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Cafeicultura no Brasil dos séculos XIX e XX.

09:29 PM, 19/6/2013 .. 0 comentários .. Link

O Café no Brasil

O desempenho da economia durante o Primeiro Reinado e a Regência foi marcado por dificuldades, com os preços do açúcar, algodão, fumo, arroz e couro em baixa. Para superar tais dificuldades, o governo buscou pelo incentivo a produção de um produto novo. Esse produto foi o café – a Coffea arábica –, já difundido na América e na Ásia.

 

O café - a Coffea arábica

 

O café entrou no Brasil no início do século XVIII pela região Norte, trazido das Guianas ao Estado do Pará, e aos poucos se espalhou pelo país. Mas foi nas primeiras décadas do século XIX que seu cultivo impulsionou, no Rio de Janeiro, nas áreas do Vale do Paraiba. A expansão cafeeira logo atingiu São Paulo e Minas Gerais.



Essa expansão apoiou-se em condições favoráveis existentes: demanda crescente pelo produto no mercado internacional (Estados Unidos e Europa) e disponibilidades de recursos no Brasil – terras, escravos, equipamentos e meios de transporte.

O Trabalho nos cafezais após a Abolição

A produção do café se estabeleceu na estrutura da economia agrícola de tipo plantation, ou seja, a grande propriedade escravista, monocultora e exportadora. Assim, inicialmente foi utilizado a mão-de-obra escrava do africano nos cafezais.

Escravos carregam sacas de café. Aquarela do dinamarquês Paul Harro-Harring, 1840. Instituto Moreira Salles, São Paulo.


Quando foi proibido o tráfico negreiro pela Lei Eusébio de Queiroz (1850), e a mão-de-obra escrava começou a escassear, substituiu-se o trabalho servil pelo trabalho assalariado de imigrantes estrangeiros.

Imigrantes na colheita de café em fazenda do interior de São Paulo, início do século XX. Cartão Postal, de 4 de maio de 1915.

Na região cafeeira, os imigrantes foram aproveitados para trabalhar na lavoura do café, trabalhando como mão-de-obra assalariada ou sob alguma forma de parceria – quando a produção é repartida entre o colono e o fazendeiro.


A imigração européia para o Brasil teve seu ápice o período de 1880 e 1930. Os imigrantes supriram a lavoura do trabalho necessário. Nos cafézais, todos trabalhavam: homens, mulheres e até crianças.


No início do século XX, vieram também asiáticos, chineses e japoneses. Em relação aos japoneses, o Kasato Maru é considerado pela historiografia oficial o primeiro navio a aportar no Brasil com imigrantes japoneses, em 18 de Junho de 1908. Chegou ao Porto de Santos trazendo 165 famílias, que vinham trabalhar nos cafezais do oeste paulista.

Mais informações:

História do café - mercado do café, no século XIX, propiciou o que se convencionou chamar de progresso brasileiro 

O mercado do café, no século XIX, propiciou o que se convencionou chamar de progresso brasileiro. Com a queda das exportações de algodão, açúcar e cacau os fazendeiros passaram a investir no café. Especialmente na região Sudeste, o poder econômico aliou-se ao fortalecimento político. Os paulistas fizeram fortuna com o comércio cafeeiro e investiram na indústria.

A urbanização e o desenvolvimento industrial de São Paulo e Rio de Janeiro podem ser entendidos como fruto da evolução da cafeicultura. Como resultado deste processo também tivemos a dinamização do binômio ferrovia-porto, que estou batizando aqui de ligações secas e molhadas. 

Produção – distribuição – exportação: cadeia produtiva do café. Os três elos da cadeia produtiva firmaram-se no eixo das cidades de Campinas, São Paulo e Santos. A produção agrária em Campinas, a distribuição e comercialização em São Paulo e a exportação na cidade portuária de Santos. O Porto de Santos caracterizou-se como o “porto do café”. Em 1909, houve um recorde de exportação, quando foram embarcadas 787,8 mil toneladas do produto, o que representou o equivalente a 98% do movimento exportado.

O professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Santa Cecília, Sidney Bernardini, em sua dissertação de mestrado, “Os planos da cidade: as políticas de intervenção urbana em Santos – de Estevan Fuertes a Saturnino de Brito (1892-1910)” explica que a eliminação dos problemas sanitários, nas três cidades da cadeia produtiva, garantiria o desenvolvimento econômico do estado de São Paulo, tendo a elite cafeeira à frente.

“Os interesses dos representantes do grande capital cafeeiro estavam voltados para aqueles investimentos que trouxessem retorno de capital. Estavam vinculados, entre outros, aos investimentos financeiros (bancos e instituições de crédito), às ferrovias, ao comércio de exportação e importação e às frentes urbanizadoras.”

O colunista Alessandro Atanes, na abordagem do tema “Café, trem, canais e letras”, refere-se à obra de Bernardini e cita a questão da distribuição de responsabilidades e poderes entre as três esferas de governo nos primeiros anos da república brasileira, destacando outro trecho:

“O poder estadual utilizava os poderes constitucionalmente estabelecidos para implementar políticas públicas como bem conviesse, de forma centralizada e autoritária. Daí surgiram os embates e crises entre os dois governos (estadual e municipal), resultando em fervorosas discussões, por anos, acerca das soluções para os problemas do saneamento da cidade. Tanto a busca de soluções por parte do município, que geralmente esbarrava nas limitações políticas e orçamentárias, como algumas tentativas malsucedidas do governo estadual em executar obras de saneamento diante da oposição política que encontrava no município, além dos interesses em concentrar a maioria dos investimentos na capital, logo nos primeiros anos, explicam porque Santos, apesar de ter sido objeto de tantas reflexões, estudos e projetos, desde 1889, só começou a ser efetivamente reformulada a partir de 1905”.

O Porto de Santos continua como a principal porta de saída do café brasileiro. Apenas para se ter uma idéia, em fevereiro deste ano, embarcamos 3.695.881 sacas. O porto de Vitória (ES) exportou 559.841 sacas e o do Rio de Janeiro embarcou 470.697 sacas.

Uma das etapas da exportação de café é a estufagem do container, ou em outras palavras, o carregamento do container. A estufagem pode ser feita no porto de saída do navio ou no armazém de café, que fica próximo à área de produção.

Mais uma pesquisa:


A produção brasileira de café cresceu muito rapidamente durante todo o século XIX. A partir de 1850 ela tomou proporções muito importantes: a cifra se aproximava de 3 milhões de sacas em média por ano. A partir de 1880, quando a produção média anual ultrapassou os 5 milhões de sacas por ano, o café tornou-se o centro motor do crescimento do capitalismo no Brasil.

Simultâneo ao crescimento da produção e o deslocamento geográfico do Rio de Janeiro para os planaltos de São Paulo, surge a mão de obra imigrante. O trabalho escravo é abandonado pelo trabalho assalariado. A imigração se intensificou a partir de 1818, com a chegada de imigrantes não-portugueses, que vieram para cá durante a regência de D. João VI. Devido ao enorme tamanho do território brasileiro e ao desenvolvimento das plantações de café, a imigração teve uma grande importância para o desenvolvimento do país no século XIX.

Após a abolição da escravatura (1888), o governo brasileiro incentivou a entrada de imigrantes europeus em nosso território. Com a necessidade de mão-de-obra qualificada, para substituir os escravos, milhares de europeus chegaram para trabalhar no interior de São Paulo, nas indústrias e na zona rural do sul do país. Eles estavam em busca de melhores condições de vida e de trabalho.

O país que mais forneceu imigrantes para o Brasil e suas fazendas de café foi a Itália. A crise vivida no local e a idéia de que o Novo Mundo poderia oferecer uma vida melhor, motivaram muitos cidadãos a migrarem. Do início do século XIX a década de 1930, dez milhões de italianos deixaram o país, com direção o Brasil. (Conheça a história da família Togni)

No Brasil, o interesse em receber mão-de-obra era grande. As lavouras de café se expandiam e os movimentos abolicionistas culminaram, justamente em 1888, com a abolição da escravatura. Na época, muito se discutia sobre como substituir o trabalho escravo. A imigração iria ter enorme importância na história econômica, política e cultural brasileira. Além de italianos, alemães e portugueses, vieram também russos, suíços, poloneses, japoneses e outros grupos étnicos de menor expressão.

A vida no Brasil

Dois terços dos imigrantes chegados a São Paulo foram empregados nas plantações de café. Um contrato de trabalho padrão era preparado pelo escritório de imigração. Tratava-se de um contrato de um ano. Esse contrato previa o pagamento de um salário base proporcional ao número de pés de café atribuídos ao trabalhador. A esse salário-base juntava-se uma soma variável (uma espécie de prêmio), em função da colheita obtida. Ao lado dessas retribuições monetárias, o trabalhador recebia um pedaço de terra que podia cultivar por sua conta.

O imigrante que veio para o Brasil nesse período, pressionado pelo empobrecimento provocado pelo desenvolvimento do sistema capitalista europeu, viu aqui a chance de reverter esse quadro, com a possibilidade de se tornar, com o tempo, um pequeno proprietário rural. No entanto, a precariedade de sua situação e o endividamento contraído com o latifundiário que financiava a passagem de vinda, tornou o imigrante subalterno.

Despreparado para lidar com a realidade do trabalho assalariado, o latifundiário, habituado com os mecanismos escravocratas de coerção, criou formas de prender o imigrante através do endividamento, obrigando-o inclusive a comprar víveres na mercearia de sua propriedade. Esse tipo de mecanismo denota a coexistência de formas capitalistas e de semi-servidão no Brasil, nas portas de entrada do século 20.

Cabe lembrar que, apesar da visão eurocêntrica, que exclui o negro e opta pelo imigrante, prevalece um grande preconceito referente ao trabalho braçal, desde os primórdios da colonização, levando o latifundiário, muitas vezes, a desconsiderar a condição de homem livre que caracteriza o imigrante, inclusive colocando-o sob vigilância. Mesmo aqueles imigrantes que se dirigiam diretamente para a zona urbana e, portanto, não se defrontaram com os mecanismos da sociedade agrária e patriarcal, não iriam encontrar condições de vida favoráveis.

Até o ano 1920, os imigrantes de origem estrangeira eram maior número, e eles não aceitam sem luta a exploração a qual são submetidos. Essas lutas tomavam as formas mais diversas, e muitas vezes violentas, dada a repressão exercida pelos fazendeiros que proibiam aos trabalhadores, por exemplo, todo direito de associação. Foi assim que as plantações se tornaram o palco de várias greves, e muitas vezes, as divergências entre trabalhadores e fazendeiros ou seus administradores terminavam em tiros e assassinatos.

Em razão das condições sociais e da remuneração, os trabalhadores abandonavam voluntariamente as plantações ao fim do contrato, para procurar uma situação mais vantajosa em outras plantações, nas cidades ou mesmo em outros países da América Latina.

Os imigrantes que para o Brasil vieram, usaram recursos próprios ou foram subvencionados por seus países de origem, pelos fazendeiros brasileiros, e ainda pelo governo federal ou dos estados. Dos cerca de 3 milhões e meio que entraram no Brasil entre 1890 e 1929, estima-se que quase a metade chegou nas décadas de 1910 e 1920. As principais razões da vinda de tantos imigrantes nesse período foram, na década de 1910, o sucesso do programa de valorização do café e a adoção de uma política de incentivo à imigração. Já na década de 1920, pesaram a crise econômica européia do pós-guerra, que funcionou como fator de expulsão das populações, e a nova fase de expansão do café no Brasil, que exigia mais braços para a lavoura.

O emprego da mão-de-obra imigrante caminhou paralelamente ao desenvolvimento e à diversificação da economia brasileira. Os imigrantes foram responsáveis por um aumento substancial da produção cafeeira, seja trabalhando como empregados nas grandes fazendas, seja como pequenos proprietários. Desde o início também estiveram presentes na industrialização do país, em muito contribuindo para a urbanização das principais cidades.

O declínio da imigração

O último afluxo significativo de imigrantes ocorreu no fim da década de 1920, e vários motivos explicam o declínio verificado a partir de então: o crescimento das migrações internas na Europa, os efeitos da crise de 1929 na economia e as limitações impostas pelo governo brasileiro. Exemplo disso foi o decreto presidencial de dezembro de 1930, que procurava disciplinar "a afluência desordenada de estrangeiros", vista como responsável pelo aumento do desemprego nas cidades brasileiras.

*Complemento e conclusão:
A Mineração: Século XVIII.
O ciclo econômico da mineração transformou socialmente e culturalmente a sociedade brasileira. Com o surgimento das cidades, apareceram os comerciantes, os artesãos, os intelectuais, os padres, funcionários públicos e outros profissionais liberais. Neste ciclo da mineração, diferentemente do ciclo da cana-de-açúcar, a riqueza não ficou concentrada na mão de um único grupo social. Surgiu a classe média, através da população livre e produtiva que também conquistou riquezas. Os escravos também ganharam importância, quando muitos deles conquistaram junto a seus senhores o direito à liberdade devido ao êxito das minerações. Eram os chamados negros alforriados ou forros. Alguns compraram sua liberdade. Outros fugiam formando novos quilombos. Mas a grande maioria continuou como escravos nas minas. A riqueza com as minerações incentiva as atividades culturais da região. Os filhos de colonos ricos estudavam na Europa, trazendo ao Brasil os ideais progressistas. A arquitetura e artes plásticas ganham destaque. Surge o famoso "Aleijadinho” (Antônio Francisco Lisboa) construindo suas obras de pedra-sabão ou madeira nas cidades da região de Minas Gerais.

Perguntas:

Quais são as 3 cadeias produtivas do café?

A urbanização e o desenvolvimento industrial de São Paulo e Rio de Janeiro podem ser entendidos como o que?

Depois da Revolução de 1930 e dos abalos provocados pela crise econômica mundial iniciada nos Estados Unidos em 1929, o governo Vargas mantém o apoio ao setor cafeeiro por meio do que?

Qual a importância da cafeicultura do Brasil nos séculos XIX e XX?

O cultivo de café alterou a situação social do Brasil no século XIX?

Quais as regiões do Brasil o café chegou primeiro?

Nome de quem mandou as pesquisas e as perguntas sobre o tema: Cafeicultura no Brasil dos séculos XIX e XX:

Laura, Carlos Eduardo, André Teixeira, Raissa, Marcelo, Guilherme, Natalia, Fábio, Pietra, Victtória, Fernanda, Geovana, João Otávio, Samuel.

 


 

 





 

 

 

 

 

 

 

 



Cafeicultura no Brasil dos séculos XIX e XX.

08:51 PM, 19/6/2013 .. 0 comentários .. Link

O Café: Século XIX e XX.
Trazido do oriente, o café foi introduzido no Brasil e ganhou força em duas regiões principalmente, o Vale do Paraíba (Rio de Janeiro) e no Oeste Paulista (São Paulo). Este ciclo veio substituir, em importância, a mineração que já esgotara devido à extrema exploração. Durante o ciclo cafeeiro o Brasil passava por inúmeras transformações sócio-econômicas: a imigração européia, o processo de urbanização e a lenta e gradual abolição da escravidão. A mão de obra livre e assalariada foi gradativamente superando a mão de obra escrava, por dois motivos: primeiramente devido ao processo de abolição da escravidão e da vinda dos imigrantes. Em segundo lugar pela exigência do novo mercado consumidor internacional que cobrou produtos com maior qualidade que só seria possível com o trabalho assalariado livre. O ciclo do café trouxe estabilidade à economia brasileira e muitos cafeicultores passaram a investir o excedente dos lucros em outras áreas, principalmente nos setores do comércio e da indústria.

Outras informações:

Ciclo do Café - História do Brasil

As primeiras mudas e sementes de café chegam ao Brasil no século XVIII, por volta de 1730, vindas da América Central e das Guianas. Mas é só a partir do começo do século XIX que a cafeicultura ganha o interesse dos grandes proprietários. Torna-se rapidamente a principal atividade agrícola do país, responsável por mais da metade da renda obtida com exportação. A crescente importância econômica faz dos produtores de café de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais o centro da elite dirigente do Império e da República, até quase meados do século XX. 


Expansão cafeeira  – Das pequenas plantações nas vizinhanças da corte, entre 1810 e 1820, os cafeeiros espalham-se por todo o vale do rio
Paraíba, primeiro na porção fluminense, depois na paulista e no sul de Minas. Em meados do século XIX ocupam parte das terras das antigas lavouras de cana-de-açúcar e algodão e invadem o chamado Oeste Paulista, inicialmente a região de Campinas e Sorocaba e, em seguida, Ribeirão Preto e Araraquara. No início do século XX, os cafezais cobrem extensa faixa paralela ao litoral das regiões Sul e Sudeste, que vai do Paraná ao Espírito Santo. A cafeicultura ganha a primazia entre as monoculturas exportadoras, desbancando a tradicional agricultura canavieira. 

O
sucesso e a vigorosa expansão cafeeira no Sudeste brasileiro durante o século XIX devem-se a uma combinação de fatores. De um lado, uma conjuntura externa favorável, com o crescimento do consumo na Europa e nos Estados Unidos, e uma crise em importantes regiões produtoras, como Haiti, Ceilão (atual Sri Lanka) e Java, na Indonésia. Com isso, os preços mantêm-se em alta nos mercados consumidores. Por outro lado, no Brasil há terras e escravos subutilizados nas lavouras tradicionais de açúcar e algodão e solos novos e férteis, como as terras roxas no interior paulista. 

A rápida ampliação das plantações de café cria também o primeiro problema: a escassez de mão-de-obra provocada pela interrupção definitiva do tráfico de escravos africanos em 1850. A solução encontrada é a atração de imigrantes, com o apoio oficial. Nas últimas décadas do século XIX, as fazendas de café recebem milhares de imigrantes europeus – italianos, portugueses, espanhóis, alemães, suíços e eslavos – e asiáticos, que vêm trabalhar em regime de parceria, recebendo por produção ou como assalariado. Com a substituição do trabalho escravo pelo livre, a cafeicultura não apenas se desenvolve como também apressa o fim da escravidão. 


Política do café – Nas primeiras décadas do século XX, a continuidade do crescimento é reforçada por uma política governamental bastante favorável aos interesses do setor, que garante crédito, formação de estoques e intervenções no câmbio para compensar eventuais baixas dos preços internacionais. Isso tem efeito positivo:  mantém o
desenvolvimento da cafeicultura, possibilitando aos fazendeiros investir parte de sua renda em atividades comerciais e industriais, dinamizando a economia urbana. Mas tem igualmente um efeito nocivo: no final da década de 20, a produção interna (28 milhões de sacas anuais) aumenta muito mais que a demanda externa (15 milhões). 

Depois da Revolução de 1930 e dos abalos provocados pela crise econômica mundial iniciada nos Estados Unidos em 1929, o governo Vargas mantém o apoio ao setor cafeeiro por meio do Conselho Nacional do Café e, ao mesmo tempo, decide impulsionar a industrialização. Para reduzir a oferta e melhorar os preços, manda queimar todo o seu estoque e erradicar cafezais, pagando pequena indenização aos produtores. A longo prazo, a produção e a exportação estabilizam-se, sob a supervisão do Instituto Brasileiro do Café, criado em 1952. Na década de 50, as exportações de café ainda representam a maior parte do total comercializado, e o Brasil permanece como o maior produtor mundial. Mas seu reinado absoluto na economia brasileira chega ao fim quando o setor industrial, a partir da segunda metade do século XX, se torna o carro-chefe do desenvolvimento econômico nacional.

Outra pesquisa:

A principal característica do café cultivado no Brasil é a sua grande diversidade. Devido a diferenças de solos, condições climáticas, espécies e variedades cultivadas e técnicas de cultivo em cada região, a cafeicultura brasileira produz os mais diversos tipos de grãos e qualidades de bebida. Ambas as duas espécies economicamente importantes, arábica e robusta, são cultivadas no país. Com cerca de 4 bilhões de cafeeiros plantados em todas as 11 regiões cafeeiras do Brasil, o cultivo do café arábica é responsável por 75 % da produção nacional. Outro bilhão de pés são da espécie robusta, fazendo do Brasil o maior produtor e terceiro exportador dessa espécie, com cerca de 23% da produção mundial.

OBS: nome de todos que mandaram as pesquisas, será colocado na última que será postada.


 



Inconfidência Mineira

12:11 PM, 7/4/2013 .. 0 comentários .. Link

Inconfidência Mineira
Com a grande exploração ,o ouro começou a diminuir.Mas mesmo assim os portugueses não diminuíam as cobranças.Todas essas atitudes foram provocando a insatisfação do povo e, principalmente dos fazendeiros rurais e dos donos das minas que queriam pagar menos impostos e ter mais participação na vida política do Brasil. Algumas pessoas da elite brasileira (intelectuais, fazendeiros, militares e donos de minas), influenciados pela ideia de liberdade que vinham do iluminismo europeu, começaram a se unir para buscar uma solução para o problema: a conquista da Independência do Brasil.

Outra Pesquisa:

Inconfidência Mineira:

 

A Inconfidência Mineira, também referida como Conjuração Mineira, foi uma tentativa de revolta de natureza separatista ocorrida na então capitania de Minas Gerais, no Estado do Brasil, contra, entre outros motivos, a execução da derrama e o domínio português. Foi abortada pela Coroa portuguesa em 1789.

* Introdução A Inconfidência Mineira foi um dos mais importantes movimentos sociais da História do Brasil. Significou a luta do povo brasileiro pela liberdade, contra a opressão do governo português no período colonial. Ocorreu em Minas Gerais no ano de 1789, em pleno ciclo do ouro.

No final do século XVIII, o Brasil ainda era colônia de Portugal e sofria com os abusos políticos e com a cobrança de altas taxas e impostos. Além disso, a metrópole havia decretado uma série de leis que prejudicavam o desenvolvimento industrial e comercial do Brasil. No ano de 1785, por exemplo, Portugal decretou uma lei que proibia o funcionamento de industrias fabris em território brasileiro.

* Causas

Vale lembrar também que, neste período, era grande a extração de ouro, principalmente na região de Minas Gerais. Os brasileiros que encontravam ouro deviam pagar o quinto, ou seja, vinte por cento de todo ouro encontrado acabava nos cofres portugueses. Aqueles que eram pegos

com ouro “ilegal” (sem ter pagado o imposto”) sofria duras penas, podendo até ser degredado (enviado a força para o território africano). Com a grande exploração, o ouro começou a diminuir nas minas. Mesmo assim as autoridades portuguesas não diminuíam as cobranças. Nesta época, Portugal criou a Derrama. Esta funcionava da seguinte forma: cada região de exploração de ouro deveria pagar 100 arrobas de ouro (1500 quilos) por ano para a metrópole. Quando a região não conseguia cumprir estas exigências, soldados da coroa entravam nas casas das famílias para retirarem os pertences até completar o valor devido. Todas estas atitudes foram provocando uma insatisfação muito grande no povo e, principalmente, nos fazendeiros rurais e donos de minas que queriam pagar menos impostos e ter mais participação na vida política do país. Alguns membros da elite brasileira (intelectuais, fazendeiros, militares e donos de minas), influenciados pela idéias de liberdade que vinham do iluminismo europeu, começaram a se reunir para buscar uma solução definitiva para o problema: a conquista da Independência do Brasil.

* Os Inconfidentes

O grupo, liderado pelo alferes Joaquim José da Silva Xavier, conhecido por Tiradentes era formado pelos poetas Tomas Antonio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa, o dono de mina Inácio de Alvarenga, o padre Rolim, entre outros representantes da elite mineira. A ideia do grupo era conquistar a liberdade definitiva e implantar o

sistema de governo republicano em nosso país. Sobre a questão da escravidão, o grupo não possuía uma posição definida. Estes inconfidentes chegaram a definir até mesmo uma nova bandeira para o Brasil. Ela seria composta por um triangulo vermelho num fundo branco, com a inscrição em latim: Libertas Quae Sera Tamen (Liberdade ainda que Tardia).

Tiradentes: líder da Inconfidência Mineira

Os inconfidentes haviam marcado o dia do movimento para uma data em a derrama seria executada. Desta forma, poderiam contar com o apoio de parte da população que estaria revoltada. Porém, um dos inconfidentes, Joaquim Silvério dos Reis, delatou o movimento para as autoridades portuguesas, em troca do perdão de suas dívidas com a coroa. Todos os inconfidentes foram presos, enviados para a capital (Rio de Janeiro) e acusados pelo crime de infidelidade ao rei. Alguns inconfidentes ganharam como punição o degredo para a África e outros uma pena de prisão. Porém, Tiradentes, após assumir a liderança do movimento, foi condenado a forca em praça pública. Embora fracassada, podemos considerar a Inconfidência Mineira como um exemplo valoroso da luta dos brasileiros pela independência, pela liberdade e contra um governo que tratava sua colônia com violência, autoritarismo, ganância e falta de respeito.

 

* Consequências:

A Inconfidência Mineira transformou-se em símbolo máximo de resistência para os mineiros, a exemplo da Guerra dos Farrapos para os gaúchos, e da Revolução Constitucionalista de 1932 para os paulistas. A Bandeira idealizada pelos inconfidentes foi adotada pelo estado de Minas Gerais.

* Curiosidade:

* Na primeira noite em que a cabeça de Tiradentes foi exposta em Vila Rica, foi furtada, sendo o seu paradeiro desconhecido até aos nossos dias.

* Tratando-se de uma condenação por inconfidência (traição à Coroa), os sinos das igrejas não poderiam tocar quando da execução. Afirma a lenda que, mesmo assim, no momento do enforcamento, o sino da igreja local soou cinco badaladas.

* A casa de Tiradentes foi arrasada, o seu local foi salgado para que mais nada ali nascesse, e as autoridades declararam infames todos os seus descendentes.

* Tiradentes jamais teve barba e cabelos grandes. Como alferes, o máximo permitido pelo Exército Português seria um discreto bigode. Durante o tempo que passou na prisão, Tiradentes, assim como todos os presos, tinha

periodicamente os cabelos e a barba aparados, para evitar a proliferação de piolhos, e, durante a execução estava careca com a barba feita, pois o cabelo e a barba poderiam interferir na ação da corda.

Outra pesquisa:

O quadro “Sentença de Tiradentes”: Portugal utilizava a violência como instrumento repressivo.
O quadro “Sentença de Tiradentes”: Portugal utilizava a violência como instrumento repressivo.

No século XVIII, a ascensão da economia mineradora trouxe um intenso processo de criação de centros urbanos pela colônia acompanhada pela formação de camadas sociais intermediárias. Os filhos das elites mineradoras, buscando concluir sua formação educacional, eram enviados para os principais centros universitários europeus. Nessa época, os ideais de igualdade e liberdade do pensamento iluminista espalhavam-se nos meios intelectuais da Europa.

Na segunda metade do século XVIII, a economia mineradora dava seus primeiros sinais claros de enfraquecimento. O problema do contrabando, o escasseamento das reservas auríferas e a profunda dependência econômica fizeram com que Portugal aumentasse os impostos e a fiscalização sobre as atividades empreendidas na colônia. Entre outras medidas, as cem arrobas de ouro anuais configuravam uma nova modalidade de cobrança que tentava garantir os lucros lusitanos.

No entanto, com o progressivo desaparecimento das regiões auríferas, os colonos tinham grandes dificuldades em cumprir a exigência estabelecida. Portugal, inconformado com a diminuição dos lucros, resolveu empreender um novo imposto: a derrama. Sua cobrança serviria para complementar os valores das dívidas que os mineradores acumulavam junto à Coroa. Sua arrecadação era feita pelo confisco de bens e propriedades que pudessem ser de interesse da Coroa.

Esse imposto era extremamente impopular, pois muitos colonos consideravam sua prática extremamente abusiva. Com isso, as elites intelectuais e econômicas da economia mineradora, influenciadas pelo iluminismo, começaram a se articular em oposição à dominação portuguesa. No ano de 1789, um grupo de poetas, profissionais liberais, mineradores e fazendeiros tramavam tomar controle de Minas Gerais. O plano seria colocado em prática em fevereiro de 1789, data marcada para a cobrança da derrama.

Aproveitando da agitação contra a cobrança do imposto, os inconfidentes contaram com a mobilização popular para alcançarem seus objetivos. Entre os inconfidentes estavam poetas como Claudio Manoel da Costa e Tomas Antonio Gonzaga; os padres Carlos Correia de Toledo, o coronel Joaquim Silvério dos Reis; e o alferes Tiradentes, um dos poucos participantes de origem popular dessa rebelião. Eles iriam proclamar a independência e a proclamação de uma república na região de Minas.

Com a aproximação da cobrança metropolitana, as reuniões e expectativas em torno da inconfidência tornavam-se cada vez mais intensas. Chegada a data da derrama, sua cobrança fora revogada pelas autoridades lusitanas. Nesse meio tempo, as autoridades metropolitanas estabeleceram um inquérito para apurar uma denúncia sobre a insurreição na região de Minas. Através da delação de Joaquim Silvério dos Reis, que denunciou seus companheiros pelo perdão de suas dívidas, várias pessoas foram presas pelas autoridades de Portugal.

Tratando-se de um movimento composto por influentes integrantes das elites, alguns poucos denunciados foram condenados à prisão e ao degredo na África. O único a assumir as responsabilidades pela trama foi Tiradentes. Para reprimir outras possíveis revoltas, Portugal decretou o enforcamento e o esquartejamento do inconfidente de origem menos abastada. Seu corpo foi exposto nas vias que davam acesso a Minas Gerais. Era o fim da Inconfidência Mineira.

Mesmo tendo caráter separatista, os inconfidentes impunham limites ao seu projeto. Não pretendiam dar fim à escravidão africana e não possuíam algum tipo de ideal que lutasse pela independência da “nação brasileira”. Dessa forma, podemos ver que a inconfidência foi um movimento restrito e incapaz de articular algum tipo de mobilização que definitivamente desse fim à exploração colonial lusitana.

A execução de Tiradentes e exposição pública do seu corpo:

Tiradentes esquartejado (Pedro Américo, 1893).

Tiradentes, o conjurado de mais baixa condição social, foi o único condenado à morte por enforcamento, sendo a sentença executada publicamente a 21 de abril de 1792 no Campo da Lampadosa. Outros inconfidentes haviam sido condenados à morte, mas tiveram suas penas reduzidas para degredo, na segunda sentença. A casa onde ele viveu foi destruída.

Após a execução, o corpo foi levado em uma carreta do Exército para a Casa do Trem (hoje parte do Museu Histórico Nacional), onde foi esquartejado. O tronco do corpo foi entregue à Santa Casa de Misericórdia, sendo enterrado como indigente. A cabeça e os quatro pedaços do corpo foram salgados, para não apodrecerem rapidamente, acondicionados em sacos de couro e enviados para as Minas Gerais, sendo pregados em pontos do Caminho Novo onde Tiradentes pregou suas ideias revolucionárias. A cabeça foi exposta em Vila Rica (atual Ouro Preto), no alto de um poste defronte à sede do governo. O castigo era exemplar, a fim de dissuadir qualquer outra tentativa de questionamento do poder da metrópole.

Tiradentes, ao contrário do que se pensa, não tinha barba e cabelos longos quando foi enforcado, na prisão, onde ficou por algum tempo antes de cumprir sua pena, teve o cabelo e barba raspados para evitar a proliferação de piolhos, a própria posição de alfere não permitia tal aparência. Após a decapitação e exposição pública, a cabeça de Tiradentes foi furtada, sendo o seu paradeiro desconhecido até os dias de hoje.

Foi alçado posteriormente, pela República Brasileira, à condição de um dos maiores mártires da indepedência do Brasil e como um dos precursores da República no país.

* Perguntas:

1- QUEM DELATOU O MOVIMENTO DA INCONFIDÊNCIA MINEIRA?

2- O QUE ACONTECEU AOS LÍDERES DA INCONFIDÊNCIA MINEIRA, APÓS O FRACASSO DO MOVIMENTO?

3 - O QUE RESTOU DE POSITIVO DA INCONFIDÊNCIA MINEIRA?

4- EM QUE ANO ACONTECEU A INCONFIDÊNCIA MINEIRA?

Exercício 5:

A partir de seus conhecimentos sobre a Conjuração Mineira (1789), EXAMINE as afirmativas abaixo:

I – Inspirados pelas idéias iluministas, os conjurados mineiros defenderam a liberdade do comércio e a independência da região das minas.

II – Dentre os grupos sociais envolvidos no movimento, destacaram-se os proprietários de lavras e de terras, oficiais militares, clérigos, letrados e escravos.

III – O exemplo da possibilidade de quebra do vínculo colonial representado pela independência das Treze Colônias exerceu influência entre aqueles que planejaram a conspiração.

IV – O declínio da exploração aurífera, na segunda metade do século XVIII, ao lado da iminente cobrança da derrama foram fatores que contribuíram para aumentar a insatisfação dos colonos mineiros com a Coroa portuguesa.

ASSINALE a alternativa correta:

 

Laura Ferreira, André Teixeira, Carlos Eduardo, Fábio Oliveira, Fernanda Rodrigues, Geovana Caroline, Guilherme Pereira, João Otávio, Marcelo Palmeira, Natália Maria, Pietra Ferreira, Raissa Perreira, Samuel Solon, Victtória Svaisser.

 



Sociedade Mineradora

08:41 PM, 6/4/2013 .. 0 comentários .. Link

A Sociedade Mineradora

Desta estrutura social diferenciada faziam parte os setores mais ricos da população - chamados "grandes" da sociedade - mineradores, fazendeiros, comerciantes e altos funcionários, encarregados da administração das Minas e indicados diretamente pela Metrópole.

 

 

Imagem 1

Compunham o contingente médio, em atividades profissionais diversas, os donos de vendas, mascates, artesãos (como alfaiates, carpinteiros, sapateiros) e tropeiros. E ainda pequenos roceiros que, em terrenos reduzidos, entregavam-se à agricultura de subsistência. Plantavam roças de milho, feijão, mandioca, algumas hortaliças e árvores frutíferas. Também faziam parte deste grupo os faiscadores - indivíduos nômades que mineravam por conta própria. Deslocavam-se conforme o esgotamento dos veios de ouro. No final do século XVIII, esta camada social foi acrescida de elementos ligados aos núcleos de criação de gado leiteiro, dando início à produção do queijo de Minas.

 

 

Imagem 2

Incluíam-se também nessa camada intermediária os padres seculares. Na Colônia, poucos membros do clero ocupavam altos cargos como, por exemplo, o de bispo. Este morava na única cidade da capitania: Mariana.

 

Por outro lado, crescia na capitania real o número de indivíduos sujeitos às ocupações incertas. Vivendo na pobreza, na promiscuidade e muitas vezes no crime, não tinham posição definida na sociedade mineradora. Esta camada causava constante inquietação aos governantes. Ela era geralmente composta por homens livres: alguns brancos, mestiços ou escravos que haviam conseguido alforria.

 

O Estado, percebendo a necessidade de agir junto a essa população incapaz de prover seu próprio sustento, associou a repressão à "utilidade". O encargo que eventualmente representava transformava-se, através do castigo, em trabalhos diversos e, conseqüentemente, em "utilidade".

 

Imagem 3Esta população, entendida como de "vadios", recrutada à força ou em troca de alimento, foi utilizada em tarefas que não podiam ser executadas pelos escravos, necessários ao trabalho da empresa mineradora. Era freqüente a ocupação destes que eram vistos como desclassificados sociais na construção de obras públicas como presídios, Casa da Câmara, entre outras. Também compuseram corpos de guarda e de polícia privada dos "Grandes" da sociedade mineradora, ou ainda empregavam-se como capitães-do-mato. Em outras situações, como na disputa pela posse da Colônia do Sacramento, participaram dos grupos militares que guardavam as fronteiras do Sul.

 

Os escravos, ali como de resto em toda a Colônia, representavam a força de trabalho sobre a qual repousava a vida econômica da real capitania das Minas Gerais. Vivendo mal-alimentados, sujeitos a castigos e atos violentos, constituíam a parcela mais numerosa da população daquela região.

 

Isto gerava uma constante preocupação para as autoridades já que, apesar da repressão cruel, não eram raras as tentativas de levantes escravos e a formação de quilombos, como o do Ambrósio e o Quilombo Grande. A destruição de ambos, em 1746 e 1759 respectivamente, não impediu que ocorressem outras fugas e a formação de novos quilombos.

 

 

 

 


Outra pesquisa sobre Sociedade Mineradora:

Sociedade Mineradora

 

O século do ouro
A enorme importância econômica e política adquirida pela mineração brasileira,interna e externamente,pode ser comprovada por alguns indicadores.Um deles foi a forte imigração da metrópole para a colônia,a ponto de as autoridades verem-se obrigadas a aumentar as restrições á saída de pessoas  do reino.Outro indicador foi o crescimento do comércio colônia-metrópole.
A mineração,com efeito ,elevou o poder aquisitivo das camadas mais ricas da população e provocou  o surgimento de cidades,cujos habitantes  tinham necessidades de consumo cada vez mais diversificadas.Uma das consequências disso foi o crescimento nas vendas de mercadorias européias pela metrópole para abastecer a população colonial.E também o aumento do tráfico de africanos,com a entrada no Brasil  de mais de um milhão de novos escravos,na maioria destinados ás áreas mineradoras.
Um terceiro  índice da importância da mineração pode ser verificado na ampliação da burocracia colonial,comm a criação  de novas capitanias,comarcas e órgãos administrativos.Essa ampliação foi,naturalmente,acompanhada pelo aumento do número de funcionários civis, militares e religiosos.Assim, a riqueza da colônia provocou também a ampliação do aparelho do Estado e seu controle sobre a sociedade.
Por outro lado,o deslocamento do eixo econômico da colônia,do Nordeste para o Sudeste,deu nova impôrtancia estratégica a todo o centro-sul do território .Daí a mudança da sede do governo-geral  de Salvador para o Rio De Janeiro em 1763.Com esse deslocamento surgiu um modelo novo de sociedade,mais urbanizado,diversificado e dotado de maior mobilidade social.
Entretanto,por trás dessa força e opulência,a mineração apresentava outra realidade,menos brilhante e mais opressiva.Esta se fazia  sentir  no aumento contínuo dos preços  das mercadorias importadas vendidas ás populações mineiras e geralmente´pagas em ouro;nas pressões e ameaças  dos cobradores de impostos-oficiais dos vários órgãos da Intendência  e particulares,contratadores e arrematadores-espalhados pelas dezenas de registros e passagens.

*contratador ou arrematador*-Pessoa particular que, mediante  contrato arrendado ou arrematado á Fazenda Real,exercia a função pública de arrecadar impostos.


Urbanização e mobilidade social

A sociedade que se formou nas regiões mineradoras,sobretudo em Minas Gerais               ,apresentava características diferentes da civilização do açúcar no Nordeste.Foi uma sociedade  predominante urbana, mais complexa do que aquela e de maior mobilidade social.Com a civilização do ouro,os grupos sociais se diversificaram,aparecendo agora,enter eles,grandes ricos mineradores,proprietários de terras  e comerciantes,funcionários,artesãos,sacerdotes pequenos mineradores,trabalhadores livres,profissionais liberais e intelectuais (poetas,jornalistas,advogados, etc.),além de uma multidão de escravos.
A maior mobilidade foi consequÊncia da ampliação das oportunidades  de ascensão social proporcionadas pela riqueza e dinamismo da economia minera,inclusive com a alforria mais frequente de escravos promovida por necessidade ou conveniÊncia de seus senhores.Com isso,a sociedade do ouro apresentava-se de fato menos estratificada que do açúcar ,isto é,a divisão e separação entre os grupos sociais nela existentes não eram tão rígidas quanto nesta última.Mas,como está,ela também conserva a identidade essencial da sociedade colonial:a escravidão e a forte hierarquização  social e racial.
*Mobilidade Social*-É o processo pelo qual as pessoas ou grupos mudam de lugar no interior da sociedade.Essa mudança pode ser vertical ou horizontal.No primeiro caso,o indivíduo  passa de uma classe social para outra,situada  acima  ou abaixo da classe original.No segundo caso,o deslocamento pode tomar a forma  de uma mudança de profissão.

Mais uma pesquisa sobre Sociedade Mineradora:

Introdução

Desde o final do século XVI na capitânia de São Vicente, o Brasil já tinha conhecido uma escassa exploração mineral do chamado ouro de lavagem, que em razão da baixa rentabilidade, foi rapidamente abandonada. Somente no século XVIII é que a mineração realmente passou a dominar o cenário brasileiro, intensificando a vida urbana da colônia, além de ter promovido uma sociedade menos aristocrática em relação ao período anterior, representado pelo ruralismo açucareiro.

Desdobramentos: Sociedade e Cultura

O ciclo do ouro e do diamante foi responsável por profundas mudanças na vida colonial. Em cem anos a população cresceu de 300 mil para, aproximadamente, 3 milhões de pessoas, incluindo aí, um deslocamento de 800 mil portugueses para o Brasil. Paralelamente foi intensificado o comércio interno de escravos, chegando do Nordeste cerca de 600 mil negros. Tais deslocamentos representam a transferência do eixo social e econômico do litoral para o interior da colônia, o que acarretou na própria mudança da capital de Salvador para o Rio de Janeiro, cidade de mais fácil acesso à região mineradora. A vida urbana mais intensa viabilizou também, melhores oportunidades no mercado interno e uma sociedade mais flexível, principalmente se contrastada com o imobilismo da sociedade açucareira. Embora mantivesse a base escravista, a sociedade mineradora diferenciava-se da açucareira, por seu comportamento urbano, menos aristocrático e intelectualmente mais evoluído. Era comum no século XVIII, ser grande minerador e latifundiário ao mesmo tempo. Portanto, a camada socialmente dominante era mais heterogênea, representada pelos grandes proprietários de escravos, grandes comerciantes e burocratas. A novidade foi o surgimento de um grupo intermediário formado por pequenos comerciantes, intelectuais, artesãos e artistas que viviam nas cidades. O segmento abaixo era formado por homens livres pobres (brancos, mestiços e negros libertos), que eram faiscadores, aventureiros e biscateiros, enquanto que a base social permanecia formada por escravos que em meados do século XVIII, representavam 70% da população mineira.

Mais informações:

A mineração ,elevou o poder aquisitivo das camadas mais ricas da população e provocou o surgimento de cidades,cujos habitantes tinham necessidade de consumo cada vez mais diversificadas.Uma das conseqüências disso foi o crescimento nas vendas de mercadorias européias pela metrópole para abastecer a colônia.A mineração ajudou a ampliação da burocracia colonial e também no tráfico de escravos,com a entrada deles no Brasil eram destinados às áreas mineradoras .

Perguntas:

Explique sociedade mineradora?

Sobre a mineração no período colonial brasileiro, NÃO PODEMOS afirmar que:

 

A) devido aos lucros obtidos com a mineração, uma próspera lavoura de subsistência instalou-se na região das Gerais, tornando desnecessária a importação de gêneros de outras capitanias.

B) o ouro encontrado era predominantemente de aluvião, fácil de ser explorado, mas que rapidamente chegava à exaustão, o que pode ser explicado pela precariedade e simplicidade dos instrumentos utilizados.

C) apesar de todas as dificuldades e da incompetência administrativa de Portugal, a atividade mineradora gozou de importância significativa, embora tenha gerado uma renda média inferior à do açúcar.

D) a exportação de ouro cresceu em toda a primeira metade do século XVIII e alcançou seu ponto máximo por volta de 1760, entrando em declínio no terceiro quartel do século.

Quem eram os grandes da sociedade?

Como se era dividida a pirâmide da sociedade mineradora?

Imagens:

 

Laura Ferreira, André Teixeira, Carlos Eduardo, Fábio Oliveira, Fernanda Rodrigues, Geovana Caroline, Guilherme Pereira, João Otávio, Marcelo Palmeira, Natália Maria, Pietra Ferreira, Raissa Perreira, Samuel Solon, Victtória Svaisser.

 



Mais questões sobre tudo o que foi postado no site.

09:00 PM, 3/4/2013 .. 0 comentários .. Link

1- Relacione a produção de açúcar e invasão holandesa.

- União Ibérica com Invasões Holandesas.

b) Expulsão dos holandeses e decadência dos senhores de engenho do nordeste.


- Pesquisas:

- Independência da Holanda.


- Indenpendência da Espanha.


- Invasão Holandesa ao Brasil.

 
3) Caracterize o governo de Maurício de Nassau.

 

Laura Ferreira, Marcelo Palmeira, Natália Maria, Pietra Ferreira, Raissa Pereira, Samuel Solon, Victtória Svaisser.

 



Questões sobre tudo o que foi postado no site.

08:58 PM, 3/4/2013 .. 0 comentários .. Link

Defina um engenho?

Complete:

O açúcar é ____ e ____ .


O transporte do açúcar feito pela Holanda do Brasil para a Europa era feito através de ____  ____ .


O que acontecia com o açúcar na moenda?


E na casa de purgação?


Quais eram as funções da casa grande na economia açucareira?


Como era produzido o açúcar nos engenhos coloniais?

Pesquisa:

- O poder dos senhores de engenho.

- A CIA das Índias Ocidentais da Holanda.


Mais questões:

1- Que motivos levaram a Holanda a invadir o nordeste brasileiro?

 
2- Como os Holandeses foram expulsos do Brasil e quais as consequências deste fato?

 
3- Relacione União Ibérica com Expansão Territorial Brasileira.

 

 

Laura Ferreira, André Teixeira, Carlos Eduardo, Pietra Ferreira,Fábio Oliveira, Fernanda Rodrigues, Geovana Caroline, Guilherme Pereira, João Otávio.

 



Imagens de Domingos Fernandes Calabar

09:14 PM, 28/3/2013 .. 0 comentários .. Link

Laura Ferreira, Samuel Solon, Pietra Ferreira, João Otávio , Marcelo Palmeira, Guilherme Pereira



Domingos Fernandes Calabar

09:09 PM, 28/3/2013 .. 0 comentários .. Link

De família humilde, filho de pai português e de mãe indígena, Domingos Fernandes Calabar teve formação religiosa, estudando com os jesuítas. Em 1630, durante a invasão holandesa a Pernambuco, foi um dos primeiros a se oferecer para lutar, defendendo os portugueses. Deixou para trás gado e terras, para se tornar combatente.

Em 1631, os holandeses conquistaram Ilha de Itamaracá, mas a expansão de seus domínios foi muito lenta. A defesa brasileira, comandada pelo português Matias de Albuquerque, usava uma tática de guerrilhas e, por meio de emboscadas, enfraquecia o exército inimigo. Portugal, por sua vez, mandou como reforço uma armada de mais de 50 navios. Em setembro deste mesmo ano, também desembarcavam tropas espanholas para ajudar na defesa da terra.

No entanto, o descontentamento dos brasileiros que lutavam ao lado dos portugueses aumentava cada vez mais, devido aos maus tratos que recebiam e o pouco reconhecimento que tinham pelos seus serviços. Por outro lado, os holandeses passaram a oferecer recompensas a quem com eles colaborasse.

Em 22 de abril de 1632, Calabar se aliou aos holandeses. Embora o significado de seu gesto e suas intenções jamais tenham sido totalmente esclarecidos, as conseqüências de sua atitude mudaram os rumos do conflito.

Domingos Fernandes Calabar aceitou o posto de major, que lhe foi oferecido, exigindo apenas informações detalhadas sobre o tratamento que seria dado aos brasileiros em caso de vitória holandesa. Em carta dirigida ao governador da capitania, Matias de Albuquerque, Calabar afirmou que passou para o outro lado não como traidor, mas como patriota, vendo que os holandeses procuravam implantar a liberdade no Brasil, enquanto os portugueses e espanhóis tinham interesse em escravizar o nosso país.

No período entre abril de 1632 e julho de 1635, Calabar foi responsável por grande parte das vitórias dos holandeses sobre os portugueses. Lutando contra seus antigos companheiros, revelou tudo o que sabia aos invasores. Com sua ajuda, os holandeses conquistaram várias cidades em Pernambuco. Incursionaram também, com sucesso, pelas capitanias da Paraíba e do Rio Grande do Norte, derrotando importantes centros de resistência hispano-portuguesa.

Em março de 1635 os holandeses atacaram Porto Calvo, terra natal do próprio Calabar. Os portugueses fugiram, deixando os moradores submetidos aos holandeses. A única estrada em condições de ser usada na região estava vigiada por Calabar. O general Matias de Albuquerque, que se retirava para o norte da região, forçou passagem, atacando o local com sucesso.

Domingos Fernandes Calabar foi preso e condenado. Seu nome ficou para sempre associado à idéia de traição. Um tribunal militar proferiu sua sentença. No dia 22 de julho de 1635, Calabar foi submetido ao garrote e depois enforcado. Seu corpo, esquartejado, ficou exposto em praça pública.

Laura Ferreira, André Teixeira, Fábio Oliveira, Geovana Caroline, João Otávio, Pietra Ferreira, Natália Maria



O açúcar brasileiro

09:01 PM, 28/3/2013 .. 0 comentários .. Link

Uma Europa brasileiramente mais doce

 O açúcar brasileiro alterou a dieta alimentar do mundo europeu. O produto, até o século XVI, vendido em boticas como remédio ou fazendo parte de heranças reais, passou a ser utilizado em larga escala. E a sobremesa se transforma numa presença constante nas refeições.

O caminho do açúcar até o Brasil foi longo. Há cerca de 6000 anos, os chineses já sabiam extrair o açúcar da cana. O produto já fazia grande sucesso e a cultura da cana se espalhou pela Ásia. O açúcar chegou à Europa há 23 séculos, trazido pelos exércitos de Alexandre Magno, quando regressaram da expedição de conquista da Índia.

Mais tarde, os cruzados trouxeram a cana-de-açúcar da Palestina e tentaram plantá-la nos seus países. Não tiveram grande êxito por causa do clima e o açúcar não deixava de ser um produto de luxo, vendido nas lojas dos boticários... Assim, o Oriente permanecia o maior fornecedor de açúcar do mundo ocidental e eram os negociantes de Veneza que iam a Alexandria buscar o açúcar trazido da Índia. Na cidade italiana, foram construídas as primeiras refinarias de açúcar.

Mas, no princípio do século XV, a situação mudou.

O Infante D. Henrique introduziu a cultura da cana na Ilha da Madeira, que começou a vender açúcar para todos os países da Europa. Em 1497, Vasco da Gama descobria o cabo da Boa Esperança, abrindo aos portugueses o caminho para a Índia. Os portugueses tornaram-se os maiores negociantes de açúcar. Lisboa era a capital da refinação e da comercialização das ramas de açúcar que vinham para a Europa.

A utilização do açúcar como adoçante, em substituição ao mel, causou na Europa do século XVI uma revolução comportamental e comercial, uma vez que o produto era usado anteriormente apenas como remédio. Esse fato destacou o Brasil, como grande produtor de açúcar, no mercado europeu.

Com o aumento das exportações de açúcar de cana para a Europa, em virtude de seu preço baixo e do consumo crescente, a agricultura canavieira é, desde o século XVI, o setor mais importante da economia colonial. As plantações e os engenhos da Zona da Mata nordestina e do Recôncavo Baiano constituem o maior pólo açucareiro da colônia, seguido por áreas do Maranhão, do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Grande volume de capital é investido na preparação das terras, no plantio e na compra de equipamentos e de escravos. Produzidos e encaixotados pelos engenhos, os "pães de açúcar" eram embarcados para Portugal e Holanda, onde eram refinados. O produto final era comercializado na Europa por mercadores portugueses e flamengos.

 

O AÇÚCAR JUNTOU O ÍNDIO, O NEGRO E O BRANCO

 Os índios, de norte a sul deste nosso território, sem muito esforço, freqüentavam a natureza. E tiravam tudo dela, principalmente, mandioca. Mandioca e suas farinhas. Mariscos e peixes ensopados ou assados, ou feitos com pirão de mandioca. Carne de caça, principalmente porco-do-mato. Carne socada com farinha virava paçoca. Pimentas. Milho, comido assado, cozido, ou na forma de mingaus. Batatas-doces, carás-roxos e brancos, feijões, batatas , abóboras e morangas. Frutas. Muitas frutas: abacaxi, abacate, jatobá, açaí, bananas, abiu, guaraná, pitanga, maracujá, carambola, goiaba, cajá, araçá, mangaba.

Os negros comiam o que lhes davam mas conseguiram impor uma dieta de misturas à base de azeite de dendê e pimentas. Além de criar alguns animais e manter uma pequena horta, cultivada heroicamente nos domingos e feriados, criaram pratos memoráveis, alguns com ingredientes africanos, outros daqui mesmo: caruru, vatapá, mingaus, pamonha, canjica, acarajé, angu.

O brancos portugueses trouxeram biscoitos, recheados ou não, que se comiam a bordo dos navios. Gostavam de pão, mel, queijos, arroz e cuscuz. E sabiam fabricar paio, presunto, azeite, queijos, marmeladas, vinhos, vinagre, aguardentes vinícolas. Eram especialistas em doces: sonhos, pão-de-ló, manjar branco. E o tomate e a batata, nativos, que se transformaram em base para sopas e companhias indispensáveis do bacalhau. Há quem defenda que seus cozidos deram origem à feijoada.

O açúcar foi, no Brasil, o responsável direto pelo início da colonização sistemática, além de fornecer os substratos básicos para a formação da sociedade brasileira. O latifúndio, a utilização da mão-de-obra escrava ou semi-servil e a economia agroexportadora deixaram marcas definitivas na história do país.

Em 1532, na capitania de São Vicente, Martim Afonso de Sousa deu início à grande expansão do açúcar, e também deu o pontapé inicial da propagação brasileira da paixão portuguesa pelo doce, ao instalar a sua fábrica de marmeladas. Alguns anos mais tarde, com o solo fértil de massapê do Nordeste, a cana-de-açúcar se espalhou por quase todo o litoral.

O português, surpreso com o que recebeu dos índios, enriqueceu a comida com temperos e molhos.

A partir de 1570, abriu-se o território aos colonos, principalmente nas regiões de Pernambuco. Com estes, chegaram os escravos negros que se tornaram fator dinâmico de transformação da natureza.

Responda as questões abaixo de acordo com os sites a seguir:

www.brasilescola.com.br/historiab/engenho-acucar.htm

www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/brasil-colonia/sociedade-acucareira-no-brasil-colonial.php

 

1) QUAIS ERAM AS FUNÇÕES DA CASA GRANDE E DA CASA DE PURGAÇÃO NA ECONOMIA AÇUCAREIRA?

2) COMO ERA PRODUZIDO O AÇÚCAR NOS ENGENHOS COLONIAIS?

Laura Ferreira, Pietra Ferreira, Carlos Eduardo, André Teixeira, Raissa Pereira, Samuel Solon

 



Quilombo dos Palmares

08:46 PM, 28/3/2013 .. 0 comentários .. Link


Zumbi foi um dos mais bravos líderes da comunidade quilombola dos Palmares.

 

Durante todo o período em que a escravidão foi vigente, os cativos empreenderam formas diversas de escaparem daquela ordem marcada pela repressão e o controle. Dentre as várias manifestações de resistência, os quilombos, também conhecidos como mocambos, funcionavam como comunidades de negros fugidos que conseguiam escapar do controle de seus proprietários.

Sendo local de refúgio, os escravos escolhiam localidades de difícil acesso que impedissem uma possível recaptura. Além disso, os quilombos também eram estrategicamente próximos de algumas estradas onde poderiam realizar pequenos assaltos que garantissem a sua sobrevivência. Não sendo abrigo apenas de escravos, os quilombos também abrigavam índios e fugitivos da justiça.

Um dos quilombos mais conhecidos da história brasileira foi Palmares, instalado na serra da Barriga, atual região de Alagoas. Com o passar do tempo, Palmares se transformou em uma espécie de confederação, que abrigava os vários quilombos que existiam naquela localidade. Seu crescimento ocorreu principalmente entre as décadas de 1630 e 1650, quando a invasão dos holandeses prejudicou o controle sobre a população escrava.

A prosperidade e a capacidade de organização desse imenso quilombo representaram uma séria ameaça para a ordem escravocrata vigente. Não por acaso, vários governos que controlaram a região organizaram expedições que tinham por objetivo estabelecer a destruição definitiva de Palmares. Contudo, os quilombolas resistiram de maneira eficaz e, ao longo de oitenta anos, conseguiram derrotar aproximadamente trinta expedições militares organizadas com este mesmo objetivo.

Mediante a resistência daquela população quilombola e não mais suportando a exaustão das derrotas, o governador de Pernambuco, Aires Sousa e Castro, e Ganga Zumba, importante líder palmarino, assinaram o chamado “acordo de 1678” ou “acordo de Recife”. Por esse tratado, o governo pernambucano reconhecia a liberdade de todos os negros nascidos em Palmares e concedia a utilização dos terrenos localizados na região norte de Alagoas.

Alguns membros do Quilombo não aceitaram o termo estabelecido por Ganga Zumba, que acabou sendo envenenado por seus opositores quilombolas. A partir de então, o controle de Palmares passou para as mãos de Zumbi, que não aceitava negociar com as autoridades e preferia sustentar a situação de conflito. Com essa opção, estava traçado o caminho que culminaria na destruição deste grande quilombo.

Em 1694, sob a liderança do bandeirante paulista Domingos Jorge Velho, as forças oficiais começaram a impor a desarticulação de Palmares. Inicialmente, mesmo ocorrendo a destruição quase definitiva, Zumbi e alguns resistentes fugiram, se organizaram e continuaram lutando. No ano seguinte, Zumbi foi morto e degolado pelos bandeirantes, que enviaram a sua cabeça até Recife como símbolo maior da vitória contra os quilombolas palmarinos.

Atualmente, as lideranças do movimento negro brasileiro reverenciam a ação heroica dos palmarinos e prestigiam Zumbi como um símbolo de resistência. No dia 20 de novembro, mesma data em que Zumbi foi morto, é comemorado o Dia da Consciência Negra. Certamente, Palmares demonstra que a hegemonia da ordem escravocrata foi colocada em dúvida por aqueles indivíduos que negaram se subordinar ao status da época.

Laura Ferreira, Marcelo Palmeira, Fábio Oliveira, Guilherme Pereira



Significado de Quilombo

08:39 PM, 28/3/2013 .. 0 comentários .. Link

O que é Quilombo:

Quilombo eram aldeias que refugiavam os escravos que fugiam das fazendas e casas de família, e é um termo de origem angola. Os escravos iam para os quilombos para não serem encontrados, pois onde eles viviam eram sempre explorados e sofriam maus tratos.

Os quilombos eram aldeias que ficavam escondidas nas matas, em lugares preferencialmente inacessíveis, como o alto das montanhas e grutas, e era onde então os escravos se reuniam e conseguiam levar uma vida livre. As pequenas aldeias eram também chamadas mocambos, e tanto eles como os quilombos duraram todo o período da escravidão no Brasil.

O termo quilombo, originalmente era utilizado apenas para chamar um local utilizado por populações nômades, ou então pequenos acampamentos de comerciantes, e com o início da escravidão, os escravos adotaram o termo para o lugar que eles fugiam, e foi no Brasil que o termo ganhou o sentido que tem atualmente.

Um dos quilombos mais famosos foi o Quilombo dos Palmares, que ficava na então capitania de Pernambuco, atualmente o estado brasileiro de Alagoas. Esse quilombo recebeu esse nome pois um escravo chamado Zumbi foi o grande líder da aldeia.

Laura Ferreira, Carlos Eduardo, Fernanda Rodrigues, Pietra Ferreira, Fábio Oliveira, João Otávio, Samuel Solon, Guilherme Pereira

 



Mais informações sobre o bandeirismo

08:33 PM, 28/3/2013 .. 0 comentários .. Link

O ciclo de preação do índio:

A preação indígena era uma forma de subsistência dos bandeirantes, que em meados de 1619 começaram os ataques aos jesuítas, os índios que trabalhavam na terra (agricultores) e artesãos que foram escravizados em grande massa. Precisavam de novos escravos como os índios, para o preenchimento de mão de obra escrava nos engenhos litorâneos. 

As grandes bandeiras de preação coincidiu com a ação holandesa, tomando as feitorias africanas e desviando o tráfico de escravos para o nordeste sob sua ocupação desde 1630.

O ciclo do bandeirismo de contrato:

Manuel da Ressurreição até então governador geral do Brasil, resolveu solicitar os bandeirantes de São Paulo e São Vicente, para que pudessem acabar com a desordem, mas a chegada dos bandeirantes causou grande revolta. 

A partir do século XVII os bandeirantes começaram a trabalhar para homens de posse no nordeste.

O ciclo de prospecção do ouro:

ciclo de prospecção ou ciclo do ouro como chamamos,se deu a partir do contato com os índios que os exploradores ou prospectores (pesquisadores do ouro). Mas quando os primeiros exploradores chegaram ao Brasil, tinham como intuito o ouro, metal preciosos como chamavam ,com o objetivo de vender para nobreza. 

Ao longo dos anos com o contato que foi mantido entre os índios, os exploradores foram descobrindo que haviam riquezas escondidas. Quando pisaram em solo brasileiro, foram para o interior do Brasil, onde haviam os tais metais preciosos, os colonos não tiveram tanto sucesso só encontravam solo fértil e índios, á quem eles não davam importância.

As Monções:

As monções foram de grande importância na colonização do Brasil, mas no este brasileiro, logo depois da decadência do bandeirismo. O seu começo foi em 1718, quando Pascoal Moreira Cabral que foi quem descobriu o ouro em Cuiabá. Um campo de mineração começou nesta época, com alguns sertanistas que tinham ouvido falar da notícia sobre o ouro.

O significado do Bandeirismo:
Os bandeirantes precisavam buscar novas fontes de enriquecimento. Como os negros eram muito caro, então eles resolveram aprisionar os índios, era um bom negócio. Essa fase foi importante para os bandeirantes, pelo Tratado de Tordesilhas, que não estava em vigor, o que serviu de ajuda para a destruição do primeiro ciclo missionário que aconteceu no sul da colônia. Seu objetivo maior era aprisionar os índios para que pudessem vendê-lo.

Laura Ferreira, Pietra Ferreira, Fábio Oliveira, Raissa Pereira, Fernanda Rodrigues



O Bandeirismo

08:28 PM, 28/3/2013 .. 0 comentários .. Link

O bandeirismo 

Logo no principio do bandeirismo, o seu intuito era prender os índios e vendê-los em terras que não se usavam negros como escravo, devido ao seu alto preço, assim vendiam os índios por um custo bem mais barato e os escravizavam. A facilidade do negócio deve-se ao Tratado de Tordesilhas que não estava em vigor devido à união Ibérica, com tudo isso o no sul da colônia o primeiro ciclo missionário tinha se destruído. 

Esse movimento teve seu auge com a ocupação dos holandeses, com a interrupção do tráfico negreiro e a mão-de-obra escrava estava á míngua com isso o preço dos escravos aumentou ainda mais, lucrando o bandeirismo com a venda dos índios escravos.

As razões do bandeirismo:

O que motivou os bandeirantes foi à pobreza dos habitantes de São Paulo. No final do século XVI, quando o mercado açucareiro começou a entrar em declínio, e a população a migrar das cidades litorâneas para o planalto de Piratininga, Onde a parte econômica não tinha sido tão afetada. A crise teve uma proporção tão grande, que os bandeirantes cultivavam alguns produtos, apenas para sua subsistência, começou a ver novas riquezas nos sertões, índios que poderiam ser escravizados, matais preciosos. 

Podemos dizer que os Bandeirantes foram homens corajosos, que os portugueses usaram para combates contra os índios rebeldes e escravos fugitivos, tudo isso aconteceu no começo da colonização do Brasil.

São Paulo na época dos bandeirantes:

Em São Paulo teve o surto das bandeiras que teve origens com expedições de resgate para prisioneiros. 

Podemos entender que o bandeirismo teve origem na obra dos Jesuítas com seu início em São Paulo, saiam de São Vicente para o interior do país por entre as florestas e seguindo o caminho dos rios, partindo assim rumo ao Rio grande do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás. 

Estas expedições tinham como objetivo predominante capturar os índios e procurar por pedras e metais preciosos. Contudo, estes homens ficaram historicamente conhecidos como os responsáveis pela conquista de grande parte do território brasileiro. Alguns chegaram até fora do território brasileiro, em locais como a Bolívia e o Uruguai. 

Do século XVII em diante, o interesse dos portugueses passou a ser a procura por ouro e pedras preciosas. Então os bandeirantes Fernão dias Pais e seu genro Manuel Borba Gato se concentraram nestas buscas desbravando Minas Gerais. Depois outros bandeirantes foram para além da linha do Tratado de Tordesilhas e descobriram entre muitos metais preciosos, o ouro. Muitos aventureiros os seguiram, e, estes, permaneceram em Goiás e Mato Grosso dando início a formações das primeiras cidades. Nessa ocasião destacaram-se: Antonio Pedroso, Alvarenga e Bartolomeu Bueno da Veiga, o Anhanguera. 

Outros bandeirantes que fizeram nome neste período foram: Jerônimo Leitão (primeira bandeira conhecida), Nicolau Barreto (seguiu trajeto pelo Tietê e Paraná e regressou com índios capturados), Antônio Raposo Tavares (atacou missões jesuítas espanhola. para capturar índios), Francisco Bueno (missões no Sul até o Uruguai). 

Como conclusão, pode-se dizer que os bandeirantes foram responsáveis pela expansão do território brasileiro, desbravando os sertões além do Tratado de Tordesilhas. Por outro lado, agiram de forma violenta na caça de indígenas e de escravos foragidos, contribuindo para a manutenção do sistema escravocrata que vigorava no Brasil Colônia.

Laura Ferreira, Samuel Solon, João Otávio, Victtória Svaisser, Carlos Eduardo.



Mapas do Bandeirismo

08:21 PM, 28/3/2013 .. 0 comentários .. Link

Bandeiras de Preação

Laura Ferreira, Marcelo Palmeira, Pietra Ferreira, Geovana Caroline, João Otávio



Expulsão dos Holandeses do Brasil

12:28 PM, 25/3/2013 .. 0 comentários .. Link

A Insurreição Pernambucana: um dos mais importantes momentos da expulsão dos holandeses.

Chegado o ano de 1640, a presença dos holandeses em território brasileiro esteve ameaçada pelo fim da União Ibérica. Nessa época, o envolvimento dos espanhóis em diversas guerras na Europa ameaçava seriamente a hegemonia do espaço colonial formado pelos portugueses. Afinal de contas, o fomento de tantas rivalidades poderia resultar na invasão de outras nações aos domínios, que um dia foram controladas diretamente pela Coroa Portuguesa.

Mediante tal insatisfação, membros da nobreza lusitana mobilizaram-se em um conflito denominado Restauração. Nessa guerra, os portugueses deram fim à União Ibérica e empossaram o duque de Bragança, agora dom João IV, como o novo rei de Portugal. Nesse momento, a necessidade de se recuperar do desgaste econômico gerado pela dominação espanhola colocava como urgente a recuperação do território colonial brasileiro, então dominado pela Holanda.

Ao mesmo tempo em que tal mudança acontecia, a relação entre os holandeses e os colonizadores brasileiros também apontava para novos rumos. Se anteriormente, a presença dos holandeses se colocava como oportunidade no desenvolvimento da economia açucareira, agora, os senhores de engenhos se mostravam claramente insatisfeitos com a exigência holandesa em pagar os empréstimos contraídos e ampliar a produção das lavouras imediatamente.

Nesse clima de forte tensão, eclode em 1645, a chamada Insurreição Pernambucana. Tal conflito marcou a mobilização dos grandes proprietários de terra em favor da expulsão dos holandeses do Nordeste brasileiro. Nos anos de 1648 e 1649, a vitória nas batalhas ocorridas no Monte dos Guararapes determinou um grande avanço da população local contra os holandeses. Tempos mais tarde, a chegada de reforços militares portugueses acelerou ainda mais o processo de expulsão.

No mesmo tempo em que as armas eram utilizadas, devemos também salientar que Portugal negociava diplomaticamente a saída definitiva dos holandeses do Brasil. Segundo o trabalho recente de especialistas no assunto, Portugal teria pago à Holanda uma pesada indenização de quatro milhões de cruzados (algo em torno de 63 toneladas de ouro) para que os holandeses abandonassem o Nordeste. Assim, os holandeses finalmente deixaram nossas terras no ano de 1654.

Laura Ferreira, Pietra Ferreira, André Teixeira, Natália Maria



Imagens do Engenho de Açúcar

12:27 PM, 25/3/2013 .. 0 comentários .. Link

Laura Ferreira, Carlos Eduardo, Pietra Ferreira, Geovana Caroline, Victtória Svaisser.



Porque Portugal produziu açúcar no Brasil.

12:48 PM, 18/3/2013 .. 0 comentários .. Link

A cana-de-açúcar, planta originária da Índia, começou a ser plantada em alguns locais da Europa, inclusive em Portugal, por volta do século XV. O açúcar produzido era, então, mercadoria preciosa, usada como especiaria ou medicamento.

Naquela época, os portugueses começaram a fazer tentativas de cultivar a cana em larga escala em suas ilhas do Atlântico, como a Ilha da Madeira, onde também experimentaram o uso do trabalho escravo negro, que vieram a adotar no Brasil.

A decisão de produzir açúcar no Brasil ocorreu quando o comércio de especiarias com as Índias declinou e Portugal passou a se interessar de fato pela colonização das terras brasileiras. Isso vinha se tornando necessário, pois países como França, Inglaterra e Holanda, que haviam ficado de fora da partilha do continente americano, questionavam esse fato e estavam tentando invadir os territórios portugueses. Nesse momento, o açúcar, que vinha se firmando como produto de consumo generalizado na Europa, parecia ser uma boa opção para efetivar a ocupação do Brasil.

Laura Ferreira, Natália Maria, Guilherme Pereira, Pietra Ferreira, Carlos Eduardo

 

 



Funcionamento do engenho de açúcar colonial

12:47 PM, 18/3/2013 .. 0 comentários .. Link

 

A produção do açúcar no período colonial realizou-se por meio de um processo organizado e eficiente.

O engenho de açúcar colonial foi a primeira atividade econômica de grande escala (mercantilista) exercida pelos portugueses nas terras coloniais. Neste empreendimento, toda a sociedade colonial brasileira  estava envolvida de alguma forma. Os engenhos coloniais ditaram todo o ritmo de vida e a economia da sociedade colonial nos séculos XVI e XVII.

A produção do açúcar seguia uma lógica de funcionamento nos engenhos coloniais. Existiam duas principais formas de engenho: os movidos ou deslocados por força animal (que eram chamados de trapiches); e os engenhos movidos por força hidráulica, ou seja, movidos pela água (denominados reais).

Para o funcionamento dos engenhos, seguia-se uma lógica própria: as instalações das construções eram interligadas para realizar as diferentes etapas de produção e processamento do açúcar. Nenhuma das etapas de produção poderia faltar, desde a preparação da terra, plantio, colheita, corte e transporte (feitos em barcas e carros de boi), moagem, cozimento, purga, branqueamento, até a secagem e a embalagem. O processo de produção do açúcar passava por todas essas etapas.

Após o plantio, a colheita e o corte, a cana-de-açúcar era transportada para a casa da moenda. Geralmente, na moenda, trabalhavam um feitor-pequeno, um lavadeiro e 15 escravos. Lá, a cana-de-açúcar que havia sido colhida e transportada era moída e prensada por grandiosas e pesadas engrenagens.

Depois de moer e prensar a cana, o caldo obtido era cozido na casa das fornalhas (cozinha). Nesse recinto trabalhavam aproximadamente 28 escravos, um mestre de açúcar, um banqueiro, dois caldeireiros de melar e um caldeireiro de escumar. Nas fornalhas retirava-se toda a impureza e produzia-se um caldo chamado de melaço.

O melaço era levado para a casa de purgar e ficava lá por duas semanas em formas de barros com furos de drenagem (nesse momento, a aguardente poderia ser produzida). Nessas formas colocavam-se água e barro juntamente com o melaço. Depois de 40 dias eram produzidos três tipos diferentes de açúcar (escuro, mascavo e branco). Para a realização desse processo na casa de purgar, eram necessários
um purgador e cinco escravos.

A última parte da produção do açúcar nos engenhos coloniais era a etapa da secagem e embalagem do produto. Para isso, utilizavam-se um caixeiro e 19 escravos, que cortavam o melaço sólido (açúcar) e separavam os diferentes açúcares. Após a separação, o açúcar era batido, esfarelado e embalado.

No final do processo da produção do açúcar e do funcionamento do engenho colonial, tudo o que era produzido nos engenhos era enviado por navio aos mercadores europeus que negociavam o açúcar na Europa por um alto custo. A produção de açúcar, no período colonial, moveu a economia no Brasil. 

Laura Ferreira, Fernanda Rodrigues, Pietra Ferreira.





Bandeirantes

01:39 PM, 11/3/2013 .. 0 comentários .. Link

Considerados homens valentes, os bandeirantes contribuíram para a construção da história do Brasil. Os bandeirantes podem ser classificados como os desbravadores do Brasil. Entre alguns famosos, podemos citar Bartolomeu Bueno da Silva, Antônio Raposo Tavares, Manuel de Borba Gato, Fernão Dias Pais e Domingos Jorge Velho.

A polêmica faz parte de sua história. Eles eram homens que usavam roupas simples e foram utilizados pelos portugueses para capturar e lutar contra indígenas e escravos foragidos.

Os bandeirantes exploravam territórios de norte à sul do Brasil. As expedições ao interior do país eram nomeadas de Entradas ou Bandeiras. Uma das principais rotas utilizadas por eles foi o Rio Tietê. No entanto há uma diferença entre essas terminologias. Entradas eram empreitadas financiadas pelo governo, ou seja, oficiais; as particulares levavam o nome de Bandeiras, pagas por senhores de engenhos e comerciantes.

Os bandeirantes Fernão Dias e Manuel Borba Gato seguiram em uma empreitada por Minas Gerais atrás de pedras preciosas, a partir do século XVII, quando Portugal iniciou o seu interesse por ouro. Antes disso as expedições tinham como objetivo capturar índios e escravos fugitivos.

Alguns bandeirantes, como Francisco Bueno, seguiram a sua expedição e exploração além do território brasileiro, tendo missões no Sul até o Uruguai.

A expansão e o descobrimento de muitas áreas brasileiras se devem aos bandeirantes, que em determinados momentos agiam violentamente contra os índios.

Em resumo existiram três tipos de expedições efetuadas pelos bandeirantes. A primeira classificada como tipo apresador para prender índios que seriam vendidos como escravos; a segunda seria rotulada do tipo prospector, onde a finalidade seria explorar as terras brasileiras a procura de pedras preciosas e ouro e por fim, a terceira expedição voltada para combater os quilombos (tipo sertanismo de contrato).

Violentos ou não, mocinhos ou bandidos, os bandeirantes foram os grandes precussores da história do Brasil.

Laura Ferreira, Pietra Ferreira

Site Para Consulta:

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/bandeirantes/bandeirantes-1.php

 



União Ibérica

03:10 PM, 7/3/2013 .. 0 comentários .. Link

A união Ibérica (1580-1640) 
Com o falecimento do Rei D. Sebastião durante seus combates no norte da África, mais precisamente em Alcácer-Quibir. Diante desse acontecimento, a firmeza do governo de Portugal foi abalada, e a administração colonial brasileira também. Por uma questão hereditária, pelo fato de D. Sebastião não possuir herdeiros diretos, o Cardeal Dom Henrique, que era seu tio avô proclamado rei de Portugal, que veio há falecer dois anos depois.
 

Um rei e duas coroas:

Em 1580, o então rei de Portugal D. Sebastião morreu na Batalha de Alcácer- Quibir, travada no norte da África. Ele não havia deixado filhos (herdeiros diretos), então o Cardeal D. Henrique que era seu parente mais próximo assumiu o governo de Portugal por um tempo e morreu.
 
Assim, ouve uma disputa feroz pela posse da Coroa Portuguesa, que foi vencida pelo rei da Espanha Filipe II. Houve aí a união das duas coroas ibéricas sob o comando de único rei. A dominação espanhola em Portugal durou até 1640, quando o Duque de Bragança foi aclamado rei de Portugal com o título de D. João I.http://blog.clickgratis.com.br/manager/add_entry.php

As conseqüências da união ibérica:

O domínio espanhol sobre Portugal teve muitas conseqüências, em sua grande maioria agravando uma crise que já existia desde o começo do século XVI. Para o nosso país duas conseqüências importantes tinham o acordo da União Ibérica. 

Uma dessas conseqüências foi o fato de Espanha e Portugal, terem o livre acesso na América. A outra é a retaliação sofrida pela colônia, por parte de outras nações. Os brasileiros lutavam pela expulsão dos holandeses.
 
Mas com três violentas lutas, como o combate do monte das Tabocas que aconteceu em 1645 e as duas batalhas dos Guararapes que foi de 1648 á 1649, os holandeses foram derrotados. Em 1661 assinaram a Paz de Haia com Portugal, no mesmo ano em deixou o litoral do nordeste brasileiro e em 1669 receberam uma remuneração por terem perdido as terras.

RESPONDA AS QUESTÕES

1) CARACTERIZE O GOVERNO DE MAURÍCIO DE NASSAU

2) CITE AS MOTIVAÇÕES QUE LEVARAM OS OS HOLANDESES A INVADIR O BRASIL

3) RELACIONE: UNIÃO IBÉRICA COM INVASÕES HOLANDESAS

Sites para consulta:

http://www.brasilescola.com/historiab/uniao-iberica.htm

http://educaterra.terra.com.br/voltaire/500br/uniao_iberica.htm

Laura Ferreira e Raissa Pereira

 



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