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vestibular

Ampliando a noção de intertextualidade

09:02 PM, 30/7/2010

Ampliando a noção de intertextualidade

Mediante aos fatos circunstanciais que norteiam nosso cotidiano, constatamos a ocorrência de diversas situações, em especial a de presenciarmos pessoas proferindo algo já dito por outrem. Tal atitude não se restringe somente à fala, mas também à escrita, haja vista que ao lermos sobre um determinado assunto, este sempre se remete a uma expressão ou a um determinado fato, mostrando-se familiar à nossa compreensão. Diante disso, torna-se inegável que todo discurso se dá a partir das relações estabelecidas entre os diferentes contextos sociocomunicativos.

Procurando facilitar nosso entendimento acerca de como a intertextualidade se materializa, basta enfatizarmos sobre o caso das charges, que constantemente remetem a um assunto polêmico instaurado pelos acontecimentos que nutrem a vida em sociedade. Para que possamos “diagnosticar” a finalidade discursiva a qual o emissor se propõe, precisamos ativar as competências relacionadas ao conhecimento de mundo.

Partindo deste pressuposto, constatamos que quanto maior for o nosso conhecimento, mais possibilidades teremos de interpretar a mensagem atribuída por um determinado discurso, de modo a identificarmos o diálogo que este estabelece com os demais. E, para tal, ampliaremos um pouco mais a noção das diferentes intertextualidades que porventura se manifestem nos textos, podendo ser por citação, alusão, epígrafe, além da paródia e paráfrase. São elas:

* Epígrafe

Comumente, ao nos depararmos com trabalhos científicos, identificamos a presença da epígrafe. Esta se caracteriza pela citação de um pensamento, uma frase ou provérbio que esteja relacionado com o assunto referente ao trabalho apresentado, implicando na reflexão sobre a temática ora discutida. São exemplos desta:

Em todas as coisas o sucesso depende de uma preparação prévia, e sem tal preparação o falhanço é certo.
Confúcio

O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar de novo com mais inteligência.
Henry Ford

* Citação

Trata-se de uma transcrição do texto a que se faz referência, devendo esta estar sempre em destaque, seja por aspas, negrito ou itálico. Como podemos comprovar em:

Pela luz dos olhos teus

Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p'ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.
Vinícius de Moraes

* Referência e alusão

Dentre as obras literárias, em especial do célebre Machado de Assis, há uma forte predominância deste tipo de intertextualidade, na qual ele, em sua obra “Dom Casmurro”, cita Otelo, personagem de Shakespeare, de modo a fazer com que o leitor analise o drama vivido pelo personagem Bentinho.

* Tradução

Também muito presente na Literatura, caracteriza-se numa espécie de recriação. Como bem representa o exemplo que segue:

Kennst du das Land, wo die Citronen blühn,
Im dunkeln Laub die Gold-Orangen glühn,
Kennst du es woh? – Dahin, dahin!
Möcht’ich... Ziehn.
Goethe

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Paródia e Paráfrase: exemplos de intertextualidade

09:01 PM, 30/7/2010

Paródia e Paráfrase: exemplos de intertextualidade

Procurando viabilizar nossa apreensão no que tange ao estudo sobre a intertextualidade, iremos contextualizá-la às situações cotidianas. Vez ou outra, mediante as nossas relações sociais, fazemos referência a algo anteriormente mencionado por alguém, a um fato histórico, a uma propaganda retratada pela mídia e até mesmo a um acontecimento polêmico.

Até mesmo nos gestos, olhares, vestimentas, dentre outras atitudes, estamos de certa forma aludindo a um fato ou a alguém. O interessante é que, embora não relevante, tal procedimento tende a se conceber de forma tanto positiva quanto negativa. Sabe quando imitamos alguma atitude – abominável aos nossos olhos – referente a uma determinada pessoa? Eis aí um caso representativo.

A intertextualidade também se faz presente nas artes em geral, como por exemplo, nas canções, escultura, dança, pintura e na literatura, bem como nos provérbios, na linguagem dramática, cinematográfica, nas charges e cartuns ao retratar de modo contundente sobre assuntos relacionados à política, dentre outros exemplos.

Assim sendo, notamos que tais relações intertextuais se oriundam do diálogo estabelecido entre um texto ou entre uma situação e outra. E para enfatizarmos um pouco mais sobre a referida ocorrência, analisaremos as características de dois elementos que bem representam: a paráfrase e a paródia, ambos extremamente cultuados pelos representantes de nossas Letras.

A paráfrase, originária do grego para-phrasis (repetição de uma sentença), constitui-se na recriação textual, tendo como suporte um texto-fonte. Ao parafrasearmos um texto, estamos atribuindo-lhe uma nova “roupagem” discursiva, embora mantendo a mesma ideia contida no texto original. Vejamos:

Texto Original – Canção do Exílio

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.
[...]
Gonçalves Dias

Paráfrase

Meus olhos brasileiros se fecham saudosos
Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’.
Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’?
Eu tão esquecido de minha terra…
Ai terra que tem palmeiras
Onde canta o sabiá!
[...]
Carlos Drummond de Andrade

Podemos notar que Carlos Drummond, pertencente à era Modernista, baseando-se na criação de Gonçalves Dias, nos apresenta outra versão, porém com o mesmo discurso poético.

A paródia, de forma tendenciosa, também pauta-se pela recriação de um texto, entretanto, utiliza-se de um caráter contestador voltado para a crítica, muitas vezes sob um tom jocoso. Como podemos constatar em:

 MEUS OITO ANOS

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
[...]
 Casimiro de Abreu
  
MEUS OITO ANOS

Oh que saudades que eu tenho
Da aurora de minha vida
Das horas
De minha infância
Que os anos não trazem mais
Naquele quintal de terra!
Da rua de Santo Antônio
Debaixo da bananeira
Sem nenhum laranjais
[...]
Oswald de Andrade

Aqui, percebemos que a intenção de Oswald de Andrade foi a de criticar o romantismo e o sentimento nacionalista revelados pelas palavras de Casimiro de Abreu. Mesmo porque o ideário modernista perfez-se por um repúdio aos moldes anteriormente adotados por outros artistas, principalmente àqueles que compuseram o Romantismo e o Parnasianismo.

Passando a limpo a redação

08:59 PM, 30/7/2010

Passando a limpo a redação


Determinados recursos incidem de forma positiva na construção textual

O processo de construção textual é um tanto quanto complexo, requisitando do emissor habilidades específicas, conquistadas paulatinamente de acordo com sua vivência de mundo, troca de experiências mediante o convívio social e, sobretudo, a familiaridade com a leitura e a escrita. Tais experiências, vistas em sua amplitude, tendem a tão somente colaborar para o nosso aperfeiçoamento enquanto enunciadores, visando à ampliação do nosso acervo lexical (vocabulário) e, consequentemente, ao aprimoramento do desempenho linguístico (formulação das ideias).

Em se tratando da produção textual instituída pelos exames de vestibulares e concursos públicos, a prática destas habilidades se torna ainda mais necessária, dadas as etapas pelas quais o candidato, impreterivelmente, precisa passar. Uma delas é o manejo em saber lidar com o tempo, a outra é a leitura atenta da coletânea de textos que, diga-se de passagem, em determinadas circunstâncias, se apresenta extensa. Este processo uma vez realizado, é hora de elencarmos todos os argumentos condizentes ao tema proposto e em seguida ordená-los de acordo com o propósito estabelecido em construir um discurso claro, objetivo e coerente. Nada que algumas dicas não possam funcionar como indispensáveis subsídios antes do momento em que o texto seja transcrito para a folha oficial. Para tanto, analisemos:

- Verificar se a produção corresponde ao tema proposto, pois a fuga a este poderá implicar na automática desclassificação do candidato do processo avaliativo;

- O discurso ora materializado encontra-se adequado à modalidade em questão? Como por exemplo, no caso de um texto dissertativo, a tese defendida está calcada em argumentos plausíveis, bem como a conclusão foi realizada de forma adequada?
Sabemos da possibilidade de outros gêneros, como por exemplo, carta de leitor, editorial, carta argumentativa, artigo de opinião, dentre outros, cada um com suas peculiaridades linguísticas a serem observadas e respeitadas;

- Os conhecimentos linguísticos foram colocados em prática, ou seja, a pontuação, concordância, ortografia, grafia legível e adequação ao padrão culto da linguagem foram rigorosamente obedecidos?

- Os parágrafos estão bem ordenados? Torna-se imprescindível constatarmos se há uma perfeita harmonia entre eles, de modo a identificarmos se os elementos coesivos correspondem à clareza exigida pela mensagem, evitando repetições e estabelecendo relações de sentido entre um termo e outro;

- A coerência foi manifestada mediante o transcorrer do discurso? Ou seja, as ideias mostram-se ordenadas em uma sequência lógica, com vistas a conferir uma perfeita compreensão por parte do interlocutor?

Estes e outros aspectos devem ser levados em consideração, dados os critérios instaurados pela linguagem escrita. Diante disso, uma releitura da produção configura-se como um procedimento elementar, pois nos permite detectar possíveis incorreções, como também acrescentarmos ou suprimirmos algum termo não condizente com o assunto, haja vista que no momento da escrita tais aspectos podem, porventura, passar despercebidos.

O texto dissertativo-argumentativo - modalidade requisitada em concursos e vestibulares

08:59 PM, 30/7/2010

O texto dissertativo-argumentativo - modalidade requisitada em concursos e vestibulares

É chegado o momento em que somos incumbidos a discorrer acerca de um determinado assunto. Mas, afinal, será mesmo que estamos preparados? Tal circunstância, na maioria das vezes, se torna estigmatizada, o que implica, tão somente, em resultados negativos.

Entretanto, esta concepção pode se mostrar contrária ao passo que dispomos de subsídios necessários à execução do referido procedimento. Competências... esta seria a palavra-chave, pois está relacionada aos conhecimentos que devemos ter sobre as particularidades inerentes às técnicas que norteiam a linguagem escrita. Isso implica dizer que as diferentes tipologias se constituem de marcas linguísticas também distintas.

E, por assim dizer, o texto dissertativo-argumentativo é uma modalidade ainda bastante requisitada pela maioria dos exames, apesar destes já se apoiarem em outros gêneros. Para tanto, com vistas a aperfeiçoarmos nossos conhecimentos sobre o assunto, analisaremos alguns aspectos que lhe são peculiares.

Antes de tudo, o ideal é sabermos que teoricamente o texto dissertativo pauta-se pela explanação de um determinado assunto, realizada de maneira estritamente objetiva. Não há lugar para “achismos”, posto que a verdade em que se acredita precisa se caracterizar como algo universal – fazer parte também da concepção dos demais interlocutores –, portanto, juízos de valor que denotem subjetividade são dispensáveis neste caso. Como exemplos, citamos as matérias jornalísticas não opinativas, no caso das notícias e reportagens, bem como os textos de divulgação científica, didáticos, enciclopédias, e outros.

E com referência ao termo “argumentativo”? O que ele nos revela? Eis uma característica intrínseca ao nosso conhecimento de mundo, pois permite nos posicionarmos mediante aos argumentos apresentados. Para tanto, faz-se necessário que estejamos “antenados”, conectados a tudo o que acontece à nossa volta, pois caso contrário, não teremos o que discutir, haja vista que o objetivo maior da argumentação é o de realmente convencer o interlocutor do nosso posicionamento acerca de uma tese, isto é, de uma ideia passível de discussão.

Não deixemos de mencionar que tais argumentos, necessariamente, devem estar reforçados em fontes seguras, passíveis de credibilidade, e não algo proveniente do além. No intento de torná-los verídicos, plausíveis aos olhos do interlocutor, é essencial nos atermos a alguns elementos que caracterizam sua fundamentação. Eis que seguem:

* Argumentos baseados no senso comum – fundamentam-se em valores reconhecidos e compartilhados pela maioria das pessoas pertencentes a um grupo social;

* Argumentos baseados em citações – referem-se à opinião de uma pessoa com certo grau de influência (podendo ser uma autoridade) no que tange ao assunto em questão;

* Argumentos baseados em evidências – como no seu sentido literal, se relacionam a fatos passíveis de comprovação, isto é, dados estatísticos, pesquisas, informações científicas, exemplos reais ou hipotéticos, dentre outros;

* Argumentos baseados no raciocínio lógico – estabelecem relações lógicas entre as ideias apresentadas. Tais relações podem ser de causa e consequência, analogia, oposição, dentre outras.

Mediante os referidos posicionamentos, podemos constatar que a eficácia de um texto dissertativo-argumentativo se encontra arraigada em uma série de pressupostos cuja função é a de conferir credibilidade e exatidão ao discurso proferido pelo anunciador.

A Redação nos Concursos e Vestibulares

08:58 PM, 30/7/2010

A Redação nos Concursos e Vestibulares

Ao longo de nossa existência nos deparamos com infinitos obstáculos, uns em menor grau, outros um tanto quanto complexos. Tal afirmativa comprova aquela popular expressão, retratada pelos seguintes dizeres – “Viver tornou-se uma arte”.
Como artistas deste processo, estamos constantemente tentando superar tais obstáculos e, sobretudo, posicionarmo-nos da melhor forma possível perante aos fatos circunstanciais regidos pela sociedade. Dentre estas circunstâncias figura-se a necessidade de “arquitetarmos” nosso perfil no que tange ao campo profissional no intuito de desfrutarmos dos benefícios garantidos por um bom emprego. Mas... tudo isso não nos é gratuito, haja vista que busca e êxito caminham lado a lado.

Todos esses pressupostos, assim discorridos, nos faz lembrar de algo inevitável àqueles que “buscam” – mais precisamente, Enem, concursos e vestibulares. Há uma parte constitutiva, e por que não dizer, elementar, que a eles se referem: a Redação. Muitos a estigmatizam, concebendo-a como algo pavoroso, inacessível. Mas, ao contrário do que a maioria pensa, esta “prova de fogo” tende a ser realizada com tamanha facilidade, bastando para isso um pouco mais de prática.
Visando a esta praticidade, abaixo seguem relacionados alguns procedimentos que porventura garantirão a eficácia dos resultados que se almeja. Eis, portanto:

* Digamos que o passo essencial é mentalizar que não podemos escrever sobre algo do qual não temos conhecimento. Neste ínterim, cercarmo-nos de conhecimentos relativos aos fatos atuais, que funcionam como a palavra de ordem. Grande parte destes exames costumam basear-se em temas polêmicos. Como subsídio, é bom que se ressalte sobre a importância de nos familiarizarmos com diversas fontes informativas, sejam revistas, jornais (tanto impressos quanto orais) e livros em geral;

* Praticar significa, em seu sentido literal, constantemente exercer a escrita, pois a cada produção adquire-se uma nova performance, atribuída pela ampliação do vocabulário e, consequentemente, pela boa qualidade da competência discursiva;

* Falando em competência, é altamente digno de nota apontar sobre a importância de termos conhecimentos acerca das situações comunicativas que envolvem os interlocutores, retratados pelos diferentes gêneros coparticipantes da nossa posição enquanto seres sociais. Desta feita, há que se mencionar a carta argumentativa, de leitor, o artigo de opinião, o editorial, dentre tantos outros, pois cada um é regido por peculiaridades no que se refere às características de natureza linguística;

* Relevante também é o fato de que, enquanto emissores, estamos escrevendo para o “outro” e, para tanto, um dos aspectos que se leva em consideração é a capacidade do candidato em expressar-se claramente, de modo a interpretar dados e fatos, estabelecer relações e conclusões e, consequentemente, questionar e argumentar de modo coerente e coeso;

* Ao enfatizarmos sobre clareza, esta, por sua vez, engloba nossa competência relacionada aos fatos linguísticos, isto é, pontuação adequada, parágrafos bem dispostos e cuidadosamente elaborados, sem esquecer que o discurso deve estar em consonância com o padrão formal que rege a linguagem, atendo-se à concordância, regência, e demais elementos gramaticais;

* Outro aspecto, por vezes notório, é a fidelidade ao tema proposto, uma vez que a fuga deste implica na automática desclassificação perante o concurso. O ideal é ler atentamente a coletânea e identificar o tema e o tipo de texto ora requisitado e só então partir para a elaboração do texto em si. Lembrando-se de que no momento da escrita algumas falhas são inevitáveis, tais como as rasuras – inaceitáveis, por sinal. Portanto, a sugestão é começar rascunhando as ideias, e antes de passá-las definitivamente para a folha oficial é sempre viável fazer uma releitura, pois, mediante tal procedimento, há a possibilidade de novos acréscimos, supressões, dentre outros, visando senão à perfeição, pelo menos a um trabalho considerado plausível.

Aviso - comunicando e interagindo

08:57 PM, 30/7/2010

Aviso - comunicando e interagindo

Ao nos depararmos com o gênero em pauta, temos a impressão de que ele se assemelha ao cartaz. Digamos que nossa percepção até certo ponto se mostra eficaz, posto que o aviso também se perfaz de uma linguagem um tanto quanto concisa, breve. Entretanto, enfatizaremos aqui um exemplo expedido por uma instituição específica, atendo-nos à importância de algumas regras pré-fixadas mediante ao ato de redigi-lo. Para tal, analisaremos alguns de seus postulados:

A recorrência que se dá a esta modalidade tanto pode ser em locais públicos como privados. Trata-se de uma comunicação direta ou indireta, cuja finalidade discursiva se pauta por diversos objetivos, dentre estes, comunicar datas e horários de eventos realizados pela instituição que o emite, comunicar mudanças referentes a questões burocráticas, dentre outros.

Ressaltamos, portanto, um fato de extrema relevância – a forma pela qual a comunicação se materializa, ou seja, o aviso deve apresentar um timbre e um símbolo da instituição que o representa, bem como de um número que o identifique, seguido de seu respectivo título – elemento fundamental para a clareza das informações.

No intento de firmarmos nossos propósitos rumo ao conhecimento, observemos um exemplo:
 

*** (símbolo da instituição)

Fundação Alcântara Machado
Aviso nº 123/00

Concurso Vestibular 2009

A Comissão Permanente do Vestibular da Fundação Alcântara Machado solicita que todos os candidatos compareçam aos locais de prova com 1 (uma) hora de antecedência para o início das provas.

Rio de Janeiro, 24 de julho de 2009.

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(Assinatura do presidente da comissão)

Ata - formalizando e registrando informações

08:56 PM, 30/7/2010

Ata - formalizando e registrando informações

Estando prestes de receber a visita da inspeção realizada pela Secretaria Estadual de Educação, nota-se um verdadeiro “corre-corre” por todos os setores da escola a fim de que esta possa estar de acordo com todos os requisitos pré-estabelecidos pelo órgão fiscalizador. Não conformidades? Nem pensar!

É chegado o tão esperado momento... E lá estão eles checando tudo. Mas e aquelas reuniões realizadas no intuito de discutir o Projeto Político Pedagógico da escola, os conselhos de classe, os planejamentos visando à elaboração de metas e estratégias para contornar possíveis “saldos negativos”, dentre tantos outros objetivos, onde se encontram? Infelizmente, a secretária geral não teve o cuidado de documentá-las, portanto, não há indícios que verdadeiramente as comprovem.

O atributo que se dá ao exemplo acima apenas ilustra uma situação entre tantas outras que, possivelmente, são passíveis de ocorrência. Diante de tal fato, ressalta-se a importância de uma modalidade textual cujo objetivo é documentar todos os procedimentos burocráticos inerentes a um determinado setor, seja este do ramo comercial, empresarial, educacional, dentre outros. Para tanto, referimo-nos à ata, a qual permite que todos os eventos realizados sejam registrados e, consequentemente, se tornem passíveis de comprovação, com vistas a conferir maior credibilidade por parte do estabelecimento.

Desta feita, para que possamos nos inteirar de suas partes elementares, verificaremos o exemplo que segue:
 

Ata da 1ª reunião da Escola Estadual  (nome completo da instituição de ensino)

 Aos 16 dias do mês de fevereiro de 2010, às dezessete horas e trinta minutos, no auditório desta escola, sob a presença do diretor (nome completo), reuniram-se professores e demais colaboradores no intuito de discutirem e planejarem sobre a realização das aulas que serão ministradas no contraturno, funcionando como suporte pedagógico aos alunos que se encontram de dependência em algumas disciplinas. Depois de constatada a presença de todos, o diretor explanou sobre os benefícios proporcionados pelo procedimento, elecando as opiniões de todo o corpo docente e, decididamente, se instaurou que as aulas ocorrerão duas vezes por semana durante um período de seis meses.
Firmados todos os compromissos, a reunião se encerrou, da qual eu, (nome da secretária que atende pela escola),
 lavrei a presente ata. Após ser lido e aprovado, o documento será assinado por mim e demais presentes.

São Bernardo do Campo, 16 de fevereiro de 2010.

Seguem, posteriormente, as assinaturas:

Redigindo um recibo

08:55 PM, 30/7/2010

Redigindo um recibo

ão inúmeras as ocorrências em que pessoas se sentem lesadas por não tomar as devidas precauções. Contratos de trabalho, de aluguéis, notas promissórias... Enfim, tal fato deriva-se, muitas vezes, da falta de informações e da própria confiabilidade depositada apenas na “verbalização” entre as partes envolvidas. Esquecem-se de que uma das maneiras que nos subsidiam em termos de comprovação acerca de algo é a linguagem escrita, ou seja, algo verdadeiramente documentado, registrado.

Dentre estas situações, figura-se um gênero que comumente circula nas esferas sociais – o recibo. Já imaginou ter que pagar uma conta por duas vezes apenas porque não exigiu do credor o documento comprobatório? Ele, diga-se passagem, é de extrema importância para todos, pois assegura-nos de possíveis transtornos.

Analisando-o como um elemento pertencente à enorme variabilidade de gêneros dos quais compartilhamos, o recibo carece de uma análise mais atenta quanto às suas características de natureza linguística. Mesmo porque se constitui de uma estrutura padrão, justamente por se inserir na modalidade ora caracterizada como redação técnica. A título de reconhecê-lo de uma forma abrangente, observemos um exemplo representativo:
 

 R E C I B O

Campo Grande, 03 de março de 2009.          R$ 300,00

Recebi (emos) de (nome completo da pessoa que efetua o pagamento).

Endereço (endereço completo desta).

A importância de trezentos reais, referente ao pagamento de dois meses do aluguel.


Para os devidos efeitos, assino (amos) o presente

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(Assinatura do remetente)

Em se tratando de remetentes jurídicos, há que se ressaltar que alguns adquirem o documento já pronto, normalmente comercializado em papelarias, outros optam por redigi-lo, acompanhado do logotipo da empresa. O importante é que em ambos os casos, há a necessidade de se atribuir o carimbo, contendo os dados do estabelecimento, e assinatura.

Atestado

08:50 PM, 30/7/2010

Atestado

Primeiramente, analisemos um modelo que retrata o documento ora em estudo, a fim de que possamos nos inteirar de seus aspectos relevantes. Perceba:

Timbre da empresa (***)
A T E S T A D O

Atesto para os devidos fins que o aluno (nome completo) se encontra matriculado nesta instituição de ensino cursando o nono ano, referente à segunda fase do Ensino Fundamental.



Campo Grande, 2 de agosto de 2009.

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(Assinatura da pessoa responsável por emitir a comunicação)


Secretária Geral


É perceptível que se trata de uma comunicação feita por uma determinada pessoa em favor de outra, com vistas a afirmar uma verdade em que se acredita. Detectamos a presença de um discurso objetivo e preciso, o qual se pauta por retratar todas as informações necessárias à concretização dos objetivos propostos mediante a emissão do documento.

Trata-se de um gênero comumente utilizado na esfera social, uma vez que as informações prestadas tendem a se caracterizar pela sua veracidade, tornando-se passíveis de posteriores comprovações. Um típico exemplo desta modalidade são os atestados médicos, documentos requisitados pelas empresas em virtude do não comparecimento do funcionário.

A estruturação de um memorando

08:50 PM, 30/7/2010

A estruturação de um memorando

As características peculiares ao memorando faz com ele se situe dentre a chamada redação oficial, dado o seu caráter retratado pela impessoalidade. Mediante tais postulados remetemo-nos à ideia de um discurso claro, objetivo e preciso, bem como estruturado em uma linguagem regida pelo padrão formal e em um formato que traduz uniformidade, isto é, pré-estabelecido, padronizado.

Somadas a essas características, ressalta-se o fato de que o memorando também se revela pela sua agilidade, isentando-se de quaisquer procedimentos burocráticos que inviabilizem este propósito. Figurando como uma comunicação eminentemente interna, o memorando tende a permitir o contato entre as unidades administrativas de um mesmo órgão, podendo se encontrar, hierarquicamente, em níveis diferentes ou semelhantes.

No que se refere à finalidade discursiva, esta pode se referir a questões meramente administrativas, como também pode ser utilizado para a exposição de projetos, ideias e diretrizes a serem adotados por um determinado setor do serviço público, por exemplo. A agilidade, característica marcante, permite que os despachos sejam proferidos no próprio documento, evitando assim o acúmulo de documentações ora em trâmite.

No intento de aprimorarmos nossos conhecimentos acerca do documento em referência, consideremos suas partes estruturais:

Memorando nº 15 Em 16 de agosto de 2009.

Ao Senhor (nome da pessoa para a qual o documento é destinado) – Chefe do Departamento de Recursos Humanos

Assunto: Relação do quadro de colaboradores

Por ocasião da visita dos diretores, solicitamos a Vossa Senhoria a relação completa do quadro de nossos colaboradores, a fim de que possamos cumprir com as determinações que nos foram repassadas.

O Ofício - Uma modalidade veiculada pelo serviço público

08:49 PM, 30/7/2010

O Ofício - Uma modalidade veiculada pelo serviço público

Imagine se você, na qualidade de diretor de uma determinada escola, estivesse promovendo um evento relacionado a uma mostra cultural. Infelizmente o espaço físico não comporta todo um contingente de pessoas esperado para o evento e não dispõe de recursos tecnológicos, como telão, data-show, microfone, entre tantos outros, com vistas a colaborar na qualidade das apresentações. Mas algo indica que você pode contar com recursos que lhe são favoráveis, como por exemplo, um local destinado somente para esta finalidade, pertencente à Prefeitura. Será que apenas um simples telefonema, ou um e-mail talvez, atenderiam aos seus anseios?

Obviamente que não, pois o pedido em questão teria que, necessariamente, ser redigido em papel timbrado pela escola, pautando-se em um discurso claro, objetivo e formal com vistas a especificar todos os objetivos que se espera mediante o envio do referido documento. De modo a concretizá-los, eis que segue um exemplo sobre como este deveria ser expresso. Observe:
  Local e data - Belo Horizonte, 23 de março de 2010.

Vocativo – este requisitará o pronome de tratamento adequado ao cargo ocupado pelo destinatário – Excelentíssimo Secretário Municipal de Cultura

Introdução (explicação do assunto)

A Escola Estadual Dom Fernando, juntamente com alunos e quadro de colaboradores, organizou uma mostra cultural referente aos anos 80. O evento contará com apresentações artísticas envolvendo dramaturgia e dança, bem como exposição literária referente ao mesmo período.

Desta forma, solicitamos a permissão de V. Exª no intento de utilizarmos o Centro Cultural Cora Coralina para a realização do evento.

Certos de contarmos com sua atenção, subscrevemo-nos atenciosamente,

--------------------------
(Assinatura do diretor)

Ao Excelentíssimo Senhor Secretário Municipal de Cultura da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte

Carta comercial - Um gênero do ramo empresarial

08:48 PM, 30/7/2010

Carta comercial - Um gênero do ramo empresarial

Antes de delinearmos as características que perfazem este gênero circundante no cotidiano empresarial ligado a diversos segmentos, enfatizaremos a respeito de sua finalidade discursiva. Esta pode se pautar por objetivos diversos, atribuídos desde simples agradecimento em relação aos serviços prestados, reivindicação quanto à melhoria referente ao atendimento realizado, cobranças financeiras, solicitação de orçamentos, dentre outros.

Trata-se de uma comunicação na qual o discurso não se caracteriza como sendo livre, havendo sempre uma intenção específica. Em virtude desse aspecto, perfaz-se de elementos pré-determinados no que tange à sua estrutura, tais como: linguagem clara, precisa e objetiva, proferida com base no padrão formal da língua. A título de conferirmos todas essas questões elementares, enfatizaremos acerca da maneira pela qual ela se estrutura.

Semelhantemente às outras modalidades pertencentes ao gênero em foco, compõe-se de:
 

Timbre – Lojas da Economia

Local e data – Rio de Janeiro, 12 de fevereiro de 2009.

Identificação do destinatário – Atacadista Popular

Epígrafe ou ementa – retrata o assunto que rege o documento:

Atraso na entrega da mercadoria

Vocativo – Prezados senhores

Texto:

Em virtude da não entrega da mercadoria solicitada, gostaríamos de demonstrar nossa insatisfação em relação aos serviços prestados pela empresa. Solicitamos que tomem as devidas providências no intuito de satisfazer às nossas expectativas a fim de que possamos manter nossa parceria.

Certos de contarmos com a vossa compreensão, agradecemos.

Despedida:

Atenciosamente

_____________________
(Assinatura do responsável pelo setor

Procuração

08:46 PM, 30/7/2010

Procuração

Analisemos um caso representativo que caracteriza o referido gênero, qualificado pela chamada “Redação Técnica”, cujas características linguísticas se perfazem por regras previamente estabelecidas, por se tratar de um documento tido como oficial. Vejamos:
 

P R O C U R A Ç Ã O


Por este instrumento particular de procuração, (nome do outorgante), residente e domiciliada em (endereço completo), nomeia e constitui seu bastante procurador (nome do outorgado seguido de sua identificação pessoal: RG, CPF), residente e domiciliado (endereço completo), podendo o outorgado assinar todos os atos que se tornem necessários para o bom e fiel cumprimento do presente mandato assim como substabelecer.


_________________________
(Local e data)


_________________________
(Assinatura do outorgado)

Trata-se de um gênero comumente utilizado por várias pessoas e nas mais diversas situações. Por exemplo, suponha que alguém, residente em outra cidade, estado e até mesmo país, necessite de um documento que possa atender à sua necessidade. Essa pessoa dispõe de um recurso cuja finalidade é nomear uma outra, seja familiar ou amigo para agir em seu nome, dando-lhe plenos poderes para tal.

Como sabemos, todo documento, necessariamente precisa denotar veracidade em relação às informações prestadas para fins comprobatórios. Para tanto, este, ora em estudo, deverá ser escrito de próprio punho ou digitado, como também lavrado por um tabelião. O fato é que em ambas as modalidades há o requisito de que sejam reconhecidas em cartório, conferindo maior credibilidade ao documento.

Reconhecendo seus termos estruturais, atemo-nos às devidas particularidades:

Outorgante – Refere-se à pessoa a qual concede a procuração.

Outorgado – Refere-se à pessoa para a qual esta é passada.

Especifica-se assim os poderes, definindo o prazo de validade e a finalidade da presente procuração, seguido da localidade, data e assinatura do outorgado. Eis a estrutura do documento em discussão!

Requerimento-Um gênero dotado de formalidades

08:45 PM, 30/7/2010

Requerimento-Um gênero dotado de formalidades

Seria possível imaginarmos uma quantidade significativa de pessoas envoltas em um só objetivo: a de solicitar algo relacionado a informações prestadas referentes a si mesmas nas mais variadas circunstâncias – no trabalho, faculdade, escola, dentre outras? E mais! Imagine se todas essas solicitações fossem proferidas verbalmente! A conclusão a qual podemos chegar é que tudo resultaria tão somente em uma efetiva desorganização, podendo até gerar um certo conflito em decorrência desta.

É por essas e outras razões que há inúmeras tipologias textuais que caracterizam as finalidades discursivas a que se propõe o(s) interlocutor(es) mediante suas necessidades cotidianas, nas quais o discurso se revela de maneira específica, pautado sob um rigor técnico e formal e, sobretudo, registrado, com vistas a conferir maior credibilidade ao que ora se deseja alcançar. Tudo tende a nos tornar ainda mais claros quando nos atemos ao sentido denotativo a que se refere ao verbo “requerer”: pedir, solicitar mediante requerimento à autoridade ou pessoa em condições de conceder o que se pede. Precisar, reclamar (-e), exigir (-se).

Desta feita, temos que o gênero em questão trata-se de um pedido feito por pessoa física ou jurídica relacionado a algo a que se tem direito. Geralmente, é direcionado a alguém apto a atender tal solicitação, representado na pessoa do diretor de uma escola, reitor de uma universidade, chefe do departamento pessoal de uma empresa, dentre outras posições hierárquicas.

Notadamente nos deparamos com algo que requer procedimentos específicos para sua constituição e, para tal, discorreremos a seguir acerca de todos eles. Esteticamente, assemelha-se à carta, como podemos conferir:

* Invocação ou vocativo: Refere-se à indicação do cargo pertencente à pessoa para a qual é destinado o requerimento, acompanhada do pronome de tratamento adequado, tal como: Vossa Excelência, Ilustríssimo Senhor, Vossa Magnificência, entre outros.

* Corpo do requerimento: Constitui-se de um único parágrafo, contendo o motivo do pedido baseado em uma fundamentação legal e demais aspectos elementares, como:

- Identidade do requerente: Nome completo, estado civil, nacionalidade e número dos documentos pessoais, como RG e CPF.

* Fecho: Finaliza o documento, constando as seguintes informações: Pede e aguarda deferimento (P. e A.D) ou - Nestes termos, pede deferimento (N.T. P.D.)

* E por último segue a data e assinatura do remetente. Torna-se importante ressaltar que entre a invocação e o corpo do documento, normalmente, costuma-se deixar mais ou menos de 7 a 10 espaços para o protocolo ou despacho da autoridade competente.

Vejamos agora um exemplo representativo, de modo a efetivarmos nossos conhecimentos sobre o assunto. Eis:
 

Magnífico Reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro







---------------------------------(nome completo do requerente, acompanhado de todos os seus dados pessoais) vem requerer junto à Vossa Magnificência a grade curricular referente ao Curso de Design de Modas, ministrado por esta instituição de ensino.

Nestes termos,
Pede deferimento.

--------------------------------
(Local e data)
---------------------------------
(Assinatura do requerente)

Declaração

08:43 PM, 30/7/2010

Declaração

Presenciamos hoje uma sociedade permeada de um certo “ecletismo”. Ao referirmo-nos ao termo em evidência, sabemos que ele, denotativamente dizendo, se liga à diversidade, a algo relativo a diversas naturezas.

Entretanto, tomando-o em seu sentido negativo, retomamos à ideia dos propósitos mal intencionados que, embora repudiados, somos compelidos a conviver com eles. Diante dessa prerrogativa, o gênero textual em questão, ora denominado de declaração, possui duas características de total relevância: o fato de pertencer a algo relacionado à escrita, constituído por um certo formalismo, como também de retratar um documento, algo passível de constatação, conferindo credibilidade e isento de quaisquer contestação, fraude, dentre outras ocorrências de natureza negativa.

Analisando-o no que se refere à sua aplicabilidade, percebemos que ele, de maneira corriqueira, circula dentre os mais diversos ambientes ligados à esfera social, tais como: empresas, repartições públicas e privadas, universidades, escolas da rede particular e pública de ensino, entre outros.

Quanto à finalidade discursiva, essa tem por objetivo comprovar algo por parte do órgão que a emite. E em virtude de seu caráter verídico, a declaração, normalmente, costuma ser redigida em papel timbrado, cercado das devidas marcas que a caracterizam como tal, no caso, o logotipo, carimbo seguido da razão social e assinatura da pessoa responsável.

No intuito de ampliarmos ainda mais o nosso conhecimento acerca de mais uma modalidade representativa, observemos a sua composição:

D E C L A R A Ç Ã O

Declaro para os devidos fins que o funcionário -------------------------(nome completo da pessoa a qual se refere) prestou serviço nessa empresa, ora denominada ------------------(nome do órgão responsável por emitir o documento) durante o período compreendido entre janeiro de 2005 a outubro de 2007.

Por ser verdade, firmo o presente documento.

-----------------------------------------
(Local seguido de sua respectiva data)

-------------------------------------------
(Assinatura do emissor responsável acompanhada do documento de identificação (RG,CPF, e outros)

O texto teatral - Uma linguagem encenada

08:41 PM, 30/7/2010

O texto teatral - Uma linguagem encenada

A história do teatro remonta desde a Grécia antiga (séc. V a. C.), na qual a representação teatral era concebida como a principal atividade artística. Encenavam-se peças, em especial as tragédias, cujo intuito era conduzir os expectadores à catarse - uma espécie de purificação da alma, dada pela liberação das emoções.

Com o passar do tempo, novas modalidades foram se incorporando ao gênero dramático, tais como: as comédias, representações nas quais a temática perfaz-se de fatos circunstancias e corriqueiros, tendo pessoas pertencentes às classes populares como personagens; o auto, uma peça curta e de cunho religioso, cuja temática liga-se a entidades abstratas (amor, hipocrisia, bondade, virtude, dentre outras); e a farsa, voltada para a sátira dos costumes sociais. Desta feita, a concepção catártica foi se esvaindo, cedendo lugar para novos postulados – denúncia de injustiças sociais, reflexões filosóficas acerca de fatos cotidianos, entre outros.

Ao estabelecermos familiaridade com o texto dramatizado, percebemos que ele se assemelha ao narrativo no tocante a vários aspectos, tais como, personagens, enredo, tempo e espaço. Entretanto, diferenças também se acentuam, visto que no texto teatral, a interação entre os interlocutores é estabelecida por meio da própria representação, ora manifestada pelo discurso direto. Tal fato condiciona-se à ausência do próprio narrador, pois é mediante a desenvoltura dos próprios personagens que o enredo é paulatinamente retratado.

Outro aspecto bastante peculiar reside na atribuição dada ao conflito, elemento primordial no gênero em questão. Em meio ao desenrolar do diálogo cria-se uma situação conflituosa caracterizada por uma oposição e uma luta de vontades entre os personagens, condicionando a plateia/leitor a criar uma expectativa em relação aos fatos presenciados ou lidos.

Para que possamos constatar acerca de como tais pressupostos se materializam, analisaremos, pois, alguns fragmentos inerentes à peça intitulada O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna:

[...]

JOÃO GRILO
Ele diz “à misericórdia”, porque sabe que, se fôssemos julgados pela justiça, toda a nação seria condenada.

PALHAÇO
Auto da Compadecida! (Cantando.) Tombei, tombei, mandei tombar!
ATORES, respondendo ao canto
Perna fina no meio do mar.

PALHAÇO
0i, eu vou ali e volto já.
ATORES, saindo
Oi, cabeça de bode não tem que chupar.

PALHAÇO
O distinto público imagine à sua direita uma igreja, da qual o centro do palco será o pátio. A saída para a rua é à sua esquerda. (Essa fala dará ideia da cena, se adotar uma encenação mais simplificada e pode ser conservada mesmo que se monte um cenário mais rico.) O resto é com os atores.

Aqui pode-se tocar uma música alegre e o Palhaço sai dançando. Uma pequena pausa e entram Chicó e João Grilo.

JOÃO GRILO
E ele vem? Eu estou desconfiado, Chicó. Você é tão sem confiança!

CHICÓ
Eu, sem confiança? Que é isso, João, está me desconhecendo? Juro como ele vem. Quer benzer o cachorro da mulher para ver se o bicho não morre. A dificuldade não é ele vir, é o padre benzer. O bispo está aí e tenho certeza de que o Padre João não vai querer benzer o cachorro.

JOÃO GRILO
Não vai benzer? Por quê? Que é que um cachorro tem de mais?

CHICÓ
Bom, eu digo assim porque sei como esse povo é cheio de coisas, mas não é nada de mais.
[...]

Situamo-nos diante de uma considerável peça que constitui o cenário das artes cênicas, na qual o autor propõe-se a retratar temas universais, tais como a avareza e suas inevitáveis consequências – atitude esta, abominável diante dos preceitos ligados ao Cristianismo. Sendo assim, a obra revela essa estreita intimidade estabelecida entre as relações humanas e o divino.

Familiarizados com o enredo, podemos identificar outras características que o demarcam, como é o caso da fala direta dos personagens, bem como a presença de parênteses seguidos de seus respectivos enunciados linguísticos. Ressalta-se para o fato de que estes recebem uma denominação específica, caracterizados por rubricas, as quais descrevem os elementos que compõem a ação, como, atitude dos personagens, movimentação entre estes, postura corporal e demais procedimentos.

Não podemos, aqui, deixar de mencionar acerca dos outros elementos que, juntamente com os personagens, colaboram para a concretude da arte em questão. Entre eles citamos: a música, arquitetura, pintura, a arte indumentária (o figurino), iluminação, o mobiliário usado na representação, maquiagem, sonoplastia e contrarregra.

O hipertexto - uma ferramenta cultural interativa

08:41 PM, 30/7/2010

O hipertexto - uma ferramenta cultural interativa

Imagine que estejamos imbuídos no propósito de realizar uma pesquisa sobre um determinado assunto. Pensou naquela mesa cercada de inúmeras referências bibliográficas, nas quais as informações parecem ser cada uma mais importante que a outra?

Agora se imagine em frente ao computador realizando o mesmo procedimento... Mas afinal, será que o objetivo pretendido mediante tal comparação é o de valorizar a pesquisa on line e desmerecer outras fontes? De forma alguma, estas continuam evidenciadas por sua considerável eficácia, por mais que os avanços tecnológicos ocupem lugar de destaque.

O que realmente se propõe é ressaltar como estes avanços vêm influenciando no cotidiano das pessoas, ora denotando um caráter positivo, ora negativo. E, por assim dizer, no que tange à aquisição de conhecimentos, os recursos proporcionados pela multimídia parecem promover uma efetiva interação entre o discurso e seus respectivos interlocutores, podendo estes compartilhar-se de sons, imagens, vídeos, dentre outros benefícios.

Outro aspecto que também tende a se mostrar como positivo é o fato de que o interlocutor pode compartilhar com inúmeras informações ao mesmo tempo apenas utilizando-se dos aplicativos fornecidos pelo próprio computador. Trata-se de uma leitura, digamos assim, não linear, posto a disponibilidade de conceitos reunidos em um só “ambiente”, sem grandes esforços para o usuário.

Em termos didáticos, o hipertexto funciona como aliado nessa incessante busca que o aluno tem por informações rápidas e precisas. O hipertexto, como ferramenta de ensino e aprendizagem, propicia a descoberta pelo conhecimento de forma interativa, fazendo com que os interlocutores, ao mesmo tempo em que se propõem a concretizar seus objetivos com a aquisição de informações, insiram-se também no mundo digital, com vistas a acompanhar o processo evolutivo da sociedade.

Textos de divulgação científica

08:40 PM, 30/7/2010

Textos de divulgação científica

Ao estabelecermos contato com o termo ora representado pelo adjetivo “científico”, situamo-nos no campo relacionado à ciência. E, como tal, foi tida por muito tempo como algo característico de uma verdade absoluta, isentando-se de possíveis questionamentos. A verdade é que, com o passar do tempo, o dinamismo que envolve a sociedade como um todo parece ter atingido até mesmo esta área de conhecimento, ou seja, a verdade de hoje pode não ser a mesma de amanhã. Tal posicionamento comprova o considerável avanço do qual compartilhamos atualmente.

Para que o leitor possa se interagir com este avanço, há uma modalidade textual ora representativa dos mais diversos gêneros atuantes – os chamados textos de divulgação científica. Sua finalidade discursiva pauta-se pela divulgação de conhecimentos acerca do saber científico, assemelhando-se, portanto, com os demais gêneros circundantes no meio educacional como um todo, entre eles, textos didáticos e verbetes de enciclopédias.

Mediante tal pressuposto, já temos a ideia do caráter condizente à linguagem, uma vez que esta se perfaz de características marcantes – a objetividade, isentando-se de traços pessoais por parte do emissor, como também por obedecer ao padrão formal da língua. Outro aspecto passível de destaque é o fato de que no texto científico, às vezes, temos a oportunidade de nos deparar com determinadas terminologias e conceitos próprios da área científica a que eles se referem.

Veiculados por diversos meios de comunicação, seja em jornais, revistas, livros ou meio eletrônico, compartilham-se com uma gama de interlocutores. Razão esta que incide na forma como se estruturam, não seguindo um padrão rígido, uma vez que este se interliga a vários fatores, tais como: assunto, público-alvo, emissor, momento histórico, dentre outros.

Mas, geralmente, no primeiro e segundo parágrafos, o autor expõe a ideia principal, sendo representada por uma ideia ou conceito. Nos parágrafos que seguem, ocorre o desenvolvimento propriamente dito da ideia, lembrando que tais argumentos são subsidiados em fontes verdadeiramente passíveis de comprovação – comparações, dados estatísticos, relações de causa e efeito, dentre outras.

Textos humorísticos

08:38 PM, 30/7/2010

Textos humorísticos

Torna-se de fundamental importância que, antes de delinearmos nossos objetivos rumo ao conhecimento das particularidades linguísticas que norteiam a modalidade em questão, entendamos que a interlocução de um texto somente é efetivada quando há a interação entre emissor x receptor.

Tal interação parte do princípio de que todo texto se perfaz por uma finalidade discursiva e, para tanto, faz-se necessário que o emissor a desvende de maneira plausível, interpretando adequadamente a ideia que ora se deseja transmitir, compreendendo todo o jogo que se instaura por meio das palavras, identificando todas as conotações presentes, enfim, interpretando os efeitos de sentido instituídos pelo emissor a partir de um contexto

Em se tratando dos textos humorísticos por excelência, o discurso pauta-se pelo entretenimento, como é o caso das anedotas, das histórias em quadrinhos, amplamente difundidas desde a nossa infância. No entanto, há aqueles textos em que o humor está subsidiado em um objetivo do qual precisamos ativar nosso conhecimento de mundo – aquele adquirido ao longo de nossa experiência –, para então “descortinarmos” a mensagem atribuída mediante as entrelinhas.

No intuito de compreendermos um pouco mais sobre as particularidades inerentes aos gêneros voltados para o humor, enfatizaremos os casos representativos de modo particular:

Anedota

Trata-se de um texto que tem por objetivo proporcionar o entretenimento por parte do receptor. Analisemos um exemplo:

Português

Um português telefona pra agência de viagem:
- Por favor, quanto tempo leva um avião pra Lisboa?
- Um minuto...
- Obrigado - e desligou.

Cartum

Representa uma anedota gráfica, aliando linguagem verbal e não verbal. Geralmente, ele aborda situações universais e atemporais, ou seja, aquelas que podem acontecer em qualquer tempo ou lugar, com vistas a promover uma sátira aos comportamentos humanos. Observemos:


Charges

A charge, ao contrário do cartum, satiriza um fato específico. Outro fator de divergência está condicionado às personagens, visto que no cartum são pessoas comuns, e as da charge, por sua vez, são pessoas que exercem uma certa influência diante do cenário social, como por exemplo, os representantes políticos. Como dito anteriormente, para que o discurso se materialize em sua plenitude, é preciso haver cumplicidade entre os interlocutores, de modo a interpretar os fatos com referência nos conhecimentos prévios. Vejamos:

 

O acróstico - Uma recriação textual

08:37 PM, 30/7/2010

O acróstico - Uma recriação textual

M – eiga

A – miga

E – legante

 

L - inda

A - morosa

R – isonha

I – nteligente

S - ábia

S – incera

A - ltiva


Diante de tais criações percebemos o caráter dinâmico que rege a língua, haja vista que a partir de uma simples letra somos condicionados a criar inúmeros vocábulos, poemas e até frases.

Possibilidades estas proporcionadas pelo acróstico, caracterizado também como uma espécie de recriação textual, assim como o resumo, a resenha, o esquema e a paráfrase. O ato de recriar permite-nos expressar nossos conhecimentos linguísticos apoiados no “acervo” do qual dispõe nosso vocabulário.

Os exemplos anteriormente mencionados retrataram uma criação a partir das letras iniciais de cada palavra, mas é importante reconhecermos que tal procedimento pode também ocorrer com letras intermediárias e até com as finais.

Agora que já nos inteiramos de mais uma particularidade inerente à linguagem, é hora de partirmos para a prática e construirmos nosso próprio acróstico. Gostou da sugestão?

Então, é só dar asas à sua imaginação que o resultado, certamente, será fantástico!