal diretamente oposta ao Sol). Em março e abril de 1961, Kordylewski conseguiu fotografar duas nuvens perto das posições esperadas. Elas parecem variar em extensão, mas isso poderia ser causado pela variação de luminosidade. J. Roach detectou esses satélites-nuvens em 1975 com a sonda 6 do OSO (Orbiting Solar Observatory). Em 1990, eles foram fotografados novamente, desta vez pelo astrônomo polonês Winiarski, que descobriu que eles tinham alguns graus de diâmetro aparente, que se afastavam até 10 graus do ponto "troiano" e que eram um pouco mais vermelhos que a luz zodiacal.
Assim, a centenária busca de uma segunda lua da Terra parece ter tido êxito, afinal de contas, muito embora esta "segunda lua" terminasse sendo completamente diferente de tudo quando se poderia ter esperado. Elas são facilmente detectadas e mesmo diferençadas da luz zodiacal, particularmente do Gegenschein.
Mas as pessoas ainda estão propondo novos satélites naturais da Terra. Entre 1966 e 1969, John Bargby, cientista americano, alegou ter observado pelo menos dez pequenos satélites naturais da Terra, visíveis apenas através de um telescópio. Bargby descobriu órbitas elípticas para todos os objetos: excentricidade de 0,498, semi-eixo maior de 14065 km, resultando em perigeu e apogeu com alturas de 690 e 14.700 km. Bargby considerou-os como oriundos de um corpo maior que se fragmentou em dezembro de 1955. Ele baseou muito de sua argumentação a favor dos sugeridos satélites nas supostas perturbações de satélites artificiais. Bargby usou dados sobre satélites artificiais do Relatório de Situação do Satélite Goddard, sem se dar conta de que os valores indicados nessa publicação não passam de aproximações e, às vezes, estão totalmente errados, não podendo, portanto, ser usados para qualquer análise científica precisa. Além do mais, pode-se deduzir das próprias observações de Bagby que, ao atingirem seu perigeu, os hipotéticos satélites deveriam ser visíveis à magnitude 1, sendo, assim, observáveis a olho nu. No entanto, nunca foram vistos em tal condição.
|
|
Comentários (0) :: Permalink
|
11/8/2010 - A Segunda Lua da Terra
Em 1846, Frederic Petit, diretor do observatório de Toulouse, anunciou que uma segunda lua da Terra tinha sido descoberta. Ela tinha sido vista por dois observadores, Lebon e Dassier, em Toulouse, e por um terceiro, Lariviere, em Artenac, durante as primeiras horas da noite de 21 de março de 1846. Petit descobriu que a órbita era elíptica, com um período de 2 horas, 44 minutos e 59 segundos, apogeu de 3570 km acima da superfície da Terra e perigeu de apenas 11,4 km (!) acima da superfície do planeta. Le Verrier, que estava entre os ouvintes de Petit, respondeu por entre dentes, em tom de resmungo, que se precisaria levar em consideração a resistência do ar -- coisa que ninguém estava em condições de fazer naquela época. Petit ficou obsecado com a idéia de uma pequena lua ao redor da Terra, responsável por algumas até então inexplicadas peculiaridades no movimento de nosso satélite natural. Os astrônomos, em geral, não deram atenção ao fato, e a idéia teria sido esquecida não fosse o fato de um jovem escritor francês, Júlio Verne, ter lido um breve resumo do trabalho de Petit. No romance de Verne, "Viagem da Terra à Lua", um pequeno objeto passa próximo à nave espacial do viajante, forçando-a a girar ao redor da Lua, ao invés de chocar-se com o satélite: "É um simples ", disse Barbicane -- "mas um meteorito enorme, capturado como satélite pela atração da Terra."
"Isso é possível?" -- perguntou Michel Ardan -- "a Terra ter duas luas?"
"Sim, meu amigo, ela tem duas luas, embora normalmente se acredite que ela tenha apenas uma. Mas essa segunda lua é tão pequena e sua velocidade é tão grande, que os habitantes da Terra não podem vê-la. Foi observando certos distúrbios em nossa lua que um astrônomo francês, Monsieur Petit, pode determinar a existência dessa segunda lua e calcular sua órbita. Segundo ele, uma revolução completa ao redor da Terra leva três horas e vinte minutos..."
"Todos os astrônomos admitem a existência dessa lua?" -- perguntou Nicholl.
"Não" -- respondeu Barbicane. "Mas se eles, como nós, a tivessem visto, não teriam dúvidas sobre ela... Mas isso nos possibilita determinar nossa posição no espaço... sua distância é conhecida, e estávamos, portanto, 7480 km acima da superfície do globo quando a encontramos."
Júlio Verne foi lido por milhões de pessoas, mas foi somente em 1942 que se observaram as discrepâncias no texto do escritor:
1. Um satélite a 7480 km da superfície da Terra teria um período de 4 horas e 48 minutos, não de 3 horas e 20 minutos.
2. Uma vez que o objeto foi visto da janela de onde o viajante não podia ter uma visão da Lua, enquanto ambos se aproximavam, ele devia estar em movimento retrógrado -- fato significativo que Verne não menciona em seu livro.
3. De qualquer modo, o satélite estaria em eclipse e, portanto, não seria visível. A cápsula não deixa a sombra da Terra senão muito mais tarde.
O Dr. R. S. Richardson, do Observatório de Monte Wilson, tentou, em 1952, fazer os dados se encaixarem. Admitiu ele uma órbita excêntrica para essa lua: perigeu a 5010 km e apogeu a 7480 km acima da superfície da Terra, excentricidade de 0,1784.
Mesmo assim, Júlio Verne tornou a segunda lua de Petit mundialmente conhecida. Astrônomos amadores logo viram aí a chance de se tornarem famosos: qualquer um que descobrisse essa segunda lua teria seu nome inscrito nos anais da ciência. O problema de uma segunda lua da Terra jamais mereceu a atenção dos grandes observatórios, e se tal atenção houve por parte de algum deles, nada foi divulgado. Alguns amadores alemães saíram a procura do que eles denominavam Kleinchen("pedacinho"). Naturalmente, eles nunca encontraram o seu Kleinchen..
W. H. Pickering dedicou-se ao aspecto teórico da questão: se o satélite gravitasse a uma altura de 320 km e seu diâmetro fosse de 3 metros, com o mesmo poder de reflexão da Lua, ele poderia ser visto com um telescópio de 3 polegadas. Um satélite de 3 metros seria um objeto de 5ª magnitude, visível a olho nú. Embora Pickering não procurasse o objeto de Petit, ele estava realmente atrás de uma segunda lua -- um satélite de nossa Lua ("On a photographic search for a satellite of the Moon", Popular Astronomy, 1903). O resultado foi negativo, e Pickering concluiu que qualquer satélite de nossa Lua devia ter um diâmetro inferior a 3 metros aproximadamente.
O artigo de Pickering sobre a possibilidade de uma pequena segunda lua da Terra, "Um Satélite Meteorítico", apareceu no Popular Astronomy, em 1922, causando vivo interesse entre os astrônomos amadores, uma vez que continha uma exigência virtual: "um telescópio de 3-5 polegadas, com uma ocular de baixa potência, seria o meio mais provável para encontrá-la. É uma oportunidade para os amadores." Mas, novamente, as buscas não deram em nada.
A idéia original era que o campo gravitacional da segunda lua deveria explicar os pequenos desvios no movimento de nosso satélite natural. Isso significava um objeto de pelo menos várias milhas de diâmetro -- mas, se uma segunda lua com tais dimensões realmente existisse, ela teria sido vista pelos babilônios. Mesmo que fosse demasiadamente pequena para ser vista na forma de disco, sua relativa proximidade a teria feito mover-se rapidamente e, portanto, a teria tornado visível, como é do conhecimento dos que observam satélites artificiais e até mesmo aviões. Por outro lado, ninguém estava muito interessado em luas pequenas demais para serem vistas.
Houve outras propostas de novos satélites naturais da Terra. Em 1898, o Dr. Georg Waltemath, de Hamburgo, declarou ter descoberto não apenas uma segunda lua, mas todo um sistema de luas anãs. Waltemath apresentou os elementos orbitais para uma dessas luas: distância de 1,03 milhões de km da Terra, diâmetro de 700 km, período orbital de 119 dias, período sinódico de 177 dias. "As vezes", diz Waltemath, "ela brilha à noite como o Sol", e imagina que essa luz foi vista na Groenlândia em 24 de outubro de 1881 por Greely, dez dias após o Sol ter-se posto, dando início ao inverno polar. Houve vivo interesse público quando Waltemath previu que a sua segunda lua passaria pelo disco solar no dia 2, 3 ou 4 de fevereiro de 1879. Em 4 de fevereiro, 12 pessoas, no correio de Greifswald (Herr Postdirektor Ziegel, membros de sua família e funcionários da repartição) observavam o Sol a olho nu, sem proteção contra a luz solar. Não é difícil imaginar uma cena um tanto cômica : um servidor público prussiano, de maneiras formais e refinadas, apontando em direção ao céu, da janela de seu escritório, enquanto, em voz alta, lê a previsão de Waltemath para um grupo de respeitáveis subordinados. Ao serem entrevistadas, essas testemunhas falaram de um objeto escuro, com 1/5 do diâmetro aparente do Sol, que cruzou o disco solar entre 1:10 e 2:10 (horário de Berlim). Mas logo verificou-se ter sido um engano, porque naquela mesma hora, o Sol estava sendo observado por dois experientes astrônomos, W.Winkler, em Jena, e o Barão Ivo Von Benko, de Pola, Áustria. Ambos declararam terem visto apenas algumas pequenas manchas solares comuns. O fracasso dessa e de outras previsões ocorridas posteriormente não desencorajaram Waltemath, que continuou a fazer previsões e a pedir comprovações. Os astrônomos da época ficavam freqüentemente muito irritados ao terem que responder a perguntas como: "E a propósito, o que você me diz sobre todas essas novas luas?". Mas os astrólogos tornaram-se populares. Em 1918, o astrólogo Sepharial chamou esta lua de Lilith. Ele considerava que ela era invisível a maior parte do tempo por ser escura, tornando-se visível somente próximo à oposição ou durante seu trânsito através do disco solar. Com base nas alegadas observações de Waltemath, Sepharial construiu uma carta astronômica de Lilith. Ele imaginava que Lilith tinha aproximadamente a mesma massa da Lua, evidentemente sem se dar conta de que um satélite assim, mesmo invisível, revelaria sua existência perturbando o movimento da Terra. "A lua negra", Lilith, é ainda usada por alguns astrólogos em seus horóscopos.
De tempos em tempos, outras "luas suplementares" foram anunciadas por observadores. A revista alemã de astronomia "Die Sterne" noticiou que um astrônomo alemão de nome W. Spill tinha observado uma segunda lua em trânsito através do disco de nosso satélite natural, em 24 de maio de 1926.
Por volta de 1950, quando os satélites artificiais começaram a ser discutidos com empolgação, as pessoas em geral acreditavam que tais satélites hipotéticos eram apenas estágios superiores de foguetes de múltiplos estágios, que não eram equipados com rádiotransmissores, mas eram rastreados por radar em terra. Em tais casos, um grupo de pequenos satélites naturais nas vizinhanças do planeta teria sido bastante perturbador, refletindo ondas de radar usadas para rastrear satélites artificiais. O método de investigação desses satélites naturais foi desenvolvido por Clyde Tombaugh: calcula-se o movimento de um satélite a, por exemplo, 5000 km de altura. A seguir, instala-se uma câmara fotográfica sobre uma plataforma para varrer o espaço precisamente naquela altitude. As estrelas, planetas, etc. aparecerão como linhas nas fotografias tiradas por essa câmara, enquanto que qualquer satélite, na altitude correta, aparecerão como pequenas manchas. Se o satélite estiver a uma altitude um pouco diferente, ele aparecerá como uma pequena linha.
As observações começaram em 1953, no Observatório de Lowell e, na verdade, invadiram um território virgem: com exceção dos alemães procurando seu "Kleinchen", ninguém antes havia prestado atenção ao espaço entre a Lua e a Terra! Por volta da primavera de 1954, "journals" semanais e jornais diários de grande reputação anunciaram que a busca tinha produzido seus primeiros frutos: um pequeno satélite natural a 700 km de altitude, um outro a 1000 km da Terra. Um general teria perguntado: "Ele tem certeza que são naturais?" Ninguém parece saber como essas notícias se originaram - as investigações foram completamente infrutíferas. Quando os primeiros satélites artificiais foram lançados em 1957 e 1958, as câmeras preferiram perseguir estes satélites.
O fato estranho, contudo, é que isso não significa que a Terra tenha somente um único satélite natural. Ela pode ter um satélite muito próximo por um curto período.Os meteoritos que passam pela Terra e deslizam através da camada atmosférica superior podem perder velocidade e entrar em órbita de satélite ao redor da Terra. Mas ao atingirem a camada atmosférica superior em cada perigeu, eles não duram muito tempo, talvez apenas uma ou duas, possivelmente 100 revoluções (cerca de 150 h). Há algumas indicações de que tais "planetas efêmeros" tenham sido vistos, e é até mesmo possível que o que os observadores de Petit efetivamente viram fosse uma dessas supostas luas.
Além dos satélites efêmeros, havia mais duas possibilidades. Uma era que a Lua tivesse seu próprio satélite -- mas, a despeito de várias buscas, nada foi encontrado (além disso, sabe-se agora que o campo gravitacional da Lua não é suficientemente regular para que a órbita de um satélite lunar seja estável -- qualquer satélite lunar, portanto, colidiria com a Lua após um período relativamente curto, alguns anos ou, possivelmente, uma década). A outra possibilidade era que poderia haver satélites troianos, Tais "satélites troianos", isto é, satélites secundários em órbita lunar, viajando 60 graus a frente ou atrás da Lua.
Tais "satélites troianos" foram observados pela primeira vez pelo astrônomo polonês Kordylewski, do observatório de Krakow. Ele começou sua busca em 1951, visualmente, com um bom telescópio. Ele esperava encontrar corpos razoavelmente grandes na órbita lunar, a 60 graus da Lua. A busca foi negativa, mas em 1956, seu compatriota e colega, Wilkowski, sugeriu que poderia haver muitos corpos pequenos, tão pequenos que não poderiam ser vistos isoladamente, mas em quantidade tal que apareceriam como uma nuvem de partículas de poeira. Em tais casos, sua visibilidade seria maior sem o uso do telescópio, isto é, a olho nu! O Dr. Kordylewski queria tentar. Uma noite escura e sem nuvens e a Lua abaixo do horizonte terrestre era o que bastava.
Em outubro de 1956, Kordylewski viu, pelo primeira vez, uma mancha muito brilhante em uma das duas posições. Não era pequena, subentendendo um ângulo de 2º (i.e. aprox. 4 vezes maior que a própria Lua), e sua luminosidade era muito fraca, cerca da metade do brilho do Gengenschein (uma mancha brilhante na luz zodiacal diretamente oposta ao Sol). Em março e abril de 1961, Kordylewski conseguiu fotografar duas nuvens perto das posições esperadas. Elas parecem variar em extensão, mas isso poderia ser causado pela variação de luminosidade. J. Roach detectou esses satélites-nuvens em 1975 com a sonda 6 do OSO (Orbiting Solar Observatory). Em 1990, eles foram fotografados novamente, desta vez pelo astrônomo polonês Winiarski, que descobriu que eles tinham alguns graus de diâmetro aparente, que se afastavam até 10 graus do ponto "troiano" e que eram um pouco mais vermelhos que a luz zodiacal.
Assim, a centenária busca de uma segunda lua da Terra parece ter tido êxito, afinal de contas, muito embora esta "segunda lua" terminasse sendo completamente diferente de tudo quando se poderia ter esperado. Elas são facilmente detectadas e mesmo diferençadas da luz zodiacal, particularmente do Gegenschein.
Mas as pessoas ainda estão propondo novos satélites naturais da Terra. Entre 1966 e 1969, John Bargby, cientista americano, alegou ter observado pelo menos dez pequenos satélites naturais da Terra, visíveis apenas através de um telescópio. Bargby descobriu órbitas elípticas para todos os objetos: excentricidade de 0,498, semi-eixo maior de 14065 km, resultando em perigeu e apogeu com alturas de 690 e 14.700 km. Bargby considerou-os como oriundos de um corpo maior que se fragmentou em dezembro de 1955. Ele baseou muito de sua argumentação a favor dos sugeridos satélites nas supostas perturbações de satélites artificiais. Bargby usou dados sobre satélites artificiais do Relatório de Situação do Satélite Goddard, sem se dar conta de que os valores indicados nessa publicação não passam de aproximações e, às vezes, estão totalmente errados, não podendo, portanto, ser usados para qualquer análise científica precisa. Além do mais, pode-se deduzir das próprias observações de Bagby que, ao atingirem seu perigeu, os hipotéticos satélites deveriam ser visíveis à magnitude 1, sendo, assim, observáveis a olho nu. No entanto, nunca foram vistos em tal condição.
|
|
Comentários (0) :: Permalink
|
11/8/2010 - A Magnetosfera
Região cilíndrica que circunda a Terra, no qual o vento solar é acelerado pelo campo magnético terrestre. No início da década de 60 descobriu-se, a partir de medidas realizadas por satélite, que o campo magnético da Terra não se estende indefinidamente, mas é limitado a uma cavidade no interior do sistema solar chamada magnetosfera ou invólucro magnético.
Vento que vira Luz
Esta cavidade é criada pela interação do plasma em altas temperaturas, oriundas do Sol (o vento solar), com as regiões mais externas e de menor intensidade do campo magnético terrestre. Um dos lados da cavidade aponta na direção do Sol, com sua fronteira conhecida como magnetopausa, situada a cerca de dez raios terrestres.
No lado oposto, a magnetosfera estende-se numa cauda comprida que vai além da órbita da Lua. Outros planetas que têm campos magnéticos, tais como Mercúrio e Júpiter, também têm magnetosfera. Na magnetosfera, as partículas carregadas são aceleradas pela mudança de campos magnéticos e formam os cinturões de radiação de Van Allen e as auroras. A magnetosfera protege a Terra dos raios cósmicos nocivos.
|
|
Comentários (0) :: Permalink
|
11/8/2010 - A Segunda Lua da Terra
Em 1846, Frederic Petit, diretor do observatório de Toulouse, anunciou que uma segunda lua da Terra tinha sido descoberta. Ela tinha sido vista por dois observadores, Lebon e Dassier, em Toulouse, e por um terceiro, Lariviere, em Artenac, durante as primeiras horas da noite de 21 de março de 1846. Petit descobriu que a órbita era elíptica, com um período de 2 horas, 44 minutos e 59 segundos, apogeu de 3570 km acima da superfície da Terra e perigeu de apenas 11,4 km (!) acima da superfície do planeta. Le Verrier, que estava entre os ouvintes de Petit, respondeu por entre dentes, em tom de resmungo, que se precisaria levar em consideração a resistência do ar -- coisa que ninguém estava em condições de fazer naquela época. Petit ficou obsecado com a idéia de uma pequena lua ao redor da Terra, responsável por algumas até então inexplicadas peculiaridades no movimento de nosso satélite natural. Os astrônomos, em geral, não deram atenção ao fato, e a idéia teria sido esquecida não fosse o fato de um jovem escritor francês, Júlio Verne, ter lido um breve resumo do trabalho de Petit. No romance de Verne, "Viagem da Terra à Lua", um pequeno objeto passa próximo à nave espacial do viajante, forçando-a a girar ao redor da Lua, ao invés de chocar-se com o satélite: "É um simples ", disse Barbicane -- "mas um meteorito enorme, capturado como satélite pela atração da Terra."
"Isso é possível?" -- perguntou Michel Ardan -- "a Terra ter duas luas?"
"Sim, meu amigo, ela tem duas luas, embora normalmente se acredite que ela tenha apenas uma. Mas essa segunda lua é tão pequena e sua velocidade é tão grande, que os habitantes da Terra não podem vê-la. Foi observando certos distúrbios em nossa lua que um astrônomo francês, Monsieur Petit, pode determinar a existência dessa segunda lua e calcular sua órbita. Segundo ele, uma revolução completa ao redor da Terra leva três horas e vinte minutos..."
"Todos os astrônomos admitem a existência dessa lua?" -- perguntou Nicholl.
"Não" -- respondeu Barbicane. "Mas se eles, como nós, a tivessem visto, não teriam dúvidas sobre ela... Mas isso nos possibilita determinar nossa posição no espaço... sua distância é conhecida, e estávamos, portanto, 7480 km acima da superfície do globo quando a encontramos."
Júlio Verne foi lido por milhões de pessoas, mas foi somente em 1942 que se observaram as discrepâncias no texto do escritor:
1. Um satélite a 7480 km da superfície da Terra teria um período de 4 horas e 48 minutos, não de 3 horas e 20 minutos.
2. Uma vez que o objeto foi visto da janela de onde o viajante não podia ter uma visão da Lua, enquanto ambos se aproximavam, ele devia estar em movimento retrógrado -- fato significativo que Verne não menciona em seu livro.
3. De qualquer modo, o satélite estaria em eclipse e, portanto, não seria visível. A cápsula não deixa a sombra da Terra senão muito mais tarde.
O Dr. R. S. Richardson, do Observatório de Monte Wilson, tentou, em 1952, fazer os dados se encaixarem. Admitiu ele uma órbita excêntrica para essa lua: perigeu a 5010 km e apogeu a 7480 km acima da superfície da Terra, excentricidade de 0,1784.
Mesmo assim, Júlio Verne tornou a segunda lua de Petit mundialmente conhecida. Astrônomos amadores logo viram aí a chance de se tornarem famosos: qualquer um que descobrisse essa segunda lua teria seu nome inscrito nos anais da ciência. O problema de uma segunda lua da Terra jamais mereceu a atenção dos grandes observatórios, e se tal atenção houve por parte de algum deles, nada foi divulgado. Alguns amadores alemães saíram a procura do que eles denominavam Kleinchen("pedacinho"). Naturalmente, eles nunca encontraram o seu Kleinchen..
W. H. Pickering dedicou-se ao aspecto teórico da questão: se o satélite gravitasse a uma altura de 320 km e seu diâmetro fosse de 3 metros, com o mesmo poder de reflexão da Lua, ele poderia ser visto com um telescópio de 3 polegadas. Um satélite de 3 metros seria um objeto de 5ª magnitude, visível a olho nú. Embora Pickering não procurasse o objeto de Petit, ele estava realmente atrás de uma segunda lua -- um satélite de nossa Lua ("On a photographic search for a satellite of the Moon", Popular Astronomy, 1903). O resultado foi negativo, e Pickering concluiu que qualquer satélite de nossa Lua devia ter um diâmetro inferior a 3 metros aproximadamente.
O artigo de Pickering sobre a possibilidade de uma pequena segunda lua da Terra, "Um Satélite Meteorítico", apareceu no Popular Astronomy, em 1922, causando vivo interesse entre os astrônomos amadores, uma vez que continha uma exigência virtual: "um telescópio de 3-5 polegadas, com uma ocular de baixa potência, seria o meio mais provável para encontrá-la. É uma oportunidade para os amadores." Mas, novamente, as buscas não deram em nada.
A idéia original era que o campo gravitacional da segunda lua deveria explicar os pequenos desvios no movimento de nosso satélite natural. Isso significava um objeto de pelo menos várias milhas de diâmetro -- mas, se uma segunda lua com tais dimensões realmente existisse, ela teria sido vista pelos babilônios. Mesmo que fosse demasiadamente pequena para ser vista na forma de disco, sua relativa proximidade a teria feito mover-se rapidamente e, portanto, a teria tornado visível, como é do conhecimento dos que observam satélites artificiais e até mesmo aviões. Por outro lado, ninguém estava muito interessado em luas pequenas demais para serem vistas.
Houve outras propostas de novos satélites naturais da Terra. Em 1898, o Dr. Georg Waltemath, de Hamburgo, declarou ter descoberto não apenas uma segunda lua, mas todo um sistema de luas anãs. Waltemath apresentou os elementos orbitais para uma dessas luas: distância de 1,03 milhões de km da Terra, diâmetro de 700 km, período orbital de 119 dias, período sinódico de 177 dias. "As vezes", diz Waltemath, "ela brilha à noite como o Sol", e imagina que essa luz foi vista na Groenlândia em 24 de outubro de 1881 por Greely, dez dias após o Sol ter-se posto, dando início ao inverno polar. Houve vivo interesse público quando Waltemath previu que a sua segunda lua passaria pelo disco solar no dia 2, 3 ou 4 de fevereiro de 1879. Em 4 de fevereiro, 12 pessoas, no correio de Greifswald (Herr Postdirektor Ziegel, membros de sua família e funcionários da repartição) observavam o Sol a olho nu, sem proteção contra a luz solar. Não é difícil imaginar uma cena um tanto cômica : um servidor público prussiano, de maneiras formais e refinadas, apontando em direção ao céu, da janela de seu escritório, enquanto, em voz alta, lê a previsão de Waltemath para um grupo de respeitáveis subordinados. Ao serem entrevistadas, essas testemunhas falaram de um objeto escuro, com 1/5 do diâmetro aparente do Sol, que cruzou o disco solar entre 1:10 e 2:10 (horário de Berlim). Mas logo verificou-se ter sido um engano, porque naquela mesma hora, o Sol estava sendo observado por dois experientes astrônomos, W.Winkler, em Jena, e o Barão Ivo Von Benko, de Pola, Áustria. Ambos declararam terem visto apenas algumas pequenas manchas solares comuns. O fracasso dessa e de outras previsões ocorridas posteriormente não desencorajaram Waltemath, que continuou a fazer previsões e a pedir comprovações. Os astrônomos da época ficavam freqüentemente muito irritados ao terem que responder a perguntas como: "E a propósito, o que você me diz sobre todas essas novas luas?". Mas os astrólogos tornaram-se populares. Em 1918, o astrólogo Sepharial chamou esta lua de Lilith. Ele considerava que ela era invisível a maior parte do tempo por ser escura, tornando-se visível somente próximo à oposição ou durante seu trânsito através do disco solar. Com base nas alegadas observações de Waltemath, Sepharial construiu uma carta astronômica de Lilith. Ele imaginava que Lilith tinha aproximadamente a mesma massa da Lua, evidentemente sem se dar conta de que um satélite assim, mesmo invisível, revelaria sua existência perturbando o movimento da Terra. "A lua negra", Lilith, é ainda usada por alguns astrólogos em seus horóscopos.
De tempos em tempos, outras "luas suplementares" foram anunciadas por observadores. A revista alemã de astronomia "Die Sterne" noticiou que um astrônomo alemão de nome W. Spill tinha observado uma segunda lua em trânsito através do disco de nosso satélite natural, em 24 de maio de 1926.
Por volta de 1950, quando os satélites artificiais começaram a ser discutidos com empolgação, as pessoas em geral acreditavam que tais satélites hipotéticos eram apenas estágios superiores de foguetes de múltiplos estágios, que não eram equipados com rádiotransmissores, mas eram rastreados por radar em terra. Em tais casos, um grupo de pequenos satélites naturais nas vizinhanças do planeta teria sido bastante perturbador, refletindo ondas de radar usadas para rastrear satélites artificiais. O método de investigação desses satélites naturais foi desenvolvido por Clyde Tombaugh: calcula-se o movimento de um satélite a, por exemplo, 5000 km de altura. A seguir, instala-se uma câmara fotográfica sobre uma plataforma para varrer o espaço precisamente naquela altitude. As estrelas, planetas, etc. aparecerão como linhas nas fotografias tiradas por essa câmara, enquanto que qualquer satélite, na altitude correta, aparecerão como pequenas manchas. Se o satélite estiver a uma altitude um pouco diferente, ele aparecerá como uma pequena linha.
As observações começaram em 1953, no Observatório de Lowell e, na verdade, invadiram um território virgem: com exceção dos alemães procurando seu "Kleinchen", ninguém antes havia prestado atenção ao espaço entre a Lua e a Terra! Por volta da primavera de 1954, "journals" semanais e jornais diários de grande reputação anunciaram que a busca tinha produzido seus primeiros frutos: um pequeno satélite natural a 700 km de altitude, um outro a 1000 km da Terra. Um general teria perguntado: "Ele tem certeza que são naturais?" Ninguém parece saber como essas notícias se originaram - as investigações foram completamente infrutíferas. Quando os primeiros satélites artificiais foram lançados em 1957 e 1958, as câmeras preferiram perseguir estes satélites.
O fato estranho, contudo, é que isso não significa que a Terra tenha somente um único satélite natural. Ela pode ter um satélite muito próximo por um curto período.Os meteoritos que passam pela Terra e deslizam através da camada atmosférica superior podem perder velocidade e entrar em órbita de satélite ao redor da Terra. Mas ao atingirem a camada atmosférica superior em cada perigeu, eles não duram muito tempo, talvez apenas uma ou duas, possivelmente 100 revoluções (cerca de 150 h). Há algumas indicações de que tais "planetas efêmeros" tenham sido vistos, e é até mesmo possível que o que os observadores de Petit efetivamente viram fosse uma dessas supostas luas.
Além dos satélites efêmeros, havia mais duas possibilidades. Uma era que a Lua tivesse seu próprio satélite -- mas, a despeito de várias buscas, nada foi encontrado (além disso, sabe-se agora que o campo gravitacional da Lua não é suficientemente regular para que a órbita de um satélite lunar seja estável -- qualquer satélite lunar, portanto, colidiria com a Lua após um período relativamente curto, alguns anos ou, possivelmente, uma década). A outra possibilidade era que poderia haver satélites troianos, Tais "satélites troianos", isto é, satélites secundários em órbita lunar, viajando 60 graus a frente ou atrás da Lua.
Tais "satélites troianos" foram observados pela primeira vez pelo astrônomo polonês Kordylewski, do observatório de Krakow. Ele começou sua busca em 1951, visualmente, com um bom telescópio. Ele esperava encontrar corpos razoavelmente grandes na órbita lunar, a 60 graus da Lua. A busca foi negativa, mas em 1956, seu compatriota e colega, Wilkowski, sugeriu que poderia haver muitos corpos pequenos, tão pequenos que não poderiam ser vistos isoladamente, mas em quantidade tal que apareceriam como uma nuvem de partículas de poeira. Em tais casos, sua visibilidade seria maior sem o uso do telescópio, isto é, a olho nu! O Dr. Kordylewski queria tentar. Uma noite escura e sem nuvens e a Lua abaixo do horizonte terrestre era o que bastava.
Em outubro de 1956, Kordylewski viu, pelo primeira vez, uma mancha muito brilhante em uma das duas posições. Não era pequena, subentendendo um ângulo de 2º (i.e. aprox. 4 vezes maior que a própria Lua), e sua luminosidade era muito fraca, cerca da metade do brilho do Gengenschein (uma mancha brilhante na luz zodiacal diretamente oposta ao Sol). Em março e abril de 1961, Kordylewski conseguiu fotografar duas nuvens perto das posições esperadas. Elas parecem variar em extensão, mas isso poderia ser causado pela variação de luminosidade. J. Roach detectou esses satélites-nuvens em 1975 com a sonda 6 do OSO (Orbiting Solar Observatory). Em 1990, eles foram fotografados novamente, desta vez pelo astrônomo polonês Winiarski, que descobriu que eles tinham alguns graus de diâmetro aparente, que se afastavam até 10 graus do ponto "troiano" e que eram um pouco mais vermelhos que a luz zodiacal.
Assim, a centenária busca de uma segunda lua da Terra parece ter tido êxito, afinal de contas, muito embora esta "segunda lua" terminasse sendo completamente diferente de tudo quando se poderia ter esperado. Elas são facilmente detectadas e mesmo diferençadas da luz zodiacal, particularmente do Gegenschein.
Mas as pessoas ainda estão propondo novos satélites naturais da Terra. Entre 1966 e 1969, John Bargby, cientista americano, alegou ter observado pelo menos dez pequenos satélites naturais da Terra, visíveis apenas através de um telescópio. Bargby descobriu órbitas elípticas para todos os objetos: excentricidade de 0,498, semi-eixo maior de 14065 km, resultando em perigeu e apogeu com alturas de 690 e 14.700 km. Bargby considerou-os como oriundos de um corpo maior que se fragmentou em dezembro de 1955. Ele baseou muito de sua argumentação a favor dos sugeridos satélites nas supostas perturbações de satélites artificiais. Bargby usou dados sobre satélites artificiais do Relatório de Situação do Satélite Goddard, sem se dar conta de que os valores indicados nessa publicação não passam de aproximações e, às vezes, estão totalmente errados, não podendo, portanto, ser usados para qualquer análise científica precisa. Além do mais, pode-se deduzir das próprias observações de Bagby que, ao atingirem seu perigeu, os hipotéticos satélites deveriam ser visíveis à magnitude 1, sendo, assim, observáveis a olho nu. No entanto, nunca foram vistos em tal condição.
|
|
Comentários (0) :: Permalink
|
11/8/2010 - Teoria do Caos
Desde que surgiu como uma estrutura de idéias articuladas, na década de 60, a teoria do Caos tem suscitado novos, amplos e formidáveis debates sobre as relações de causa e efeito que regem o Universo. Durante séculos, os cientistas analisaram os fenômenos exclusivamente à luz da leis da física clássica. Nas últimas décadas, no entanto, novas experiências indicaram que pequenos desvios nas condições iniciais de um processo são capazes de alterá-lo radicalmente com o decorrer do tempo. Trata-se do já famoso "efeito-borboleta". De acordo com essa fórmula-provérbio, o bater de asas do inseto, na Ásia, pode determinar ou impedir a ocorrência de uma terrível tempestade nos Estados Unidos. Com base em novos estudos, percebe-se que uma incrível e sutil ordem microscópica de relações está presente onde antes presumia-se que houvesse apenas o caos.
Todos os eventos, dos mais corriqueiros aos mais complexos, obedecem a esse fantástico sistema anônimo de organização. Dessa forma, o funcionamento do coração de um pato, o regime de chuvas em uma floresta tropical e os ciclos translacionais dos planetas têm algo em comum. São processos regulados por micro-fatores que escapam aos diagnósticos convencionais do veterinário, do meteorologista e do astrônomo. Muitas vezes, os caprichos dessa ordem mal compreendida são responsáveis por assustadoras manifestações do imponderável. Por que choveu tanto nesse mês de estiagem? Por que ocorreu tal mutação genética? Por que, chutada da linha de fundo, a bola tomou tal efeito e caiu dentro do gol?
Esses novos e até fantasmagóricos conceitos têm sido largamente utilizados na explicação de fenômenos físicos.
Especialistas ligados às ciências humanas, entretanto, identificam o"dedo" do caos em revoluções políticas, em transformações econômica e na modificação de costumes e regras morais. O grito entusiasmado de um desconhecido na multidão, disparado no milésimo de segundo apropriado, pode ser o último e vital elemento necessário à deflagração de um conflito armado. A foto de uma artista nua, ou de um simples beijo, pode detonar irreversíveis processos de alteração na maneira de um povo conceber o sexo e a intimidade.
Nos últimos anos, o desenvolvimento dos computadores tem proporcionado uma rápida evolução no conhecimento dos modelos que determinam a "bagunça" da grande casa cósmica. A capacidade de realizar milhões de cálculos em poucos segundos, permite às máquinas encontrar padrões precisos em acontecimentos antes tidos como aleatórios. O grande desafio de hoje é empreender a viagem de volta dos redemoinhos fractais de infinitas profundidades. Trata-se de decifrar a ordem invisível e ampliar o ínfimo controle do homem sobre a natureza.
|
|
Comentários (0) :: Permalink
|
11/8/2010 - Teoria do Caos
Desde que surgiu como uma estrutura de idéias articuladas, na década de 60, a teoria do Caos tem suscitado novos, amplos e formidáveis debates sobre as relações de causa e efeito que regem o Universo. Durante séculos, os cientistas analisaram os fenômenos exclusivamente à luz da leis da física clássica. Nas últimas décadas, no entanto, novas experiências indicaram que pequenos desvios nas condições iniciais de um processo são capazes de alterá-lo radicalmente com o decorrer do tempo. Trata-se do já famoso "efeito-borboleta". De acordo com essa fórmula-provérbio, o bater de asas do inseto, na Ásia, pode determinar ou impedir a ocorrência de uma terrível tempestade nos Estados Unidos. Com base em novos estudos, percebe-se que uma incrível e sutil ordem microscópica de relações está presente onde antes presumia-se que houvesse apenas o caos.
Todos os eventos, dos mais corriqueiros aos mais complexos, obedecem a esse fantástico sistema anônimo de organização. Dessa forma, o funcionamento do coração de um pato, o regime de chuvas em uma floresta tropical e os ciclos translacionais dos planetas têm algo em comum. São processos regulados por micro-fatores que escapam aos diagnósticos convencionais do veterinário, do meteorologista e do astrônomo. Muitas vezes, os caprichos dessa ordem mal compreendida são responsáveis por assustadoras manifestações do imponderável. Por que choveu tanto nesse mês de estiagem? Por que ocorreu tal mutação genética? Por que, chutada da linha de fundo, a bola tomou tal efeito e caiu dentro do gol?
Esses novos e até fantasmagóricos conceitos têm sido largamente utilizados na explicação de fenômenos físicos.
Especialistas ligados às ciências humanas, entretanto, identificam o"dedo" do caos em revoluções políticas, em transformações econômica e na modificação de costumes e regras morais. O grito entusiasmado de um desconhecido na multidão, disparado no milésimo de segundo apropriado, pode ser o último e vital elemento necessário à deflagração de um conflito armado. A foto de uma artista nua, ou de um simples beijo, pode detonar irreversíveis processos de alteração na maneira de um povo conceber o sexo e a intimidade.
Nos últimos anos, o desenvolvimento dos computadores tem proporcionado uma rápida evolução no conhecimento dos modelos que determinam a "bagunça" da grande casa cósmica. A capacidade de realizar milhões de cálculos em poucos segundos, permite às máquinas encontrar padrões precisos em acontecimentos antes tidos como aleatórios. O grande desafio de hoje é empreender a viagem de volta dos redemoinhos fractais de infinitas profundidades. Trata-se de decifrar a ordem invisível e ampliar o ínfimo controle do homem sobre a natureza.
|
|
Comentários (0) :: Permalink
|
11/8/2010 - Estrelas de Nêutrons: Relógios do Universo
Assim como todos nós, estrelas também nascem, crescem e morrem. Algumas no final de sua vida até se reproduzem. O que a maioria das pessoas não sabe é que o destino de uma estrela está traçado, ou seja, estrelas de formações diferentes, têm evoluções e finais de vida diferentes. Aqui vamos tratar de um tipo muito especial de estrelas, as chamadas estrelas de nêutrons ou pulsares.
Imensas bolas de gás em chamas, assim podemos de forma muito simples, definir uma estrela. Corpos imensos de incrível massa, muitos milhões de vezes maiores que a nossa pequenina Terra. O Sol, como a estrela mais próxima de nós, permitiu aos astrofísicos os primeiros estudos complexos sobre a física e evolução das estrelas.
Na maior parte de sua vida a estrela realiza a fusão nuclear do hidrogênio, o seu principal componente físico. Esta fusão os astrônomos chamam de queima do hidrogênio. A temperatura na superfície é de milhares de graus Celsius e no interior milhões de graus.
Durante 80% da vida a estrela está equilibrada, queimando hidrogênio em explosões termonucleares e contra-balanceando esta força com a gravidade. A gravidade de uma estrela é muito grande, isto se deve a sua enorme massa. Enquanto as explosões nucleares empurram o gás para fora, a força da gravidade puxa tudo para o interior, desta forma a estrela fica estabilizada.
Alguns tipos de estrelas, ao chegarem no final de suas vidas, após ocorrerem períodos turbulentos, onde muitas vezes explosões violentas ejetam matéria para o espaço, adquirem a forma de uma estrela de nêutrons. Na estrela de nêutrons a atividade de explosões nucleares acabou. A força de gravidade se torna imensa e comprime a matéria dentro de uma esfera de raio equivalente a uma cidade como São Paulo, algumas dezenas de kilometros. Isto é algo fantástico, que podemos chamar de um milagre da natureza.
Assim sendo, a matéria que anteriormente adquiriu forma de hidrogênio, hélio e outros elementos da tabela periódica, agora devido a efeitos de pressão enorme, perde suas características de carga, seus elétrons, e tudo é convertido em nêutrons. Estes nêutrons estão tão comprimidos devido à pressão, que muitos dizem que a estrela de nêutrons é um único núcleo atômico, gigantesco. Para vocês terem uma idéia, é tanta matéria num espaço tão pequeno, que se pudéssemos cortar um cubo de um cm de aresta da estrela e pesar numa balança, com certeza esta balança teria que medir numa escala de milhares de toneladas.
Este corpo extremamente massivo, devido a uma lei física chamada conservação de momento angular1, gira muito rápido. Seu período de rotação varia de milésimos de segundo até poucos segundos. A velocidade na superfície destas estrelas chega a ser décimos (10, 20%) da velocidade da luz, 300000 km/s.
Um campo magnético muito forte também pertence a estas estrelas, a pouca radiação que escapa da sua superfície, na forma de ondas de rádio, raios gama, etc, sai pelos pólos norte ou sul magnéticos, onde o campo magnético, assim como num imã, converge. Quando um destes feixes de radiação que saem dos pólos é direcionado para a Terra, devido à rotação da estrela, conseguimos observar um pulso nos nossos detectores de rádio. Um pulso periódico e muito preciso, mais preciso que o melhor de nossos relógios.
Quando as estrelas de nêutrons foram descobertas, na década de 60, acreditou-se de se tratar de um sinal de extraterrestres, devido a sua extrema precisão nos pulsos. Mas descobriu-se que se tratava de mais um capricho da natureza e da magia de suas leis.
Os pulsares ou estrelas de nêutrons tornam a teoria uma realidade observacional, tornam as leis verdadeiras e nos mostram os mistérios do universo.
|
|
Comentários (0) :: Permalink
|
11/8/2010 - É verdade que, quando vemos as estrelas, elas estão no passado
A maior unidade de medida de distância existente é o ano-luz, utilizado em astronomia, e que corresponde à distância percorrida pela luz em um ano (algo em torno de 9,5 trilhões de km).
Observe que a velocidade da luz é de 300 mil km/s. Então, se, por exemplo, uma estrela está situada a uma distância igual a 50 anos-luz da Terra, a luz que vemos hoje é aquela que ela emitiu há 50 anos. Portanto, a visão que temos agora da estrela corresponde ao que ela foi há 50 anos.
E a estrela do presente só iremos perceber daqui a 50 anos. No entanto, a distância entre a Terra e cada estrela existente no céu é diferente. Então, estamos observando, ao mesmo tempo, estrelas de diferentes épocas.
|
|
Comentários (0) :: Permalink
|
11/8/2010 - Curiosidades sobre a terra e o universo
No espaço, os astronautas não conseguem chorar, porque não há gravidade para que as lágrimas possam escorrer.
O maior vulcão existente chama-se Olympus Mons e situa-se em Marte. Tem 600 Km de largura e é três vezes mais alto que o Monte Everest.
Cerca de 150 toneladas de fragmentos de meteoritos embatem na Terra todos os anos.
O telescópio Hubble é tão poderoso que consegue fotografar uma mosca a piscar os olhos a uma distância de 13.700 Km.
Quando os astronautas da Apollo 12 aterraram na Lua, o impacto causado fez com que a superfície lunar vibrasse durante 55 minutos. As vibrações foram captadas por instrumentos laboratoriais da NASA, o que levou os geólogos a criar a teoria de que a superfície de Lua é composta por frágeis camadas de rocha.
O planeta Júpiter é duas vezes maior do que todos os outros planetas, satélites, asteróides e cometas do nosso Sistema Solar juntos.
Segundo os cientistas, existe ouro em Marte, Mercúrio e em Vénus.
É possível ver 500.000 crateras na Lua olhando-se da Terra.
O Sol é 330.000 vezes maior que a Terra.
7 é o número de grandes desastres ecológicos, possivelmente erupções vulcânicas, que modificaram o rumo da história da Terra ao longo dos últimos 300 milhões de anos.
3 milhões é o número estimado de pessoas que morreram em consequência de terramotos desde 1900.
45% dos Americanos não sabem que o Sol é uma estrela.
41 - O tamanho do primeiro pé que pisou a Lua.
175 dias - Era o tempo que uma pessoa a correr sem parar (9,5 Km/h) demoraria a dar uma volta à Terra. Uma volta ao redor da Terra tem 39.840 Km. Na circunferência de Júpiter, essa mesma tarefa levaria 1.935 dias ou mais de 5 anos.
12.756 Km - O diâmetro da Terra à volta do Equador. De pólo a pólo, o diâmetro é de 12.713 Km.
5.980.000.000.000.000.000.000 toneladas - O peso da Terra.
A Terra é sacudida por mais de 20.000 tremores de terra anuais, 80 vezes por dia.
São necessárias 200.000.000 palhinhas enfileiradas para dar uma volta à Terra.
Em Saturno, os ventos são 10 vezes mais fortes do que um furacão. A sua velocidade pode chegar aos 1.770 Km/h.
Se fossemos a conduzir um carro a uma velocidade constante de 160 Km/h, levariamos cerca de 221.000 milhões de anos para chegar ao centro da Via Láctea.
|
|
Comentários (0) :: Permalink
|
11/8/2010 - Curiosidades sobre a terra e o universo
No espaço, os astronautas não conseguem chorar, porque não há gravidade para que as lágrimas possam escorrer.
O maior vulcão existente chama-se Olympus Mons e situa-se em Marte. Tem 600 Km de largura e é três vezes mais alto que o Monte Everest.
Cerca de 150 toneladas de fragmentos de meteoritos embatem na Terra todos os anos.
O telescópio Hubble é tão poderoso que consegue fotografar uma mosca a piscar os olhos a uma distância de 13.700 Km.
Quando os astronautas da Apollo 12 aterraram na Lua, o impacto causado fez com que a superfície lunar vibrasse durante 55 minutos. As vibrações foram captadas por instrumentos laboratoriais da NASA, o que levou os geólogos a criar a teoria de que a superfície de Lua é composta por frágeis camadas de rocha.
O planeta Júpiter é duas vezes maior do que todos os outros planetas, satélites, asteróides e cometas do nosso Sistema Solar juntos.
Segundo os cientistas, existe ouro em Marte, Mercúrio e em Vénus.
É possível ver 500.000 crateras na Lua olhando-se da Terra.
O Sol é 330.000 vezes maior que a Terra.
7 é o número de grandes desastres ecológicos, possivelmente erupções vulcânicas, que modificaram o rumo da história da Terra ao longo dos últimos 300 milhões de anos.
3 milhões é o número estimado de pessoas que morreram em consequência de terramotos desde 1900.
45% dos Americanos não sabem que o Sol é uma estrela.
41 - O tamanho do primeiro pé que pisou a Lua.
175 dias - Era o tempo que uma pessoa a correr sem parar (9,5 Km/h) demoraria a dar uma volta à Terra. Uma volta ao redor da Terra tem 39.840 Km. Na circunferência de Júpiter, essa mesma tarefa levaria 1.935 dias ou mais de 5 anos.
12.756 Km - O diâmetro da Terra à volta do Equador. De pólo a pólo, o diâmetro é de 12.713 Km.
5.980.000.000.000.000.000.000 toneladas - O peso da Terra.
A Terra é sacudida por mais de 20.000 tremores de terra anuais, 80 vezes por dia.
São necessárias 200.000.000 palhinhas enfileiradas para dar uma volta à Terra.
Em Saturno, os ventos são 10 vezes mais fortes do que um furacão. A sua velocidade pode chegar aos 1.770 Km/h.
Se fossemos a conduzir um carro a uma velocidade constante de 160 Km/h, levariamos cerca de 221.000 milhões de anos para chegar ao centro da Via Láctea.
|
|
Comentários (0) :: Permalink
|
11/8/2010 - Curiosidades Curiosas
Você sabia que...
- O Sol tem aproximadamente 99.9% de toda a matéria do sistema solar? O sistema solar é composto de: 1 estrela (Sol, núcleo do sistema, controla o movimento dos planetas e de outros astros); 9 planetas (com seus 32 satélites); milhões de asteróides e milhões de cometas.
- A Terra é o único planeta do sistema solar que tem água em estado líquido? A matéria viva precisa de um ambiente como o da Terra para desenvolver-se: temperatura entre 0º e 100ºC (água em estado líquido) e de uma atmosfera que permita a respiração.
Você sabia que...
- As marés são provocadas pela força de atração solar e lunar que ora se opõem e ora se combinam? Quando o Sol e a Lua formam um ângulo reto em relação à Terra, essas forças de atração tendem a anaular-se, produzindo as mares de amplitude mínima ou mares baixas. Quando os dois astros estão na mesma linha, a atração se torna exagerada e provoca as mares de grande violência.
|
|
Comentários (0) :: Permalink
|
11/8/2010 - Glossário Espacial
A
ANO LUZ
Distância que a luz viaja em um ano, é igual a 9.500.000.000.000 quilômetros.
ÁREA DE CARGA ÚTIL
Parte principal do Ônibus Espacial onde a carga útil é mantida.
ASAS SOLARES
Painel de células solares que convertem a luz do Sol em energia elétrica.
ASTERÓIDE
Um objeto espacial rochoso que pode ter de poucos metros a centenas de quilômetros de diâmetro. A maioria dos asteróides no nosso sistema solar orbitam em um cinturão entre Marte e Júpiter.
ASTRÔNOMO
Pessoa perita no estudo do Sol, Lua, estrelas, planetas e outros corpos celestes.
ATIVIDADE TECTÔNICA
Deslocamento na superfície de um objeto devido à mudanças no material sob a superfície.
ATMOSFERA
Camadas de gases que envolvem uma estrela, como o nosso Sol, ou um planeta, como a Terra.
ATRAÇÃO GRAVITACIONAL
Veja Gravidade
AUSÊNCIA DE PESO
A percepção de ter pouco ou nenhum peso; não sentir os efeitos da gravidade.
B
BACTÉRIA
Organismos vivos que possuem uma só célula e são tão pequenos que só podem ser observados através de um microscópio.
BASALTO
Rocha vulcânica escura formada por grãos finos.
TEORIA DO BIG BANG
Teoria que diz que o universo começou a expandir após uma explosão super-poderosa de matéria e energia concentradas.
BURACO NEGRO
A parte central restante de uma estrela massiva após uma supernova. Buracos negros exercem uma tremenda atração gravitacional.
C
CAMPO GRAVITATIONAL
Volume sobre o qual um objeto exerce atração gravitacional.
CAMPO MAGNÉTICO
Àrea na qual uma força atrativa ou repulsiva existe entre dois imãs ou em associação com o elemento ferro. Acredita-se que o campo magnético da Terra seja devido ao ferro-níquel líquido que existe em seu centro. Este campo magnético protege a Terra do bombardeamento constante de partículas de alta energia.
CARGA ÚTIL
Carga levada pelo Ônibus Espacial.
COMA
Nuvem que cerca o núcleo de um cometa.
COMETA
Massa de gás e poeira congeladas que possui órbita definida através do sistema solar.
CORONA
Camada muito quente e externa da atmosfera de uma estrela. A corona do nosso Sol só pode ser vista durante um eclipse solar total.
COSMOLÓGICO
Que tem a ver com o estudo da história, estrutura, e mudanças do Universo.
COSMONAUTA
Astronauta da antiga União Soviética ou atualmente da República da Rússia.
CRATERA DE IMPACTO
Crateras são o resultado da colisão entre um corpo grande, como um planeta ou satélite, e um corpo menor, como um asteróide ou meteoróide.
D
DENSIDADE
Massa por unidade de volume de uma substância.
DESLOCAMENTO DOPPLER
Deslocamento no espectro de um objeto, devido à mudança no comprimento de onda da luz, que ocorre quando um objeto aproxima-se ou afasta-se da Terra.
E
EIXO
Linha reta imaginária ao redor da qual um objeto gira.
ELÍPTICO
Da forma de uma curva fechada e elongada.
ESPECTRO
Banda de cores que se formam quando a luz visível passa através de um prisma. As cores vão do violeta (comprimento de onda curto) ao vermelho (comprimento de onda longo).
ESPECTRO ELECTROMAGNÉTICO
Toda a extensão dos diferentes tipos de radiações, ou ondas, eletromagnéticas. Esta extensão vai desde as ondas de rádio, muito longas e de baixa freqüência, através das ondas infravermelhas e ondas de luz visível, até as ondas curtas e de muito alta freqüência dos raios gama e raios-X. Os comprimentos de onda na extensão da luz visível têm uma cor específica associada a eles quando passam por um prisma. As baixas freqüências (longos comprimentos de onda) produzem o vermelho enquanto altas freqüências (curtos comprimentos de onda) produzem o violeta. Os comprimentos de onda que caem entre esses dois pontos produzem o laranja, amarelo, verde e azul, também vistos em um espectro.
ESPECTRÓGRAFO
Instrumento utilizado para dispersar a radiação (como a radiação eletromagnética) em um espectro e então fotografá-lo ou mapeá-lo.
F
FLARES SOLARES
Tempestade magnética na superfície do Sol que aparece como um aumento repentino em brilho.
FORÇA GRAVITACIONAL
Veja Gravidade
FOTOSSÍNTESE
Processo pelo qual plantas usam dióxido de carbono, nutrientes, e luz do sol para produzir comida.
FUSÃO
Reação nuclear na qual um elemento com pequenos átomos se funde formando um elemento com átomos maiores, liberando grandes quantidades de energia.
G
GALÁXIA
Aglomerado de estrelas, poeira e gás mantidos unidos pela gravidade.
GEOSÍNCRONA
Órbita na qual a velocidade de revolução de um satélite é igual à velocidade de rotação da Terra. Desta forma o satélite permanece orbitando sobre o mesmo ponto da superfície da Terra todo o tempo.
GIROSCÓPIO
Roda ou disco pesado montado de tal forma que seu eixo pode mover-se livremente em uma ou mais direções. Um giroscópio em rotação tende a resistir à mudança de direção de seu eixo.
GRAVIDADE
Força de atração entre dois objetos, a qual é influenciada pela massa dos dois objetos e a distância entre os dois objetos.
H
HABITAT
Lugar no qual um organismo vive e obtém os materiais que necessita para sobreviver.
I
INFRAVERMELHO
Radiação eletromagnética com longos comprimentos de onda que é encontrada na parte invisível do espectro. Seres humanos percebem as ondas infravermelhas na forma de calor.
ÍON
Partícula eletricamente carregada. Ions podem ser negativamente ou positivamente carregados.
M
MANCHA SOLAR
Tempestade magnética na superfície do Sol que aparece como uma área escura. Uma mancha solar é aproximadamente 1.500 graus Celsius mais fria do que o material ao seu redor. O número de manchas solares que vemos no Sol em uma certa época parece ter um ciclo de 11 anos.
MANTO
Camada no meio de um planeta, localizada entre a crosta, ou superfície, e o centro.
MASSA
Medida da quantidade de matéria em um objeto.
MATÉRIA
Tudo o que tem massa e ocupa lugar no espaço.
METEORO
Meteoróides que se queimam na atmosfera de um corpo celeste, como a Terra, antes de chocarem-se contra sua superfície.
METEORITO
Fragmentos de material que caem do espaço e chocam-se em corpos celestes maiores.
METEORÓIDE
Fragmentos de material que se vaporizam quando passam muito próximo a um corpo celeste que possui atmosfera.
MICROMETEORÓIDE
Pedaços muito pequenos de matéria que são encontrados no espaço.
MICROONDA
Radiação eletromagnética que tem longo comprimento de onda (entre 1 mm e 30 cm). Microondas podem ser usadas para estudar o Universo, comunicar-se com satélites em órbita ao redor da Terra, e fazer pipoca.
MYLAR
Material resistente de poliéster utilizado como isolante.
N
NASA
National Aeronautics and Space Administration, órgão do governo que se encarrega de todos os programas espaciais dos Estados Unidos.
NEBULOSA
Nuvem de gás e poeira de baixa densidade na qual uma estrela nasce.
NUVEM DE OORT
Enorme nuvem que acredita-se cerque o sistema solar e extenda-se mais de metade do caminho até a estrela mais próxima. Cometas originam-se na Nuvem de Oort.
O
ONDA ELECTROMAGNÉTICA
Onda de energia elétrica e magnética que é gerada quando uma carga elétrica é acelerada.
ÓRBITA
Caminho específico seguido por um planeta, satélite, etc.
ÓRBITA DE DECAIMENTO
Caminho ao redor de um objeto que diminui em tamanho com o tempo. Por exemplo, quando um satélite entra em órbita de decaimento sobre a Terra, o tamanho de sua órbita diminui até o ponto em que ele entra na atmosfera da Terra onde se queima.
P
PARTÍCULA CARREGADA
Elétrons, prótons, íons.
PARSEC
Um parsec é igual a 3,26 anos-luz.
PLANÍCIE
Vastas áreas planas de baixa elevação.
PROEMINÊNCIAS SOLARES
Gases presos na borda do Sol que parecem ser atirados para fora da superfície do Sol.
Q
QUASAR
Distante fonte de energia que libera grandes quantidades de radiação, incluíndo ondas de rádio e raios-X.
QUILOGRAMA
1000 gramas.
QUILÔMETRO
1000 metros.
QUILOPARSEC
1000 parsecs. Um parsec é igual a 3,26 anos-luz.
R
ONDAS DE RÁDIO
Tipo de radiação eletromagnética que tem a freqüência mais baixa, comprimento de onda mais longo, e é produzida por partículas carregadas movendo-se para frente e para trás. Ondas de rádio não são bloqueadas pelas nuvens na atmosfera da Terra.
RAIOS GAMA
Radiação eletromagnética penetrante de curto comprimento de onda e alta freqüência.
RAIOS-X
Radiação eletromagnética penetrante que tem comprimento de onda extremamente curto.
RETRÓGRADO
Que tem direção oposta à de corpos similares.
REVOLUÇÃO
O movimento circular de um objeto menor ao redor de um objeto maior.
ROTAÇÃO
O ato de um objeto girar em torno de seu eixo.
S
SATÉLITE
Objeto que revolve ao redor de um corpo primário maior. Satélites podem ocorrer naturalmente, como a Lua, ou podem ser fabricados pelo homem, como o Hubble Space Telescope e o Compton Gamma-Ray Observatory.
SILICONE
Elemento químico não-metálico.
SISTEMA SOLAR
O Sol e todos os planetas, cometas, etc. que giram ao redor dele.
SONDA
Espaçonave não tripulada que é lançada ao espaço para coletar dados sobre o sistema solar e além dele. Sondas espaciais não são necessariamente planejadas para retornar à Terra.
T
TONELADA MÉTRICA
1000 quilogramas.
U
RAIOS ULTRAVIOLETA
Radiação eletromagnética invisível de comprimento de onda curto. Raios ultravioleta causam queimaduras de Sol em seres humanos.
UNIDADE ASTRONÔMICA
Distância média entre o Sol e a Terra, a qual é igual a 150.000.000 quilômetros.
UNIVERSO
Vasta extensão do espaço que contém toda a matéria e energia em existência.
V
VENTO SOLAR
Corrente contínua de partículas carregadas que são liberadas do Sol e arremessadas ao espaço à velocidades de até 800 quilômetros por segundo. Ventos solares aumentam de forma considerável após um episódio de flares solares.
VULCANISMO
Atividade vulcânica.
|
|
Comentários (0) :: Permalink
|
11/8/2010 - Hubble fotografa galáxias colidindo
O Space Telescope Science Institute em Maryland, nos EUA, divulgou 59 novas imagens do Telescópio Espacial Hubble nesta quinta-feira para celebrar 18º aniversário de seu lançamento.
É um novo atlas do Hubble que ilustra como as colisões galácticas produzem uma memorável variedade de estruturas intrincadas nunca vistas antes em detalhes, segundo o Instituto.
As imagens são uma maneira de olhar para o passado. Leva centenas de milhões de anos para galáxias se fundirem e a luz de suas estrelas viajou por centenas de milhões de anos através do espaço.
O fato da órbita do telescópio estar fora da atmosfera da Terra, as câmeras do Hubble podem gerar imagens extremamente precisas.
Mas o futuro do equipamento é controverso, pois requer reparos regulares por astronautas para permanecer em condições de funcionamento. Depois do desastre da nave espacial Columbia em 2003, uma missão de reparos programada para o ano seguinte foi cancelada.
A NASA estava planejando abandonar o telescópio, extremamente popular entre os astrônomos. Depois de protestos a Agência Espacial dos EUA voltou atrás na sua decisão e uma nova missão de reparos do Hubble está planejada para Agosto.
Está programado para 2013 o lançamento do Telescópio Espacial James Webb, que substituirá o Hubble.
|
|
Comentários (0) :: Permalink
|
11/8/2010 - Idade da Terra
Em 1654 um arcebispo irlandês calcula, com base em textos bíblicos, que a Terra teria se formado às 9 horas do dia 26 de outubro de 4004 a.C. Hoje já se sabe que a Terra tem cerca de 5 bilhões de anos. A datação científica é feita a partir da idade do Universo e do estudo das rochas da crosta terrestre. Segundo a teoria do Big Bang, o Universo teria se formado há 15 bilhões de anos e as galáxias há cerca de 13 bilhões. As primeiras estrelas começam a aparecer 4 bilhões de anos depois do Big Bang.
Datação de rochas – Para calcular a idade de uma rocha é preciso somar o tempo de sua formação no interior do planeta, o período de esfriamento (que pode chegar a 500 mil anos) e o tempo que ela leva para surgir na crosta. Na datação de rochas os cientistas identificam em sua composição elementos radiativos. Sabe-se que todo elemento radiativo (isótopo instável) se transforma naturalmente em um isótopo estável. O tempo máximo de transformação também é uma variável conhecida. Assim, é possível calcular a idade de uma rocha investigando quanto ainda resta do elemento radiativo.
|
|
Comentários (0) :: Permalink
|
11/8/2010 - Matéria Escura
Ninguém consegue vê-la, senti-la, ou mesmo saber o que é.
Mas sem a misteriosa substância chamada matéria escura, as galáxias se fragmentariam. Uma simulação feita em computador por John Dubinski, um astrofísico da Universidade de Toronto, representa a matéria escura como uma enorme rede de filamentos espalhada pelo espaço, mostrada em branco acima.
Segundo os cálculos de Dubinski e outros astrofísicos, o universo visível – estrelas e galáxias – é uma mera farpa do que há lá fora.
A matéria escura é uma partícula grande sem carga elétrica; sua única marca é sua força gravitacional.
Os especialistas calculam que os experimentos dos próximos dez anos conseguirão finalmente isolar partículas da matéria escura e desvendar o maior mistério do universo.
|
|
Comentários (0) :: Permalink
|
11/8/2010 - O Efeito Borboleta e as Determinantes Condições Iniciais
Matemático, astrônomo teórico e filósofo da ciência, o francês Henri Poincaré (1854-1912) teve papel fundamental no desenvolvimento de estudos sobre os sistemas dinâmicos e o caos determinístico. No início do século, em sua obra "Ciência e Método", Poincaré expõe com clareza a questão da sensibilidade dos sistemas às condições iniciais. Em sua análise do universo das probabilidades, o francês enfatiza a enorme influência dos pequenos erros e desvios nos fenômenos naturais. Segundo ele, a ciência clássica observa os eventos considerando apenas parte das influências aos quais o objeto está sujeito.
Em seu livro, Poincaré afirma que o conhecimento pleno das leis da natureza e das condições do universo no instante inicial permitiriam prever situações em momentos posteriores. De acordo com o matemático, no entanto, mesmo que as leis fossem perfeitamente desvendadas e conhecidas, seria possível identificar apenas de maneira aproximada as condições iniciais. Essas pequenas particularidades do momento primordial poderiam provocar enormes distorções nos eventos futuros. "Um pequeno erro nos antecedentes pode produzir um erro enorme nos acontecimentos posteriores. A predição se torna impossível e temos um fenômeno fortuito", escreve.
As idéiais de conteúdo sofisticado não foram claramente compreendidas em sua época. Seu trabalho, entretanto, é considerado um importante pilar nos modernos estudos sobre a previsibilidade de fenômenos em diversos ramos da ciência.
Recuemos um pouco no passado para compreender melhor. Vamos até 1961 encontrar Edward Lorenz a trabalhar num modelo computacional de previsão meteorológica através de um punhado de equações diferenciais. Lorenz encontrava-se extremamente satisfeito por acreditar que tinha descoberto uma certa ordem na imprevisibilidade meteorológica. Ele não sabia, mas estava prestes a descobrir um sistema caótico. Certo dia no Inverno desse ano, Lorenz necessitava de examinar uma sequência numa longa extensão de tempo. Para poupar tempo, em vez de começar tudo de novo, começou logo pela metade. Pelas leis de Sir Isaac Newton tudo deveria correr da mesma forma, mas não. Quando voltou, Lorenz deu de caras com um resultado totalmente oposto ao da sequência inicial. Primeiramente pensou que o computador tivesse avariado de vez, mas foi quando se apercebeu de que o problema estava nos números que ele digitado. Inicialmente ele introduziu 0,506127. Da segunda vez colocou apenas 0,506. Ele tinha apenas arredondado o número! A diferença entre eles era apenas de alguns milésimos, mas os resultados finais de ambos eram totalmente distintos. Os erros provaram ser catastróficos. Em 1979 publica no jornal dos meteorologistas um artigo com o seguinte título: "Predictability: Does a flap of a butterfly's wings in Brazil set off a tornado in Texas". O título pegou e ficou conhecido por Efeito Borboleta, ou Butterfly Effect. Queria ele dizer no seu artigo que algo tão insignificante como o bater de asas duma borboleta no Brasil, poderá provocar um tornado no Texas. Decerto já reparam que em certos dias quando saem de casa apenas cinco minutos mais tarde, chegam ao trabalho ou à escola já em cima da hora, senão mesmo muito atrasados. Isto é apenas um dos exemplos que podemos dar sobre a teoria do caos. Já agora e a título de curiosidade, sabiam que as diferenças genéticas entre o Homem e o chimpanzé são apenas de dois por cento (2%)!
Lorenz pegou no modelo anterior e conseguiu reduzi-lo a apenas três equações diferenciais não-lineares, mais ou menos assim:
(1) dx/dt = -10x + 10y
(2) dy/dt = 28x - y + xz
(3) dz/dt = - 8x/3 + xy
No entanto no caos não se pode aplicar a hipótese "ceteris paribus", uma vez que ele é dinâmico. Ou seja para a análise do sistema não podemos fixar umas variáveis para podermos estudar as outras. Aqui isso não se aplica, exatamente porque ele é dinâmico, está em constante mutação. Em outras palavras depois dos teóricos do caos não se pode mais dar um peido sem deixar de mexer com as estrelas.
|
|
Comentários (0) :: Permalink
|
11/8/2010 - Mitos Sobre o Vácuo no Espaço
Ao contrário do que pensa a maioria das pessoas, um ser humano que fosse lançado ao espaço sideral sem nenhuma proteção não explodiria, e tampouco congelaria.
Na verdade, os cientistas calculam que a exposição ao vácuo não causaria nenhum dano imediato a uma pessoa, desde que ela não tentasse trancar a respiração.
Segurar o fôlego poderia causar problemas nos pulmões, um efeito semelhante ao que pode ocorrer com mergulhadores em grandes profundidades.
Fora isso, os efeitos previstos seriam queimaduras solares, uma leve descamação da pele e dor de ouvido nos primeiros dez segundos de "passeio" pelo espaço.
A falta de oxigênio provocaria perda de consciência depois de um ou dois minutos, seguida finalmente pela morte por asfixia.
|
|
Comentários (0) :: Permalink
|
11/8/2010 - OVNIs, Mito ou Realidade
Devido às grandes distâncias interestelares, e à limitação da velocidade a velocidades menores que a velocidade da luz pela relatividade de Einstein, não é possível viajar até outras estrelas e seus possíveis planetas. O ônibus espacial da NASA viaja a aproximadamente 28 000 km/hr e, portanto, levaria 168 000 anos para chegar à estrela mais próxima, que está a 4,4 anos-luz da Terra. A espaçonave mais veloz que a espécie humana já construiu até agora (Voyager da NASA) levaria 80 mil anos para chegar à estrela mais próxima.
Mesmo com um reator de fusão nuclear, o combustível necessário para a viagem à estrela mais próxima ocupa mil navios supertanques, e levaria 900 anos. O Dr. Bernard M. Oliver (1916-1995), diretor de pesquisa e vice-presidente da Hewlett-Packard Corporation e co-diretor do projeto de procura de vida extra-terrestre Cyclops da NASA, calculou que para uma espaçonave viajar até esta estrela mais próxima a 70% da velocidade da luz, mesmo com um motor perfeito, que converte 100% do combustível em energia (nenhuma tecnologia futura pode ser melhor que isto), seriam necessários 2,6 × 1016 Joules, equivalente a toda a energia elétrica produzida em todo o mundo, a partir de todas as fontes, inclusive nuclear, durante 100 mil anos, e ainda assim, levaria 6 anos só para chegar lá. O importante sobre este cálculo é que ele não depende da tecnologia atual (eficiência de conversão de energia entre 10 e 40%), pois assume um motor perfeito, nem de quem está fazendo a viagem, mas somente das leis de conservação de energia. Esta é a principal razão que os astrônomos são tão céticos sobre as notícias que os OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados), ou UFOs (Unidentified Flying Objects) são espaçonaves de civilizações extra-terrestres. Devido às distâncias enormes e gastos energéticos envolvidos, é muito improvável que as dezenas de OVNIs noticiados a cada ano pudessem ser visitantes de outras estrelas tão fascinados com a Terra que estão dispostos a gastar quantidades fantásticas de tempo e energia para chegar aqui. A maioria dos OVNIs, quando estudados, resultam ser fenômenos naturais, como balões, meteoros, planetas brilhantes, ou aviões militares classificados. De fato, nenhum OVNI jamais deixou evidência física que pudesse ser estudada em laboratórios para demonstrar sua origem de fora da Terra.
Quatro espaçonaves da Terra, duas Pioneers e duas Voyagers, depois de completarem sua exploração do sistema planetário, estão deixando este sistema planetário. Entretanto, elas levarão milhões de anos para atingir os confins do Sistema Solar, onde situa-se a Nuvem de Oort. Estas quatro naves levam placas pictoriais e mensagens de audio e vídeo sobre a Terra, mas em sua velocidade atual levarão milhões de anos para chegarem perto de qualquer estrela.
|
|
Comentários (0) :: Permalink
|
11/8/2010 - O Universo provavelmente é infinito e limitado
Na verdade, o modelo cosmológico padrão propõe exatamente o contrário, o Universo é finito e ilimitado.
Imagine que o Universo seja um corredor. Torça este corredor até que uma ponta encontre a outra. Por mais que você percorra este corredor, você jamais chegará na parede final dele, ela não existe. Mas o corredor é infinito? Não é.
Da mesma forma, se você andar na superfície da Terra, nunca vai chegar na "beirada". A superfície da Terra não tem bordas. Mas ela é infinita? Não é.
Da mesma forma, se o Universo for uma entidade 3D dobrada sobre uma outra entidade 4D, então ele é finito, e não tem limites.
Mas como podemos afirmar que o Universo é finito? Pelo Big Bang. Para haver uma origem, então esta origem é um momento no tempo e no espaço, e se for assim, então é limitada. A expansão do Universo primordial, o "ovo cósmico", era a expansão de um Universo finito. Ele não se tornou infinito a partir daquele momento.
|
|
Comentários (0) :: Permalink
|
|
Sobre Mim
Esse Blog é dedicado aos mistérios do universo, e aqui também pode - se encontrar informações nas áreas de ciências, física e química.
« May 2012 »
| Mon | Tue | Wed | Thu | Fri | Sat | Sun | | | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 |
| 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 |
| 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 |
| 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 |
| 28 | 29 | 30 | 31 | |
Amigos
|