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A cura para Leucemia pode estar mais próximo
{ 04:28 PM, 25/11/2010 }
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Uma descoberta de cientistas americanos vai revolucionar o tratamento da leucemia e poderá diminuir a fila de espera por transplante de medula óssea. A nova técnica elimina a necessidade de buscar doadores de medula compatíveis para salvar quem sofre de leucemia, uma espécie de câncer que ataca os glóbulos brancos presentes no sangue. As células-tronco retiradas do cordão umbilical de um recém-nascido, contém células que ainda não têm as características que podem provocar a rejeição do sistema imunológico. Por isso, poderiam ser transplantadas em qualquer paciente. Os cientistas, conseguiram, através de uma proteína, multiplicar o pequeno número de células-tronco existente num cordão umbilical. Um cordão é capaz de produzir menos de duzentas mil células-tronco. Com a nova técnica, os cientistas produziram seis milhões de células-tronco - o suficiente para suprir as necessidades do paciente. A nova técnica representa um avanço revolucionário no tratamento da leucemia. Resultados preliminares mostram que no grupo de dez pacientes que participaram da pesquisa, sete responderam positivamente ao tratamento e não mostram mais sinais da leucemia que sofriam.
Leucemia + Células Tronco
{ 04:16 PM, 25/11/2010 }
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O Jornal Nacional mostrou uma novidade na ciência que enche de esperança quem precisa fazer transplante de medula óssea. No Brasil, vários grupos de cientistas que estudam o uso de células-tronco como terapia para muitas doenças ficaram impressionados com os resultados obtidos. Eles dizem que as pesquisas desenvolvidas aqui serão beneficiadas com a descoberta americana.
FONTE: http://g1.globo.com/bomdiabrasil
A origem da célula tronco leucêmica (CTL)
{ 04:06 PM, 25/11/2010 }
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Uma determinada leucemia pode ser vista como um tecido hematopoiético anormal iniciada por CTLs que sofrem uma desenvolvimento aberrante e pouco controlado. As CTLs podem ser CTHs que se tornaram leucêmicas como resultado de alterações acumuladas (1) ou progenitores mais comprometidos que readquiriram capacidade de autorenovação da célula tronco (2). Mais recentemente, isso foi demonstrado para leucemias humanas, por Blair e colaboradores e Bonnet e Dick. Utilizando camundongos imunodeficientes (animais desprovidos de sistema imune e portanto incapazes de rejeitar quaisquer células), mostraram que apenas uma fração de células leucêmicas de leucemia mielóide aguda (LMA) era capaz de gerar doença (por exemplo, proliferar). Essa população correspondia à fração com características de células-tronco, similares às células-tronco hematopoiéticas2. Mais do que isso, mostraram que as outras populações, que não apresentam as características da célula-tronco, não eram capazes de gerar a doença e que a freqüência das células capazes de gerar doença era extremamente baixa, variando de 0,2 a 1% da população total de células doentes. Muitas leucemias, e alguns tumores sólidos também, apresentam anormalidades genéticas que, por sua vez, caracterizam a patologia ou, por outras vezes, correlacionam com o prognóstico da doença. De qualquer forma, tais anormalidades nos gens, que envolvem deleções ou translocações de cromossomos ou suas partes servem para identificar essas células tumorais e talvez sua origem. Ainda na leucemia mielóide aguda (LMA), a anormalidade cromossômica mais comum é a translocação de parte do cromossomo 8 que se justapõe ao cromossomo 21, identificado como um transcrito quimérico chamado AML1-ETO. Em pacientes em remissão da LMA, o transcrito AML1-ETO, pode ser encontrado nas células-tronco hematopoéticas normais, e as mesmas células quando isoladas são capazes de gerar células sanguíneas normais, assim como não foram capazes de gerar leucemia. O que indica que a translocação ocorreu nas células-tronco, mas alguma ou algumas alterações a posteriori foram necessárias para a transformação maligna. Isto é verdade em outros tipos de leucemias, como na leucemia mielóide crônica, onde um produto de translocação gênica (específico dessa leucemia) aparece não só nas células leucêmicas, mas também em células hematopoiéticas normais e também em outros tipos celulares como no endotélio. Este último tem a mesma origem embriológica que as células do sangue, indicando que a translocação ocorreu numa célula tronco embrionária, que originou tanto o tecido hematopoiético que se malignizou quanto os vasos sanguíneos, que são normais.
A manutenção de um tecido tumoral baseado em uma célula tronco tumoral leva a complicações biológicas no curso da doença. A maioria dos métodos de tratamento quimioterápicos têm como alvo células em proliferação (células vermelhas). As células tronco (células azuis) são pouco freqüentes e quiescentes portanto resistentes a esses tratamentos. A longo prazo elas voltam a compor um novo tecido tumoral (1). Baseados nos estudos da biologia da célula tronco, a diferenciação das células tronco tumoral, a tornaria sensível à quimioterapia (2). O mesmo aconteceria ao estimular a proliferação da célula tronco tumoral (células verdes - 3). Acredita-se que a transformação maligna se dá pelo acúmulo de mutações, que podem ser acompanhadas ou não de aberrações cariotípicas (anomalias genéticas citadas acima). A probabilidade das alterações ocorrerem se relaciona ao potencial proliferativo da população em questão. Por isso, essa transformação maligna pode não ocorrer na célula-tronco, que é uma célula com freqüência quiescente, mas pode ocorrer em seus progenitores, que são células que passam por vários ciclos de divisão para expansão da população periférica. De fato, podemos até propor que a baixa freqüência das células tronco adultas somado a sua quiescência a protegem de mecanismos de transformação maligna.
Fonte:
http://www.abrale.org.br/doencas/leucemia/index.php Células Tronco
{ 03:59 PM, 25/11/2010 }
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As células-tronco estão presentes desde a vida embrionária até a vida adulta, e provavelmente até nossa morte. São elas as responsáveis pela formação do embrião e também pela manutenção dos tecidos na vida adulta. No início da vida embrionária, as células-tronco são virtualmente totipotentes, ou seja, apresentam capacidade de gerar quaisquer tecidos do organismo. Contudo, após a formação do embrião propriamente dito, diversos tecidos mantêm células-tronco que participam da fisiologia normal (e da patologia também) na vida adulta. Conceitualmente, as células-tronco apresentam duas características fundamentais: 1) auto-renovação ilimitada, por exemplo, a capacidade de multiplicar-se gerando células iguais à célula-original durante toda a vida, e ; 2) pluripotência, como, por exemplo, a capacidade de gerar diferentes tipos celulares. Apesar de existirem em baixa freqüência, seus números são suficientes para manter os tecidos que necessitam de renovação constante. Em alguns sistemas onde são bem caracterizadas, sua freqüência é estimada em 1 para cada 100.000 células totais daquele tecido. As células-tronco, à medida que se dividem, geram progenitores comprometidos, com uma capacidade de proliferação ainda mais limitada e um restrito potencial de diferenciação devido ao comprometimento com uma linhagem celular única. A partir deste ponto, esta célula já comprometida chamada precursor, já possui morfologia definida e seu potencial proliferativo é limitado ou mesmo nulo. As células-tronco mais bem conhecidas, são as células-tronco do tecido hematopoiético, identificadas por Till e McCulock há mais de 40 anos. Recentemente, outros tecidos tiveram suas células-tronco identificadas como do sistema nervoso, fígado, pele e mucosas, intestinos e até mesmo coração.
Hematopoiese O tecido hematopoiético se desenvolve na vida adulta de maneira hierarquizada. A Célula Tronco Hematopoiética (CTH) é multipotente e imortal, ou seja, apresenta potencial para diferenciar-se em qualquer célula hematopoiética e pode ao longo prazo gerar outras células-tronco. As CTH originam as Células Progenitoras Hematopoiéticas (CPrH), que são células determinadas às diferentes linhagens hematopoiéticas, com alto potencial e taxa de proliferação. Essas por sua vez originam as Células Precursoras Hematopoiéticas (CPH) e Células Maduras (CM) do sangue e de outros órgãos, sendo totalmente diferenciadas morfo e funcionalmente. No sistema hematopoiético, o papel das células-tronco é muito claro. Por hora, produzimos 1-5x109 células vermelhas e 1-5x109 células brancas. A produção desses tipos celulares, os três principais dentre outros elementos celulares do sangue, é constante e necessária já que a meia vida das células sanguíneas é muito curta, sendo em alguns casos da ordem de horas. A homeostasia do tecido sanguíneo é rigidamente regulada e qualquer alteração nessa dinâmica entre morte e produção celular resulta em algum processo patológico. Por exemplo, quando não há produção de células novas ou há morte em excesso de células diferenciadas, temos aplasias ou anemias. Por outro lado, quando temos uma produção exacerbada de novas células ou uma resistência maior de células diferenciadas à morte, temos neoplasias ou cânceres. Esses desequilíbrios também ocorrem em tecidos de outra origem como tecido nervoso, conjuntivos (osso, cartilagem) e tecidos epidermais (pele, intestinos, estômago, e glândulas).
Leucemias
{ 03:12 PM, 25/11/2010 }
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As leucemias são cânceres das células do sangue. As células cancerosas podem acometer toda a medula óssea, chegando ao ponto de impedir a produção de células normais do sangue (falência medular), o que levaria a quadros variáveis de sangramento, infecção e anemia.
As leucemias podem ser agrupadas com base em como a doença evolui e torna-se grave. Podendo ser do tipo aguda (agrava-se rapidamente) ou crônica (agrava-se lentamente):
- Aguda: As células leucêmicas não podem fazer nenhum trabalho das células sanguíneas normais. O número de células leucêmicas cresce rapidamente e a doença agrava-se num curto intervalo de tempo.
- Crônica: No início da doença, as células leucêmicas ainda conseguem fazer algum trabalho dos glóbulos brancos normais. Médicos geralmente descobrem a doença durante exame de sangue de rotina. Lentamente, a leucemia crônica se agrava. À medida que o número de células leucêmicas aumenta, aparecem inchaço nos linfonodos (ínguas) ou infecções. Quando surgem, os sintomas são brandos.
Combinando as duas classificações, existem quatro tipos mais comuns de leucemia:
- Leucemia linfóide aguda: afeta células linfóides e agrava-se rapidamente. É o tipo mais comum em crianças pequenas, mas também ocorre em adultos.
- Leucemia linfóide crônica: afeta células linfóides e se desenvolve vagarosamente. A maioria das pessoas diagnosticadas com esse tipo da doença tem mais de 55 anos. Raramente afeta crianças.
- Leucemia mielóide aguda: afeta as células mielóides e avança rapidamente. Ocorre tanto em adultos como em crianças.
- Leucemia mielóide crônica: afeta células mielóides e se desenvolve vagarosamente, a princípio. Acomete principalmente adultos.
A medula óssea é um tecido esponjoso, que ocupa a cavidade central do osso e onde ocorre o desenvolvimento de células sangüíneas que circulam no sangue. O processo de formação das células sangüíneas é chamado de hematopoese. Um pequeno grupo de células, denominadas as células-tronco hematopoéticas, é responsável por produzir todas as células sangüíneas no interior da medula óssea. As células tronco hematopoéticas, se desenvolvem em células sanguíneas específicas por meio de um processo de diferenciação.
Em indivíduos saudáveis, existem células-tronco hematopoéticas suficientes para que haja uma produção contínua das células sangüíneas. Quando as células estão completamente maduras (com capacidade de funcionamento), elas deixam a medula óssea e migram para o sangue, onde realizam suas funções.
Fonte:
http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/leucemia/subtipos
Células-tronco e leucemia
{ 12:45 PM, 1/10/2010 }
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No momento da fertilização, o espermatozóide e o ovo, se combinam para produzir uma célula, o zigoto (Uma célula totipotente encontrada nos embriões nas primeiras fases de divisão), este, durante o seu desenvolvimento, dará origem a uma variedade de populações de células-tronco com a capacidade de auto-renovação e diferenciação. Em algumas dessas populações as características são transitórias com o desenvolvimento do embrião no tamanho e complexidade e em outras a capacidade persiste por toda vida do organismo.
As células-tronco pluripotentes podem se diferenciar em todos os tipos celulares das três camadas germinais do embrião, as multipotentes são células somáticas encontradas em tecidos adultos que se diferenciam em diversas linhagens celulares, normalmente, células do local onde se localizam, temos também as unipotentes que só geram um tipo de célula.
Podem ser obtidas por clonagem terapêutica, a partir da manipulação genética, que fabrica embriões por uma transferência do núcleo de uma célula já diferenciada, de um adulto ou de um embrião, para um óvulo sem núcleo. Termos também embriões descartados e congelados em clínicas de reprodução assistida e direto dos tecidos do corpo humano, da medula óssea, do epitélio e sistema nervoso, sendo que estas dão origem a um número restrito de tecidos.
As células-tronco, à medida que se dividem, geram progenitores comprometidos, com uma capacidade de proliferação ainda mais limitada e um restrito potencial de diferenciação devido ao comprometimento com uma linhagem celular única. A partir deste ponto, esta célula já comprometida chamada precursor, já possui morfologia definida e seu potencial proliferativo é limitado ou mesmo nulo.
Sabe-se que um câncer tem uma capacidade de proliferação ilimitada. Seja um tumor sólido ou uma leucemia, estes se comportam como uma unidade tecidual, apresentando renovação, proliferação e morte de uma população celular heterogênea. Uma leucemia, na qual todas as células são capazes de proliferação ilimitada, qualquer célula purificada de uma população de células leucêmicas seria capaz de proliferar indefinidamente tanto in vitro quanto in vivo. Alguns estudos realizados em camundongos na década de 60 por Bruce e Gaag, Wodinsky, entre outros, e posteriormente Park e seus colaboradores, evidenciavam que de 1 a 4% de células leucêmicas eram capazes de formar colônias quando transferidas para outro animal geneticamente idêntico (FLÁVIO HENRIQUE PARAGUASSÚ-BRAGA E ADRIANA BONOMO. 2005)
A leucemia acomete as células responsáveis pelo sistema imunológico do organismo, estas quando prejudicadas, tomam o lugar de células normais. Esta enfermidade atinge indivíduos de todas as idades e raças, porém mais de 50% dos casos ocorrem até os 20 anos, tendo predomínio da raça branca e cerca de 60% dos casos em homens.
Algumas leucemias e tumores sólidos podem apresentar anormalidades genéticas, podendo acarretar patologias ou se correlacionando com o prognostico da doença. No caso de um dos estudos, em leucemia mielóide aguda a anormalidade esta na translocação do cromossomo 8 que se justapõe ao 21, identificado como AML1-ETO. Em pacientes com leucemia mielóide aguda, o transcrito AML1-ETO, pode ser encontrado nas células-tronco hematopoéticas normais, e essas mesmas células quando isoladas são capazes de gerar células sanguíneas normais, assim como não foram capazes de gerar leucemia (FLÁVIO HENRIQUE PARAGUASSÚ-BRAGA E ADRIANA BONOMO. 2005)
O que indica que a translocação ocorreu nas células-tronco, mas algumas alterações posteriores foram necessárias para a transformação maligna. Isto é verdade em outros tipos de leucemias, como na leucemia mielóide crônica, onde um produto de translocação gênica (específico dessa leucemia) aparece não só nas células leucêmicas, mas também em células hematopoiéticas normais e também em outros tipos celulares como no endotélio. Este último tem a mesma origem embriológica que as células do sangue, indicando que a translocação ocorreu numa célula tronco embrionária, que originou tanto o tecido hematopoiético que se tornou maligno quanto os vasos sanguíneos, que são normais. Acredita-se que a transformação maligna se dá pelo acúmulo de mutações, que podem ser acompanhadas ou não de aberrações cariotípicas (anomalias genéticas citadas acima). A probabilidade das alterações ocorrerem se relaciona ao potencial proliferativo da população em questão. Por isso, essa transformação maligna pode não ocorrer na célula-tronco, mas pode ocorrer em seus progenitores, que são células que passam por vários ciclos de divisão para expansão da população periférica. (FLÁVIO HENRIQUE PARAGUASSÚ-BRAGA E ADRIANA BONOMO, 2004)
A caracterização e pesquisa a respeito das células-tronco tumorais é importante na compreensão do câncer como uma doença. A maioria das informações sobre o diagnóstico, prognóstico e tratamento dessa patologia deriva de populações heterogêneas. Neste momento, cada vez mais se torna urgente a caracterização das células-tronco tumorais para otimização das metodologias de diagnóstico e avaliação de prognóstico. Um melhor ou pior prognóstico está relacionado à freqüência de células-tronco em um tumor. A conseqüência direta é a necessidade do desenvolvimento de estratégias terapêuticas que consigam atuar sobre as células-tronco, e não apenas sobre as células com alto potencial proliferativo, porém com baixa capacidade de autorenovação. Essas estratégias deverão considerar a especificidade dos marcadores das células-tronco, sua baixa freqüência e baixa taxa de proliferação que a torna resistente aos quimioterápicos ciclo-dependentes. Estudos futuros podem novas formas de regular o crescimento e manutenção da célula-tronco, para o tratamento das doenças malignas.
Alguns pesquisadores do Reino Unido dizem que o transplante de células-tronco não traz benefícios na leucemia mielóide aguda, ao reportar que pacientes com leucemia mielóide aguda e com síndrome mielodisplásica de alto risco se beneficiam pouco com a adição do transplante de células-tronco à quimioterapia, após estudar 1.658 pacientes, todos com menos de 60 anos de idade, randomizados ao tratamento de indução com mitoxantrona/citarabina/etoposida ou citarabina/daunorrubicina/etoposida. 1.193 pacientes foram randomizados a receber uma dose padrão ou dupla de citarabina junto com daunorrubicina/tioguanina e ácido trans-retinóico ou não. Para a consolidação, 992 pacientes foram randomizados a um total de 4 versus 5 cursos, e 324 pacientes de alto risco foram randomizados ao transplante ou à quimioterapia ao final do curso.
Os pesquisadores reportaram em um artigo publicado no Journal of Clinical Oncology, que ao todo, 74% dos pacientes atingiram a remissão completa e 11% adicionais atingiram a remissão completa sem recuperação. A sobrevida global em 8 anos foi de 38%.
Não houve diferenças nos desfechos, na recidiva ou na sobrevida livre de recidivas, nos grupos de indução. Embora o risco de recidiva tenha sido reduzido com a mitoxantrona, esse agente foi associado a uma demanda, significativamente mais alta por tratamento de suporte e a um aumento das mortes durante a remissão, não resultando em uma melhora global.
Um quinto curso não exerceu diferenças na sobrevida e de fato pode ter reduzido a sobrevida em pacientes com mais de 40 anos de idade.
Embora a recidiva tenha sido menos freqüente com o transplante (59%) do que com a quimioterapia (68%), a sobrevida não foi significativamente diferente. Houve sugestão de um benefício com o transplante no grupo de alto risco.
Apesar da falta de evidência em favor do transplante de células-tronco, os autores concluem que considerando o advento do condicionamento de intensidade reduzida e os novos marcadores moleculares prognósticos, “a questão do transplante na primeira remissão completa continua sem resolução e ainda deve ser considerada em ensaios prospectivos”.
A biomedicina constatou a eficácia do sangue do cordão umbilical no tratamento da leucemia quando, ao implantar o material em alguns pacientes, as células cancerosas foram substituídas por outras completamente normais.
Este novo tratamento nos trás vantagens e desvantagens descritas pelos pesquisadores:
A vantagem técnica dos auto-transplantes é que eles não provocam rejeição imunológica. O princípio dos auto-transplantes é, em geral, considerado como isento de problemas éticos. (LARGEAULT.2004)
As células-tronco presentes no cordão umbilical e na placenta no momento da gestação, possui poder de auto-regeneração, baixa taxa de replicação e capacidade de gerar inúmeros tecidos do corpo.
A terapia com células-tronco alogênicas (TMO alo) apresenta a menor incidência de recidiva de doença (Hamerschlak N et al 2006).
O transplante de medula óssea (TMO) alogênico representa a única modalidade terapêutica com potencial curativo provado para pacientes portadores de leucemia mielóide crônica (LMC) (Tabak.2000).
A importância da realização do transplante nos primeiros 12 meses após o diagnóstico já foi ressaltada em vários estudos, observando- se uma maior taxa de sobrevida (Tabak.2000).
Várias análises documentam uma possibilidade de sobrevida de 60 a 70% em pacientes jovens, transplantados, em fase crônica da LMC, com medula óssea de doadores não aparentados (Tabak.2000).
Doadores familiares parcialmente compatíveis também vêm sendo utilizados, uma vez que podem ser identificados para 90% dos candidatos ao TMO. O tempo para identificação de um doador parcialmente compatível é muito menor, beneficiando potencialmente pacientes em fases mais avançadas da doença (Tabak.2000).
Como desvantagens têm, no caso dos alotransplantes, pode haver rejeição imunológica pelo fato dos receptores do paciente e do doador não serem compatíveis, fazendo com que o paciente necessite de tratamento por toda a vida depois do transplante.
As chances de compatibilidade do sangue do cordão são mínimas.
Os bancos públicos no Brasil ainda não disponibilizam de uma reserva suficiente para garantir o transplante de cordão para qualquer pessoa.
Vários estudos descrevem resultados mais desfavoráveis em pacientes transplantados em fase acelerada, quando comparados àqueles transplantados em fase crônica (Tabak.2000).
Após o transplante em LMC, a recidiva pode ocorrer de várias formas. Recidiva clínica consiste no reaparecimento de sinais e sintomas da doença original, geralmente acompanhada de manifestações hematológicas (Tabak.2000).
O transplante de células-tronco hematopoéticas alogênico apresenta alta mortalidade. A mortalidade relacionada a ele em cinco anos encontra-se entre 24% e 34%. Os pacientes podem, ainda, apresentar complicações a longo prazo, destacando-se a doença do enxerto contra o hospedeiro (DECH) crônica, responsável muitas vezes por piora significativa na qualidade de vida (Lamego RM et al.2010).
Na leucemia linfóide aguda, o transplante autólogo é contra-indicado (Seber A et al.2010).
Referências Bibliográficas
ANNE FAGOT-LARGEAULT, Embriões, células-tronco e terapias celulares: questões filosóficas e antropológicas, 2004
HAMERSCHLAK, Nelson et al, Estudo retrospectivo do tratamento de leucemia mielóide aguda com o transplante de medula óssea –A experiência brasileira, Rev. bras. hematol. hemoter. 2006
SEBER, Adriana et al, Indicações de Transplante de Células-Tronco hematopoéticas em Pediatria: Consenso apresentado no I Encontro de Diretrizes Brasileiras em Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas – Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea, Rio de Janeiro, 2009
TABAK, Daniel G., Transplante de medula óssea na leucemia mielóide crônica, Medicina, Ribeirão Preto, Simpósio: TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA, 2000 / Capítulo II
LAMEGO, Rosana M. et al Transplante alogênico de células-tronco hematopoéticas em leucemias agudas: a experiência de dez anos do Hospital das Clínicas da UFMG,Rev. Bras. Hematol. Hemoter. 2010
Sites :
http://www.parana-online.com.br/canal/vida-e-saude/news/100014/?noticia=TRANSPLANTE+COM+CELULAS+TRONCO+NA+CURA+DA+LEUCEMIA
http://www.comciencia.br/reportagens/celulas/13.shtml
http://www.medcenter.com/medscape/content.aspx?id=25483&langType=1046 |
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