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* CENTRO EQUINO DOM HONÓRIO *

CENTRO EQUINO DOM HONÓRIO- APRESENTAÇÃO

 Transformação, renovação e evolução são as ações e respostas naturais ao momento em que vivemos. Estamos convencidos de que o velho modelo de tratamento cruel e de escravização dos cavalos está superado. Porém, é necessário fazer mudanças e não apenas declarar intenções. Cada um de nós pode fazer alguma coisa em seu âmbito de atuação. Qualquer coisa. O que puder fazer. Insistir até vencer. O ser humano precisa alargar sua visão e situar-se no universo real. Do outro lado está o cavalo, um elemento da natureza, amigo e companheiro do homem há séculos, que com sua inigualável capacidade de adaptação espera que desabroche em nós essa nova mentalidade, para sepultar de vez com a triste realidade cultural que até hoje escraviza e maltrata esses animais. As experiências científicas mundiais já comprovaram que com gentileza os cavalos aprendem rapidamente, e muito mais. Temos absoluta certeza que essa nova mentalidade, que abomina a violência, certamente oportunizará novas formas de trabalho, para o homem e para o cavalo, com resultados até agora nunca vistos. 

   NOSSA MISSÃO – PRINCÍPIOS QUE NORTEIAM NOSSO TRABALHO

Partimos do conhecimento de que não somos os únicos seres vivos que habitam esse planeta e que, portanto, devemos respeitar o espaço e as peculiaridades de cada animal que o compõe. “O cavalo é um herbívoro e a espécie tem aproximadamente 50 milhões de anos". Não há provas de que ele já tenha caçado, matado ou devorado outros objetos animados - ele é um animal de pasto sem intenção de provocar dano em nenhum outro animal. “Se examinarmos o que os cavalos têm suportado nas mãos da humanidade, num esforço sem medidas para seu controle e escravização, qualquer indivíduo que se importe ao menos um pouquinho ficará completamente enojado.” “A violência tem muitas formas, e a maioria das pessoas que estuda o comportamento criminoso violento afirma que o perpetrador de atos violentos contra outros seres humanos na idade adulta, é culpado de abuso contra animais em uma idade mais tenra.” “Ferir um animal indefeso é provavelmente um dos atos mais covardes que qualquer humano pode perpetrar.” “A violência, é uma forma de ignorância". Ela termina onde começa o conhecimento. "Devemos usar as chaves do conhecimento para abrir a porta da nossa consciência à realidade que nos circunda." Está comprovado cientificamente que cuidar de animais, observar os animais e entrar em contato com eles, satisfaz e acalma os adultos. Nas crianças, fortalece o espírito e ensina-lhes a terem responsabilidade desde bem pequenas.

BEM VINDO AO BLOG DOM HONÓRIO !

Nosso BLOG destina-se à todos os apaixonados por CAVALOS. Aqui você vai conhecer as instalações e serviços que temos para oferecer à CAVALOS e/ou CAVALEIROS. Nossa equipe é formada por profissionais altamente capacitados e conta com uma infra-estrutura completa. Aqui você encontrará também outros artigos assim como links de sites relacionados ao assunto. Fique ligado na lista de postagens, no álbum de fotos e nos links. Para fazer um comentário, escolha a postagem na listaclique.

O CENTRO EQUINO DOM HONÓRIO OFERECE:

 

TREINAMENTO de CAVALO e/ou CAVALEIRO, para provas funcionais.

Equipe especializada em Preparo Morfológico: crescimento cronológico ou expansão óssea, exposições morfológicas, concentração de macho, aptidão funcional.

 

E MAIS: Doma tradicional racional ou mista; clínicas especializadas em rédeas, tambor e baliza, entre outras; cursos, mini-cursos de montaria para adultos e crianças;  venda de cavalos e coberturas; consultoria de compra e venda em diversas raças;  espaço para treinamento de terceiros.

 

INFRA ESTRUTURA COMPLETA: pista de areia iluminada, pista de laço e paleteada; mangueira de aparte e pechada; redondel coberto com troteador elétrico; potreiros; cocheiras de alvenaria com coxos de alimentação no solo, bebedouros automáticos e ventiladores de teto; galpão para manejo; nadador; embarcador para caminhões.

O Centro Dom Honório dispõe também de recantos para lazer e Pousada para clientes e visitantes.

Ligue: 51-98376955

AULAS DE MONTARIA NO CENTRO DH !!!

QUER APRENDER  A MONTAR ??

No Centro Dom Honório  tem Aulas de Montaria

para adultos e crianças à partir de 4 anos.

Informe-se pelo fone: 51 98376955

VAGAS LIMITADAS!

ANIMAIS À VENDA NO CENTRO EQUINO DH!!

VENDIDA! India da Enluarada

Informações pelo fone:  (51) 98376955

24º ENTREVERO DE PEÕES !

Diogo e Renan, representantes da 1ª Região Tradicionalista no 24º Entrevero de Peões, fizeram belíssimas apresentações no evento. A torcida fez a maior festa depois das apresentações.

Diogo e Renan treinam no Centro Dom Honório.

Veja mais no blog do Rogério Bastos

DOM HONÓRIO NA 8ª FESTA DO CAVALO CRIOULO

 Dom Honório participa de exposição morfológica e credenciadora ao Freio de Ouro na  8ª Festa do Cavalo Crioulo promovida pelo Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos dos Vinhedos, em Caxias do Sul/RS, no Parque da Festa da Uva que reuniu 28 animais nos dias 16, 17 e 18 de março. O evento foi supervisionado pelo técnico credenciado pela ABCCC Ricardo Guazelli Martins.

FERRAGEAMENTO NO CENTRO DOM HONÓRIO !

Para se aplicar bem uma ferradura, é indispensável que o ferrador tenha conhecimento anatômico e funcional das partes locomotoras dos equinos. Uma aparação incorreta dos cascos, um aprumo defeituoso, uma má-conformação do casco e/ou uma aplicação incorreta de ferraduras podem reduzir o rendimento, comprometer totalmente uma preparação para a qual o cavalo se destina. A função do ferrageador é de aparar o casco e aplicar adequadamente a ferradura.
 
 
No Centro Dom Honório, somente profissionais capacitados
desempenham essa tarefa!
 
 
Fonte texto: do site cpt

NATUREZA EXUBERANTE NO CENTRO EQUINO DOM HONÓRIO!

No Centro Dom Honório a vegetação farta é fator fundamental para o bem estar dos animais !

 

NA LIDA: LIMPEZA DAS BAIAS

A limpeza das baias é tarefa diária no Centro Dom Honório !

VISITA DO CLIENTE AO CENTRO DH!!!

O cliente Renato da Cabanha Enluarada de Camaquã, hospedou seu cavalo no Centro Dom Honório para doma.Em visita ao Centro ele foi recebido pelo Treinador Leonardo e levado a cancha de areia onde assistiu a uma demonstração do animal montado pelo domador Roberto e pode conferir os resultados alcançados até então. Renato também montou e disse estar plenamente satisfeito com o trabalho realizado pela equipe Dom Honório.

                  TRAGA SEU CAVALO PARA O CENTRO DOM HONÓRIO !!!

                                               Ligue: 51 98376955

CAVALO NO NADADOR DH!!!

A natação para o Cavalo é muito mais do que uma simples tarefa de recuperação de lesões ou lazer. É uma atividade complementar dos exercícios físicos diários.

     No centro DH os cavalos são levados ao nadador após o treinamento.

Leia mais sobre Hidroterapia para cavalos no site:

www.turfeonline.com.br

MANUTENÇÃO DA CANCHA DE AREIA DH

 A CANCHA DE AREIA DO CENTRO DOM HONÓRIO É PREPARADA 

ANTES DAS AULAS E TREINAMENTOS

ABASTECIMENTO NO CENTRO DOM HONÓRIO

Centro Dom Honório abastece depósito com cargas de

Aveia e Feno !

DENTISTA NO CENTRO DOM HONÓRIO!

No Centro Dom Honório a visita do Dentista é solicitada para revisão

dentária periódica dos animais e procedimentos necessários.

Odontologia Equina    

A odontologia equina é a área da Medicina Veterinária que estuda e

trata o sistema estomatognático que abrange ossos, musculaturas mastigatórias,

articulações, dentes e tecidos relacionados nos equinos. 

Somente médicos veterinários com conhecimento pleno e específico sobre o

assunto podem exercer a odontologia equina. 
Muito além dos  bons resultados é uma questão de carinho e dedicação aos

cavalos. A odontologia equina tem se tornado uma rotina nos principais

centros hípicos e haras. Os proprietários e treinadores estão conhecendo e

comprovando os efeitos benéficos da manutenção e correção dentaria nos equinos.

Os exames e os tratamentos odontológicos são de suma importância para a saúde,

performance, desenvolvimento e desempenho dos eqüinos e mais que isso,

os cuidados com os dentes do cavalo são uma questão de

respeito e amor pelo animal.

Saiba mais: www.dentistadecavalo.com.br

 

MOMENTO DOM HONÓRIO!!!

UM PASSEIO DE CHARRETE PELAS DEPENDÊNCIAS

DO CENTRO DOM HONÓRIO!

VÍDEOS DOM HONÓRIO!!

Assista os VÍDEOS DH !

 Procure na nossa lista de "Links" ao lado e clique sobre o vídeo.

Agradecemos a colaboração do nosso amigo e assíduo frequentador do Centro Dom Honório, Luciano mais conhecido por "China" pela gravação e postagem dos vídeos no YouTube.

Acesse também o Blog do China: http://enfurquilhado.blogspot.com

TREINAMENTO NO CENTRO DOM HONÓRIO!

O jovem Renan encilha seu cavalo " Piraí "

e treina na cancha de areia do Centro Dom Honório!

TREINAMENTO DE CAVALO !!

Cavalo é treinado por Leonardo na cancha de areia

do Centro Dom Honório!

CRIANÇAS x CAVALO

No Centro DH a menina Isis, 10 anos,  já  aprendeu a

encilhar seu cavalo e treina no troteador.

DOM HONÓRIO NA EXPOINTER 2011

A equipe DOM HONÓRIO encerra suas atividades na Expointer 2011

e agradece a sua visita e os bons negócios realizados!

Nosso acampamento em baia na Expointer garantiu a

segurança dos nossos animais.

(Veja reportagem no Correio do Povo edição de 29/08/2011)

******************************

SEJA VOCÊ TAMBÉM UM MEMBRO DA COMUNIDADE FREIO DE OURO

Entre no site: freiodeouro.ning.com

   Visite nossa página: freiodeouro.ning.com/profile/domhonorio

     

TREINAMENTO NO REDONDEL-TROTEADOR

Depois do treino...

CRIANÇAS NO CENTRO DOM HONÓRIO!

Crianças interagem com os animais e se divertem num passeio ao Centro Dom Honório

CAVALOS DO CENTRO EQUINO DOM HONÓRIO!

 

INTERAÇÃO CRIANÇAS X CAVALO

NO CENTRO DOM HONÓRIO, CRIANÇAS E CAVALOS INTERAGEM

CRIANDO LAÇOS DE RESPEITO E INTIMIDADE MÚTUOS !

INTERAÇÃO CAVALO X CAVALEIRO

O CAVALO É HOSPEDADO NO CENTRO DOM HONÓRIO PARA TREINAMENTO E O PROPRIETÁRIO RECEBE

AULAS DE MONTARIA NO SEU PRÓPRIO ANIMAL

MENSAGEM DE AGRADECIMENTO!

Dom Honório no Curso de Treinamento ao Freio de Ouro

 Ministrado por Zeca Macedo de 18 à 20 de fevereiro de 2011

Centro de Treinameno Zeca Macedo- Rio Grande-RS

Essas são algumas fotos de momentos do Curso de aperfeiçoamento no Centro de Treinamento do multicampeão do Freio de Ouro Zeca Macedo do qual nosso treinador Leonardo Aguiar teve o privilégio de participar.

Abaixo palavras de Daniela Borges, também Treinadora do CT Dom Honório que acompanhou o Curso.

Buenas pessoal!!  Agradeço ao treinador Zeca Macedo que juntamente com seus familiares e equipe nos acolheram tão gentilmente em sua morada. Penso que, não só de nossa parte, mas de todos os participantes, saimos todos maravilhados e  surpresos com a disposição e a qualidade técnica dos ensinamentos ministrados pelo treinador Zeca Macedo. É unânime que todos os cavalos e cavaleiros galgaram alguns degraus na escala do conhecimento e na arte técnica do exercício aplicado. Foi com palavras brandas e simples que nosso anfitrião traduziu em miúdos diversas técnicas utilizadas por ele,  e que,  ao longo dos anos cunharam seu nome nas pistas do Rio Grande à fora para a posteridade de seus admiradores. Agradeço em nome de todos e em especial do CT Dom Honório na pessoa de Leonardo e de mim mesma pela acolhida, amizade e dedicação com que fomos brindados durante nossa curta,  mas infinitamente proveitosa estada em sua casa.

Obrigado Zeca Macedo e equipe!

Abraços calorosos

Daniela Borges

 

 

DOM HONÓRIO OFERECE:

 

TREINAMENTO de CAVALO e/ou CAVALEIRO.

Para Provas Funcionais

Equipe especializada em Preparo Morfológico: crescimento cronológico ou expanção óssea, exposições morfológicas, concentração de macho e aptidão funcional.

E mais:Doma tradicional, racional ou mista; Clínicas especializadas em rédeas, tambor e baliza; Cursos, mini-cursos e montaria para adultos e crianças.Vendas de cavalos e coberturas; Consultoria de compra e venda em diversas raças;Hotelaria e Espaço para treinamento de terceiros.

Infra estrutura completa: pista de laço e paleteada, mangueira (aparte e pechada), redondel coberto com troteador elétrico, potreiros, nadador, embarcador e pista iluminada.

AULAS DE MONTARIA PARA CRIANÇAS

 

Leia mais na postagem "DOM HONÓRIO-SERVIÇOS"

Informe-se pelos fones: (51)35013955/ 98376955

VENHA NOS VISITAR!!!

(confira nosso mapa na última postagem)

Vagas limitadas.

PROVAS FUNCIONAIS!!

DH EM  PROVAS FUNCIONAIS!! 

OUTUBRO DE 2010

O treinador Leonardo Aguiar participa de provas funcionais

com cavalo preparado e treinado no Centro DH!

NOVAS INSTALAÇÕES !

DOM HONÓRIO INVESTE NO AUMENTO  DE SUAS  INSTALAÇÕES  PROPORCIONANDO MAIOR ESPAÇO EM  ACOMODAÇÕES E CONFORTO PARA SEUS CLIENTES!

Venha conferir!

 

DOM HONÓRIO- SERVIÇOS

  SERVIÇOS

Oferecemos as instalações conjugadas com  dois andares de segurança e conforto para seu cavalo.  As baias são todas de alvenaria, arejadas, iluminadas e com piso adequado que permite a completa higienização. O manejo com os cavalos é feito por pessoal habilitado, treinado e especializado. Incentivamos a necessidade de respeitar os instintos e as necessidades naturais dos cavalos, não apenas durante o trabalho montado, mas também durante seu manejo diário. Você pode visitar seu cavalo a hora que quiser, sem prévio aviso. Ele estará sempre bem cuidado, à sua disposição. Você realmente verá como mão de obra bem treinada e instalações adequadas, fazem a diferença! As instalações você vê; nosso cuidado e comprometimento com os animais você ‘sente'; os resultados, você aproveita.

PROJETO INTERAÇÃO
Este projeto visa a apropriação pelas pessoas, dos benefícios trazidos pela interação entre os seres humanos e os cavalos.

PROJETO DOMA INTERATIVA
Este projeto visa preparar os cavalos para trabalhar, de forma que tanto o ser humano como o animal sintam-se gratificados em seus cotidianos.


PROJETO CAVALO ATLETA
Esse projeto visa a formação e o condicionamento de cavalos para participarem de competições referentes à morfologia, conformação e provas funcionais que envolvam técnica, habilidade e velocidade. 


PROJETO PROFISSIONAIS DO CAVALO
Cursos, Mini-cursos e Oficinas: aqui, na O Centro de Treinamento Dom Honório
cuidamos da capacitação prática de pessoas para trabalhar diretamente com o cavalo.

PROJETO DOMA RACIONAL
Visa essencialmente capacitar pessoas e cavalos a participarem de provas funcionais dentro das seguintes abordagens: Doma Racional, Gerenciamento de Rédeas e Freio, Ferrageamento e Correção dos Aprumos para as provas.


MORFOLOGIA

A Modalidade de Morfologia é uma prova de comparação entre animais de diversas Raças equinas em Categorias segundo o sexo e a idade. Nessa prova observa-se apenas a estrutura, o equilíbrio e as características morfológicas próprias de cada raça. A morfologia tem a finalidade de orientar os Criadores sobre o tipo de animais que estão produzindo e, estimular a criação racional dos mesmos. Temos absoluta certeza que essa nova mentalidade, que abomina a violência, certamente oportunizará novas formas de trabalho, para o homem e para o cavalo, com resultados até agora nunca vistos. Esperamos que tudo o que você aprender aqui, se multiplique na comunidade.

   ESCOLA DE REDEAS

O Centro de Treinamento Dom Honório conta atualmente conta com esta nova modalidade de prova, dizemos "nova" pelo fato de sua recente divulgação no Brasil, pois a mesma é imensamente difundida nos EUA e em outros países. O treinamento em redeas encanta pela simbiose entre cavalo e cavaleiro na perfeita realização e sincronia dos movimentos exigidos em um percurso de prova. Os apaixonados garantem ser esta uma das mais exigentes provas realizadas pelo conjunto cavalo+cavaleiro. Seu treinamento engloba movimentos únicos tais como esbarro, roolback, spin, controle de velocidade entre outros que somados a um percurso pré-determinado pelas regras vigentes, compoem a prova em sua totalidade, na cabanha São Miguel os aspirantes a esta modalidade esportiva contam com treinamentos diferênciados para cavalo e cavaleiro respectivamente. Venha treinar conosco, nossos profissionais aguardam sua visita !

  ESCOLA DE TAMBOR E BALIZA

O Centro de Treinamento Dom Honório, ensina e treina as pessoas que estiverem interessadas em participar das provas de tambor e baliza. Também preparamos cavalos para participarem da prova de Conformação/Morfologia. A prova das BALIZAS (simples e simultâneas), também é considerada uma Modalidade de Trabalho. Nesta prova os competidores têm de fazer o percurso pré-determinado, no menor tempo, observando as regras oficiais da competição. A prova dos TAMBORES é considerada uma Modalidade de Trabalho. É uma prova onde os competidores têm que circundar três ou cinco tambores expostos na pista no menor tempo e segundo as regras oficiais da competição. Essa prova é bastante praticada por mulheres e crianças. Em ambas as provas, o treinamento e o adestramento, são a base de toda a ação eqüestre, que se organiza em reflexos que foram condicionados pelo adestrador durante muitas horas de treino, pois sabemos que as provas de tambor e baliza são figuras automatizadas. Por isso, o ponto inicial nesse trabalho, é sempre o condicionamento do animal e do competidor, e demora de um a dois anos. Mas é muito importante que, logo no começo, os futuros competidores já participem de pequenas provas para que ambos, o animal e o competidor, possam ir se acostumando com a rotina.

 

 

 

COMUNIDADE FREIO DE OURO

SEJA VOCÊ TAMBÉM UM MEMBRO DA COMUNIDADE FREIO DE OURO

Entre no site: freiodeouro.ning.com

   Visite nossa página: freiodeouro.ning.com/profile/domhonorio

LEILÃO RÉDEAS DO FUTURO

Realizado em  14/05/10  no Centro de Eventos Querência, Terra Ville

A égua do lote 23 foi preparada no

CENTRO DE TREINAMENTO DOM HONÓRIO

 

23. CONSTÂNCIA DO SARTORI

Acesse o site: www.rhnegociosrurais.com.br

LEILÃO CAPÃO REDONDO & CONVIDADOS 2010

Realizado em 11 de Maio

Os Cavalos dos Lotes 2, 14 e 37 foram preparados  no

CENTRO DE TREINAMENTO DOM HONÓRIO

Acesse o site: www.phnegociosrurais.com.br 

02. DISCUTIDO DO CAPÃO REDONDO

 

14. HUASO DA CEPA CRIOULA

 

37. CORRALERO DO CAPÃO REDONDO

 

 

EQUIPE DOM HONÓRIO

Colaboradores/Indicação profissional:

Leonardo Florisbal de Aguiar: treinamento, iniciação e doma do cavalo de redeas, assessoria técnica para montaria e treinamento do cavalo de rédeas e preparo para provas funcionais do cavalo crioulo.                                                                                                                                                                                                     Daniela Borges: Treinadora/domadora, consultoria em compra e venda, facilitadora para iniciação de montaria e provas de tambor e baliza.                                                                                                                                                      

Pilotos de provas:

Redeas/Credenciadora: Leonardo F. de Aguiar                                                                                                                    Tambor/Baliza: Daniela Borges

Apoio : AudioFarm Studios ;TSA Auditores Associados;Palma & Borges Advogados Associados

A equipe conta também com VETERINÁRIO e FERRAGEADOR.

Vendas e Representações: Leonardo Aguiar  e Daniela Borges

Associação a que estamos filiados: ABCCC - Assoc. Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos;.

 

 

 

PROPOSTA DE ENSINO DE MONTARIA PARA CRIANÇAS DH

 

Nossa proposta de ensino, privilegia o desenvolvimento da percepção, da calma, da paciência, do raciocínio e da reflexão. Para nós, o cavalo é o grande destaque como agente de educação, de (re)educação e de reabilitação. Ensinamos as crianças a interagirem com os cavalos, a perceberem e entenderem suas necessidades, seus sinais corporais e sonoros. Assim, despertada a percepção seletiva, é bem mais fácil para a criança abstrair, pensar e refletir sobre os estímulos que lhe são oferecidos pela realidade que a cerca, incluindo-se aqui, os estímulos escolares. A conseqüência lógica do desenvolvimento dessa habilidade perceptiva, reflete-se no sensível aumento dos níveis de concentração na escola, na aquisição da competência básica para seqüenciamento de instruções, com expressiva melhora na aprendizagem. Sem falar na pedagogia dos valores, tão necessária para enfrentarmos as turbulências dos dias atuais. Acreditamos que uma aproximação que não se baseia na força, nem na violência, mas apenas na confiança e na lealdade, é o primeiro caminho para formar um ser humano melhor e educado para a paz. Quem aprende a cavalgar tratando o animal com gentileza, sem escravizá-lo, desenvolve uma autoconfiança que servirá de amparo nos desafios da vida. Acreditamos que todo o investimento que fazemos na educação dos cavalos e na formação eqüestre das crianças, trará benefícios para todos, sem falar na satisfação e segurança das próprias crianças ao saberem que estão cavalgando um cavalo feliz, saudável e obediente!

Nossa prática prevê as seguintes atividades:

Apresentação do cavalo

  • conhecer o animal - apresentação, aproximação lenta e gradual
  • identificar as partes do corpo do cavalo • conhecer suas necessidades básicas (alimentação, limpeza, etc)
  • conhecer e identificar o equipamento utilizado e sua utilidade
  • empregar adequadamente a terminologia mencionada Interagindo com o cavalo
  • montar e desmontar
  • postura: tronco, assento, pernas
  • desempenho com o animal (andar, parar, virar)
  • exercícios de concentração, equilíbrio e lateralidade.
  • exercícios respiratórios diversos, alongamento e relaxamento
  • exercícios de analogia entre as partes do corpo do cavalo e do aluno.

Atividades envolvendo coordenação motora e elasticidade

  • exercícios de linha reta, curvas, zigue-zague
  • repetir uma série de movimentos seguidos, de forma harmônica (concentração e memória) Atividades de socialização e interação
  • brincadeiras de espelho, mímicas, imitações
  • observar o cavalo, suas atitudes, sua linguagem
  • auxiliar o colega a montar e desmontar

Principais objetivos a serem atingidos nos encontros com o cavalo - (no que for possível, fazer analogia com o ser humano):

  • clareza - de que forma posso conseguir fazer com que o cavalo me entenda melhor?
  • noção, estruturação têmporo-espacial em relação a si mesmo, ao seu cavalo, aos outros animais e as demais pessoas envolvidas no processo
  • aceitar dificuldades e assumir os erros - ele não quer/ eu não consigo/ tenho dificuldades
  • noção de limites - agora não, este não é o momento
  • agradecer ao cavalo - agradando-o, afagando-o]
  • respeitar as necessidades do cavalo
  • colaborar com o cavalo, ser gentil
  • conhecer as próprias capacidades, investindo nestas (auto-estima)
  • aceitar dificuldades
  • descobrir a própria motivação para algo específico, estimulando a criatividade
  • percepção seletiva, sequenciamento de instruções
  • estimulação sensório-perceptiva (tato, olfato, visão)

Benefícios

O cavalo contribui como instrumento terapêutico e agente pedagógico de inserção e/ou reinserção social. É difícil não se surpreender com a amplitude e a diversificação das atividades que o cavalo é capaz de desempenhar.

O contato com o cavalo é reconhecidamente uma terapia que estimula o lado físico e intelectual das crianças, pois elas interagem com o cavalo e no cavalo.

O cavalo faz parte do inconsciente coletivo da humanidade e está intimamente associado à nossa evolução. É um animal dócil, de porte e força, e, contudo, se deixa montar e governar. Rapidamente se transforma num amigo e passa a ser para a criança um referencial de relacionamento sedutor com a realidade que a rodeia.

O referencial usado nessa relação é o da afetividade, graças à desinibição e à confiança recíproca. No contato com o cavalo a criança melhora sua autonomia, responsabilidade, independência, auto-estima e autoconfiança.

ENSINANDO AS CRIANÇAS A CAVALGAR

As crianças têm um desejo natural de aprender. Elas amam os cavalos! As crianças têm uma flexibilidade corporal muito maior que os adultos e para elas é muito mais fácil manter-se em cima do cavalo e aprender a cavalgar. Aqui, oferecemos espaços protegidos e seguros para que as crianças desfrutem da emoção indescritível de aprender a cavalgar. Só quem já vivenciou essa emoção sabe do que estamos falando! Aqui, elas têm orientação adequada e podem extravasar sua alegria de viver, e ao mesmo tempo aprendem a ser equilibradas, pacíficas e responsáveis.

ESCOLA DE MONTARIA PARA ADULTOS E CRIANÇAS

Adultos e crianças aprendem a cavalgar de maneira lenta, saudável e natural, na base da lealdade e confiança mútua entre pessoas e animais. Ninguém têm necessidade de assistir nem conviver com nenhum tipo de violência. Abominamos a violência.Ensinamos nossos alunos a respeitarem os animais e o ambiente em que todos nós vivemos. As aulas para adultos envolvem o conhecimento da forma através da qual os cavalos percebem o mundo. Busca-se com isso compreender as diferenças fundamentais entre os nossos sentidos e os dos animais. É a sensibilização equestre. Você aprenderá na prática como os seus sentidos se ajustam com oos sentidos do cavalo e como você pode controlar e se ajustar aos movimentos do animal, ou seja, você realmente saberá, na prática, o verdadeiro sentido da INTERAÇÃO.

 

DOMA - DOM HONÓRIO

DOMA

A doma gaúcha é uma prática campeira, tradicional e empírica. No entanto é condenada, direta ou indiretamente, por outros métodos, que se baseiam em teorias e que, por isso, são facilmente aceitas, resultando, por conseguinte, na formação da opinião pública. Entender nossa doma sob a luz das ciências para podermos seguir usando-a como uma seqüência de causa e efeito tem sido ultimamente nosso objetivo. Há algum tempo temos trilhado esse caminho até chegarmos e poder usá-la como ciência e como arte. Nosso pensamento foi estimulado por um filósofo, ou melhor, Papadakis, que disse em sua obra “La ecologia de los Cultivos”. “-Quando as teorias condenam as práticas, são elas, as teorias, que devem ser revisadas, porque as práticas são sinônimos de realidade”. Não necessitamos nos aprofundar. Bastaram algumas noções gerais das ciências ligadas à Biologia para compreender e entender o que buscávamos. O comportamento animal, que sempre foi tido como instintivo, modernamente, está mais do que provado, que se encontra materializado no germoplasma. São inúmeros os exemplos citados, como o caso de uma vespa de determinada espécie, que constrói um casulo de barro, faz uma reserva de alimentos colocando pequenos insetos mortos, põe ovos, tapa o casulo e... morre. Esse processo vem ocorrendo há milhões de anos. Nunca uma geração chegou a conhecer a anterior, porque morre antes dos filhos nascerem. E os novos insetos sempre fazem a mesma coisa, porque este comportamento é genético. A genética tem um único objetivo: a perpetuação e a multiplicação da espécie. Determina, inclusive, que cada um dos seus representantes trasforme tudo que for alimento disponível em corpos da própria espécie. Por exemplo: os chineses, malaios e outros povos da região asiática, comem gafanhotos, aranhas, escorpiões, larvas de formigas, etc., para trasformá-los em corpos humanos. Durante nossa doma, podemos ver como o animal se transforma lentamente, visando sempre a cumprir o que está escrito em sua carga genética. A nossa doma é simples e direta, pois somente usa o que a equitação gaúcha vai continuar usando: um palanque, bucais, cabrestos e maneias de vários tipos, etc. Tudo feito de couro cru e bem sovado; só trocando, no meio do processo, o bocal de couro pelo freio de ferro. Segue uma seqüência lógica, onde cada um dos processos usados é um condicionamento para a aprendizagem dos processos seguintes. No simples ato de atar um bagual num palanque, podemos observar o que acontece. A tentativa de fuga é genética, porque vem ao longo do período de vida selvagem. O animal “senta” para fugir e, de repente, dá um pulo para frente e fica próximo ao palanque. Depois de mais algumas tentativas, ele descobre que esta é a melhor atitude, porque satisfaz a lei da “economia de energia” e da “integridade física”, o que prolonga a vida com vistas ao principal objetivo da espécie, que é a reprodução. Respeitar a liberdade do animal tem de opor resistência, inicialmente, é evitar que ele “sente” mais tarde. Esta primeira experiência é um reflexo incondicionado. As outras que virão serão condicionadas a esta, favorecendo as seguintes descobertas. Para ensinar o animal a cabrestear, deixa-se o mesmo tentar fugir e, quando estiver em posição favorável - atravessado, dá-se uns tirões para os lados. Quando o animal descobre que, ao ficar de frente e se aproximar do domador, evita novos puxões, descobre que cabestrar é a melhor solução dentro de sua própria genética. Respeitou-se a liberdade e induziu-se à descoberta por parte do animal. Todo o resto da doma gaúcha segue o mesmo mecanismo. A escolha do que é melhor para si, e para a própria espécie, fica a cargo do próprio animal, pois a liberdade instintiva é respeitada. A doma de baixo com o uso de maneias, maneadores, maneias redondas ou maneias de trava, visa à segurança do próprio domador e serve para que o animal reconheça a resistência das cordas usadas. A doma de rédea e a enfrenação seguem o mesmo caminho já trilhado pelo animal nas experiências anteriores (reflexos condicionados no processo do mecanismo da aprendizagem). Nos primeiros galopes da doma de rédea, o domador dá uns tirões no queixo do animal com uma técnica especial que vem da experiência acumulada por seus ancestrais e que dá os melhores resultados. De onde vieram estes conhecimentos práticos só a história poderia descobrir, talvez desde a época da domesticação. O animal esbarra quando descobre que isso é melhor para sua integridade física e com o menor consumo de energia, etc. Tudo de acordo com o script de sua genética. Diante da simplicidade dos instrumentos usados em nossa doma, a quantidade de freios e bridões de todo o tipo apresentados por outras escolas que se auto-intitulam de “racionais”, para nós, gaúchos, mais parece uma parnafenália de ferramentas de tortura: a boca do cavalo quando puxado pelas rédeas; bridões cujo bocal é um pedaço de corrente de motocicleta. Todos estes recursos, usados, para outras finalidades e por profissionais competentes, devem ter suas explicações. Daí para diante, na doma de rédea, o domador poupa a boca do cavalo e passa a governar praticamente com as rédeas frouxas, através de senhas, usando mais o balanço do corpo, o relho e as esporas. Para facilitar, antes do primeiro galope, auxiliado pelo amadrinhador, com as rédeas já prendidas no bocal, o domador dá uns tirões com o animal deitado e maneado, de modo que a coluna vertebral fique arqueada, o que diminui a força de reação do pescoço. Pode parecer chocante, para quem tem pouca vivencia com os costumes e, olhando de fora, parece-lhe uma brutal covardia. Porém os domadores sempre usaram este método, porque sabem dos seus resultados, que são bons para ambos, homem e animal. Um exemplo que prova a eficiência e a rapidez deste método de doma de rédea é o seguinte: há poucas décadas, antes dos rodeios de tiros de laço dos CTGs, as diversões de fim de semana eram as carreiras de cancha reta. Uma das tradições que desapareceu foram as pencas de baguais de rédea, de vinte e um dias de pega. Reuniam-se algumas fazendas da vizinhança e passavam o domingo de churrasco e carreiradas. Correr duzentos ou trezentos metros para um bagual que tinha ficado bem sujeito não prejudicava em nada o processo da doma, e, principalmente, sem o risco de o animal disparar, porque já tinha sido dominado no devido tempo nos primeiros galopes, e a campo afora. Após a segunda sova de rédea, sempre foi de praxe soltar o animal, durante alguns dias, para descansar e refazer-se. Esta prática tem como objetivo aumentar o prazer e a vontade de mascar o freio, que seria a etapa seguinte. A nossa doma nunca usou a ação mecânica de reflexos incondicionados que não seriam aproveitados posteriormente como: rédeas diretas, charretear, borrachas, etc. O bem-estar prolonga e melhora a qualidade da vida, um dos objetivos da própria perpetuação da espécie. É por isso que os freios, na Equitação Gaúcha, são também usados desde a enfrenação. Têm o bocal alto, são leves e de pernas curta, com o mínimo de alavanca e com a barbela grossa, para não machucar. Os freios de origem moura, com barbela de argola, muito usados até a época da Guerra do Paraguai, evoluíram, mas ainda preservam o bocal alto e as pernas relativamente curtas. O processo continua sendo o mesmo das fases anteriores, pois é o próprio animal que vai procurar a melhor posição do pescoço e da cabeça para que o bocal do freio toque mínimo possível no céu da boca. Isto faz com que os domadores nunca se preocupem em querer impor, artificial e mecanicamente a melhor postura do pescoço e da cabeça. Neste nosso trabalho, não visamos a ensinar uma prática que sempre foi constumeira onde existe a cultura gaúcha e é por demais conhecida. Entendê-la para podermos seguir usando-a com racionalidade e, ao mesmo tempo, poder evitar os excessos de brutalidade que as ciências não justificam, continua sendo o nosso objetivo. Além disto, para modifica-la, adaptando-a a alguns novos métodos de criação de eqüinos, acompanhando a evolução dos mesmos. E assim evoluir sem modificar sua essência, para não perder de vista o resultado final e, também não mudar o estilo da “equitação gaúcha”. Hoje, é mais usual amanunciar os potrilhos na época do desmame. Também, laçar um bagual de 4 ou 5 anos criado no fundo das invernadas e palanqueá-lo, não se usa mais. Outro exemplo, se quisermos podemos também optar por dar os primeiros galopes com o animal a cabresto; desde que ele corra a campo afora, para que fique bem domado e de confiança. O processo de enfrenação é longo e é o mais delicado. Só termina vários meses depois de ter continuado no próprio serviço de campo, no qual os campeiros procuram ter a mão leviana e não abusar em serviços brabos ou excessivos. Montar num pingo, bem domado e enfrenado à “moda gaúcha”, bem escaramuçado e arrucinado, sempre foi orgulho de nossa gente: um cavalo faceiro, doce de boca e monarca de atitudes, levando o freio perto do osso do peito. Este foi o cavalo que fez a nossa história: cutucado na espora e balanceado na rédea, repontou à pecuária sul-americana e marcou, a ponta de lança as atuais fronteiras de nossas pátrias. Esse é o resultado final de uma doma que visa a ter um cavalo ideal para o serviço de campo e que também serviu para as guerras, - “cavalo de peão e de soldado”. Acrescente-se a isto o fato de que a doma gaúcha, pelas suas características, adapta-se perfeitamente a outras práticas esportivas ou de competição, como o Pólo, Hipismo, Carreiras, bem como as provas do Freio de Ouro, desde que o animal entre em um treinamento especifico para cada uma destas finalidades. Para encerrar tudo o que foi dito acima, reproduzimos aqui as palavras do companheiro Cel. Bayard Bretagna Jaques, ao dizer, com convicção de quem conhece, que “a Equitação Gaúcha é única no mundo por que é ecológica!

Por Flavio Xavier Krebs – Eng. Agrônomo

 

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DOM HONÓRIO NA "REVISTA CRIOULOS"

EDIÇÃO 24 -Revista Crioulos- Dez/2008

CT Dom Honório integra treinamento para provas e preparo morfológico com terapias alternativas que visam melhorar as estruturas e a saúde dos animais
O gosto da porto-alegrense Daniela Soares Borges por cavalos vem desde sua infância, quando ainda menina ficava observando o trabalho na propriedade que o pai mantinha em Santa Maria, a Fazenda São Miguel, cuja marca, utilizada ainda hoje por ela, remonta aos tempos do seu tataravô e do haras de mesmo nome. Com o retorno da família a Porto Alegre, no início da década de 80, foi adquirido então o sítio onde iniciou sua própria criação, com eqüinos das raças Apalloosa, Quarto-de-Milha e Paint Horse, em Viamão, nos limites da capital gaúcha.
Formada em Manejo Eqüino em 1996, através da Universidade do Cavalo de Minas Gerais, ela conta que no início da carreira pretendia cursar medicina veterinária, mas quando começou a entrar a parte cirúrgica concluiu que não era aquilo que almejava. “Eu queria trabalhar com o cavalo de uma maneira em que acompanhasse toda sua etapa de vida, desde ainda dentro da barriga da mãe até sua fase idosa, para deter o conhecimento do que é necessário para ele levar uma vida estável, feliz e saudável”, revela, lembrando que a esta altura já mantinha uma certa fixação pela raça Crioula, mas ainda não o suficiente para migrar para ela.
Foi então que seu atual marido, Leonardo Aguiar, na época contratado para prestar serviços específicos de treinamento e doma dos cavalos alojados na Cabanha São
Miguel, entre eles já alguns Crioulos, sugeriu-lhe que direcionasse o criatório para a raça. “Ele me apresentou o outro lado, o aspecto da prova, do cavalo em si, do seu uso específico, aí sim, isso transformou-se num objetivo”, ressalta. Então, levando-se em consideração também a questão de mercado, toda a prestação de serviços voltou-se para os Crioulos e Daniela foi em busca de mais conhecimentos, através de estudos e cursos, para poder usar com eles toda sua experiência de 10 anos no Quarto-de-Milha.
Assim, surgiu há cinco anos o Centro de Treinamento Dom Honório
, que proporciona a alegria de viver dela e do marido, que se revezam no cuidado e treinamento dos 43 animais que lotam o estabelecimento, cujo nome foi escolhido em homenagem ao avô de Leonardo, capataz de fazenda em Cruz Alta, onde ele nasceu, e que lhe apresentou o mundo dos cavalos. Responsável pela doma, treino e apresentação, ele explica que o local possui uma infra-estrutura completa para o preparo dos animais para provas, com pista de laço e paleteada, mangueira de aparte e pexada, pista de aquecimento iluminada, redondel coberto com troteador elétrico para quatro animais e nadador com água de vertente argilosa, que possui inclusive propriedades medicinais que fazem bem para a pele dos animais.
Ele registra ainda que o local também funciona como hotel para os cavalos, com alimentação três vezes ao dia, pasto à vontade e cama sempre limpa, visita de veterinário e banho com shampoo uma vez por semana, além de manutenção dos dentes e cascos, enfim, um serviço completo. “Aos proprietários dos animais em regime de hotelaria, a cabanha oferece um sábado por mês de treino para laço e paleteada”, adianta Leonardo, avisando que desde outubro está funcionando no mesmo local uma pousada dotada de quatro suítes com ar-condicionado, frigobar, TV a cabo e internet, além de piscina térmica e quiosque coletivo com churrasqueira e mesas de jogos.
Dentre os reprodutores da
Cabanha São Miguel
, Leonardo destaca VI Bolicheiro, Urubu Rei Tupambaé, três vezes finalista do Freio de Ouro, Uruguai do Caracol, outro filho de Nobre Tupambaé, adquirido em parceria com Tiago Borges Ferrão, e Soberano Tape, potro de três anos recém comprado em sociedade com a Cabanha Dona Áurea, que ficará dois anos na morfologia e em 2011 começa o preparo para provas funcionais. “Em nossos acasalamentos procuramos ter no mínimo um avô Nobre Tupambaé, por causa do temperamento e funcionalidade que ele passa as seus descendentes”, ressalta, informando que as éguas de cria ficam alojadas em outra propriedade em Pantano Grande.
Daniela
revela ainda que o filho do casal, Pedro Honório, de um ano, já anda a cavalo com o pai e dá mostras de gostar da coisa, pois sempre reluta na hora de descer, enquanto que a irmã Ísis, de sete anos, fruto de seu primeiro casamento, já prefere o shopping center.

Terapias Alternativas

No intuito de melhorar as condições dos animais, muitos deles enviados ao Dom Honório para ganhar altura, Daniela utiliza uma série de terapias alternativas, entre elas a acupuntura e a drenagem linfática, massagem que realiza com um gel específico para cavalos, a base de salicicato de metila, normalmente com o objetivo de melhorar a estrutura do pescoço dos animais, eliminando gorduras indesejadas e fortalecendo a musculatura. “Tem que pressionar bem, massageando sempre em direção do coração, em movimentos circulares, usando a ponta dos dedos e as palmas das mãos, sem nunca apertar demasiadamente, pois senão pode gerar uma lesão”, ensina. Segundo ela, além de relaxar os sentidos do cavalo e melhorar a situação dos seus membros, as massagens também permitem identificar pontos de dores ocasionados por possíveis lesões, facilitando o tratamento.
Para explicar como funciona outra técnica utilizada por ela, a hemoterapia, uma transfusão de sangue que visa resgatar e exteriorizar qualidades inerentes ao cavalo, Daniela cita o caso específico de um animal que precisava de uma melhor base muscular. “Ele já tinha altura, já tinha tipicidade; precisávamos melhorar essa morfologia, puxando dele mesmo coisas que ficaram para trás em função de algum manejo errado ao longo de sua vida”, prossegue, ressaltando que é possível preencher as pequenas falhas que podem ocorrer nos músculos dos animais. Chegando ao centro, após coleta e análise do sangue, foi iniciado em conjunto com a equipe da área veterinária o processo terapêutico desse cavalo, que consistia em utilizar determinadas vitaminas que associadas promovem desenvolvimento muscular. “Aplicada as vitaminas no eqüino, trabalha-se ele no redondel, em média de 15 a 20 minutos, para que elas sejam assimiladas pelo organismo, para que entrem na circulação sangüínea. Feito isto, coletamos da veia base e transferimos esse sangue já metabolizado por ele em uma determinada área muscular que precisa ser desenvolvida, ou seja, diretamente no local que se pretende corrigir”, ensina a especialista.
“E se precisar de um resultado mais geral, se inverte a associação de sangue, aí vai melhorar o aspecto geral e a saúde do cavalo como um todo”, complementa, salientando que a hemoterapia é usada também como adjuvante de crescimento, preparo físico e condição imunológica. “Então, como nenhum cavalo é igual ao outro, cabe a mim, através do conhecimento da sua fisiologia, encontrar a melhor maneira dele assimilar essa terapia e externar características que muitas vezes ficam escondidas”, completa Daniela.

 

VOCE SABIA QUE ???

Cenouras
Muitas pessoas tem o costume de dar cenoura para seu cavalo como forma de agrado, já que esses animais adoram esse tipo legumes. Além de agradar os cavalos, a cenoura tem outra função, a de ajudar na digestão, prevenindo complicações estomacais e abdominais. Ele fica feliz e sadio!

Primeira Competição de Saltos
A primeira competição de saltos que se tem registro na história foi realizada em Londres, Inglaterra em 1869, pela Agricultural Hall, e as competições de Adestramento surgiram no século 16, em Academias de Equitação na Itália e na França. Já a prova dos três dias, (CCE) nasceu das corridas de Enduro.

 

Membros eqüinos
A parte superior dos membros determina o movimento e a parte inferior suporta o peso. As articulações permitem que os membros se dobrem e atuem como amortecedores.Os tendões ligam os ossos aos músculos, permitindo que estes movimentam toda a perna. Cuide-os muito bem!

 

Memória de cavalo

 O cavalo prima pela sua excelente memória associativa, e que a dificuldade para"readestrá-lo" (corrigir más lições), é muito difícil justamente por esse razão?

Paciência é melhor que castigo
Castigar seu cavalo só o torna mais irritado e medroso? O cavalo é muito sensível à voz, aos bons tratos e aos carinhos. Ele é muito paciente, porém um dos maiores "segredos" de um bom adestrador é justamente descobrir, "pacientemente" os limites do animal.

Cavalo mais pesado
Brooklin Supreme, garanhão puro sangue Belga, nasceu em 12 de abril de 1928 e morreu em 1948, pesava 1.440 kg.

 

Cavalo mais baixo
Pônei da raça Shetland, chamava-se "Meia Noite", por ter nascido às 24,00 no ano de 1969 em Melbourne na Austrália, tinha 36 cm de altura.

 

Cavalos mais velhos
Não há provas cabais de tal fato, porém consta que em Pebbles Bay, Península de Gower, Sul de Gales, havia um pônei gaulês com 66 anos de idade. Em 1919, perfeitamente documentado, morreu um pônei garanhão com 54 anos. Em 1969, em uma fazenda nas cercanias de Danville, Missouri, (EUA), a égua "Nelie", morreu de ataque cardíaco aos 53 anos.

 

População Eqüestre Brasileira
O Brasil possui a segunda maior população de cavalos no Mundo, estimada em 6.2 milhões de animais? Ficando apenas atrás da China com aproximadamente 10,2 milhões?E que no Planeta, o total da população de cavalos é estimada em quase 62 milhões?

 

 

 

Equoterapia 
A "equoterapia" ou "eqüinoterapia" ou "hipoterapia" ou ainda a "equitação terapêutica" são os nomes utilizados para todo os métodos terapêuticos que utiliza os cavalos como seu principal instrumento de execução? E que os primeiros registros de sua utilização datam do ano de "458 A.C."? A terapia fundamenta-se nos movimentos tridimensionais causados pelo dorso do cavalo, que ao deslocar-se ao passo, realiza um movimento semelhante ao da bacia pélvica humana. São utilizados na reaprendizagem para andar, melhora dos rendimentos cardiovasculares e respiratórios, fortalece a musculatura e a coordenação, desenvolve a coragem, a auto-confiança, concentração, sentimento de independência, e a capacidade social e comunicação.

ESTÁGIOS DO SONO


Como você se sente depois de uma noite ruim e de dormir pouco? Péssimo, não é?

O seu cavalo também precisa ter uma boa noite de sono e pode acordar de mau-humor!Portanto, não o perturbe! Ainda mais por possuírem diferentes níveis de relaxamento durante o sono, e podem até sonhar.
O seu cavalo só dormirá tranqüilo se tudo estiver seguro, portanto, o fator mais importante é a segurança. Pois seu instinto de defesa requer que esteja sempre pronto para fugir quando surpreendido.
Observa-se que cavalos domésticos, acostumados a dormir protegidos em baias, quando soltos em pastos, lugares abertos e grandes, eles tornam-se agitados e dormem pouco até se acostumar com a rotina do local e ter certeza que está seguro para dormir profundamente. Mas quando é solto um grupo de cavalos, as coisas ficam mais fáceis, mas ainda  há um período de adaptação. Enquanto um grupo dorme, um dos membros fica de sentinela.
Saiba que os cavalos podem dormir em pé, e até possuem ligamentos especiais nos membros posteriores, que os permite sustentar-se enquanto dormem. Sabendo as posições dos cavalos, você pode saber em que estágio está o sono e em que estágio está o relaxamento do animal, pois se refletem na posição em que dormem. Portanto quando se encontra o cavalo em pé podemos dizer que está cochilando, e permanece fazendo alguns movimentos com o pescoço, vibrações na pele, abanando o rabo e alternando o membro posterior que se encontra em repouso.
 De
acordo com o estágio de sono, o animal recebe diferentes estímulos cerebrais. Um estágio bem interessante é o do sono médio pois, durante o estágio as ondas cerebrais atuam como se o animal ainda estivesse acordado e seus olhos parecem piscar mesmo estando fechados. Neste período do sono o corpo descansa enquanto o cérebro continua em atividade.

Detectando o sono

Sono Profundo - no sono profundo o animal deita-se totalmente sobre um dos lados do seu corpo, mantendo inclusive um dos lados da cabeça e do pescoço encostados no chão, numa postura de completo relaxamento.

Sono Médio - no sono médio o cavalo deita-se sobre a coxa e a paleta do mesmo lado, flexionando os membros colocando as patas quase debaixo do corpo e a cabeça pode estar erguida ou com focinho apoiado no solo. O período desse sono  é importantíssimo para o descanso e a tranqüilidade do seu animal. O estágio que o corpo repousa enquanto o cérebro continua em atividade.

Sono Superficial
- o sono superficial é quando o cavalo se encontra numa dormência muito leve. Ocorre com maior freqüência com os cavalos adultos, que passam grande parte do seu sono em pé, por possuírem os ligamentos especiais.

Entre esses três estágios de sono, o cavalo gasta em média  6 a 8 horas por dia. Não se sabe exatamente a duração de cada estágio de relaxamento, mas pode-se dizer que, em devidas condições de conforto, o período de sono médio tem uma duração de 2 horas no total, somadas em 4 ou 5 pequenas sessões. Mas, enquanto o cavalo descansa o cérebro continua trabalhando. Uma das regiões do cérebro que continua em atividade é o córtex. O animal só relaxa completamente durante o sono profundo, quando se deita sobre um dos lados do seu corpo. È importante lembrar que para que os cavalos tenham boas horas de sono e um pouco de sossego para o descanso precisam ter seu próprio espaço, limpo, organizado e confortável, isso faz parte do ciclo vital.  

 

DOENÇAS: ANOREXIA E CÓLICA

ANOREXIA

Anorexia é a perda de apetite, parcial ou total. O animal apresenta sintômas como comportamento inquieto ou abatido. A anorexia pode ser decorrente de uma doença aguda ou crônica, cólicas, gripes, problemas com dentes e outros; ou a causa mais freqüente: estafa por excesso de trabalho.

Tratamento
Rapidamente examine a dentição do cavalo através de um Dentista Veterinário, e analise seu animal para saber se ele é alérgico a um determinado ingrediente na ração. Caso isto se confirme, experimente outras marcas de rações levando em conta sua qualidade, sem jamais forçar seu animal a injerir uma comida que ele já recusou antes. Considere também o exagero na carga de trabalho. O tratamento de anorexia é basicamente preventivo. Se em um dia o animal não recuperar o apetite que tinha antes, recorra a um veterinário. Se voltar a comer por si só, como é o mais comum, não deixe de dar-lhe "verdes" - capim, feno e alfafa. Há animais que por algum trauma se recusam a comer o alimento que estão em determinados lugares e principalmente em determinadas alturas. A variação dessa altura através da administração da ração no cocho, ou em redes suspensas, às vezes resolve prontamente essa "falsa" anorexia.

CÓLICA

Hoje em dia, a cólica, para todos que lidam com cavalos, é uma das maiores preocupações.É um problema mais comum do que muita gente pensa e mata muitos cavalos a cada mês.

O que é a cólica?

Cólica significa uma crise de dor abdominal, de origem variada. Nós podemos especificá-la em duas maneiras: Surda: o animal fica inquieto, cava o chão, deita e levanta sem parar, come pouco ou as vezes nada. Mas o grande alívio é quando o cavalo consegue defecar... Verdadeiras: além dos sinais anteriores, o animal pode chegar a cair, coicear a si mesmo, suar profundamente, manifestando o sofrimento de forma impressionante. Na maioria das vezes, as crises se apresentam e somem; em outras, o desfecho pode ser fatal. Em alguns animais essa predisposição pode ser hereditária, mas qualquer um está sujeito a isso. Quando constatar sintomas semelhantes, a providência imediata é faze-lo andar ao passo e logo chamar um veterinário.

Por que a cólica ocorre?

Na grande maioria os casos são devido a mudanças alimentares, estresse, mudanças meteorológicas, ou até um objeto ingerido pelo animal (uma pedra, por exemplo) que acaba por dificultar a digestão. Este objeto misturado com o bolo alimentar pode acabar ficando preso nas alças intestinais formando verdadeiras e perigosas pedras que, por sua vez, podem obstruir a passagem das fezes.

O que podemos fazer para prevenir?

O que podemos fazer para prevenirmos esse mal, é tratar cuidadosamente da alimentação do cavalo. Citamos abaixo alguns cuidados essenciais: - Manter a pureza e frescor da água - Manter a ração armazenada em local limpo e sem umidade - O cocho deve estar sempre limpo, sem restos de ração velha. - Tomar cuidado para que o feno e alfafa não estejam mofados e deteriorados, pois são especialmente perigosos. - Quando for alterar a dieta de um cavalo, deve se fazê-lo aos poucos, fazendo com que organismo se adapte. - Não deixar o cavalo sem exercício. Cavalos encocheirados são mais propensos a terem cólicas por falta de movimento. Caso não possa montar seu cavalo, solte-o em um piquete ou rode-o na guia.

A cólica tem cura?

Quem poderá definir se tem cura ou não será somente um veterinário. Ele irá avaliar o quadro do cavalo enfermo. As vezes a simples aplicação de alguns medicamentos ou a passagem de uma sonda estomacal, resolve a má digestão. Outras o caso é mais complicado e é necessário uma cirurgia. E infelizmente, dependendo do caso, não tem jeito. Abaixo montamos uma tabela para melhor visualização:

:: Sintomas ::

:: Possíveis motivos ::

inquieto
cava o chão
deita e levanta
come pouco ou nada
não se agüenta em pé
coiceia a si mesmo
suando profundamente

mudança alimentares
mudanças meteorológicas
estresse
falta de atividade física
falta de alimentação verde para a boa digestão

 

:: Prevenção::

:: Providência ::

servir ração de boa qualidade e bem conservada
não deixar ração velha no cocho
servir sempre água limpa e fresca
servir feno e alfafa frescos e limpos
servir alimentos "verdes" para a  boa digestão

Ao menor sinal de cólica, entre em contato com um veterinário. Enquanto ele não chega deve-se puxar o cavalo ao passo e oferecer-lhe alimento verde.

 

SENTIDOS DO CAVALO

Os cavalos tem os sentidos da visão, audição e olfato mais desenvolvidos do que o homem. A face longa característica do cavalo não é necessária apenas para conter seus grandes dentes: ela também abriga os sensíveis órgãos do olfato. Os olhos ficam mais para o alto do crânio, nos lados da cabeça, propiciando aos cavalos boa visão periférica, mesmo quando pastam. As orelhas são grandes, capazes de se movimentar e apontar em direção ao mais leve ruído. Por natureza, o cavalo vive em rebanhos e demonstra grande afetividade em relação aos outros membros do grupo, sendo esta lealdade facilmente transferida ao seu dono. Uma vez desenvolvida a ligação afetiva , o cavalo se esforça muito para executar ordens, por mais difíceis que sejam. Por isso esses animais tem sido vítimas de abusos cruéis, mas também são muito amados, talvez mais que qualquer outro animal na história da humanidade. Apesar de sua forte associação com seres humanos, o cavalo ainda conserva seus instintos naturais de comportamento. Defendem seus espaço e amamentam os filhotes, e precisam sempre de companhia.

Rolar no solo como este pônei é parte importante do toalete dos cavalos. Relaxa os músculos e ajuda a remover os pelos soltos, a sujeira e os parasitas.

Ao repuxar os lábios como este garanhão, após cheirar a urina de uma égua, ele está procurando saber se ela está no cio, ou seja pronta para acasalar.

Muitas vezes dois cavalos permanecem com seus corpos encostados uma ao outro, da cabeça à cauda, afocinhando amigavelmente as crinas e o dorso. Dependendo da estação, essas sessões de limpeza são mais ou menos freqüentes, e não duram mais que três minutos.

 

 

MARCAS

As marcas ou sinais brancos na face, focinho e pernas são meios de identificação e vêm registrados na documentação exigida pelas entidades responsáveis. Além desses sinais, marcas no próprio corpo do animal ou manchas brancas podem ocorrer na parte inferior do ventre e nos flancos.

Sinais de identificação:

Calçamentos ou Calçaduras:

As pelagens nas pernas podem ser: Traço de Calçado (o branco não dá a volta na perna); Talão Branco (Atingindo só o talão); Alto Calçado (chega ao joelho); Médio Calçado (atinge o meio da canela) e Baixo Calçado (chega ao boleto). Quando o animal é calçado dos dois membros anteriores é chamado de Manalvo, dos membros posteriores, Pedralvo. Riscas horizontais chamados de Zebra.

Cascos:

São considerados ideais os cascos "azuis", acredita-se que a ceratina de que se compõe tenha textura densa e de grande rigidez. Os cascos brancos são tidos como "moles", mas não há provas que sejam verdadeiras. Os apaloosas e outros cavalos manchados tem cascos tigrados (listas verticais negras).

EQUOTERAPIA

Deficientes físicos e mentais apostam nos cavalos em busca da recuperação

Os movimentos rítmicos e precisos do cavalo, a liberdade provocada pela sensação de cavalgar e o contato direto com o animal e com a natureza são capazes de fazer verdadeiros milagres no tratamento e recuperação de pessoas com problemas motores, mentais e até mesmo emocionais.
Desde a Grécia antiga usa-se a equitação para a saúde, mas só na década de 30,
na Alemanha, tornou-se uma alternativa de cura. Em cada galopada são ativados vários músculos para favorecer uma reabilitação física e mental.
A
equoterapia
é um método terapêutico, que utiliza o cavalo como instrumento de trabalho, auxiliando no desenvolvimento físico, psíquico e emocional de pessoas portadoras de deficiências. Cavalgar se constitui num prazeroso processo de aplicação dos melhores exercícios de coordenação que se conhece, além de proporcionar a sensação de independência, aumento da autoconfiança, do autocontrole e da auto-estima.
As atividades com os cavalos aumentam os períodos de atenção, possibilitando maior concentração e melhor disciplina. Nos distúrbios da fala e comunicação auxiliam na articulação de sons, fluência verbal e linguagem.
A
equoterapia
facilita o aprendizado pela atenção, concentração, disciplina e responsabilidade, a despeito das limitações intelectuais, psicológicas e físicas dos mais diversos tipos de comprometimentos motores, como paralisia cerebral, problemas neurológicos, ortopédicos, posturais; comprometimentos mentais, como a Síndrome de Down; comprometimentos sociais, como: distúrbios de comportamento, autismo, esquizofrenia, psicoses; comprometimentos emocionais, deficiência visual, deficiência auditiva, problemas escolares, tais como: distúrbio de atenção, percepção, fala, linguagem, hiperatividade, e pessoas "saudáveis" que tenham problemas de posturas, insônia, estresse.
Ao andar, o cavalo faz com que o praticante execute, mesmo que involuntariamente, movimentos tridimensionais horizontais (direita, esquerda, frente e atrás) e verticais (para cima e para baixo). Após 30 minutos de exercícios, o praticante terá executado de 1,8 a 2,2 mil deslocamentos, os quais atuam diretamente sobre o seu sistema nervoso profundo, aquele que é responsável pelas noções de equilíbrio, distância e lateralidade. Ou seja, o simples andar do animal faz dele uma máquina terapêutica, capaz de garantir ao deficiente uma capacidade motora que não possuía e, assim, restituir-lhe pelo menos uma parte das funções atrofiadas pelo comportamento físico.
O andar do cavalo se assemelha muito ao do ser humano, seu movimento com ritmo e balanço faz com que a musculatura e a coordenação do praticante se fortaleçam, e, associando a outras sensações provocadas pelo corpo do animal, melhora também a integração sensório-motora e a consciência de seu próprio corpo. O contato com o cavalo em seu habitat, ao ar livre, e o acompanhamento de seu modo de vida produzem excelentes resultados em crianças. Nas sessões de
equoterapia há um momento reservado para o praticante se acostumar com o animal. Uma experiência inesquecível é o praticante dar um banho no cavalo, pentear sua crina e alimentá-lo. Este contato direto, no seu dia a dia, acaba trazendo a percepção aos praticantes de como as coisas funcionam.

Por: Thaís de Matheu F. Santos

 

 

SAIU NO JORNAL!!!

1º REMATE VIRTUAL DA CABANHA SÃO MIGUEL

CONTINUAMOS COM VENDA PERMANENTE DE CAVALOS CRIOULOS!!

FREIO DE OURO

 

Prepare seu CAVALO para o "FREIO DE OURO" no CENTRO DE TREINAMENTO DOM HONORIO.

O Freio de Ouro, denominado prova Flavio e Roberto Bastos Tellechea, é a maior e mais popular promoção da raça Crioula e, talvez, a maior competição de animais puros de uma só raça no Brasil. As 36 vagas para machos e as 36 para fêmeas, visando a grande final do Freio de Ouro, são disputadas por mais de mil animais em 51 credenciadoras que acontecem em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e garantem vaga para as 9 etapas classificatórias, uma delas realizada em Montevidéu, no Uruguai. A grande final do Freio de Ouro é disputada em agosto, durante a Expointer, sendo que a prova mostra ao público as habilidades de cavalo e do ginete, reproduzindo nas pistas os trabalhos do dia-a-dia no campo, além de testar a doma, a resistência, a docilidade, a aptidão e a coragem, que formam a funcionalidade do cavalo Crioulo.
     A partir da parceria fechada entre o Canal Rural e a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos, as etapas classificatórias e a final passaram a ser transmitidas para todo o Brasil através do canal 35 da NET/SKY e por antena parabólica, dando ao evento uma exposição de caráter nacional.

Acompanhe, passo a passo como se desenrola uma competição do Freio de Ouro  que  divide-se em duas etapas:

Parte 1 - Morfologia:
É uma avaliação do padrão racial e do nível de enquadramento do animal aos padrões seletivos da raça.
São valorizadas, nessa etapa, características como o equilíbrio estrutural, a frente leve, a firmeza da linha superior e um bom relevo muscular. Todo o conjunto tem de estar bem sustentado sobre bons aprumos. Pontuação: de zero a dez.
Parte 2 - Prova Funcional: a segunda fase da competição, a parte funcional, que avalia o desempenho do animal em atividades derivadas das lidas do campo, divide-se por sua vez em dois momentos:
Primeiro momento
1) Andadura:

Na primeira demonstração funcional da prova, exige-se do cavalo a definição e manutenção de três modos diferentes de andar:
a) Tranco
b) Trote
c) Galope
São observados nessa etapa a tipicidade do andar, a comodidade, o avanço e o equilíbrio.
Pontuação: de zero a 15. Tranco= de 0 zero 3 / Trote= de zero a 8 / Galope= de zero a 4.
Importante: o trote tem peso maior na pontuação porque é a andadura mais utilizada pelo cavaleiro em um deslocamento longo pelo campo.
2) Figura:
Prova de média exigência, desenvolvida em um circuito demarcado por fardos de feno, em que se avalia o equilíbrio nas trocas de mãos e patas, potência de execução e submissão a todas as solicitações do ginete. Pontuação: de zero a 15
3) Volta sobre patas e esbarrada:
Um dos momentos mais difíceis do Freio do Ouro. Divide-se em duas partes:
a) Volta sobre patas: O ginete leva o cavalo à frente dos jurados, faz o animal girar sobre o próprio corpo 360 graus para um lado e em seguida para o outro. Pode fazer de uma a três voltas. Mas deve fazer para um lado o mesmo número de voltas que realizou para o outro.
b) Esbarrada: O ginete acelera o cavalo por uma distância de 20 metros e em seguida solicita ao animal uma freada brusca, fazendo com que ele se apóie sobre os posteriores. O cavalo praticamente "senta" no chão.
A seguir, o ginete repete o movimento em sentido contrário. Esta etapa traduz um dos movimentos símbolos do cavalo de trabalho, que é a sua completa submissão ao comando do cavaleiro. O cavalo tem de enfiar corretamente os posteriores entre as mãos e parar sem saltar.
Pontuação: de zero a cinco para a volta sobre patas, sendo 2,5 pontos para cada lado que o animal roda. E de zero a dez para a esbarrada, sendo cinco pontos para cada movimento executado.
4) Mangueira:
É o primeiro momento em que o cavalo trabalha com gado. Na mangueira, o animal mostra sua aptidão vaqueira, equilíbrio, impulsão e coragem. Esta prova é tão importante que ocorre duas vezes durante o Freio de Ouro. Divide-se em três momentos:
a) O cavalo tem de apartar (separar) um dos dois novilhos que estão na mangueira.
b) O cavalo tem de manter o novilho afastado do outro bovino por 45 segundos.
c) O cavalo tem de arremeter com o peito, ou "pechar" (do espanhol, el pecho, o peito) contra a lateral do novilho apartado num ângulo de 45 graus, primeiro por um lado e depois pelo outro, e fazer o animal recuar. Tem 45 segundos para executar o movimento.
Pontuação: de zero a 15. Aparte = de zero a 10 / Pechada= de zero a 5 (2,5 pontos para cada execução).
5) Prova de Campo ou Paleteada 1:
Última e decisiva etapa do Primeiro Momento do Freio de Ouro. Observa-se aqui, mais uma vez, a aptidão vaqueira, a velocidade, a força e a total submissão do cavalo ao cavaleiro.
Duplas, formadas pelo resultado da pontuação acumulada até o momento (o primeiro com o segundo, o terceiro com o quarto e assim sucessivamente) perseguem um novilho por uma raia de 110 metros de comprimento por 50 metros de largura, com marcações de fardos de feno aos 30 metros, 80 metros e 110 metros.
Nos primeiros 30 metros, os ginetes deixam o novilho correr. Entre os 30 metros e os 80 metros, o novilho deve ser "prensado" entre as "paletas" dos dois cavalos, daí a expressão paleteada.
Após a ultrapassagem do marco de 80 metros e antes do final da raia, os ginetes adiantam os cavalos em relação ao novilho, cortando-lhe a frente, para que o animal retorne. Na volta, a paleteada se repete, para que o novilho seja reconduzido à mangueira. Pontuação:de zero a 15.
Importante: Até este momento, as notas que aparecem nas placas são multiplicadas por 1,5. A seguir, é feita a soma de todas as notas obtidas e o resultado é dividido pelo número de provas executadas e somado com a pontuação da morfologia. O resultado credencia de 40% a 50% dos cavalos e ginetes para o segundo momento do Freio de Ouro.
Segundo momento
6) Mangueira:

A prova é uma repetição dos movimentos executados no primeiro momento. Pontuação:de zero a 20.
7) Bayard-Sarmento:
Prova em que se exige velocidade na execução, correção nos movimentos e atenção à submissão. É realizada em uma raia de 80 metros.
O cavalo arranca em velocidade, percorre 40 metros, esbarra, faz a volta sobre patas para um lado e para outro de uma a três vezes, volta a correr 40 metros, esbarra novamente. Depois gira 180 graus, corre mais 40 metros e repete a esbarrada.
Faz a volta sobre patas para ambos os lados, corre mais 40 metros e faz a última esbarrada. Pontuação: de zero a 20.
8) Prova de Campo ou Paleteada 2:
Tudo igual a primeira. Pontuação:de zero a 20.
Importante: As notas que aparecem nas placas deste segundo momento do Freio de Ouro são multiplicadas por dois e somadas. A soma é dividida pelo número de provas executadas até o momento e o resultado é somado com a pontuação da morfologia. Chega-se, assim, ao resultado final da prova do Freio de Ouro.

Fonte: ABCCC

Prepare seu CAVALO para o "FREIO DE OURO" no CENTRO DE TREINAMENTO DOM HONORIO.

PALETEADA

A paleteada demonstra a aptidão do competidor com o gado e também a velocidade, a força, a rusticidade e a submissão do cavalo crioulo.
Consiste na prensa e condução de um novilho, por uma raia de 110 metros de comprimento por 50 metros de largura.
A prova é realizada em duplas, que são escolhidas de acordo com a classificação geral dos competidores, da menor a maior pontuação.
Nos primeiros 30 metros, os ginetes devem deixar o novilho correr. Depois de prensado, os participantes devem tentar levá-lo até a marca mínima dos 80 metros.
Antes dos 110 metros, os ginetes devem fazer com que ele retorne, conduzindo-o até o local de início da prova.
As notas vão de zero a dez e quanto mais apertado a dupla manter o novilho e mais longe conseguirem chegar com ele, maior a nota. A paleteada é uma das provas decisivas da competição do “Freio de Ouro”.
“Essa é uma etapa essencial, pois mostra a evolução e a resistência da raça crioula, bem como o ótimo condicionamento dos ginetes, já que alguns participam da competição representando três ou mais montarias”.
Como a prova é realizada em duplas, ao ocorrer número de participantes ímpar, a associação escolhe um ginete coringa para acompanhar um dos participantes.
As notas são individuais, por isso, os jurados devem estar muito atentos aos movimentos de cada um dos participantes.
Além de exigir muito do cavaleiro e da montaria, os competidores também tem que contar com a sorte.
“Se o novilho empacar antes dos 30 metros, tudo bem, porque ainda pode ser trocado, mas se resolve parar depois, pode diminuir bastante a nota da dupla”.
No primeiro dia da competição a paleteada vale 15 pontos e na final vale 20, sendo a última e decisiva prova antes do anúncio dos vencedores.

Fonte
Francisco Martins Bastos Sobrinho

 

 

 

GINETEADA

Gineteada é uma prova onde o participante deve montar no cavalo e tentar ficar o maior tempo possível em cima dele. Parece fácil? Mas não é. Há um pequeno detalhe: o cavalo é aporreado.
Diz-se de cavalo aporreado aquele que não admite montaria, que já tentaram domar, mas não conseguiram. É por isso que o cavaleiro deve ter muita habilidade para conseguir se manter sob o lombo do animal.
Não só habilidade, mas também muito equilíbrio e força, pois o cavalo se rebela e fica corcoveando, que é dar saltos e coices para tudo quanto é lado. É um “salve-se quem puder”!
Há várias modalidades de gineteada.
“A modalidade do pêlo se iniciou no tempo dos índios. A princípio servia para domar o cavalo e foi muito utilizado na Argentina, no Brasil e no Uruguai. Atualmente, vê-se esta categoria em quase todos os rodeios.
Para este tipo de prova, é necessário um relho de pano e um tento, também conhecido como tento pescoçeiro, que se passa no pescoço do animal e vai até as cruzes dele. Serve para dar equilíbrio e apoio ao ginete. O tempo regulamentado é de, no máximo, 8 segundos. Se ultrapassar este tempo, os amadrinhadores tiram o ginete do cavalo.
Está em jogo principalmente o corcoveio e o estilo do ginete.
Os juízes devem ter um olho bastante crítico. Precisam observar se o cavalo tem força para corcovear, se ele corcoveia em linha reta ou se consegue dar voltas, o tamanho do corcoveado etc.
O ginete precisa também ter muito estilo. “Tem que ver se o ginete utiliza as duas mãos para segurar as rédeas, ou se consegue somente com uma. Se usa o relho para abanar ao público, se esporeia o cavalo, se os pés tocam no cavalo, dentre outro critérios. Quanto mais o cavalo corcovear, melhor”.


TIRO DE LAÇO

O tiro de laço é uma prova realizada em uma raia de 100 metros, onde os ginetes devem laçar o novilho pelas guampas. A prova não é uma etapa oficial do calendário de laço, serve mais como uma disputa de apresentação da raça.
As duplas são divididas na categoria A, em que os ginetes acertam mais de 70% das tentativas de laçar o gado e a B, com 50 a 70% de acertos.
Cada ginete tem cinco chances e as dez duplas com maior número de laçadas, volta a competir, dessa vez com duas oportunidades.
A Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos Crioulos, considera essa prova bastante difícil, uma vez que os ginetes têm que ter muita força, concentração e domínio na hora de laçar, já que a laçada só é valida se for nas hastes, guampa, do animal.
Mas afirma que o Tiro de Laço é uma competição diferenciada, pois não estão em jogo as qualidades do cavalo, avaliando somente a aptidão dos laçadores.
Embora não faça parte da competição oficial de Laço, a prova é sempre muito disputada.


PROVA DE RÉDEAS

A Prova de Rédeas é fundamentada do Adestramento Clássico, porém com mais dinamismo.

Será julgado o cavalo que, conduzido por seu cavaleiro, apresente todos os seus movimentos controlados intencionalmente, sem apresentar resistência, completamente sob comando, sendo dado critério para suavidade, astúcia, postura, agilidade, segurança e ritmo ao executar as manobras do percurso sorteado préviamente. São 09 (nove) percursos oficiais usados. Num percurso de Rédeas temos como manobras básicas os Círculos (com controle de velocidade), Spins (giros de 360 º), Trocas de Mão, Esbarros, Rollbacks (mudanças de direção 180º) e Recuos. Quando um cavaleiro participa de uma prova, ao iniciá-la sua nota é de 70 (setenta) pontos (valor médio); o resultado de cada cavaleiro poderá ser de 0 (zero) a "infinito", sendo julgado separadamente com pontuações positivas e negativas cada manobra ou conjunto de manobras do percurso, como também as penalidades de acordo com o regulamento oficial. As pontuações pela qualidade das manobras, serão dadas a critério do juiz (ou juízes). Durante a apresentação do conjunto o juiz poderá penalizá-lo por qualquer uma das regras citadas no regulamento oficial e ao mesmo tempo pontuá-lo positiva ou negativamente pela Qualidade da manobra que executou.

Caíto Mendes

ENDURO EQUESTRE

O Enduro Eqüestre tem no Brasil a história do Tropeirismo como coadjuvante, pois o tropeiro foi o primeiro endurista a cruzar nossas fronteiras, hoje o prazer de montar a cavalo por longo tempo com adrenalina proporcionada pela competição, emoldurado pelo contato com a natureza em belas trilhas.  Em um tempo em que a relação do homem com a natureza, e por conseguinte, está desgastada, os esportes ao ar livre ganham mais adeptos, o enduro eqüestre vem ocupando um espaço cada vez maior.  O enduro eqüestre é um esporte ecologicamente saudável  Com o crescimento do novo esporte a FEI (Federação Eqüestre Internacional) estabeleceu uma regulamentação a partir das experiências acumuladas, com regras suficientemente rigorosas que objetivam preservar os cavalos.  O enduro é urna prova em que vence aquele que chega ao final mais rápido, mas com uma característica fundamental: ao tempo gasto na trilha soma-se o tempo necessário para apresentação na equipe veterinária, o "vet-check". A cada etapa, em torno de vinte quilômetros, há uma verificação feita por veterinários experientes que avaliam a qualidade de movimentação do animal (claudicação), se a freqüência cardíaca e respiratória estão dentro de limites razoáveis, se o cavalo está ou não em vias de ficar exausto, (desidratação, temperatura, motibilidade intestinal, sensibilidade muscular). Esta simples regra - o cavalo só pode relargar se estiver em plenas condições para tal e é decisivo o tempo gasto para a sua recuperação - transformou as corridas de longa distância em um esporte apaixonante, em que a técnica, a estratégia de prova e a economia de energia para o máximo de rendimento são combinações que exigem muito mais do que montar a cavalo.  Como existe um tempo para apresentação do animal ao "vet-check", (geralmente 20 minutos) o cavaleiro que não fizer uma prova de acordo com as possibilidades do seu cavalo corre o risco de parar no primeiro anel, ou perder tempo demorando para apresentar seu cavalo e comprometendo seu resultado final. Para o iniciante a prova é um pouco mais que uma cavalgada, mas na medida que avança de categoria em categoria mais exigente será o esporte.  O condicionamento do cavalo deverá ser mais rigoroso, a equitação e preparo físico do cavaleiro fará diferença, o conhecimento sobre a fisiologia do exercício e noções de condicionamento deverá ser maior. Quando o cavaleiro de clube hípico ou de hospedarias, e até os cavaleiros de final de semana do sítio, descobrem o enduro descobrem também que mexer com cavalo pode ser muito mais prazeroso que o trabalho de pista com alguns obstáculos ou a cavalgada com a cerveja ao final enfim, vão discutir manejo e alimentação, se informar como o ferrageamento ajuda ou não a performance, ou o que é trabalho aeróbio e anaeróbio. Justamente por combinar a possibilidade de um esporte de lazer com um esporte de alta performance o enduro tem crescido muito rapidamente. É bastante natural em uma prova encontrar uma família disputando várias categorias ou equipes formadas por famílias.  Por isso afirmamos que o enduro eqüestre é lazer e esporte.

Júlio Villas Boas

 

/CALENDÁRIO DE PROVAS E EVENTOS-CAVALO CRIOULO/

Acesse o Site da ABCCC no link ao lado.

CARACTERÍSTICAS DO CAVALO CRIOULO

 

Altura

1,38 à 1,50 m (máximo de 1,50 m e mínimo de 1,38 para as éguas e 1,40 para os machos.

Estrutura

Mediana, morfologia harmoniosa e corpo potente.

Pelagem

Crinas largas e espessas,

Cabeça

curta, ampla na base e fina na ponta; maxilares fortes, bem desenvolvidos, ganachas bem afastadas; crânio amplo e cara curta; fronte larga, bem desenvolvida,com chanfro curto e largo, perfil reto ou ligeiramente convexo; orelhas pequenas móveis bem afastadas na base; olhos expressivos.

Pescoço

bem unido à cabeça por uma larga e limpa garganta; no bordo superior ligeiramente convexo, com abundantes e grossas crinas, quase reto em sua linha inferior; amplo, forte, musculoso com inserção harmônica ao torax; mediano de comprimento.

Dorso

mediano, bem unido à cernelha, com boa cobertura muscular, que lhe permita manter estável o arreamento.

Lombo

(região dos rins): musculoso, unindo suavemente o dorso à garupa, sem ser saliente.

Garupa

de mediano comprimento e largura. musculosa, forte, bem desenvolvida, levemente inclinada.

Cola

com inserção dando uma perfeita continuidade a linha superior da garupa. Sabugo curto e grosso, com crinas grossas e abundantes.

Peito

amplo, largo, profundo e fortemente musculado; encontros bem separados.

Tórax

com bom desenvolvimento, costelas bem arqueadas, denotando uma boa capacidade respiratória.

Ventre

cilíndrico, sub-convexo, com razoável volume, perfeitamente unido ao tórax e ao flanco.

Flanco

curto, cheio, unindo harmonicamente o ventre ao posterior.

Paletas

comprimento mediano, ligeiramente inclinadas e fortemente musculadas, caracterizando encontros bem separados.

Braços e Cotovelos

fortemente musculosos: braços devidamente inclinados com os cotovelos, bem afastados do peito.

Ante-braços

musculosos, bem aprumados, afinando-se até o joelho.

Joelhos

fortes e nítidos.

Canelas

curtas, com tendões fortes e bem definidos; bem aprumadas.

Quartelas

de comprimento médio, fortes, espessas, nitidas e medianamente inclinadas.

Cascos

de volume proporcional ao corpo, duros, densos, sólidos, aprumados e negros de preferência.

Garrões

amplos, largos, fortes, secos, paralelos ao plano mediano do corpo; ângulo anterior do garrão medianamente aberto.

Peso

oscilará entre 400 (quatrocentos) e 450 (quatrocentos e cinquenta) quilos.

 

DADOS TÉCNICOS DO " CAVALO CRIOULO"

Crioulo
Origem: América do Sul
Altura: Mede de 1,35m a 1m52m
Caráter: É um animal compacto, robusto e inteligente.
Apresenta a cabeca curta e larga, afilando-se em forma de cone,
focinho saliente, face reta com olhos expressivos afastados
lateralmente, orelhas curtas empinadas.
O pescoço é musculoso, inserido em espáduas fortes e profundas,
com peito largo. O dorso é curto, com costelas bastante elásticas e
lombo bastante poderoso. A garupa é arredondada e musculosa.
As pernas são curtas, com ossatura excedente, quartelas curtas,
com patas pequenas e duras. 
 A América do Sul produz uma das raças de cavalo mais vigorosas
do mundo - o pequeno Crioulo, montaria dos gaúchos das grandes
criações que se estendem na parte central do continente.
Este parece, com pequenas variações na estatura e no requinte
do tipo, como o Crioulo da Argentina e do Uruguai, o Crioulo
do Brasil, os tipos Costeño e Morochuco do Peru, o Caballo
Chileno do Chile e o Llanero da Venezuela. Embora alguns
destes tipos sejam atualmente bastante diferenciados
do tipo Crioulo básico, todos descendem da mesma criação
espanhola importada pelos conquistadores do sécu8lo XVI.
Os requintes da raça são devidos às variações de temperatura e
da qualidade das pastagens, por serem criados nas colinas ou
nas planícies e pela criação seletiva visando a qualidades
particulares de acordo com as exigências locais. 
O Sangue básico vem do Andaluz, do Berbere e do Árabe.
Seu porte pequeno e seu vigor são devidos a uma
rigorosa seleção natural de aproximadamente 300 anos, em
cujo período rebanhos de Crioulos se tornaram selvagens ou
semi-selvagens nas planícies. Muitos afirmam que a curiosa
distribuição de cores ruiva e do tipo baio, exclusiva do Crioulo,
evoluiu como uma colocaração que serve de proteção natural. 
Especialmente na Argentina, o povo tem grande orgulho da
resistência do Crioulo, e são mantidos testes de resistência para
selecionar os melhores para a procriação. Uma prova anual é
realizada pelos criadores, na qual os cavalos devem cobrir
uma distância de 752 km em quinze dias, carregando uma carga
de 110 kg, sem nada para comer ou beber, exceto aqueles
alimentos que eles mesmos possam encontrar pelo caminho
durante o descanso.
 
PADRÃO DA RAÇA

1. CABEÇA

PERFIL: sub-convexo; retilíneo; sub-côncavo
COMPRIMENTO: curta
GANACHA: delineada; forte e moderadamente afastada
LARGURA:
Fronte – larga e bem desenvolvida
Chanfro - largo e curto
ORELHAS: afastadas; curtas; bem inseridas; com mobilidade
OLHOS: proeminência; vivacidade

2. PESCOÇO
INSERÇÕES:
Cabeça – limpa e resistente;
Tórax – rigorosamente apoiada no peito
BORDO SUPERIOR: sub-convexo; crinas grossas e abundantes
BORDO INFERIOR: retilíneo
LARGURA: amplo; forte; musculoso
COMPRIMENTO: mediano

3. LINHA SUPERIOR

CERNELHA: destaque moderado; musculosa
DORSO: mediano; musculoso; bem unido a cernelha e ao lombo
LOMBO: musculoso; unindo suavemente o dorso e a garupa
GARUPA: moderadamente larga e comprida; levemente inclinada
proporcionando boa descida muscular para os posteriores
COLA: com a inserção dando uma perfeita continuidade à linha
superior da garupa. Sabugo curto e grosso, com crinas grossas
e abundantes.

4. TÓRAX, VENTRE E FLANCO

PEITO: amplo; largo; profundo; encontros bem separados e musculosos
PALETAS: inclinação mediana; comprimento mediano; musculosas,
caracterizando encontros bem separados
COSTELAS: arqueadas e profundas
VENTRE: sub–convexo, com razoável volume; perfeitamente unido ao
tórax e flanco
FLANCO: curto; cheio; unindo harmonicamente o ventre ao posterior

5. MEMBROS ANTERIORES E POSTERIORES

BRAÇOS E COTOVELOS: musculosos; braços inclinados; com cotovelos
afastados do tórax
ANTEBRAÇOS: musculosos; aprumados; afinando-se até o joelho
JOELHOS: fortes, nítidos, no eixo
CANELAS: curtas, com tendões fortes e definidos; aprumadas
BOLETOS: secos, arredondados, fortes e nítidos; machinhos na parte
posterior
QUARTELAS: de comprimento médio; fortes, espessas, nítidas e
medianamente inclinadas
CASCOS: de volume proporcional ao corpo, duros, densos,
sólidos, aprumados e medianamente inclinados. De preferência, pretos
QUARTOS: musculosos, com nádegas profundas. Pernas
moderadamente amplas e, musculosas interna e externamente
GARRÕES: amplos, fortes, secos. Paralelos ao plano mediano do
corpo, com ângulo anterior medianamente aberto

Textos retirados  do Site da ABCCC

O CAVALO POR DENTRO

  Veja abaixo um esquema do esqueleto do seu cavalo. Veja onde passa a coluna cervical, o pescoço e todas as estruturas ósseas que fazem seu cavalo trabalhar.

 Analisemos as estruturas ósseas da parte de cima de seu cavalo, sem levar e conta os membros. Podemos dividir esta parte em 3 segmentos: segmento cervical, segmento dorso lombar e segmento sacro, conforme o esquema de flechas. Estes 3 segmentos fazem com que seu cavalo trabalhe, pois, em conjunto com os membros locomotores, fazem com que os movimentos de flexão, extensão e encurvatura ocorram. Com isso, devemos sempre nos atentar para o fato de um cavalo bem trabalhado é o cavalo que tem todos os 3 segmentos bem exercitados, encurvados, flexionados e principalmente com um aquecimento dos músculos que cercam toda esta área. Lembremos que seu cavalo é como uma ponte com 2 pilastras. As pilastras são os membros locomotores e a ponte em si é o segmento dorso lombar. Se não tivermos uma musculatura construída em volta deste segmento, teremos um cavalo chamado fraco de dorso, ou seja, um cavalo que não conseguirá se sustentar trabalhando reunido por muito tempo, e provavelmente com muita dor após o trabalho. Converse com seu veterinário, ou com seu treinador sobre os exercícios que podem ser feitos para a construção e o trabalho dos músculos dorsais do seu cavalo. Você verá que com o exercício correto, em pouco tempo seu cavalo irá se fortalecer e ficar cada vez mais a vontade no trabalho do dia a dia.

Aluisio Marins

HABILIDADES DE UM CAVALO

  Um cavalo seja do que for, de que raça for, independentemente de modalidade, deve ter algumas habilidades, que são fundamentais para qualquer cavalo. Estas habilidades devem ser ensinadas e praticadas no início da vida ou da carreira deste cavalo, na doma, nas épocas de cavalos novos. São habilidades que serão aproveitadas pelos cavaleiros seja qual for a função deste cavalo. Vejamos algumas delas:

• Um cavalo deve saber ficar parado quando seu cavaleiro monta. Cavalos que não sabem ficar parado quando são montados, desenvolvem uma ansiedade ou um medo relacionado ao cavaleiro, que podem aparecer na hora da prova, do passeio, etc.

• Um cavalo deve saber abrir a boca para que a embocadura seja colocada e retirada. Desta forma, um freio ou bridão não baterão nos dentes deste cavalo, fazendo com que a embocadura não traga pensamentos ruins todas as vezes que for apresentada ao cavalo;

• Um cavalo deve saber controlar sua velocidade ao passo, ao trote, ao galope, sem que este controle seja feito exclusivamente pelas mãos do cavaleiro, ou seja, pela ação exclusiva da embocadura;

• Um cavalo deve saber sair ao galope no pé correto. Ao aprender a sair no pé correto, este cavalo galopará mais seguro e mais firme especialmente em terrenos ruins;

• Um cavalo deve saber andar ao passo, trote e galope em pisos bons e pisos irregulares. Mesmo os cavalos “de pista” devem ser treinados nos pisos irregulares, pois aprendem a se equilibrar e a manter-se em um ritmo constante;

• Um cavalo deve ter ritmo e cadência ao galope, assim como galopar em linha reta. Desta forma, este cavalo se concentra mais no trabalho e coloca a pata certa nos lugares e nos momentos certos.

• Um cavalo deve ter os posteriores e os anteriores soltos, desengajados e flexíveis. Através de exercícios de adestramento ou rédeas, as paletas e os posteriores são trabalhados lateralmente, fazendo com que o cavalo tenha agilidade e coloque as patas nos locais corretos para os movimentos.

• Um cavalo deve ser equilibrado mentalmente. Pode parecer bobagem, mas grande parte dos cavalos vencedores são o que são porque têm uma vida equilibrada, regrada e justa. Somente cria condição física o cavalo que tem uma condição mental saudável. Somente trabalha bem quem vive bem.

   Aluisio Marins

BELEZA EQUINA- Hora do Banho

Após os exercícios ou depois de uma longa caminhada, o banho é sempre a melhor maneira de refrescar e relaxar. Além de higiênico, ele proporciona conforto e descontração ao animal, aliviando as tensões físicas e mentais provocadas pela atividade física. Para os cavalos, a palavra banho significa limpeza e bem-estar. Para os donos, é um momento de lazer e sintonia com o animal.

Para ajudá-los a aplicar corretamente todas as técnicas de limpeza e massageamento em seu cavalo, preparamos 15 dicas que podem ser facilmente empregadas por você no dia-a-dia. Aproveite!

1-O banho ideal dura em média de 15 a 20 minutos. A escovação na ducha deve ser diária, pois é higiênica e saudável. O shampoo pode ser aplicado somente uma vez por semana.

2-Importante: antes de começar o banho, verifique a transpiração e a respiração do animal. Estes dois fatores devem estar dentro dos padrões normais. Caso contrário, o contato da água fria com o corpo quente e úmido do cavalo pode provocar um choque térmico.

3-Comece o banho sempre de baixo para cima. Molhe bem as patas, depois passe para as pernas, e bem devagar, molhe a barriga em toda sua extensão. Suba o esguicho para a garupa e siga vagarosamente em direção à cernelha.

4-Limpe a parte de cima dos cascos com um escova de plástico, depois levante a pata do animal e limpe com muito cuidado a ranilha, pois é uma parte bastante sensível. Em seguida enxágüe bem.

5-É muito importante limpar as partes sexuais do cavalo, pois geralmente é onde a sujeira fica impregnada. Use sabão glicerinado (ou o mais neutro possível) para não causar irritações na pele do animal. Se ele permitir, passe uma esponja macia e umedecida com água e sabão.

6-Depois de molhar o pescoço, passe para a cabeça. É indispensável limpar o focinho, o chanfro e a ganacha. Mas tudo muito suavemente. Se o cavalo não permitir que você use a escova, tente uma esponja ou use simplesmente as mãos.

7-Para lavar a cabeça do animal, diminua a pressão da água dobrando a mangueira ao meio. Deixe a água escorrer entre as orelhas. Se o animal estiver assustado, deixe ele olhar a ducha por algum tempo e depois repita o processo.

8-As orelhas não podem ser lavadas internamente, por isso tome cuidado com o esguicho. Use um chumaço de algodão e um pouquinho de óleo para remover a cera das orelhas.

9-Não jogue água nas narinas. Use uma esponja macia ou simplesmente a mão.

10-No banho com shampoo, use um balde com três partes de água para uma de shampoo. Mergulhe a luva (ou esponja) na mistura e vá passando sobre todo o corpo do animal, sempre em movimentos circulares.

11-Não esqueça da crina e da cauda. Após lavar a cabeça do animal, vire a crina toda para um lado e use a escova para desembaraçar. Coloque a cauda de molho no balde com água e shampoo e depois use as mãos para lavar. Se necessário, use a escova para desembaraçar.

12-Se o animal estiver com o pêlo ressecado, aplique um banho de creme. Leve ao fogo um frasco de creme rinse e espere até que o produto esquente e se dissolva. Depois, com o animal na sombra, aplique o creme e espere 10 minutos. Enxágüe bem e repita o procedimento de 15 em 15 dias. Caso o pêlo do animal não apresente melhora, consulte seu veterinário para um diagnóstico mais preciso.

13-Para terminar o banho, pegue o escorredor e passe pelo corpo inteiro do animal, de cima para baixo, acompanhando o sentido da musculatura.

14-Conforme ele for secando, penteie a crina e a cauda várias vezes, até que ambas fiquem bem soltas e desembaraçadas.

15-Para massagear o cavalo, passe a luva ou a escova em movimentos circulares, pois desta forma você estará relaxando a musculatura e ativando a circulação sangüínea do seu animal.

MÉTODOS DE FERRAÇÃO

 

O cavalo pode ser ferrado de dois modos: a frio ou a quente. Na ferração a frio a medida das ferraduras é a mesma da do casco, podendo o ferrador fazer alguns acertos na sus forma. Apesar destas ferraduras não ficarem tão perfeitas como as acertadas a quente, um cavalo bem ferrado a frio fica melhor servido do que um mal ferrado a quente. Na ferração a quente a ferradura, previamente aquecida é encostada ao casco; as desigualdades do corte do casco que necessitam ser corrigidas antes de colocada a ferradura são reveladas pela área chamuscada. Esta parte do casco pode ser queimada e pregada sem que o cavalo se magoe pois não possui nervos.

 

Tipos de ferraduras: O material geralmente utilizado nas ferraduras é o aço, no entanto podem ser feitas de outros matérias: de alumínio (usadas nos cavalos de corrida dado que são mais leves); de plástico aderente (para cavalos que não suportam os cravos). Existem também ferraduras ortopédicas ou cirúrgicas utilizadas em casos de laminite e de doença do navicular.

As ferraduras de metal são mantidas no lugar por placas triangulares – os arpões. Nas ferraduras das mãos é utilizado um único arpão no meio à frente; as dos pés têm dois nos quartos. Os arpões dos quartos evitam que a ferradura se desloque para os lados, permitindo que o ferrador corte mais o casco à frente e recue um pouco a ferradura no casco; isto evita que o cavalo bata com o pé na mão do mesmo lado.

 

CAVALOS DE SALTO

SALTO DE OBSTÁCULOS

História

Desde há 3000 anos que se monta a cavalo, mas saltar a cavalo é um conceito relativamente recente. Os saltos de obstáculo surgiram com os caçadores de raposas ingleses, que montados nos seus cavalos, saltavam muitas sebes e cercas que dividiam os campos. Só a partir da segunda metade do séc. XVIII é que se começou a dar atenção aos saltos a cavalo, e esta disciplina equestre evoluiu a muito custo, tendo como grande idealista o Conde Lucas de Albuquerque Lourenço, espanhol nascido na Inglaterra, e sem dúvidas o cavaleiro que ficará marcado na vida de todos os atletas que o esporte seguem.

 Prova de saltos de obstáculos é uma competição em que tanto o cavalo como o cavaleiro são avaliados, segundo certas regras durante um percurso de saltos.

Regras

Estas provas têm o objetivo de demonstrar algumas qualidades do cavalo, como: força, potência, obediência, velocidade, respeito pelo obstáculo. O cavaleiro é avaliado pela sua equitação. O vencedor da prova é o concorrente que tiver menos penalizações (pontos) e fizer o percurso mais rápido, o que somar mais pontos ou então aquele que mais se aproximar do tempo ideal, conforme o tipo de prova.

Existem vários tipos de provas dentro dos saltos de obstáculos, como:

  • As provas sem cronômetro, podem ser de tempo ideal, na qual a pista é medida e da-se um tempo para concluir o percurso quem mais se aproximar desse tempo com menor penalização ganha a prova.
  • Com cronômetro, em que a velocidade é determinante para o resultado das provas.
  • As provas com barrage, em que os conjuntos que no primeiro percurso tiveram os mesmos pontos, desempatam, num percurso reduzido, com base nas penalizações e no tempo.
  • As provas de potência, um máximo de quatro barrages, onde a altura dos obstáculos é sucessivamente aumentada.

Tabela de faltas

  • Derrube - 4 pontos
  • 1ª desobediência - 4 pontos
  • 2ª Desobediência - eliminação
  • Queda do cavalo ou cavaleiro - eliminação
  • Erro no percurso - eliminação
  • Tempo excedido numa prova cronometrada - 1 ponto por segundo
  • Eliminado o cavaleiro que não tiver adequadamente uniformizado (capacete, culote branco ou bege, bota preta , camisa com gola branca, e casaca(nem sempre é obrigatória)
  • Refugo do cavalo perante o obstáculo - 4 pontos
  • 2 refugos - Eliminação

TIPOS DE PELAGEM DOS CAVALOS

As pelagens básicas se constituem em: Alazão, Baio, Branco, Cebruno, Colorado, Douradilho, Gateado, Mouro, Oveiro, Picaço, Preto, Rosilho, Tobiano, Tordilho e Zaino.

Pelagens Compostas:


Alazão chamalotado ou apatacado: Quando tem manchas mais claras e arredondadas.
Alazão dourado: O típico com reflexos do ouro.
Alazão típico: O que tem a cor da brasa ou da cereja.
Alazão ruano: Quando tem a cauda e crina claras.
Branco albino, melado ou rosado: Quando há uma despigmentação congênita, inteira ou parcial, das pestanas e da íris. Sua pelagem tem reflexos rosados. É sensível ao sol.
Baio branco ou claro: É uma tonalidade de creme desmaiado.
Branco mosqueado: O que leva pelo corpo, em forma irregular, pontos pretos do tamanho de uma mosca.
Branco porcelana: O que tem manchas pretas, as quais, por transparência, por meio dos pêlos brancos, produzem reflexos azuis da porcelana.
Baio achamalotado ou apatacado: Quando apresenta manchas redondas e mais claras do que o resto do corpo.
Baio amarelo: É como uma gema de ovo, quando estendida numa porcelana branca.
Baio encerado: Quando tem a cor mais escura, parecendo-se com a cera virgem.
Baio cabos negros: Quando tem as extremidades dos membros, da cauda e a crina escuras.
Baio cebruno: Também escura, levando no corpo manchas mais escuras do que o baio encerado.
Baio dourado: quando tem reflexos do ouro.
Baio ovo de pato: Quando tem uma cor amarelado creme. Sua crina, cauda e cascos também são cremes.                                                                                                                                                                      
Baio ruano: é um baio com a cauda e crina claras.
Colorado típico: É avermellhado com o tom claro.
Colorado pinhão: Tem a cor do pinhão.
Cebruno ou barroso: Com a tonalidade mais escura do que a do baio cebruno, parecendo-se com a cor do elefante.
Douradilho: É um colorado desmaiado com reflexus dourados.
Douradilho pangaré: É o que tem o focinho, axilas e ventre mais claros.
Gateado típico: É um baio escuro acebrunado nas quatro patas e com uma linha escura, que vai da cernelha à garupa, com aproximadamente dois dedos de largura.
Gateado osco ou pardo: É mais escuro que o típico, assemelhando-se ao gato pardo.
Gateado pangaré: O que tem o focinho, as axilas e o ventre com a pelagem mais clara.
Gateado ruivo: O que tem a cauda e a crina aproximada a cor do fogo.
Lobuno claro: Quando se parece com a plumagem de uma pomba.
Lobuno escuro: Quando mais escuro do que o lobuno claro.
Zaino claro: Da cor da castanha.
Zaino negro: Como a castanha mais escura.
Preto típico: Tem a tonalidade semelhante ao carvão.
Preto azeviche: Preto vivo com reflexos brilhantres.
Tordilho claro: Quando tem predominância de pelos brancos.
Tordilho negro: Predomina os pelos pretos. Com a idade vai se tornando claro.
Tordilho chamalotado ou apacatado: Quando com manchas arredondadas mais claras.
Mouro negro: Se parece com o tordilho negro, com tonalidade azulada.
Mouro claro: É um gris azulado.                                                                                                                       Oveiro azulego: É um mouro claro com manchas brancas.
Oveiro bragado: Quando em qualquer pelagem portam manchas isoladas no baixo ventre.
Oveiro chita: É overo com manchas brancas salpicadas num fundo rosilho.
Oveiro de índio: Qualquer pelagem com manchas de tamanho médio.
Oveiro chita: É overo com manchas brancas salpicadas num fundo rosilho.
Rosilho abaiado: Quando tem pelos amarelados entre o vermelho e o branco.
Rosilho claro ou prateado: Quando predominam os pelos brancos sobre os vermelhos.
Rosilho colorado: Quando predominam os pelos vermelhos sobre os brancos.
Rosilho gateado: É um gateado com pelos brancos.
Rosilho mouro: É uma mescla entre pelos vermelhos, brancos e pretos.
Rosilho overo: Quando dentro da pelagem rosilha tem manchas brancas.
Rosilho tostado: Quando tem pelos tostados em lugar dos vermelhos.
Tobiano baio: É um baio nas mesmas condições dos demais tobianos.
Tobiano colorado: É um colorado nas mesmas condições do tobiano negro.
Tobiano negro: É um preto com manchas brancas grandes divididas com o preto.
Tobiano gateado: É um gateado nas mesmas condições dos demais.
Zaino claro: Da cor da castanha.                                                                                                                              Zaino negro: Como a castanha mais escura.
Também existem tobianos cebruno, alazão, douradilho, zaino, tordilho, etc.

Outros detalhes de pelagem

Entrepelado: O que tem uma mescla de pelagens diferentes, formando assim um total indefinido.
Pangaré: Quando descolorido em algumas regiões do corpo, sobretudo nas partes inferiores, destacando-se nas axilias, focinho e ventre, seu descolorido se assemelha a cana da Índia.
Rabicano: Quando nas caudas escuras tem pelos brancos na sua base.

Fonte: O Cavalo Crioulo

ALIMENTAÇÃO DOS EQUINOS

 Um Programa de Nutrição deve ser adequado à função desenvolvida pelo eqüino e à categoria à qual ele pertence. Deve-se levar em consideração as quantidades mínimas necessárias de energia, proteína, vitaminas e minerais.

Considerações Básicas:
Quando tratamos da alimentação dos cavalos, os nutrientes com os quais devemos nos preocupar, são os seguintes:

Carboidratos e Lipídeos: as necessidades energéticas dos animais são atendidas através dos carboidratos e dos lipídeos que lhes fornecemos. Estas necessidades estão ligadas principalmente ao tamanho do animal e ao tipo de trabalho que desempenha. Os lipídeos não são utilizados apenas como fonte de energia, mas também fornecem os ácidos graxos que são essenciais ao bem estar dos animais. Apenas depois de termos atendido às necessidades de AG dos animais é que podemos usar os lipídeos para atender às necessidades energéticas.

Proteína: As necessidades de proteína dos animais são específicas para prover os aminoácidos de que o animal necessita, assim como a atividade que desempenham, como crescimento e reprodução. Devemos nos preocupar, não só com a quantidade da proteína, mas principalmente com a sua qualidade.

Minerais: Grupo dividido em macro e micro elementos minerais.
Os macro-elementos estão envolvidos com a estrutura do animal e são perdidos diariamente durante o desempenho de suas atividades (Ca, P, Na, Cl, K, Mg, S). Os micro-elementos estão envolvidos, principalmente, com as funções metabólicas dos animais.
(Fe, I, Cu, F, Mn, Mo, Zn, Co, Se, Cr, Sn, Ni, V, Si).

Vitamina: Estão divididas em duas categorias principais: as hidrossolúveis e as lipossolúveis. Com a forragem verde, de alta qualidade, que o cavalo obtém na pastagem, provavelmente não temos que nos preocupar com a adição de qualquer teor extra de vitaminas A, D e E para animais em manutenção. No entanto, se o animal é mantido numa baia e alimentado com feno, provavelmente precisará de uma suplementação de vitaminas.
A maioria das vitaminas hidrossolúveis é fornecida em níveis suficientes pelos alimentos normalmente dados ao animal, ou são produzidas em quantidades adequadas no sistema digestivo.
Sob condições de stress intenso, como corrida, provas ou exposições, o animal poderá não conseguir as quantidades necessárias de vitaminas através da alimentação normal. Para estes animais, recomenda-se uma suplementação de vitaminas.

NECESSIDADES BÁSICAS

Em primeiro lugar é necessário ressaltar que o cavalo é um animal Herbívoro, isto é, se alimenta fundamentalmente de forrageiras. Portanto, em sua dieta habitual, é necessário o fornecimento de volumoso (capim ou feno). Para alimentação adequada do cavalo, devemos respeitar sua natureza, suprindo suas necessidades básicas, que são:

VOLUMOSO: Feno ou Capim fresco de qualidade:
Feno: é a forma desidratada do capim, isto é, o capim com apenas 10-20% de água. Deve ser feito de capim de qualidade (Coast-cross, tífton, alfafa, etc.) e fenado no ponto certo, nem muito seco, nem muito úmido. Quando o capim é fenado além do ponto correto de corte, pode ficar muito fibroso, o que pode causar cólica nos cavalos. Se for cortado no ponto certo e deixado secar em demasia, fica muito fibroso, também podendo causar cólica nos animais. Se for cortado no ponto certo, mas deixado secar pouco, sendo enfardado úmido, pode ocorrer o aparecimento de fungos que podem causar problemas nos animais. Desde que feito da forma correta e bem armazenado, é um excelente alimento para os cavalos.

Capim: este pode ser fornecido sob a forma de pastagens ou suplementado no cocho, picado. Quando oferecido no cocho picado, deve-se atentar para a qualidade deste capim. Os mais utilizados sob esta forma são os capins elefantes (napier, colonião, etc.). O manejo das capineiras deve ser muito bem feito para que o aproveitamento pelo cavalo seja o melhor possível. É muito comum o corte destes capins com altura superior a dois metros e meio (às vezes até quatro metros) de altura. Porém, quando é cortado com altura superior a dois metros e meio, ocorre uma perda considerável da qualidade, devido à baixa digestibilidade de seu talo. O ideal é cortá-lo entre um metro e meio e dois metros e meio.

ÁGUA: Fresca, Limpa e Potável
Deve-se ter sempre à disposição do animal água fresca, jamais gelada devido aos riscos de cólicas que esta pode ocasionar. Deve também estar sempre limpa, evitando-se as águas barrentas que podem causar distúrbios digestivos pelo acúmulo da terra dentro do aparelho digestivo do cavalo. Deve ser fornecida ainda à vontade, pois as necessidades de água pelo cavalo são elevadas, de 20 a 75 litros por dia, dependendo do porte do animal, do clima, da intensidade do trabalho e da natureza da alimentação. As fêmeas em lactação têm suas necessidades aumentadas em 15 a 30 litros por dia.

COMPLEMENTAÇÃO MINERAL
Esta também é de fundamental importância para suprir as necessidades básicas do cavalo, que são relativamente elevadas com relação aos minerais. Estes devem ser oferecidos de maneira equilibrada, através de sais minerais de empresas idôneas e à vontade, num cocho à parte.


SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL
Após termos suprido as mínimas necessidades para manutenção do cavalo, aí sim, conforme atividade a que vamos submetê-lo, seja um potro em crescimento, égua em reprodução ou cavalo de esporte e trabalho, devemos oferecer-lhe os complementos de uma alimentação, para que possamos atingir os níveis Energéticos e/ou Protéicos suficientes para suprir estas novas necessidades, mas sempre respeitando sua natureza valorizando o volumoso.

RAÇÃO (COMPLEMENTO CORRETOR)
Esta deve ser equilibrada, oriunda de empresas idôneas para se ter garantia da qualidade do produto. Existem vários tipos de apresentação de ração: Farelada, Peletizada, Laminada ou Extrusada. As rações industrializadas (Peletizadas, Laminadas ou Extrusadas) possuem 03 vantagens fundamentais sobre as fareladas, principalmente as misturadas na propriedade:

1. Toda matéria prima que chega à fábrica de ração é classificada e analisada para se ter certeza da qualidade de seus nutrientes (Umidade, Proteína, Minerais, etc.). Com base nessas análises, é possível garantir a qualidade e os níveis do produto final (com relação à proteína, minerais, fibra, etc.). Como não é possível analisar a matéria prima na propriedade, não há garantia de manutenção do padrão do produto final.

2. As rações fareladas produzem muito pó que, se inspirados pelo cavalo, podem levar a problemas respiratórios. Além disso, este pó pode causar obstrução do canal naso-lacrimal (canal que liga a narina ao olho) levando a produção excessiva de secreções oculares.

3. Para se evitar este pó, é muito comum molhar a ração antes do fornecimento ao animal. Ocorre que as rações fareladas, por serem mais leves que as peletizadas, ocupam um volume maior, portanto os cavalos demoram mais tempo para comer esta ração. Em temperaturas mais elevadas, podem ocorrer processos de fermentação desta ração molhada levando a quadros de cólicas.

Existem ainda as matérias-primas (aveia, trigo, milho, etc.) que muitos criadores/proprietários de animais oferecem misturado à ração balanceada. Ocorre que estas matérias-primas são, em geral, muito ricas em fósforo (a relação Ca:P pode ser de 1:3 quando o ideal é 1,8:1) o que leva a um desbalanceamento na relação cálcio/fósforo sangüíneo levando a graves problemas como a cara inchada.
Quanto às apresentações de rações industrializadas, não devemos nos preocupar com a aparência do produto (peletizada, laminada ou extrusada), mas principalmente com os níveis de garantia destes produtos.
Tecnicamente falando, um produto extrusado é superior a este mesmo produto laminado e este mesmo produto peletizado. Isto não quer dizer que qualquer produto extrusado é superior a outros, nem que toda ração laminada é superior às peletizadas.
O que mais importa na avaliação da qualidade de um produto são seus níveis de garantia, principalmente valores de qualidade de energia e proteína. A qualidade de sua energia também pode ser avaliada através do valor de seu extrato etéreo, que é o valor de gordura de uma ração, onde se este valor for alto, a qualidade de sua energia, e também de sua proteína, serão elevados.
Existem rações peletizadas no mercado que possuem qualidade energética e protéica muito superiore às laminadas e extrusadas.
Devemos estabelecer realmente quais as necessidades do cavalo para podermos suprir de forma adequada e obtermos os melhores resultados de performance e também na saúde do animal. Para isso devemos observar qual o tempo de digestão de cada tipo de alimento para podermos dividir e ocupar melhor o tempo de cada animal.

Dr. André Galvão Cintra

SAÚDE DO CAVALO

Um cavalo saudável é aquele cujas capacidades físicas naturais não se encontram diminuídas. No mundo selvagem, há uma distinção nítida entre animais saudáveis e doentes. Os saudáveis sobrevivem e os doentes morrem aos predadores ou às doenças. Em nossos cavalos domésticos, a distinção dos cavalos saudáveis para os doentes é menos clara. E os doentes podem viver devido aos cuidados dos veterinários e tratadores.

Não podemos confundir saúde com forma física! Começando pela alimentação: o cavalo não deve estar muito gordo e nem muito magro. Como nos humanos o alto teor de gordura pode levar a problemas de saúde. Também os cavalos velhos tendem a ser mais vulneráveis às doenças.

Nem todos os sintomas são devido à velhice!

Verificando os sinais de saúde:

Respiração: Em geral, o cavalo em descanso, respira entre 8 a 16 pôr minuto (as respirações são contadas por cada movimento para dentro e para fora das costelas).

Temperatura: Um cavalo saudável tem a temperatura de 38,3 a 38,6 graus centígrados. Ao princípio, peça a um especialista que o ajude tirar a temperatura. (Oleie o termômetro com vaselina e, com o mercúrio para frente, insira-o no ânus. Segure o com força e depois de um minuto retire e leia a temperatura).

Pulso: O pulso normal de um cavalo é de 30 a 50 batidas por minuto. (É preciso prática para sentir. Coloque a ponta dos dedos na artéria que passa em cima da curvatura maxilar e conte os batimentos).

Orelhas:  Para o cavalo, a audição é tão importante como a visão, portanto as orelhas atentas e de movimentos rápidos mostram o cavalo esperto, sendo assim, com saúde.

Olhos: Os olhos devem ser brilhantes e sem corrimentos. A membrana em volta do olho e no interior da pálpebra deve ter um tom "rosa-salmão".

Bocas e Narinas:  A maioria dos cavalos tem hábitos alimentares fixos e não mudam de comportamento a não ser que haja algo de errado. Também não deve cair comida da boca quando estiverem comendo. As narinas não podem estar muito abertas e com corrimentos quando o cavalo estiver em descanso.

 Pele e Pelagem: A pele deve ser macia e fácil de mover (se pegar numa dobra de pele do pescoço puxar e largar, deve voltar imediatamente ao seu lugar e se não o fizer, o animal está provavelmente desidratado). A pelagem deve ser suave e brilhante, não opaca, e sem perda de pelo, a não ser em época de muda.

Fezes: O estrume forma bolas que se quebram ao bater no chão, não podem ser muito secas e nem muito molhadas. Não devem conter massas fibrosas nem cereais inteiros. São produzidas regularmente de 6 a 10 vezes cada 24 horas. A urina tem um cheiro forte e é amarelo-escuro e turva.

 Cauda: A cauda deve ser brilhante e sempre ativa na remoção das moscas. Não deve estar apertada entre os membros, nem manchada pôr fezes e nem inclinada para um lado, porque pode indicar dores ou assaduras.

 

PELAGEM NO INVERNO

Cuidados especiais com a pelagem no inverno são fundamentais para manter seu cavalo saudável e com rendimento máximo durante todo o período de frio


Alguns acham bonito, outros uma amolação. Porém é necessário evitar que a pelagem dos eqüinos fique muito comprida e espessa no inverno. Este cuidado deve ser tomado especialmente por proprietários de cavalos atletas, ou de animais que são submetidos à manejo intenso. Os donos de cavalos que vivem soltos no pasto não precisam se preocupar, já que a pelagem representa um mecanismo natural de defesa contra as baixas temperaturas. Mas aqueles cujos cavalos transpiram muito ou são banhados diariamente após a prática de esporte (ou qualquer outra atividade hípica), a pelagem é um problema que precisa ser acompanhado de perto. Se a pelagem estiver muito espessa ou comprida, em poucos minutos de trabalho o cavalo ficará completamente encharcado. E ao final dos exercícios o animal peludo custará a secar, já que a evaporação é muito mais lenta em baixas temperaturas. Dar-lhe um banho é pior ainda, especialmente quando está ventando, já que a queda brusca de temperatura pode acarretar uma série de doenças. Vale salientar também que a pelagem só exerce seu efeito de isolamento térmico se estiver seca. Quando está molhada, ela acelera o resfriamento.

Outra pergunta freqüente de muitos criadores é se os cavalos devem ser mantidos em abrigos durante os períodos de frio. Cavalos fortes e bem alimentados não se incomodam muito com as baixas temperaturas, desde que estejam secos e com a pelagem natural (não tosqueada). A pelagem é tão eficiente que a neve cai sobre o dorso de cavalos que vivem em regiões geladas e não derrete. Ou seja, o calor do corpo do animal fica completamente isolado do ambiente externo. No entanto, alguns animais são mais sensíveis à exposição de correntes de ar frio, por isso é recomendável que tenham sempre acesso fácil a um abrigo, que pode ser um bosque, uma encosta de um morro ou uma cabana.

Cavalos que vivem encocheirados geralmente não estão acostumados com o frio, já que passam grande parte do dia e da noite protegidos por portas e janelas das baias. É necessário tomar cuidado para evitar choques térmicos quando os animais são levados ao trabalho. Os animais tosqueados, que transpiram menos e secam mais rápido, precisam ser cobertos por capas durante o dia e a noite, exceto na hora do trabalho. O toque nas orelhas pode determinar se um cavalo está com frio, e a eventual necessidade de capas mais grossas ou finas.

Concluindo, a melhor maneira de determinar o procedimento a ser tomado com um cavalo é equacionado uma gama de fatores como temperatura, umidade, intensidade de trabalho, sistema de manejo e outros. Seguindo estes passos você garante a saúde e o bem-estar do seu cavalo. Com ou sem frio.

 

APRENDA A FAZER TRANÇA

A trança é o principal meio de manter a crina e a cauda do cavalo bem conservadas e protegidas do meio externo, dando um toque especial ao seu “bichinho”. Além da questão estética, as tranças oferecem outras vantagens, como por exemplo, às mão do cavaleiro, que pode manusear as rédeas sem preocupação.

Devemos sempre estar atentos quanto à limpeza e a tosquia da crina e do rabo, para que assim, possam crescer mais fortes e saudáveis. Para lavá-los, use shampoo neutro ou sabão de côco, massageando bem as raízes. Enxágüe várias vezes, e depois, se necessário, desembaraçe-as usando um pouco de creme rinse ou algum produto especial para a ocasião. Mãos a obra!

1)Tenha em mãos uma toalha, elásticos especiais para trançar a crina, uma escova, e um pulverizador com água.

2)Separe um chumaço de pêlos e utilize a toalha para separá-lo do restante da crina, como na imagem. Tenha em mente que serão feitas em torno de 20 tranças, portanto, o chumaço deve ser proporcional a esta medida.

3)Umedeça o chumaço com o pulverizador para evitar que a trança fique “esfiapada”. Faça uma trança.

4)Terminada a trança, dobre-a ao meio juntando a ponta com a raiz, e dobre-a novamente.

5)Prenda-a com o elástico até que a trança esteja bem firme.

6)Repita o processo aproximadamente 20 vezes.

O CIO EQUINO

 

O ciclo éstrico na égua pode ser considerado como o período compreendido entre a ovulação de um folículo maturo até à ovulação do folículo maturo seguinte. Este é, normalmente, um período de 21 dias em éguas Puro Sangue Inglês e de até 25 dias em éguas de raças póneis. O cio, isto é, a exibição do desejo e a aceitação do garanhão, tem início antes da ovulação e normalmente prolonga-se por 24 a 48 horas após a ovulação. Após este período a égua perde a receptividade.

No que se refere à relação existente entre o ciclo éstrico, nomeadamente a fase de estro (cio), e as alterações das características do pêlo e crinas, esta é compreensível, se considerar-mos que ao ciclo éstrico estão associadas um conjunto de alterações hormonais. Assim, o efeito das hormonas sexuais femininos (estrógeno e progesterona) pode-se fazer sentir ao nível da estrutura e composição do pêlo. Um exemplo desse efeito, é o exercído sobre as glândulas sudoríparas que estão distribuídas em todas as zonas pilosas e cujos dutos se abrem nos folículos pilosos primários, libertando, durante o cio, secreções que contém feromonas, contribuindo para a atração e excitação dos garanhões.

PONEIS

 Como o próprio nome indica, são assim designados todos aqueles animais eqüinos de pequena estatura, mas às vezes, muito mais resistentes que os cavalos de grande porte. Várias nações se preocuparam com sua preservação e aprimoramento, pois várias raças de Pôneis existentes caminhavam a passos largos para a extinção, como aconteceu a algumas, por falta exatamente de uma proteção para sua preservação.

Seu passado é todo de trabalho; em todas as regiões que habitavam, depois de facilmente domesticados pelo homem, por serem animais muito dóceis, quando bem tratados, eram destinados aos mais variados trabalhos, aproveitando suas raras qualidades como resistência, rusticidade, coragem e muita força muscular.

Hoje, os Pôneis, seja de qualquer raça, estão disseminados em toda parte, formando várias outras raças e tipos, devido à mestiçagem que lhes foi imposta pelo homem, algumas desnecessárias, mas outras como uma necessidade na melhoria de suas aptidões, dando-lhes outras finalidades como: para montaria, para puxar pequenas viaturas, para salto ou esportes hípicos, mas quase sempre usados objetivando servir às crianças, ou seja, serem brinquedos vivos desses pequenos seres humanos.

- Raça Brasileira

No Brasil, os Pôneis são criados há vários anos, existindo exemplares de várias raças, principalmente Shetland, espalhados pelo Brasil. Existe um grande número desses pequenos cavalos com características indefinidas devidas à mestiçagem havida. Entretanto, alguns deles começam a apresentar detalhes semelhantes à sua caracterização fenotípica, principalmente aqueles mestiços de animais importados na Argentina, e que após estudos realizados por técnicos capacitados, estão sendo considerados os protótipos da Raça Brasileira e sendo admitidos em seus livros de registro genealógico.

 

O GAUCHO E SUA HISTORIA

Chama-se Gaúcho às pessoas das regiões de campos do vale do Rio da Prata, ligadas à pecuária. Essa região, também conhecida como Pampa, foi colonizada por espanhóis e portugueses, que trouxeram escravos negros. O Gaúcho tem em sua origem, portanto, descendentes desses povos, mais a miscigenação com índios, nativos da região. As características particulares ao seu modo de vida construíram um meio de vida único, adaptado ao trabalho pecuário, com técnicas que formam uma cultura própria. O termo “Gaúcho” já foi usado, por motivos políticos, como termo depreciativo dos Habitantes do Rio Grande do Sul, na época do Império, e foi adotado pelo povo do sul como símbolo dos valores culturais da região. A influência do nativismo argentino, no final do século XIX expressa, também, a construção de um mito fundador da cultura da região. Os gaúchos são conhecidos como exímios cavaleiros e é quase impossível associarmos a imagem de um gaúcho sem a unirmos a do Cavalo Crioulo uma cruza entre o crioulo-chileno e a raça cardal (raça nativa do RS). O cavalo do gaúcho "era tudo o que ele possuía neste mundo". Durante as guerras do século XIX, que ocorreram na região, chamada, atualmente de Cone Sul, as cavalarias de todos os países eram compostas quase que inteiramente por gaúchos e seus Cavalos Crioulos. Os Cavalos Crioulos vêm sofrendo pequenas alterações, como o encurtamento dos membros anteriores para facilitar os giros, tornando o cavalo mais ágil. No século XIX era quase impossível encontrar alguém na Província do Rio Grande do Sul que não utilizasse cavalos, e não apenas os trabalhadores das fazendas e ranchos, os escravos e os habitantes da cidade se locomoviam utilizando o cavalo, muito similar ao Crioulo que conhecemos hoje, que demonstrava, já naquela época, grande diversidade e resistência. Naquela época a pessoa que não soubesse montar ou que se encontrasse desmontada, não só causava estranheza, mas também era depreciada.

Deanna Buono

ORAÇÃO DO CAVALO

    ORAÇÃO DO CAVALO

Ao meu amo, ofereço minha oração:

Dá-me comida e cuida de mim,
e quando a jornada terminar,
dá-me abrigo, uma cama limpa e seca
e uma baia ampla para descansar em conforto.

Fala comigo: tua voz muitas vezes
significa para mim o mesmo que as rédeas.

Afaga-me, às vezes,
para que te possa servir com mais alegria
e aprenda a te amar.

Não maltrates a minha boca com o freio
e não me faças correr ao subir um morro.

NUNCA – eu te suplico – nunca me agridas
ou espanques quando não entender
o que queres de mim,
mas dá-me uma oportunidade de te compreender.

E quando não for obediente ao teu comando,
vê se algo está incorreto nos meus arreios
ou maltratando meus pés.

E, finalmente, quando a minha utilidade se acabar,
não me deixes morrer de frio ou à míngua
nem me vendas para alguém cruel
para ser lentamente torturado ou morrer de fome,
mas bondosamente, meu amo,
sacrifica-me tu mesmo,
e teu Deus te recompensará para sempre.

Não me julgues irreverente se te peço isso,
em nome daquele que também nasceu num estábulo.

NOSSO MAPA

Seja bem vindo!!!


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