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Olha Aí >> Só Dá EU! Hehe!
04:02 PM, 21/9/2011
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Alcohol 52% Gratis
09:19 PM, 26/8/2011
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A Chave de Salomão
10:51 PM, 15/8/2011
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<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.skoob.com.br/img/livros_new/2/49357/GUIA_PARA_A_CHAVE_DE_SALOMAO_DE_DAN_BROW_1252859788P.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 305px;" src="http://www.skoob.com.br/img/livros_new/2/49357/GUIA_PARA_A_CHAVE_DE_SALOMAO_DE_DAN_BROW_1252859788P.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Sinopse: Identifica e esclarece temas do próximo livro do autor de ´O codigo Da Vinci:´ a história oculta de Washington, capital dos EUA; os ideais da maçonaria e seus reflexos na política norte-americana; as fraternidades secretas nas universidades, que ainda geram candidatos a presidência. Decodifica a simbologia republicana reproduzida nas armas e na moeda americanas. Indica por que os enigmas de Guia para a Chave de Salomão de Dan Brown recorrerão a simbolismos egípcios, rosa-cruzes e maçônicos, relacionando-os a arquitetura de Washington.<br /><br />Informações:<br />Gênero:Misterio<br />Ano de Lançamento:2006<br />Nº de páginas:206<br />Tamanho:1,51 Mb<br />Formato:Rar<br />Idioma:Português<br /><br /><a href=http://bitroad.net/download/0bb929ac2497bac38a0c2812525f33c9d/A_Chave_de_Salomao.rar.html">Download aki</a> Atendimento Médico no SUS de Araucária
09:49 AM, 11/8/2011
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No último domingo, tive de ser levado ao serviço de emergência do SUS no município de Araucária, onde moro. Talvez por causa do horário 4:00 da manhã, não havia nenhum movimento na ala de emergência, e o médico plantonista estava em sua sala, cumprindo o plantão. Assim que cheguei fui encaminhado a uma sala de triagem, onde tiraram a minha pressão que resultou 15 por qualquer coisa que não entendi. em seguida fui levado até o médico de plantão, que me mandou sentar-me em uma cama no cosultório, e de sua mesa me interrogou. __ O que é que houve? Então contei-lhe que estava com dores terríveis nos ombros e braços, e não me lembrava de nada de estranho que pudesse ocasionar as dores. Sem se levantar de sua mesa, que estava a mais ou menos dois metros da cama, ele começou a escrever um receituário num bloco e me deu orientações de tomar os comprimidos e se as dores não passassem, eu deveria retornar ao centro médico. Fui encaminhado então para uma outra saleta onde uma enfermeira me aplicou uma injeção que deveria amenizar as dores que eu sentia. Sou deficiente físico e uso muletas para me locomover, apesar disso tudo, nunca me senti tão insignificante na vida quanto naquela madrugada. Em que eu retornei a minha casa, sem ser examinado de fato, ainda sentindo dores nos membros. Hoje, já é quinta feira e a cada dia que passa as dores se tornam pior, acredito que terei mesmo de retornar ao SUS, para um novo atendimento. Agora me pergunto: Porque, existe esse tipo de profissional, principalmente nessas áreas. Não é compatível com a função. Um médico trabalha em função da vida, da saúde, diagnosticando e erradicando a doença definitivamente. Mas infelizmente, assim como em todas as demais áreas profissionais, existem os (oportunistas, gananciosos, irrelevantes e corruptos) que prestam atendimentos deploráveis, e seguem um receituário de praxe, para a maioria dos sintomas de doenças. Sequer se dão o trabalho de ouvir o coração e os pulmões do doente, apalpar, tocar e sentir o paciente então. é quase impossível. Acho que além de melhorar a caligrafia, alguns profissionais na área de medicina deveriam aprender a dialogar mais, deveriam ser mais intimos no tocante aos pacientes. Afinal não existem as luvas? Elas evitam a pobreza e os possíveis focos de infecção que possam atingir-lhe as mãos. Mas mesmo assim permitem sentir-nos, impessoalmente, atenção, cuidado. Isso faz parte do atendimento, a medicina foi criada para curar. Eu tenho que retornar ao centro médico, mas com tudo o que me aconteceu, fico receoso. Pra hoje eu tenho remédios, mas as dores persistem no lado esquerdo, mas agora sinto que interno o problema, se não melhorar até amanhã, eu irei novamente ao médico. Até lá me desejem sorte. Fui! O Poder do Agora
03:53 PM, 15/7/2011
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A origem deste livro
Não vejo muita utilidade no passado e raramente penso a respeito dele, mas, para que você compreenda a transformação que pode ocorrer na sua vida ao acessar o poder do Agora, vou contar como me tornei um mestre espiritual. Até os meus 30 anos, eu era extremamente ansioso, sofria de depressão e tinha fortes tendências suicidas. Hoje, parece que estou falando da vida de outra pessoa. Tudo começou a mudar pouco depois do meu aniversário de 29 anos, quando acordei certa madrugada com uma sensação de pavor absoluto. Não era a primeira vez que eu tinha uma crise de pânico, mas aquela, com certeza, foi a mais forte de todas. Tudo parecia estranho, hostil, absolutamente sem sentido. Senti uma profunda aversão pelo mundo e, principalmente, por mim mesmo. Qual o sentido de continuar a viver com o peso dessa angústia? Para que prosseguir com essa luta? Um profundo anseio de destruição, de deixar de existir, tinha tomado conta de mim, tornando-se até mais forte do que o desejo instintivo de viver. “Não posso mais viver comigo”, pensei. Então, de repente, tomei consciência de como aquele pensamento era peculiar. “Eu sou um ou sou dois? Se eu não consigo mais viver comigo, deve haver dois de mim: o ‘eu’ e o ‘eu interior’, com quem o ‘eu’ não consegue mais conviver”. “Talvez”, pensei, “só um dos dois seja real”. Fiquei tão atordoado com essa estranha dedução que a minha mente parou. Eu estava plenamente consciente, mas não tinha mais pensamentos. Fui arrastado para dentro do que parecia um vórtice de energia. No início o movimento foi lento, mas depois acelerou. Fui tomado de um pavor intenso e meu corpo começou a tremer. Ouvia as palavras “não resista”, como se viessem de dentro do meu peito. Eu estava sendo sugado para dentro de um vácuo que parecia estar dentro de mim e não do lado de fora.De repente, perdi o medo e me deixei levar. Não me lembro de nada do que aconteceu depois. No dia seguinte, fui acordado por .um pássaro cantando no jardim. Nunca tinha ouvido um som tão maravilhoso antes. Meu quarto estava iluminado pelos primeiros raios de sol da manhã. Sem pensar em nada,eu senti – soube – que existem muito mais coisas para vir à luz do que nós percebemos. Aquela luminosidade suave que atravessava as cortinas da janela do meu quarto era o próprio amor. Meus olhos se encheram de lágrimas e eu percebi que nunca tinha reparado na beleza das pequenas coisas, no milagre da vida. Era como se eu tivesse acabado de nascer de novo. Durante os cinco meses seguintes, vivi em.um estado permanente de paz e alegria. Depois, essa sensação diminuiu de intensidade ou talvez eu tenha simplesmente me acostumado com ela, pois se, tornou o meu estado natural. Embora eu continuasse vivendo normalmente, tinha percebido que nada que eu viesse a fazer poderia mudar realmente a minha vida. Eu já tinha tudo de que necessitava. Eu sabia que algo profundamente significativo tinha acontecido, mas não entendia exatamente o quê. Só compreendi mais tarde, depois de ler muito sobre espiritualidade e de conviver com mestres iluminados. Percebi que eu já tinha vivenciando a transformação que as pessoas tanto desejavam. A pressão intensa do sofrimento daquela noite forçou minha consciência a pôr um fim à sua identificação com a infelicidade e com o falso “eu interior” amedrontado que minha mente havia criado para me controlar. Foi uma transformação tão completa que esse “eu interior” sofredor murchou imediatamente, como quando se tira o pino de um brinquedo inflável. O que restou foi a minha verdadeira natureza, a minha presença, a consciência em seu estado puro, anterior à sua identificação com a forma. Mais tarde aprendi a entrar numa dimensão interior eterna e imortal, que havia percebido inicialmente como um vazio, e a permanecer plenamente consciente assim, alcançando um de profunda paz e bem-aventurança. Eu me entreguei completamente a essa experiência e, durante um bom tempo, abri mão de tudo no plano físico: não tinha mais emprego, casa, relacionamentos; nem uma identidade social definida. Passei quase dois anos sentado em bancos de parque num estado de profunda alegria. Mas até mesmo as experiências mais bonitas vêm e vão. Retomei minha vida no plano físico, mas o sentimento de paz nunca mais me abandonou. Às vezes, ele é muito intenso, quase palpável, e outras pessoas também podem senti-lo. Outras vezes, ele fica na retaguarda, como uma melodia distante. Tempos depois, as pessoas iriam se aproximar de mim e dizer: “Quero o que você tem. Você pode me dar ou me mostrar como conseguir?” Eu respondia: “Você já tem. Mas não consegue sentir porque a sua mente está fazendo muito barulho”. Foi essa resposta que acabou originando o livro que você tem nas mãos. Quando eu vi, já possuía de novo uma identidade externa: tinha me tornado um mestre espiritual.
Verdade está dentro de você
Este livro representa a essência do meu trabalho, com pequenos grupos na Europa e nos Estados Unidos, durante os últimos dez anos. Com profundo amor e admiração, gostaria de agradecer a essas pessoas excepcionais pela coragem e força de vontade que tiveram para abraçar uma mudança interior... Este livro não existiria sem elas. Embora ainda sejam minoria, esses pioneiros espirituais estão chegando a um ponto onde serão capazes de romper os padrões de consciência coletiva herdados dos nossos antepassados, responsáveis pela escravidão da humanidade por séculos. Acredito que este livro chegará às mãos das pessoas que estão prontas para uma transformação interior radical e que atuará como um catalisador dessa mudança. Espero também que ele alcance muitas outras pessoas que achem o conteúdo digno de atenção, embora ainda não estejam preparadas para viver plenamente essa transformação. Talvez, mais tarde, a semente plantada com esta leitura se junte à semente da iluminação que cada ser humano traz dentro de si e acabe germinando e florescendo dentro delas. Este livro tem o formato de perguntas e respostas porque se originou de questões formuladas pelas pessoas que participaram de meus seminários, grupos de meditação e de sessões particulares de aconselhamento. Como aprendi muito nos encontros, achei que outras pessoas poderiam se beneficiar dessa troca de idéias. Por isso, resolvi transcrever algumas perguntas e respostas quase que textualmente. Também combinei certas questões mais freqüentes em uma só e extraí a essência de respostas diferentes para formar uma resposta genérica. Algumas vezes, enquanto escrevia, eu me deparei com uma ou outra questão inteiramente nova, muito mais profunda ou esclarecedora do que as discutidas anteriormente. Outras questões foram formuladas para esclarecer determinados conceitos. Primeiro, vamos tratar da natureza da inconsciência humana, do sofrimento e da ilusão criada pela nossa mente. Vou lhe ensinar a reconhecer o que é falso em você e mostrar como a identificação com esse falso “eu interior” só pode trazer medo e infelicidade. O próximo passo é se libertar da escravidão da sua mente, entrar no estado iluminado de consciência e manter esse estado na sua vida cotidiana. Essa profunda transformação da consciência humana não é uma possibilidade distante no futuro, ela está disponível agora – não importa quem você seja ou onde quer que esteja. Cada palavra deste livro foi planejada para conduzir você a uma nova consciência à medida que avançar na leitura. Meu objetivo é levar você comigo a um estado de intensa consciência da presença do Agora, de modo a lhe proporcionar um vislumbre da iluminação. Talvez, até que você seja capaz de vivenciar o que estou falando, algumas passagens pareçam repetitivas. Mas, assim que conseguir, perceberá a grande carga de poder espiritual contida neste livro. O símbolo de pausa O significado de certas palavras, como “Ser” ou “presença”, pode não ser claro à primeira vista, mas continue lendo porque essas questões serão respondidas mais adiante, ou, então, vão se tomar irrelevantes à medida que você se aprofundar nos ensinamentos – e dentro de você mesmo. A mente quer sempre rotular e comparar, mas este livro trará mais benefícios se você não se apegar às palavras. Se for comparar a terminologia que eu uso com a de outros textos espirituais, você pode se confundir porque emprego palavras como “mente”, “felicidade” e “consciência” em acepções diferentes das usuais. Não leia apenas com a mente. Tome cuidado com o senso de identificação dentro de você. Não há nenhuma verdade espiritual que eu possa lhe contar que já não esteja no seu interior. Só o que posso fazer é chamar sua atenção para algumas coisas que talvez estejam esquecidas. A sabedoria da vida – antiga, mas ainda assim sempre nova – é então ativada dentro de cada célula do seu corpo. Este livro pode ser visto como uma reafirmação, em nossos tempos, de um ensinamento espiritual atemporal, a essência de todas as religiões. Essa essência não vem de fontes exteriores, mas sim da verdadeira Fonte interior. Por isso, não contém teoria nem especulação. Como estou me baseando nessa experiência interior, vez por outra sou muito incisivo porque quero atravessar as densas camadas de resistência mental e alcançar aquele lugar no seu interior que você já conhece, como eu conheço, e onde se pode reconhecer a verdade ao escutá-la.. Surge, então, um sentimento de exaltação e de intensa vivacidade, quando algo dentro de você diz: “É, eu sei que isso é verdade”.
Para baixar este livro clik aqui Terra Oca Especial
04:07 PM, 14/7/2011
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Os vedas e a Terra Oca
03:56 PM, 14/7/2011
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Os Vedas e A Terra Oca
Um tema controverso que começou a ser discutido mais profundamente no século XIX, a teoria da Terra Oca mantém relações com a milenar cultura védica.
A cultura Védica mantém-se dentro da Terra Oca. No Shree Ramayana, temos duas cenas que sugerem a existência de áreas internas na Terra. Depois que Shrimati Sitadevi foi raptado por Ravanna, Shree Lakshman jurou a Rama que perseguiria o vilão, mesmo que tivesse de caçá-lo nos 'vazios escuros da Terra'. No capítulo 8 do Kishkindya, Rama demonstra sua habilidade a Sugriva, disparando uma flecha que 'perfurou e atravessou sete palmos, uma pedra e a região mais interna do planeta, para um minuto depois estar de volta à aljava'.
O primeiro comentário de Lakshman não chega a ser tão revelador, pois sabe-se que imensas cavernas e vazios existem dentro da Terra. Abaixo do meio-oeste dos EUA, por exemplo, há um grande aqüífero que percorre o subterrâneo de vários estados . O segundo comentário, porém, parece sugerir que dentro da Terra, em vez de rocha maciça, há algum tipo de espaço interno. Os Puranas nos dizem que, ao fim do Kali Yuga, o avatar Kalki nascerá em meio às melhores famílias de Shamballa, e que ele aniquilará os maus de toda a superfície da Terra. A versão geral dos Puranas prossegue afirmando que homens despontarão na superfície, vindos de baixo, para recolonizar e para reiniciar a cultura védica.
Primeiramente, esses homens teriam mesmo de recomeçar o ciclo do zero, pois ao fim do Kali Yuga não poderia haver uma cidade propriamente dita e nem famílias brâmanes. Seria simplesmente incoerente com a etapa final do Kali Yuga. O Bhagavatam diz que, ao fim do Kali Yuga, um homem de 15 anos será considerado muito velho e os seres humanos praticamente não terão memória ou inteligência, terão estatura de anão e vagarão em bandos, como animais. Em tal cenário, qual a viabilidade de uma cidade chamada Shamballa, ou de comunidades brâmanes?
Cidades na Terra Oca Na memória coletiva tibetana, por outro lado, destacam-se os nomes das cidades de Shamballa e de Shangrilá. De acordo com o saber tibetano, são cidades importantes na parte oca da Terra. Supõe-se que haja entradas no Tibete que conduzam para baixo até elas, e que os budistas tibetanos façam peregrinações anuais. Acrescente-se a isso o testemunho de Olaf Jansen. Ele era um adolescente norueguês que saiu com seu pai em uma expedição de pesca, na década de 1820. Partiram no veleiro da família para Spitzenburg, uma ilha ao norte da Groenlândia. Depois de se reabastecerem de provisões no litoral norte da ilha, rumaram para áreas boas para pesca. Porém, o pai estava possuído pelo desejo de ir ainda mais ao norte, para as cálidas terras das lendas escandinavas, e garantiu ao rapaz que eles seriam protegidos por Thor (Júpiter, como em Thursday, o dia de Thor ou Júpiter, assim como Friday é o dia de Frygga ou Vênus) e outros deuses escandinavos. Mesmo havendo algo de irresponsável em assumir um risco desses levando um garoto, lá se foram eles rumo ao norte.
Eles não tardaram a encontrar blocos de gelo e tiveram de manobrar cuidadosamente para ultrapassá-los. Segundo Olaf, bastaria que o barco fosse ligeiramente maior para que não pudesse passar entre os icebergs. Depois de um mês de delicadas manobras, o gelo desapareceu e eles viram-se maravilhados em meio ao mar aberto, a poucos graus (de latitude) do pólo norte. Isso não corresponde à nossa idéia típica de áreas polares, que imaginamos como cobertas por uma sólida banquisa. Mas, na verdade, praticamente todos os exploradores polares do passado relataram sobre águas abertas próximas dos pólos e sobre um fenômeno chamado 'aquecimento polar'. Tal efeito ocorre quando ar mais quente, do interior do planeta, é expelido por aberturas próximas aos pólos. Em todo caso, pai e filho continuaram a jornada por mar aberto durante várias semanas.
Descobrindo a Entrada Enquanto prosseguiam para o norte, eles naturalmente ficavam de olho no sol, que em sua trajetória equatorial estava atrás deles e baixo no horizonte. A essa altura eles fizeram um avistamento incomum, que também tinha sido feito por dois dos mais notáveis exploradores que já desbravaram o Ártico: tenente Adolphus Washington Greely (1844 - 1935) e Fridtjof Nansen (1861 - 1930). As expedições foram de tal modo valorizadas que Greely acabou sendo promovido a general de exército nos EUA e Nansen foi sagrado cavaleiro pela coroa norueguesa.
O que Olaf e o pai avistaram de fato foi um outro sol, alternativo, brilhando à frente deles. O disco solar era menor e sua cor marcadamente avermelhada em relação ao nosso sol, mas estava lá. Eles velejaram na direção do sol alternativo; à medida que a proa do barco começou a abaixar, seguindo a curva da abertura polar, o sol alternativo ergueu-se no céu e permaneceu visível durante a passagem pela abertura. Correspondentemente, o sol maior, visível da superfície, saiu de vista baixando permanentemente no horizonte. Os exploradores árticos Greely e Nansen não chegaram a ter essa experiência, pois não prosseguiram ao interior da entrada. Aparentemente, as embarcações deles inclinaram-se, ao tangenciarem a borda da entrada, que lembra uma tigela, e prosseguiram, aprumando-se novamente. Conseqüentemente, há aqueles que avaliam o sol desses exploradores como um reflexo ou miragem. Porém, à medida que Olaf e o pai seguiam por uma rota para dentro do planeta, o sol alternativo tornou-se claramente visível e assim ficou. Ao avançarem mais, depararam-se com o litoral de um continente e seguiram a linha da costa. Eles notaram árvores imensas e mamutes duas vezes maiores que elefantes. A certa altura, cruzaram o caminho com o que Olaf descreveu como um navio gigante, maior do que qualquer um que ele pudesse imaginar. O navio pareceu um barco de cruzeiro ou de turismo, pois os conveses estavam repletos de gente cantando alegremente. Os dois viajantes foram encontrados por ocupantes do navio e levados a bordo. E viram-se na companhia de humanos de estatura gigantesca, com o mais baixo tendo uns três metros e meio.
Cultura Védica Olaf e o pai foram recebidos com hospitalidade na Terra Oca. Excursionaram pelos reinos de Shamballa Menor e Shamballa Maior. O veleiro deles foi levado de cidade em cidade e exibido como objeto de curiosidade e de admiração: um barco anão de homens pequeninos, que veio da superfície para parar lá.
Mas, o que Olaf relatou de interessante que se relaciona com o que a cultura védica diz acerca da Terra Oca? Bem, já sabemos que Olaf descreveu seres humanos com pelo menos três metros e meio de altura. Relatou, entre outras coisas, que desfrutavam de uma expectativa de vida de cerca de 800 anos, tinham memória fotográfica e grande inteligência, que falavam sânscrito ou um derivado próximo, usavam marcas cerimoniais na testa (tilaks), eram de um tipo norte-europeu de raça, oravam ao sol interno e veneravam um panteão de deuses muito similar ao do hinduísmo. (Lembre-se de que Olaf era bem jovem na época e, além das dificuldades de comunicação com eles, não poderia absorver tudo.) Ele relatou que todas as flores tinham fragrâncias tremendas e que as frutas eram mais saborosas que as da superfície. Para qualquer um familiarizado com as descrições nos Purana acerca da humanidade de antes do advento do Kali Yuga, está tudo aí.
O Bhagavat nos diz que o Kali Yuga foi introduzido como conseqüência de Kala, o tempo. A palavra Kala também tem sido usada como sinônimo de influência planetária na literatura astrológica védica. Aparentemente, os alinhamentos dos planetas mudaram para causar este Yuga. Por exemplo, há shastras Jyoti muito antigos, que aludem a escritos védicos que descrevem alinhamentos que não são mais observados nesta altura do Kali Yuga.
Supondo-se que influências planetárias sejam responsáveis por trazer o Kali Yuga para aqueles na superfície que são abertamente expostos a essas influências, segue-se, tão naturalmente como a noite segue o dia, que aqueles que vivem na parte oca da Terra estão protegidos dessas influências. Assim, seus padrões de corpo, mente e inteligência não se deterioraram, ou pelo menos não tanto quanto os nossos na superfície. Afinal, estamos com 5.000 anos de Kali Yuga, não 50.000 ou 100.000, e aparentemente a crosta e as várias camadas da Terra serviram de abrigo.
Pode ser essa a situação? Pode uma antiga irmandade védica, com nossos irmãos no interior da Terra, ter desaparecido de nossa memória coletiva? Sabendo que não havia nada que pudesse ser feito, teria o outro lado da equação vedas-Terra se distanciado de nós para assistir passivamente ao desenrolar dos inevitáveis efeitos do Kali Yuga? Platão fez um comentário que implica que os egípcios fecharam as portas e retiraram-se para as esferas mais internas da Terra. Os egípcios originais na verdade eram Aditianos, seguidores ou descendentes de Aditi. Era isso que Platão queria dizer? Dean Dominic De Lucia
Inserido de <file://C:\REPORTAGEM HTML\hoje\Os Vedas e A Terra Oca.htm>
A verdadeira natureza do espaço e do tempo
10:47 PM, 5/8/2010
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Pense agora no seguinte: se não existisse nada, só o silêncio, ele não teria nenhum significado, porque você nem ia saber o que era aquilo. Só quando o som apareceu é que o silêncio passou a ter um sentido. Da mesma forma, se só existisse o espaço, sem nenhum objeto, ele também nada significaria para você. Imagine-se como um ponto de consciência flutuando na imensidão do espaço, sem nenhuma estrela, nenhuma galáxia, somente o vazio. O espaço não teria imensidão, ele nem estaria ali. Não haveria velocidade, nem movimento de um ponto para outro. São necessários ao menos dois pontos de referência para que a distância e a velocidade possam ter um significado. O espaço só passa a ter um significado no momento em que a Unidade se transforma em dois, e em que, como “dois”, se transforma em “dez mil coisas”, que é como Lao-Tsé chama o mundo manifesto. É assim que o espaço se amplia cada vez mais. Portanto, o mundo e o espaço surgem no mesmo momento. Nada poderia ser sem que houvesse o espaço, ainda que o espaço não seja nada. Mesmo antes que o mundo existisse, antes do “Big Bang” se você preferir, não existia nenhum espaço vazio esperando para ser preenchido. Não existia nenhum espaço, assim como não existia coisa alguma. Só existia o Não Manifesto, a Unidade. Quando a Unidade se transformou em “dez mil coisas”, o espaço, de repente, mostrou que estava ali, permitindo que as mil coisas existissem. De onde ele terá surgido? Será que Deus o criou para acomodar o mundo? Claro que não. O espaço é coisa nenhuma. Portanto, ele nunca foi criado. Saia de casa em uma noite clara e olhe para o céu. Os milhares de estrelas que podemos ver a olho nu não passam de uma fração infinitesimal do que existe lá por cima. Os telescópios mais potentes já conseguem identificar um bilhão de galáxias, cada uma formando um “mundo isolado”, contendo, cada um, bilhões e bilhões de estrelas. Ainda assim, o que inspira mais respeito é o próprio espaço sem fim, a profundidade e a quietude que possibilitam que toda essa grandeza exista. Nada poderia inspirar mais respeito e grandiosidade do que a inconcebível imensidão e quietude do espaço, e, ainda assim, o que ele é? Um vazio, um imenso vazio. Aquilo que se apresenta para nós como espaço, no nosso mundo percebido através da mente e dos sentidos, é a forma exteriorizada do próprio Não Manifesto. É o “corpo” de Deus. E o grande milagre é que essa quietude e imensidão, que permitem o universo ser, não estão apenas lá no espaço, estão também dentro de nós. Quando estamos inteira e totalmente presentes, nós o encontramos como o espaço interior e sereno da mente vazia. Dentro de nós, ele é imenso em profundidade, não em extensão. A extensão espacial é, em última análise, uma percepção distorcida da profundidade infinita, uma característica da realidade transcendental única.
De acordo com Einstein, o espaço e o tempo não são coisas separadas. Não entendo muito bem, mas acho que ele está dizendo que o tempo é a quarta dimensão do espaço. Ele chama isso de “o continuum do tempo e espaço”.
Sim. O espaço e o tempo que percebemos são, em essência, uma ilusão, mas contêm um cerne de verdade. Correspondem às duas características essenciais de Deus, que são a infinitude e a eternidade, vistas como se tivessem uma existência externa, fora de nós. Dentro de nós, o espaço e o tempo possuem um equivalente que nos revela não só a verdadeira natureza de cada um deles, como também a de cada um de nós. Enquanto o espaço corresponde à quietude, a infinitamente profunda região da mente vazia, o tempo tem o seu equivalente interno na presença, na percepção do eterno Agora. Lembre-se de que não há diferença entre os dois. Quando o espaço e o tempo são percebidos, em nosso interior, como o Não Manifesto – mente vazia e presença –, o espaço exterior e o tempo continuam a existir para nós, mas perdem a importância. O mundo também continua a existir para nós, mas não nos impõe mais restrições.
Portanto, o objetivo final do mundo não está dentro do mundo, mas na transcendência do mundo. Assim como nós não teríamos consciência do espaço se não houvesse objetos no espaço, o mundo é necessário para que o Não Manifesto seja percebido. Talvez você tenha ouvido o ensinamento budista “se não houvesse ilusão, não haveria a iluminação”. É através do mundo e, em última instância, através de você que o Não Manifesto é reconhecido. Estamos aqui para tornar possível que o propósito divino do universo se revele. Veja só como você é importante! Eckhart Tolle Incríveis Pinturas Corporais.
09:52 PM, 5/8/2010
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Impressionantes, mas por aí tem muito mais... Querem ver algo interessante...
09:12 PM, 5/8/2010
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MIKE JAGGER ANTES MIKE JAGGER HOJE...
DAVID BOWE DAVID... São tantos que eu nem vou comentar, apenas postar as imagens, afinal, fã que é fã, reconhece o seu ídolo seja com que idade ele estiver... será???
Uma das melhores coisas do mundo...
07:36 PM, 5/8/2010
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Beleza, beleza galera, esse foi apenas um teste de entrada da minha logomarca, falcon notícias, toda vez que surgir no blog esse tag, acreditem é notícia imperdível. PUCULANDO...
08:39 PM, 29/7/2010
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Desesperado, o chefe olha para o relógio, e já não acreditando que um funcionário chegaria a tempo de fornecer uma informação importantíssima para uma reunião que estava começando, liga para o dito cujo: "- Alô!" - atende uma voz de criança, quase sussurrando. "- Alô. Seu papai está?" "- Tá..." - ainda sussurrando. " - Posso falar com ele?" "- Não." - disse a criança bem baixinho. Meio sem graça, o chefe tenta falar com algum outro adulto: " - E a sua mamãe? Está aí?" "- Tá." "- Ela pode falar comigo?" "- Não. Ela tá ocupada." "- Tem mais alguém aí?" " - Tem..." - sussurra. " - Quem?" "- O "puliça"." Um pouco surpreso, o chefe continua: "- O que ele está fazendo aí? "- Ele tá conversando com o papai, com a mamãe e com o "bombelo".. Ouvindo um grande barulho do outro lado da linha, o chefe pergunta assustado: "- Que barulho é esse?" "- É o "licópito"." "- Um helicóptero!?" "- É. Ele "tlôce" uma equipe de busca." " - Minha nossa! O que está acontecendo aí ?" - o chefe pergunta, já desesperado. E a voz sussurra com um risinho safado: "- Eles tão me "puculando" . Qual a Diferença???
07:56 PM, 29/7/2010
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A diferença entre os países pobres e os ricos não é a idade do país. O CINEMA NOVO
09:32 AM, 29/7/2010
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O Neo Realismo Italiano O período significativo do neo realismo italiano foi quando Roberto Rossellini começou a fazer o seu filme Roma, Cidade Aberta em 1945 , filmado no próprio local do fato ocorrido. A Itália tinha acabado de ser libertada e apresentava os seus aspectos pós-guerra. Antes da guerra, o cinema italiano caminhava bem, mas sua produção cinematográfica caiu quando Mussolini sobe ao poder em 1923. O poder fascista desinteressa-se pelo cinema, acentuando a censura que já havia antes da guerra. Só a partir dos anos 30 que Mussolini, aborrecido com a supremacia do cinema americano e a sua influência na Itália. O Conde Ciano, amante do cinema reenvindica toda essa problemática sendo ministro da cultura em 1938. Neste período o cinema italiano é beneficiado pelo estado e a sua produção cresce sensivelmente ao ponto da Itália se tornar, em 1942, o primeiro produtor europeu. Nesse ano que são construídos os estúdios ultramodernos da Cinecittá, os festivais de Veneza e o centro experimental que se torna um lugar de contestação intelectual, abrindo as portas para o neo realismo italiano. Um cinema de crítica social, que descreve o real. As principais características do cinema italiano neo-realista são: a denúncia social, imagens cinzentas, filmes tipo documentário, falta de técnica, o importante é o conteúdo, cenários naturais, atores não-profissionais, montagem simplificada sem efeito, filmagem da realidade. Os mais importantes filmes neo realistas e seus diretores: · Dois Dias Fora da Vida; (1942), Blasetti · Obsessão (Luchino Visconti) · Ladrões de Bicicleta (Vittorio de Sica) · Roma Cidade Aberta (Roberto Rosselini) · I Bambini ci Guordano (De Sica) · Gente del Pó (Antoneoni) · A Terra Treme (Visconti) · Arroz Amargo (De Santos) · Moinho do Rio Pó · Viagem em Itália · A Estrada (Fellini) Novelle Vague Francesa No final dos anos cinqüenta o cinema francês se mantém num total academicismo fechado para a realidade política e social de seu tempo. Só se salvam algumas exceções, como Robert Bresson, Jacques Becker, Jean Reonoir, Jacques Tati, Jean Cocteau, Max Ophuesi. O fenômeno Novelle Vague surge por volta de 1958, tornando-se um movimento efêmero, com duração de 5 anos. Se extingue rapidamente da mesma maneira que surgiu. É fundada por jovens burgueses apaixonados por cinema e freqüentavam os cíneclubes e cinematecas francesas. Entre eles estão François Truffault, Claude Chavol, Jean-Luc Godard, Eric Rohmer, etc. Havia dois grupos distintos na Novelle Vague. Aqueles classificados como da ala esquerda, que seguem os seus caminhos com a curta metragem e acreditavam que a criação cinematográfica era devida ao aparelho da produção e a maneira de servir dele; e o outro grupo era o dos jovens redatores que atacavam o cinema dominante da época e tentavam encontrar uma nova maneira de fazer filmes. O que vai caracterizar o cinema da Novelle Vague são os filmes baratos, atores desconhecidos, rodagem no exterior, abandono de estúdios, os longa metragens partem dos curtas, utilização de temas existencialistas, montagens alternativas. Os filmes mais significativos da Novelle Vague: · Les Mauvaises Pencontres (Alexandre Astruc) · As Boas Mulheres (Claude Chalrol) · Lola (Jacques Demy) · Pedro, o Louco (Jean-Luc Godard) · Hiroshima, meu Amor (Alain Resnais) · Jules e Jim (François Truffaut) · Duas Horas na Vida de uma Mulher (Agnes Varda) Os realizadores da Nova Vaga tinham bons instrumentos para recolher a realidade: câmeras de fácil manejo, teleobjetivas, cuja sensibilidade Ihes permitisse rodar nas piores condições de luz, magnetofones portáteis. O Processo Cinemanovista O Cinema Novo foi um movimento cultural que surgiu na segunda metade da década de 50 no Brasil. Surgiu questionando a companhia cinematográfica Vera Cruz e todo 0 cinema já feito no Brasil, passando a discutir a natureza do cinema brasileiro e os problemas do método. O Cinema Novo nasce ligado ao desenvolvimento industrial no Brasil, num momento de aceleração do desenvolvimento econômico. Mas, ao mesmo tempo, o filme Rio, 40 Graus, de Nelson Pereira dos Santos, que originou o Cinema Novo, era contra o desenvolvimento. Alguns cineastas, como Alex Viany fizeram críticas denunciando 0 imperialismo cinematográfico. Desde o início da década, os primeiros congressos nacionais do cinema brasileiro (em 51, 52 e 53 em São Paulo e Rio de Janeiro) afirmavam a questão da presença do cinema estrangeiro no mercado brasileiro que ocupava muito tempo de projeção. Esses cineastas colocavam com extrema importância um cinema no Brasil como manifestação autêntica de cultura nacional. Alex Viany propunha um cinema que tivesse como objeto a realidade brasileira e tivesse como método analisar essa realidade do ponto de vista econômico, social e político. Um movimento cultural organizado por Walter da Silveira nos cineclubes da Bahia acontecia paralelamente a essa época e tinham relações e posições com a cinemateca de São Paulo, que surgiu durante a ditadura de Getúlio em 1946, que mais tarde virou departamento de cinema do Masp. As informações sobre a cultura cinematográfica mundial e o conhecimento da teoria do cinema estava totalmente vinculada aos cineclubes, com a retrospectiva do expressionismo alemão, o cinema revolucionário russo, etc., eram acompanhados de vários artigos publicados nos jornais e revistas. Movimentos pós guerra cinematográficos, como o neo realismo italiano ocupam o seu lugar, deixando de lado a hegemonia do cinema norteamericano no mercado brasileiro. No início da década de 40, no Rio de Janeiro, Vinícius de Morais faz críticas de cinema no Jornal A Manhã, abrindo a sua coluna em 1942 para uma discussão sobre a necessidade ou não de desenvolver o cinema nacional. Outras publicações também cariocas defendem a existência de uma cinematografia brasileira. O Cinema Novo foi também fruto do desenvolvimento da ideologia nacionalista no Brasil e dos primeiros conceitos de subdesenvolvimento. Isso gerou uma contradição, porque o nacionalismo na década de 50 já não era uma realidade brasileira, pois o mercado brasileiro já se encontrava aberto ao mercado estrangeiro. Em 1960, o cinema já tinha associado a idéia de uma cultura nacional. Havia a necessidade de realizá-lo no ponto de vista das massas populares. A acumulação financeira que ocorria nesse período de desenvolvimento industrial permitiu que se conseguisse o financiamento de uma burguesia que então se emergia. O Cinema Novo pode ser definido a priori como um movimento de juventude que misturou nacionalismo com internacionalismo, pois o Cinema Novo teve a intenção de mundializar esse processo, sendo significativo o prêmio dado a Barlavento de Glauber Rocha ao festival de Santa Marguerita Lingure. Esse filme lança internacionalmente o Cinema Novo. O CPC (Centro de Cultura Popular) do Rio de Janeiro, que congregava os pensamentos mais inquietos da época e que tinham algo em comum ao Cinema Novo, trabalhavam juntos mesmo com algumas controvérsias. Ruy Guerra lança em 1962 Os Cafajestes, que provocou um escândalo moral por ser o primeiro filme brasileiro a mostrar o nu frontal. Foram realizados nesse período Gonga Zumba (Carlos Diegues), Os Fuzis (Ruy Guerra), Porto dos Caixas (Paulo César Saraceni, Maioria Absoluta (Leon Hisman), Garrincha Alegria do Povo (Joaquim Pedro de Andrade) e Assalto ao Trem Pagador (Roberto Faria), que faria a linha de filmes de gangster como O Bandido da Luz Vermelha (1968) e Lucio Flávio, que estariam incluídos no movimento. O filme força o público a ficar do lado dos pobres ladrões contra uma sociedade que os privou da oportunidade de construir para si vida decente e de acordo com o seu esforço. O fato principal do filme é que o dinheiro roubado não tem nenhum valor para o pobre, pois um negro de Mercedes seria tido como evidência de que o carro seria roubado. Em 1964, quando cai o Janguismo e se inicia o Golpe Militar, o Brasil ampliava os seus laços de associação com o capitalismo internacional. O Cinema Novo pode sobreviver graças à repercussão internacional das fitas (Vidas Secas e Deus e o Diabo na Terra do Sol. Vão para Cannes depois do Golpe de Estado. Ainda em 64, no período de Castelo Branco, inaugurou o desafio de Paulo César Saraceni, que foi uma fase politicamente engajada que retratava as relações do liberalismo de esquerda com a burguesia. Nessa temática inclui o filme Terra em Transe, de Glauber. Ainda nessa época, lançaram os seguintes filmes: A Hora e a Vez (de Augusto Matraga), O Padre e a Moça (Joaquim Pedro) e Menino de Engenho (Walter Lima Jr.). No período de 64 a 68, filmes como Vidas Secas e Deus e o Diabo na Terra do Sol entram no mercado francês. Funda-se a Difilm, uma produtora onde outras produtoras forneciam seus filmes. Cada um dos membros da Difilm era produtor individual e o lucro era investido em outros projetos. Em 1969, no governo Médici, o Cinema Novo não mantinha o mesmo grupo. O cinema toma outros rumos e o desenvolvimento da linguagem autêntica não havia sobrevivido. O cinema sobreviveu graças ao mercado internacional, pois aqui muitos filmes não eram reconhecidos, como Macunaíma e Os Herdeiros. Para Glauber, o regime se contradizia em faturar o prestígio e expulsar a ideologia. No período de 1969 a 1974 o Cinema Novo já se diluía. Glauber decretou em O Pasquim o fim do Cinema Novo, mas alguns filmes continuavam a ser produzidos, como: Os Deuses e os Mortos (Ruy Guerra), O Profeta da Fome (Maurice Capovilla) e Como Era Gostoso o meu Francês (Nelson Pereira dos Santos). Segundo Glauber, nesse período levava em conta a economia internacional do cinema brasileiro, como a estilização da economia brasileira, surgia a Embarrilem e o cinema brasileiro adquiriu uma nova fase. Nelson Pereira dos Santos Fazendo parte do Partido Comunista Brasileiro, Nelson, em 1949, parte para Paris, que na época era o centro dos intensos debates políticos e culturais. Lá manteve relações com exilados políticos, como Jorge Amado, Célia Gateai, o pintor Carlos Scilior e outros intelectuais. O contato com esses intelectuais foi de extrema importância para Nelson, recebendo várias influências para a sua formação, mais tarde, de cineastas. Uma de suas influências foi o existencialismo de Jean Paul Sartre, principalmente na obra de O Ser e o Nada. Apesar de Sartre ser recusado pelo PCB por ser considerado um burguês individualista e decadente, Nelson apropriou suas obras como fonte de inspiração. Notaremos a influência de Sartre principalmente no filme Vidas Secas, porque descreve a realidade do homem, no caso o personagem Fabiano num ambiente concreto que seria o ambiente miserável predominando a seca. Outras influências marcantes para o Cinema Novo e principalmente para Nelson Pereira dos santos foi o neo realismo italiano, que rejeita a técnica e enaltece o conteúdo. Filmes como Ladrões de Bicicleta, de Vittorio de Sica; Roma Cidade Aberta e Paisá, de Roberto Rosselini e A Terra Trema, de Luchino Visconti foram os que causaram maior impacto para a nova proposta do cinema. Além dessas tendências, Nelson era amante da literatura e obras de Graciliano Ramos, Jorge Amado e José Lins do Rego, de certa forma, estariam em seus filmes. Nelson, em Paris, tem contato com diversos intelectuais, e dentro de alguns debates culturais surgiam idéias e sugestões para a sua formação de cineasta. Como a influência do documentarista Jóris Ivens, um cultor do conteúdo e não da técnica, afirmava que: "A tendência pequeno-burguesa é de glorificar o lado formalista, esquecendo voluntariamente as imensas riquezas de seu povo, que poderiam ser transmitidas com simplicidade". "Nós deveríamos expressar com toda a simplicidade a vida profunda do povo, suas lutas, seus desejos, seus sucessos, sua imensa sede de verdade." Suas afirmações seriam a essência de Rio 40 Graus. O que importava era o conteúdo, o povo, sempre o protagonista, lutando para um mundo melhor. Em 1930, Nelson fez o seu primeiro documentário de 45 minutos chamado Juventude. Retratava os jovens trabalhadores de São Paulo. O filme era um compromisso político, que destinava-se ao Festival da Juventude de Berlim. O documentário era desprovido de técnicas e o que importava era o conteúdo. Se passava em uma fábrica onde um menino de onze anos que trabalhava em uma máquina perigosa quebrava o dedo. Quando voltava de bonde, este estava lotado de gente, quando aparecia a vida no campo, mostrava o enterro de uma criança. O filme não tinha nada de bom. Esse filme foi desmanchado e aproveitado mais tarde para filmes de propaganda e serviu como fonte de inspiração para os próximos filmes que vieram numa abordagem política. O mundo cinematográfico brasileiro se dividia em dois: os grupos dos militantes comunistas, dentre eles Nelson, que defendia um cinema brasileiro de verdade, preocupados com a nossa gente, seja no litoral ou no interior, nas suas lutas. Para alcançar o progresso, em meio a todo um atraso e exploração como defendia Nelson, e do outro lado o cinema produzido pela Vera Cruz, um cinema de influência Hollywoodiana totalmente fechado para as denúncias sociais. Nelson acusava a Vera Cruz como um pretexto para a incursão de famílias granfinas como Lage, Vergueiro, Matarazzo para a arte do cinema. Depois de seu primeiro documentário, Nelson produz alguns filmes, como Agulha no Palheiro de Alex Viany em 1952 e O Saci em 1951, onde é assistente de produção. Nelson não queria que a Vera Cruz acabasse, apenas queria se juntar a ela e fazer filmes politicamente engajados. Ela poderia se tomar um grande mercado de trabalho, podendo proporcionar verbas para um projeto de cinema brasileiro. Em 1956 lança Rio 40 Graus, que praticamente deu origem ao Cinema Novo. Um filme que fala dos contrastes do Rio e das desigualdades sociais. Atuam no filme atores não profissionais, moradores da favela, uma prática muito adotada nos filmes neo italianos. As cenas são filmadas nos ambientes externos, não há estúdios. Rio, 40 Graus tem traços marcantes que se perpetuaram em outros filmes de Nelson, como a delicadeza. Na abordagem dos sentimentos humanos, o lirismo, o respeito pelo povo, a revelação da beleza numa realidade socialmente feia e bruta. Nos anos 50 o filme foi considerado subversivo por apresentar o favelado, o povo descalço, o seu modo de falar, sua gíria. Mostrando a realidade como realmente ela é. Mas, por outro lado, o filme é ingênuo, por ser maniqueísta; o burguês corrupto, ruim, imbecil e o povo sempre bom. Rio 40 Graus foi proibido no mesmo ano de seu lançamento e liberado mais tarde pela censura federal apenas proibido para menores de 10 anos. Foi proibido pelo coronel general Menezes Cortes. Este, antes de ter visto o filme, acusava-o de ter sido feito por comunistas, acreditando que o filme foi realizado com o dinheiro que Moscou enviava para o Brasil, o que não foi verdade. ' Quando o coronel assistiu o filme, achou a técnica idêntica aos filmes produzidos na Checoslováquia e ficou indignado, porque ninguém trabalhava, mas o filme se passava num domingo. Nelson explicou para o coronel que havia trabalhadores; os vendedores de amendoim e os jogadores de futebol. O coronel só liberaria o filme se tivesse um texto avisando que era domingo. Outro fato não aceito pela censura foi que, mostrando um americano dando esmola e um sírio explorando a luz no morro, estaria ofendendo os países vizinhos. Houve uma campanha feita pelos intelectuais pela liberação do filme. Quem governava o Brasil era o vice de Getúlio, Café Filho, que foi contra o golpe, mas a ditadura ainda se mantinha. A proibição do filme provocou um movimento nacional. Estudantes e intelectuais reunidos em torno de Jorge Amado e Oscar Niemeyer no jornal Paratodos formaram uma campanha articulada com o diário carioca que teve repercussão nacional e influenciou o pensamento de futuros cineastas. Em 1957, lança Rio Zona Norte, que seria parte da trilogia Rio, 40 Graus, Rio Zona Norte e Rio Zona Sul. Rio Zona Norte problematiza a vida de um compositor de samba enredo que, ao cair do trem, vê sua vida num flashback. Mais uma vez Nelson aborda a luta do povo, que sonha em vencer na vida honestamente, sem deixar a alegria de lado esmo que o ambiente seja hostil. Esses dois filmes citados acima são os que apresentam mais características do neo-realismo. Outras características de Nelson: não há tomadas de ângulos especiais ou truques de montagem, nada que distancie o espectador do drama que está assistindo. Filmografia (longas-metragens): Rio, 40 Graus (1956) Rio Zona Norte (1957) Mandacaru Vermelho ( 1960) Boca de Ouro (1963) EI Justiceiro ( 1967 ) Fome de Amor ( 1968 ) Azylo Muito Louco ( 1969)
Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim - TOM JOBIM - nasceu no dia 25 de janeiro de 1927 no bairro da Tijuca - Rio de Janeiro, filho de Jorge Jobim e Nilza Jobim (o pai morrera quando o filho tinha apenas 8 anos). O parto, demorado e difícil, foi auxiliado pelo Dr. Graça Mello, o mesmo que tinha assistido, anos antes, o nascimento de NOEL ROSA. Desde pequeno, era contemplativo. Gostava de passar longos tempos sentado no degrau da cozinha, olhando para o céu ou para o quintal cheio de flores. Quando teve permissão para sair sozinho, andava pelas ruas tranqüilas do bairro, ia olhar o mar ou assistir às matinês no cinema próximo de sua casa. Foi testemunha e personagem de importantes mudanças no Rio de Janeiro, a partir do próprio bairro onde mora desde os quatro anos de idade, Ipanema. Como ele próprio gosta de lembrar, a Ipanema da sua infância oferecia as ruas para jogar bola de gude, além da lagoa Rodrigo de Freitas para nadar e pescar camarão. Muito diferente, portanto do que ocorre neste fim de século. Às vezes, o padrasto (Celso Frota Pessoa que estivera presente em todos os momentos importantes de sua vida e da de sua irmã), acordava a família meio da noite para irem à praia na Barra da Tijuca. Tom e Helena (irmã de Tom, foi quem colocou o apelido) deitavam-se na areia fria e aprendiam a identificar as grandes constelações.. Começaram as primeiras incursões de Tom com seu avô pelas matas que então circundavam a cidade. Aos poucos, o menino aprendeu a direção dos ventos, das águas, o nome dos bichos. Também aprendeu sobre as plantas e as árvores, identificava os pássaros e imitava o canto de cada um. Observavam as garças, as gaivotas, os biguás, os sócos e os martins-pescadores. Ou então, os dois irmãos iam passear na Lagoa Rodrigo de Freitas. Apesar das inúmeras histórias contadas pela mãe, de crianças que ficavam presas no lodo e nas plantas aquáticas do fundo da lagoa, Tom adorava nadar naquelas águas azuis. Num dia que se tornaria inesquecível, ele nadou pela primeira vez até o outro lado. Foi e voltou, mantendo sempre o mesmo nado ritmado e entusiasmando os amigos que torciam pelo sucesso da façanha. PRIMEIRAS NOTAS Em 1940, Nilza Jobim, a mãe de Tom, inaugurou em sua própria casa o Colégio Brasileiro de Almeida. Construiu um segundo andar sobre a garagem, alugou um piano para as aulas de música e o pequeno Jardim de Infância começou a funcionar, em moldes modernos para a época. Tom, adolescente, sentia orgulho da iniciativa da mãe, mas morria de vergonha de morar em um colégio. De qualquer maneira, o piano na garagem começou a chamar a atenção do garoto. Todos os dias chegava da praia, ainda de calção, ia buscar combinações de notas e harmonias. Ficava horas tentando tocar, mas ainda achava que aquilo era apenas uma distração, como empinar pipa ou pescar. Começou a ter aulas de música com Hans Joachim Koellreutter, um alemão fugido da guerra, que trazia da Europa a novidade do atonalismo. Tratava-se de um método moderno de composição, em que a escala tradicional de sete notas é modificada pela introdução de recursos da escala cromática. Foi pelo estudo do atonalismo que os acordes dissonantes foram introduzidos na música popular. Tom estudava com afinco, passando horas debruçado sobre as teclas de marfim, praticando escalas, aprendendo os clássicos. Apaixonou-se pelas obras de Villa-Lobos. Decidiu que queria ser concertista. A música fazia parte do seu dia-a-dia. Em casa, Tom ouvia a mãe e a tia cantarem composições de Pixinguinha, Custódio Mesquita, Noel Rosa, Ary Barroso, Lupiscínio Rodrigues, Dorival Caymmi e Ataulfo Alves. No cinema, assistia aos musicais de Hollywood e voltava cantando partes das trilhas sonoras. No rádio, o jazz (*) e os blues (*) se consagravam, tornando conhecidos compositores como Glenn Miller, Cole Porter e George Gershwin. (*) Jazz - música norte-americana, nascida da confluência de ritmos afro com o charleston e o foxtrote. O jazz é uma das categorias musicais que mais exerceu influência sobre a música popular moderna. Fazem parte de sua estrutura improvisações e solos, que abriram novas possibilidades harmônicas e rítmicas, introduzindo novos elementos e novos instrumentos nos naipes que constituem a base instrumental da música popular. (*) Blues - é o ancestral do rock da segunda metade do século. O Blues surgiu na região sul dó Estados Unidos, mais propriamente nas lavouras de algodão, onde os negros entoavam cantos de saudade e de amargura pela servidão a que eram obrigados. O Blues tem sua origem ligada aos cânticos tribais e, posteriormente, aos de ligas religiosas dos afro-americanos. O termo Blues significa, em inglês - tristeza. Apesar de nascido na Tijuca, Tom era um jovem típico de Ipanema. Freqüentava a sua praia e, na adolescência, já estava enturmado com amigos para formar grupos musicais. Entre esses amigos, encontrava-se Newton Mendonça, que mais tarde, seria seu companheiro na profissão de músico da noite e seu parceiro em alguns dos seus maiores sucessos. O adolescente, porém, não imaginava que, um dia, seria um profissional da música. Fazia os seus estudos normalmente nos colégios Mallet Soares, Mello e Souza, Paula Freitas, Juruena e Andrews, e pensou em ser engenheiro. Acabou fazendo concurso para a Faculdade de Arquitetura, onde permaneceu durante apenas um ano, decidindo-se, aí, sim por dedicar-se inteiramente à música. Ao decidir trocar a arquitetura pela música, encontrou sérias resistências familiares. A começar pela mãe, dona Nilza, " uma mulher forte, uma morena bonita de olhos verdes", na definição do próprio compositor. Dona Nilza, temia que o filho, exercendo a profissão de músico e, mais grave, à noite, acabasse tuberculoso, como tantos outros que misturavam trabalho com boêmia. Quem apoiou, logo de saída foi seu padrasto, Celso Frota Pessoa. apoio fundamental em todos os sentidos, pois Tom resolveu casar-se com Thereza Hermanny em 1949, apesar de ganhar muito .mal como pianista de boate. Quando faltava dinheiro para pagar o aluguel, o padrasto o socorria imediatamente Trabalhando na noite, ele chegou a pensar que tinham inteira razão aqueles que temiam uma tuberculose ou qualquer coisa do gênero. Chegou a perder dez quilos, logo ele, que quase não tinha gordura para perder. Nos primeiros anos de carreira, a principal preocupação era correr atrás do dinheiro do aluguel. Já morando na rua Nascimento Silva, 107 (endereço que se tornaria famoso, anos mais tarde, na música Carta ao Tom 74, de Vinícius e Toquinho). Sempre que encontrava algum conhecido reclamava. Primeiro do aluguel - quando pôde comprar o apartamento em que morava - das prestações. Numa tarde encontrou Pixinguinha no centro da cidade. Conversa vem, conversa vai, Tom acabou confessando seus temores, sua eterna preocupação em conseguir dinheiro para sustentar a família. Depois de ouvir pacientemente o jovem músico, Pixinguinha contestou: "mas isso não é o importante, Antonio, o importante é ser feliz" . Observava-se uma certa ebulição na música popular brasileira em 1946. Em junho a gravadora Continental lançaria um disco destinado a obter grande repercussão: o sambacanção Copacabana, de João de Barro e Alberto Ribeiro, cantado por Dick Farney. Era uma obra que acabou abrindo um caminho na música popular brasileira e que continha ingredientes claramente recolhidos da música norte-americana. Já ia longe a época em que era apenas mais um pianista na noite carioca, tocando de bar em bar, bebendo cerveja e trocando a noite pelo dia. Agora, Tom era uma pessoa diferente, sem as inquietações da juventude. Mas o Rio também se tornara uma cidade diferente. As pessoas já não mais podiam sair pelas ruas à noite, as praias estavam sujas e a pobreza era cada vez maior. O Brasil era outro, distante daquele que dera origem às bases de sua música. E agora, para entender sua trajetória, temos que revisitar aqueles pontos. Temos que reencontrar o Brasil que vivia, nos anos 50, a euforia da modernização. Õ país que abria suas portas pro mundo, ávido de produtos e de modas vindas dos grandes centros. Juscelino Kubitschek, eleito em 1955, seria o ponto alto e o símbolo dessa fase. Ele construiu a nova capital federal, Brasília, e deu grandes incentivos para a indústria automobilística nacional. Abriam-se caminhos para empregos e para o crescimento econômico. No panorama cultural, o momento também era de buscar o novo. O concretismo, o Cinema Novo e a Bienal de São Paulo provavam que o nível artístico brasileiro podia ser comparado em qualidade aos melhores do mundo. A hora, agora, era a de reafirmar uma estética nacional, uma identidade. Porém, se tudo parecia ir de vento em popa, na música não era bem assim. Atravessávamos uma entressafra. Um período recheado de boleros e sambas-canção de qualidade duvidosa. Era uma lacuna entre a bossa de Noel Rosa e a bossa nova, que ainda seria inventada nas areias de Ipanema. Já que a música nacional passava por um momento de pouca criatividade, as rádios começavam a tocar mais e mais música importadas, especialmente dos Estados Unidos. Se por um lado isso diminuía o espaço para os artistas locais, por outro permitia que a juventude da classe média tivesse contato com o suingue dos negros norte-americanos, com seus lamenos e com sua liberdade de improviso. É esse o ambiente em que Antônio Carlos Jobim se prepara. É dele que extrai elementos aqui e ali para, mais tarde, produzir sua mistura finalizando o jazz às tradições de grandes sambistas, como Ismael Silva e Noel Rosa, principalmente Noel, pai do samba de flauta, violão e cavaquinho (*). (*) Samba-canção - resultado de uma mistura de ritmos. De um lado, o samba mais tradicional. De outro, os boleros. O resultado é uma música de ritmo cadenciado por instrumentos de percussão, como o surdo ou a bateria, com letras geralmente melosas, que falam quase sempre de casos de amor. Quando Tom cria coragem para mostrar algum exemplo dessa mistura fina, tudo começa a acontecer. Já em 1953, vê pela primeira vez uma obra sua em um disco de 78 rotações. Pouco depois, outro disco. O reconhecimento vem chegando. Mas o panorama da música continua pálido. As soluções do bolero já não funcionam. Alguma coisa nova tem que aparecer para chacoalhar o marasmo que se insinua. E a mudança viria embalada num ritmo com raízes no samba, só que mais elaborado, nascido nas classes médias da Zona Sul do Rio. A nova música lidaria com uma temática urbana, existencialista, e revolucionária para sempre a MPB. Na década de 30, Noel Rosa já havia experimentado uma mistura. A união do samba do morro à poesia e ao humor da classe média dos bairros como Vila Isabel e Tijuca tinha resultado num novo tipo de samba, que, nos bares da cidade, era chamado de bossa. Seu primeiro grande sucesso, Tereza da Praia, foi gravada em dueto por Lúcio Alves e Dick Farney em 1954. A NOVA BOSSA Já estamos nos meses finais de 1957, momento em que dois jovens se reencontram. Tom Jobim e João Gilberto haviam sido apresentados tempos atrás, mas passaram um período sem e verem. Agora, nesse reencontro, Tom ouve o violão tocado de forma singular, repara nos timbres discretos, tranqüilos, profundos, da voz do amigo: cantando baixo, dando a nota exata. Tom lembra-se de Cher Baker, grande do jazz norteamericano. Em pouco estaria consumado. Era o fim da época do sambas-canção. Tom e João empunhavam a bossa de Noel Rosa e a misturavam ao suingue do jazz. Havia nascido a nova bossa. A bossa nova (*) que embalaria a MPB nos próximos tempos. (*) Bossa nova - um movimento musical surgido no final dos anos 50, no Rio de Janeiro. Mais do que uma simples tendência musical, a bossa nova inaugurou um novo estilo e um novo horizonte. Ela foi a síntese da interação entre o jazz e o samba, mas também foi o resultado do contato entre a cultura das escolas da zona sul carioca e a cultura da vida do morro das favelas do Rio de Janeiro. Juntamente com o rock, a bossa nova promoveu uma das maiores rupturas na música contemporâneas, influenciando, até hoje, músicos brasileiros e de várias partes do mundo. Em 1958, João Gilberto lançaria o compacto Chega de Saudade, com a música harmônica de Tom e Vinícius de Moraes, e marcaria no calendário o nascimento do novo ritmo. Mas, como acontece com todo movimento de vanguarda, não demorou muito para que a bossa nova começasse a receber críticas. Diziam que era muito "jazzificada" sem autenticidade. O fato é que, harmônica e melodicamente, o estilo criado por Tom Jobim, Vinícius de Moraes e João Gilberto era muito mais trabalhado, e isso, aplicado a uma temática genuinamente brasileira, resultava em uma música muito arrojada para a época Com o sucesso de Chega de Saudade, Tom Jobim abriu a gaveta onde guardava suas composições e foi como se dali saísse uma revoada de pássaros. Entre 58 e 59, ele lançaria músicas suficientes para manter uma estação de rádio 24 horas no ar. Quem não o conhecia, passou a conhecê-lo. Quem já ouvira alguma coisa sua, continuava a se surpreender com a criatividade do jovem compositor. Como sempre, o Brasil é um lugar estratégico para os Estados Unidos. Na década de 50, não era diferente. O mundo vivia a guerra fria, dividido em dois blocos antagônicos, e qualquer país de dimensões continentais era vital para ambos os lados. Os americanos, então, se esforçavam para manter relações cordiais, estreitar os laços de amizade com o Brasil. Eram comum visitas de estrelas e políticos norte-americanos. Os mesmos norte-americanos que, desde a morte de Carmem Miranda, em 55, não sabiam muito bem o que era a música brasileira (para eles, continuava sendo O Tabuleiro da Baiana ou Chica Chica Boom Chic), ficaram espantados com a bossa nova que ouviram. Um dos músicos a visitar o Brasil nesta época foi Charlie Byrd. Quando ele partiu, levou na bagagem o ritmo que estreava e deixou assinado o visto de entrada da bossa nova para as terras de Tio Sam. Tom teve vários parceiros e incontáveis intérpretes. Mas, para participar de fato de sua obra, era preciso uma boa dose de amor. Amor brasileiro. Por Causa de Você parceria com Dolores Duran. Mas essa não era a primeira composição que fazia com Tom. Antes houve a canção Se É por Falta de Adeus. A parceria com Dolores só não deu mais frutos por causa dos ciúmes de Vinicius. Vinícius de Moraes acabou se tornando o parceiro mais importante de Tom. O primeiro produto acabado da parceria: nada menos do que o clássico Se Todos Fossem Iguais a Você. A partir do momento em que começaram a compor juntos, o poeta passou a exigir cada vez mais exclusividade de Tom. Juntos revolucionam a música popular brasileira e ajudariam a criar a bossa nova, influenciando artistas de todas as partes do mundo até os dias atuais. A parceria acabaria alguns anos depois, graças às constantes viagens de Tom ao exterior e ao temperamento inquieto e um tanto possessivo de Vinicius. Cada um seguiria seu caminho, mas deixariam obras-primas como Garota de Ipanema, Chega de Saudade, Eu Sei que Vou Te Amar e Canção do Amor Demais. O único parceiro de Tom com quem Vinicius não implicava era Newton Mendonça, amigo de infância do compositor. Diariamente Newton visitava Tom, e, juntos, discutiam música, futebol e mulheres. Trocavam opiniões ou, simplesmente, lembranças. Depois, Tom sentava-se ao piano, Newton ao seu lado, e começavam a compor. Desses encontros, nasceriam canções fundamentais na história da bossa nova e de toda a música brasileira, como Desafinado, Samba de Uma Nota Só, Brigas, Caminhos Cruzados, Meditação e Incertezas. Foi um período de enorme criatividade, mas ainda eram tempos difíceis, de muita preocupação e de falta de dinheiro. Para grande desgosto de Tom, quando os primeiros discos de bossa nova chegaram aos Estados Unidos e suas músicas começaram a ser gravadas e tocadas com sucesso, Newton morreu, vítima de um enfarte fulminante, com apenas 32 anos. O compositor também acabou se afastando um pouco dos seus primeiros parceiros, como Paulinho Soledade, João Stockler, Luiz Bonfá, Alcides Fernandes e Roberto Mazoir, Ronaldo Bôscoli Para Tom Jobim, iniciava-se uma nova etapa, dividindo o tempo e o trabalho entre os dois países. Pouco depois, ele começaria a se apresentar na TV americana. Torna-se famoso. É reconhecido na rua. Grava dois discos com Nelson Riddle, o companheiro habitual de Frank Sinatra, e, em 1966, realiza um grande sonho: The Voice - como Sinatra é chamado - convida-o para gravar. Escolhido pela crítica especializada dos Estados Unidos como o melhor álbum vocal de 67, o disco Francis Alberto Sinatra & Antonio Carlos Jobim ganhou o Grammy e foi sucesso de público. Em número de vendas só perderia para Sgt. Pepper's Lonely Heart Club Band, clássico do rock, dos Beatles. No período em que esteve fora, levou juntamente com João Gilberto, a bossa nova para a América do Norte e para o mundo. Se nos Estados Unidos tudo era elogio, no Brasil... a crítica nacional não entendia porque ele passava tanto tempo fora do país ou porque gravava seus discos no exterior. O compositor era acusado de ter-se americanizado, de ter esquecido suas raízes e ter-se vendido. No final da década de 60,~a situação política brasileira não era das melhores. A ditadura encurtava as rédeas e o regime se tornava cada vez mais duro. Por um lado, a direita, na figura dos militares, impedia o livre exercício da cidadania, por outro, as patrulhas ideológicas da esquerda execravam qualquer coisa que não estivesse exatamente de acordo com sua luta. Os artistas viviam em um equilíbrio precário. Pressionados por todos os lados, eram intimados diariamente a deixar claras suas posições, a tomar partido. O que dizer, então, de alguém que não estava por aqui? O que pouca gente sabia era que o principal motivo que mantinha Tom nos Estados Unidos era a qualidade dos estúdios de gravação. Em busca da perfeição, nunca poderia se contentar com estúdios sucateados, incapazes de atingir o resultado que ele desejava. Autodidata, lia tudo o que lhe caísse nas mãos. Sabia quase tudo sobre qualquer assunto. Quando suas músicas começaram a fazer sucesso no exterior, começou a preocupar-se com a qualidade das versões que seriam feitas. Comprou uma série de dicionários, livros de morfologia e sintaxe da língua inglesa e passou a estudar o significado e a etnologia das palavras. Foi mesmo um período de equívocos. Quando sua música Sabiá venceu a etapa brasileira do 3° Festival Internacional da Canção, o público vaiou, achou que a letra da canção era alienada, ao contrário de Caminhando (Prá Não Dizer Que Não Falei Das Flores), de Geraldo Vandré, que ficara em segundo lugar. Meses mais tarde, quando o governo editou o AI-5 e intelectuais e artistas foram obrigados a abandonar o país, Sabiá se tornou um espécie de hino de saudade. Durante os anos 70, Tom faria apresentações nos quatro cantos do mundo. Mas a verdade é que desejava estar no seu país. Queria estar no bar Veloso (mais tarde bar Garota de Ipanema), jogar conversa foram com os amigos, andar pela beira da praia. Por isso, a alegria foi grande quando recebeu o convite para participar de um show com os amigos Vinícius, Miúcha e Toquinho. Com previsão de ficar em cartaz por algumas semanas, o espetáculo acabou durando oito meses, e serviu para marcar a volta mais definitiva de Tom Jobim à cena brasileira. Nos anos 80, o Brasil já perdera há muito a aura romântica. Era um país diferente. Com novas tristezas, com novas alegrias e nova inquietações. Já não era um país apenas belo. Era um país sublime. Com suas veias tortuosas expostas, com sua miséria . aumentada, com os cinzas das grandes cidades e das matas derrubadas, mas também com os azuis dos céus e os verdes das folhas e das esperanças. No meio de tudo isso, Tom Jobim soube se segurar em sua ilha, sem, no entanto perder de vistas o que acontecia no continente. Sabia das trilhas brasileiras. E, ainda em 84, achara companheiros para suas jornadas. A Nova Banda fora formada naquele ano, com músicos que tinham forte ligação afetiva com o maestro. Eram sua segunda esposa Ana Lontra, seus filhos Paulo e Elizabeth Jobim, Danilo Caymmi, o casal Jacques e Paula Morelembaum, Maúcha Adnet, Sebastião Neto e Paulo Braga, tocando e cantando criações de Tom. Era uma música que guardava, dentro de suas harmonias e letras, pedaços de um Brasil luminoso, que se podia ainda vislumbrar nos discos de Tom Jobim Em 08 de dezembro de 1994, o coração de Tom parara de repente.. No Rio de Janeiro, mais de mil balões brancos e pretos subiram ao céu, representando as teclas do piano. A multidão cantava Chega de Saudade. E todos sabiam que a saudade apenas começara. ADEUS VELHA FLORESTA em memória de (Leôncio Portes)
09:04 AM, 29/7/2010
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Vou contar-lhes uma uma história
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