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• 31/8/2012 - “COISAS DE HOMEM”

Oba! Vou aprender a fazer “coisas de homem”! 
Esta foi a reação de um dos alunos ao ver a caixa de ferramentas, que utilizou na nova atividade da Escola.
Ao iniciar a adolescência, é natural que os jovens aprendam, com seus pais ou responsáveis, algumas das habilidades necessárias para a sua própria manutenção como: cozinhar, limpar a casa, limpar a roupa, etc.
No caso dos meninos, que serão futuros chefes de família, os pais também ensinam alguns rudimentos de manutenção que lhes serão úteis, como: trocar lâmpada, pendurar um quadro, apertar um parafuso, etc.
São exercícios da vida adulta que exigem cuidado e acompanhamento. 
No caso dos surdos, devido à dificuldade de comunicação, muitas famílias – pela ausência da figura masculina ou por não saberem como conversar com seus filhos e com medo de eles se machucarem ou estragarem alguma coisa – acabam por não lhes ensinar estes conhecimentos práticos, sem perceber que estão prejudicando sua futura autonomia.
A Escola, ao detectar esta realidade, montou o projeto Vida Independente para os meninos, com o objetivo de auxiliar os alunos surdos e suas famílias na superação desta lacuna – e tem sido um sucesso!
Com a autorização dos pais, uma vez por semana, os alunos mais velhos participam de aulas individuais, com duração de 15 a 20 minutos, onde têm a oportunidade de vivenciar um momento “pai e filho”.
Os jovens podem saciar as suas curiosidades de mexer nas ferramentas – com a devida disciplina. Descobrem como elas funcionam e para o quê elas servem.
O responsável por esta disciplina e por este momento de vivência com eles é o companheiro desta Casa, o senhor José Abreu, de todos nós conhecido por Zeca.
Aprender o nome e a utilidade das ferramentas é fácil, o duro mesmo é conseguir martelar o prego, sem acertar o dedo!
 
Cibele – Diretora Pedagógica
 
Correio da Fraternidade
ANO 21 – nº 250- Abril de 2010 Distribuição Gratuita
Grupo Espírita “Irmão Vicente”
O Grupo Espírita “Irmão Vicente”, abreviadamente GEIV, foi fundado em 1º de janeiro de 1962, como Associação religiosa e filantrópica, de duração ilimitada e com fins não econômicos, com sede e foro na cidade de Campinas, estado de São Paulo.
http://www.annesullivan.com.br/mantenedora.html
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• 31/8/2012 - “COISAS DE HOMEM”

Oba! Vou aprender a fazer “coisas de homem”! 
Esta foi a reação de um dos alunos ao ver a caixa de ferramentas, que utilizou na nova atividade da Escola.
Ao iniciar a adolescência, é natural que os jovens aprendam, com seus pais ou responsáveis, algumas das habilidades necessárias para a sua própria manutenção como: cozinhar, limpar a casa, limpar a roupa, etc.
No caso dos meninos, que serão futuros chefes de família, os pais também ensinam alguns rudimentos de manutenção que lhes serão úteis, como: trocar lâmpada, pendurar um quadro, apertar um parafuso, etc.
São exercícios da vida adulta que exigem cuidado e acompanhamento. 
No caso dos surdos, devido à dificuldade de comunicação, muitas famílias – pela ausência da figura masculina ou por não saberem como conversar com seus filhos e com medo de eles se machucarem ou estragarem alguma coisa – acabam por não lhes ensinar estes conhecimentos práticos, sem perceber que estão prejudicando sua futura autonomia.
A Escola, ao detectar esta realidade, montou o projeto Vida Independente para os meninos, com o objetivo de auxiliar os alunos surdos e suas famílias na superação desta lacuna – e tem sido um sucesso!
Com a autorização dos pais, uma vez por semana, os alunos mais velhos participam de aulas individuais, com duração de 15 a 20 minutos, onde têm a oportunidade de vivenciar um momento “pai e filho”.
Os jovens podem saciar as suas curiosidades de mexer nas ferramentas – com a devida disciplina. Descobrem como elas funcionam e para o quê elas servem.
O responsável por esta disciplina e por este momento de vivência com eles é o companheiro desta Casa, o senhor José Abreu, de todos nós conhecido por Zeca.
Aprender o nome e a utilidade das ferramentas é fácil, o duro mesmo é conseguir martelar o prego, sem acertar o dedo!
 
Cibele – Diretora Pedagógica
 
Correio da Fraternidade
ANO 21 – nº 250- Abril de 2010 Distribuição Gratuita
Grupo Espírita “Irmão Vicente”
O Grupo Espírita “Irmão Vicente”, abreviadamente GEIV, foi fundado em 1º de janeiro de 1962, como Associação religiosa e filantrópica, de duração ilimitada e com fins não econômicos, com sede e foro na cidade de Campinas, estado de São Paulo.
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• 31/8/2012 - NA INTIMIDADE DO SER

De fato, os conhecimentos sobre a vida do espírito têm-se imposto aos raciocínios e as mensagens do Evangelho, à luz de tais conhecimentos, tornaram-se mais claras ao entendimento de todos. No entanto, na advertência de Paulo, de aproximadamente 2000 anos atrás, fica evidente que acumular conhecimentos sobre a Vida e as Leis que a regem, como se tem feito ao longo da existência humana, é insuficiente.

Vós, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, revesti-vos de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade” – PAULO (Colossenses, 3:2.)

Indubitavelmente, não basta apreciar os sentimentos sublimes que o Cristianismo inspira.

É indispensável revestirmo-nos deles.

O apóstolo não se refere a raciocínios.

Fala de profundidades.

O problema não é de pura celebração.

É de intimidade do ser.

Alguém que possua roteiro certo do caminho a seguir, entre multidões que o desconhecem, é naturalmente eleito para administrar a orientação.

Detendo tão copiosa bagagem de conhecimento, acerca da eternidade, o cristão legítimo é pessoa indicada a proteger os interesses espirituais de seus irmãos na jornada evolutiva; no entanto, é preciso encarecer o testemunho, que não se limita à fraseologia brilhante.

Imprescindível é que estejamos revestidos de “entranhas de misericórdia” para enfrentarmos, com êxito, os perigos crescentes do caminho.

O mal, para ceder terreno, compreende apenas a linguagem do verdadeiro bem; o orgulho, a fim de renunciar aos seus propósitos infelizes, não entende senão a humildade. Sem espírito fraternal, é impossível quebrar o escuro estilete do egoísmo.

É necessário dilatar sempre as reservas de sentimento superior, de modo a avançarmos, vitoriosamente, na senda da ascensão.

Os espiritistas sinceros encontrarão luminoso estímulo nas palavras de Paulo.

Alguns companheiros por certo observarão em nossa lembrança mero problema de fé religiosa, segundo o seu modo de entender; todavia, entre fazer psiquismo por alguns dias e solucionar questões para a vida eterna, há sempre considerável diferença.

 

Vinha de Luz – Emmanuel, psic. Francisco C. Xavier - lição 89

 

(Compilado por Débora)

 

Correio da Fraternidade

ANO 21 – nº 250- Abril de 2010 Distribuição Gratuita

Grupo Espírita “Irmão Vicente”

O Grupo Espírita “Irmão Vicente”, abreviadamente GEIV, foi fundado em 1º de janeiro de 1962, como Associação religiosa e filantrópica, de duração ilimitada e com fins não econômicos, com sede e foro na cidade de Campinas, estado de São Paulo.

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• 30/8/2012 - COMO SOFRES?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não há ser encarnado na Terra isento de passar por sofrimentos, posto serem essas experiências que nos facultam o aprimoramento moral. O Apóstolo Pedro, em epístola dirigida aos cristãos das regiões de Bitínia, Capadócia, Galácia e Ponto (atualmente localizadas na região da Turquia), alerta para os sofrimentos que nos auto-infligimos, sem proveito algum, em virtude de sentirmo-nos contrariados diante das tribulações.

 

Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes

glorifique a Deus nesta parte. - PEDRO. (I Pedro, 4:16.)

 

Não basta sofrer

s

Simplesmente para ascender à glória espiritual. Indispensável é saber sofrer, extraindo as bênçãos de luz que a dor oferece ao coração sequioso de paz.

Muita gente padece, mas quantas criaturas se complicam, angustiadamente, por não saberem aproveitar as provas retificadoras e santificantes?

Vemos os que recebem a calúnia, transmitindo-a aos vizinhos; os que são atormentados por acusações, arrastando companheiros às

perturbações que os assaltam; e os que pretendem eliminar enfermidades reparadoras, com a desesperação.

Quantos corações se transformam em poços envenenados de ódio e amargura, porque pequenos sofrimentos lhes invadiram o círculo pessoal? Não são poucos os que batem à porta da desilusão, da descrença, da desconfiança ou da revolta injustificáveis, em razão de alguns caprichos desatendidos.

Seria útil sofrer com a volúpia de estender o sofrimento aos outros? não será agravar a dívida o ato de agressão ao credor, somente porque resolveu ele chamar-nos a contas?

Raros homens aprendem a encontrar o proveito das tribulações. A maioria menospreza a oportunidade de edificação e, sobretudo, agrava os próprios débitos, confundindo o próximo e precipitando companheiros em zonas perturbadas do caminho evolutivo.

 

Todas as criaturas sofrem no cadinho das experiências necessárias, mas bem poucos espíritos sabem padecer como cristãos, glorificando a Deus.

 

 

Vinha de luz – Emmanuel psic. Francisco C. Xavier - lição 80

 

(Compilado por Débora)

 

Correio da Fraternidade

ANO 20 – nº 238- Abril de 2009 Distribuição Gratuita

Grupo Espírita “Irmão Vicente”

Campinas, estado de São Paulo.

http://www.annesullivan.com.br/mantenedora.html

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• 30/8/2012 - Nos tempos atuais,

diante do materialismo desenfreado que assola a humanidade, os pais perguntam-se como incutir nos filhos os conceitos de moral; como mostrar a estes espíritos, que estão encarnados sob sua responsabilidade, o valor da vida espiritual.

 

Quem dá a resposta é o médium mineiro Chico Xavier quando pergunta similar lhe foi feita:

 

Se o senhor tivesse que dar uma mensagem a uma criança, ou mesmo a um filho, para que ele pudesse vencer espiritualmente na

vida, o que diria?

 

Resposta – Se eu tivesse um filho (tive na minha vida algumas crianças que cresceram sob minha responsabilidade), ensinaria nos primeiros dias de vida desse filho o respeito à existência de Deus e o respeito à justiça e amor ao trabalho. E, em seguida, ensinaria que ele não seria, e não será, melhor do que os filhos dos outros. 1

 

Sheila

 

1 Chico - Mandato de Amor – cap. IV

 

Correio da Fraternidade

ANO 20 – nº 238- Abril de 2009 Distribuição Gratuita

Grupo Espírita “Irmão Vicente”

O Grupo Espírita “Irmão Vicente”, abreviadamente GEIV, foi fundado em 1º de janeiro de 1962, como Associação religiosa e filantrópica, de duração ilimitada e com fins não econômicos, com sede e foro na cidade de Campinas, estado de São Paulo.

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• 30/8/2012 - PREOCUPAÇÃO DE ONTEM QUE CONTINUA ATUAL

               Consta nos arquivos da Biblioteca “Irmão Clarêncio” um acervo de artigos, provenientes de diversos periódicos, os quais foram trabalhados junto às famílias frequentadoras das atividades de manutenção do Grupo Espírita “Irmão Vicente” e Escola de Educação Especial “Anne Sullivan”.

Dois desses artigos, ambos publicados em 1998, alertam sobre o perigo que representa a programação televisiva.

O artigo “O controle da Televisão”, publicado no Jornal da Tarde em 07/05/1998, denuncia a TV como“traficante da moral”, pois o conteúdo que oferece aos telespectadores, tão temível quanto

 qualquer entorpecente, provoca uma submissão psíquica nas pessoas, “incentivando maus costumes, destruindo famílias, privilegiando a malandragem, o adultério, a libertinagem, as drogas, as rupturas institucionais, com leque de alternativas, todas elas corrosivas, para que a sociedade perca sua dignidade e a aprenda a se transformar numa comunidade sala frária”.

O texto “Desenho desanimado”, assinado por Gilberto Dimenstein, de 26/10/1998, divulga os dados de pesquisas realizadas pela ONU e pela Universidade Federal do Paraná, a respeito dos variados tipos de violência que são destilados às crianças através de desenhos animados e a influência desses sobre o comportamento das mesmas. De acordo com a pesquisa há uma média de vinte cenas de violência, por hora, de desenho.

Tais artigos, apesar de contarem mais de uma década, continuam atuais. No entanto, além da televisão, há outros meios de comunicação aos quais as crianças tem acesso indiscriminadamente.

         O Correio Popular de 5 de abril 2009 , noticiou a respeito de um novo jogo de computador, que pode ser acessado pela internet ou comprado no comércio de Campinas, cujo objetivo do protagonista é um ato de violência sexual.

 

Diante da realidade em que vivemos a solução certamente não é nos isolarmos em algum país distante, a pretexto de mantermos a nossa família a salvo desse tipo de cultura perniciosa.

O problema não está na tecnologia, mas no uso que dela fazemos.

Esses dados que chocam são reflexo dos espíritos que se encontram encarnados na Terra, entre os quais estamos nós. Isto é, não somos vítimas.

Cabe a nós, forrarmos os nossos íntimos com as lições do Evangelho e transmitir tais lições àqueles cuja educação está sob a nossa responsabilidade.

O bom senso nos diz que tal tipo de programação deve ser abolida dos nossos lares. Mas isso não é o suficiente.

A compreensão do Evangelho se faz necessária para que na vida em sociedade, em que somos expostos a todo tipo de informação, sejamos capazes de reconhecer e selecionar os padrões morais que devemos tomar por modelo e aqueles que não nos servem!

 

Débora

 

 

Correio da Fraternidade

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Grupo Espírita “Irmão Vicente”

O Grupo Espírita “Irmão Vicente”,abreviadamente GEIV, foi fundado em 1º de janeiro de 1962, como Associação religiosa e filantrópica, de duração ilimitada e com fins não econômicos, com sede e foro na cidade de Campinas, estado de São Paulo.

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• 29/8/2012 - NÃO BASTA FREQUENTAR O CENTRO ESPÍRITA

Nos dias de hoje, apesar da vasta literatura espírita disponível, que veio abrir de modo mais detalhado as Obras Básicas, principalmente os livros psicografados por médiuns do quilate de um Francisco Cândido Xavier, muitos espíritas ainda sob a influência de velhos hábitos religiosos, pensam que basta frequentar o Centro Espírita em dias determinados para estarem ‘quites com Deus.’ Mas estão enganados. 

Por isso, afirma o Mentor Emmanuel: 

“Numerosos companheiros estão convencidos de que integrar uma equipe de ação espírita se resume em presenciar os atos rotineiros da instituição a que se vinculam e a resgatar singelas obrigações de feição econômica. 

Mas não é assim. O espírita, no conjunto das realizações espíritas, é uma engrenagem inteligente com dever de funcionar em sintonia com os elevados objetivos da máquina.

Um templo espírita não é simples construção de natureza material. É um ponto do Planeta onde a fé raciocinada estuda as leis universais, mormente no que se reporta à consciência e à justiça, à edificação do destino e à imortalidade do ser. Lar de esclarecimento e consolo, renovação e solidariedade, em cujo equilíbrio cada coração que lhe compõe a estrutura moral se assemelha a peça viva de amor na sustentação da obra em si.

Não bastará frequentar-lhe as reuniões. É preciso auscultar as necessidades dessas mesmas reuniões, oferecendo-lhes solução. Respeitar a orientação da casa, mas também contribuir, de maneira espontânea, com os dirigentes, na extinção de censuras e rixas, perturbações e dificuldades, tanto quanto possível no nascedouro, a fim de que não se convertam em motivos de escândalo.”1

 

Pedro Abreu 

 

1  Educandário de Luz – Emmanuel psic. Francisco C. Xavier – lição   16

 

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Grupo Espírita “Irmão Vicente”

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• 24/8/2012 - TRABALHO RENOVADOR

                   Vinde a mim, vós que sois bons servidores, vós que soubestes impor silêncio aos vossos ciúmes e às vossas discórdias, a fim de que daí não viesse dano para a obra! 1

Hoje, situamo-nos encarnados nao planeta Terra, hospital-escola de milhões de espíritos em evolução, que se encontram nos mais diversos estágios de progresso, com diferentes níveis de moral e de intelectualidade. No entanto, em toda esta diversidade que se estende de norte a sul e leste a oeste do globo, entre encarnados e desencarnados, existe um ponto comum que nos iguala a todos: somos espíritos eternos, criados simples e ignorantes, dotados do atributo da inteligência; e a nos guiar existe uma constante da Lei Divina: todos estamos destinados à perfeição.

Assim sendo, somos espíritos que fazem parte da obra sublime da Criação, mas cada qual trilha seu caminho de acordo com as opções que realiza, através do uso do inalienável direito do livre-arbítrio que torna o espírito livre para escolher e responsável pela conseqüência de tais escolhas.

Neste ponto o prezado leitor já deve estar indagando o porquê da citação do Evangelho realizada na introdução deste texto.

Reflitamos!

Como espíritos encarnados, fazemos parte de inúmeras obras, a começar da obra do Lar – o cadinho sublime onde se aparam arestas e reconstroem-se laços de estima e confiança que até então se encontravam destruídos. Mais adiante, nos enfileiramos também na obra do Grupo Espírita – onde além de aprendermos o Evangelho do Mestre ainda encontramos uma oficina de trabalhos na qual somos convidados a colocar em prática as lições aprendidas.

E como citado no início do texto, fazemos parte do Planeta Terra que tem, como destino, a sua progressão contínua na escala dos mundos, e, mais precisamente nos tempos atuais, destina-se a sair do status de planeta de provas e expiações, para um planeta de regeneração. Deste modo, somos igualmente parte integrante desta obra, desta seara de guindarmos o nosso planeta a uma nova escala de progresso.

Seja qual for a obra, temos um papel a desempenhar dentro dela...

Mas não nos iludamos, não é necessário se tornar herói, não é preciso ser mártir, ou mesmo ir a público falar do Evangelho de Jesus. A missão de cada um de nós é bem mais simples: solicita-se que sejamos bons servidores, que não tragamos dano ao trabalho!...

Solicita-se que independente do estágio de evolução em que nos encontremos, não percamos mais tempo em devaneios tolos ou elucubrações fúteis, a hora aprazada para a renovação de nossos sentimentos, para deixarmos de valorizar as conquistas da matéria e buscarmos o progresso do espírito, já se fez soar. É necessário tenhamos passos céleres para ombrearmo-nos nesta jornada com aqueles que caminham à nossa frente, que já entendem que a obra não pode parar, e, cientes disto, trabalham sem cessar para que a seara não seja prejudicada. Assim sendo, para acompanhar tais irmãos, é imprescindível sejamos humildes, reconheçamo-nos aprendizes do Evangelho, e, acima de tudo, tenhamos íntimos abertos e boa vontade para a prática inadiável da caridade.

O convite do trabalho está feito, mas para sermos bons servidores, devemos apresentarmo-nos conscientes ainda, de que o trabalho exigirá de nós muita renúncia e perseverança, que estejamos dispostos a não cultivar sentimentos de ciúme, inveja, orgulho, egoísmo; que tenhamos comprometimento e responsabilidade para evitarmos discórdias e desavenças, sentimentos estes que minam as raízes de fraternidade e harmonia de qualquer obra. 

Assim compreendendo que no cumprimento do ideal cristão, seja no lar, no Centro Espírita, ou em qualquer parte da sociedade terrena, acima de qualquer interesse pessoal, nos esforcemos por fazer parte dele, pois além de proporcionar o bem comum, promove e estimula o progresso de cada um.

 

1 - O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec –cap. XX, item

 

 

Sheila

 

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• 24/8/2012 - ENTRE A SOMBRA E A LUZ

 Quando a alma, vazia,

Sente a lida em escuridão,

Preciso é a lembrança

De que é espírito em evolução.

 

Nos momentos sombrios,

Nos quais é difícil achar-se solução,

Preciso é que a alma busque luz

Pelo gesto da oração.

 

Como ser pensante,

O espírito é vida pulsante,

Que caminha pelos milênios

Numa ascensão constante.

 

Ontem, simples e ignorante,

Hoje, inteligência em desenvolvimento,

Que escolhe, a cada instante

Seu rumo, para íntimo crescimento.

 

E, pelas escolhas feitas,

Conscientes ou desastrosas,

Toma as consequências referentes

Das atitudes felizes ou faltosas.

 

Assim, o eterno aprendiz

Aprende com o acerto e com o erro

Numa constante escola intelecto-moral

Que lhe ensina sobre a vida espiritual.

 

Se o Pai está a oferecer estrelas

Na mais alta madrugada,

Que dirá do auxílio

Na evolutiva caminhada?!

 

Por isso amigo caminheiro,

Não nos deixemos perder pelo destempero,

Pela mágoa ou desilusão,

Pelas tristezas do coração.

 

Pois o Pai que tudo sabe,

Felicita-nos a oportunidade

Da auto-iluminação

Ante a íntima obscuridade.

 

Estejamos com o Maior foco de luz

Que nos foi facultado,

O farol de entendimento que é Jesus

A guiar-nos os passos.

 

Cultivando, em nós, Seus ensinamentos,

Qual luminoso candeeiro;

Uma chama sempre a brilhar

Sem jamais deixá-la apagar.

 

Susan

 

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• 24/8/2012 - ÊXITOS E INSUCESSOS

 “Sei viver em penúria e sei também viver em abundância.” – PAULO. (Filipenses, 4:12.)

 

Em cada comunidade social, existem pessoas numerosas, demasiadamente preocupadas quanto aos sucessos particularistas, afirmando-se ansiosas pelo ensejo de evidência. São justamente as que menos se fixam nas posições de destaque, quando convidadas aos postos mais altos do mundo, estragando, desastradamente, as oportunidades de elevação que a vida lhes confere.

Quase sempre, os que aprenderam a suportar a pobreza é que sabem administrar, com mais propriedade, os recursos materiais.

Por esta razão, um tesouro amontoado para quem não trabalhou em sua posse é, muitas vezes, causa de crime, separatividade e perturbação.

Pais trabalhadores e honestos formarão nos filhos a mentalidade do esforço próprio e da cooperação afetiva, ao passo que os progenitores egoístas e descuidados favorecerão nos descendentes a inutilidade e a preguiça.

Paulo de Tarso, na lição à igreja de Filipos, refere-se ao precioso imperativo do caminho no que se reporta ao equilíbrio, demonstrando a necessidade do discípulo, quanto à valorização da pobreza e da fortuna, da escassez e da abundância.

O êxito e o insucesso são duas taças guardando elementos diversos que, contudo, se adaptam às mesmas finalidades sublimes.

A ignorância humana, entretanto, encontra no primeiro o licor da embriaguez e no segundo identifica o fel para a desesperação. Nisto reside o erro profundo, porque o sábio extrairá da alegria e da dor, da fartura ou da escassez, o conteúdo divino.

 

Pão Nosso – Emmanuel, psic. Francisco C. Xavier – lição 56

 

(Compilado por Delcio)

 

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• 23/8/2012 - Conselho Oportuno para formação dos pais na educação dos filhos – Parte III

ELUCIDAÇÕES DOUTRINÁRIAS

  • Deveres não são negociáveis!

A infância é o período em que os espíritos recém-encarnados, preparam-se para assumir os compromissos que assumiram perante as Leis da Vida, com o auxílio dos pais.


 

Quando a criança atingir sua maturidade, se não tiver sido educada na escola da disciplina e for capaz de ser responsável com suas obrigações, não terá com quem negociar as consequências de seus comportamentos.


 

Tanto as Leis da Vida como a nossa consciência não são passíveis de negociações. Nós sofremos as consequências de tudo o que fazemos e deixamos de fazer.


 

Portanto, quando o pequeno virar o prato de sopa para não tomá-lo, faça-o limpar a sujeira e deixe-o assumir as consequências de ter jogado a comida fora. Deixe-o sem comer e o acompanhe de perto. Não vai demorar para que a fome mostre a ele que sua escolha não foi inteligente. Ele perceberá que sempre lhe foram servidos alimentos cuidadosamente preparados, que nunca a mamãe lhe deu algo estragado para comer.


 

Depois de ele ter se desculpado por seu comportamento e pedir a gentileza de ser servido novamente, dê-lhe a sopa, e não alimentos que lhe sejam mais agradáveis ao paladar, como prêmio por ter se desculpado.


 

Isso seria descartar todo o esforço feito para que ele aprenda a comer de tudo e a valorizar e respeitar o que é colocado à mesa. Ele continuaria se comportando como um pequeno tirano.


 

É necessário que se explique à criança o porquê de cada coisa, de cada providência que for tomada em resposta à sua forma de agir. E é obrigação dos pais exigirem que os filhos cumpram seus deveres, que se resumem em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmos1.


 

Todas as crianças, independente da sua fase de desenvolvimento, usam da sua inteligência e apreciam muito quando essa é respeitada. É preciso ter atitudes coerentes com o que se diz à criança, do contrário, perdemos a sua confiança.


 

Quando ela desdenhar a roupa que lhe for oferecida, pegue-a pelas mãos, leve-a até o tanque de lavar roupas, ensinando-a que aquela camiseta sem furos, limpa, passada e dobrada na gaveta cobra da mamãe e do papai muito tempo e trabalho. Ela não só aprenderá a lavar a roupa, mas que a vestimenta, cuja função é resguardar a dignidade do corpo e protegê-lo contra o frio, sempre lhe foi garantida através do esforço dos pais.


 

Há pais que afirmam que seus filhos não gostam da merenda que a escola oferece gratuitamente e, por isso, enviam bolinhos recheados e salgadinhos ao gosto dos pequenos.


 

Não é necessário discutir o que é mais saudável e nutritivo entre o pão com manteiga acompanhado do copo leite e o salgadinho. Mas, nessa história de atender às vontades da criança, o pai alimenta sem saber a vaidade dela e abre brecha para que os coleguinhas nutram por ela a inveja. O recreio perde o significado do momento em que devemos repor as energias do nosso organismo para continuarmos estudando. A hora do lanche passa a ser o momento em que ela se sobressai aos companheiros e “desfruta” a inveja dos colegas que não têm como comprar os tais bolinhos recheados.


 

Só espíritos adiantados resistiriam a oportunidades como essa de expressão do egoísmo e da vaidade. Possibilitar esse tipo de situação a espíritos como nós, é dar a arma ao bandido e querer que nada de ruim aconteça.


 

Se diante dos “nãos” que receber, a criança fizer birras, não nos agastemos. Ela só é um espírito que precisa de ajuda para amadurecer, tanto quanto nós mesmos.


 

Precisamos ter paciência para com ela, tanto quanto esperamos paciência daqueles que convivem com as nossas imperfeições.

 

Gritos são desnecessários. A segurança e a serenidade com que os assuntos mais graves devem ser tratados não dependem de ruído.2


 

Com firmeza e ternura, mostremos a ela o que está fazendo de errado. Se ainda assim não se sensibilizar, sendo necessária a reprimenda de um tapa, esse não deve ser dado porque recebemos a altivez da criança como uma provocação à nossa vaidade. O tapa, o puxão de orelha, ficar sem sobremesa, são práticas que não devem ser tomadas como atos de vingança.


 

Recobremos o equilíbrio antes de qualquer atitude, ou corremos grande risco de provocarmos a revolta e a desconfiança ao invés de despertar-lhe a consciência.


 

Não exponhamos as crianças ao veneno das novelas, programas televisivos e músicas que lhes excitem a violência, a sensualidade e a vileza. Nós encarnamos justamente para modificar esses sentimentos. Se temos dificuldade de estimular as suas virtudes, pelo menos não lhes estimulemos os vícios.


 

Não julguemos que domingos, feriados e momentos de cansaço sejam justificativas para não nos preocuparmos com a educação dos filhos. Paternidade é trabalho vinte e quatro horas para toda a encarnação.


 

Grandes oportunidades de renovação e estreitamento entre pais e filhos podem ser perdidas.


 

Com certeza, é uma exigência constante de renúncia.


 

Quantas vezes momentos agradáveis em família são interrompidos para que um mau comportamento possa ser educado? Que mãe e pai tem prazer em deixar o filho sem aquela sobremesa preparada especialmente para ele ou de acompanhá-lo até a escola e dizer à professora que ele copiou o trabalho do colega de classe?


 

Além do que, quando o filho fica sem sobremesa, os pais também ficam. Quando a criança está de recuperação escolar, os pais também estão, pois precisam ajudá-lo a restabelecer as suas notas.


 

Às vezes, sentimos vontade de relevar algumas atitudes das crianças para mantermos a “descontração” e a “tranqüilidade” do lar, para não criar confusão. Pura ilusão!


 

Não percamos a oportunidade de educá-los, é o que esperam de nós. Ser conivente com maus comportamentos assemelha-se ao ato de oferecer uma taça de sorvete a um doente da garganta, provocando maior irritação, ao invés de ministrar-lhe o remédio amargo que lhe sanaria as dores. Se não corrigirmos os maus pendores quando tivermos oportunidade, estaremos estimulando-os ainda mais.

 

 

Ser amigo dos filhos, amá-los, não é sempre lhes sorrir e agradar. São amigos, aqueles pais que levam com seriedade o compromisso de educação que assumiram, que se esforçam por educar-se, buscando o que oferecer ao filho. Ser amigo é dar aos espíritos que estão sob a nossa responsabilidade as condições necessárias para libertarem-se do egoísmo que tanto sofrimento impõe a todos nós.


 

Existe a possibilidade de que eles não reconheçam em nossas admoestações o respeito e o carinho que lhes devotamos e que façam escolhas bem diferentes daquelas que lhes aconselhamos fazer. Recordemos a misericórdia do Pai, que não obstante a nossa insistência no cultivo de velhos vícios, sem negociar suas Leis, sempre nos renova as oportunidades de aprimoramento.


 

Sejamos dignos da confiança daqueles por quem somos responsáveis não permitindo que sucumbam às mesmas faltas em que incorreram no passado.

 


 


 

1 Apostila do Seminário de Evangelização (1991/1992)

2 Jesus no Lar - Néio Lúcio psic. de Francisco C. Xavier - lição 30

 

Débora

 


 

Correio da Fraternidade

ANO 20 – nº 238- Abril de 2009 Distribuição Gratuita

Grupo Espírita “Irmão Vicente”

O Grupo Espírita “Irmão Vicente”, abreviadamente GEIV, foi fundado em 1º de janeiro de 1962, como Associação religiosa e filantrópica, de duração ilimitada e com fins não econômicos, com sede e foro na cidade de Campinas, estado de São Paulo.

 


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• 23/8/2012 - Presença de Luz

 


 

A BIBLIOTECA ESPÍRITA EM DESFILE


 

Morte em tenra idade? Que desgraça! Pensamos imediatamente.


Mas por quê esta aversão à morte?


Lendo o livro Presença de Luz, de autoria espiritual de Augusto Cezar, pela psicografia de Francisco C. Xavier, percebe-se que não há desgraça, mas a Sabedoria Divina a amparar-nos.


Se não estás firme neste conceito, lê o relato do caso do autor em questão, que se encontra nas entrelinhas das lições da referida obra.


Desencarnado na juventude – como resultado da vida plena de boas obras pôde contar com a Magnanimidade Divina que lhe permitiu o desencarne “prematuro” –, este Espírito encontrou no trabalho a continuação do seu progresso.


Com um linguajar simples e direto este livro descortina um mundo espiritual muito diverso daquele que acreditamos.


Longe de trazer o volume de informações das obras de André Luiz, a obra citada consegue pincelar, em cores vivas, as nuances do mundo espiritual e dar, ao público em geral, a possibilidade de sentir o amparo da Justiça Divina.


Lendo-a, teremos mais material para entender:


– A vida espiritual como a continuação na nossa história de evolução;


 Que a vida, definitivamente, não acaba no túmulo;


 O trabalho como determinante para o progresso;


 Que as barreiras do túmulo não modificam ninguém, só nos desvencilham da vestimenta terrena;


 Que a Lei do Progresso é a única determinante para todos, mas o modo como essa determinante nos afeta é escolha de cada um.


Editada há 25 anos é uma boa leitura para todos!



 

Daniel Lona



 

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• 23/8/2012 - A CARNE É FRACA

           Há tendências viciosas que são, evidentemente, inerentes ao Espírito, porque se prendem mais ao moral do que ao físico; outras parecem antes a conseqüência do organismo, e, por este motivo, a gente se julga menos responsável. Tais são as predisposições à cólera, à moleza, à sensualidade, etc.

Está perfeitamente reconhecido hoje, pelos filósofos espiritualistas, que os órgãos cerebrais correspondentes às diversas aptidões, devem seu desenvolvimento à atividade do Espírito; que esse desenvolvimento é assim um efeito e não uma causa. Um homem não é músico porque tem a bossa da música, mas tem a bossa da música porque seu Espírito é músico.1

Se a atividade do Espírito reage sobre o cérebro, deve reagir igualmente sobre as outras partes do organismo. O Espírito é, assim, o artífice de seu próprio corpo, por assim dizer, modela-o, a fim de apropriá-lo às suas necessidades e às manifestações de suas tendências.2

Por uma conseqüência natural deste princípio, as disposições morais do Espírito devem modificar as qualidades do sangue, dar-lhe mais ou menos atividade, provocar uma secreção mais ou menos abundante de bile ou outros fluidos. É assim, por exemplo, que o glutão sente vir a saliva, à vista de um prato apetitoso. Não é o alimento que pode superexcitar o órgão do paladar, pois não há contato; é, pois, o Espírito cuja sensibilidade é despertada, que age pelo pensamento sobre esse órgão, ao passo que, sobre um outro Espírito, a vista daquele prato nada produz.

Dá-se o mesmo com todas as cobiças, todos os desejos provocados pela visão. A diversidade das emoções não pode se explicar, numa multidão de casos, senão pela diversidade das qualidades do Espírito.

Seguindo esta ordem de idéias, compreende-se que o Espírito irascível deve levar ao temperamento bilioso; de onde se segue que um homem não é colérico porque é bilioso, mas que ele é bilioso, porque é colérico. Assim ocorre com todas as outras disposições instintivas. Um Espírito mole e indolente deixará o seu organismo num estado de atonia em relação com o seu caráter, ao passo que se for ativo e enérgico, dará ao seu sangue, aos seus nervos, qualidades muito diferentes. A ação do Espírito sobre o físico é de tal modo evidente, que se vêem, frequentemente, graves desordens orgânicas se produzirem pelo efeito de violentas comoções morais. A expressão vulgar: A emoção lhe fez subir o sangue não é assim destituída de sentido quanto se poderia crê-lo. Ora, o que pode alterar o sangue, se não as disposições morais do Espírito?

Seja qual for a sutileza que se use para explicar os fenômenos morais unicamente pelas propriedades da matéria, cai-se, inevitavelmente num impasse, no fundo do qual percebe-se, com toda a evidência, e como a única solução possível, o ser espiritual independente, para quem o organismo não é senão um meio de manifestação, como o piano é o instrumento das manifestações do pensamento do músico. Do mesmo modo que o músico afina o seu piano, pode-se dizer que o Espírito afina o seu corpo para colocá-lo no diapasão de suas disposições morais.

Com o ser espiritual independente, preexistente e sobrevivente ao corpo, a responsabilidade é absoluta.

O Espiritismo a demonstrou como uma realidade patente, efetiva, sem restrição, como uma conseqüência natural da espiritualidade do ser. Eis porque certas pessoas temem o Espiritismo que as perturbaria em sua quietude, levantando diante delas o temível tribunal do futuro.

Provar que o homem é responsável por todos os seus atos é provar a sua liberdade de ação, e provar a sua liberdade, é levantar a sua dignidade. A perspectiva da responsabilidade fora da lei humana é o mais poderoso elemento moralizador: é o objetivo ao qual o Espiritismo conduz pela força das coisas.

Conforme as observações fisiológicas, pode-se, pois, admitir que há casos em que o físico influi evidentemente sobre o moral: é quando um estado mórbido ou anormal é determinado por uma causa externa, acidental, independente do Espírito, como a temperatura, o clima, uma doença passageira, etc. O moral do Espírito pode então ser afetado em suas manifestações pelo estado patológico, sem que a sua natureza intrínseca seja modificada.

Desculpar-se de seus defeitos sobre a fraqueza da carne não é, pois, senão uma fuga falsa para escapar à responsabilidade. A carne é fraca porque o Espírito é fraco, é em que se torna a questão, e deixa ao Espírito a responsabilidade de todos os seus atos.”3


 

1Revista Espírita Jul/1860 e Abr/1862

2A Gênese, cap. XI

3Revista Espírita – Mar/1869

 

(Compilado por Pedro Abreu)

 

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• 21/8/2012 - UM DESAFIO

O dia 18 de abril marca mais um aniversário da publicação da primeira edição de “O Livro dos Espíritos”, ocorrida em 1857.
Segundo o escritor e editor Maurice Lachâtre1: ...A verdadeira fundação do Espiritismo. Que, até então, só contava com elementos esparsos, sem coordenação e cujo alcance nem toda gente pudera aprender. 
A partir daquele momento a Doutrina prendeu a atenção de homens sérios e tomou rápido desenvolvimento...
Foi divulgada inicialmente com quinhentas e uma perguntas e respectivas respostas que estavam contidas nas três partes que se dividia a Obra: “Doutrina Espírita”, “Leis Morais”, “Esperanças e Consolações”. 
Posteriormente, em março de 1860, esta Obra fundamental da Doutrina Espírita, era republicada com 1019 perguntas.
Todavia o sucesso inicial desta publicação Doutrinária estava fadado a passar momentos difíceis na sua trajetória de divulgar os “ensinos ditados pelos Espíritos Superiores e publicados por ordem deles”2.
Incluindo-se nessa peregrinação a sua transferência para o Brasil, ocorrida a partir da segunda metade do século XIX (dezenove), idos de 1800, quando impulsionada por homens brilhantes da vida cultural brasileira como Bittencourt Sampaio, o médium Frederico Junior, Leopoldo Cirne, Dr. Bezerra de Menezes, Dr. Guillon Ribeiro, Eurípedes Barsanulfo e outros tantos mais de destaque, que se deixa de mencionar aqui para não se tornar por demais extensas as linhas deste editorial, teve os alicerces de sua estrutura Doutrinária fincados neste país. 
A despeito da implacável perseguição religiosa do clero, que exigiu, dos espíritas pioneiros, muita determinação e doses maciças de sacrifícios, tais alicerces, assim preparados, permitiram que a partir de 1930, pela mediunidade psicográfica de Chico Xavier, desencarnado em 2002, mais de 400 Obras, assinadas por Mentores como Emmanuel, Dr. Bezerra de Menezes, Humberto de Campos, Eurípedes Barsanulfo, André Luiz e outros tantos mais, viessem completar os ensinamentos indispensáveis para o bom entendimento da Doutrina, no seu tríplice aspecto de Ciência, Filosofia e Religião.
No entanto, de posse de o Consolador Prometido por Jesus, no Evangelho de João, a Doutrina sofre, nos tempos atuais, um daqueles momentos de baixa, na sua marcha de resgate e divulgação dos ensinamentos Cristãos.
Os Espíritas patrícios, contemporâneos, fogem da leitura e estudos indispensáveis, conforme recomendara Kardec, das Obras Básicas, O Livro dos Espíritos, principalmente, a fim de evitar que as práticas Doutrinárias não venham a sofrer interpretações incorretas que acabam por levar as comunidades Espíritas a resultados nem sempre esperados por aqueles que buscam na Doutrina o alívio de suas dores e sofrimentos.
Por esta razão, torna-se oportuna nesta data tão expressiva para o movimento Espírita Cristão, que se considere a advertência fraterna de Ananias para Paulo, que se confessava perplexo diante da experiência por ele vivida às portas de Damasco, quando o Senhor Jesus o convocara ao trabalho na Seara Cristã:
- E agora, por que te deténs?           
 
1 Maurice Lachâtre - Autor do Noveau Dictionnaire Universel – (Novo Dicionário Universal) 
2 Allan Kardec – Bibliografia de Zêus Wantuil e Francisco Thiesen – p. 84, ed. 1ª FEB
 
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• 21/8/2012 - A ESCOLA “ANNE SULLIVAN” EM DESFILE

Cibele - Diretora Pedagógica
 
A NOSSA PARTE
 
“A escola está muito difícil.
Professor fala, fala, fala e não escreve nada. Eu não consigo entender.
Preciso aprender matéria. Posso voltar a estudar aqui?”
Este foi o pedido de um ex-aluno – que hoje freqüenta as aulas da inclusão – à diretora pedagógica da Escola Anne Sullivan.
Noticiado constantemente pela mídia, não é novidade, que a educação no país, vai de mal a pior, mas no caso dos deficientes, a situação é crítica.
Salas superlotadas onde o deficiente nem é notado, falta de professores especializados, falta de orientação e de material específico por parte dos órgãos competentes – e quando existe, é escasso e não atende às necessidades dos deficientes e nem capacita os professores – além, da campanha, promovida pelo MEC, para o fechamento de todas as escolas especiais e sua transformação em Centros de Apoio.
Uma das mães que teve seu filho prejudicado por esta política, também bateu às portas da Escola Anne Sullivan, neste mês. Segundo ela, seu filho, “na escola comum, não consegue se comunicar com os colegas, não entende o que a professora fala, não consegue aprender. O problema chegou ao auge, depois de um ano, quando ele não quis mais ir para a escola. Eu não sabia mais o que fazer” – desabafou a mãe.
Encaminhados para a Escola Anne Sullivan, depois de dez minutos de visita, o garoto falou à mãe: “quero ficar aqui. Quero escola verde” (referindo-se à pintura das paredes da Escola) e passou a freqüentar a Escola sem nenhum problema. 
Segundo a mãe, ele está adorando.
Esta é a nossa parte, continuarmos, independentemente das tribulações que assolam a educação, oferecendo, ao surdo e aos seus familiares, a porta desta Escola aberta, para proporcionar-lhes o mínimo de atendimento que suas situações exigem e ficamos muito felizes por termos a possibilidade de atender a mais um aluno.
 
Telefone: (0xx19) 3579-9440
 
 
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• 21/8/2012 - ANOMALIAS CONGÊNITAS

por: Jorge Hessen
 
Bethany Jordan, uma garota da cidade inglesa de Stourbridge, sofre da Síndrome de Ivemark, caracterizada, também, por problemas cardiovasculares que é uma síndrome patológica de etiologia desconhecida. (1) Jordan nasceu com alguns de seus órgãos invertidos, isso mesmo! O fígado, o intestino e o baço estavam posicionados de trás para frente. O fenômeno foi descoberto em exames de ultra-som enquanto ela ainda estava no útero de Lisa, sua mãe. Na época, os médicos disseram que Jordan teria poucas chances de sobreviver ao parto. A menina Bethany, além de ter os órgãos mal posicionados, também nasceu com outros problemas de saúde, como os dois pulmões que convergiam em um formato, apenas, do pulmão esquerdo, e um buraco no coração. Porém, os pesquisadores se surpreenderam ao constatar que a menina sobrevivera até completar seis anos de idade.
O fato nos induz à reflexão sobre o perispírito, a Lei da Causa e Efeito, reencarnação, suicídio, entre outros temas que a Doutrina Espírita nos apresenta.
Antes de renascermos, examinando nossas próprias necessidades de aperfeiçoamento moral, muitas vezes, rogamos a limitação psicomotora na nova experiência física, para que essa condição nos induza à elevação de sentimentos. Pedimos aos Benfeitores a enfermidade de longa duração, capaz de nos educar os impulsos; essa ou aquela lesão física que nos exercite a disciplina; determinada mutilação que nos iniba o arrastamento à agressividade exagerada; o complexo psicológico que nos remova as idéias, etc. É a lógica de justiça da Reencarnação, o que nos remete a analisar as patologias congênitas pelo Princípio de Causa e Efeito. Em verdade, já vivemos, aqui na Terra, inúmeras vezes e trouxemos gravados os registros de nossas aquisições anteriores e desatinos, quais fulcros energéticos em núcleos de potenciação, e, na ligação do perispírito ao óvulo, espelhamos, nessa célula feminina de reprodução, o nível do nosso processo evolutivo.
Nosso estado moral é que determinará os renascimentos com anomalias congênitas ou não.
A partir da fecundação do óvulo, sob o comando da lei, o Espírito reencarnante, imprime através da ação do perispírito, a integração da sua própria herança espiritual com o legado genético dos genitores.
A formação do respectivo DNA individualizado composto de genes dominantes e recessivos - conduzido pelas sagradas Leis da Hereditariedade, provindas do Criador, configurará o novo corpo físico daquele particular espírito imortal, que “renascerá” conforme o programa, previamente, estabelecido e subordinado, inicialmente e voluntariamente, a fatores como família, raça, etnia, nacionalidade, predisposições para determinados estados de saúde ou doença - física ou espiritual - e inúmeras outras especificidades individuais.
O mestre Chico Xavier opinou certa vez: “sobre as reencarnações mais difíceis, lembrando que, muitas vezes, encontramos determinados casos de suicídio, e, às vezes, suicídio acompanhado de homicídio, obrigando o autor a um angustiante complexo de culpa levado para além desta vida e, depois, esse trauma de culpa renascendo com ele, através da reencarnação.” (2) O médium de Pedro Leopoldo explica o seguinte: “Muitas vezes, temos encontrado irmãos nossos suicidas, que dispararam um tiro contra o coração, e que voltam com a cardiopatia congênita ou com determinados fenômenos que a medicina classifica dentro da chamada Tetralogia de Fallow; nós vemos companheiros que quiseram morrer pelo enforcamento e que voltam com a Paraplegia Infantil; nós vemos muitos daqueles que preferiram o veneno e que voltam com más formações congênitas; outras pessoas que violentaram o próprio ventre e que voltam, também, com as mesmas tendências e que, às vezes, acabam desencarnando com o chamado enfarto mesentérico. Nós vemos, por exemplo, aqueles que preferiram morrer pelo afogamento, num ato de rebeldia contra as leis de Deus e que voltam com o chamado enfisema pulmonar. Vemos, ainda, aqueles que dispararam tiros contra o próprio crânio e voltam com fenômenos dolorosos, como, por exemplo, a idiotia, quando o projétil alcança a hipófise; todas essas consequências, porque estamos em nosso corpo físico, mas subordinados ao nosso corpo espiritual. Então, principalmente os fenômenos decorrentes do suicídio, por tiro no crânio, são muito dolorosos, porque vemos a surdez, a cegueira, a mudez, e vemos esse sofrimento em crianças também, o que nos afigura incompatíveis com a misericórdia de Deus, porque nós sabemos que Deus não quer a dor.” (3)
Os pesquisadores, que reduzem os fenômenos da vida ao exclusivo universo da matéria densa, insistem em explicar a vida como uma complexa reação química, e nada mais do que isso, prestes a penetrar nos seus profundos mistérios e propiciar a sua criação pela mão do homem, assim como, até hoje, crê ser o pensamento mera excreção do cérebro e que todas as funções psíquicas morrem com o corpo físico. Os fenômenos vitais, não podem ser atribuídos à exclusiva ação mecânica da hereditariedade genética, no comando da montagem dos três bilhões de nucleotídeos que constituem os degraus do DNA humano. Infelizmente, “não há ainda lugar para o Espírito na ciência pesquisacional acadêmica, empírico-indutiva, a qual, por isso, continua tomando como causa o que é efeito, fazendo das leis da hereditariedade genética as únicas presentes ao ato da vida, juízas exclusivas e inconscientes do futuro patrimônio apolíneo e saudável, ou disforme e enfermiço do ser humano, apenas concedendo algumas influências aos efeitos ambientais e ao psicossomatismo, ainda que cerebral, calcadas nas predisposições genéticas.”(4)
As matrizes das moléstias têm suas raízes na estrutura perispiritual. Ainda que esteja aparentemente saudável, uma pessoa pode trazer nos seus Centros Vitais (chacras para os hindus), disfunções latentes, adquiridas nesta ou em outras vidas, que, mais cedo ou mais tarde, virão à tona no corpo físico, sob a forma de doenças mais ou menos graves, conforme a extensão da lesão e a posição mental do devedor.
Somos herdeiros de nossas ações pretéritas, tanto boas quanto más. O “Carma” (5) ou “conta do destino criada por nós mesmos” está impresso no corpo psicossomático.” (6) Esses registros fluem para o corpo físico e culminam por determinar o equilíbrio ou o desequilíbrio dos campos vitais e físicos. “Só o reconhecimento - que um dia chegará - da primazia do Espírito sobre a matéria, associada essa primazia ao princípio reencarnacionista, isto é, a integração da herança espiritual à hereditariedade genética, comandada pelo Espírito, via perispírito, regida pela Lei de Causa e Efeito, é que permitirá que se identifiquem, no Espírito imortal, as causas verdadeiras dos desequilíbrios que eclodem no corpo físico, mata-borrão e fio-terra que ele é, sob o nome de doenças, incluindo-se os distúrbios da psique humana.” (7)
Quando forem descobertas tecnologias muito mais sofisticadas, que nos possibilitem um exame aprofundado da estrutura funcional do perispírito, a medicina transformar-se-á, radicalmente. Os hospitais, possuindo instrumentos de altíssima resolução, muito além daqueles que existem hoje, os diagnósticos serão, inequivocamente, precisos, o que possibilitará a cura real das doenças. Os profissionais da saúde trabalharão muito mais de forma preventiva, evitando, assim, por exemplo, as intervenções cirúrgicas alargadas, invasivas, realizadas, abusivamente, nos dias de hoje. Os médicos terão oportunidade de conhecer, com detalhes, a estrutura transdimensional do corpo perispiritual, compreendendo melhor o modo como se embricam as complexas estruturas do psicossoma, nas chamadas sinergias, para melhor auxiliar na terapia e manutenção da saúde mento-física-espiritual de seus pacientes.
 
Fontes:
(1) A Síndrome de Ivemark consiste de más formações de diferentes órgãos, e a expectativa de vida depende de como cada órgão, principalmente o coração, é afetado.
(2) Xavier, Francisco Cândido. Pinga Fogo, São Paulo: Ed. Edicel, 1975.
(3) idem.
(4) Artigo de Raphael Rios, intitulado Lei de Causa e Efeito determina os Efeitos da Hereditariedade usando os Registros do Perispírito, publicado na Revista Internacional de Espiritismo – dez/2000.
(5) Carma, ou Karma (do sânscrito karman , em pali, kamma ) significa ação. O termo tem um uso religioso dentro das doutrinas budista, hinduísta e jainista. Foi posteriormente utilizada também pela teosofia, pelo Espiritismo e por um subgrupo significativo do movimento New Age..
(6) Sugerimos leitura do livro Ação e Reação, ditado pelo Espírito André Luiz, todo ele dedicado ao estudo do compromisso cármico das vidas sucessivas.
(7) Artigo de Raphael Rios, intitulado Lei de Causa e Efeito determina os Efeitos da Hereditariedade usando os Registros do Perispírito, publicado na Revista Internacional de Espiritismo – dez/2000
 
JORNAL VERDADE  E  VIDA
ADDE - ASSOCIAÇÃO DE DIVULGAÇÃO DA DOUTRINA E SPIRITA 
ANO 01 NÚMERO 03 FEVEREIRO/ MARÇO 2012
Este jornal é uma publicação da ADDE - Associação de Divulgação da Doutrina Espírita
(CNPJ 08.195.888/0001-77) - para a região de São José do Rio Preto/SP.
Os textos assinados são de responsabilidade de seus autores.
Coord. Editorial: Rafael Bernardo - contato@rafabernardo.com.br
Diagramação: Junior Pinheiro - jrpinheironanet@yahoo.com.br
Jornalista Resp: Renata S. Girodo de Souza - renatagirodo@ig.com.br - MTB 67369/SP
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• 8/8/2012 - QUEIXA

por:   Orson Peter Carrara
 
Lamento, desgosto, ressentimento.
Estas são as definições da palavra queixa.
Por si só, já indicam um estado desagradável, perturbado, e trazem consigo o agravante de contaminar o ambiente, prejudicar pessoas com o pessimismo e com uma certa pressão emocional. É tão ruim que só pode mesmo gerar outro lamento.
Tais sentimentos tiram a espontaneidade das relações, dificultam o fluir natural da vida e criam enormes obstáculos para o êxito dos empreendimentos. Como indica Caetano Veloso na música que tem exatamente o mesmo título, a queixa “(...) é o avesso de um sentimento, um oceano sem água (...)”. Pior é que pode se transformar num hábito, num comportamento que a pessoa nem percebe, tornando-se um reclamão, um queixoso contumaz, tornando-se desagradável, e muitas vezes inconveniente.
É comum, inclusive, que onde estão os queixosos contumazes, aqueles que não vigiam o verbo, nem o comportamento de reclamar, acusar ou contestar por capricho e nunca para colaborar, o ambiente torna-se pesado, dificultando as iniciativas.
As adversidades na vida são naturais, na verdade autênticos degraus de amadurecimento e crescimento pessoal. Necessário encarar os obstáculos como verdadeiros mestres que nos ensinam a viver. Então, pode-se perguntar: reclamar resolve, muda alguma coisa? Queixar-se pode colaborar para a harmonia na convivência e para o equilíbrio pessoal? Claro que não! A queixa por hábito apenas é inútil e nociva.
Existem situações que ela poderá ser útil, mas é preciso ponderar justamente para não adquirirmos o feio hábito de simplesmente queixar-se de tudo, pois aí seremos os eternos descontentes, o que é lamentável diante das próprias perspectivas diárias.
 
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• 8/8/2012 - APRENDENDO COM UM ESPÍRITO OBSESSOR

por: * Vislei Bossan
 
Alguém achou que eu estava preparado para sessões de desobsessão. Poderia iniciar a função de “doutrinador” e surgiu uma vaga. Uma das primeiras experiências foi exemplar. Havia uma família sob a influência de alguns adversários espirituais e começamos o trabalho que visava ajudar encarnados e desencarnados envolvidos na trama.
Pouco a pouco, os obsessores foram esclarecidos. O grupo estava satisfeito e a família deu claros sinais de melhoras. Achávamos que a missão havia sido concluída com êxito, até que certa noite fomos surpreendidos. No final dos trabalhos, uma das médiuns disse que estava alí um Espírito muito irritado. Permitimos a sua comunicação, cheia de revolta. A infeliz entidade nos disse que seus chefiados haviam desistido da maldade que estavam praticando, e que ele, o “chefe”, estava muito bravo e iria acabar com o nosso grupo de desobsessão.
- Vai não, eu disse à entidade atormentada. A mim, você não pega, pois estou amparado por Jesus Cristo. Podem ir embora, para vocês obsessores desta família, tudo acabou.
A minha arrogância deve ter impressionado o obsessor, pois foi embora sem falar mais nada. Encerrados os trabalhos, fomos embora com a serenidade que convinha e esquecidos dos acontecimentos daquela hora de atividade.
Em casa, já deitado para dormir, senti algo gelado por sobre a minha coluna vertebral, como se fosse uma brisa polar e ouvi o grito de minha filha no quarto no final do corredor. Fui até lá, acalmei-a e ela me disse: “nossa pai, tive um pesadelo, mas já passou”.
Voltei para a cama e entrei na fase R.E.M.¹ do meu sono. Foi terrível: sentí-me arrastado para um lugar escuro, fétido, solo cheio de lama ou lodo, pegajoso. Debati-me o quanto foi possível, até ser acordado pela minha esposa, segurando meus dois braços.
- Nossa, que coisa horrível! Obrigado por ter me tirado daquele lugar - disse à minha esposa Vera Lúcia. Retomei o sonho, dormi relativamente bem e acordei normalmente, já esquecendo o pesadelo da noite.
Uma semana depois, estávamos eu e os companheiros na sala de desobsessão para novas atividades. Quando começaríamos os trabalhos, após a prece de abertura, a médium avisou: “tem uma entidade aqui querendo passar um recado e não me parece violenta”, disse. A entidade se apresentou, e dirigindo-se à mim, disse:
- Gostou, bichão?
Percebi que era o obsessor que havia prometido me pegar. Mantive com ele o seguinte diálogo:
- Então, foi você? Perguntei.
- Sim, te peguei e levei até aonde estou.
Neste momento, senti um enorme desejo de refazer o caminho e, de todo o coração mesmo, pedi desculpas.
- Perdão, companheiro. Não deveria ter te desafiado. Perdoe a minha arrogância.
Em seguida, fiz-lhe uma proposta. Disse-lhe que ele havia demonstrado muita força e gostaria que ele direcionasse sua capacidade para a prática do bem, abandonando o caminho da vingança, da perseguição.
Ele disse que “experimentaria“, pois seus companheiros já o haviam abandonado e estavam muito bem. Alguns meses depois, esta entidade, antes revoltada, retornou para nos dizer que estava querendo trabalhar em favor de obsediados, atuando no mundo espiritual junto a obsessores, dando exemplos de si mesmo.
Os diretores espirituais da casa concordaram, e aquele Espírito, que me deu uma grande lição, deve estar conosco no CE Cairbar Schutel, até hoje.
¹ R.E.M., ou Rapid Eye Movement (“movimento rápido dos olhos”), é a fase do sono na qual ocorrem os sonhos mais vívidos.
 
* Vislei Bossan é trabalhador do C. E. Cairbar Schutel/Rio Preto.
 
 
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• 1/8/2012 - O CARNAVAL E O ESPIRITISMO

 

Atualidade

por: Renata S. Girodo de Souza


 

 


 

Segundo o Dicionário Aurélio Carnaval significa “período de festas profanas que se iniciava, geralmente, no dia de Reis, e se estendia até a quarta-feira de cinzas, dia em que começava os jejuns quaresmais”.

Já segundo o verbete latino, carnaval é sinônimo de: “a carne nada vale”.

Muitos foliões comemoram a festa, mas na verdade não conhecem o significado que esta data tem.

Originado na Grécia, entre os anos 600 a 520 aC,  a folia era realizada como um agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e a produção.

Na época do Império Romano, a comemoração possibilitava que todasas classes sociais se misturassem. Para os escravos eram concedidas algumas falsas horas de liberdade.

O “baile de máscaras” surgiu em Veneza. Já naqueles tempos, as pessoas ocultavam a sua identidade, em troca de alguns minutos de prazer. Como podemos ver, não é de hoje, que os excessos são cometidos.

O sexo sem compromisso, a libertinagem e o desrespeito com o ser humano, se tornaram algumas das características dessa bacanal pública, que passa pelos inebriados olhos da sociedade.

Corpos desnudos incentivam o erotismo, e descaracterizam a folia do Brasil, que antes era marcada pelas fantasias e pelos grandiosos carros alegóricos, e com as belas marchinhas de carnaval, que levavam as famílias a apreciarem o espetáculo.

Um outro ponto a ser levantado é o problema de saúde pública: a proliferação de muitas doenças sexualmente transmissíveis, não só a AIDS, como também a Sífilis, e outras mais, degenerativas que  são adquiridas nesta época com maior facilidade.

Além disso, a gravidez precoce, e em consequencia os abortos, se tornaram freqüentes.

Muitos divórcios também ocorrem devido a deslizes no setor amoroso, traições e brigas por ciúmes.

Podemos observar também, que uma porcentagem da população, se priva durante o ano todo de bens de consumo, e passam até necessidades alimentícias, para guardarem alguns trocados em comemoração a grande festa. Sem contar as horas de trabalho nos barracões de maneira informal, quase sempre, sem a remuneração adequada.

As belas fantasias com paetês, lantejoulas e cristais, ofuscam a fome e as dificuldades financeiras, pelo menos por algumas horas na avenida.

As manchetes dos principais jornais, em todos os Estados, abordam a questão do aumento da violência: acidentes, mortes, estupros, brigas, etc.

Em grande parte, a causa principal é o consumo de drogas lícitas e ilícitas.

Em geral, os beneficiados pela folia são os grandes empresários, afortunados, que aparecem nas mídias, proporcionando às celebridades e artistas, um dia a mais de luxo.

Do ponto de vista espiritual, Espíritos mal resolvidos, vagam em meio a toda essa libertinagem do corpo, procurando almas afins, para sugarem e vampirizarem as suas energias, e incentivarem atos indecentes, incoerentes e agressivos.

Segundo Espíritos superiores muitas máscaras e fantasias desenvolvidas, são inspiradas por Espíritos que vivem em regiões inferiores do além. Essas são demonstrações do “circo de horrores”, em que esses seres habitam: figuras de monstros, bruxas, dragões, etc.

Como a Terra ainda é um orbe em evolução, as folias se tornam parte deste processo, para aprimoramento das atitudes. Precisamos doutrinar as nossas más inclinações.

Temos o livre arbítrio, para escolhermos o nosso caminho. De nada adianta o ano inteiro procurarmos Deus e Jesus, e em um único mês, extravasarmos toda a nossa energia sendo coniventes com perversidades e atuando contra a ética cristã.

Por isso, muitas religiões promovem encontros e refúgios religiosos para fugirem dos maus instintos.

A comemoração do Carnaval é tradição no nosso país, e, portanto, o texto  não tem nenhuma intenção de criticar a festa em si, mas sim, a forma com que ela é conduzida, e o comportamento questionável do ser humano. Este comportamento pode ser apresentado em qualquer outra comemoração, mas é no Carnaval, que quase tudo se torna permitido.

Momentos de despautério podem custar a nossa existência, e prejudicar o processo reencarnatório.

Ninguém está proibido de ser feliz, mas vamos procurar meios de festar, sem desviarmos da moral, afinal de contas, o nosso corpo vale muito, pois é ele que conduz o Espírito nesta encarnação, e precisamos zelar pela nossa vestimenta carnal, praticando o bem, e vivenciando o que ouvimos do Evangelho de Jesus.


 

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• 31/7/2012 - O CARNAVAL

 

Editorial


 

Será que vale tudo no Carnaval?

Passamos por um período de miséria moral!

O desrespeito, por parte de multidões de pessoas, nessa época do ano é tão grande, que parcelas da população, principalmente em cidades nordestinas ficam sem dormir por semanas.

Isto porque a folia ocorre de dia e à noite, sem ter hora para acabar.

Os trios elétricos produzem sons ensurdecedores, e os moradores dessas redondezas, não podem usufruir de tranquilidade, ao menos que saiam de suas casas e ou apartamentos.

Uma outra questão, inclusive de saúde, é que cidades se tornam banheiro a céu aberto, com centenas de pessoas fazendo as suas necessidades fisiológicas em praça pública.

Parece que todos esses fatores passam despercebidos pelo poder público.

Brasil, país do carnaval!

É para gringo ver?

Muito dinheiro é desperdiçado, enquanto que nossa população carece de alimento, moradia, saúde e religiosidade.

Falta amor ao próximo, nos corações endurecidos e entorpecidos!

No final das contas, as máscaras sempre caem, e o que resta para levarmos para o mundo espiritual, são as nossas ações.

Vamos aproveitar este período para meditação, fazendo uma profunda reflexão sobre a nossa vida.

Boa leitura!


 

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