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Manipulador Laranja de Conhecimentos

Elizabeth Short / Dália Negra

12:42, 13/11/2012

.. Postado em Crimes da nossa História

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"A Dália Negra foi uma figura invejável. A presença sensual da vítima, a miséria de seus relacionamentos, a cor de sua calcinha, o cinza de sua realidade e sadismo de sua execução provocou um fascínio que ainda existe."

Rafael Aviña
 
 
Era conhecida pelo apelido de The Black Dahlia (Dália Negra). Tentou seguir carreria de atriz, mas não obteve sucesso, sendo que no entanto acabou se envolvendo com diversas figuras da indústria do cinema de Hollywood, provocando escândalos, e que foi conhecida pelo seu apelido de "Dália Negra" pelos meios de comunicação de imprensa, devido ao seu cabelo tingido de preto, pela sua preferência à vestidos de noite de cor preta, e por usar uma flor "Dália" em seu cabelo.
 
 
 
Elizabeth Short, embora não tendo conseguido se tornar atriz, ficou mundialmente conhecida devido ao seu brutal assassinato, onde seu corpo foi violentamente mutilado, se tornando tema de diversos livros, filmes, rodas de disculssão, manchetes de revistas e de teorias investigativas até os dias de hoje... Foi morta por razões e assassino desconhecidos em 1947. Seu corpo foi encontrado mutilado e esquartejado em um terreno baldio na cidade de Los Angeles. O crime ficou eternizado não apenas pela brutalidade, mas principalmente por permanecer até hoje sem solução. 
 

 

Elizabeth "Betty" Short nasceu em Boston, Massachusetts, e foi criada em Medford. Foi a terceira das cinco filhas de Cleo Short e Mae Phoebe Sawyer. Seu pai construiu uma pequena área de golfe onde oferecia cursos, até que durante a queda da bolsa de valores de 1929 ele perdeu grande parte dos bens da família. Em 1930, ele estacionou seu carro sobre uma ponte e desapareceu, o que levaram alguns a acreditar que ele havia cometido suicídio. Por conta disso, a mãe de Elizabeth Short decidiu levar a família para um pequeno apartamento em Medford, e nessa época encontrou trabalho como contadora. Mais tarde Short descobriria que seu pai ainda estava vivo e morando na Califórnia até então. Abandonou a escola aos 16 anos de idade; Foi enviada para Miami, Flórida, para viver o inverno por lá, devido às preocupações de sua mãe com a asma e a bronquite de Short. Assim seria sua rotina durante os próximos três anos, morando em Miami durante os meses frios e em Medford no restante do ano. Aos 19 anos viajou para Vallejo, Califórnia para viver com seu pai que trabalhava próximo ao estaleiro naval de Mare Island, em San Francisco Bay. No início de 1943 os dois se mudaram para Los Angeles, mas como a convivência entre ambos não foi satisfatória, Beth retornou para Santa Barbara em setembro de 1943. A jovem admirava a farda militar e gostava de frequentar os bares e clubes noturnos, onde ficava rodeada de militares. Presa em 23 de setembro, por oferecer bebida alcoólica a um menor de idade. Após sua prisão, ela foi levada de volta para Medford pelas autoridades juvenis em Santa Bárbara.  Em acordo com as autoridades, foi liberada para retornar à casa de sua mãe em Madford. Após ser libertada, ela retornou para Flórida, onde conheceu o Major Matthew Michael Gordon Jr., um condecorado oficial das Forças Aéreas do Exército dos Estados Unidos, responsável pelo treinamento e implantação do "China Burma India Theater of Operations" (forças aéreas que operavam em conjunto com as forças aéreas britânicas e chinesas e eram aliadas também às forças terrestres da China, da Índia e da Birmânia, durante a Segunda Guerra Mundial).

 

Short disse que Gordon havia lhe escrito uma carta da Índia lhe propondo casamento, enquanto ele se recuperava de ferimentos sofridos a partir de um acidente de avião. Elizabeth aceitou sua proposta, estava pronta para ser a esposa de um oficial e levar a vida que ela planejara para si, por isso aceitou o pedido. mas Gordon acabou morrendo em um acidente de avião logo em seguida, em 10 de agosto de 1945, antes que ele pudesse voltar aos Estados Unidos para consumar o matrimônio. Mais tarde, por alguma razão desconhecida, Short decidiu alterar a história desse fato, dizendo que os dois haviam se casado e tiveram um filho que morreu. Embora os amigos de Gordon, do comando aéreo, confirmassem o envolvimento íntimo dos dois, a família de Short negou que tal envolvimento tivesse alguma ligação com o posterior assassinato dela. Desorientada saiu de casa novamente para a Florida, arranjando um emprego, também de garçonete, em Miami Beach. Novamente, desiludida retornou a Madford em fevereiro de 1946. Desta vez foi trabalhar como caixa num cinema. Este trabalho deve ter acendido suas esperanças de sucesso, pois era uma jovem muito bonita e gozava de certa liberdade, não seria difícil imaginar uma carreira promissora como atriz em Hollywood. Assim, partiu em abril daquele ano para a California com destino ao glamour de Hollywood. Em Hollywood passou por várias pensões e hotéis, dividindo quartos com diversas outras garotas durante todo o restante do ano de 1946. Lá, ela trabalhou com o pessoas envolvidas com produções de Hollywood, tentando se tornar uma atriz, e acabou tendo um caso e sendo amante de muitos homens que tiveram passagem por Hollywood. Seis meses antes de sua morte, Short permaneceu no sul da Califórnia, principalmente na área de Los Angeles.  
O sonho de estrear no cinema, ostentando um nome artístico famoso seria realizado, mas não em vida. Até então ela era apenas Elizabeth Short, vista com vida pela última vez a 9 de janeiro de 1947 ao sair do bar do Hotel Biltmore.

Major Gordon
 

O CRIME

Era manhã, por volta das 10:30h, quando uma mulher que caminhava com sua pequena filha encontrou o corpo jogado na grama próximo a calçada, no cruzamento da 39th Street e Norton Avenue em Leimart Park, Los Angeles. Atônita e mal podendo falar dirigiu-se a algum local nas vizinhanças e ligou para a polícia.
O repórter do Los Angeles Examiner, Will Fowler, que escaneava as frequências da polícia em busca de furos jornalísticos, e seu fotógrafo, Felix Paegel, foram os primeiros a chegar à cena do crime. Esperavam encontrar um homem bêbado caído ao lado da calçada, mas o que encontraram foi o corpo de uma bela jovem seccionado ao meio na altura do tórax, com algumas outras mutilações.
Em alguns minutos chegaram os primeiros policiais fardados da LAPD’s University Division e, em seguida, os investigadores Harry Hansen e Finis Brown, designados para o caso.
A disposição do corpo revelava certo cuidado por parte do assassino. Ele não jogou apenas os restos mortais no terreno, mas os dispôs na posição correta, tronco e braços acima e pélvis e pernas abaixo, guardando o cuidado de manter um desalinhamento e separação entre uma e outra parte, para que se percebesse, logo à primeira vista, que estavam separados. Os braços foram colocados acima da cabeça como indicando uma pose artística. A boca da vítima fora rasgada quase que de orelha a orelha, lembrando um macabro sorriso. Havia grama dentro da vagina da vitíma. Não havia sangue espalhado, como seria de se esperar de um corpo tão severamente mutilado; também não havia qualquer fragmento de osso que indicasse uma ação com instrumentos grosseiros e inadequados. Os detetives encontraram próximo ao corpo alguns sacos de cimento (vazios) com traços de sangue, possivelmente utilizados para carregar o corpo de um carro até o local onde foi depositado no chão. Também encontraram pegadas de sapato impressas com sangue, certamente do assassino. Como nenhuma identificação fora encontrada perto da vítima, ela recebeu a denominação de “Jane Doe Number 1” e o corpo foi removido para autópsia.
Neste momento ainda não se conhecia a identidade da vítima. Como havia uma grande ânsia de se resolver o caso, a Polícia de Los Angeles permitiu mais uma vez que a imprensa tomasse à dianteira nos procedimentos; assim, o editor do jornal Los Angeles Examiner propôs aos detetives utilizar o moderno equipamento de foto fac-simile do jornal para transmitir o cartão com as digitais da vítima para o escritório de Washington, de onde agentes do FBI poderiam rapidamente levá-lo para a Seção de Identificação. Este procedimento permitiu que a polícia chegasse rapidamente a identidade da vítima, mas deu mais material para que  jornal explorasse o caso. A jovem assassinada era Elizabeth Ann Short, de 22 anos.
 
Perguntas que não querem ser caladas, quem teria praticado um ato tão brutal contra uma jovem moça ? Por que uma ação tão violenta ?
 

 

A IMPRENSA NO CASO

 

O caso do assassinato da Dália Negra tomou vulto e notoriedade jamais superados no século XX. É verdade que as circunstâncias e componentes do caso são traumáticos: assassinato de uma jovem tão bonita, a crueldade aplicada tanto na morte quanto na mutilação posterior do corpo, a falta de pistas do criminoso, etc. Contudo, podemos apontar como um dos fatores determinantes para a notoriedade do caso, o grande envolvimento da imprensa. 

 

De fato, a rápida chegada da imprensa ao local, com possibilidades de fotografar o cadáver antes que a polícia fizesse seu isolamento e a fácil aceitação do LAPD (Departamento de Polícia de Los Angeles) da contribuição da imprensa no caso, manipulando evidências (e noticiando-as também), permitiu a divulgação do caso numa escala jamais vista. Exemplo disso é o fato de que a tiragem do jornal Los Angeles Examiner no dia 16 de janeiro foi a maior deste jornal, somente superada pela edição especial do dia da Vitória. 
 
Outra contribuição da imprensa para o caso que definitivamente o tornou uma notoriedade foi o nome dado à vítima, Dália Negra. Elizabeth Short em vida nunca teve um nome artístico, porém o nome que a imprensa lhe deu jamais será esquecido. Este nome provavelmente foi inspirado num romance de Raymond Chandler, The Blue Dahlia, que retratava uma estória de assassinato e mistério; e fora filmado em Los Angeles no verão de 1946. A “contribuição” da imprensa aparentemente prejudicou muito o curso da investigação, haja visto que logo após ser noticiado várias pessoas se entregaram à polícia de Los Angeles alegando serem os verdadeiros assassinos da Dália Negra, confundindo o curso da investigação e gastando muitas horas-homem de cansativas investigações. Levando-se em conta que mais de 50 pessoas assumiram a autoria do crime, o trabalho dos investigadores quase se inverteu, deixando de procurar provas que incriminassem determinado suspeito para procurar provas que inocentassem o suposto assassino réu confesso!

 

O CASO DO ASSASSINO DO BATOM VERMELHO

Utilizando a parceria da imprensa, o LAPD (Los Angeles Police Departament) resolveu mudar de tática e aceitar um dos confessores, Joseph Dumais, deixando publicar que o caso estava resolvido, mesmo tendo provas que Dumais não era o criminoso, apenas um desequilibrado. A tática consistia em utilizar o egocentrismo do assassino contra ele mesmo e forçá-lo a se entregar. Acreditava-se que, sendo outra pessoa reconhecida como o autor deste crime notório, o assassino se sentiria roubado em sua fama e daria um novo passo se entregando ou cometendo algum erro que o denunciaria. Sua reação foi a pior possível e inesperada. Além de não se entregar, cometeu outro assassinato. A vítima foi Jeanne French, uma aspirante a atriz que ganhara alguma fama em Los Angeles, posteriormente havia trabalhado como enfermeira e fora uma das primeiras mulheres a adquirir o brevê de piloto nos Estados Unidos. Seu corpo foi encontrado nu a 10 de fevereiro de 1947 (apenas dois dias após ter sido noticiado a prisão de Joseph Dumais e o fim do caso Dália Negra) em um lote vazio na Grandview Avenue, cerca de 7 milhas de onde fora encontrado o corpo de Elizabeth Short. Em seu corpo fora escrito com batom vermelho FUCK YOU e assinado B.D. (Black Dahlia).

Jeanne sofrera vários golpes no tórax, rosto e cabeça e teve sua boca cortada à semelhança de Elizabeth Short. A causa da morte foi determinada como resultado da perfuração do coração por uma das duas costelas quebradas pelos golpes. Logo após este crime, e fracassada a tática da polícia, Dumais foi solto e considerado apenas um desequilibrado. A imprensa se apressou em apelidar o caso de Assassino do Batom Vermelho. A autoria deste crime foi, inicialmente, ligado ao Caso Dália Negra, contudo a falta de provas fez com que os crimes fossem tratados separadamente e continuam a compor o rol de Cold Cases do LAPD. Muita coisa se falou e se investigou sobre o caso Dália Negra, contudo nunca se ultrapassou a barreira de uma simples coletânea de indícios circunstanciais. O primeiro investigador designado para chefiar o caso, Harry Hansen, aposentou-se vinte e três anos depois sem esconder a sua frustração com o caso não resolvido. Outros investigadores que o sucederam, da mesma forma, se aposentaram sem qualquer progresso.

 

O assassino enviou diversas cartas para policia

 

O ASSASSINO

Muitos anos após, e estando quase esquecido o crime, um detetive aposentado do LAPD, chamado Steve Hodel lançou novas luzes sobre o caso. Em 1999, após a morte de seu pai George Hodel, encontrou um intrigante álbum de família composto por fotos de pessoas que aparentemente significavam muito para ele e que guardara com muito cuidado durante várias décadas. As pessoas que apareciam nas poucas fotos eram duas de suas ex-esposas, alguns de seus filhos, a nora (do primeiro casamento de Steve) e, curiosamente, duas fotos de Elizabeth Short, aparentemente pouco tempo antes do assassinato. Em uma destas fotos, Elizabeth Short aparentemente estava nua ( a foto fora recortada para ficar do mesmo tamanho das demais e mostrava apenas seu rosto e parte dos ombros nus). 

Desde este momento Steve iniciou um intenso trabalho de investigação sobre seu pai, George Hodel, o qual praticamente desconhecia, pois o estilo de vida e a postura distante da família que assumira durante toda a sua vida formava uma verdadeira muralha em volta de seu caráter e de seus atos durante toda a sua vida. Suas descobertas foram assustadoras, revelando George Hodel como um homem excêntrico, de extrema inteligência e capaz de realizar atos dos mais brutais já imaginados. As diversas ligações de George Hodel com o caso (embora circunstanciais) parecem não deixar dúvidas de que ele foi realmente o autor deste bárbaro crime, além de muitos outros. No entanto viveu livre e confortavelmente até os últimos de seus dias com mais de 91 anos.

 

 
GEORGE HODEL
Desvendar George Hodel foi uma tarefa que demandou muitos anos de investigação de seu filho Steve Hodel. O resultado de suas pesquisas foram inicialmente divulgadas no seu livro The Black Dahlia Avenger, lançado em 2003 nos Estados Unidos. George Hill Hodel Jr., filho de imigrantes russos, nasceu em Los Angeles em 1907. Seus pais se preocuparam muito com sua formação intelectual e educação formal. Aos 9 anos de idade já era um exímio pianista e fora escolhido para dar um recital para a comissão belga que fora aos Estados Unidos para as celebrações aos franceses. Seu QI excepcional, 186, situava-se um ponto acima do de Albert Einstein, o que lhe rendeu vários anos no programa de pesquisa de QI do Dr. Lewis Terman. Em 1923, com apenas 15 anos, ingressou no California Institute of Technology em Pasadena. Porém, sua prodigiosa carreira como engenheiro químico foi interrompida pela sua expulsão resultante de sua tendência para o lado obscuro da vida (as razões são incertas, informa-se que foi por motivo de ter engravidado a esposa de um membro da faculdade ou por jogar poker, jogo proibido). Trabalhou inicialmente como motorista de taxi e em outros pequenos empregos. Trabalhou também como jornalista, porém em 1928 ingressou no programa médico da University of California em Berkeley, onde se graduou em 1932. Por volta desta época, estava casado com Emilia, sua primeira esposa, e já tinha um filho chamado Duncan, quando então conheceu Dorothy Anthony. Seu poder persuasivo convenceu as duas mulheres em reunir todos numa única família. Dorothy deu à luz uma filha, Tamar. Por volta de 1939, estava trabalhando no L. A. Country Health Department, já desvencilhado de Emilia e Dorothy, passou a viver com outra Dorothy, Dorothy Huston, a quem chamava de Dorero para que seus amigos não confundissem com sua esposa anterior. Desta união nasceu Steve e outros dois irmãos. Futuramente se casaria com June, sua última esposa.
 Em 1945 foi admitido na UNRRA (United Nations Relief and Rehabilitation Administration), indo trabalhar, no início de 1946, na China. Lá, embora fosse civil, possuía o posto honorário e as honras de general de três estrelas. Retornou a Los Angeles em setembro de 1946. Algumas de suas amizadas demonstram bem o seu estilo de vida. Sua grande vocação para fotografia o aproximou do famoso artista surrealista Man Ray, o qual mantinha contato muito próximo, com prolongadas reuniões noturnas regadas a whisky e a entorpecentes, como cocaína. O próprio George Hodel pousou para várias fotos de Man Ray. Em 1949, apenas dois anos após o assassinato da Dália Negra, George Hodel foi preso por estuprar sua filha, Tamar, de apenas 14 anos. Tamar contou à polícia que George a drogou e a obrigou a fazer sexo oral com Fred Sexton que, em seguida, copulou com ela; tudo na presença de George e mais duas mulheres. Da mesma forma, após Sexton, George Hodel também a obrigou a fazer sexo oral e copular com ele. Ainda contou que, na sequência, uma das mulheres fez sexo oral com a garota. Tamar também contou que meses antes fizera um aborto patrocinado por seu pai George Hodel.
Durante o julgamento, Fred Sexton admitiu ter feito sexo com Tamar, também uma das mulheres que os acompanhavam admitiu ter feito sexo oral na garota. O processo que fora um grande escândalo em Hollywood, e figurava como uma condenação certa por incesto, sofreu um grande revés. George Hodel ao testemunhar convenceu a todos de que era apenas uma sessão de hipnose onde nada de mais acontecera; que Tamar era uma mentirosa compulsiva e seu lugar não era perante o júri e sim numa clínica psiquiátrica; além de afirmar que as testemunhas que admitiram o caso o fizeram apenas porque lhes haviam oferecido um acordo para prendê-lo (o acordo com a justiça realmente existia, embora fosse para confessarem e não mentir). O final foi a absolvição de Hodel e a completa desmoralização de Tamar. Décadas depois, a filha de Fred Sexton afirmou a Steve Hodel que sabia que Tamar não estava mentindo pois seu pai a violentara diversas vezes entre os 8 e 14 anos de idade.
 
SADISMO SURREAL
As ligações íntimas entre o artista/fotógrafo surrealista Man Ray e George Hodel, conforme estudos de Steve Hodel, foram muito além da vocação para fotografias de George. Eles realmente dividiram ideias e concepções muito distorcidas da realidade. Steve Hodel em nada exagera ao demonstrar a influência de Man Ray em George Hodel. De fato, este o tratava como um verdadeiro mentor, oferencendo-lhe diversas recepções noturnas em sua mansão.
The Fantasies
(Man Ray e às fantasias de Mr Seabrook-1930)
 
Uma breve comparação com as lacerações sofridas por Elizabeth Short deixa claro que o trabalho fora realizado por, pelo menos, mais uma ou duas pessoas que se deleitaram num ritual de sadismo cruel.
Três comparações não podem deixar de serem feitas: primeiro, observando-se o punho da mão direita, sugere-se que a vítima estava amarrada pelos membros para um ritual sádico; segundo, sua púbis fora retalhada com uma faca, deixando diversos cortes trançados, além de haver uma grande incisão logo acima; terceiro, seu mamilo direito juntamente com a auréola mamária fora estirpado tal como sugere a obra de Ray. Para completar o quadro de ritual sádico, durante a autópsia foi encontrado fezes humanas na cavidade oral, no interior da vagina e nos tecidos da cavidade pélvica.
 
ALGUNS ARTIGOS DA ÉPOCA
 
 
 
(Sepultura de Short)
 
A história do crime inspirou, entre outros, o filme The Black Dália (direção: Brian de Palma) de 2006, uma adaptação do romance homónimo do escritor James Ellory. Também foi citada no nono episódio (Spooky Little Girl) da série de televisão americana American Horror Story, exibida pela Fox no dia 30 de Novembro de 2011, dirigida por John Scott, em que a atriz Mena Suvari atuou no papel de Elizabeth Short.
 
Filme Dália Negra de Brian de Palma 
 
  

 


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Assassinato de Dália Negra

04:51, 9/12/2014 .. Comentário por Anonymous

Foi um caso revoltante e sinistro. Somente um louco, um pervertido mental cometeria tal ato insano e cruel.