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Reflexões

Não faça aos outros o que você não quer que façam a você!

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Não faça aos outros o que você não quer que façam a você!

01:17 PM, 22/1/2011 .. 0 comentários .. Link

 

Margarida é enfermeira e, para complementar sua renda, costumava supervisionar estágio de alunos dos cursos de enfermagem em nível técnico e superior.  
Para ela, a supervisão de estágios era um bico. Então, não se preocupava com a qualidade dos serviços que prestava. O importante era “cumprir tabela” e receber a grana extra no fim do mês. Não se preocupava em ensinar as técnicas corretas aos alunos. Não tinha paciência e, muitas vezes, preferia ela mesma fazer os procedimentos, enquanto “aqueles burros” observavam, pois orientar daria muito mais trabalho. Outras vezes, fazia vistas grossas aos erros, às faltas e aos atrasos. Frequentemente, soltava os alunos mais cedo. Botava presença para todos, mesmo quando os alunos combinavam de faltar para irem a um show, ou porque era ponte ou véspera de feriados. Ela não queria se desgastar, preferia ser a “boazinha”.  Os alunos gostavam muita dela, afinal, “ela era legal”. Muito diferente daqueles outros “malas”, que ficam “pegando no pé” quando esquecem o crachá, não vestem o jaleco branco, botam faltas e dão notas baixas.
Bem... todos nós somos ou já fomos alunos e sabemos que oportunidades para tomar o caminho mais fácil são sempre tentadoras, especialmente na juventude, quando só enxergamos o aqui e agora, não nos preocupamos com o futuro, não temos noção do quanto aqueles conhecimentos podem fazer falta no futuro, o que importa é “pegar o diploma”. Que atire a primeira pedra aquele que nunca caiu na tentação de matar uma aula! Mas qual a postura a ser adotada pelos docentes diante dessa situação? Margarida descobriu isso da pior forma possível...
Certo dia, ela sofreu um acidente e precisou ser hospitalizada. Assim que voltou à consciência, soube que estava sendo atendida por Verônica, uma de suas alunas. Ali, deitada na cama de um hospital, Margarida descobriu na própria pele que sua aluna era completamente despreparada psicologicamente, eticamente e tecnicamente. Teve seu braço todo furado, até que a enfermeira acertasse “sua veia” para o soro. Urrou de tanta dor, quando tomou uma injeção no lugar errado. Sentiu-se desprezada quando a enfermeira, displicentemente, ficava de papo com outros enfermeiros ou quando saía antes do enfermeiro da troca de plantão chegar, deixando-a desamparada, abandona à própria sorte. Acabou até mesmo contraindo infecções, facilmente controladas com simples procedimentos de higiene, técnicas básicas que qualquer principiante deveria saber de cor e salteado. Por sorte não morreu, mas acabou ficando bastante debilitada e sua recuperação foi lenta e muito dolorosa, devido a o completo despreparo da equipe que a atendeu.
Foi, então, que finalmente, Margarida se deu conta que havia contribuído para a má formação daquela profissional toda vez que permitia que ela faltasse, chegasse atrasada, fosse embora mais cedo, dando-lhe presença; ou quando não corrigia seus erros ou fazia os procedimentos por ela ao invés de orientá-la; ou a cada vez que dava nota 10 para ser a “boazinha” e “ficar bem na fita”, mesmo sabendo que se tratava de uma péssima aluna. Ela descobriu, a duras penas, que o feitiço caiu sobre o feiticeiro...
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A vida é movida por ações e reações, cada passo que damos tem suas consequências. Se plantamos boas sementes, colheremos bons frutos. Muitas vezes, deixamos o comodismo tomar conta de tudo, na ilusão de que nunca seremos as nossas próprias vítimas. Enquanto as consequencias de nossos erros não caem sobre nós, tendemos a não nos importar, mas quando sentimos na própria pele, compreendemos, às vezes tarde demais, o quanto é ruim sermos vítimas de um erro médico, ou de um mau atendimento em uma loja, ou dos transtornos de adquirirmos um produto com avarias, etc.
Adotar uma simples regra em nossas vidas pode transformar o mundo: NÃO FAÇA AOS OUTROS O QUE VOCÊ NÃO QUER QUE FAÇAM A VOCÊ. Tão simples... e tão eficaz...
 
(Cláudia Ohira – 22/01/11)
 

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