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Fraternidade Caminho da Verdade - Reino de Oxum Maré

CASAMENTO NA UMBANDA

01:47 AM, 22/9/2010 .. 0 comentários .. Link



CASAMENTO NA UMBANDA

O casamento é uma instituição antiga, nascida dos costumes, incentivada pelo sentimento moral e religioso e na atualidade completamente incorporada ao direito pátrio. O casamento para a Umbanda, não consiste apenas no ato formal, cerimonioso e público, mas também na vontade e aceitação da união, de forma exclusiva e dedicada, com amor, participação e respeito, recíprocos. A Umbanda vê o casamento como indissolúvel, pois  os noivos assumem perante o plano astral superior um compromisso de fidelidade e essa cerimônia fica gravada no Plano Astral Superior.

CONSIDERAÇÕES LEGAIS RELATIVAS AO CASAMENTO

 A lei considera o casamento somente como um contrato civil, e que o mesmo só á valido legalmente a partir do momento em que for realizado por um juiz de direito. Porém tanto a Umbanda como o Espiritismo e Catolicismo e outras religiões, o consideram, como ato sublime e abençoado por Deus e conseqüentemente através do mesmo haverá a perpetuação da espécie. Quanto à legalidade material da cerimônia se torna relativa a partir do momento que a mesma fica registrada perante testemunhas em um livro dentro da Fraternidade, isso significa que os noivos assumem uma união estável, sendo que o mesmo tem que serem legalmente solteiros e de sexo oposto, e a partir da data da cerimônia assumem o compromisso do matrimônio e os mesmos recebem da Fraternidade um documento onde existe a comprovação desse ato religioso. Quanto a legalidade material do mesmo está sendo questionada juridicamente, pois nos primórdios os pais dos noivos efetuavam essa cerimônia e a mesma era considerada como ato  legítimo e os mesmos não eram juízes de direito. Bigamia é crime, porém bem o sabemos que a concubina tem direitos legais. Portanto as leis dos homens são falhas, mas as de Deus são divinas e corretas.

CERIMÔNIA

Após a abertura normal dos trabalhos, chama-se o noivo e os padrinhos do casal, posteriormente  a noiva e sua aia, entra na  sala de trabalho ao som da marcha nupcial,  sendo a mesma conduzida pelo pai ou por pessoa que o substitua  que a entregará ao noivo. Os médiuns devem estar posicionados em duas colunas de um lado as mulheres que terão uma rosa vermelha na mão e os homens uma rosa branca( significa amor, respeito e unidade) . A rosa vermelha também simboliza Iansã – senhora e dona da aliança.

No inicio de toda a cerimônia na Umbanda sempre é cantando o Hino da Umbanda

 HINO DA UMBANDA

O Hino Da Umbanda é um hino de glória que fala da Umbanda de um novo porvir. É a promessa de Deus a seus filhos,onde lhes ensina que a Paz Universal deve existir e que nós  temos a obrigação e o dever de zelar e orar pela mesma . Com a bandeira de glória erguida e com a cruz da redenção, pedimos pela salvação de todo o universo e do Brasil nossa querida nação . Na bandeira divina estão os louros das vitórias conquistadas por uma religião que por anos sofreu a repreensão e a discriminação, mas seus filhos e simpatizantes, nunca desistiram e a Umbanda lhes mostra a estrada a seguir.

Refletiu a luz divina

com todo seu esplendor

é do reino de Oxalá

Onde há paz e amor

Luz que refletiu na terra

Luz que refletiu no mar

Luz que veio, de Aruanda

Para todos iluminar

A Umbanda é paz e amor

É um mundo cheio de luz

É a força que nos dá vida

e a grandeza nos conduz.

Avante filhos de fé,

Como a nossa lei não há,

Levando ao mundo inteiro

A Bandeira de Oxalá !

Levando ao mundo inteiro

A Bandeira de Oxalá !

 

Prece de Abertura a ser lida por um Médium :

Senhor Deus com a tua permissão, de teu filho Jesus, de Maria Santíssima, dos Orixás, do Caboclo Pena Branca, Pai Ogum Iara , Mãe Maria Conga e Mãe Jureminha (entidades chefe da casa) e de todos os Guias, Mentores e Protetores desta casa, abrimos a sessão de matrimônio, pedindo que a Tua força e a Tua paz e as forças do universo neste momento se unam a nós.

Com a música Ave Maria de fundo efetuar a seguinte leitura:

Segundo as normas da religião e da nossa casa, e de acordo com as palavras de Xangô, que nos ordena leal obediência às leis e às autoridades constituídas, como suficientes para satisfazer a instituição divina do matrimônio, celebro esta cerimônia segundo os ensinamentos de Oxalá e seus enviados.

 

Música:

 

Oração de São Francisco ( música instrumental)

 

Leitura:

 

Resume o amor toda a doutrina de Jesus, por ser o sentimento por excelência;

E os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso realizado.

Em sua origem o homem só tem instintos;

Mais adiantado e corrompido, só tem sensações;

Quando, porém, instruído e purificado, tem sentimentos, e o ponto extremo do sentimento é o amor.

Não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interno, que condensa e reúne em seu foco ardente todas as aspirações e todas as revelações sobre humanas.

A lei do amor substitui a personalidade pela fusão dos seres e aniquila os desvios sociais.

Feliz aquele que, elevando-se acima da humanidade, quer com grande amor a seus irmãos sofredores!

Feliz aquele que ama, porque nem conhece os desvios da alma nem os do corpo.

Seus pés são ligeiros e vive como que transportado para fora de si mesmo.

Quando Jesus pronunciou esta divina palavra – AMOR – fez estremecer os povos e, ébrios de esperança, os mártires desceram ao circo.

Por sua vez o espiritismo vem pronunciar a segunda palavra do alfabeto divino.

Atenção!

Essa palavra levanta a pedra dos sepulcros vazios; e, triunfando sobre a morte, a reencarnação revela ao Homem ofuscado, seu patrimônio intelectual.

E já não conduz aos suplícios, mas à conquista de seu ser, elevado e transfigurado.

O sangue resgatou o espírito e o espírito deve hoje resgatar o Homem da matéria.

 

Ponto a ser cantado:

 

Os pontos a serem cantados poderão ser escolhidos e pré-determinados anteriormente pelo Diretor da Casa, mas o mais comum a ser cantado é:

Iansã é a dona da aliança

Mamãe Oxum é a dona do amor

 

 

 

Abençôem nossas mães esse casal

Que se unem em frente a esse altar (bis)

 

Fartura e prosperidade, muito amor e união

Pedimos com devoção dentro dessa união

 

Abençôem nossas mães esse casal

Que se unem em frente a esse altar (bis)

 

Que Oxalá lhes cubra com o manto

dando-lhes muita Paz e proteção !

 

Abençôem nossas mães esse casal

Que se unem em frente a esse altar (bis)Ato das Alianças:

 

O celebrante, a seguir, toma das alianças unge com azeite de oliva e óleo de cravo e canela  e diz:

Que o vosso amor seja puro como o ouro que estas alianças contém, e intérmino como o círculo que elas representam.

O celebrante entrega a aliança da noiva ao noivo para que este a coloque no dedo anular da mão esquerda da noiva, repetindo com o celebrante:

Com este anel, em nome de Deus e de Jesus e pelos santos Sacramentos da Lei de Umbanda  te recebo como minha esposa (o) e selo minha união com você enquanto aqui nesse plano eu viver .

Repete-se o procedimento com a noiva entregando a aliança ao noivo e com a mesma frase.

Ritual com as Fitas:

Os noivos estendem as mãos, que são colocadas uma acima da outra (mão da noiva por cima e do noivo por baixo) e amarradas com a fita. (A fita é branca e larga com o nome dos noivos bordados em verde ou cor dourada  ou escrito em cor dourada ou verde).

!

Ponto:

Uma estrela clareou o céu

Uma estrela clareou o mar

Uma estrela clareou o mundo inteiro meu pai !

Uma estrela tomou conta do Congá !

As mãos são desamarradas, e os noivos bebem do vinho = união e amor ;  e comem uma uva branca = fartura e perpetuação ;  e um pedaço de pão doce = vida ( que a vida lhe seja doce)

Nesta altura, os noivos se ajoelham sobre uma almofada branca , todos estendem as mãos sobre os noivos e o celebrante fala:

Meu bom e amado mestre Jesus, criador e conservador de todo o gênero humano, doador de toda a graça espiritual e autor da vida eterna, derrama a tua benção sobre teus servos, que abençoamos em teu nome, a fim de que possam cumprir fielmente e guardar constantes os votos e promessas que acabam de fazer um ao outro e permanecendo em perfeito amor e paz, vivam sempre segundo os teus santos mandamentos, mediante Oxalá, nosso senhor.

Os médiuns estendem as mãos e oram:

“Pai nosso que estais nos céus, nos mares, nas matas e em todos os mundos habitados;

Santificado seja o teu nome, pelos teus filhos, pela natureza, pelas águas, pela luz e pelo ar que respiramos.

Que o teu reino, reino do bem, do amor e da fraternidade, nos una a todos e a tudo que criaste, em torno da sagrada cruz, aos pés do divino salvador e redentor.

Que a tua vontade nos conduza sempre para o culto do amor e da caridade.

Dá-nos hoje e sempre a vontade firme para sermos virtuosos e úteis aos nossos semelhantes.

Dá-nos hoje o pão do corpo, o fruto das matas e a água das fontes para nosso sustento material e espiritual.

Perdoa, se merecermos, as nossas faltas e dá-nos o sublime sentimento do perdão para os que nos ofendam.

Não nos deixe sucumbir ante a luta, dissabores, ingratidões, tentações dos maus espíritos e ilusões pecaminosas da matéria.

Envia, pai, um raio da tua divina complacência, luz e misericórdia para os teus filhos; pecadores que aqui labutam pelo bem da humanidade” Assim seja.

Para finalizar, o celebrante eleva as mãos sobre a cabeça dos noivos e pede:

Em nome de Deus poderoso e justo,vos abençôo , que o Senhor conserve e guarde, e  ponha favoravelmente os olhos sobre o vosso lar, estreite os vossos corações e de tal modo vos farte de graças e bênçãos espirituais, que, vivendo unidos no senhor, haja paz no vosso lar, neste mundo e, no outro, possais participar da bem-aventurança eterna em nome de  Oxalá, nosso senhor e mestre. Assim seja.

Meu Pai, abençoai esta união, fazendo com que o compromisso hoje assumido aqui na terra, seja registrado no mundo astral unindo através do matrimônio os irmãos (noivo) e (noiva), que são paraninfados neste ato pelos irmãos (nome dos padrinhos).

Pai, que permitistes fosse eu o instrumento de vossa vontade para transmitir a estes irmãos os fluidos divinos, vindos de vosso reino e trazendo as forças que representam as legiões hierárquicas da espiritualidade, concedei-me que: em nome do supremo Pai, do divino uno e de todas as entidades espirituais da Umbanda, eu abençoe e declare confirmada a vossa união matrimonial.

A paz esteja com todos! Assim seja.

Após a cerimônia o noivo beija a noiva e ambos passam entre a corrente de médiuns ao som de uma música escolhida pelos noivos e as rosas são entregues aos mesmos com os votos de amor eterno e união e respeito.


LEGITIMIDADE DO CASAMENTO DA UMBANDA


Aquele que se casa no religioso, seja na religião que for desde que  os requisitos impostos ao casamento religioso, sejam cumprido conforme determina a lei e que registra a certidão do mesmo  dentro de 90 (noventa) dias no cartório, conforme ditam os Artigos 1.515 e 1.516 do Código Civil. ) é legal.

Art. 1.515. O casamento religioso, que atender às exigências da lei para a validade do casamento civil, equipara-se a este, desde que registrado no registro próprio, produzindo efeitos a partir da data de sua celebração.

Art. 1.516. O registro do casamento religioso submete-se aos mesmos requisitos exigidos para o casamento civil.

§ 1o O registro civil do casamento religioso deverá ser promovido dentro de noventa dias de sua realização, mediante comunicação do celebrante ao ofício competente, ou por iniciativa de qualquer interessado, desde que haja sido homologada previamente a habilitação regulada neste Código. Após o referido prazo, o registro dependerá de nova habilitação.

§ 2o O casamento religioso, celebrado sem as formalidades exigidas neste Código, terá efeitos civis se, a requerimento do casal, for registrado, a qualquer tempo, no registro civil, mediante prévia habilitação perante a autoridade competente e observado o prazo do art. 1.532.

§ 3o Será nulo o registro civil do casamento religioso se, antes dele, qualquer dos consorciados houver contraído com outrem casamento civil.

O casamento é conceituado como um negócio jurídico solene e formal. Então, isto quer dizer que tal ato deve ser sempre acompanhado de formulas ou formalidades, até mesmo porque "não há casamento sem cerimônia formal, ainda que variável quanto ao ritual seguido". Tanto isto é verdade, que o legislador tratou da formalidade da celebração do casamento em nada menos que 10 artigos do Novo Código Civil, o que denota a grande importância que o legislador atribuiu à formalidade da celebração. Nesse ato as formalidades chegaram a tal requinte, que até mesmo as palavras a serem pronunciadas pela autoridade celebrante devem ser ditas precisamente e exatamente, como uma fórmula, de acordo com o art. 1535 do Novo Código Civil.

Se no plano do casamento civil este instituto já revelou uma grande carga de formalidade, porque é reconhecido como o instituto mais solene e formal previsto no Código Civil de 2002. Com mais razão no casamento religioso, que possui uma imensa carga de formalidade, por ser, ao mesmo tempo, também, um ato litúrgico e sacramental, já que na cerimônia religiosa realizada sob o manto de uma religião, o celebrante funciona como autoridade religiosa, que investindo pelos "poderes divinos", passa a abençoar a união dos nubentes através de atos litúrgicos (rito, palavras e gestos utilizados na realização de cada um dos ofícios), [38] valendo ressaltar, ainda, que o casamento religioso é visto pelas religiões cristãs como um dos sacramentos.

O casamento religioso e o Direito brasileiro.

Desde a Antiguidade, as seitas religiosas consideram o casamento um fato de sua competência, estabelecendo normas para regrar a sua celebração6. O cristianismo elevou o casamento à dignidade de sacramento (Código de Direito

Canônico, art. 1.012, § 1º), pelo qual um homem e uma mulher selam a sua união sob as bênçãos do céu, transformando-se numa só entidade física e espiritual (caro uma, uma só carne), e de maneira indissolúvel (quos Deus coniunxit, homo non separet).7 O Brasil Império só conhecia o casamento religioso e a história registra os esforços da igreja católica para disciplinar o instituto e subtraí-lo à ação do Estado. Somente com a proclamação da República e a conseqüente separação da Igreja e do Estado foi instituído o casamento civil, por força do Decreto no181, de 24 de janeiro de 1890 e, posteriormente, por dispositivo expresso na Constituição de 24 de fevereiro de 1891.

Segundo WASHINGTON DE BARROS MONTEIRO, a situação estabelecida foi então a seguinte: "do ponto de vista estritamente legal, o casamento religioso não passava de mero concubinato, que não gerava qualquer direito. Por seu turno, perante a Igreja, o casamento civil era também uma união livre, contrária à moral religiosa". O impasse foi resolvido pela própria sociedade que passou a realizar duas cerimônias autônomas de casamento: uma civil, para produção de efeitos jurídicos, outra religiosa, para satisfação pessoal dos nubentes, segundo os ritos da crença que professavam. Tal prática persiste nos dias atuais, notadamente quando é duvidosa a competência (legitimidade) da autoridade religiosa para a celebração do casamento com efeito civil. Hoje, para o ordenamento jurídico pátrio, o casamento continua sendo civil, por disposição expressa no art. 226, § 1º, da Constituição Federal de 1988; o § 2º do mesmo artigo dispõe que o casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei.

No campo infraconstitucional, a norma do citado art. 226, § 1º, é reproduzida noart. 1.512, caput, do Código Civil: "O casamento é civil e gratuita a sua celebração". Por outro lado, o art. 1.515 do Código de 2002 estabelece que o casamento religioso, que atender às exigências da lei para a validade do casamento civil, equipara-se a este, desde que registrado no registro próprio, produzindo efeitos a partir da data de sua celebração. A lei civil atual, suprindo lacuna da anterior, disciplina as hipóteses de casamento religioso: a) com prévia habilitação (art. 1.516, § 1º); b) com habilitação posterior à celebração religiosa (art. 1.516, § 2º). Exige-se, nas duas hipóteses, o processo de habilitação.

 

"A medida do amor é amar sem medida."
Santo Agostinho




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