Cansei de ser “evangélico”! Sei que está em moda dizer isto, mas não digo por causa da moda, como quem vai sendo manobrado como massa, mas sim por causa do nó na garganta mesmo, do aperto no peito e da triste constatação do imenso engano que cegou a igreja evangélica espalhada por todos os lados. Graças a Deus nunca fui “gospel”, mas ser “evangélico” não diz mais o que deveria dizer e não representa tudo o que Deus me chamou para ser Nele em amor e Graça e que está para muito além das portas das igrejas [com “i” minúsculo]. Meu lugar, e o convite que recebi, é para ser do Reino e deste privilégio não abro mão.
O que digo certamente será combatido pelos “santos”, pelos “homens de ‘deus’”, por “pastores” e “gente da visão”. Serei chamado de “perturbador da fé”, “insubordinado”, “sem fé”, “sem aliança”, “sem cobertura”, dirão que estou causando escândalo ou coisas semelhantes a estas, mas assumo o que estou dizendo com a convicção de quem não vai pular do barco naufragando, mas que tem a vontade firme na rocha de ganhar a quantos conseguir, dentro e fora do barco, com minha pregação simples, sem arranjos, sem perversão e o mais sincera/verdadeira possível.
Estou enojado e farto de Atos [feiticeiramente] Proféticos, Teo-loteria da Prosperidade, declarações esquizofrênicas de autoridade, coberturas espirituais e recados dados por um “deus” que nunca cumpre o que promete e muda de idéia e direção como quem troca de sapato. Apóstolos, pastores e bispos que subiram no pináculo do templo e se fazem mediadores entre “deus” e os homens tentando fazer-se iguais a Deus, dizendo o que seu rebanho pode ou não pode fazer, julgando o servo alheio, sob a pena de não ordenar mais a bênção de “deus” aos seus discípulos através de sua autoridade. Campanhas de promoção barata e tentativas algemadas de lotar templos com gente que vem enganada e enganando-se, tentando frustradamente, de todos os jeitos, alcançar a inalcançável oração para a qual Deus não disse “amém”, mas que o “profeta” declarou que aconteceria. É gente que lê e ouve o Evangelho, mas leva pra casa e para o coração o envenenangelho.
Há lugar firme na rocha! Mas estes loucos teimam em construir suas casas/templos na areia. Negaram a cruz, afirmando não haver nela salvação suficiente, inventando quebras humanas de maldições hereditárias e uma santidade apenas moral/sexual/farisaica, sem ética e sem caráter, sem verdade de vida no Evangelho. Não crêem que a armadura de Deus, o capacete da salvação, o escudo da fé, a couraça da justiça, o cinturão da verdade e o calçado do evangelho da paz são equipamentos dados gratuitamente a todos os que crêem, até mesmo aos mais pequeninos na fé e não somente a uma “elite sacerdotal” detentora de uma “revelação nova”.
Denuncio estes lobos enganadores, raça de víboras, envenenadores do Evangelho que, não se contentando em mudar apenas uma vírgula ou til da revelação, perverteram todo o sentido da Palavra, ensinando doutrinas perversas que nada tem a ver com o Caminho/Boa Nova anunciada em Jesus, o Filho de Deus.
Não creio, de modo algum, em um “deus” que só age ou me livra do mau/mal se eu orar/verbalizar/declarar/profetizar meu pedido. Eu creio em um Deus que ouve minhas orações, sim! Todas elas. Muito antes delas me virem aos lábios. Ele me livra de vales da sombra da morte que eu nem imagino que se levantaram contra mim e vou andando em fé.
Meu Deus não se apresenta em “shows da fé”, não faz politicagem, não dá “jeitinho”, não me abençoa só porque sou fiel, mas em Graça e amor me reconciliou com Ele, sem merecimento algum, sem justiça própria, mas justificado mediante a fé Naquele que por mim se entregou mesmo sendo eu um pecador.
Os cantores de Deus não estão nos palcos das TVs, não lotam auditórios, nem ginásios, não são performáticos, mas estão cantando e louvando a Deus dentro das prisões, no silêncio do seu quarto louvando somente a Deus. Não buscam seu próprio interesse de vender mais CDs, não são idólatras de sua própria imagem.
É triste ver tantos amigos, colegas de ministério, gente querida e de Deus, mas que estão fascinados e tentados pela possibilidade de transformar as pedras em pães, de jogar-se do pináculo do templo e venderem suas almas ao principado deste século de sucesso, holofotes e aplausos. Minha oração é para que estes se arrependam e creiam no Evangelho. Abandonem o envenenangelho pregado por interesses pessoais, medidos em números e não na verdade de Deus produzida em amor. Por favor voltem ao Evangelho!
Há um lugar de liberdade e vida pacificada, plenificada, renovada todos os dias. Sem trocas, sem barganha, sem modificar ou acrescentar nada à Palavra revelada em Jesus, nem mesmo as novas interpretações e revelações exclusivíssimas que alguns falsos mestres e falsos apóstolos dizem ter recebido. O caminho antigo ainda é o Novo e Vivo Caminho em Deus. O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo é nossa garantia irrevogável que [todas] as nossas maldições e dores foram levadas sobre Ele. Está dito! Está escrito! Quem ouvirá? Quem vai crer em nossa pregação?
O Deus que disse “arrependam-se e creiam no Evangelho” te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!
Um sacerdote muçulmano e eu estávamos em um debate, há alguns anos atrás, descrevendo a essência de nossas duas religiões para alguns alunos de uma faculdade. O muçulmano explicou que não há nenhum deus além de Deus e que a afirmação da divindade de Cristo era uma blasfêmia. Eu expliquei que essa afirmação é justamente o centro do Cristianismo: Jesus é Deus. Então um estudante se levantou e disse: “Eu não vejo nenhuma diferença entre as duas religiões”.
Eu e sacerdote muçulmano explicamos as diferenças novamente, mas não conseguimos convencer o rapaz de que, se um de nós estava certo, então o outro estava errado. O pluralismo religioso ensinou àquele estudante a nunca afirmar que uma religião é superior à outra. Esse tipo de afirmação deve ser rapidamente classificada como intolerante e exclusivista.
Logo após a tragédia do World Trade Center, muitas pessoas de Nova York que nunca pisaram em uma igreja começaram a procurar por alguma delas que pudesse responder a sua dor e seus questionamentos. A Redeemer Prebyterian Church parecia um adesivo mata-moscas: atraía e prendia aqueles que normalmente se manteriam afastados do Cristianismo.
Mesmo que céticos e descrentes sempre tenha sido uma parte significante da congregação da Redeemer, agora quase 30% de nossos congregados são não-cristãos. Muitos deles, ainda firmados no pluralismo religiosos e têm pouca paciência com afirmações de superioridade do Cristianismo.
Manter meu ministério com pessoas de cultura pluralista requer que eu pregue de tal forma que não comprometa a verdade do evangelho, mas que não afaste aqueles que acreditam na pluralidade das religiões.
Bem especial
Eu não afirmo diretamente que “o Cristianismo é uma religião superior”, e certamente não acuso outras religiões de não o serem. Ao invés disso, tento mostrar o que faz o Cristianismo especial.
O pastor do meu pai recentemente deu um exemplo vivo disso. Minha mãe sofreu um enfarto e meu pai estava precisando de apoio. Seu pastor sentou ao seu lado por horas no hospital, ministrando não com palavras profundas, mas simplesmente por estar lá.
Da mesma forma, o Cristianismo não oferece muitas soluções práticas para o problema do sofrimento, mas oferece a promessa de um Deus que nos acompanha totalmente quando sofremos. Apenas os cristãos acreditam em um Deus que diz “estou aqui ao seu lado. Eu já passei pelo mesmo sofrimento que você. Eu sei como é isso”. Nenhuma outra religião chega perto de oferecer tal coisa.
Depois da tragédia do WTC, entre 600 e 800 novas pessoas começaram a comparecer aos cultos na Redeemer. Esse fluxo repentino de pessoas procurava respostas para a pergunta “O que Deus tem para me oferecer em uma hora como essa?”.
Eu pregava: “O Cristianismo é a única fé que te diz que Deus perdeu um filho em um ato violento de injustiça. O Cristianismo é a única religião que te diz, portanto, que Deus sofreu como você tem sofrido”.
Isso são palavras cuidadosamente escolhidas para dizer “outras religiões te dizem muitas coisas boas, sim. Mas o Cristianismo é a única que te diz isso. Se você negar isso, você desperdiça uma grande experiência espiritual”.
Alguns pluralistas se chocam com isso, pois percebem que desejam essas características do Cristianismo – um Deus que conhece a dor humana, salvação pela graça e a esperança do céu – em tempos de necessidade.
Mas, ao mesmo tempo, estamos em Nova York. Eles sabem que quando eu digo “apenas o Cristianismo te afirma isso”, eu estou dizendo que ele é maior que as outras religiões. Então armam suas defesas. Como você se atreve a dizer que sua religião é superior a alguma outra?
É por isso que, de vez em quando, eu trato diretamente de algumas fraquezas das bases do pluralismo.
Pregando todo o elefante
Uma semana ou outra, eu enfrento noções pluralistas populares, não em um sermão inteiro, mas com um ponto aqui e outro ali.
Por exemplo: pluralistas dizer que nenhuma religião pode conhecer a totalidade da verdade espiritual, logo, todas as religiões são válidas. Se por um lado é bom reconhecer nossas limitações, por outro, esse dizer é, em si mesmo, uma grande afirmação sobre a natureza da verdade espiritual. Uma analogia comum a isso é a dos cegos tentando descrever um elefante. Um deles apalpa a cauda e diz que um elefante é fino e flexível. Outro sente a pata e diz que um elefante é grosso como um tronco de árvore. Um deles toca o corpo e afirma que um elefante é como uma parede. Supostamente, isso representa como as várias religiões entendem apenas uma parte de Deus, enquanto nenhuma delas pode realmente ver o quadro totalmente. Dizer ter total conhecimento sobre Deus, dizem os pluralistas, é arrogância.
Normalmente, quando falo sobre essa ilustração, vejo muitas pessoas balançando a cabeça como se concordassem.
Então eu as faço acordar: “O único jeito de essa parábola fazer algum sentido, entretanto, é se você já viu todo o elefante. Logo, quando você diz ‘cada religião vê apenas uma parte da verdade’, você está afirmando conhecer exatamente aquilo que nenhuma delas conhece. E você está demonstrando a mesma arrogância espiritual que você acusa os cristãos de ter”.
Simplesmente ser bom é ruim
O rapaz da discussão na faculdade insistiu que não há diferença entre o Cristianismo e o Islã porque, em suas palavras, “vocês dois dizem que deveríamos apenas tentar obedecer a Deus e viver uma boa vida”.
A pregação cristã acaba normalmente dando razão para os pluralistas enxergarem dessa forma.
No livro “Natureza da Verdadeira Virtude”, Jonathan Edwards demonstra que a maioria das pessoas que buscam uma boa moral tenta atingir padrões éticos principalmente por interesse próprio, orgulho e medo. Ele chamou isso de “moralidade comum”, em contraste à “verdadeira virtude”, que nasce de uma vida transformada pelo experimentar da graça de Deus. Edwards estava falando de um coração cheio de amor e alegria, que age não por superioridade ou medo das conseqüências, mas por prazer em Deus e pela sua beleza de sua glória.
Existem certas pregações que exortam as pessoas a um comportamento moral que não é motivado pela alegria da beleza de Deus ou da graça de Cristo. Quando é esse o caso, o pluralista não enxerga distinção entre o Cristianismo e as outras religiões. Minha pregação, então, busca mostrar um tipo de transformação que nem um pluralista pode negar.
Esse pensamento mudou o conteúdo dos meus sermões. Se eu tivesse pregado sobre mentir a 10 anos atrás, talvez eu tivesse dito: “Não minta. Diga a verdade porque Jesus é verdade. E se você mentiu, Jesus vai te perdoar”. O fim desse apelo é a mudança no comportamento exterior.
Hoje, possivelmente eu pregue: “Deixe-me te dizer por que você não é uma pessoa confiável. Eu normalmente minto para evitar a desaprovação dos outros. Se eu simplesmente parar de mentir, isso não vai funcionar, porque meu desejo de ser aprovador pelos outros se sobrepõe às minhas boas intenções. Eu permito que outras pessoas, e não Jesus, determinem o meu valor. Se você quer parar de mentir, você deve descobrir o que motiva o seu pecado – como a minha tendência de buscar afirmação nas outras pessoas – e substituir pela segurança que você só encontra em Jesus”.
O objetivo não é uma mudança, é uma transformação.
A queda do império
Depois do 11 de Setembro, eu li novamente o livro “A Cidade de Deus”, de Agostinho. A Roma dos tempos de Agostinho estava passando por algo similar ao que Nova York passou. A cidade havia sido saqueada. Ela não tinha sido destruída; tinha sido violada. Foi como se os bárbaros tivessem atacado apenas para dizer “estão vendo o que nós podemos fazer?”. Todos em Roma, mesmo os cristãos, sentiram que os bárbaros realmente podiam fazer aquilo, e que nenhum lugar era mais seguro.
O que Agostinho disse foi que as pessoas estavam confundindo Roma com a Cidade de Deus. Estavam buscando segurança no lugar errado. Se os romanos pagãos estavam correndo e se escondendo – o que fazia sentido, sendo Roma um lugar agora tão perigoso – os cristãos deveriam ser diferentes. Como cidadãos da Cidade de Deus, não havia arma ou bomba que pudesse ameaçar a casa do cristão. Para os cristãos era ilógico, e até errado, fugir de Roma quando havia tantos deveres a ser cumpridos e nenhuma ameaça real à segurança dos cristãos.
Foi então que eu preguei cinco mensagens sobre o que significa ser cristão em Nova York. Existem razões muito boas para não-crentes fugirem dessa cidade. Mas os cristãos têm todas as razões para ficar. Essa é uma diferença que qualquer um pode ver.
Tim Keller
Um sacerdote muçulmano e eu estávamos em um debate, há alguns anos atrás, descrevendo a essência de nossas duas religiões para alguns alunos de uma faculdade. O muçulmano explicou que não há nenhum deus além de Deus e que a afirmação da divindade de Cristo era uma blasfêmia. Eu expliquei que essa afirmação é justamente o centro do Cristianismo: Jesus é Deus. Então um estudante se levantou e disse: “Eu não vejo nenhuma diferença entre as duas religiões”.
Eu e sacerdote muçulmano explicamos as diferenças novamente, mas não conseguimos convencer o rapaz de que, se um de nós estava certo, então o outro estava errado. O pluralismo religioso ensinou àquele estudante a nunca afirmar que uma religião é superior à outra. Esse tipo de afirmação deve ser rapidamente classificada como intolerante e exclusivista.
Logo após a tragédia do World Trade Center, muitas pessoas de Nova York que nunca pisaram em uma igreja começaram a procurar por alguma delas que pudesse responder a sua dor e seus questionamentos. A Redeemer Prebyterian Church parecia um adesivo mata-moscas: atraía e prendia aqueles que normalmente se manteriam afastados do Cristianismo.
Mesmo que céticos e descrentes sempre tenha sido uma parte significante da congregação da Redeemer, agora quase 30% de nossos congregados são não-cristãos. Muitos deles, ainda firmados no pluralismo religiosos e têm pouca paciência com afirmações de superioridade do Cristianismo.
Manter meu ministério com pessoas de cultura pluralista requer que eu pregue de tal forma que não comprometa a verdade do evangelho, mas que não afaste aqueles que acreditam na pluralidade das religiões.
Bem especial
Eu não afirmo diretamente que “o Cristianismo é uma religião superior”, e certamente não acuso outras religiões de não o serem. Ao invés disso, tento mostrar o que faz o Cristianismo especial.
O pastor do meu pai recentemente deu um exemplo vivo disso. Minha mãe sofreu um enfarto e meu pai estava precisando de apoio. Seu pastor sentou ao seu lado por horas no hospital, ministrando não com palavras profundas, mas simplesmente por estar lá.
Da mesma forma, o Cristianismo não oferece muitas soluções práticas para o problema do sofrimento, mas oferece a promessa de um Deus que nos acompanha totalmente quando sofremos. Apenas os cristãos acreditam em um Deus que diz “estou aqui ao seu lado. Eu já passei pelo mesmo sofrimento que você. Eu sei como é isso”. Nenhuma outra religião chega perto de oferecer tal coisa.
Depois da tragédia do WTC, entre 600 e 800 novas pessoas começaram a comparecer aos cultos na Redeemer. Esse fluxo repentino de pessoas procurava respostas para a pergunta “O que Deus tem para me oferecer em uma hora como essa?”.
Eu pregava: “O Cristianismo é a única fé que te diz que Deus perdeu um filho em um ato violento de injustiça. O Cristianismo é a única religião que te diz, portanto, que Deus sofreu como você tem sofrido”.
Isso são palavras cuidadosamente escolhidas para dizer “outras religiões te dizem muitas coisas boas, sim. Mas o Cristianismo é a única que te diz isso. Se você negar isso, você desperdiça uma grande experiência espiritual”.
Alguns pluralistas se chocam com isso, pois percebem que desejam essas características do Cristianismo – um Deus que conhece a dor humana, salvação pela graça e a esperança do céu – em tempos de necessidade.
Mas, ao mesmo tempo, estamos em Nova York. Eles sabem que quando eu digo “apenas o Cristianismo te afirma isso”, eu estou dizendo que ele é maior que as outras religiões. Então armam suas defesas. Como você se atreve a dizer que sua religião é superior a alguma outra?
É por isso que, de vez em quando, eu trato diretamente de algumas fraquezas das bases do pluralismo.
Pregando todo o elefante
Uma semana ou outra, eu enfrento noções pluralistas populares, não em um sermão inteiro, mas com um ponto aqui e outro ali.
Por exemplo: pluralistas dizer que nenhuma religião pode conhecer a totalidade da verdade espiritual, logo, todas as religiões são válidas. Se por um lado é bom reconhecer nossas limitações, por outro, esse dizer é, em si mesmo, uma grande afirmação sobre a natureza da verdade espiritual. Uma analogia comum a isso é a dos cegos tentando descrever um elefante. Um deles apalpa a cauda e diz que um elefante é fino e flexível. Outro sente a pata e diz que um elefante é grosso como um tronco de árvore. Um deles toca o corpo e afirma que um elefante é como uma parede. Supostamente, isso representa como as várias religiões entendem apenas uma parte de Deus, enquanto nenhuma delas pode realmente ver o quadro totalmente. Dizer ter total conhecimento sobre Deus, dizem os pluralistas, é arrogância.
Normalmente, quando falo sobre essa ilustração, vejo muitas pessoas balançando a cabeça como se concordassem.
Então eu as faço acordar: “O único jeito de essa parábola fazer algum sentido, entretanto, é se você já viu todo o elefante. Logo, quando você diz ‘cada religião vê apenas uma parte da verdade’, você está afirmando conhecer exatamente aquilo que nenhuma delas conhece. E você está demonstrando a mesma arrogância espiritual que você acusa os cristãos de ter”.
Simplesmente ser bom é ruim
O rapaz da discussão na faculdade insistiu que não há diferença entre o Cristianismo e o Islã porque, em suas palavras, “vocês dois dizem que deveríamos apenas tentar obedecer a Deus e viver uma boa vida”.
A pregação cristã acaba normalmente dando razão para os pluralistas enxergarem dessa forma.
No livro “Natureza da Verdadeira Virtude”, Jonathan Edwards demonstra que a maioria das pessoas que buscam uma boa moral tenta atingir padrões éticos principalmente por interesse próprio, orgulho e medo. Ele chamou isso de “moralidade comum”, em contraste à “verdadeira virtude”, que nasce de uma vida transformada pelo experimentar da graça de Deus. Edwards estava falando de um coração cheio de amor e alegria, que age não por superioridade ou medo das conseqüências, mas por prazer em Deus e pela sua beleza de sua glória.
Existem certas pregações que exortam as pessoas a um comportamento moral que não é motivado pela alegria da beleza de Deus ou da graça de Cristo. Quando é esse o caso, o pluralista não enxerga distinção entre o Cristianismo e as outras religiões. Minha pregação, então, busca mostrar um tipo de transformação que nem um pluralista pode negar.
Esse pensamento mudou o conteúdo dos meus sermões. Se eu tivesse pregado sobre mentir há 10 anos, talvez tivesse dito: “Não minta. Diga a verdade porque Jesus é verdade. E se você mentiu, Jesus vai te perdoar”. O fim desse apelo é a mudança no comportamento exterior.
Hoje, possivelmente eu pregue: “Deixe-me te dizer por que você não é uma pessoa confiável. Eu normalmente minto para evitar a desaprovação dos outros. Se eu simplesmente parar de mentir, isso não vai funcionar, porque meu desejo de ser aprovado pelos outros se sobrepõe às minhas boas intenções. Eu permito que outras pessoas, e não Jesus, determinem o meu valor. Se você quer parar de mentir, você deve descobrir o que motiva o seu pecado – como a minha tendência de buscar afirmação nas outras pessoas – e substituir pela segurança que você só encontra em Jesus”.
O objetivo não é uma mudança, é uma transformação.
A queda do império
Depois do 11 de Setembro, eu li novamente o livro “A Cidade de Deus”, de Agostinho. A Roma dos tempos de Agostinho estava passando por algo similar ao que Nova York passou. A cidade havia sido saqueada. Ela não tinha sido destruída; tinha sido violada. Foi como se os bárbaros tivessem atacado apenas para dizer “estão vendo o que nós podemos fazer?”. Todos em Roma, mesmo os cristãos, sentiram que os bárbaros realmente podiam fazer aquilo, e que nenhum lugar era mais seguro.
O que Agostinho disse foi que as pessoas estavam confundindo Roma com a Cidade de Deus. Estavam buscando segurança no lugar errado. Se os romanos pagãos estavam correndo e se escondendo – o que fazia sentido, sendo Roma um lugar agora tão perigoso – os cristãos deveriam ser diferentes. Como cidadãos da Cidade de Deus, não havia arma ou bomba que pudesse ameaçar a casa do cristão. Para os cristãos era ilógico, e até errado, fugir de Roma quando havia tantos deveres a ser cumpridos e nenhuma ameaça real à segurança dos cristãos.
Foi então que eu preguei cinco mensagens sobre o que significa ser cristão em Nova York. Existem razões muito boas para não-crentes fugirem dessa cidade. Mas os cristãos têm todas as razões para ficar. Essa é uma diferença que qualquer um pode ver
Nós que seguimos á Cristo, confiamos em leis diferenciadas das do mundo.
São as promessas, os príncipios do reino que tornam o impossível possivel
em nossas vidas.
Vivemos a lei da colheita segundo a semeadura...
É a boa medida recalcada e sacudida.
É sobre generosidade de fala Jesus neste versículo de Lucas..
Quando achamos que estamos dando algo, na verdade estamos recebendo.
Quando fazemos o bem ao próximo, nós é que somos abençoados.
Vamos colocar em prática esta lei, este príncipio da palavra, em todas as áreas da nossa vida?
"Dái, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada,sacudida, transbordante, e generosamente vos darão, porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também." Lc. 6,38 "
"Deixe seu pedido de oração em comentários,vamos orar! Deus te ama."
“Vendo Pilatos que nada conseguia, antes, pelo contrário, aumentava o tumulto, mandando vir água, lavou as mãos perante o povo, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo; fique o caso convosco” Mt 27.24
Hoje, 82% da população brasileira vive na zona urbana, tanto nas grandes cidades como nas pequenas cidades do interior. As condições de vida dos pobres, seja nas cidades grandes, seja nas pequenas, são semelhantes no que serefere à atividade econômica, alimentação etc.
Em número absoluto, a Região Metropolitana de São Paulo lidera o ranking nacional de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza: 5.967.949 de crianças, adolescentes e adultos. Desses, 815.362 estão na faixa de indigentes. Na Grande Rio de Janeiro, os menos favorecidos somam 3.132.467 de pessoas, sendo 481.027 indigentes. Já no Nordeste, a Bahia tem 1.324.365 de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza na Grande Salvador. São 257.981 moradores na faixa da indigência.
O que cristãos têm a ver com estes números, com as estatísticas alarmantes da pobreza dos centros urbanos? Por que devem os cristãos se envolver com o social?
No final das contas, existem duas atitudes que eles podem adotar com relação ao mundo. Uma é a fuga, outra é o engajamento.
“Fugir” significa voltar as costas ao mundo em rejeição, lavar as mãos das coisas do mundo, mesmo sabendo, como Pilatos , que nem assim desaparece a responsabilidade, e endurecer o coração aos agonizantes gritos de socorro.
“Engajar-se”, por outro lado, significa voltar o rosto para o mundo em compaixão, sujar as mãos, sofrer e gastar-se a serviço deste e sentir no fundo do ser o comovente e incontido amor de Deus.
Viver dentro da igreja em comunhão uns com os outros é mais conveniente do que servir em um ambiente externo apático ou mesmo hostil.
Ao invés de tentarmos fugir à nossa responsabilidade social precisamos abrir os ouvidos e escutar a voz daquele que conclama seu povo em todo tempo a sair.
Missão é a nossa resposta humana à divina comissão. É todo um estilo de vida cristão, que tanto inclui evangelismo quanto responsabilidade social, sob a convicção de que Cristo nos envia ao mundo assim como o Pai a ele o enviou.
Por que devem os cristãos se envolver com a responsabilidade social?
1º. O Senhor é Deus tanto da justiça quanto da justificação
“que faz justiça aos oprimidos; que dá pão aos famintos. O SENHOR solta os encarcerados; o SENHOR abre os olhos aos cegos; o SENHOR levanta os abatidos; o SENHOR ama os justos; o SENHOR guarda os estrangeiros; ampara o órfão e a viúva, mas transtorna o caminho dos ímpios”. Sl 146.79
2º. O Senhor nos envia como o Pai O enviou – Jo 20.21
“Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” At 10.38
Se a missão cristã é para ser modelada pela missão de Cristo, ela certamente implicará — assim como Ele o fez — penetrarmos no mundo das pessoas. Isto significa entrar no mundo dos seus pensamentos, da sua tragédia e solidão, a fim de compartilhar Cristo com eles lá onde eles estão.
Significa disposição para renunciar a conforto e à segurança de nossa própria formação cultural, a fim de nos doarmos em serviço a indivíduos de outra cultura, de cujas necessidades quem saber jamais tenhamos conhecimento ou experiência.
3º. Não se deve separar fé de amor
Ao caminharmos pelas Escrituras, podemos ver em todos os apóstolos a mesma ênfase na necessidade de obras de amor.
Tg 2.17,18 – fé sem obras é morta.
1 Jo 3.17 – aquele que tem recursos, deve repartir com quem não tem.
Tt 2.14 – somos um povo zeloso de boas
Ef 2.10 – Fomos criados para boas obras
Gl 5.6 – a única coisa que tem valor é a fé que atua pelo amor
Portanto, temos a surpreendente seqüência de fé, amor e serviço; a verdadeira fé se expressa pelo amor, o verdadeiro amor se revela através do serviço.
Fé salvadora e amor salvador caminham lado a lado; onde quer que um deles falte faltará também o outro. Nenhum deles pode subsistir sozinho.
Que faremos diante dos desafios das nossas metrópoles? Lavaremos nossas mãos como Pilatos, tentando nos isentar da responsabilidade frente a um mundo não apenas sem salvação, mas sem pão, sem roupas, sem casa, sem esperança?
Busquemos o equilíbrio bíblico em nossas igrejas – ofereçamos ao mundo perdido o Pão vivo que desceu do céu – JESUS, sem, no entanto nos esquivarmos da ordem de Jesus a multidão faminta – “dai-lhes vos mesmos de comer” (Lc 9).
Bibliografia – Stott, J. R. W. O cristão em um sociedade não cristã.
Os cientistas sociais afirmam que a dinâmica social é um fenômeno inegável, não importando se a visão de mundo se alicerça na cosmologia rígida (estruturada) ou na cosmologia maleável (estruturante) – conforme nos lembrou Pierre Bourdieu. Sabemos que tais mudanças ocorrem sob duas dimensões: a graça comum (que advém da providência divina) ou a depravação do gênero humano (que sofre certos bloqueios pela presença do povo eleito nesta terra). As mudanças são basicamente culturais, ou seja, da leitura que se faz do mundo e o comportamento decorrente. Neste contexto, dentre todas as reconfigurações sociais (para utilizar o termo de Norbert Elias), uma se destaca aqui em nossa reflexão: a noção de família.
A família, segundo a nossa Constituição Federal é uma “...união estável entre o homem e a mulher (...) devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”1. Ou seja, trata-se de um ajuntamento primário de pessoas de sexos diferentes unidas por casamento, descendência ou adoção. Nesse aspecto, são necessários um homem e uma mulher para que haja essa categoria social, tanto em seu início como em sua continuidade.
De acordo com a Palavra de Deus, família é originalmente a manifestação da ordem providente do criador ainda no início da existência deste planeta e, conseqüentemente, da raça humana em Adão e Eva. Família também manifesta contundentemente o pacto de Deus com o seu povo eleito, e é nela que encontramos o paradigma necessário para o Reino de Deus. Como um pequeno exemplo, digo que não foi sem propósito que Paulo, ao falar das qualificações do líder na igreja, utilizou a família como o espaço da manifestação das atitudes santas e como o pólo de observação por parte dos demais membros da igreja:
“É necessário, portanto, que o bispo seja esposo de uma só mulher, e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito, pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?”2
No mesmo sentido encontramos:
“[O presbítero deve ser] alguém que seja marido de uma só mulher, que tenha filhos crentes que não são acusados de dissolução, nem são insubordinados.”3
Nesse sentido podemos perceber um grande contraste das novas construções da estrutura familiar que destoam daquilo que a Palavra de Deus nos ensina. O primeiro contraste é a chamada “produção independente” onde a mulher resolve conscientemente engravidar sem nenhum compromisso com o matrimônio. Muitas famosas da mídia agem assim, engravidam e colocam filhos no mundo sem o vínculo estreito com a paternidade. Mas não são apenas as famosas que agem assim. Basta ver como o número de mães solteiras tem aumentado significativamente no Brasil. Desde o final da década de 60 até hoje, o número de mulheres nessa condição já chegou aos cinco milhões, isso sem contar com os casos de viuvez ou gravidez fruto de violência sexual. Embora haja exceções, a maioria desses casos é fruto de uma vida onde o sexo é praticado fora do casamento formal.
O segundo contraste com o modelo das Escrituras inclui a união marital entre pessoas do mesmo sexo, prática conhecida como “homoafetividade”. Chamo esta união como uma nova configuração familiar porque recentemente o Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, a reconheceu como tal. Aliás, creio que futuramente também ocorrerá a mudança em nossa Constituição em seu capítulo VII, §3º por estarem hoje (a decisão do STF e a própria Constituição) em desarmonia. Este reconhecimento inclui a possibilidade da criação de filhos vindos, em sua maioria, pela adoção.
O terceiro contraste (e este é o mais antigo de todos) é o divórcio. Muitas famílias hoje são formadas apenas por um dos cônjuges somado ao padrasto ou madrasta e enteados, grupo que vive numa junção muitas vezes traumática e lacerante pelo motivo aqui exposto. A separação conjugal existe por causa da dureza do coração humano que insiste em agir com base no egoísmo e no orgulho contra a perfeita Lei de Deus. É bom saber que esta separação não é solução, mas destruição cabal de um relacionamento adoentado. Hoje em dia o descompromisso matrimonial encontra no divórcio o legado para uma vida desleal e irresponsável. Claro que há casos em que um dos cônjuges pode ser considerado como a parte ofendida ou até vítima da deslealdade do outro, mas aqui trato o divórcio como uma prática em si que ocorre por causa da falta de perdão ou por causa da infidelidade ou por causa do egoísmo. Em outras palavras, trato o seu significado diante da definição de família encontrada nas escrituras
O quarto contraste contra o modelo de família encontrado no Evangelho é a poligamia ou apoliandria (tão antigos quanto o divórcio). São famílias apócrifas que vivem, na maioria dos casos, na clandestinidade como fruto ine
quívoco do adultério. São os filhos que não podem conviver livremente com o pai ou a mãe devido à situação diante da outra família vista como “oficial”. Esta situação traz a resignação como elemento “pacificador” do coração, todavia o que realmente impera no coração é a frustração amarga e a auto-estima rebaixada. Ainda assim, há pessoas que acreditam nesse tipo de modelo familiar e agem apenas para o prazer pessoal e auto-afirmação como pessoa ou gênero.
Não é difícil perceber que estas novas invenções sociais da família são uma constante em nosso país. Também não é difícil constatar que todas elas, sem exceção alguma, são fruto do pecado de acordo com a Lei bendita de nosso Deus. Lembremos que a fornicação, o homossexualismo, o divórcio e a poligamia são inequivocamente contrários à santidade requerida pelo Santíssimo Senhor de todas as coisas. Por exclusão lógica, o modelo de Deus para a família se nos é apresentado como tendo início no casamento entre um homem e uma mulher que devem viver juntos até que a morte os separe. Sua continuidade ocorre nos filhos (naturais ou adotivos). Claro que esta família pode também conter os avós, os irmãos, os tios, os primos etc. Todavia, o fulcro centralizador sempre será a união entre um homem e uma mulher unidos até a morte. O que passar disso, é pecado.
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível que lhe deres:
Trouxeste a chave? (fragmento de: Procura da poesia - Carlos Drummond de Andrade)
"Deixe seu pedido de oração em comentários,vamos orar! Deus te ama."
A natureza são duas.
Uma, tal qual se sabe a si mesma.
Outra, a que vemos. Mas vemos?
Ou é a ilusão das coisas?
Quem sou eu para sentir
o leque de uma palmeira?
Quem sou, para ser senhor
de uma fechada, sagrada
arca de vidas autônomas?
A pretensão de ser homem
e não coisa ou caracol
esfacela-me em frente à folha
que cai, depois de viver
intensa, caladamente,
e por ordem do Prefeito
vai sumir na varredura
mas continua em outra folha
alheia a meu privilégio
de ser mais forte que as folhas.
"Deixe seu pedido de oração em comentários,vamos orar! Deus te ama."
“Ai deles! Porque prosseguiram pelo caminho de Caim, e, movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão, e pereceram na revolta de Corá” (Judas 11).
Estamos assistindo a um festival de pecado perpetrado por pessoas que se consideram líderes da igreja brasileira. Eu estava refletindo sobre os pecados dos líderes da igreja – pecados a que todos estamos sujeitos – e que nesses dias têm sido destaque da imprensa brasileira. Enquanto me exercitava, caminhando pelo bairro, deixei escapar um clamor a Deus, suplicando que me ajude a não cair em tentação; pois foi ele que nos ensinou a orar assim, e que me livre do Maligno.
O primeiro pecado é cometido intencionalmente. O pecado proposital. Este é o caso de Caim: ele pecou propositalmente. Deus o advertiu de antemão de que devia se desviar do mal e não cometer nenhum desatino. Esta a razão de sua oferta ser rejeitada e a de Abel aceita. Deus lhe disse: “Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo”. Nestas palavras de Deus a Caim encontramos a razão de sua oferta não haver sido aceita. Ele já planejava assassinar seu irmão.
Quando um obreiro alimenta desejos pecaminosos, cedo ou tarde cairá. O pecado não surge de repente – um momento de deslize – bem ao contrário, ele é alimentado todos os dias em seu coração, em seus pensamentos. Quando surge a oportunidade, lá está o homem de Deus pecando. Assemelha-se aquele comercial antigo: provoque a sede até não poder mais: depois é só beber. Os grandes pregadores televisivos dos Estados Unidos caíram desta maneira, e alguns dos famosos pregadores que circulam por mega-eventos denominacionais aqui do Brasil são suspeitos de adultério e prostituição. É o pecado de Caim.
O segundo pecado é o da rebelião, muito bem exemplificado na figura de Corá, que liderou duzentos e cinqüenta líderes de Israel num motim contra Moisés. Ele alegou que Moisés não era o único que ouvia de Deus; que Deus também os usava poderosamente no ministério. E Moisés não podia ser líder sozinho; o povo os reconhecia também como líderes espirituais. A impressão que se tem é que, quanto mais espiritual o líder, mais rebelde se torna; sim, porque a rebelião verdadeira costuma se esconder sob a capa da espiritualidade; sob o argumento de que também Deus fala com a pessoa; de que o povo os têm como líderes, etc.
E a rebelião é um princípio de Satanás. Muitas novas congregações ou igrejas têm surgido sob o princípio do diabo, com a alegação de que Deus está no controle de tudo. Afinal, dizem, somos homens (ou mulheres) de Deus e temos um compromisso com a verdade. Alegação justa, se não estivesse debaixo da cobertura da rebelião. Este o pecado de Corá.
O terceiro pecado que costuma afetar os líderes da igreja é o de Balaão. “Movidos de ganância”, diz Judas, esses líderes usam a espiritualidade, os dons de Deus, os dons espirituais, a capacidade de liderança para auferir ou obter lucros pessoais; para enriquecimento ilícito. À guisa de recolher dinheiro para se fazer a obra de Deus, usa-se dos recursos financeiros para enriquecimento pessoal. Temos que admitir: quando uma pessoa é usada poderosamente com os dons de Deus ela tende a ser famosa. E não existe nada de errado em ficar famoso; o problema é quando a fama não é bem administrada, e o obreiro passa a cobrar valores enormes para ministrar nas igrejas, a ponto de desprezar as igrejinhas menores que não podem arcar com as despesas do obreiro famoso.
Quase sempre, os famosos pregadores que conseguem se proteger do pecado de Caim, e não incorrem no pecado de Corá, acabam por cair no de Balaão, porque este pecado é muito sutil. Assim, os pregadores famosos do Brasil estão cobrando preços exorbitantes para ministrar em algum lugar, e quando não são convidados (porque o cachê é alto), arrumam uma maneira deles próprios fazerem suas conferências nas cidades, recolhendo ofertas, levando seu material (livros, fitas, vídeos, toda a livraria ambulante), dilapidando o povo com suas promoções e ofertas especiais. Promovendo-se por trás de jogadores de futebol famosos e de políticos. Com que argumentação? Argumentando que Deus os coloca entre os príncipes e reis para proclamar o reino de Deus! Mas acabam proclamando seu próprio reino!
O pecado de Balaão é sutil; porque o pregador Balaão continua fluindo nos dons de Deus – não foi assim que aconteceu com o verdadeiro Balaão? Ele só falou coisas divinas, corretas; falou diretamente do coração de Deus, mas levou a grana de Balaque, porque soube apontar ao rei o caminho que traria maldição sobre o povo de Deus.
É assim que os Balaões continuam ministrando: eles têm dons especiais; têm oratória, contam histórias, sabem trabalhar com a emoção das pessoas, e conseguem se enriquecer rapidamente. Se o Ministério Público investigar, mais gente será processada e indo parar no xilindró.
Não sei se lamento pelo que aconteceu ao Estevan Hernandes e sua mulher, a bispa Sônia que já apareceu na revista Caras e aparece num CD com um casaco de pele de Marta. Até o momento, confesso, não consegui orar pela libertação deles; não que minha intercessão vá libertá-los da cadeia, ou de que eu seja tão importante diante de Deus que interfira a favor deles; mas gente, Deus tem que fazer uma limpeza na sua igreja. Eles – como tantos outros – enriqueceram rapidamente e usam o ministério para ganhar dinheiro. Só faço uma oração: Que se arrependam de seus pecados. Que reconheçam seus erros. Que se humilhem diante de Deus, e que devolvam tudo para os pobres!
Faz pouco tempo que escrevi num artigo que quando Jesus terminasse de aprontar seu azorrague ia ser aquela correria! E que ponham a barba de molho os pregadores que estão todos os dias na televisão; que levantam ofertas pela tevê; que amealham recursos para comprar prédios – como se Deus deles precisasse. Até imagino qual deles será a “bola da vez”.
Esta pregação de que somos prósperos e ricos em Cristo é muito sutil. E, perdoem-me os amigos pregadores – eu também viajo por todo o país pregando o evangelho e promovendo avivamento – a prosperidade é só do lado de quem a prega. Existe uma prosperidade natural que vem pela prática do evangelho, mas ela não é repentina; ela vem com o progresso do evangelho e se reflete na prosperidade da nação. Se a nação melhora, todos melhoramos. Muitos dos novos cristãos grandemente aquinhoados com riqueza laboraram duramente para alcançar o status social que ostentam. Diferentemente de certos pregadores…
Mas, a maioria dos pregadores pode até se aposentar, porque enriqueceram rapidamente negociando com sabedoria e inteligência os dons que Deus lhes deu. Mas, não foi o que aconteceu com Balaão: ele morreu pelas mãos de Josué anos depois. Os que escaparem dos Josués modernos (O Ministério Público que caça os corruptos), irão cair debaixo do azorrague de Jesus. E não haverá escape: nesta hora de nada adianta levantar um clamor e gritar: “Espada do Senhor…”. A espada é do Senhor contra os que procedem erroneamente.
Um dos meus leitores me sugeriu ler a letra de Léa Mendonça. Copiei-a do site do Terra. Achei estranho o tipo de abordagem porque a autora se sobrepõe até a Deus quando afirma:
“No teu nome eu curei
No teu nome vidas restaurei
No teu nome muitos filhos
Como o pródigo arrependido
Devolvi as suas mãos
Transformei noites sombrias
Em alegres e doces manhãs
Em teu nome transportei
Das trevas pro teu reino multidões
Quem estava em guerra era eu.”
Não é Deus nem Jesus cantando.
Até aqui, imaginei que se tratava do próprio Jesus cantando, o que não é errado, já que o livro de Hebreus afirma que Jesus entoa louvores a Deus no meio da congregação ou da igreja (Hb 2.12). Existem muitos cânticos com teor profético em que Deus mesmo canta pro seu povo, como o cântico “Sou eu aquele o grande eu sou e onde estás também estou; não disse eu há muito já, pedi, pedi receberás; pedi com fé e com fervor e vos darei o Consolador” (H.C. 84). O cântico todo é Deus falando. Mas ao chegar nas frases seguintes do cântico percebe-se que não é Jesus quem profeticamente canta, mas a autora. Sim, ela mesma é a guerreira que sem Deus guerreia. Por que afirmo que ela guerreia sem Deus? Pelas duas últimas frases do cântico: “Agora quem vai fundo nessa guerra fria; pra acabar de vez com essa covardia é Deus.” É isso que dá entrar na batalha sem Deus, e só apelar pra ele quando se é derrotado!
Mas, ela mesma afirma que “quem estava em guerra era eu!” Pois é Léa Mendonça é isso que dá fazer guerra contra o diabo por conta própria. Felizmente no fim do seu cântico você se confessa derrotada e entrega suas guerras a Deus.
“Saqueando o inferno com o meu louvor a deus
Enquanto eu adorava o inimigo covardemente
Acertou um dos meus; Mas eu não me dei por vencido
Não pensei em pedir trégua nem paz
Não baixei a minha guarda, estava decidido
Levantar bandeira branca, jamais
Não me rendo, não me entrego
Não me quebro, não desisto
Continuo a serviço do rei
Não é chorando pelos cantos
Mas é de cabeça erguida
Que aguardo a providência de deus
Ai daquele que tocar nos bens de um ungido
Melhor seria ele não ter nascido
Agora quem vai fundo nessa guerra fria Pra acabar de vez com essa covardia é Deus.
Pelo menos a autora da letra confessa que ao agir como guerreira sozinha foi derrotada sofrendo revezes do diabo. Agora, finalmente deixa que Deus lute suas guerras.
Por que as pessoas fazem letras assim?
1. Porque este é um estilo de melodia e letra que os cantores pentecostais – especialmente as cantoras – entoam. É aquela música acelerada em que as letras nem cabem no compasso, mas que emocionam as pessoas no culto a Deus. Emoção que vem mais pelo ritmo e letra do que pela mensagem bíblica.
2. Por desconhecer o que é batalha espiritual na Bíblia. Autores assim se põem a escrever letras que sejam populares sem se importarem se estão biblicamente corretas ou não.
3. Porque escrevem letras para agradar as pessoas e não para se manterem fieis ao que afirma as Escrituras.
Algumas dessas cantoras cantam com raiva, como se a raiva fosse sinônimo de garra. A garra está em se lutar, e não em se cantar como se estivesse agredindo o diabo, o povo e a Deus. Até o povo se sente agredido ao som da música e das letras que tais cantoras entoam.
Gostaria que a autora desta letra me escrevesse e eu lhe falaria abertamente o que aqui estou escrevendo.
A maioria das pessoas vivem aprisionadas á preocupações e problemas.
Criam para si mesmo um caos de ansiedade interior que as impedem
de olhar para vida com olhar renovado, grato e repleto de perspectívas.
Você pode até pensar: É por que você não sabe a vida que eu levo.
Dificuldades, problemas, preocupações , quem não os tem?
Viver é viver.
Mas a experiência de viver é para ser agradável, boa e é.
Nem sempre é possivel estar em um local onde a paisagem é paradisíaca.
Ou desfrutar a companhia de alguém interessante e amado por nós,
ou estar fazendo coisas extraordinárias.
Mas toda esta "sensação" que nos trazem bem estar
podem ser alcansadas nos momentos em que a vida é árida .
Isso é possível na oração por que orar é estar com Deus.
É estar com o criador de tudo. O simples ato de dirigir-se á Ele
já mudará completamente o seu estado de espírito.
Contudo a oração não é uma prática terapêutica é muito mais.
O seu criador, o seu Pai, não quer e não vai deixá-lo do modo que está!
Por que Ele pode mudar e transformar todas as coisas...Só Ele pode!
Mas entre o orar e o ver uma situação mudar, no concreto de sua vida
há um detalhe fundamental; a sua fé!
Em Mateus 14, vemos claramente o comportamento de um homem de fé genuína Jesus.
O capítulo 14 começa descrevendo o assasinato de João Batista.
Quando a notícia é levada até Jesus, Ele se retira mas a muiltidão que o acompanha está faminta. Jesus mesmo sentindo a dor da perda do primo realiza um dos mais notáveis milágres de sua vida pública; a multiplicação dos pães e dos peixes. Qual quer um ficaria no mínimo preocupado se sua cabeça também não rolaria...Qualquer um estaria absmado nas dores da saudade de alguém tão próximo e amado...
Ainda no capítulo 14 , Jesus pede que os seus disípulos entrem em um barco e passem para a outra margem enquanto ele mesmo despede a multidão.
Depois disso Jesus vai orar...
Quando termina Jesus segue em direção do barco andando sobre as águas.
Temos aqui também, um dos mais célebres acontecimentos da vida pública de Jesus.Pedro ao perceber que de fato era o mestre se lança em sua direção mas...Ele "cai na real."
"Imediatamente Jesus estendeu a mão, segurou-o, e disse-lhe:
Homem de pouca fé, por que duvidaste? (Mateus 14. 31)"
Veja o contexto em que Jesus estava,
morte na família multidões o perseguindo!
Agora veja o contexto em que você está!
Viver, por que a vida vem de Deus.
Não há nada melhor do que a vida!
Deus pode realizar todas as coisas que você julga impossíveis.
Creia nas forças do Senhor mais do que nas suas.
Isso por si só já é um milágre...
"Deixe seu pedido de oração em comentários,vamos orar! Deus te ama."
Algumas pessoas pela vida iram te julgar, rotular, condenar.
É uma tentativa de reduzir o que você é.
E bem mais fácil, do que te conhecerem ou te acompanharem.
Mas não é só isso!
O julgamento e os juizos de valores que provocam o mal
podem avolumar-se e tomarem forma no coração dos invejosos.
A inveja é um desespero estério, é um grito silencioso de dor de uma alma.
Felicitar-se com o êxito e com as qualidades dos outros
é bom, nos faz bem e até nos acresce.
Mas no invejoso fere.
No invejoso humilha.
No invejoso, a alegria e a potencialidade do outro
tem que ser destruídas para que ele mesmo pare de sofrer.
Ora, todos nós temos qualidades, virtudes, valores e talentos...
Que cada um explore e desenvolva o seu, aquele que Deus o deu!
Mas de alguma forma a comparação no invejoso tomo proporção insuportável a ele mesmo.
Por isso o ódio, a intriga, a calúnia, o desejo de vingança, o ciúme são sentimentos nascidos de comparações deturpadas, deslocadas da natural proporção entre o ser e o outro.
A moda, a mídia, a própria história glorifica padrões e modelos e os impõe.
Ninguém é igual, e ninguém é tão diferente assim dos demais.
É preciso cuidado.
Olhares invejosos sabem que não podem invadir seu quarto,
revirar suas gavetas e roubarem uma qualidade, um potencial,
uma virtude que você tem e eles não tem.
Invejosos farão tudo para que o seu sucesso não grite o fracasso deles.
O homem mais poderosos do mundo, Jesus;
o qual sigo e sirvo nos disse algo a esse respeito um dia:
.
"Mas eu vos digo: Amai os vossos inimigos, fazei bem ao que vos odeia, e orai pelos que vos perseguem e caluniam, para serdes filhos de vosso Pai, que está nos céus, o qual faz nascer o seu sol sobre bons e maus, e vir chuva sobre justos e injustos. Porque, se não amardes senão os que vos amam, que recompensa haveis de ter? Não fazem os publicanos também assim? (Mt.20, 43)
Amai, pois, os vossos inimigos, fazei bem, e emprestai, sem nada esperar, e tereis muito avultada recompensa, e sereis filhos do Altíssimo, que faz bem aos mesmos que lhe são ingratos e maus. Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. (Lucas. 4, 32)
Já ouvimos o mestre, agora é seguir espalhando o amor!
"Deixe seu pedido de oração em comentários,vamos orar! Deus te ama."