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mais de 40 e sem emprego

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Este blog foi criado para expor minha indignação pelo desrespeito às pessoas mais experientes como eu, que não conseguem uma vaga de emprego por simples e puro preconceito. Uma vez que, com a idade adquirimos mais saber e experiência, mas isso hoje em dia parece que é um absurdo, uma coisa de outro planeta, as empresas preferem pagar menos a pessoas menos capazes, ao invés de ter em suas empresas pessoas que sabem o que querem e podem levar a empresa a ganhos mais altos. Enfim fica aqui minha indignação para com todos aqueles que não dão empregos a pessoas com mais de quarenta anos por puro preconceito, uma vez que para a pessoa se aposentar precisa ter no mínimo 60 anos ou 30 anos de serviços. Por isso, neste espaço irei reunir material sobre o assunto, dicas, cursos, sites, escrever algo sobre o tema em questão. Toda pessoa que quiser postar algum assunto pode me procurar. OK. O blog é aberto a idéias. Sem mais, espero que gostem e me apóiem. Beijos


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A barreira dos 45 anos

A barreira dos 45 anos no mercado de executivos


"Assessoria 40 anos. Especializada na recolocação de profissionais com mais de 40 anos". No mês passado, mais de 300 pessoas responderam a esse anúncio, publicado no caderno de empregos de grandes jornais de São Paulo. Pessoas como o executivo Renato Meneghisse, 57 anos, formado em Direito na USP, Economia e Ciências Contábeis, fluente em inglês e espanhol. Meneghisse perdeu o emprego no fim de 1998 - era gerente-geral administrativo dos Hotéis e Flats Transamérica. Desde então, já mandou 30 currículos. Até agora, não recebeu nenhum telefonema.
Meneghisse tem 57 anos. Mas, ultimamente, as portas têm se fechado bem mais cedo para os executivos brasileiros: 45 anos se tomou a idade tabu no mercado de trabalho. "Quem tem mais de 45 anos e não conseguiu chegar a um alto cargo, de diretoria ou gerência-geral, está morto", diz um headhunter. "Um gerente nessa faixa etária vai acabar concorrendo com pessoas de 28 anos e, fatalmente, será preterido."
Segundo Alfredo Assumpçao, presidente da Fesa, empresa de recrutamento especializada em executivos financeiros, 70% dos pedidos que ele recebe são para pessoas com menos de 45 anos. Na Laerte Cordeiro, especializada em outplacement (recolocação), quase 50% das pessoas que procuram o serviço têm mais de 45 anos. Destas, apenas 20% conseguem um novo emprego (outros optam por atuar como consultores). Mesmo quando conseguem arrumar um emprego, esses executivos têm de se conformar com uma situação nada confortável. Na Tailormade Assessoria Profissional, especializada em recolocação de executivos com mais de 40 anos, os profissionais que se recolocam entram recebendo um salário entre 30% e 40% menor que o anterior.
Com o desemprego batendo nos 9,18% em São Paulo e 7,73% a média nacional em janeiro, segundo os últimos dados divulgados pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os executivos seniores estão em primeiro lugar na fila de cortes - e na lanterninha das contratações. "Em um mercado competitivo, geralmente as pessoas mais velhas, com maiores salários, são as que mais sofrem", diz Gerson Correia, consultor da DBM, multinacional especializada em outplacement.
O preconceito contra a idade às vezes é sutil. "Você não se encaixa no nosso perfil, seu salário é muito alto, precisamos de uma pessoa com cinco anos de experiência", são algumas das desculpas. Em outros casos, a restrição à idade é descarada.
A Ace Schmersal, fabricante de componentes eletrônicos, publicou em alemão o anúncio procurando um engenheiro de produtos. Além da fluência na língua, ser de confiança e capaz, um dos pré-requisitos para a vaga era ser um "jungen Mitarbeiter" - funcionário jovem. "Não se trata de discriminação, mas a área só tem jovens, são todos engenheiros de 21 anos e buscamos um pessoal mais dinâmico", justifica uma funcionária.
O anúncio da EF, multinacional sueca de cursos de idiomas, era mais explícito: Emissor Internacional Sênior, entre 28 e 34 anos. Porque não alguém de 40 anos? "O diretor tem 35 anos, precisamos de um jovem", foi a explicação de uma funcionária. "Eu sei que é feio falar assim, mas uma pessoa velha não cabe aqui."
Velho, aos 45 anos? Depende da "saúde" da carreira do executivo. "Na realidade, isso está mais ligado ao patamar que a pessoa atingiu, não só à idade", diz Adriana Fellipelli, sócia-diretora da Saad Fellipelli Outplacement. Alguns exterminadores de carreira contribuem para o envelhecimento precoce do executivo no mercado de trabalho. Não falar outro idioma, não ser generalista, ou ficar anos no mesmo cargo e na mesma empresa, certamente adicionam fios grisalhos ao currículo.
O administrador Raimundo Neves, de 53 anos, resolveu voltar a estudar para conseguir um emprego. Neves está fazendo pós-graduação em Finanças e acaba de voltar de um curso intensivo de inglês nos Estados Unidos. O executivo trabalhou 25 anos na área de crédito para pessoa física: 17 anos no Banco Nacional e sete anos no BankBoston, de onde saiu no início de 1998. Depois de 10 meses procurando, só conseguiu três entrevistas.
 

 
 

O administrador Raimundo Neves, 53 anos, resolveu voltar a estudar para conseguir um emprego.

"Entendi que tenho de me atualizar para conseguir um emprego", diz Neves. "Nunca tive necessidade de falar inglês, porque lidava com pessoa física", conta. "Mas hoje, as empresas consideram isso essencial." Com um ponto a favor, a experiência - e dois contra - idade e falta de atualização, Neves está investindo em sua formação. Casado, com duas filhas adolescentes, está vivendo do salário de sua mulher, escrevente de cartório, e fez alguns cortes no orçamento. "Não fazemos mais viagens, abdiquei do meu uísque e agora só acompanhamos a moda pelas revistas".
Alguns setores são menos tolerantes à senioridade, enquanto outros valorizam a experiência. Segundo Jorge Viani, chefe da área de remuneração e performance da William M. Mercer, consultoria de RH, as áreas de vendas, marketing, tecnologia da informação e telecomunicações são mais reticentes. "Em marketing, eles buscam pessoas com uma boa formação, mas sem paradigmas arraigados, que causam dificuldades para voar"', diz Viani. "Já em tecnologia da informação é difícil encontrar profissionais com a formação pronta; contratam jovens para treinar."
A indústria química, que envolve muito conhecimento técnico e profundidade, é mais aberta à senioridade. Outro setor onde a experiência é fundamental é o "turnaround" (tirar empresas do buraco). "Para reverter prejuízos, é preciso uma combinação diabólica entre muita energia e sabedoria, só encontrada em pessoas mais experientes", diz Carlos Alberto Diz, sócio-diretor da Spencer Stuart, empresa de recrutamento. "Numa crise, não adianta ter um jovem cheio de idéias, é necessário a experiência de um sênior", diz Viani. "Já numa fase de expansão as empresas buscam alguém que assuma mais riscos."
Entre os CEOs (principais executivos) das 500 maiores empresas dos EUA, classificadas pela revista Fortune, a juventude ainda é raridade. A idade média de um CEO dessas empresas é 56 anos. Mas vem baixando. Em 1980, 69% dos CEOs da Fortune 500 tinham mais de 55 anos, hoje, são 61%. Enquanto isso, o número daqueles na faixa dos 30 e 40 anos teve crescimento de 17%.
Trata-se de um embate entre a geração dos baby-boomers, pessoas nascidas após a segunda guerra mundial, e a dos seus filhos. Segundo Felícia Madeira, diretora adjunta de análise sócio-econômica da Fundação Seade, são dois fenômenos ocorrendo simultaneamente. Primeiro, há o envelhecimento da população, por causa da queda da taxa de crescimento vegetativo (redução da natalidade e mortalidade), o que resulta em maior número de pessoas mais velhas no mercado. Ao mesmo tempo, as pessoas com mais de 40 anos estão com dificuldades de se reinserir no mercado. Para Nielce Camillo Filetti, presidente da Associação Paulista de Administração de RH, as empresas têm muito a ganhar com a diversidade no ambiente de trabalho. Afinal, tanto juniores quanto seniores têm prós e contas.
 

 
 

"Muitos jovens acham que já sabem tudo e acabam cometendo erros monumentais, por precipitação", diz um headhunter.

Segundo consultores, o executivo jovem tem mais disposição para aprender, cabeça mais aberta, busca mais desafios e lida melhor com novas tecnologias. Em contrapartida, tem dificuldade para trabalhar em equipe, tem pouca maturidade, é mais impulsivo e peca por inabilidade de negociação. "Muitos acham que já sabem tudo e acabam cometendo erros monumentais", diz um headhunter.
Já o executivo mais sênior lida melhor com estresse, é mais paciente e tem experiência mais consolidada o que facilita a tomada de decisão. Mas tem mais dificuldade para aprender coisas novas, é mais impermeável a novas culturas porque traz histórias de carreiras de 20 anos em outras empresas. "Não posso tirar alguém com 10 anos de Bradesco e colocar no JP Morgan; as culturas ficam arraigadas", diz Assumpção, da Fesa.
Muitos executivos sofrem da frustração de não poderem "mostrar o que sabem para as empresas". "É a impotência, você coloca o terno, o perfume, e volta para casa suado e frustrado", diz o engenheiro Sílvio Motta, 52 anos. Formado em Engenharia Química, ele trabalhou na SKF Rolamentos durante 19 anos. Fala inglês fluentemente e tem cursos de especialização na Europa. Em 1997, foi despedido da SKF durante uma reestruturação. Motta foi substituído pelo subordinado, de 32 anos, que entrou ganhando metade de seu salário. "O preconceito é muito grande", diz. "Em uma entrevista, a empresa pedia 15 anos de experiência, mas aí a agência de empregos falou que minha idade não era adequada", conta. "Poxa, como é que iria ter tanta experiência se fosse jovem?"
Uma alternativa que está surgindo para esses profissionais é a recolocação em empresas médias, em vez de tentar prosseguir com carreira em grandes organizações. "Para uma empresa média, é uma grande vantagem ganhar toda essa experiência", diz Raul Grecco Jr., presidente da Tailormade. Além disso, esses profissionais vêm encontrando trabalho com vínculos empregatícios diferentes, atuando como prestadores de serviços ou consultores.
O peso da idade
Sênior
Prós Contras
Lida melhor com o estresse
É mais paciente
Experiência consolidada
Habilidade de negociação
Dificuldade para aprendizagem
Problemas com novas tecnologias
Culturas arraigadas
Menor mobilidade
Júnior
Prós Contras
Disposição para aprender
Cabeça mais aberta
Busca desafios
Lida melhor com novas tecnologias
Dificuldade de trabalho em equipe
Pouca maturidade
Impulsividade
Arrogância
Fonte : Consultores
A IMPORTÂNCIA DA EXPERIÊNCIA
Os bancos poderiam economizar milhões de dólares se percebessem a importância de se manter a "memória institucional", isto é, a conservação dos funcionários mais antigos. Este é o alerta de Ingo Walter, professor de Economia Financeira Aplicada da New York University e um dos atuais gurus do sistema financeiro, autor dos livros "Global Banking" e "Street Smarts : Linking Professional Conduct and Shareholder Value in the Securities Industry".
Segundo Walter, várias empresas perdem milhões de dólares com operações desastradas, e repetem os mesmos erros poucos anos depois, com resultados igualmente catastróficos. Qual o motivo disso? "A grande maioria da equipe é muito jovem e não consegue se lembrar de situações semelhantes", afirmou o professor da universidade norte-americana a este jornal. "A porcentagem dos profissionais com mais de 45 anos é muito pequena, e eles são as pessoas com experiência acumulada", acrescentou Walter.
Para Walter, a cultura dentro do banco é semelhante à cultura no esporte profissional ou no exército. "Precisa ser jovem na linha de frente, mas bem treinada por seniores", diz. "Os jovem não sabem tudo e uma boa memória institucional é um patrimônio inestimável". ( P. C. M. )

 

1Publicado: 03/02/2004   Autor: Patrícia Campos Mello

http://www.kmpress.com.br/portal/artigos/preview.asp?id=232

 


Postado em: 5:46 PM, 22/5/2009 in mais de 40 anos
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Apoio incondicional

Parabens, gostei muito da matéria e realmente precisamos manifestar nossa indignação quanto ao sistema utilizado atualmente pelas empresas.
Estamos vivendo um momento de economia aquecida, onde os economistas previram para este ano um crescimento de aproximadamente 5% e o governo está com medo de números próximos a 7¨%, o que colocaria nosso país em risco quanto ao consumismo e consequentemente a volta da inflação. Estamos vendo falar de uma série de incentivos do governo para qualificação de profissionais para a Copa, mas infelizmente para a turma com faixa etária entre 40 e 60 anos, pouco se vê, eu particularmente não vi nada até então.
Estamos vendo falar de grandes descobertas da Petrobrás, grandes investimentos em usinas, aeroportos, estádios, infra-estrutura, contratação pelas empresas de aviação, mas em nenhum destes segmentos citados acima nós encontraremos contratação de pessoas com idade entre 40 e 60 anos. Afinal como sobreviveremos até a chamada APOSENTADORIA, visto que temos de trabalhar até os 65 anos.
Srs. Empresários, independente de ações do governo, independente da tendência do mercado, comece mudando a sua Empresa.... faça a diferença.
Por: Fábio Pereira - 48 anos - Desempregado
BH/MG. - f_luizp@hotmail.com

Comentário por Fabio L. Pereira as 8:08 PM, 5/6/2010

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Desemprego após 40 anos

Queria resaltar nessa publicação da pesquisa, que desde 2004 o absurdo da discriminação da idade.Hoje em 2011 não mudou nada.

Comentário por TERESA CALDAS as 7:59 PM, 6/2/2011

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A barreira dos 45 anos- Continua assunto atual em 2014

Sem antes ter lido o seu comentário, estive na mesma situação recentemente, e buscando a empregabilidade com 64 anos, utilizei a analise SWOT em mim, buscando pontos fortes e deficiências. Percebi que ao ter ficado como empreendedor nos ultimos 18 anos, tinha me afastado das atualizações como gestor, e por não mais ter utilizado idiomas, havia perdido a fluencia. Fui a luta e fui fazer MBA em Gestão Estratégica de Negócios, quando estava no fim o Coordenador dos cursos de Pós, de chamou a perguntou se me proporia a fazer MBA em Gestão Pública, pois poderia, desde que tivesse interesse, dar aulas para algumas disciplinas desse curso. Topei o desafio, e realmente no fim, já ministrava aula de Finanças Publicas e mais, surgia mais três disciplinas,Gestão Financeira,Custos e Formação de Preços e Negociação e Marketing empresarial.Posteriormente dando as aulas, vi a necessidade, de conhecer a visão das gerações,X,Y e Z.Fui fazer pós graduação em Psicologia Organizacional, mais uma vez o espanto na ultima materia Consultoria em RH, o professor, sabendo que estava me preparando para voltar ao mercado, me propos parceria em sua Consultoria de RH, utilizando meus conhecimentos em administração/finanças, pois seus clientes também tinham deficiências nessas áreas.
Escrevi como TCC no MBA-Gestão Estratégica de Negócios, o tema O Executivo Experiente na Gestão da Empresa Brasileira-Vantagem Competitiva, que além de comentar o que foi explicitado no artigo, mostra as formas de um executivo voltar a empregabilidade.

Comentário por Egberto L.Q.S.Mattos as 10:20 AM, 10/3/2014

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