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20 ANIMAIS EM EXTINÇÃO

08:57 PM, 11/2/2011 .. 0 comentários .. Link

Pica-pau-de-cara-amarela (Dryocopus galeatus)
Classe: Aves

Ordem: Piciformes

Família: Picidae

Nome científico: Dryocopus galeatus

Nome vulgar: Pica-pau-de-cara-amarela

Categoria: Ameaçada

Características: Partes inferiores transversalmente farciadas tendo, face e garganta creme-claras ou cor-de-canela, região auricular vermiculata dorso anterior negro; Conhecemos poucos registros recentes deste belo pica-pau; Em 1946 foi encontrado em SC (Trombudo Alto), na década de 50 no PR (Porto Carmargo, 1954) e na década de 70 na Argentina (Prissiones). Chamado também de Ceophloeus.

Comprimento: 29cm.

Ocorrência Geográfica: De SP ao RS. Habita a mata de baixada (RS) e de regiões serranas (PR).

Cientista que descreveu: Temminck, 1822.

Categoria/Critério: Ameaçada de extinção; Espécie rara que teve seus últimos registros para o Brasil assinalados na década de 40, em SC, e na de 50, no Paraná.


Arara-cinza-azulada (Anodorhynchus glaucus)

Classe: Aves

Ordem: Psittaciformes

Família: Psittacidae

Nome científico: Anodoryhynchus glauus

Nome vulgar: Arara-cinza-azulada

Características: Menor das Araras-azuis (sem contar com a ararinha-azul) com bico muito grande e grosso. Abaixo da barbela existe a mesma disposição de penas orientadas para frente, ocultando uma faixa amarela estreita que desce pela borda lateral da mandíbula. A plumagem é ainda mais clara do que a A. leari; cabeça, pescoço, costas, asas, cauda e barriga são de azul desbotado esverdeado; a garganta é anegrada. Como todo psittacídeo, constroem seus ninhos em ocos de árvores.

Alimentação: frutas, grãos, frutos das palmeiras e insetos.

Retriz central: 39,5 cm. Consta que a tripulação do antropólogo. A D'Orbigny, navegando ali o Paraná em 1837, utilizou-se da carne desta Arara ("tão coriácea que não pode comê-la", D'Orbigny, 1835/38), espécie quiçá hoje extinta naquela região; não achamos um registro desta Arara na parte brasileira do rio Paraná. Contudo uma comunicação de F. Sellow (ex. Stresemann, 1948) diz que em dezembro/janeiro de 1823-1824 uma Arara-azul nidificou em paredões perto de Caçapava (RS). Não existem exemplares em cativeiro.

Comprimento: 68 cm.

Ocorrência Geográfica: Vivia nas baixadas com palmeiras (tucum, mucujá), margem de rio, escavava seus ninhos nos barrancos do rio Paraguai, nidificando também em ocos de árvore. No começo do século passado era comum ao longo do rio Paraná, perto dos Corrientes, Argentina; Região sul do Brasil ao longo do rio Paraná. No nordeste da Argentina, já no final do século passado era considerada muito rara.

Habita a caatinga e o cerrado.

Cientista que descreveu: Vieillot, 1816.


Mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus)

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Callithrichidae

Nome científico: Leontopithecus chrysopygus

Nome vulgar: Mico-leão-preto

Categoria: Ameaçada

Características: É um primata de pequeno porte. Possui a pelagem muito abundante e brilhante principalmente ao redor da cabeça como uma juba, daí o nome de Mico leão. A cor é predominantemente preta com tons de castanho amarelado na região lombar e na base da cauda. A pele do rosto é quase nua, apresentando pés e mãos de cor negra. Não existe diferença entre machos e fêmeas. Alimentam-se basicamente de invertebrados, frutos, sementes, flores e pequenos vertebrados como rãs, lagartixas, filhotes de aves. Vivem em grupos de 2 a 7 indivíduos, e à noite dormem em buracos nos troncos das árvores. A gestação dura cerca de 4 meses e os nascimentos ocorrem geralmente à noite, entre os meses de setembro e novembro, sendo dois filhotes por ano. O período reprodutivo começa aproximadamente aos 2 anos.

Peso: Em média 600 gramas

Comprimento: Medindo aproximadamente 30 cm com a cauda de 40 cm

Ocorrência Geográfica: É um animal endêMico da Mata Atlântica, ocorrendo em florestas semi-decíduas, altas florestas de brejo e floresta arbustiva, na margem norte do rio Paranapanema, oeste do rio Paraná e trechos do rio Tietê. Hoje está restrito à região sul do estado de São Paulo, compreendendo os municípios de Teodoro Sampaio e Gália. A espécie encontra-se protegida no Parque Estadual do Morro do Diabo/SP, na Reserva Estadual de Caetetus/SP e na Estação Ecológica do Mico preto/SP.

Categoria/Critério: Esta espécie está extremamente ameaçada de extinção (1996 IUCN Red List of Threatenet Animals), suas populações conhecidas estão confinadas a sete fragmentos florestais privados e duas unidades de conservação estaduais sem conexão umas com as outras.



Choquinha (Myrmotherula minor)



Classe: Aves

Ordem: Passeriformes

Família: Formicariidae

Nome científico: Myrmotherula minor

Nome vulgar: Choquinha

Categoria: Ameaçada

Características: Coloração cinza-escura, garganta negra e asas pontilhadas de branco (Sick 1997). Com ocorrência restrita às matas do Sudeste do Brasil, possui registros duvidosos na região Amazônica. A espécie é encontrada geralmente em altitudes inferiores a 300m, embora tenha sido registrada até 780m. Pouco se sabe a respeito de sua biologia. Já foram observados indivíduos solitários forrageando nos estratos inferiores e média das matas e também em bandos pequenos, geralmente com seu congênere M. axillari. De acordo com Whitneu S Pachoco (1995) a espécie é quase sempre registrada próximo à água, tanto em florestas alagadas quanto nas proximidades de cursos de água corrente. Por se tratar de uma espécie de ocorrência no bioma da Floresta Atlântica, habitando principalmente florestas de baixada (abaixo de 300m), sujeitas a forte pressão antrópica, a espécie encontra-se altamente ameaçada pelo desmatamento (Ridgely & Tudor 1994, Whitney & Pacheco 1995).

Comprimento: 8,4cm.

Ocorrência Geográfica: Sudeste do Brasil, de ES a SP e SC no Bioma Atlântica. Vive em florestas primárias e em vegetação de crescimento secundário mais antigas, em regiões úmidas com ocorrência de bromeliáceas epífitas e musgos nas árvores.

Cientista que descreveu: Salvadori, 1867.



 

 

 

 

 

 

 

Mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia)



Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Callitrrichidae

Nome científico: Leontopithecus rosalia

Nome vulgar: Mico-leão-dourado

Categoria: Em perigo

Características: Primata de pequeno porte que vive em grupos familiares. À noite abriga-se em buracos das árvores, anteriormente feitos por outros animais como o pica-pau etc. Come frutos, moluscos, insetos e pequenos vertebrados. Ocorre na região litorânea próximo as serras no estado do Rio de Janeiro, entre 500 e 1.000 m de altitude. Animais nascidos em cativeiro estão sendo reintroduzidos na Reserva Biológica de Poço das Antas onde pesquisadores estudam seu comportamento. Este raríssimo primata possui pelagem cor de fogo e uma juba em torno da cabeça, o que deu origem à sua denominação. Seus pêlos são sedosos, e ao sol adquirem um belíssimo brilho. O Mico-leão habita florestas onde existem cipós e bromélias. O recém-nascido não passa mais que quatro dias pendurado ao ventre materno, depois disso é o pai quem o carrega. A mãe só se aproxima para amamentar. Ela estende os braços e o pai lhe entrega o filhote que mama durante uns quinze minutos. Mesmo nessa hora o pequeno não gosta que o pai se distancie. Gestação: 4 a 5 meses, gerando 2 filhotes na natureza e de 1 a 3 filhotes em cativeiro. Época reprodutiva: Setembro a março

Peso: O adulto pesa entre 360 a 710g

Comprimento: Cabeça e corpo de 20 a 33cm, cauda de 31 a 40cm

Ocorrência Geográfica: Mata Atlântica no Estado do RJ

Categoria/Critério: Classificada em perigo pela IUCN(1978) e USDI(1980) apêndice 1 da CITES. A destruição das florestas e o comércio ilegal estão fazendo-o desaparecer.

Observações adicionais: Atualmente restam apenas dois locais de preservação deste animal: a Reserva Biológica de Poço das Antas e a Reserva Biológica União, ambas no município de Silva Jardim - RJ.

Cientista que descreveu: Linnaeus, 1766.


 

 

 

 

 

 

 

Tiê-coroa (Calyptura cristata)



Classe: Aves

Ordem: Passeriformes

Família: Cotingidae

Nome científico: Calyptura cristata

Nome vulgar: Tiê-coroa

Categoria: Ameaçada

Características: É a menor espécie da família, detentora de proporções singulares: bico curto e grosso, cauda bem curta, topetudo; quanto ao colorido lembra certos tiranídeos: as partes superiores verdes com duas faixas alares e barras nas rêmiges internas brancas; fronte, uropígio e partes inferiores amarelas, vértice escarlate (ou amarelado na fêmea) ladeado de negro. Voz: chamado breve, rouco e forte (Descourtilz, 1852). Consta que vive aos casais e que está sempre em movimento, mantendo-se a média altura na beira da mata, à procura de bagas e insetos.

Comprimento: 7,6 cm.

Ocorrência Geográfica: Rio de Janeiro.

Categoria/Critério: Ameaçada de extinção no Brasil. Lista oficial do IBAMA. Tamanho populacional reduzido ou em declíneo com probabilidade de extinção na natureza em pelo menos 50 por cento em 10 anos ou 3 gerações.

Cientista que descreveu: Vieillot, 1818

Observações adicionais: São conhecidos poucos exemplares de Nova Friburgo e dos arredores da cidade do Rio de Janeiro. Descourtilz foi o único que deu algumas informações sobre essa ave que depois ninguém mais conseguiu localizar. Área de ocorrência: um casal encontrado no Rio de Janeiro.



 

 

 

 

 

 

 

Tartaruga-de-couro (dermochelys coriacea)



Classe: Reptilia

Ordem: Chelonia

Família: Chelonidae

Nome científico: dermochelys coriacea

Nome vulgar: Tartaruga-de-couro

Categoria: Ameaçada

É a maior de todas as Tartarugas marinhas. Chega a atingir 2 metros de comprimento e mais de 500 kg de peso. As Tartarugas-de-couro passam a maior parte do seu ciclo de vida no alto mar, alimentando-se de organismos flutuantes tais como águas-vivas. Tem a capacidade de mergulhar a mais de 1000 metros de profundidade, provavelmente em busca de presas. Apenas se aproximam da costa para se reproduzir. A nidificação ocorre nos meses de Outono e Inverno. Estes corpulentos animais têm dificuldade de se deslocar na areia, por isso escavam o ninho pouco acima da linha da maré-alta. devido ao seu tamanho, os recém-nascidos escapam aos predadores mais pequenos. Os juvenis e os adultos podem ser atacados por tubarões e por orcas.


 

 

 

 

 

 

 

Estufado baiano (Merulaxis stresemanni)


Classe: Aves

Ordem: Passeriformes

Família: Rhinocryptidae

Nome científico: Merulaxis stresemanni

Nome vulgar: Estufado baiano

Categoria: Ameaçada

Características: Asa: 7,6cm; Cauda: 9,5cm; Bico: 2cm; Tarso: 3,1. Fêmea parda com tom ardósia, ferrugíneo-forte por baixo.

Comprimento: De 19 a 20,7cm.

Ocorrência Geográfica: Leste do Brasil, no Sul do Estado da BA, em Ilhéus na Floresta Atlântica.

Categoria/Critério: Ameaçada. Tamanho populacional reduzido ou em declínio com probabilidade de extinção na natureza em pelo menos 50 por cento em 10 anos ou 3 gerações.

Cientista que descreveu: Sick, 1960.



Mico-leão-da-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas)



Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Callithrichidae

Nome científico: Leontopithecus chrysomelas

Nome vulgar: Mico-leão-da-cara-dourada

Categoria: Ameaçada

características: Tem a cor dourada apenas na face, nuca e dorso dianteiro, pelagem negra brilhante cobrindo todo o corpo. Pele do rosto, planta dos pés e mãos são pretas. Possui uma vasta juba o que originou seu nome. Alimenta-se de néctar, flores, seiva e alguns animais pequenos. É um animal com dieta frugívora - insetívora, sendo que os frutos compreendem mais de 70% de sua alimentação na primavera. Produzem dois filhotes após uma gestação de 126 a 134 dias. Os filhotes do parto anterior ajudam na criação dos seus irmãos. O período de vida é de aproximadamente 15 anos.

Peso: 600 gramas

Comprimento: Aproximadamente 26 cm (corpo) 37cm (cauda)

Ocorrência Geográfica: A espécie é exclusivamente brasileira, ocorre na Mata Atlântica do sul da Bahia, mais precisamente na Reserva de UNA.

Categoria/Critério: Espécie ameaçada de extinção contida na lista oficial do IBAMA. Apêndice I da CITES. O comércio ilegal e o desmatamento são as principais ameaças à espécie, a qual faz parte de um programa internacional para o manejo e recuperação das quatro espécies de Mico leão.

Cientista que descreveu: Kuhl, 1820



 

 

 

 

 

 

 

Macuco (Tinamus solitarius)



Classe: Aves

Ordem: Tinamiformes

Família: Tinamidae

Nome científico: Tinamus solitarius

Nome vulgar: Macuco

Categoria: Ameaçada

Características: Ave de aparência galinácea. A coloração dorsal é castanho-olivácea, sendo mais escuros na fronte, vértice; asas mais escuras e listradas de negro, como também ocorre com as penas do dorso inferior e da cauda, pescoço também escuro-acinzentado, lados da cabeça e do pescoço ocráceos, misturados com pintalgados negros. Parte ventral, com mento e garganta brancos, pescoço inferior e peito cinza-escuros, passando no peito a cinza-escuro e mais claro para o abdômen, onde chega a camurça-claro no abdômen e barriga, onde está com as penas finamente listradas, flancos e tíbias de coloração camurça com listras vermiculares negras, infracaudais canela muito escuras, manchadas. Íris castanho-sépia. Bico enegrecido, com maxila mais escura. Tarso e pés chumbo-escuro. Sexos semelhantes, sendo a fêmea pouco maior.

Comportamento: O Macuco é diurno, passa todo o dia no solo e empoleira-se só quando escurece, quando então emite um canto piado, repetido por três vezes, isso ocorre unicamente nos meses de agosto a fevereiro, por ocasião da reprodução. É ave solitária e só vive em casal quando se une para a reprodução. É uma das aves cinergéticas mais afamadas de todo o pais. Pés com três dedos curtos relativamente fracos. A ave não usa os dedos para se segurarem, nem em poleiros mais finos, equilibrando-se pelo peso do corpo. Alimentação é variada e consiste de insetos, vermes, sementes de frutas de sapotáceas, de palmeiras dos gêneros Euterpe, Astrocaryum e muitas outras frutas das florestas; também fazem parte de sua dieta pequenos grãos de areia, além de sementes de Lauráceas e Miristicáceas. A alimentação dada aos jovens consiste de insetos e outros invertebrados, buscados no ciscar das folhas e apontados pelos pais, seja o macho ou a fêmea que os estiverem conduzindo, após alguns dias, já são alimentados também com frutinhas e sementes.

Nidificação, postura, incubação e cuidados com a prole: O Macuco nidifica no solo, escolhendo mais freqüentemente um local próximo a um tronco de árvore, onde haja vegetação rasteira próximo ou não de um caminho da floresta; é formado de uma pequena depressão, onde algumas folhas secas e outras murchas abrigam a postura de 4 a 8 ovos. Os ovos são de coloração verde-azulada, medindo 65 x 51 mm em seus eixos e pesam 84g cada um. A incubação é feita em 22 dias, ficando o macho também encarregado de cuidar da prole, entretanto, na última postura do ano, a fêmea se encarrega desse trabalho. As posturas podem ser duas ou três, para uma mesma fêmea. O Macuco aprecia o banho, para tanto vai a um local raso do córrego, de preferência se houver leito sobre rochas, ou local com fundo de areia, onde possa entrar e sacudir o corpo e as asas por várias vezes, retirando-se logo após, com o bico faz a higiene da plumagem. Para dormir, voa do solo a um poleiro, geralmente um ramo grosso de uma árvore, a 3 e até 15 metros de altura; ali permanece acocorado e logo após abriga a cabeça sob a asa e dorme até a madrugada, quando voa para o chão e inicia alimentação. Toda a noite volta a pernoitar no mesmo local do ninho. Quando está incubando ou com prole, dorme no ninho e no solo, abrigando os filhos sob o corpo e asas. Quando com filhos em crescimento, procura viver mais em locais emaranhados da floresta, evitando predadores. Nas florestas do Espírito Santo, o número de indivíduos em média chegava a 5 por hectare. Sua reprodução em cativeiro já foi conseguida por muitas pessoas, e desde 1938 já no parque, hoje do Museu de Biologia Professor Mello Leitão, foi obtida com sucesso. O galanteio realizado pelo Macuco é seguido de movimentos de asas e tremido, sendo acompanhado também pela fêmea que realiza movimentos e se acocora no solo, enquanto o macho a circunda, quando então a fêmea também abrindo uma e outra asa, se move para o acasalamento.

Peso: 2.6 kg outra informação: 1200 g a 1500 g (macho), 1300g a 1800g (fêmea).

Comprimento: 50 a 52 cm.

Ocorrência Geografica: Desde o sul da Bahia, Pernambuco até o Rio Grande do Sul, ainda no Paraguai, sudeste de Mato Grosso do Sul e nordeste da Argentina.

Cientista que descreveu: Vieillot, 1819.



 

 

 

 

 

 

 

Mutum ou Mutum-cavalo (Mitua mitu)



Classe: Aves

Ordem: Galliformes

Família: Cracidae

Nome científico: Mitua mitu

Nome vulgar: Mutum ou Mutum-cavalo

Categoria: Rara

Características: As penas do topete são lisas e planas, sem encrespamento. Cúlmen (crista mediana dorsal do bico) elevado, com a base do bico bastante intumescida e branquicenta na metade anterior e ranfoteca (tegumento córneo do bico) vermelha. Zona auricular nua e cauda toda negra, abdômen castanho em ambos os sexos, não havendo dimorfismo sexual quanto ao colorido. Sua cor geral é negra-azulada. O macho é um pouco maior. Retrizes (penas da cauda) laterais com faixas brancas visíveis a partir de dois meses de idade. A raça nordestina (Mitu mitu mitu) tem crista alta no bico vermelho e branco na metade anterior, castanha por baixo e ponta da cauda negra com uma fímbria (franja) terminal pardacenta. Essa raça é menos corpulenta e se alimenta de frutas, flores, folhas e insetos.

Voz: canto baixo ventríloquo, trissilábico caracterizado principalmente pela nota terminal fortemente acentuada.

Peso: 3,8 kg.

Comprimento: 80 cm.

Ocorrência Geográfica: Originalmente estava presente na Mata Atlântica do Pernambuco e de Alagoas. Atualmente, restaram apenas alguns exemplares em aviários localizados em Minas Gerais, os quais foram capturados em Alagoas, de 1976 em diante.

Categoria/Critério: Rara, praticamente extinto na natureza devido ao desmatamento e à caça predatória. A última avistagem da espécie foi no final dos anos 1980. Listada no Anexo I da CITES.

Cientista que descreveu: Linnaeus, 1766

Observações adicionais: É um dos primeiros casos de extinção no País devido a intervenção humana. Só pode ser assegurada sua sobrevivência com reprodução em cativeiro. Mitu mitu pode ser considerada uma superespécie que inclui M. tuberosa como aloespécie.



 

 

 

 

 

 

 

Mutum-de-bico-amarelo (Crax fasciolata pinima)



Classe: Aves

Ordem: Galliformes

Família: Cracidae

Nome científico: Crax fasciolata pinima

Nome vulgar: Mutum-de-bico-amarelo

Categoria: Ameaçada

Características: Subespécie que vive na Amazônia. O macho da raça amazônica tem base da maxila mais entumecida e avermelhada que o Crax fasciolata, topete mais denso, ponta branca das retrizes mais extensa e tarsos arroxeados. É negro com abdômen branco e as pernas são anegradas. A ponta da cauda é branca e a região perioftálmica (em volta dos olhos) é nua e negra. A fêmea com fasciação branca mais fina e menos aparente do que a forma típica. Possui topete negro manchado de branco, cabeça e pescoço preto, peito cor de canela e barriga bege. Mutum pinima (Pará) significa "cheio de pintas" e é aplicado às fêmeas por elas serem assim.

Alimentação na natureza: Predominantemente frugívoros, comem sementes e restos de vegetais, folhas, brotinhos, gafanhotos, pererecas, lagartos e aranhas. Alimentação em cativeiro: Ração, agrião picado, carne moída, cenoura ralada e milho inteiro.

Reprodução: Na época reprodutiva, de setembro a janeiro, são monógamos (o macho oferece alimento à fêmea) e, depois de formado o casal, não se separa mais. Após o nascimento os filhotes dormem sob as asas maternas, vivendo de reservas graxas (de gordura). Em menos de seis meses, os filhotes atingem o tamanho dos pais, mas não o seu peso. Põem de 02 a 05 ovos. Incubação: 30 a 33 dias. Os pintos ficam sob a guarda das mães até os 4 meses de vida e atingem a maturidade aos 2 anos.

Longevidade: 40 anos.

Voz: fino assobio "psiiu" (irritado), late um "kwoa", "nääu" e "úú" (susto/advertência), um forte rosnar emitido após os "wäu" (assustado no poleiro, à noite).

Habitat: Florestas existentes próximas aos rios, ciscando em suas margens bem cedo e ao entardecer e dormem empoleirados no tronco das árvores.

Peso: Macho: 2,8 Kg. Fêmea: 2,7 Kg.

Comprimento: 83 a 85 cm.

Ocorrência Geográfica: Leste setentrional, na margem direita do Rio Amazonas, Rio Tocantins e Rio Capim, leste do Pará, ao norte do Maranhão e até o oeste de São Paulo, Paraná e Minas Gerais. Ocorre também na Argentina, Bolívia, Panamá e Paraguai.


Cientista que descreveu: Pelzeln, 1870

Categoria/Critério: Ameaçada devido à destruição da cobertura florestal nativa e à caça predatória, que levou ao declínio das populações de cracídeos.


Ararinha-azul (Cyanopsitta spixii)



Classe: Aves

Ordem: Psittaciformes

Família: Psittacidae

Nome científico: Cyanopsitta spixii

Nome vulgar: Ararinha-azul

Categoria: Extinta

Características: Toda azul, lados da cabeça acinzentados, bico negro franzino, provido de grande dente na maxila. Ìris parda-amarelada. Cabeça azul-clara, bochechas cinéreo claras. Durante o vôo parece quase negra, não há o menor vestígio de verde em toda plumagem. Gostam de empoleirar-se sobre as pontas dos galhos secos. Realizam migrações locais, quando freqüenta também buritizais. A espécie fazia ninhos em grandes buracos nos troncos de árvores, principalmente em caraibeiras.

Alimentação: Pinhão, frutos e sementes (Jatropha mollissima).

Asa: 295 mm - Cauda: 355 mm - Bico: 33 mm - Tarso: 26 mm.

Reprodução: setembro. Estima-se que os jovens comecem a sair do ninho aos 4 meses.

Comprimento: Mede 56 cm da cabeça à ponta da cauda.

Ocorrência Geográfica: Habitat natural é a caatinga seca e florestas ciliares abertas de pequenos afluentes temporários do Rio São Francisco. Ocorria no extremo norte da Bahia, ao sul do Rio São Francisco, na região de Juazeiro. Atualmente, porém, resta um único exemplar conhecido na natureza (um macho) e cerca de 20 em cativeiro. Desde o início da década de 90 há um projeto para a localização de outros indivíduos e a recuperação da espécie pela reintrodução na natureza daqueles atualmente em cativeiro. Entretanto, a tentativa de acasalamento do macho em liberdade com uma fêmea nascida em cativeiro, feita recentemente, não obteve sucesso. Semiárido. Também é encontrada no sul do Piauí e no oeste de Pernambuco.

Categoria/Critério: Rara. Captura ilegal pelos traficantes e do comércio clandestino. Intensa degradação do seu hábitat.

Cientista que descreveu: Wagler, 1832.

Observações adicionais: A espécie está praticamente extinta na natureza, situação provocada pelo comércio ilegal de aves rara, sobretudo para o exterior. É considerada a ave mais rara do mundo. Atualmente existe apenas um representante em liberdade, encontrando-se na Bahia, mais precisamente na cidade de Curaçá (a 600 km de Salvador), em meio ao sertão.



Ouriço-preto (Chaetomys subspinosus)



Classe: Mammalia

Ordem: Rodentia

Família: Erethizontidae

Nome científico: Chaetomys subspinosus

Nome vulgar: Ouriço-preto

Categoria: Vulnerável

Características: Roedor de porte avantajado de coloração geral pardacenta, outrora abundante. A despeito de suas características externas, questiona-se a afinidade do Ouriço-preto com as espécies de porco-espinho do Novo Mundo uma vez que apresenta várias características típicas dos ratos-de-espinho (família Echimyidae). Recentemente, foi sugerido que a espécie possa não ser porco-espinho verdadeiro, mas um rato-de-espinho altamente especializado e muito primitivo. Os espinhos diferem dos de outras espécies de porcos espinhos. Assemelham-se mais a cerdas do que os espinhos verdadeiros, de onde se originou um de seus nomes populares "Ouriço-do-espinho-mole". Durante o dia, abriga-se no dossel das árvores ou topo de palmeiras, tendo predileção por locais onde bromélias e cipós se apresentam como verdadeiros emaranhados, denominados de "baceiros" no sul da Bahia. São animais noturnos, arborícolas e de movimentos lentos quando no chão, o que os torna bastante vulneráveis. São dóceis e emitem um som rouquenho quando molestados. Acredita-se que as fêmeas produzem um único filhote. Alimentam-se de frutos, incluindo o cacau, forrageando individualmente. São animais solitários capazes de ocupar um grande número de habitats. São procurados como alimento em toda sua atual área de distribuição geográfica.

Peso: Machos podem ultrapassar 2kg.

Comprimento: 69 cm.

Ocorrência Geográfica: Ocorrência restrita à região de Floresta Atlântica, distribuição geográfica provavelmente compreendida desde o norte do estado do Rio de Janeiro até Sergipe. Pode habitar áreas de mata em diferentes estágios de regeneração, incluindo restingas, bordas de matas e áreas de cabruca. O Ouriço-preto é endêmico da Floresta Atlântica e ocorre atualmente nos estados da Bahia e Espírito Santo. Apenas em algumas partes do sul da Bahia, onde a caça de subsistência ainda é uma ocupação primária, grupos de caçadores desenvolvem técnicas específicas para a captura do animal.

Categoria/Critério: Classificada pela IUCN como Vulnerável. Suas populações têm sido reduzidas sobretudo em função da destruição de seu habitat e da caça clandestina. A maiores ameaças são os assentamentos humanos e o desmatamento. População em declínio.

Cientista que descreveu: Olfers, 1818

Observações adicionais: Os porcos-espinhos são também perseguidos na região pela crença de que seus espinhos causam danos aos cães e outros animais de estimação. Acredita-se também que os espinhos são entidades vivas e independentes, além de possuírem propriedades medicinais. É a única espécie do gênero Chaetomys e, talvez, da subfamília.



Mutum-de-bico-vermelho (Crax blumenbachii)



Classe: Aves

Ordem: Galliformes

Família: Cracidae

Nome científico: Crax blumenbachii

Nome vulgar: Mutum-de-bico-vermelho

Categoria: Não consta

Características: Avantajado porte, apresenta topete típico do gênero Crax, o qual é constituído por penas crespas, dirigidas para frente. Base do bico vermelho, sem carúncula (saliências carnosas) maxilar. Durante a reprodução, os machos apresentam o esboço de um par de lobos na base da mandíbula, às vezes pequenas carúnculas vermelhas suboculares, abdômen branco e pernas pretas. A fêmea tem alções e asas densamente verniculados com ferrugíneo e topete banhado de branco. Abdômen ferrugíneo, bico cinzento com a base negra, penas vermelhas. A crista do indivíduo imaturo é maior. Apresenta dimorfismo sexual. O macho maturo tem adiante da fronte um lóbulo carnoso na base da maxila superior e outro em cada lado da base da maxila inferior.

Alimentação: sementes, frutos, folhas, brotos e insetos.

Reprodução: a partir de 2 a 3 anos de idade, sendo férteis durante 11 anos. Geralmente, têm 2 filhotes, às vezes, apenas 1. Em cativeiro, atingem a maturidade sexual aos 2,5 anos, sendo férteis por 18 anos. Põem 2 ovos a cada postura, raramente 1 ou 3 ovos.

Peso: 3,5 Kg

Comprimento: 80 a 84 cm

Ocorrência Geográfica: Faixas de florestas virgens atlânticas. Matas primárias, regiões quentes e úmidas no sul da Bahia e norte do Espírito Santo, leste de Minas Gerais, norte do Rio de Janeiro e São Paulo. Endêmica do Brasil.

Cientista que descreveu: Spix, 1825

Categoria/Critério: Ameaçada devido à drástica redução do habitat e à exploração predatória. Existem populações pequenas e isoladas. Listada no Anexo I da CITES.



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