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Fraternal Ordem Maçônica de Rio Claro-SP

1/1/2012 - O Segredo Maçônico

À:. G:. D:. G:. A:. D:. U:.

A Maçonaria é uma instituição ancestral e que preza a Tradição. Mas, como todas as instituições ancestrais bem sucedidas, sabe preservar a Tradição, adaptando os seus usos e costumes ao evoluir dos tempos e das sociedades. Só assim evita ser anacrónica e mantém interesse e importância e valor, ao longo da passagem dos anos, décadas e séculos.

O século XXI lançou-nos a todos na voragem da Sociedade da Informação. As chamadas Novas Tecnologias permitem aceder a mananciais de informação que ainda há poucas décadas - há poucos anos... - eram impensáveis. A Maçonaria não pode, não deve, obviamente, ser indiferente às consequências desta evolução. Não deixou de fazer sentido a subsistência do segredo maçónico. Mas a mitificação do mesmo, essa sim, não me parece que seja vantajosa, nem para os maçons, nem para os profanos.

A Maçonaria prossegue objetivos honrosos e louváveis. É frequentemente denegrida por quem, sendo-lhe hostil, a acusa de prosseguir propósitos menos recomendáveis e, sistematicamente, esgrime com o segredo maçónico como alegada prova dos tenebrosos propósitos da Maçonaria. Em época de acelerada circulação da informação, não basta à Maçonaria seguir o seu caminho, não ligando aos cães que ladram à passagem da caravana. Porque tanto ladrido de tanta canzoada acaba por impressionar quem o ouve. A Maçonaria deve continuar a prosseguir o seu caminho, apesar dos rafeiros e seus latidos. Mas, para bem de si própria e elucidação de todos, nestes tempos de abertura de informação, deve mostrar e informar para onde vai, porque vai e como vai. Assim todos verão qual o caminho e não se impressionarão com a barulheira dos canídeos, que todos poderão ver ser vã e sem motivo que a sustente.

O segredo maçónico é um dos objetos dos latidos. Pois bem, é tempo de mostrar, a quem estiver de boa fé, que esse vozear não tem razão de ser. Não abandonando o segredo maçónico ou traindo os compromissos assumidos. Mas explicando os limites, a natureza e as razões do dito segredo. Quem estiver de boa fé perceberá. Os outros... continuarão a ladrar, mas já impressionarão menos...

Na minha opinião, não há um segredo maçónico. Há dois. Um exotérico e outro esotérico. Quero com estes adjetivos significar duas diferentes realidades. No meu entendimento, o segredo maçónico exotérico é aquele que é constituído por matéria ou conhecimento que é suscetível de fácil apropriação por qualquer pessoa, que sem dificuldade de maior pode ser transmitido por quem o sabe a quem não o sabia. Inversamente, o segredo maçónico esotérico não comunga dessa facilidade de apreensão e de transmissão. O segredo maçónico exotérico só existe enquanto e na medida em que for preservado por todos aqueles que o detêm, os maçons, nos seus respetivos graus e qualidades. O segredo maçónico esotérico existe independentemente de qualquer esforço de preservação, porque o seu teor não é suscetível de ser adequada e completamente transmitido por quem atinge o seu conhecimento (apenas alguns, maçons ou não). Tem de ser descoberto, num esforço individual, mediante um percurso de autopreparação para o atingir e reconhecer, em que cada patamar atingido é condição necessária para poder conseguir-se chegar ao seguinte. Este segredo existe independentemente de qualquer propósito de preservação por quem o detém. Direi mesmo que existe apesar dos esforços e das tentativas de partilha por quem o descortinou.

Dito de outro modo: o segredo maçónico é composto por uma parte que não é sequer particularmente importante (o segredo exotérico) e subsiste graças e na medida dos cuidados dos maçons na sua subsistência; e existe também uma outra componente (o segredo esotérico) que existe independentemente da vontade dos seus detentores, por impossibilidade de sua adequada e completa transmissão, seja por via oral, seja por escrito. O acesso a este implica vivência, experiência, vontade, esforço. Não basta ouvir ou ler. Portanto, o segredo que se guarda não é especialmente importante e o que importa não se consegue transmitir...

O segredo maçónico exotérico é constituído por quatro aspetos:

  1. Reserva da identidade dos maçons que não se hajam assumido publicamente como tal;
  2. Reserva de divulgação das formas de reconhecimento entre os maçons;
  3. Reserva de divulgação de rituais e de cerimónias;
  4. Reserva de divulgação do teor concreto e específico dos trabalhos de qualquer reunião de Loja ritualmente realizada.

Talvez com exceção da última faceta, o segredo maçónico exotérico é um verdadeiro segredo de Polichinelo: só não o conhece quem não quiser. Basta um pouco de esforço e trabalho para apurar o seu conteúdo. Então com as possibilidades atualmente disponíveis com as Novas Tecnologias de Informação e os potentes motores de busca universalmente disponíveis, aceder a esse conhecimento é uma pura questão de perseverança, trabalho e alguma habilidade. Ao contrário do que vulgarmente se pensa, está tudo publicado. Só é preciso descobrir onde... E - esta será porventura a maior dificuldade - destrinçar entre o que verdadeiramente é e o que é falso ou imitado ou errada ou desajustada ou intempestivamente utilizado.

O objetivo primacial do segredo maçónico exotérico é permitir aos maçons saber, de uma forma exclusivamente a si acessível, quem é e quem não é maçon - e também que grau detém quem é maçon. Nos tempos de antanho, foi essencial. Hoje, nem por isso. Outras formas de saber, rápida e eficazmente, quem é e quem não é maçon existem. Hoje, a facilidade e rapidez das comunicações, particularmente das telecomunicações e da comunicação eletrónica, permitem, em caso de necessidade, fácil e rapidamente verificar junto de uma Grande Loja ou de uma Loja se fulano é seu membro. Antigamente, era diferente. Daí que a importância do conhecimento da forma de obter essa informação, e a sua preservação, fosse nuclear. As realidades da vida, da evolução e do desenvolvimento em muito erodiram a necessidade e importância do segredo.

Sendo assim, porque continuam os maçons a preservar esse já não tão importante segredo? Por duas razões, uma acessória, outra essencial. A acessória é que, embora a necessidade de preservação das reservas de informação tenha diminuído, seja menos importante, não cessou completa e universalmente, não perdeu TODA a importância (ainda há locais onde é perigoso ser maçom). A essencial é que os maçons preservam o segredo maçónico PORQUE SE COMPROMETERAM, POR SUA HONRA, A FAZÊ-LO.

Sendo assim, porque se continua a exigir aos maçons esses compromisso de honra? Não já pela necessidade de antanho. Ou não já essencialmente. Nem também por um cego tributo à Tradição, o continuar a fazer agora assim porque dantes assim se fazia. Antes como um exercício permanente do que é na essência inerente à condição de maçom. Um maçom é um homem livre, apenas escravo da sua palavra; sério, sempre preservando a sua honra; cumpridor dos seus compromissos, apenas porque se obrigou a eles. A palavra de um maçom vale tanto ou mais do que um contrato escrito, é mais duradoura do que se tivesse sido gravada em pedra. Independentemente da importância do assunto. Um homem só é honrado e de confiança se o for nas pequenas como nas grandes coisas. A verdadeira palavra sagrada de um maçom é a sua palavra de honra.

É portanto em execução desse princípio inderrogável de que o maçom cumpre sempre a sua palavra, seja-lhe ou não conveniente, seja o assunto importante ou sem destaque particular, que este preserva o segredo maçónico. Porque se comprometeu a fazê-lo. Independentemente de ser ou não ser já importante fazê-lo. Mesmo que, por esse mundo fora, esse segredo, total ou parcialmente, tenha sido centenas ou milhares de vezes exposto. Se o não fizesse, sabia-se merecedor do opróbio e desprezo unânimes dos maçons. E um maçom só o é na medida em que seja reconhecido como tal pelos seus pares...

O maçom preserva o segredo maçónico porque se comprometeu a fazê-lo e esse compromisso continua a ser exigido aos maçons como forma de exercício diário, constante, permanente, dos deveres inerentes a um homem honrado, livre e de bons costumes. Outros existem que, diz-se para aí, pontuam a sua pertença à organização em que buscam a excelência através do cilício, da mortificação do corpo. Os maçons buscam a excelência do caráter, do espírito, e portanto exercitam continuamente o caráter e o espírito. Uma das formas de o fazerem é honrando escrupulosamente os seus compromissos. Independentemente de serem importantes. Sem questionar a eficácia ou o interesse desse cumprimento. Sendo-lhes indiferente que outros, mais fracos ou imerecedores, porventura tenham falhado esse cumprimento.

RESERVA DA IDENTIDADE DOS MAÇONS QUE NÃO SE HAJAM ASSUMIDO PUBLICAMENTE COMO TAL

Mesmo nas sociedades mais abertas e com maior inserção social da Maçonaria, mesmo no Brasil, nos Estados Unidos ou em Inglaterra, existem preconceituosos contra a Maçonaria que, se tiverem o poder e a posição para tal, podem subrepticiamente prejudicar um maçom apenas por o ser - embora porventura ocultando o seu preconceito e usando uma qualquer outra desculpa ou justificação... Também nas sociedades mais abertas e com maior inserção social da Maçonaria se continua a justificar uma atitude prudente em relação aos preconceituosos e, portanto, o cumprimento do princípio de não revelar que alguém é maçom, se esse maçom não assumiu publicamente essa condição,.

Uma outra razão justifica ainda o cumprimento deste princípio. A Fraternidade implica o reconhecimento da dignidade do outro em todas as circunstâncias. Implica o respeito pelo outro, pela sua inteligência, pelas suas escolhas. Se um maçom divulgasse que outrem tem essa qualidade, sem que o visado tivesse previamente assumido a mesma publicamente, estaria, sobretudo a desrespeitá-lo, a desrespeitar essa sua escolha. Se o visado não se tinha assumido publicamente como maçom, isso resultava de uma análise do mesmo, de uma escolha sua. Análise e escolha que era seu direito fazer e que só a ele competia fazer. Divulgar que esse que se não assumiu como maçom é maçom corresponde a substituir, a desvalorizar, a desconsiderar, o juízo por ele feito, em favor do juízo (ou da falta de juízo...) do próprio.

A decisão de cada um se assumir publicamente como maçom a cada um pertence. Não pode, não deve, ser apropriada por nenhum outro maçom. E não o é. Em nome do respeito pelo outro, pela sua inteligência, pela sua capacidade de análise, pelas suas escolhas, que é inerente ao elo que une todos os maçons: o elo da Fraternidade. Trair esse elo, mais do que trair o outro seria traição ao próprio e a todos.

RESERVA DE DIVULGAÇÃO DAS FORMAS DE RECONHECIMENTO ENTRE OS MAÇONS

Antigamente era, em muitos locais, perigoso ser maçom. Ainda hoje o é, em várias partes do globo. Os maçons tinham necessidade de se conseguirem reconhecer uns aos outros, sem necessidade de perguntar. Com efeito, se um maçom perguntasse a outrem se também era maçom e esse outrem não só não o fosse como denunciasse quem o inquirira, estava o caldo entornado... Havia, pois, que arranjar maneira de um maçom se poder assegurar que outro homem também tinha essa qualidade, de forma que, se assim fosse, o interrogado soubesse que tal interrogação lhe estava a ser feita e soubesse responder da mesma forma, mas que, se o interrogado não fosse maçom, não se apercebesse sequer da interrogação. Havia que criar uma forma de um maçom se dar a conhecer como tal, de maneira que só os maçons se apercebessem disso e só eles reconhecessem essa forma. Havia que poder testar se alguém que se arrogava de ser maçom efetivamente o era. E, sobretudo, havia que tudo isto fazer de forma discreta, apenas percetível por quem devesse perceber. E havia, obviamente que guardar segredo dessas formas de reconhecimento.

Antigamente,não havia as facilidades e rapidez de comunicações e de deslocação que há hoje. Os agregados populacionais eram fechados, muito mais isolados do que agora e, sobretudo, mais distantes, em termos de tempos de viagem. Ir de Lisboa ao Porto demorava dias. Ir de Lisboa a Londres demorava semanas. Ir da Europa à Ásia, a África ou à América demorava meses. Um viajante que chegava a um qualquer local era um desconhecido e desconhecia todas ou quase todas as pessoas desse local. Se se arrogava qualquer título ou condição, não havia meios de comunicação rápidos que permitissem verificar, em terras distantes, se o afirmado era verdade.

Viajar era demorado e perigoso. Os maçons em viagem podiam beneficiar do auxílio de seus Irmãos. Muitas vezes sendo - viajante e residente - desconhecidos um dos outro. Não bastava ao viajante dizer que era maçom. Tinha de comprovar essa qualidade.

Antigamente era, pois, essencial que existissem formas de reconhecimento discretas, eficazes e de conhecimento restrito aos maçons. Que deviam ser e eram avaramente guardadas em segredo.

Essas formas de reconhecimento eram e são constituídas por determinados sinais, por certas palavras, por específicos toques. Os sinais permitiam que os maçons se reconhecessem como tal no meio de uma multidão, se preciso fosse, sem que mais ninguém se apercebesse. As palavras permitiam confirmar esse reconhecimento, constituindo uma segunda forma de verificação, que confirmaria a identificação ou permitiria desmascarar impostor que, por conhecimento ou sorte, tivesse efetuado corretamente um sinal de identificação. Os toques, discretos, permitiam, além de uma fácil identificação mútua absolutamente discreta e insuscetível de ser detetada por estranhos, também desmascarar impostores, pois não bastava, nem basta, usar um certo toque: é preciso saber quando o usar, para quê e que deve suceder em seguida...

Sempre os sinais de reconhecimento foram objeto de curiosidade profana. Por quem perseguia a Maçonaria e os maçons, por razões evidentes. Por quem, não sendo maçom, gostaria de se infiltrar entre os maçons ou, viajando, beneficiar da ajuda que os maçons residentes davam aos maçons viajantes. Ou, simplesmente, por quem era curioso...

Milhares e milhares de maçons conhecem os sinais de reconhecimento. Ao longo do tempo, milhões de maçons acederam a esse conhecimento, nas quatro partidas do Mundo. Houve zangas. Houve dissensões. Houve abandonos. Houve traições. Houve inconfidências. Um segredo só é verdadeiramente secreto se for conhecido apenas por um - e, mesmo assim, se este não falar a dormir... Era inevitável que as formas de reconhecimento dos maçons fossem expostas. Existem livros. Existem filmes. Existem vídeos. Existem panfletos. Existem, hoje em dia, inúmeros suportes em que estão expostas aos profanos as formas de reconhecimento dos maçons. Mas também existem publicados nos mesmos suportes formas de reconhecimento falsas ou inventadas ou simplesmente ultrapassadas... Quem está de fora tem o magno problema de descobrir o que é verdadeiro e o que é falso, de distinguir o certo do inventado, de descortinar o que se mantém vigente e o que foi ultrapassado...

Por isso, ainda hoje, as formas de reconhecimento vigentes, apesar de conhecidas por milhões, apesar de repetidamente expostas, continuam a ser úteis e eficazes.

Mas, mesmo que algum profano consiga conhecer os sinais, palavras e toques certos e consiga descobrir quando os utilizar e como o fazer corretamente, ainda assim só logrará, quando muito, enganar alguns maçons durante algum tempo e acabará - porventura mais cedo do que mais tarde - por ser desmascarado como impostor. Porque não basta executar o sinal certo na hora precisa, pela forma correta, nem dizer a palavra adequada, pela forma prescrita, a quem deve ouvi-la, nem dar o toque acertado, no momento asado e sabendo o que se deve passar a seguir. Tudo isso já é suficientemente complicado - mas não basta! Tudo isso, ainda que porventura executado de forma atinada, constitui ainda uma determinada informação: que quem o fez tem um determinado nível de conhecimentos, uma certa postura e compostura, um exigível comportamento, um específico nível de desenvolvimento pessoal, social e espiritual. Ser maçom e ser reconhecido como maçom não é só conhecer e saber executar sinais, palavras e toques. Isso é o que menos importa. É, sobretudo, saber fazer um percurso, utilizar um método, avançar num caminho.

As formas de reconhecimento são apenas sinais exteriores básicos e nem sequer particularmente importantes. Isso também, mas sobretudo muito mais, é que faz com que um maçom seja reconhecido como tal pelos seus Irmãos.

Reservo o segredo dos sinais, palavras e toques que constituem as formas de reconhecimento dos maçons, porque a isso me comprometi. Mas digo e afirmo: podíamos divulgar, publicar, mostrar, explicar, exemplificar, ensinar, filmar e exibir o filme, executar todos os sinais, palavras e toques de reconhecimento; podíamos ensinar a toda a gente como e quando e por que forma utilizar cada um deles. Ainda assim, pouco tempo e apenas um razoável cuidado bastariam para reconhecer quem efetivamente é maçom e quem, ainda que perfeitamente executasse todos os sinais, palavras e toques, não o é!

Porque ser maçom é muito mais do que saber sinais, palavras e toques. Ser reconhecido como tal implica muito mais do que essas minudências, pois não basta saber sinais, palavras e toques para ser reconhecido maçom. É preciso efetivamente sê-lo e vivê-lo e praticá-lo.

Que nunca ninguém se esqueça disto. Seja profano ou tenha sido iniciado. Especialmente estes!

RESERVA DE DIVULGAÇÃO DE RITUAIS E DE CERIMÓNIAS

Os maçons estruturam o seu trabalho em Loja mediante rituais. A abertura e o encerramento dos trabalhos são sempre executados da mesma forma, a maneira como, durante os trabalhos, cada um fala ou se movimenta em Loja está tipificada, etc.. Os maçons assinalam também diversas situações, individuais ou coletivas, consideradas significativas com Cerimónias meticulosa e ritualmente executadas. Assim sucede com a Iniciação, a Passagem, a Elevação, a Instalação, a Consagração de Loja, etc..

A preservação do segredo sobre os rituais e cerimónias é uma das obrigações dos maçons. Quanto aos rituais, porque são parte integrante da identidade da instituição, que só fazem sentido no âmbito da mesma. A pior coisa que se pode fazer a um conceito, uma informação, uma declaração, é descontextualizá-la. A descontextualização atraiçoa o espírito, o propósito, o aspeto, do conceito, da informação, da declaração. Torna-o, ou pode torná-lo, inentendível. Desvaloriza-o. Quiçá, submete-o a ridículo. No entanto, no seu devido contexto, os rituais maçónicos, não só são entendíveis, como são fonte de estudo e iluminação. Não só têm valor, como são fonte de união. Não só são seriamente tomados e executados, como são fonte de fortalecimento do espírito de grupo e da fraternidade entre os maçons.

Os rituais só fazem plenamente sentido se e quando executados no local e pela forma próprios, por e perante quem está apto a compreendê-los. Expô-los aos olhares profanos seria permitir que juízos turvados pela ignorância, obnubilados pelo preconceito, prejudicados pela distância, extraíssem conclusões erradas, perfunctórias, vãs.

Quanto às cerimónias, acresce ainda um outro motivo para o seu teor e o seu desenrolar ser reservado não apenas aos maçons, mas aos maçons do grau em que são executadas, ou superior. É que é importante preservar o fator surpresa, em relação àquele ou àqueles em benefício de quem cada cerimónia é executada. A Maçonaria destina-se a propiciar um terreno apto para o aperfeiçoamento moral e espiritual dos seus membros. Coloca ensinamentos, princípios, máximas, à disposição destes. Faseadamente. Um pouco de cada vez, para que os ensinamentos, os princípios, possam ser detetados, descobertos e interiorizados pelos interessados. A Maçonaria nada ensina. Apenas possibilita que se aprenda. Mas essa aprendizagem não é efetuada apenas com o recurso à memória e ao elemento racional. Essa aprendizagem, essa melhoria, esse avanço, resulta também da marca deixada em cada um, através da respetiva inteligência emocional e seu desenvolvimento. Daí que as noções obtidas não sejam apenas adquiridas, mas realmente entranhadas. Daí que se dê valor ao tempo, ferramenta indispensável à construção da melhoria de cada um. Todo este processo se desencadeia através da disponibilidade de apreensão de algo que se desconhece. Daí a importância do fator surpresa. Muitas vezes o que se transmite não é novo. Já foi centenas de vezes lido, milhares de vezes visto. Mas nunca foi visto ASSIM, nunca foi contextualizado DESTA forma, nunca tinha sido introduzido COMO tal.

O maçom a quem uma cerimónia é dedicada é sempre o centro da mesma. Para que a viva e não apenas a ela assista. O objetivo é VIVER a cerimónia. Não revivê-la. Por isso a deve desconhecer antes de dela beneficiar. Por isso devem as cerimónias maçónicas permanecer secretas, de conhecimento reservado a quem o deve ter - e só a esses.

Mas há dezenas de versões de rituais publicados. através dos quais se pode ler o texto de diversas cerimónias. Qual então o interesse de continuar a preservar o sigilo sobre rituais e cerimónias? Duas razões avanço: em primeiro lugar, muito do que está publicado não é já atual. Pode ter semelhanças com o que atualmente se pratica, mas também tem diferenças, algumas significativas. Em segundo lugar, um ritual, uma cerimónia, não é - longe disso! - apenas um texto que se lê ou recita. É muito mais que isso. É movimento, é entoação, é gesto, é interpretação. Muito do que ritualmente é executado não está escrito. É aprendido pela observação, aperfeiçoado com o auxílio dos que antes aprenderam a executar. Por isso é importante o trabalho de aperfeiçoamento ritual de uma Loja. Como um meio. Nunca um fim em si mesmo.

Preservar o segredo quanto a rituais e cerimónias é preservar a essencialidade da cultura maçónica, da sua diferença em relação ao mundo profano. É preservar o método de transmissão e apreensão de conhecimentos. É, enfim, proteger o cerne da Maçonaria.

RESERVA DE DIVULGAÇÃO DO TEOR CONCRETO E ESPECÍFICO DOS TRABALHOS DE QUALQUER REUNIÃO DE LOJA RITUALMENTE REALIZADA

Os maçons comprometem-se finalmente a não divulgar o teor concreto dos trabalhos de uma reunião de Loja, ritualmente realizada. À primeira vista, isto parece excessivo. Sobretudo, se tivermos em conta que, de cada reunião, é elaborada uma ata que, depois de aprovada, é conservada na documentação e no arquivo da Loja. Por essa ata se alcança que assuntos foram tratados na reunião, que deliberações foram tomadas. E uma ata existe para ser consultada - senão, para quê fazê-la? Independentemente da delicadeza dos assuntos tratados, a ata é elaborada e preservada. Eu publiquei no blogue A Partir Pedra um documento histórico, uma ata que registou os trabalhos da sessão de 18 de setembro de 1835 da Loja brasileira Philantropia e Liberdade. Essa ata registou, nada mais, nada menos, do que a preparação e planificação de um movimento revolucionário, a Revolução Farroupilha!

Porquê então guardar sigilo sobre os sucessos de uma reunião, ao mesmo tempo que se regista, e se guarda escrupulosamente esse registo, o que se passou, elaborando-se uma ata formal? Se é certo que o acervo documental constituído pelas atas das reuniões das Lojas maçónicas pode constituir - e constitui! - precioso material de investigação histórica, nem sequer é esse o principal objetivo do registo em ata. Como referi, uma ata serve para ser consultada. Cem anos depois ou dois dias depois...

Esta aparente incongruência esclarece-se se tivermos a noção de que uma Loja maçónica é uma organização - que deve registar os seus eventos e deliberações mediante atas, até em obediência às leis civis e em cumprimento dos bons costumes sociais -, mas uma organização com uma característica bem distintiva: é uma fraternidade. Enquanto fraternidade, cultiva e desenvolve especialmente as relações de confiança mútua entre os seus elementos, em estrito espírito de igualdade, sem prejuízo dos graus e qualidades de cada um e dos particulares deveres e meios que cada grau ou qualidade confira a quem os detém.

Enquanto organização, uma Loja maçónica cumpre as regras civis e, portanto regista quem esteve em cada reunião, o que se tratou nela, o que ficou decidido. E guarda e preserva esse registo, que, a qualquer momento, pode ser necessário nos mesmos termos em que qualquer ata de qualquer reunião de qualquer associação ou sociedade pode ser necessária.

Enquanto grupo fraternal, procura-se que cada elemento se sinta, no interior do grupo, completa e absolutamente livre de expressar as suas ideias, opiniões, projetos, preocupações, sem constrangimentos de qualquer espécie. O espaço de uma Loja em reunião ritual é um espaço em que todos e cada um podem baixar completamente as suas defesas e guardas, em que não necessitam de manter a sua "máscara social", em que todos e cada um podem ser e comportar-se e aparecer como realmente todos e cada um são, com suas forças e fraquezas, virtudes e defeitos. Porque, neste espaço, todos e cada um sabem que devem aos demais a mesma tolerância que dos demais recebem. Porque todos e cada um sabem que todas as opiniões, ideias, contribuições, são analisadas e consideradas pelo seu valor intrínseco, sem argumentos ad hominem, sem acrescentar ou retirar valia à opinião expressa em função de quem a expressa.

Enquanto grupo fraternal, cultiva-se a absoluta confiança mútua, a cooperação, o auxílio a todos na medida das possibilidades de cada um. Procura-se criar um laço forte e duradouro entre todos. Que por isso se consideram Irmãos. Ao criar-se um laço desta natureza, está-se a criar um espaço onde a crítica é aceite, porque a aceitação existe ainda que haja lugar a crítica. Preserva-se um espaço de cumplicidade imensa, em que cada um está à vontade junto dos demais, porque confia nos demais como nele mesmo.

Num espaço assim, de Fraternidade, pode desabrochar sem peias a Liberdade. A Liberdade de opinar, de arriscar testar uma ideia, sem medo de que ela seja apoucada por disparatada. Se o for, assim será considerada. Mas isso não diminui quem a teve. Porque se sabe que ela só foi expressa porque se estava à vontade e porque é em espaços assim que livremente se pode testar a real valia de ideias, opiniões, propósitos. E aperfeiçoar. E limar arestas. E - quantas vezes! - transformar uma balbuciante e hesitante ideia num projeto sólido e com mérito, através do contributo de todos. Um espaço assim é potencialmente um espaço de criatividade e cooperação sem paralelo - porque ninguém teme o juízo, ou a troça, ou o apoucamento, dos demais. Porque todos sabem que ninguém tem só excelentes ideias, que só expondo todas - as péssimas, as sofríveis, as regulares, as boazinhas, enfim, todas - é possível peneirar delas as que têm efetiva valia. Porque todos sabem que um bom projeto só raramente é produto do valor de apenas um qualquer iluminado, antes resulta da concatenação de ideias, que se acumulam e organizam e dão forma, muitas vezes diferente no final do que fora o lampejo inicial.

Num espaço assim não se tem medo de ser ridicularizado, apoucado, magoado. Mesmo que se use o direito ao disparate. Num espaço assim, sabe-se que o juízo sobre o valor de cada um não depende de uma excelente ou uma péssima ideia, antes resulta do Todo que cada um é e que os demais vão conhecendo, cuja evolução vão constatando.

Um espaço assim é um espaço de intimidade intelectual sem paralelo. E só subsiste porque blindado numa confiança mútua absoluta. O que se diz ali, fica ali. Seja a ideia do século, seja o mais profundo disparate. Quer uma, quer outro, são ali vistos na correta perspetiva, de procura de contribuição para a melhor decisão do grupo, de experimentação, de sugestão, sem reservas, sem cuidados, sem temores de ridículo ou de crítica.

Um espaço assim propicia a mais livre da Livre Expressão do Pensamento. Porque livre da necessidade da pior das censuras, a autocensura. Um espaço assim, baseado na confiança, na Fraternidade, só pode subsistir se todos e cada um souberem que o à vontade em que se expressam não é traído por juízos exteriores feitos por quem, descontextualizando o paradigma em que as ideias são expostas, possa vir a apoucar a ideia, o pensamento, a opinião.

É para preservar esse espaço intimista de Liberdade que se preserva o que de concreto se passa numa reunião maçónica. Porque fora julga-se segundo os critérios de fora, não se atendendo às condições que se criam para que todas as contribuições sejam bem-vindas. É preciso garantir que todos e cada um possam, no decorrer de uma reunião ritual de Loja, expressar sem quaisquer constrangimentos, de qualquer natureza, as suas ideias e convicções e opiniões. Para que essa Liberdade absoluta exista, mister é que todos e cada um saibam que o que se passa em Loja fica em Loja. E portanto, cada um guarda cuidadosamente para si o que em Loja se passou. Quem quiser saber e tenha o direito a saber... consulte a ata!

O SEGREDO MAÇÓNICO ESOTÉRICO: O VERDADEIRO SEGREDO MAÇÓNICO

Na minha opinião, já hoje aqui o disse, o verdadeiro segredo maçónico vai muito além da discrição sobre identidades, modos de reconhecimento, rituais, cerimónias e trabalhos efetuados. Na minha opinião, o verdadeiro segredo maçónico, o que importa, o que releva, existe, não porque os maçons o queiram preservar, mas porque não o conseguem revelar. Porque é insuscetível de plena transmissão.

O verdadeiro segredo maçónico, aquilo a que muitos chamam de Palavra Sagrada ou, muito simplesmente, de Luz, é aquilo que o maçom aprende através do contacto com seus Irmãos, do convívio e busca de entendimento dos elementos simbólicos que a maçonaria profusamente coloca à disposição dos seus elementos, do método de análise, de trabalho, de esforço, de meditação, de extenuada conquista, passo a passo, degrau a degrau, patamar a patamar, sobre si próprio, a pulso desbastando suas imperfeições, despojando-se do interesse sobre toda a ganga material que obnubila os nossos espíritos, indo-se cada vez mais longe em épica viagem, com começo e fim no fundo de si mesmo e aí descobrindo a resposta que procura.

Esta busca, esta viagem, esta procura, tem um começo e um fim, mas nem um nem outro serão porventura os esperados. O começo será sempre depois do meio dia, a hora a que os maçons iniciam os seus trabalhos, quando cada um está efetivamente apto a começar a trilhar o caminho sem marcos, bordas ou fronteiras, que conduzirá não sabe onde. O fim, esse, tem hora marcada, aquela em que os maçons pousam as suas ferramentas, a meia noite. Como em muito do que tem valor, tão importante é o resultado como o trabalho para o obter, tão atraente é o destino, como o caminho que a ele conduz. E muito raramente o caminho mais curto entre o ponto de partida e o de chegada será uma reta...

Em bom rigor, duvido mesmo que haja apenas um verdadeiro segredo maçónico, um único segredo esotérico. Nesta altura do meu entendimento, propendo a considerar que cada maçom atinge a sua própria Luz - a deste com mais brilho, a daquele mais baça, a daqueloutro, qual bruxuleante chama de longínqua vela, mal se vendo -, cada maçon encontra e resgata a sua própria e individual Palavra Perdida - a de um bela e cristalina, a de outro sonora e estentória, a de um terceiro suave e quase inaudível murmúrio.

Cada um encontra o que procura e o que trabalha e se esforça por encontrar. Cada um encontra Segredos, Luzes, Palavras, diferentes ao longo da sua busca. Porque esta nunca termina. Cada resposta encontrada dá origem a novas perguntas, nascidas de mais lúcida compreensão, em perpétua evolução e aprofundamento de compreensão. É por isso que tenho para mim que eu não posso, não consigo, não sei, partilhar a minha Palavra, com mais ninguém, nem sequer com o meu mais chegado Irmão. Não só porque não consigo descrevê-la em toda a sua extensão e complexidade, como porque o mero enunciar do ponto do caminho em que me encontro me abre novos horizontes de busca, para lá dos quais nem sequer sei se não terei de pôr em causa e de reformular tudo ou parte do que me levou a percorrer esse preciso caminho, quer ainda porque cada viagem, mesmo a do meu mais mais chegado Irmão, seguiu rumos diversos dos meus, levando a linguagens distintas, a conceitos diferentes, a complexas variantes.

Cada um, em cada momento, encontra diferente Palavra, vê diversa Luz, preserva variado Segredo, porque cada um viaja para destinos diferentes: cada um viaja até ao fundo de si mesmo e cada um é todo um Universo diferente do parceiro do lado.

Nessa viagem, nesse trabalho, nessa busca, cada um procura coisa diversa. Eu só posso definir o que neste momento busco. Já me reconciliei - há muito! - com a finitude da vida neste plano de existência, já abandonei, por estulta e estéril, a busca do imenso porquê, a mim nunca me interessou particularmente interrogar-me sobre o cósmico como. Por agora, desde há muito e não sei até quando, concentro-me na busca do sentido da Vida e da Criação. Tenho uma ideia rude e imprecisa desse sentido. Busco o melhor ângulo para obter mais Luz. Espero que consiga obter o Brilho suficiente para, através do sentido da Criação, entrever o Criador... E tudo isto eu - neste momento - busco, em fantástica viagem, sem outro veículo que não eu próprio, não consumindo outro combustível senão tudo aquilo de que me interiormente despojo, sem outro destino e caminho senão o fundo de mim mesmo. Porque é o conhecimento de mim mesmo, em todas as complexas vertentes que condicionam o meu Eu, que me habilitará a conhecer o Outro, o Mundo e quem o criou e porquê e para quê e como. Eu sou a pergunta, a pergunta sem resposta, a pergunta buscando a resposta e, simultaneamente, a resposta contida na própria pergunta, que me levará a nova pergunta, que gerará nova resposta, em contínuo alargar de horizontes, que espero me permita entrever o que está para além do horizonte e contém todos os horizontes...

Confuso, não é? Pois é! Eu bem avisei que o segredo maçónico esotérico é aquele que existe porque não se consegue transmitir...

Rui Bandeira - Mestre Maçom

Lido em sessão no grau de Aprendiz da R:. L:. Mestre Affonso Domingues, n.º 5, em 13 de abril de 6011, E:. M:..

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13/10/2011 - A Maçonaria de Adoção

 
A MAÇONARIA DE ADOÇÃO  

 

Aos IIr.'. que nos apontam a Loja ou Maçonaria de Adoção como prova de que ali também se acolhem as mulheres, cabe esclarecer que a Maçonaria de Adoção não é senão um simulacro da verdadeira Maçonaria, quando não é uma espécie de engodo. Embora às vezes possa prestar serviços de beneficência social, como qualquer outra associação beneficente, ela não pode outorgar os legítimos privilégios e direitos maçônicos. A propósito, são muito elucidativas as seguintes considerações do Il.'. e Pod.'. Ir.'. Eduard Gesta 33º, de Paris:

 

“Se o homem ou mulher deseja alcançar a iniciação pela via maçônica, isto só é possível por meio dos ritos e símbolos tradicionais, com exclusão de todos os demais. No tocante a organizações iniciáticas, acham-se assim condenados todos os sistemas que utilizem ritos e símbolos inventados ou fabricados, que não passam de plágios dos da Franco-maçonaria. É o caso não somente da Maçonaria de Adoção, mas também de todas as instituições pretensamente iniciáticas que se proveram de um aparelhamento simbólico semelhante ao nosso”

 

“Limitar-se-me-ei simplesmente a lembrar que não há senão uma forma de iniciação maçônica, e que não pode haver mais que uma. A mulher que deseje obter a iniciação por esta via, deve ser admitida numa Ordem maçônica que mantenha uma filiação autêntica e que pratique e transmita os ritos tradicionais”.

 

É muito comum às esposas e outras parentas de IIr.'. filiados à Maçonaria masculina, solicitarem e obterem admissão nas Ordens Maçônica Mista. Ali, as mulheres são normalmente muito eficientes e compenetradas no desempenho de seus cargos e funções, tão bem e não raro melhor que os homens.




 

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13/10/2011 - O Deslumbramento Maçônico

O Deslumbramento Maçônico
 
Sexta-feira, 4 de junho, 23:30 h. Terminava a cerimônia pela qual eu havia esperado durante muitos anos de minha vida. Dali para frente muita coisa mudaria na minha forma de enxergar o mundo e de participar dele.
 
Todos na sala me chamavam de “Irmão” e me cumprimentavam. Como isso soava esquisito, pois todos eram desconhecidos para mim. Pela minha cabeça só passavam fragmentos dos sons e sensações por que eu havia passado há alguns instantes. Ainda ressoavam algumas perguntas que me haviam sido feitas e as respostas mais ou menos corretas que eu havia retribuído.
 
Algumas vozes na sala me soavam familiares, pois eu as havia ouvido e agora podia identificar seus donos. Em geral todos eram muito diferentes do que eu havia imaginado quando não os podia ver.
 
Dia seguinte. Meu primeiro ato, após as obrigações matinais de higiene pessoal, foi pegar o adesivo de nossa Loja, que meu padrinho me dera na noite anterior, e colocar no vidro traseiro do carro. Agora eu era “um deles”. Estava cheio de orgulho por ter sido aceito na Ordem e poder desfrutar do status que isso gerava.
 
Dirigia torcendo para que alguém reconhecesse os símbolos contidos no adesivo do carro e identificasse minha nova situação de maçom. Até ficava imaginando as respostas que daria caso alguém me fizesse as perguntas necessárias para identificar meu “status maçônico”.
 
E como explicar a sensação de orgulho causada por um Irmão buzinando e te cumprimentando em plena rua? Será que alguém mais ouviu esta buzina? Será que algum “profano” percebeu que agora eu sou um ser “diferenciado”?
 
Mas pensando bem, agora que já se passaram alguns dias da iniciação, este adesivo da Loja parece muito discreto, quase que é preciso colocar uma lupa para enxergar os símbolos. Está na hora de colocar um adesivo de nossa Potência no vidro traseiro do carro e um outro no pára-brisa dianteiro. Vai que um policial pare meu carro… quando ele vir o adesivo com o esquadro e o compasso com certeza irá me mandar ir embora, pois saberá que seus superiores são meus Irmãos e ele não mexeria com o Irmão do chefe, claro.
 
Vi num site uma caneta toda decorada com temas maçônicos, linda, nada discreta. Em qualquer lugar que eu a usar serei identificado, quase reverenciado. Serei um sucesso. Lógico que a comprei. Ah, e também um anel de ouro com o esquadro e compasso em preto. Reluz mais do que um farol em dia de nevoeiro. Pode-se vê-lo à distância.
 
Isso sem falar dos pins que tenho na lapela de meus ternos. Cada um para uma ocasião diferente. Tem aqueles para as Sessões Magnas, aqueles para uso em reuniões de trabalho e também alguns que podem ser usados com roupas mais informais. Também existem os meus prendedores de gravata.. Tenho vários.,uns dez pelo menos. Apesar de prendedores de gravata estarem fora de uso. Mas quem se importa? Como ainda meu avental é todo branco eu compenso isso usando outros adornos. Levo um tempão para colocar tudo: caneta, anel, pins, prendedor de gravata…
 
Só que há uma coisa que tenho me questionado muito ultimamente: meu comportamento. Pergunto-me se meus mais recentes atos estão sendo coerentes com o que eu escuto na Loja. Minha paciência curta poderia ser o motivo dos meus problemas no trabalho, por exemplo?
 
Vejo que o que tenho aprendido em Loja e o que tenho praticado são suas coisas distintas. Critico os Irmãos , fico de olho nas cunhadas e pasmem até nas sobrinhas, dou pequenos golpes usando meu três pontos na assinatura, fico na minha, mas pago minha cotização em dia né?!.
 
Porém, hoje começo a entender o que os Irmãos querem dizer quando citam que as instruções são simbólicas, mas que elas vão transformando o iniciado. Percebo que estou muito distante de ser a pessoa que eu gostaria, pois ainda sou apegado a futilidades e aparências.
 
Meus filhos têm sido o maior espelho deste meu comportamento errôneo, pois não sei ter uma palavra de carinho para com eles e sempre que eles querem me contar algo sobre seu dia eu uso a desculpa de estar cansado e não lhes dou atenção, Pobrezinhos. Dias atrás por falta de paciência até dei um tapa neles, e briguei com a cunhada indo dormir no sofá.
 
Meus irmãos então, tem um irmão desempregado na Loja, mas ele é Mestre, ele deve saber todos os segredos maçônicos da riqueza. Eu não devo nem me preocupar com ele não é? E aquela “cunhada” da rua de tras , o irmão está doente, afastado pelo INPS, eu nem tenho tempo para ir lá, pois isso é coisa dos irmãos mais velhos de loja, do irmão hospitaleiro não é ? Eu sou só um simples aprendiz!, Minha obrigação é ir na loja! Pois é só pegar meu RITUAL REXONA, por em baixo do braço e ir para a sessão. Pois é bem legal, sempre tem uns comes e bebes depois! Estudar maçonaria eu faço isto depois!
 
Ah sim! Preciso trocar de carro, eu vou negociar com o irmão que tem uma garagem de venda de carro, pois agora sou maçom e vocês sabem maçom, tem que ter carro novo, de preferência importado.
 
Escrever sobre tudo isso é muito doloroso, mas talvez sirva para alertar outros a não cometerem os mesmos erros que os meus. E a pensar bem os motivos que têm para quererem adentrar a Ordem. Se for só para satisfazer o ego ,advirto , alerto e falo que é trabalho e tempo perdido. Mas se for para começar a dar um rumo mais reto à sua vida e buscar formas de se tornar uma pessoa mais humana e solidária e começar a pelo menos perceber seus erros posso afirmar que é um bom começo, se não é sinto muito você não completou sua iniciação! Estas nas trevas, e sempre estarás!
 
Autor
Ir.’.Denílson Forato – M.’.M.’.
ARLS Frank Sherman Land Pta. – GOP
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11/10/2011 - Principios da Ordem Maçônica Universal

Princípios da Ordem Maçônica Universal

 

I - A Maçonaria é uma instituição Universal, essencialmente filosófica, filantrópica, educativa e progressista. É formada de pessoas de todas as raças, credos e nacionalidades, acolhidos por iniciação e congregados em Lojas, nas quais, por métodos ou meios racionais, auxiliados por símbolos e alegorias, estudam e trabalham para a construção de um mundo melhor, apoiado no Amor Fraternal;

 

II - Proclama a prevalência do espírito sobre a matéria, luta incansavelmente pelo aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade, por meio do cumprimento inflexível do dever, da prática desinteressada da beneficência e da investigação constante da verdade. Espera que com o Amor a Deus e ou à humanidade, à Pátria, à Família e ao Próximo se possa melhorar a espécie humana. Seu lema supremo é composto pela tríade LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE, dentro dos princípios da Razão e Justiça, ou seja, LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA, A IGUALDADE DE DIREITOS E DEVERES E A FRATERNIDADE UNIVERSAL;

 

III - Condena a exploração do homem, bem como os privilégios e as regalias, mas enaltece o mérito da inteligência e da virtude, bem como o valor demonstrado na prestação de serviços à Ordem, à Pátria e à Humanidade. Dá a cada um segundo a capacidade, obras e mérito, seja ele Maçom ou não;

 

IV - Afirma que o sectarismo político, religioso ou racial é incompatível com a universalidade do espírito maçônico e proíbe expressamente toda discussão político-partidária: partido "a" x partido "b", ou religiosa sectária: religião "a" x religião "b", dentro de seus Templos. Não confunde porém, mitos, lendas e alegorias com a história real na apreciação das seitas e religiões. Luta, porém, pelo interesse e discussão da política e da causa pública, identificando principalmente o Maçom como um "Construtor Social".

 

V - Combate a ignorância, o fanatismo, a superstição, o obscurantismo e a tirania em todas as suas formas, lutando incansavelmente pela felicidade do gênero humano e pela sua emancipação progressiva e pacífica;

 

VI - Proscreve terminantemente todo recurso à força e à violência e afirma que todo homem acusado de delito tem o direito de ser presumido inocente até que sua culpa tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento justo, no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa;

 

VII - Reconhece o trabalho como um dever social; julga-o dignificante e nobre sob quaisquer de suas formas, seja manual, intelectual ou técnico, e condena o preconceito de casta profissional; qualquer profissão por mais humilde que seja é um instrumento indispensável à orquestra da vida.

 

VIII- Sustenta deveres essenciais de todo Maçom: o amor à humanidade, à Família, a fidelidade e o devotamento à Pátria, a obediência às Leis democráticas e justas do País, bem como o Amor ao próximo, expresso como conforto espiritual, ajuda material e caridade sigilosa;

 

IX - Combate o vício, a escravidão e a imoralidade sob todos os seus aspectos, pugnando por uma sociedade humana onde prevaleçam a pureza de costumes, a vida em perfeita harmonia com a natureza e com os princípios mais elevados da civilização; o respeito à infância, a igualdade de oportunidades, a proteção ao patrimônio cultural, geográfico, ecológico e natural da Terra, e a convivência pacífica entre os povos;

 

X - Defende a plena liberdade de reunião e de associação pacífica, assim como a completa liberdade de expressão do pensamento, dentro dos limites da responsabilidade e da ética;

 

XI - em perfeita harmonia com a Constituição brasileira, Proclama que os homens são livres e iguais em direitos e deveres, tenham ou não tenham religião, creiam ou não em Deus, e que a tolerância e respeito pelas idéias alheias constituem o princípio cardeal nas relações humanas, respeitando as convicções e a dignidade de cada um; demonstra que os seres humanos valem por seus atos e nunca por suas crenças.

 

XII - Considera a educação e a instrução primordiais nos ensinamentos maçônicos e como direitos fundamentais do ser humano e reconhece o direito à propriedade desde que não conflite com o bem comum;

 

XIII- Considera IRMÃOS a todos os Maçons, quaisquer que sejam suas raças, nacionalidades ou crenças, sejam eles de potências nacionais ou estrangeiras, de Lojas independentes, mistas, masculinas ou femininas, desde que respeitem aqueles princípios universais da Maçonaria, que tenham respaldo no bom senso e na liberdade com responsabilidade, e estende esses ideais a todos os seres humanos, sejam maçons ou não.

 

XIV - Recomenda a propaganda de sua doutrina pelo exemplo, e por todos os meios de comunicação do pensamento. Afirma que a Maçonaria é acessível a pessoas de todas as classes e crenças políticas ou religiosas, exceto àquelas que privem o homem da liberdade de consciência, restrinjam os direitos e as garantias individuais, bem como a dignidade da pessoa humana; que imponham uma religião, um messias, ideologia ou crença, e que exijam submissão incondicional aos seus chefes ou façam deles, direta ou indiretamente, instrumento de destruição da Maçonaria;

 

XV - Como preparativo para a entrada da Nova Era de Aquário e do Terceiro Milênio, a GLADAdesenvolverá planos de trabalho de contato com inteligências mais avançadas e espiritualmente elevadas de outros planetas, sistemas ou dimensões, seja através do próprio desenvolvimento espiritual de seus membros, seja através do incentivo à criação de modernos aparelhos de comunicação, para com esse contato possibilitar novas opções e descobertas que acelerem a evolução na Terra, reascendendo as esperanças da humanidade em torno de um futuro de paz e prosperidade entre os homens e as nações, onde as conquistas tecnológicas sejam colocadas a serviço da felicidade humana;

 

XVI - Incentivará os projetos e ideais que pugnem por:

a) um Governo Mundial, com uma administração político-econômica internacional, representada democraticamente por todos os povos do orbe;

b) um ordenamento jurídico internacional que respeite integralmente a Declaração Universal dos Direitos do Homem e que glorifique a máxima maçônica de liberdade com responsabilidade, igualdade de direitos e oportunidades e fraternidade universal.

c) uma língua universal que permita a real comunicação entre todos os povos;

d) uma moeda internacional, que permita uma administração mais justa dos negócios entre os povos;

 

XVII - Em todos os seus planos e projetos, por mais ousados que sejam, não perde o contato com a realidade, usando a velha orientação dos grandes iniciados, que afirma: "O homem, para errar menos, deve ter A MENTE NAS ESTRELAS (OU IDEAIS E ANSEIOS SUPERIORES), OS OLHOS NO CAMINHO E OS PÉS NA TERRA".

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7/10/2011 - Ser Maçom ou Estar Maçom?

 

 

 

Ser maçom ou Estar Maçom? 

 

Atualmente podemos afirmar que “Ser ou Estar alguma coisa” está se tornando uma expressão bastante difundida, que é utilizada para identificar se uma pessoa assumiu ou não seu posicionamento correto com respeito a qualquer organização da qual participa, como por exemplo – quando desempenha-se um cargo público ou legislativo, tal qual o de “Estar Ministro”, entre outros exemplos, sendo inclusive utilizado com personagens em programas humorísticos.

 

Absorvendo este conceito e aplicando-o no seio de nossa Fraternidade percebemos que todos nós “Estamos Maçons” ao procedermos nossa Iniciação. Estamos Maçons ao freqüentarmos a Loja e pagarmos as suas mensalidades e taxas. Estamos Maçons quando participamos de uma atividade organizada pela loja, uma atividade filantrópica, uma palestra, uma visita a outra Loja. Ou até mesmo Estamos Maçons quando meditamos sobre o nosso papel e partimos em busca da meditação interior em busca da verdade.

 

Mas o que é Ser Maçom ?

 

O verbo SER não poderia ser considerado sinônimo do verbo ESTAR. A caracterização mais expressiva é de que estar é um verbo que indica um certo estado, portanto, há como que embutido em seu conteúdo uma certa passividade, enquanto que o verbo ser é ativo, representa ativação.

 

Ser Maçom é um estado de espírito que deve caracterizar o membro presente a toda situação em que pode ajudar e cooperar para que o mundo torne-se de alguma forma melhor. Ser Maçom é compreender que por mais poderosas que sejam as forças externas elas devem ser dominadas pela energia que tem sede em sua própria personalidade.

 

Ser Maçom é ter consciência que sua presença discreta pode dar apoio a novos projetos úteis à comunidade e constituir-se num valoroso pilar de sustentação de valores mais nobres do indivíduo.

 

Ser Maçom é ser o eterno estudante que busca o ensinamento diário, tirando de cada situação uma lição, e aplica com êxito os princípios estudados. Desenvolve em toda oportunidade de sua intuição, sua força de vontade, sua capacidade de ouvir e entender os outros.

 

Temos que considerar que o Ser Maçom deve, como livre pensador, questionar o porquê de determinados acontecimentos entendendo e vivenciando nos nosso aprendizado que palmilhamos lentamente, com passos firmes para não tropeçar nos erros e vícios do passado, mesmo que em momentos saiamos da trajetória para poder compreender o mundo com uma visão holística de suas nuances.

 

O Maçom que se limita a ler ou estudar as instruções dos graus ou a literatura disponível e não procura aplicar em sua vida diária os conceitos que lhe são transmitidos, na busca do desbaste da Pedra Bruta, e em erigir o Templo Interno, perde excelentes oportunidades de ampliar seus conhecimentos e de verificar como o saber do aprendizado da Arte Real pode ser útil para o seu bem-estar na busca de seu retorno ao Cósmico.

 

O Ser Maçom é aquele estado em que sem abandonar os hábitos de disciplina racional, a mente busca uma abrangência do universo, o conhecimento intrínseco dos fenômenos que estão ocorrendo, procurando desenvolver a sensibilidade e a compreensão das razões de estudo. O Maçom que desenvolveu sua mente para estar atenta e acompanhar a evolução dos fatos, sabe como conhecer as sutilezas que envolvem sua origens, é como um oleiro que dá formas sutis ao barro bruto, enquanto que o Maçom modela sua própria consciência num confronto com sua própria personalidade.

 

Vivemos juntos e cruzamos com diferentes seres humanos que pensam e agem de maneira diversa da nossa. Isto nos propicia excelentes oportunidades de nos adaptarmos a estas personalidades e, sobretudo, de aprimorarmos as formas de inter-relacionamento. A sabedoria do bem viver é despertada quando nos conscientizamos dessas diferenças e procuramos compreender o indivíduo através de suas particularidades. Ser Maçom é despertar este sentido de compreensão do indivíduo e estar preparado para assisti-lo nos momentos de dificuldades. 

 

O exemplo de uma atitude mental moderada, sincera e cooperativa caracteriza muito o Ser Maçom. E todos notam, que sob muitos aspectos, o Ser Maçom diferencia-se como indivíduo entre todos os outros. No aprendizado inicial aprendemos que além dos SS.’. TT.’. e PP.’. o Maçom deve ser reconhecido pelos atos e posturas dentro da sociedade e no meio onde vive, traduzindo de maneira diuturna os nosso aprendizado e a filosofia dos postulados da Arte Real. Sentimos que temos que desempenhar um papel mais complexo na sociedade e dar uma contribuição positiva para que ela se torne superior.

 

Ser Maçom implica em alguma renúncias, mas a compensação que advém deste estado de espírito especial é muito agradável. Sentimo-nos como se fôssemos os autores da novela e não apenas os personagens passivos, criados pelos mesmos. Temos uma participação presente e atuante, embora que, aparentemente o Maçom apresente-se um tanto reservado. Já se disse que nos colocamos muito mais em evidência, quando nos mantemos como observadores e damos a colaboração somente quando é solicitada pelos outros, do que aqueles que procuram apresentar-se como os donos da festa.

 

Considerem sobretudo, que encontramos muitas pessoas evoluídas e que podem ser consideradas possuídas de elevado espírito Maçom. Têm uma expressiva vivência das coisas do mundo e utilizam grande sabedoria em suas decisões, mesmo se nunca se tornaram Maçons.

 

Nós estamos Maçom ao entrarmos na Ordem e Somos Maçom quando o espírito dela entrar em nós. A diferença é muito grande, mas facilmente perceptível.

 

Irmãos unam-nos na trilha que leva ao Templo ideal e tomemos o cuidado para não Estarmos Maçons, para não trilharmos a Maçonaria simplesmente cumprindo Rituais, envergando a mera condição de um “Profano de Avental”.

 

Ir.’. João Lages Neto
A.'.R.'.L.'.S.'. Jacques de Molay n.º 33
Oriente de Maruipe – Vitória / ES

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6/10/2011 - Sois Maçom?

Sois Maçom?

 

Ser Maçom é mais que estar em Loja, é mais que participar de uma entidade, é mais que uma rede de contato;

 

Ser Maçom é respeitar ao proximo, é amar aqueles que te odeiam, é fazer o bem aqueles que só te fezem o mal, é se calar na hora da ira e quando perseguido afim de não prejudicar seu adversario, é doar, é não se corromper, é ter espiritualidade, é não praticar o mal, é apenas praticar o bem;

 

Ser Maçom é nunca usar de suas influências em beneficio proprio;

 

Ser Maçom é conhecer o verdadeiro sentido do Verdadeiro Amor "Àgape";

 

Se após uma auto avaliação realmente praticas estas coisas, dentro e fora de Loja, idependente de ser iniciado ou não nos Mistérios Maçônicos Nós vós Reconhecemos.

 

Fraternal Ordem Maçônica de Rio Claro

 

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3/10/2011 - É Verdade que o Maçom Mata?

 

É verdade que o Maçom mata?

 

Esta semana fui procurado por um funcionário (não posso dizer repórter, pois o mesmo não era imparcial) de uma entidade religiosa que gostaria de me fazer algumas perguntas para o jornal institucional. Sabendo que não somos bem vistos pelos membros desse segmento cristão, aceitei de pronto o encontro, afinal era uma oportunidade de desmistificar. Clima amistoso, perguntas básicas, até que começou o jogo de palavras visando descobrir “os segredos” e se realmente o demônio faz parte da Maçonaria. Tudo simples de responder, até que influenciados pela noticia do assassino norueguês, veio a pergunta final:

 

 - É verdade que o Maçom mata?

 

Na hora o sangue subiu, pois estou incomodado pelas manifestações e difusão da noticia por verdadeiros Irmãos Maçons. Respirei fundo e respondi:

 

- SIM, É VERDADE, O LEGÍTIMO MAÇOM MATA!

 

Vocês precisavam ver o brilho nos olhos e o movimento de acomodação nas cadeiras dos interlocutores. Continuei:

 

- O Maçom Alexander Fleming ao descobrir a penicilina matou e ainda mata milhões de bactérias, mas permite a vida continue para muitos seres humanos.

 

- O Maçom Charles Chaplin com a poderosa arma da interpretação e sem ser ouvido, matou tanta tristeza, fez e ainda faz nascer o sorriso da criança ao idoso.

 

- O Maçom Henri Dunant ao fundar a Cruz Vermelha matou muita dor e abandono nos campos de guerra.

 

- O Maçom Wolfgang Amadeus Mozart em suas mais de 600 obras louvou a vida.

 

- O Maçom Antonio Bento foi um grande abolicionista que junto com outros maçons, além da liberdade, permitiram a continuidade da vida a muitos escravos.

 

- O Padre Feijó, o Frade Carmelita Arruda Câmara e o Bispo Azeredo Coutinho embasados nas Sagradas Escrituras e como legítimos maçons desenvolveram o trabalho sério de evangelização e quem sabe assim mataram muitos demônios.

 

- O Maçom Baden Powell ao fundar o Escotismo pregava a morte da deslealdade, da irresponsabilidade e do desrespeito.

 

- O Maçom Billy Graham foi o maior pregador Batista norte-americano e com seu trabalho matou muita aflição e desespero. Inclusive há no Brasil um movimento chamado MEB – Maçons Evangélicos do Brasil.

 

- Mas o Maçom não só mata, ele também é morto. Por conta dos valores de liberdade, igualdade e principalmente fraternidade, mais de 400 mil maçons, juntamente com judeus foram mortos nos campos de concentração.

 

- Também sofremos muita perseguição aqui no Brasil, quando imigrantes europeus que professavam religiões diferentes ao Catolicismo, não podiam construir seus templos e os maçons ajudaram. Querem um segredo? Muitos cultos protestantes ocorreram dentro de Lojas Maçônicas, afinal o Maçom combate a falta de liberdade religiosa.

 

- Este senhor Anders certamente torce por um time de futebol, tem preferência por uma marca de cerveja, tem a cor que mais gosta, ou tipo de música ou até mesmo um credo religioso, não há de se fazer vinculações. Esta situação foi causada por um indivíduo, clinicamente perverso que tem personalidade psicopática. A psicopatia é um distúrbio mental grave caracterizado por um desvio de caráter, ausência de sentimentos genuínos, frieza, insensibilidade aos sentimentos alheios, manipulação, egocentrismo, falta de remorso e culpa para atos cruéis e inflexibilidade com castigos e punições.

 

- O legítimo Maçom não é o homem que entrou para a Maçonaria, mas aquele que a Maçonaria entrou dentro dele.

 

- Houve e há Maçons em todos os seguimentos da sociedade e todos com o mesmo propósito; fazer nascer uma nova sociedade, mais justa e perfeita, lógico sem esquecer que o MAÇOM MATA, principalmente o preconceito.

 

- E vamos vivendo sempre recordando o ensinamento de Mateus 7.1-2 “Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós.”

 

- Depois do cafezinho, convidei estes Irmãos (afinal somos todos filhos de Deus) para que acompanhassem a Campanha de Fraternidade que a Loja Maçônica Presidente Roosevelt iria fazer no domingo seguinte.

 

OBS: Não sei o porque da reportagem não ter sido publicada no jornal e senti a falta deles na entrega dos artigos doados pelos Maçons da Presidente Roosevelt. Teria sido muito bom contarmos com o apoio na distribuição dos 100 litros leite, mais de 100 quilos de material de limpeza, dos materiais escolares, da grande quantidade de brinquedos, do afeto e da atenção que somados pesaram 33 medidas maçônicas de Força, Beleza e Sabedoria.

 

Sérgio Quirino Guimarães

Loja Presidente Roosevelt - 025

Belo Horizonte - Minas Gerais

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1/10/2011 - Oque é Maçônaria?

 

O que é Maçônaria?

A Maçonaria é uma sociedade discreta, na qual homens livres e de bons costumes, denominando-se mutuamente de irmãos, cultuam a Liberdade, a Fraternidade e a Igualdade entre os homens. Seus princípios são a Tolerância, a Filantropia e a Justiça. Seu caráter secreto deveu-se a perseguições, à intolerância e à falta de liberdade demonstrada pelos regimes reinantes de épocas remotas. Hoje, com os ventos democráticos, os Maçons preferem manter-se dentro de uma discreta situação, espalhando-se por todos os países do mundo.

Sendo uma sociedade iniciática, seus membros são aceitos por convite expresso e integrados à irmandade universal por uma cerimônia denominada "iniciação".

Essa forma de ingresso repete-se, através dos séculos, inalterada e possui um belíssimo conteúdo, que obriga o iniciando a meditar profundamente sobre os princípios filosóficos que sempre inquietaram a humanidade.

O neófito ingressa na Ordem no grau de Aprendiz. Ao receber instruções e ensinamentos, galga ao grau de Companheiro e após período de estudos, chega ao grau máximo do Simbolismo, ou seja, o Grau de Mestre Maçom.

Os Maçons reúnem-se em um local ao qual denominam de Loja, e dentro dela praticam seus rituais. Estes são dirigidos por um Mestre Maçom experimentado, conhecido por Venerável Mestre. Suas cerimônias são sempre realizadas em honra e homenagem a Deus, ao qual denominam de Grande Arquiteto do Universo, (G.'. A.'. D.'. U.'.). Seus ensinamentos são transmitidos através de símbolos dando assim um conhecimento hermenêutico profundo e adequado ao nível intelectual de cada indivíduo.

Os símbolos são retirados das primeiras organizações Maçônicas, dos antigos mestres construtores de catedrais. "Maçom" em francês significa pedreiro. Devido a esse fato encontramos réguas, compassos, esquadros, prumos, cinzéis e outros artefatos de uso da Arte Real, ou seja, instrumentos usados pelos mestres construtores de catedrais e castelos, que são utilizados para transmitir ensinamentos.

Por possuir um conhecimento eclético, a Maçonaria busca nas mais diversas vertentes suas verdades e experiências, dando um caráter universal a sua doutrina.

A Maçonaria não é uma religião, pois o objetivo fundamental de toda sociedade religiosa é o culto à divindade.

Cada Loja possui independência em relação às outras Lojas da jurisdição, mas estão ligadas a uma Grande Loja ou Grande Oriente, sendo estes soberanos. Cada Grande Loja ou Grande Oriente denomina-se de "potência". Essa é uma divisão puramente administrativa, pois as regras, normas e leis máximas, denominadas "Landmarks", são comuns a todos os Maçons. Um dos Landmarks básicos da Ordem é que o homem, para ser aceito, deve acreditar em um princípio criador, independente de sua religião.

Seus integrantes professam as mais diversas religiões. Como no Brasil a grande maioria dos brasileiros são cristãos, adota-se a Bíblia como livro da lei. Em outra nação, o livro que ocupa o lugar de destaque no Templo poderá ser o Alcorão, o Torá, o livro de Maomé, os Vedas, etc, de acordo com a religião de seus membros. No preâmbulo da primeira Constituição editada pela Grande Loja, ficam registrados de forma clara os princípios em que se baseia a Ordem:

"a Maçonaria proclama, como sempre proclamou desde sua origem, a existência de um Princípio Criador, sob a denominação de Grande Arquiteto do Universo; a Maçonaria não impõe nenhum limite à livre investigação da Verdade, e é para garantir a todos essa liberdade que ela de todos exige tolerância; a Maçonaria é, portanto, acessível aos homens de todas as raças e de todas as crenças religiosas e políticas; a Maçonaria proíbe em suas Oficinas toda discussão sobre matéria partidária, política ou religiosa, recebe os homens quaisquer que sejam as suas opiniões políticas ou religiosas, humildes, embora, mas livres e de bons costumes; a Maçonaria tem por fim combater a ignorância em todas as suas manifestações; é uma escola mútua que impõe este programa: obedecer às leis do País, viver segundo os ditames da honra, praticar a justiça, amar o próximo, trabalhar incessantemente pela felicidade do gênero humano e para conseguir a sua emancipação progressiva e pacífica."

Fonte: A.'.R.'.B.'.L.'.S.'. Construtores da Virtude

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Sobre Mim

A Fraternal Ordem Maçônica de Rio Claro-SP é Entidade Maçônica Regular. Seu Objetivo é divulgar e desmistificar a Ordem Maçônica. A Fraternal Ordem respeitas os Landmarks em sua totalidade. Desta forma os assuntos aqui publicados são assuntos abertos e não violam os juramentos maçônicos.

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