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Sociedade Mineradora

08:41 PM, 6/4/2013 .. 0 comentários .. Link

A Sociedade Mineradora

Desta estrutura social diferenciada faziam parte os setores mais ricos da população - chamados "grandes" da sociedade - mineradores, fazendeiros, comerciantes e altos funcionários, encarregados da administração das Minas e indicados diretamente pela Metrópole.

 

 

Imagem 1

Compunham o contingente médio, em atividades profissionais diversas, os donos de vendas, mascates, artesãos (como alfaiates, carpinteiros, sapateiros) e tropeiros. E ainda pequenos roceiros que, em terrenos reduzidos, entregavam-se à agricultura de subsistência. Plantavam roças de milho, feijão, mandioca, algumas hortaliças e árvores frutíferas. Também faziam parte deste grupo os faiscadores - indivíduos nômades que mineravam por conta própria. Deslocavam-se conforme o esgotamento dos veios de ouro. No final do século XVIII, esta camada social foi acrescida de elementos ligados aos núcleos de criação de gado leiteiro, dando início à produção do queijo de Minas.

 

 

Imagem 2

Incluíam-se também nessa camada intermediária os padres seculares. Na Colônia, poucos membros do clero ocupavam altos cargos como, por exemplo, o de bispo. Este morava na única cidade da capitania: Mariana.

 

Por outro lado, crescia na capitania real o número de indivíduos sujeitos às ocupações incertas. Vivendo na pobreza, na promiscuidade e muitas vezes no crime, não tinham posição definida na sociedade mineradora. Esta camada causava constante inquietação aos governantes. Ela era geralmente composta por homens livres: alguns brancos, mestiços ou escravos que haviam conseguido alforria.

 

O Estado, percebendo a necessidade de agir junto a essa população incapaz de prover seu próprio sustento, associou a repressão à "utilidade". O encargo que eventualmente representava transformava-se, através do castigo, em trabalhos diversos e, conseqüentemente, em "utilidade".

 

Imagem 3Esta população, entendida como de "vadios", recrutada à força ou em troca de alimento, foi utilizada em tarefas que não podiam ser executadas pelos escravos, necessários ao trabalho da empresa mineradora. Era freqüente a ocupação destes que eram vistos como desclassificados sociais na construção de obras públicas como presídios, Casa da Câmara, entre outras. Também compuseram corpos de guarda e de polícia privada dos "Grandes" da sociedade mineradora, ou ainda empregavam-se como capitães-do-mato. Em outras situações, como na disputa pela posse da Colônia do Sacramento, participaram dos grupos militares que guardavam as fronteiras do Sul.

 

Os escravos, ali como de resto em toda a Colônia, representavam a força de trabalho sobre a qual repousava a vida econômica da real capitania das Minas Gerais. Vivendo mal-alimentados, sujeitos a castigos e atos violentos, constituíam a parcela mais numerosa da população daquela região.

 

Isto gerava uma constante preocupação para as autoridades já que, apesar da repressão cruel, não eram raras as tentativas de levantes escravos e a formação de quilombos, como o do Ambrósio e o Quilombo Grande. A destruição de ambos, em 1746 e 1759 respectivamente, não impediu que ocorressem outras fugas e a formação de novos quilombos.

 

 

 

 


Outra pesquisa sobre Sociedade Mineradora:

Sociedade Mineradora

 

O século do ouro
A enorme importância econômica e política adquirida pela mineração brasileira,interna e externamente,pode ser comprovada por alguns indicadores.Um deles foi a forte imigração da metrópole para a colônia,a ponto de as autoridades verem-se obrigadas a aumentar as restrições á saída de pessoas  do reino.Outro indicador foi o crescimento do comércio colônia-metrópole.
A mineração,com efeito ,elevou o poder aquisitivo das camadas mais ricas da população e provocou  o surgimento de cidades,cujos habitantes  tinham necessidades de consumo cada vez mais diversificadas.Uma das consequências disso foi o crescimento nas vendas de mercadorias européias pela metrópole para abastecer a população colonial.E também o aumento do tráfico de africanos,com a entrada no Brasil  de mais de um milhão de novos escravos,na maioria destinados ás áreas mineradoras.
Um terceiro  índice da importância da mineração pode ser verificado na ampliação da burocracia colonial,comm a criação  de novas capitanias,comarcas e órgãos administrativos.Essa ampliação foi,naturalmente,acompanhada pelo aumento do número de funcionários civis, militares e religiosos.Assim, a riqueza da colônia provocou também a ampliação do aparelho do Estado e seu controle sobre a sociedade.
Por outro lado,o deslocamento do eixo econômico da colônia,do Nordeste para o Sudeste,deu nova impôrtancia estratégica a todo o centro-sul do território .Daí a mudança da sede do governo-geral  de Salvador para o Rio De Janeiro em 1763.Com esse deslocamento surgiu um modelo novo de sociedade,mais urbanizado,diversificado e dotado de maior mobilidade social.
Entretanto,por trás dessa força e opulência,a mineração apresentava outra realidade,menos brilhante e mais opressiva.Esta se fazia  sentir  no aumento contínuo dos preços  das mercadorias importadas vendidas ás populações mineiras e geralmente´pagas em ouro;nas pressões e ameaças  dos cobradores de impostos-oficiais dos vários órgãos da Intendência  e particulares,contratadores e arrematadores-espalhados pelas dezenas de registros e passagens.

*contratador ou arrematador*-Pessoa particular que, mediante  contrato arrendado ou arrematado á Fazenda Real,exercia a função pública de arrecadar impostos.


Urbanização e mobilidade social

A sociedade que se formou nas regiões mineradoras,sobretudo em Minas Gerais               ,apresentava características diferentes da civilização do açúcar no Nordeste.Foi uma sociedade  predominante urbana, mais complexa do que aquela e de maior mobilidade social.Com a civilização do ouro,os grupos sociais se diversificaram,aparecendo agora,enter eles,grandes ricos mineradores,proprietários de terras  e comerciantes,funcionários,artesãos,sacerdotes pequenos mineradores,trabalhadores livres,profissionais liberais e intelectuais (poetas,jornalistas,advogados, etc.),além de uma multidão de escravos.
A maior mobilidade foi consequÊncia da ampliação das oportunidades  de ascensão social proporcionadas pela riqueza e dinamismo da economia minera,inclusive com a alforria mais frequente de escravos promovida por necessidade ou conveniÊncia de seus senhores.Com isso,a sociedade do ouro apresentava-se de fato menos estratificada que do açúcar ,isto é,a divisão e separação entre os grupos sociais nela existentes não eram tão rígidas quanto nesta última.Mas,como está,ela também conserva a identidade essencial da sociedade colonial:a escravidão e a forte hierarquização  social e racial.
*Mobilidade Social*-É o processo pelo qual as pessoas ou grupos mudam de lugar no interior da sociedade.Essa mudança pode ser vertical ou horizontal.No primeiro caso,o indivíduo  passa de uma classe social para outra,situada  acima  ou abaixo da classe original.No segundo caso,o deslocamento pode tomar a forma  de uma mudança de profissão.

Mais uma pesquisa sobre Sociedade Mineradora:

Introdução

Desde o final do século XVI na capitânia de São Vicente, o Brasil já tinha conhecido uma escassa exploração mineral do chamado ouro de lavagem, que em razão da baixa rentabilidade, foi rapidamente abandonada. Somente no século XVIII é que a mineração realmente passou a dominar o cenário brasileiro, intensificando a vida urbana da colônia, além de ter promovido uma sociedade menos aristocrática em relação ao período anterior, representado pelo ruralismo açucareiro.

Desdobramentos: Sociedade e Cultura

O ciclo do ouro e do diamante foi responsável por profundas mudanças na vida colonial. Em cem anos a população cresceu de 300 mil para, aproximadamente, 3 milhões de pessoas, incluindo aí, um deslocamento de 800 mil portugueses para o Brasil. Paralelamente foi intensificado o comércio interno de escravos, chegando do Nordeste cerca de 600 mil negros. Tais deslocamentos representam a transferência do eixo social e econômico do litoral para o interior da colônia, o que acarretou na própria mudança da capital de Salvador para o Rio de Janeiro, cidade de mais fácil acesso à região mineradora. A vida urbana mais intensa viabilizou também, melhores oportunidades no mercado interno e uma sociedade mais flexível, principalmente se contrastada com o imobilismo da sociedade açucareira. Embora mantivesse a base escravista, a sociedade mineradora diferenciava-se da açucareira, por seu comportamento urbano, menos aristocrático e intelectualmente mais evoluído. Era comum no século XVIII, ser grande minerador e latifundiário ao mesmo tempo. Portanto, a camada socialmente dominante era mais heterogênea, representada pelos grandes proprietários de escravos, grandes comerciantes e burocratas. A novidade foi o surgimento de um grupo intermediário formado por pequenos comerciantes, intelectuais, artesãos e artistas que viviam nas cidades. O segmento abaixo era formado por homens livres pobres (brancos, mestiços e negros libertos), que eram faiscadores, aventureiros e biscateiros, enquanto que a base social permanecia formada por escravos que em meados do século XVIII, representavam 70% da população mineira.

Mais informações:

A mineração ,elevou o poder aquisitivo das camadas mais ricas da população e provocou o surgimento de cidades,cujos habitantes tinham necessidade de consumo cada vez mais diversificadas.Uma das conseqüências disso foi o crescimento nas vendas de mercadorias européias pela metrópole para abastecer a colônia.A mineração ajudou a ampliação da burocracia colonial e também no tráfico de escravos,com a entrada deles no Brasil eram destinados às áreas mineradoras .

Perguntas:

Explique sociedade mineradora?

Sobre a mineração no período colonial brasileiro, NÃO PODEMOS afirmar que:

 

A) devido aos lucros obtidos com a mineração, uma próspera lavoura de subsistência instalou-se na região das Gerais, tornando desnecessária a importação de gêneros de outras capitanias.

B) o ouro encontrado era predominantemente de aluvião, fácil de ser explorado, mas que rapidamente chegava à exaustão, o que pode ser explicado pela precariedade e simplicidade dos instrumentos utilizados.

C) apesar de todas as dificuldades e da incompetência administrativa de Portugal, a atividade mineradora gozou de importância significativa, embora tenha gerado uma renda média inferior à do açúcar.

D) a exportação de ouro cresceu em toda a primeira metade do século XVIII e alcançou seu ponto máximo por volta de 1760, entrando em declínio no terceiro quartel do século.

Quem eram os grandes da sociedade?

Como se era dividida a pirâmide da sociedade mineradora?

Imagens:

 

Laura Ferreira, André Teixeira, Carlos Eduardo, Fábio Oliveira, Fernanda Rodrigues, Geovana Caroline, Guilherme Pereira, João Otávio, Marcelo Palmeira, Natália Maria, Pietra Ferreira, Raissa Perreira, Samuel Solon, Victtória Svaisser.

 




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