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BIBLIA-CATOLICOS X PROTESTANTES

ORAÇAO PELOS MORTOS

06:12 PM, 29/1/2009

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ORAÇAO PELOS MORTOS

 

OS PROTESTANTES, afirmam que o 2º. livro de Macabeus não é palavra de Deus porque ensina a Oração Pelos Mortos e citam: 2mc 12:43-48. Vejamos o texto que está na internet:

 

"e tendo feito uma coleta, mandou 12 mil dracmas de prata a Jerusalém, para serem oferecidas em sacrifícios pelos pecados dos mortos, sentindo bem e religiosamente a ressurreição, (porque, se ele não esperasse que os que tinham sido mortos, haviam um dia de ressuscitar, teria por uma coisa supérflua e vã orar pelos defuntos); e porque ele considerava que aos que tinham falecido na piedade estava reservada uma grandíssima misericórdia. É, pois, um santo e salutar pensamento orar pelos mortos, para que sejam livres dos seus pecados".

 

Do texto acima, podemos destacar as seguintes afirmações:

“Foi feita uma coleta de dinheiro para que se oferecesse um sacrifício pelo pecado”.

Vejamos na Bíblia, outros textos que falam de sacrifícios oferecidos pelo pecado de pessoas:

“Se é o sacerdote ungido que peca, tornando assim culpado o povo, oferecerá pelo pecado cometido, um sacrifício expiatório ao Senhor, um bezerro sem defeito” (Lv 4,3).

“Se toda a comunidade de Israel pecar (... ) oferecerá como sacrifício pelo pecado um bezerro” (Lv 4,13-14).

“Se é um chefe que peca, fazendo algo proibido pelos mandamentos do Senhor levará como oferta um bode, o matará... É um sacrifício pelo pecado”. (Lv 4,22-24).

“Se é uma pessoa que peca... levará como oferta uma cabra em expiação (...) o sacerdote a queimará no altar, em suave odor ao Senhor”. (Lv 4, 27-31).

 

Como podemos observar, não é só o 2º. livro de Macabeus que narra ofertas feitas pelos pecados. Se o 2º. Livro de Macabeus não é Palavra de Deus por conter oferta feita pelo pecado de pessoas, o livro do Levítico, também não é Palavra de Deus. Ora, no Levítico, é o próprio Deus quem manda fazer ofertas pelos pecados das pessoas. Isso elimina toda a argumentação protestante na tentativa de negar ao livro de Macabeus, o valor de Palavra de Deus.

Não devemos esquecer que, o livro dos Macabeus foi escrito pelo menos um século antes de Cristo. Por isso, falar de acontecimentos daquela época e fazer referencia a Jesus, demonstra não conhecer a Bíblia. É claro que os sacrifícios do Antigo Testamento não salvam, mas, esta era a fé do povo judaico e o autor do livro  de Macabeus não podia pensar diferente.

É preciso chamar a atenção  para o seguinte: A oferta-sacrificio foi feita por quem acreditava e tinham esperança de que, os que morreram na batalha ressuscitariam. Este livro foi escrito muitos anos antes de Cristo. O fato de alguém (daquele tempo) acreditar na ressurreição está contra Jesus?

A oferta foi feita por quem acreditava que, os que foram mortos na batalha (tentando matar os adversários) não mereciam entrar no reino de Deus por não estarem cumprindo o mandamento: Não matarás. Por outro lado, não mereciam ir para o inferno por estarem lutando e matando em defesa do povo de Deus. Em outras ocasiões, Deus mandou matar (cf Ex 32,27-29) e as pessoas que executaram esta ordem não se sentiram culpadas por fazer o contrário do mandamento: “Não matarás”.

Pelo que está escrito no Evangelho (Mt 22, 23-30) podemos concluir que, antes de Jesus ressuscitar, já existiam pessoas que acreditavam na ressurreição e outros que ainda não acreditavam. Isto nos leva a crer que, no tempo em que este livro foi escrito (100 a.C.) já existiam pessoas que acreditavam na vida após a morte. Ora, se por tudo, os judeus ofereciam sacrifício, porque não oferecer para que, os que tombaram na batalha, tivessem direito a uma nova vida? Naquele tempo, quem oferecia sacrifício, estava contrário ao sacrifício de Jesus?

O texto fala de uma realidade de aproximadamente um século antes de Jesus ressuscitar. Por isso, afirmar que este livro é contrário a Jesus, demonstra falta de conhecimento da Bíblia ou preconceito contra a Igreja católica. O autor, não tinha idéia sobre Jesus, que nasceu um século depois, então, ele não podia escreve: Só Jesus salva!  

Quem analisa os livros da Bíblia, deve ter como ponto de partida a realidade social, política e religiosa do tempo em que o livro foi escrito. Caso contrário, vai pensar que Deus gosta de cheiro de carne assada, pois está escrito no livro do Levítico: “O sacerdote queimará tudo (partes de animal) sobre o altar. É  um holocausto, uma oferta queimada, de suave odor, para o Senhor. (Lv 1,13)

            Quem interpreta a Bíblia, deve ter cuidado para não se prender apenas a certos textos. É preciso analisar tudo que está escrito sobre tal assunto para tirar conclusão abrangente. Quem procura o que a Bíblia diz sobre a maneira como as pessoas conseguem se salvar, não pode deixar de lado o seguinte texto:

            Se alguém vê seu irmão cometer um pecado que não conduz á morte, que ele ore, e Deus dará a vida ao irmão, isto, se, de fato, o pecado cometido não conduz á morte. Existe pecado que conduz á morte, mas não é a respeito deste que eu digo que se deve orar. Toda injustiça é pecado, mas existe pecado que não conduz á morte. (1Jo 5,16-17).

  Com base neste texto, podemos concluir que, os protestantes não conhecem a Bíblia toda por isso afirmam, com base em alguns textos bíblicos, que: Após a morte o destino de todos os homens é selado, uns para perdição eterna e outros para a Salvação eterna - não existe meio de mudar o destino de alguém após a sua morte e citam (Mt. 7:13,13; Lc 16.26). 

Os protestantes não levam em consideração a afirmação: existe pecado que não conduz á morte. Se alguém vê seu irmão cometer um pecado que não conduz à morte, que ele ore, e Deus dará a vida ao irmão.

Quem nega o valor da oração e sacrifício como elemento de Salvação, em Cristo, demonstra não conhecer a seguinte afirmação da Carta aos Hebreus: “Não negligencieis igualmente a prática do bem e a mútua cooperação: pois com sacrifício Deus se compraz”. (Hb 13,16).

            Para melhor compreender as razões pelas quais,a Igreja Católica faz orações pelos que já faleceram, é preciso levar em consideração, tudo que a Bíblia ensina sobre  o relacionamento das pessoas com Jesus e entre si. São Paulo chama esta realidade salvífica de, “Corpo Místico de Cristo”.

            “Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo (...) se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele; se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele. Vós sois o corpo de Cristo e, individualmente, sois membros desse corpo. (...)

            Observe o leitor que, ao afirmar que somos  membros do corpo de Cristo, o apóstolo não diz que, somente os que ainda estão vivos, fazer parte destes corpo. Por isso, devemos concluir que, todas as pessoas são membros de Cristo. Negar aos que já morreram, a participação no corpo de  Jesus, é uma idéia que está fora da obra da salvação... Cristo, morreu por todos. É por isso que, falou com Moisés que estava morto a séculos (Mc 9,4) e prometeu ao ladrão: “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso” (Lc 23,43).

            O apóstolo Paulo afirma: “Aspirai aos dons mais elevados. E vou ainda mostrar-vos um caminho incomparavelmente superior.: Se eu falasse a língua dos anjos e dos homens, mas não tivesse amor, seria como um bronze que soa... (...) As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência desaparecerá. O amor jamais acabará...” (1Cor 12,12s; 13,1-13)

            Quem lê este texto de Paulo, sem preconceito, percebe claramente que, a partir da encarnação de Jesus, formamos um só corpo do qual Ele é a cabeça. Na carta aos Colocesses (1,18) Paulo, afirma que Ele (Cristo) é a cabeça do corpo, da igreja. O próprio Jesus, afirma: “eu sou a videira, vós sois os ramos. Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. (Jo 15,1-17).

            Ora, a salvação em Cristo significa dizer que, estaremos unidos a Ele, aqui e na eternidade. Por isso, se podemos orar por alguém que cometeu pecado que não conduz à morte e Deus dará a vida a este irmão. (1Jo, 5,16-17) Enquanto se está do lado de cá da morte, podemos orar por aqueles que cometeram pecados (que não conduz à morte) mesmo depois que eles morreram.

            A doutrina da Igreja católica sobre o destino dos que faleceram não tem como base apenas os Textos de Mt 7,13,13 e Lc 16,26, dos quais se deduz que com a morte, o destino eterno da pessoa humana está selado: Salvação ou condenação. A Igreja Católica, leva em consideração também a 1ª. carta de João (5,17-17), a carta aos Hebreus (13,16) e principalmente a doutrina do Corpo Mistico de Cristo, para afirmar: Podemos e devemos orar uns pelos outros, vivos ou mortos. Porque formamos um corpo em Cristo (...) se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele; se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele.

            A seiva que alimenta este corpo é o amor de Cristo derramado em nossos corações pelo espírito que nos foi dado. Ora, as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência desaparecerá, o amor jamais acabará. Por isso, negar que podemos interceder por quem já morreu, significa negar a existência de um amor eterno que une a todos nós, no Cristo salvador.

            É claro, que as nossas orações, de nada valerão para aqueles, que pelos pecados (mortais) que cometeram, foram lançados no inferno. Mas, quem pode julgar que esta ou aquela pessoa foi condenado? Qualquer julgamento que façamos será de acordo com a nossa capacidade de amar. Ora, a misericórdia de Deus é infinita e só ele conhece o coração de cada um de nós. É por isso, que devemos confiar em sua divina misericórdia e implorar por todos, vivos ou mortos.

            É lamentável que os nossos irmãos protestantes não percebam ou não conheçam a oração como o sangue que alimenta todo corpo do qual Cristo e a cabeça ou a seiva que dá vida à planta da qual, Jesus é o tronco e nós somos os galhos. (cf. A oração de Jesus – Jo 17, 1-25).

 

                                                                                              leite.cincinato@yahoo.com.br