Se tu vinha...
Ah, se tu vinha...
Eu abria
Tu entrava
Nós sorria
Tu já ía
Já bastava!
Chuva
Chuva promete
vento
Chuva cai
vento vai
chuva estia
vento esfria
chuva cessa
vento dispersa
Exilado

Sai a rua
Vai a lua
Mente nua
Bem atento
No relento
Um lamento
Fica triste
Mas insiste
Que existe
Logo cala
Nada fala
Se entala
Pensa alvo
Está salvo
Era alvo

Um minuto
Apenas um minuto
Antes que tudo acabe
Quero lembrar que fomos felizes
Agora pode ir
Fico com as lembranças
E quanto a você,
Pode voltar sempre
Que quiser recordar.
Ah, se tu vinha...
Se tu vinha
Era tão bom
Eu abria
Tu entrava
Nois sorria
E tu ia...
Já bastava!
Desejos
Sempre que o vejo
desperta em mim o desejo
Do fundo do inconsciente
De tê-lo eternamente
O desejo de possuí-lo
Surge tão naturalmente
Que passa a ser inocente
A maldade de minha mente
Ficam a voar meus pensamentos
Onde não me deixa penetrar
E lhe chega através do vento
O desejo de me amar
que visão... passando de carro em Praia Seca, não tive como não registrar essa imagem...
o que é poético...

o amor foi poesia
enquanto ilusão,
cessou,
a realidade não é poética...

Quem dera fosse Romeu e Julieta...
Julieta e Romeu

Julieta amava Romeu
abriu mão da família
não ouviu os amigos
se lixou pra sociedade
e resolveu respirar, falar
viver, amar, tudo Romeu
até que Julieta percebeu
que tudo era mentira
que Romeu era mentira
que ela era mentira
que seu amor
era a única verdade
então mandou Romeu se lixar
e se amou.

...
Vinhas lindo
trajavas um belo terno
e assobiavas qualquer coisa.
fiz sinal para te sentares
parece não ter visto
ou será que percebeste em mim
qualquer colóquio incompatível...
Helena (Joana)...
Acredite! Isso é uma música e minha mãe cantava
pra eu dormir quando pequena. Não saiu da
minha cabeça. Pra quem quiser eu canto o rítmo dela ( risos )...
- Toc toc
-(mãe)Quem bate aí?
- Toc toc
- (mãe)Quem bate aí?
-(Helena)Mamãe é o cego que vem lhe pedir, mamãe é o cego que vem lhe pedir.
-(mãe)Vai Helena bem devagarinho, vai Helena bem devagarinho,
Buscar pão e vinho para o ceguinho, buscar pão e vinho para o ceguinho.
-(cego)Eu não quero seu pão e nem o seu vinho. Eu não quero seu pão e nem o seu vinho. Só quero que Helena me ensine o caminho. Só quero que Helena me ensine o caminho.
-(mãe)Vai Helena bem devagarinho, vai Helena bem devagarinho, ensinar o cego onde é o caminho, ensinar o cego onde é o caminho.
-(Helena)Está aqui seu cego, está aqui o caminho, está aqui seu cego está aqui o caminho.
-(cego)Caminhai Helena só mais um pouquinho, caminhai Helena só mais um pouquinho.
-(Helena)Valha me Deus, minha virgem Maria. Valha me Deus , minha virgem Maria, eu nunca vi cego de cavalaria, eu nunca vi cego de cavalaria.
-(cego)Eu não sou cego e nem quero ser, eu não sou cego e nem quero ser, me fingir de cego pra roubar você, me fingir de cego pra roubar você.
-(Helena)Adeus minha casa, adeus meu jardim, adeus minha casa adeus meu jardim, adeus minha mãe que foi falsa pra mim, adeus minha mãe que foi falsa pra mim.
Esposar
No olhar a luz do amor
torna claro o caminho
numa estrada de esplendor
toda feita de carinho.
O fogo no coração
o destino já traçado
no corpo a paixão
pelo ser tão desejado.
Chega a hora esperada
pelos dois tão desejada
que a fusão toma lugar
O destino esta traçado
o amor sacramentado
valeu a pena lutar!
.
já que estais aqui presente
e não há nada a falar
deixe que o tempo espere
e que nada nos supere
no passatempo do amar.
!
Desejo não precisar dizer;
Desejo não ter de pedir;
Desejo não pedir pra dizer!
e o vento ... (risos)
O vento bateu minha janela
Olhei, as folhas todas dormiam
Mas ele chega a balançar a janela, não entendo.
Abro a janela, ele entra.
Ah... ele só não queria ficar só, lá fora.
Nem eu.
Ficou então lento e calmo.
nos fizemos companhia.
Até que adormeci.
Acordei, percebi que lá fora as folhas brincavam,
Nem o vento gosta da solidão!
...
te sinto voltando
me esquivo
será melhor
dia dos pais
manhã de alegrias, emoções, festejos; de ausência, saudades.
...
...e no batente da porta
os restos da tua ausência...
...

e na poça que ficou
o imenso céu vaidoso
desfila sua imagem.

Superstições

Superstições
A festa corria bem, tudo dentro do esperado, nada podia dar errado na dia mais feliz da vida do casal. O casamento foi minuciosamente planejado pelas famílias desde a cerimonia, que tinha sido um pouco demorada pois a noiva se atrasara como de costume, até a festança que estava muito animada. Estavam presente todos os familiares e amigos do casal.
Os noivos pensavam em fugir da festa assim que descuidassem deles pois queriam estar a sós e compartilhar as alegrias desta noite inesquecível. A noiva rapidamente decidiu jogar o buquê para se livrar da obrigação de permanecer na festa, mas, no mesmo momento, os padrinhos resolveram levar o noivo para vender os pedaços da gravata, que é uma tradição neste tipo de cerimonial. Bem, os noivos teriam de ficar mais um pouco e o ritual do buquê foi adiado por um instante. Feito o leilão de todos os pedaços do acessório, as meninas solteiras, solteironas e encalhadas se juntaram diante da noiva se pisando, empurrando para ficar mais perto da chance de se livrar do estada de solidão. A noiva se preparou, concentrou, fez um pouco de suspense e jogou. O buquê quicou em uma, duas, três... várias mãos até cair no chão e, misteriosamente, para desespero das meninas, sumiu. Na verdade, o que ninguém percebera que quando o buquê caiu foi chutado para baixo de uma mesa e ali permaneceu.
O buquê ficou escondido a festa toda, provavelmente se deixe ser encontrado no dia seguinte por conseqüência da limpeza do salão. A noiva ficou triste pensando que isso poderia ser um mal presságio, mas logo voltou à praticidade que o momento pedia e, cheia de vontade de estar só com seu então marido, disse em voz alta para que todos pudessem ouvir:
- Mas que bobagem! Isto é só superstição!

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