Escrevo para você sim"
dos portais da percepção
dos casarões de um tempo distante
d'um país de belos horizontes.
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"Escrevo para você sim"
do local de trabalho
onde uma máquina de escrever
sacia minha fome de viver.
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"Escrevo para você sim"
o segundo poema do ano
numa tarde chuvosa de janeiro
um poema derradeiro carregado de sentimentos
e saudade, saudades...
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"Escrevo para você sim"
a única coisa que sei
talvez uma certeza
um luz no poente
um povo presente nas lutas
uma fonte de beleza.
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"Escrevo para você sim"
os tempos estão difíceis
homens, mulheres e crianças
esfarrapados pelas calçadas da cidade
a poesia perdeu o rumo
que Mário de Andrade tomou
perdi minha lança
perdi minha trança.
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"Escrevo para você sim"
o meu apaixonado uivo dentro das madrugadas sonolentas do Brasil
minha paixão pelo chão onde piso e grito
choro, imploro e canto aflito
o nome dos malditos poetas da liberdade eterna.
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"Escrevo para você sim"
no guardanapo do restaurante
no espelho embaçado do banheiro
na lona colorida do circo que acabou de chegar
e ousando te amar, o palhaço dá cambalhotas no ar
de frente pro mar
este palhaço sou eu, em primeira pessoa do singular.
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"Escrevo para você sim"
como nos anos cinquenta
na beira da estrada
com a certeza de que o cabo de aço
arrebentará
antes de derrubar a história.
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"Escrevo para você sim"
não como Ana Cristina César
"da cama do hospital"
escrevo como se uma rosa estivesse brotando
dentro do meu próprio peito
escrevo meio sem jeito
escrevo em seu nome
em nosso nome
escrevo em nome dessa América santa e poética
escrevo em nome desse povo
santo e poético
em busca da liberdade.
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre.
Sou como você me vê...
"...Sou como você me vê... Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, Depende de quando e como você me vê passar..." (Clarice Lispector)
"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens."
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"Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse sempre a novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias."
"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
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"Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir. Não sou pretensiosa. Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando..."
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"Eu não escrevo o que quero, escrevo o que sou."
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"Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada"
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"Eu só escrevo quando eu quero, eu sou uma amadora e faço questão de continuar a ser amadora. Profissional é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever, ou então em relação ao outro. Agora, eu faço questão de não ser profissional, para manter minha liberdade".
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"Minha liberdade é escrever. A palavra é o meu domínio sobre o mundo."
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Escrevo ou não escrevo? (...)
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"Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto - e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades de mar (...)
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"Escrever existe por si mesmo? Não. É apenas o reflexo de uma coisa que pergunta. Eu trabalho com o inesperado. Escrevo como escrevo sem saber como e por quê - é por fatalidade de voz. O meu timbre sou eu. Escrever é uma indagação. É assim:?
“Sigo bastante minha intuição e, graças a Deus, ela não está falhando”, “A minha vaidade é minha credibilidade. Gosto de profissionalismo, gosto de trabalhar tendo só o básico, não fico exigindo coisas loucas”
Sabe ultimamente estou me deparando com pessoas boas, Aquela pessoa que parece um anjinho e que Deus quer que fique ali perto de vc mesmo na distância..!!!
O amigo maisss lindooo do mundo, mais amigo e que me deixa muito bem..Jairo Vidal to falando de vc , ora ora ..de quem mais eu falaria.;;;;aiaia como vc dizzz..Eu te amoooooooo e adoro converssar com vc...
Palavras dele ( Jairo Vidal) numa converssar de desabafo meu, aquele ouvido escuto tanto ja, e ele ja fez meu coração para de reclamar com apenas suas palavras.e ouvir e o meu coração logo depois dizer danici o mundo quero viver...!!!
ele Diz:EU ESTOU AQUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIo amor está no sentimento da alma
*e nunca jamais no corpo
*SEMPREEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
*VC SÓ VAI FICAR SOZINHA SE QUISER
corpo é só corpo...vc consegue suprir de outras formas
*como um alimento q vc come e pronto
*carencia da alma amor...é outra coisa
*é mais profundo
*é muito mais bonito e é pra sempre
*poucos no mundo sentem isso
*então eu estarei aqui pra isso
sem cobranças e te amando como se deve...sem pedir nada em troca só o seu bem estar
estou aqui SEMPRE...
e se um dia não estive ESTAREI MAIS PRÓXIMO DE VC AINDA
*Eu na verdade já estou aí...
*é só querer sentir
sinta com o coração
*tá bom!
Da pra não se acha com essas palavras...essas palavras me deixam tão feliz por ter um amigo que por pouco tempo ja é gratificante te- lo como amigo sempreeeeeeeee... eternamente amigoooooooooooooossssssssssssssssssssssssssssssssssss e o que eu espero e espero que ele espere isso tb.rs!!!
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias. Difícil é encontrar e refletir sobre seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado. E é assim que perdemos pessoas especiais.
"A cada dia que vivo mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade".
Eu me interesso... E digo: Te Amo!
Claridades de Clarice andam me iluminando e meu texto fica influenciado. É impossível não ser atingida e eu fui. Confesso que após assistir uma entrevista de 1977 - dada por Clarice Lispector - fui arrebatado pela maneira "estranha", curiosa e singular dessa mulher falar, se expor (?)... Suas respostas são diretas, objetivas, sérias e tão cheias de humor.
Timidez e ousadia ao mesmo tempo. Contradições presentes a todo instante. Isso me pareceu espelho e eu me vi nela. A frase: "Assumo minha solidão" me parece tão familiar...
"Escrevo para ficar livre de mim mesma", teria ela dito numa outra ocasião. Também declarou acordar de madrugada e escrever... Ah, como faço isso.
Quando perguntaram a ela:
- Por que continuar a escrever?
- E eu sei? - Respondeu ela com seu sotaque indecifrável, meio russo, meio nordestino.
Disse uma estudiosa de sua obra que ela tinha a língua presa e que não quis fazer cirurgia pois achava que "doeria muito".
Reconheço-me meio Clarice, claro que não como escritora, por favor, sacrilégio têm limites. Clarice na alma, no pensamento, na contradição, na solidão... Sei lá, acho que todos são. Será?
E por fim nesse trecho de um texto dela, eu me vi claramente: