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Vida Poética by Liliane Amorim

Se tu vinha...

{ 02:44, 9/8/2010 } { 0 comentários } { Link }

Ah, se tu vinha...

Eu abria

Tu entrava

Nós sorria

Tu já ía

Já bastava!



Chuva

{ 11:27, 10/8/2009 } { 2 comentários } { Link }

 

Chuva promete

vento

 

Chuva cai

vento vai

 

chuva estia

vento esfria

 

chuva cessa

vento dispersa



Exilado

{ 11:20, 10/8/2009 } { 0 comentários } { Link }

Sai a rua

Vai a lua

Mente nua

 

Bem atento

No relento

Um lamento

 

Fica triste

Mas insiste

Que existe

 

Logo cala

Nada fala

Se entala

 

Pensa alvo

Está salvo

Era alvo



{ 06:35, 24/1/2009 } { 0 comentários } { Link }

Um minuto

Apenas um minuto

Antes que tudo acabe

Quero lembrar que fomos felizes

Agora pode ir

Fico com as lembranças

E quanto a você,

Pode voltar sempre

Que quiser recordar.

 



{ 06:30, 24/1/2009 } { 0 comentários } { Link }

Ah, se tu vinha...

Se tu vinha

Era tão bom

Eu abria

Tu entrava

Nois sorria

E tu ia...

Já bastava!



Desejos

{ 01:17, 24/7/2008 } { 0 comentários } { Link }

Sempre que o vejo
desperta em mim o desejo
Do fundo do inconsciente
De tê-lo eternamente

O desejo de possuí-lo
Surge tão naturalmente
Que passa a ser inocente
A maldade de minha mente

Ficam a voar meus pensamentos
Onde não me deixa penetrar
E lhe chega através do vento
O desejo de me amar



que visão... passando de carro em Praia Seca, não tive como não registrar essa imagem...

{ 02:10, 1/4/2008 } { 0 comentários } { Link }


o que é poético...

{ 05:10, 11/9/2007 } { Postado em poesia } { 2 comentários } { Link }

o amor foi poesia

enquanto ilusão,

cessou,

a realidade não é poética...



Quem dera fosse Romeu e Julieta...

{ 11:15, 24/8/2007 } { Postado em poesia } { 0 comentários } { Link }

 

Julieta e Romeu

 Julieta amava Romeu

abriu mão da família

não ouviu os amigos

se lixou pra sociedade

e resolveu respirar, falar

viver, amar, tudo Romeu

até que Julieta percebeu

que tudo era mentira

que Romeu era mentira

que ela era mentira

que seu amor

era a única verdade

então mandou Romeu se lixar

e se amou.



...

{ 09:33, 20/8/2007 } { Postado em poesia } { 0 comentários } { Link }

Vinhas lindo

trajavas um belo terno

e assobiavas qualquer coisa.

fiz sinal para te sentares

parece não ter visto

ou será que percebeste em mim

qualquer colóquio incompatível...



Helena (Joana)...

{ 05:49, 14/8/2007 } { Postado em música } { 14 comentários } { Link }

Acredite! Isso é uma música e minha mãe cantava

pra eu dormir quando pequena. Não saiu da

minha cabeça. Pra quem quiser eu canto o rítmo dela ( risos )...

- Toc toc

-(mãe)Quem bate aí?

- Toc toc

- (mãe)Quem bate aí?

-(Helena)Mamãe é o cego que vem lhe pedir, mamãe é o cego que vem lhe pedir.

-(mãe)Vai Helena bem devagarinho, vai Helena bem devagarinho,

Buscar pão e vinho para o ceguinho, buscar pão e vinho para o ceguinho.

-(cego)Eu não quero seu pão e nem o seu vinho. Eu não quero seu pão e nem o seu vinho. Só quero que Helena me ensine o caminho. Só quero que Helena me ensine o caminho.

-(mãe)Vai Helena bem devagarinho, vai Helena bem devagarinho, ensinar o cego onde é o caminho, ensinar o cego onde é o caminho.

-(Helena)Está aqui seu cego, está aqui o caminho, está aqui seu cego está aqui o caminho.

-(cego)Caminhai Helena só mais um pouquinho, caminhai Helena só mais um pouquinho.

-(Helena)Valha me Deus, minha virgem Maria. Valha me Deus , minha virgem Maria, eu nunca vi cego de cavalaria, eu nunca vi cego de cavalaria.

-(cego)Eu não sou cego e nem quero ser, eu não sou cego e nem quero ser, me fingir de cego pra roubar você, me fingir de cego pra roubar você.

-(Helena)Adeus minha casa, adeus meu jardim, adeus minha casa adeus meu jardim, adeus minha mãe que foi falsa pra mim, adeus minha mãe que foi falsa pra mim.

 



Esposar

{ 09:25, 14/8/2007 } { Postado em poesia } { 0 comentários } { Link }
No olhar a luz do amor

torna claro o caminho

numa estrada de esplendor

toda feita de carinho.

 

O fogo no coração

o destino já traçado

no corpo a paixão

pelo ser tão desejado.

 

Chega a hora esperada

pelos dois tão desejada

que a fusão toma lugar

 

O destino esta traçado

o amor sacramentado

valeu a pena lutar!



.

{ 09:15, 14/8/2007 } { Postado em poesia } { 0 comentários } { Link }

    

já que estais aqui presente

e não há nada a falar

deixe que o tempo espere

e que nada nos supere

no passatempo do amar.



!

{ 09:13, 14/8/2007 } { Postado em poesia } { 0 comentários } { Link }

 

Desejo não precisar dizer;

Desejo não ter de pedir;

Desejo não pedir pra dizer!



e o vento ... (risos)

{ 09:05, 14/8/2007 } { Postado em prosa } { 0 comentários } { Link }
 

O vento bateu minha janela

Olhei, as folhas todas dormiam

Mas ele chega a balançar a janela, não entendo.

Abro a janela, ele entra.

Ah... ele só não queria ficar só, lá fora.

Nem eu.

Ficou então lento e calmo.

nos fizemos companhia.

Até que adormeci.

Acordei, percebi que lá fora as folhas brincavam,

Nem o vento gosta da solidão!

 



...

{ 08:50, 14/8/2007 } { Postado em poesia } { 0 comentários } { Link }

te sinto voltando

me esquivo

será melhor



dia dos pais

{ 08:56, 13/8/2007 } { Postado em informes } { 0 comentários } { Link }

 

manhã de alegrias, emoções, festejos;

de ausência, saudades.

 



...

{ 07:56, 30/7/2007 } { Postado em poesia } { 1 comentários } { Link }

...e no batente da porta

os restos da tua ausência...



...

{ 09:50, 26/7/2007 } { Postado em poesia } { 0 comentários } { Link }

e na poça que ficou

o imenso céu vaidoso

desfila sua imagem.



Superstições

{ 05:50, 13/7/2007 } { 0 comentários } { Link }

 

Superstições

 

A festa corria bem, tudo dentro do esperado, nada podia dar errado na dia mais feliz da vida do casal. O casamento foi minuciosamente planejado pelas famílias desde a cerimonia, que tinha sido um pouco demorada pois a noiva se atrasara como de costume, até a festança que estava muito animada. Estavam presente todos os familiares e amigos do casal.

Os noivos pensavam em fugir da festa assim que descuidassem deles pois queriam estar a sós e compartilhar as alegrias desta noite inesquecível. A noiva rapidamente decidiu jogar o buquê para se livrar da obrigação de permanecer na festa, mas, no mesmo momento, os padrinhos resolveram levar o noivo para vender os pedaços da gravata, que é uma tradição neste tipo de cerimonial. Bem, os noivos teriam de ficar mais um pouco e o ritual do buquê foi adiado por um instante. Feito o leilão de todos os pedaços do acessório, as meninas solteiras, solteironas e encalhadas se juntaram diante da noiva se pisando, empurrando para ficar mais perto da chance de se livrar do estada de solidão. A noiva se preparou, concentrou, fez um pouco de suspense e jogou. O buquê quicou em uma, duas, três... várias mãos até cair no chão e, misteriosamente, para desespero das meninas, sumiu. Na verdade, o que ninguém percebera que quando o buquê caiu foi chutado para baixo de uma mesa e ali permaneceu.

O buquê ficou escondido a festa toda, provavelmente se deixe ser encontrado no dia seguinte por conseqüência da limpeza do salão. A noiva ficou triste pensando que isso poderia ser um mal presságio, mas logo voltou à praticidade que o momento pedia e, cheia de vontade de estar só com seu então marido, disse em voz alta para que todos pudessem ouvir:

- Mas que bobagem! Isto é só superstição!

 

 



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