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O SISTEMA E O PODER, UMA ANALOGIA COMPARATIVA31/7/2011
          Como podemos decifrar a construção do sistema de poder e como ele é perpetuado através dos tempos? Muitas vezes o alicerce deste poder é construído por elementos não participativos de uma estrutura moralista perante a sociedade e diríamos que muito ao contrário do que possa parecer eles são antagônicos. Podemos exemplificar com o exército romano do antigo império, onde os soldados ao invadir e escravizar outros reinos e povos pilhavam tudo o que eles tinham de valor e assim faziam tudo o que estava ao seu alcance para fazer o quinhão crescer e tornarem-se pequenos homens de poder. Aos generais e comandantes dos batalhões, muitos soldados faziam doações e pelo número e quantidade dos mesmos não era nada baixo o valor destes quinhões. Mesmo assim era uma relação paternalista vista com outros olhos, pois se não conspiravam o ato da pilhagem entre o vergão vertical das extremidades que representava o batalhão: comandantes e soldados, sabiam que o pequeno soldo pago aos soldados não atrairia homens para pegar em armas e defender e expandir o Império. Portanto, ali estava o exemplo do poder construído pelas mãos dos soldados em um jogo de conivência entre Imperadores, comandantes e generais e os soldados que atraídos pelo montante da pilhagem de que poderiam confiscar fazendo-os aos olhos dos demais compatriotas, um elo do poder. A religião criava regras para punir os que estavam fora de seu sistema, e ao mesmo tempo um bálsamo ou até mesmo um perdão para os que faziam parte deste círculo social do poder.
            Durante o reinado de Augusto, que procurava estender o seu poder também entre os bárbaros e principalmente aqueles do outro lado do rio Reno, na Província de Germânia onde os bárbaros tinham apreço por seus costumes e não se sujeitavam aos ditames do Império. Augusto e seus exércitos encontraram forte oposição por parte dos bárbaros da província de Germânia, que ainda não entendiam as mulheres estupradas pelos soldados, corpos crucificados e desmembrados e um novo panteão de deuses fariam com que houvesse vários embates entre os romanos e os bárbaros. Estas rebeliões foram desencadeadas pelos próprios  soldados do Império romano, ou força auxiliar que era liderada pelo comandante chamado Armínio (germanos que foram aproveitados no exército romano na região) e que não toleravam modificações em seu paganismo. A relação de poder que era estruturada e construída pelos soldados (bárbaros) já que os romanos não mais se interessavam pelos postos militares, era construída numa relação de ódio entre as partes, generais e comandantes que mandavam reprimir as rebeliões e comandantes germânicos servindo ao Império romano e que desertavam ao verem os seus serem mortos e esquartejados. Os germânicos conseguiram atrair as legiões romanas para os bosques onde os emboscaram e fizeram com que o governador da província, Públio Quintílio Varo (romano) se suicidasse. Portanto a relação de poder do Antigo Império Romano, era consolidada pelos soldados atraídos ao posto, não pelo soldo, mas sim  pelo status de servir ao Império e pelas lutas constantes e o resultado das pilhagens como lucro de guerra. Este poder era construído de forma que os imperadores eram vistos como poderosos justamente pelos exércitos numerosos e extremamente combativos que se apoderavam de outras regiões engrandecendo o Império Romano.
            No sistema Feudal, nas feiras dos caminhos das cidades, eram comuns as cobranças de altas taxas para que pudesse os feirantes passar com suas mercadorias e tranquilamente se instalar para comercializar seus produtos. Queriam ficar longe dos aborrecimentos constantes dos larápios e outros gatunos, que faziam parte da mesma equipe dos que cobravam as taxas de segurança. A organização das feiras da idade Média, que criaram até mesmo um policiamento para os gatunos e outros larápios, contando aí os falsos cobradores de taxas de proteção por utilização das estradas, chegaram ás vias de colocar cadeias dentro do perímetro das feiras e pequenos tribunais onde os casos eram julgados durante o período das grandes feiras. Esta organização se tornava poderosa á medida que tudo fazia para organizar e taxar “de maneira legal” uma feira que seria comentada em outras grandes cidades pela segurança de negociar com toda a segurança. Os montantes financeiros dos prejuízos de antes eram agora coletados pela ‘Organização’ e assim construíam um poder para a cidade e para os senhores dos Feudos que aliados ao poder indiscutível da igreja católica no período medieval, se tornavam cada vez mais fortes e ao mesmo tempo inatingíveis perante os comuns.
            Em Nova York, no ano de 1850, muitas gangues, tendo a ‘filosofia de discriminar outros povos’ recém chegados á América, entre eles judeus, irlandeses, orientais, latinos, e negros, se tornavam em números os ‘todos poderosos’ que controlavam através de suas lutas o controle do lugar. A partir do controle também estava uma quantidade enorme de taxas de proteção e outras ‘singularidades’ que faziam de uma gangue ser especial em relação á outras e também de serem respeitadas pelos comuns e pelos das demais gangues. As muitas lutas entre gangues aconteciam com alguns códigos de regras ‘morais’ por eles, como por exemplo, a não aceitação de armas de fogo. Eles por considerarem covardia este tipo de arma e sim tão somente os facões, porretes, espadas, machadinhas e quantas armas diferentes poderiam se usar para o combate corpo a corpo como definiam entre si, como se estivessem na idade média. O poder construído de forma de ‘medo’, ‘respeito’, ‘sujeição’, seria mais tarde aproveitado pelos políticos de forma que muitos ganhavam as eleições por ‘indicações’ das gangues ‘apadrinhadas’. A belicosidade do americano diante de outras nações é amplamente explicada diante da construção deste poder de controle não só do seu território, mas também diante do resto do planeta, em como deve ser esta democracia e respeitada pelos demais, mas de seu jeito superior.
            Vemos então vários exemplos da construção de poder através dos tempos, em que o ser humano utiliza o medo como forma de controlar e ao mesmo tempo de ser respeitado por aquele que é dominado. Não haveria nenhum grande Império Romano controlado pelos ‘Césares’, não fossem os grandes exércitos de combate ao inimigo e de dominação de território e que atraiam homens aos postos militares não pelo baixo soldo e sim pela pilhagem e pelo status de ‘soldado do Império’. O poder crescia conforme o Império se expandia e mais territórios fossem conquistados. Na idade Média vemos a organização do controle tomado dos salteadores e outros gatunos e que transformava os prejuízos em taxas ‘legais’ e com isto (verba), melhoravam a sua relação de controle em relação aos comuns. Isto é o poder que se transforma e cresce e cada vez mais indica sujeição. O poder das gangues de Nova York, explicado anteriormente, foi utilizado pelos políticos para se elegerem.  Ao mesmo tempo consolida uma determinada região em relação á outras como a mais poderosa e outros poderes que vinham de cima não poderiam desconhecer este originário das gangues e de alguma maneira se aproveitavam da união ‘mascarada’ para crescer como partidos poderosos.
            Aí está em como o poder  utiliza das massas contrárias as regras e á moral e  une-se para engrossar o poder que vem de cima e que assim somado  se tornam mais poderosos, mas utilizando-se de uma máscara para não dizer que foi corrompido.
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OS ÍNDIOS CHIBCHAS10/4/2011

UMA CULTURA ANTERIOR AO COLONIALISMO ESPANHOL EM TOLIMA, NA CIDADE DE IBAGUÉ-COLOMBIA

Muito difícil falar das culturas dos índios que habitavam na região de Tolima, cidade de Ibagué na Colômbia, por motivos da destruição física e cultural imposta pelos espanhóis e a colonização dominadora em busca de metais preciosos. Vários grupos, que deixaram seus rastros, motivo de estudos antropológicos das comunidades acadêmicas, registraram as diferentes etnias, grupos independentes, tribos independentes ou comunidades subordinadas.
            Nos grupos independentes temos os: ‘Carrapa’ e os ‘Catia’, nos grupos de tribos independentes temos os: ‘Pancho’, e por fim no grupo de comunidades subordinadas temos os: ‘Chibcha’, onde poderemos dar algumas pinceladas acadêmicas de pesquisa sobre o que encontramos á respeito deste grupo. Nas partes mais baixas de Sierra Maestra, e outros planaltos adjacentes desenvolveram uma agricultura avançada de milho, algodão, mandioca e pimenta, onde utilizavam um processo especial de irrigação. Eles viviam em aldeias nucleadas, bastante extensas, com ruas, templos, e outros edifícios públicos. Os quartos eram de madeira, mas a pedra era largamente utilizada, nas ruas, escadarias, templos de forma bastante arquitetônica. A cerâmica, esculturas em pedra, trabalhos em ouro com ligações de cobre, (tumbaga), comprova que existiram artesãos especializados dentro do seu grupo. A língua que este grupo falava era provavelmente o ‘chibcha’, e seus descendentes os ‘ Kogi’, falam uma variante bem próxima desta língua de origem. ‘Tairona’, é um nome deste grupo, ou talvez ‘chibcha’ seja só a denominação da língua, alguns traços culturais vão nos remeter á algumas tribos importantes do México e do Caribe. Estes traços culturais quase idênticos na hora da identificação destes grupos são: culto do Jaguar, flechas envenenadas, organização política com chefes hereditários, e uma espécie de confederação entre as aldeias. As diferenças com as tribos do Caribe é que estas comiam  carne humana e  praticavam a sodomia, mas grupos de índios do Panamá e Costa Rica com a denominação de ‘Cuevas’ falam o ‘Chibcha’ e comprova a extensão de origem familiar do grupo. A linhagem dos chefes é hereditária e forma uma espécie de aristocracia, mas o tributo era na forma de alimentos, construírem casas, ou em casos de guerras, o que era bem raro. A economia era baseada na agricultura do milho, mandioca, batata doce, caça e pesca, mas a mandioca parece ter chegado depois da colonização, o milho foi usado para fazer uma espécie de pão e para fazer a ‘chicha’, largamente usado no território ‘Chibcha’. O ouro e o cobre utilizados na metalurgia eram provenientes de intenso comércio que estes povos tinham, mas desconhecemos a origem e a região de onde provinha o cobre.
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A RELAÇÃO FÁLICA DOS OBELÍSCOS20/3/2011

Existe uma falsa idéia de que os obeliscos são provenientes de uma cultura dos antigos romanos pagãos e que são relacionados ao falo, nada mais incorreto, vários povos tem no obelisco um símbolo de arte e de criação. Muitos são os que dão uma idéia falsa de que os maçons são os que incentivaram a propagação de obeliscos. E que estes tem uma relação fálica de representação. São muitos os obeliscos espalhados pelo mundo e várias são as simbologias e a representação neles contidos. Na África, no período da idade média, existia um de seis metros de altura denominado de ‘OPA ORONMIIYON’. Esta coluna em gnaisse granítico é decorada com pregos com cabeça em espiral e tem representação com a mitologia do lugar. Outros obeliscos tiveram os mais diversos significados, no antigo Egito, tinham seus obeliscos e outros povos também. É verdade que eles têm um sentido oculto ou secreto, mais para que se preserve um entendimento verdadeiro como símbolo, para não cair no linguajar dos profanos que a tudo falseiam e inventam. O sentido verdadeiro dos obeliscos é uma representação de criação ou de como surgiu uma sociedade na região e se desenvolveu e para representar-la com os seus verdadeiros sentidos criou-se o obelisco. Várias fraternidades como a dos maçons, têm a simbologia como forma de preservar a história do passado, e o sentido de falo dado pelos que não sabem verdadeiramente de nada, é que constrói estas falsas histórias. O obelisco marca um símbolo ou história como o do parque do Ibirapuera, que conta a história do movimento da revolução de 1932. É como se fosse uma espada cravada na terra, simbólica, e que conta sua história. Existe a história de que seria um marco de renovação da ordem no caos e que por isto a representação e equiparação de um falo. Não é aqui o falo que dá origem a procriação, mas o falo que dá a origem ás sociedades e ao que elas constroem. O sentido de que este falo dá origem de criação material e que dá uma ligação do plano material e espiritual dos deuses e dos homens, é uma das crenças preservadas até os dias de hoje.

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A SOCIEDADE YORUBÁ E A PRESERVAÇÃO DE SUA CULTURA.20/2/2011
Os Yorubás viviam em reinos na faixa costeira da atual Nigéria e do antigo Daomé, hoje denominado como Benin. Muito antes da colonização viviam estes reinos com uma cultura específica, não encontrando similar em outras etnias e reinos da África. Com uma rica mitologia, só comparável á Greco-Romana, foi e continua sendo objeto de pesquisa de vários etnólogos e antropólogos, que não puderam se aprofundar muito, pois as tradições yorubás sempre foram repassadas pelo sistema oral. Alguma coisa pode ter sido estudada e pesquisada pelos antropólogos como o Léo Frobenius e outros que conseguiram reunir relatos e alguns fragmentos de História no período da Idade média, onde reinos e impérios brilharam aos olhos dos demais povos da África negra. Os historiadores encontraram muitas dificuldades para fazer dar sentido á história dos Yorubás, pois muitos relatos eram incoerentes e sem sentido e vieram a piorar com o colonialismo na África. Os colonizadores ao fazerem sua divisão de território não levaram em conta o desmembramento do reino e da etnia que possuía uma rica cultura, fazendo com que os Yorubás ficassem divididos com o novo território. Assim aqueles que ficavam no novo território como a Nigéria, se adaptaram ao inglês como língua oficial e aqueles que ficavam no Daomé ou atual Benin, tiveram o Frances como língua oficial, língua dos colonizadores deste território. Muitos etnólogos passaram uma vida de pesquisa e se integraram a essa cultura como é o caso do etnólogo francês: Pierre Fatumbi Verger, que passou sua vida na Bahia estudando os costumes dos Yorubás que vieram como escravos ao Brasil. E acabou se tornando um ‘Babalawo’, um tipo de sacerdote, que passou a adotar o nome de ‘Fatumbi’
            Os Yorubás formaram uma sociedade em que prevalecia a sua etnia, sabiam dos valores culturais que carregavam como tradição e tudo fizeram para que se preservasse esta cultura. No período da colonização, na Nigéria e no Daomé, como também os escravos descendentes que aportaram ao Brasil. No Brasil, este foco dos Yorubás se concentrou na Bahia, e no Maranhão, dando um modelo de culto para outras etnias como os Angolas que eram denominados de Bantos. Na África, os cultos religiosos dos Yorubás, que eram baseados na mitologia yorubana, eram presididas em seus cultos por sacerdotes homens e tinham seus cultos dedicados a um só orixá, (orisá). Cada região tinha o seu culto dedicado a uma divindade, em Oyó os cultos eram na maioria dedicados a Xangô, (Sango) e a Oyá. Em outras regiões, o culto era para Ogun ou para Oxóce, (Osósse), Yemoja, (Yemanjá), ou Oxun, (Osun). As mulheres tinham uma espécie de maçonaria e culto secreto que as denominavam como Geledé, e foram elas as incumbidas de resgatarem o culto aqui no Brasil na forma de candomblé de nação.
            No Brasil, as divindades foram reunidas em um só culto, sendo celebradas festas em sua homenagem em datas específicas, e o lugar destes cultos, foram denominados de candomblé de nação, onde se diferenciava de outros que posteriormente surgiram influenciados pelo catolicismo e rituais indígenas. No candomblé de nação, a língua Yorubá era utilizada nos cânticos para as divindades, nos altares e no salão interno não havia imagens, quando muito um símbolo que era para identificar a divindade. A cozinha do candomblé era também Yorubá, tanto para os participantes como para as oferendas das divindades. No Brasil, foram as mulheres que tomaram a responsabilidade do sacerdócio sob a iniciação dos Babalorixás, (Babalorisás) que vieram ao Brasil como escravos, e que não podendo mais se dedicar ao culto, iniciam as mulheres para poderem perpetuar parte da rica cultura de seus ancestrais. Era justamente nas senzalas que o negro africano de origem Yorubá, vai iniciar as mulheres no culto e com isto outros de várias origens, que vão assimilar esta cultura como modelo de candomblé. Temos aqui uma sociedade que desde o período da colonização africana, procurava de alguma forma preservar as origens de sua cultura, e mais tarde, já no Brasil, como escravos eles procuram levar á frente o que restou de sua cultura, na forma de candomblé de nação. Foi através de estudos de muitos antropólogos, que pudemos preservar alguma coisa relacionada á cultura Yorubá, e de uma forma ou de outra, até mesmo no carnaval com seus blocos de Afoxés a cultura continua a ser propagada. Dentre os antropólogos que com seus estudos ajudaram a preservar a cultura Yorubá, encontramos: Manuel Quirino, Artur Ramos, Nina Rodrigues, Roger Bastide, dentre alguns de destaque que já mencionamos no nosso trabalho. Não podemos deixar de citar aYalorixá Aninha, (Yalorisá Aninha) do candomblé ‘Asé Opó Afonjá’ e de Mestre Didi, ( Deascoredes M. dos Santos) e de Juana Eublen dos Santos, ( Os Nagô e a Morte), como referências de resgate da cultura Yorubá. A necessidade da preservação da cultura dos Yorubás dentro do contexto de estudos africanos ou da História da África é de vital importância para o resgate de uma mitologia e interpretação do período da idade média na África. É de suma importância que pais de Santo dos candomblés atuais ou contemporâneos, possam passar a seus filhos e demais adeptos, a cultura na forma da linguagem, cânticos, gastronomia africana e outros. Não se deixando envolver pela influência moderna e de outras culturas que possam sacrificar o que restou da cultura Yorubá. A sociedade Yorubá, que no caso do Brasil, além de incluir os descendentes de africanos, tem em suas fileiras pessoas de várias origens comprometidas com a cultura á ser preservada e que lutam constantemente de várias formas para demonstrar isto. É através de um livro de Jorge Amado, como ‘Tenda dos Milagres’, de filmes, museus, palestras, cursos, do próprio candomblé de nação, da gastronomia, e da influência das palavras Yorubás na formação de nossa linguagem, que devemos persistir para salvaguardar o que restou da cultura.
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COMO SE FORMARAM AS DIVERSAS LINGUAS DA ÍNDIA.18/1/2011

O Sânscrito uma lingua refinada e modelo de lingua literária e dos eruditos, que foi á inspiradora das modificações de muitas linguas faladas pelo povo da Índia. No norte da Índia no século V a. C. , o povo havia transformado o 'Sânscrito' em 'Prakrit' e se tornou a lingua dos budistas, até se transfazer no 'Pali' a lingua da mais velha literatura budista existente. No século X, estas linguas 'indianas médias' deram origem a vários vernáculos, dos quais o principal foi o 'Hindi'. No século XII, saiu do 'Hindi': o 'Hindustani', como lingua falada por metade dos indianos do norte da India. Os muçulmanos invasores enriqueceram o 'Hindustani' com palavras persas, criando assim um novo dialeto: o 'Urdu'. As velhas linguas dravidianas: o 'Tamil', o 'Telugu', o 'Kanarese', e o 'Malayalam', das quais o 'Tamil' se tornou o principal veículo literário do sul da Índia. Já no século XIX, o 'Bengali' substituiu o 'Sânscrito', como a lingua literária de Bengala. As influências das modificações das linguas indianas, muito devem ao maior gramático que se conhece: Panini. Que junto com Patanjali e Bhartrihari, cada um no seu tempo, que lançaram as bases da filologia, e a fascinante ciência da genética verbal, que pôde se desenvolver graças à redescoberta do Sânscrito.

Pesquisado do original americano THE STORY OF CIVILIZATION, com tradução de Gulnara de Moraes Lobato e revista por Monteiro Lobato.

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