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Flor de Vênus

AMOR DE TODAS AS VIDAS

08:00 AM, 15/2/2010 .. 0 comentários .. Link
 

 

Nós mulheres passamos a vida procurando aquele amor especial, mas com certa dúvida se existe algo assim...

 

Eu que tinha um imenso vazio no peito,

Que até desconfiava da existência de Deus,

Que pus em dúvida a pluralidade das existências...

Eu que me sentia tão sozinha... e perdida.

 

O preconceito me empurrou a conhecer aquela menina

Que estudou na mesma escola que eu,

Que tinha como amigos, meus próprios amigos

Que aprendia violão ao lado da minha melhor amiga

E tinha como uma das melhores amigas a minha primeira paixão

Estivemos lado-a-lado por pelo menos dois anos e nunca nos percebemos.

De repente iríamos dividir um quarto, sem nunca ter nos olhado por dois segundos.

 

E bastou posar os meus olhos, naquele par de águas verdes

Pra descobrir aquela que iria preencher a minha vida,

Que ia dar sentido a minha existência eterna.

 

Entre tropeços da vida nunca conseguimos separar nossas almas

Separadas físicamente, há uma força incrível que nos liga.

Nos comunicamos em sonhos e por pensamentos.

Sete anos depois ainda trememos na proximidade.

Seu cheiro nunca esquecerei

E não importa em que corpo sua alma se esconda,

seus olhos sempre serão meus guias.

 

Nunca mais me senti sozinha

Onde estivermos sempre teremos a força deste amor.

Agora entendo aquela procura cega.

Podemos nos apaixonar mil vezes,

Mas nunca desta forma.

 

Amor ad eternum...

Luz da minha vida...

Espero quantas vidas forem necessárias pelos nossos sonhos, nossa família.



ROMPER O PRECONCEITO x ROMPER COM A FAMÍLIA

10:35 PM, 14/2/2010 .. 0 comentários .. Link
 

Existem diversos tipos de preconceitos, racial, de idade, etc.

 Nós todas vivemos uma situação que descobrimos na adolescência ou até na infância, quando ainda não temos discernimento, maturidade e muito menos apoio da família, considerando que vivemos numa sociedade em que a família é a base. Quando somos negros, somos discriminados desde a infância e temos apoio da família (que tem negros), quando somos obesos (geralmente há obesos na família), sendo mulheres (temos o apoio da nossa mãe, irmã, avó, tia etc), sendo homossexual, geralmente se está sozinha, em silêncio, algumas vezes esta é uma característica implícita, ou que não se quer ver.

Crescemos ouvindo que Fulana é uma boa menina quando vem de uma boa família, as meninas são incentivadas e geralmente tem por instinto (a maioria) brincar de casinha, de comidinha, de filhinha etc, ou quando não já são discriminadas desde daí.

 Quando amamos nossa família de origem e mais ainda quando sonhamos em construir a nossa própria família e nos descobrimos homossexual.

Primeiro passamos pela negação da sexualidade e superando esta fase, que não é fácil e muitas vezes necessita de tempo, amadurecimento, apoio de amigos ou pessoas que passaram pelo mesmo que nós, e às vezes até psicoterapia.

Enchemos-nos de coragem ao descobrir o que nos faz feliz e nada nem ninguém pode impedir esta felicidade. Enfrentamos a família, somos adolescentes e nos achamos a dona da verdade, da nossa verdade. Compramos a briga porque acreditamos ser fortes, acreditamos que podemos viver sozinha, acreditamos que se eles não nos aceitam é por não nos amar verdadeiramente.

 A maturidade vai chegando com a experiência, a cada situação que vivemos, que nos frustramos, que erramos e até que acertamos.Descobrimos que não basta determinação e força, descobrimos que além de ser precisarmos ser amadas por aqueles seres que nos geraram, ou que cresceram conosco, precisamos amá-los também e demonstrar este amor, descobrimos que não podemos simplesmente jogar tudo o que vivemos na infância fora, não podemos descartar aqueles que orientaram o nosso desenvolvimento, não podemos apagar as experiências vividas ao lado deles.

 Voltamos atrás, não da decisão de ser feliz da forma que conhecemos, mas do rompimento com a família e tentamos conversar.Tentamos ser aceitos pelo amor que acreditamos que existe, mas o preconceito tem vários níveis e talvez podemos nos frustrar nesta reconciliação e isso dói demais.A partir daí temos muitos caminhos a seguir e basta cada uma de nós descobrir o seu, experimentando um à um. E vendo o que serve para si e sua família, não tem um molde que serve pra todas, infelizmente.

 Esta experiência pode ser bem sucedida, mas certamente não será na primeira tentativa.

Temos que tentar... fazer o quê, né?



Inaugurando...

09:33 PM, 14/2/2010 .. 0 comentários .. Link

Olá a todos os visitantes!

A cada postagem verão uma das faces de uma mulher, com suas peculiaridades, ou os aspectos de sua vida.Vou falar sobre os conflitos de mulher, lésbica, filha, mãe solteira, sobre a profissional, e como aliar todos aspectos, tentando ser um ser humano melhor e feliz, gerando felicidade aos meus.

E ainda falar sobre arte, gastronomia, artesanato, ideais, filhos, bebê e amor.



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