Criar um Blog
Gerenciar um Blog
Visitar Próximo Blog
Denuncie

artigos doutrinarios espiritas

• 21/5/2012 - PALAVRAS DE VIDA ETERNA - ESTUDO 55

 Francisco Cândido Xavier pelo Espírito Emmanuel

JESUS E DIFICULDADE

“... Não se vos turbe o coração..." - Jesus. (João, 14:27.)

           Emmanuel1 retoma o ensino de Jesus em seus derradeiros momentos quando, no cenáculo, em companhia dos discípulos, descerra afetuoso o coração pacificando os ânimos, fortalecendo os sentimentos. Em derredor se agigantava a trama para aniquilá-lo.

"..., Judas era atraído aos conchavos da deserção; sacerdotes confabulavam com escribas e fariseus sobre o melhor processo de enganarem o povo, para que o povo pedisse a morte d'Ele;...;

Perseguidores desencarnados excitavam o cérebro dos guardas que o deteriam no cárcere, e, quantos Lhe seguiam a atividade, regurgitando o ódio gratuito, prelibava-lhe o suplício..."

           Jesus conhecia toda essa movimentação e, no entanto, ensinava: "não se turbe o vosso coração, nem se atemorize", referindo-se às dificuldades que os discípulos enfrentariam muito em breve.

           O trabalhador sincero não pode ignorar tal advertência do Mestre mesmo após tantos séculos, porque dificuldades certamente surgem na caminhada para satisfazer as nossas necessidades evolutivas.

           É comum quando nos vemos às voltas com os desafios da vida vir à idéia pensamentos pessimistas em convite infeliz à desistência da luta, à rebeldia ou à fuga, que surgem como solução. Estas condições em nada melhoram e certamente não auxiliam na solução da situação difícil, ao contrário, oferecem clima mental desfavorável ao raciocínio e ao intercâmbio inspirativo para atitudes corretas.

           Viver a mensagem cristã, educar-nos nos ensinamentos evangélicos requer ânimo forte e vontade irredutível no esforço contínuo do Bem. Não é fugindo às dificuldades, mas enfrentando-as com coragem, perseverança e serenidade que se confessa o Mestre, que se afirmam as conquistas e nossa posição evolutiva.

           Sigamos o exemplo de Jesus que após o entendimento com os apóstolos, lúcido e calmo, "dirige-se à oração no Jardim, para, além da oração, confiar-se aos testemunhos supremos...1"

           Se aspiramos à ascensão espiritual devemos aceitar as dificuldades da vida como um convite ao aprimoramento, ao trabalho em favor do Bem e do Amor, "com a obrigação permanente de extinguir o mal em nós mesmos". É indispensável não nos perdermos em desânimo, em lamentações, em ansiedades frente às dificuldades que nos surjam à frente, tentando tolher-nos a marcha para Deus.

Problemas e dificuldades não devem ser encarados como infelicidade, antes devem ser examinados na condição de mecanismos para aquisição de experiências valiosas, sem as quais ninguém consegue integridade nem ascensão3."

Como bons obreiros devemos dirigir-nos ao trabalho que nos compete realizar "preparados para os testemunhos dos ensinamentos recebidos2."

Emmanuel1 encerra dizendo: "Lembra-te de que o Mestre a ninguém prometeu avenidas de sonho e horizontes azuis na Terra, mas, sim, convicto de que a tempestade das contradições humanas não pouparia a Ele próprio, advertiu-nos sensatamente: -Não se vos turbe o coração".

Bibliografia:

  1. Xavier, Francisco Cândido. "Palavras de Vida Eterna: Jesus e Dificuldade". Ditado pelo Espírito Emmanuel. CEC. 17a ed. Uberaba, MG. 1992.
  2. Xavier, Francisco Cândido. "Vinha de Luz: Para Isto". Ditado pelo Espírito Emmanuel. FEB. 4a ed. Rio de Janeiro, RJ. 1977.
  3. Franco, Divaldo Pereira. "Rumos Libertadores: Responsabilidade e Fuga. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Livraria Espírita "Alvorada" Editora. 2ª ed. Salvador, BA. 1988.

 

Iracema Linhares Giorgini
Fevereiro de 2006

 

 

Centro Espírita Batuira

cebatuira@cebatuira.org.br
Rua Rodrigues Alves,588

Vila Tibério - Cep 14050-390

Ribeirão Preto (SP)

CNPJ: 45.249.083/0001-95 

Reconhecido de Utilidade Pública pela Lei Municipal nº. 3247/76.

Comentários (0) :: Permalink

• 10/5/2012 - O LIVRO DOS MÉDIUNS - Estudo 45

 

SEGUNDA PARTE
DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS
CAPITULO VIII LABORATÓRIO DO MUNDO INVISÍVEL
VESTUÁRIO DOS ESPÍRITOS - FORMAÇÃO ESPONTÂNEA DE OBJETOS TANGÍVEIS - MODIFICAÇÃO DAS PROPRIEDADES DA MATÉRIA - AÇÃO MAGNÉTICA CURADOR

Estudo 45 - Item 126 a 131
           Os Espíritos se apresentam vestidos de túnicas, envoltos em panos flutuantes ou mesmo com os trajes que usavam quando encarnados. O uso de panos flutuantes parece costume geral no mundo dos Espíritos. Mas, onde irão eles buscar vestuários semelhantes em tudo aos que usavam em vida, com todos os acessórios que os completavam? É evidente que não levaram esses objetos com eles, pois que ainda se encontram conosco. De onde provêm, então, os que eles usam no outro mundo? Esta questão deu sempre muito que pensar. Para muitas pessoas, porém, era simples motivo de curiosidade. A ocorrência, todavia, confirmava uma questão de princípio, de grande importância, porquanto sua solução fez entrever uma lei geral, que também encontra aplicação no nosso mundo corpóreo. Múltiplos fatos a vieram complicar e demonstrar a insuficiência das teorias com que tentaram explicá-la. 
           Essas questões fizerem parte das reflexões de Allan Kardec. Pensava que se poderia compreender a existência do traje como, de alguma maneira, fazendo parte do indivíduo; o mesmo, porém, não se dava com os objetos acessórios, qual, por exemplo, a tabaqueira do visitante da senhora doente, citada no item 116 de O Livro dos Médiuns. Relembremos que ali não se tratava de um desencarnado, mas de um encarnado, e que tal senhor, quando se apresentou pessoalmente, trazia na mão uma tabaqueira semelhante em tudo à da sua aparição. Onde encontrara a tabaqueira que tinha consigo, quando sentado junto ao leito da doente? Poderíamos citar grande número de casos em que Espíritos, de mortos ou de vivos, apareceram com diversos objetos, tais como bengalas, armas, cachimbos, lanternas, livros, etc.
           A Allan Kardec apresentou-se então uma idéia: a de que os corpos inertes poderiam possuir correspondentes etéreos no mundo invisível, que a matéria condensada, que forma os objetos, poderia ter uma parte quintessenciada, que nos escapa aos sentidos. Não era destituída de verdade esta teoria, mas se mostrava impotente para explicar todos os fatos. Havia um, sobretudo, que parecia desafiar todas as interpretações. Até então, se tratava apenas de imagens ou aparências, e vimos que perispírito pode adquirir as propriedades da matéria e tornar-se tangível, mas essa tangibilidade é apenas momentânea e o corpo sólido se desvanece como sombra. Trata-se de um fenômeno extraordinário, porém, o que o ultrapassa é a produção de matéria sólida persistente, conforme o provam numerosos fatos autênticos, notadamente o da escrita direta, fenômeno esse que analisado levou à solução do caso da tabaqueira. 
           Assim explicou o Codificador: A escrita direta ou pneumatografia é a que se produz espontaneamente, sem o concurso das mãos do médium nem do lápis. Basta tomar uma folha de papel em branco, o que se pode fazer com todas as precauções necessárias para se prevenir de qualquer fraude, dobrá-la e depositá-la em qualquer parte, numa gaveta, ou simplesmente sobre um móvel. Se houver condições, dentro de algum tempo, aparecerão traçados no papel letras ou sinais diversos, palavras, frases e até comunicações, na maioria das vezes com uma substância escura, semelhante à grafite, de outras com lápis vermelho, tinta comum e mesmo tinta de impressão.
           Eis o fato em sua simplicidade e cuja reprodução, embora pouco comum, não é tão rara, pois há pessoas que a obtêm com grande facilidade. Se ao papel se juntasse um lápis, poderíamos supor que o Espírito se servira deste para escrever, mas, desde que o papel é deixado inteiramente só, é evidente que a escrita foi produzida por uma matéria nele depositada. De onde tirou o Espírito essa matéria? Essa a questão a cuja solução fomos levados pela tabaqueira a que há pouco nos referíamos.
           Allan Kardec, então, apresenta a questão ao Espírito São Luís, que apresenta a solução, mediante as respostas seguintes (as notas são de Allan Kardec):
           1ª Citamos um caso de aparição do Espírito de uma pessoa viva. Esse Espírito tinha uma tabaqueira da qual tomava pitadas. Experimentava ele a sensação que experimenta um indivíduo que faz o mesmo? 
           — Não.
           2ª A tabaqueira tinha a mesma forma da que ele usava habitualmente e que se estava em sua casa. O que era essa tabaqueira nas mãos desse homem? 
           — Uma aparência. Era para ser notada, como foi e para que não tomassem como alucinação devida ao estado de saúde da vidente. O Espírito queria que a senhora acreditasse na realidade da sua presença e tomou todas as aparências da realidade.
           3ª Disseste que era uma aparência, mas uma aparência nada tem de real, é como uma ilusão de ótica. Desejamos saber se aquela tabaqueira era uma imagem irreal ou se havia nela algo de material?
 
           — Certamente. E com a ajuda desse princípio material que o Espírito aparenta vestir-se com roupas semelhantes aos que usava quando vivo. 
           NOTA. É evidente que a palavra aparência deve ser entendida no sentido de aspecto, imitação. A tabaqueira real não estava com o Espírito. A que ele segurava era apenas a sua representação. Era, pois, com relação ao original, uma simples aparência, embora formada de um princípio material. A experiência ensina que nem sempre se deve dar significação literal às expressões usadas pelos Espíritos. Interpretando-as de acordo com as nossas idéias, expomo-nos a grandes equívocos. Daí a necessidade de aprofundar-se o sentido de suas palavras, todas as vezes que apresentem a menor ambigüidade. É esta uma recomendação que os próprios Espíritos constantemente fazem. Sem a explicação que provocamos, o termo aparência, sempre repetido nos casos semelhantes, poderia ser falsamente interpretado.
          4ª Seria um desdobramento da matéria inerte? Haveria no mundo invisível uma matéria essencial que revestiria as formas dos objetos que vemos? Numa palavra, esses objetos teriam o seu duplo etéreo no mundo invisível, como os homens são ali representados pelos Espíritos?
           — Não é assim que acontece. O Espírito dispõe, sobre os elementos materiais dispersos por todo o espaço da vossa atmosfera, de um poder que estais longe de suspeitar. Pode, pois, concentrar esses elementos pela sua vontade e dar-lhes a forma aparente que convenha às suas intenções.
           NOTA. Esta pergunta, como se pode ver, era a tradução do nosso pensamento, isto é, da idéia que formávamos da natureza de tais objetos. Se as respostas fossem, como pretendem alguns, o reflexo do pensamento do interpelante, teríamos obtido a confirmação da nossa teoria, em vez de teoria contrária.
           5ª Formulo novamente a questão, de modo categórico, a fim de evitar todo e qualquer equívoco: As roupas dos Espíritos são alguma coisa?
           — Parece-me que a resposta precedente resolve a questão. Não sabes que o próprio perispírito é alguma coisa?
           6ª Resulta desta explicação que os Espíritos submetem a matéria etérea às transformações que desejam, e que, por exemplo, no caso da tabaqueira o Espírito não a encontrou feita, mas ele mesmo a produziu, quando dela necessitou por um ato da sua vontade e da mesma maneira a desfez. É isso mesmo que se dá com todos os outros objetos, como as roupas, as jóias, etc?
           — Mas, é evidente.
           7ª Essa tabaqueira foi vista pela senhora como se fosse real. O Espírito poderia torná-la tangível para ela? 
           — Poderia.
           8ª Se fosse o caso, a senhora poderia pegá-la, acreditando ter nas mãos uma tabaqueira real?
           — Sim.
           9ª Se a abrisse, encontraria tabaco e, se o tomasse espirraria?
           — Sem dúvida.
           10ª Pode então o Espírito dar a um objeto, não só a forma, mas também suas propriedades especiais? 
           — Se o quiser. Baseado neste princípio foi que respondi afirmativamente às perguntas anteriores. Tereis provas da poderosa ação que os Espíritos exercem sobre a matéria, ação que estais longe de supor, como eu disse há pouco.
           11ª Suponhamos, então, que quisesse fazer uma substância venenosa. Se uma pessoa a ingerisse, ficaria envenenada? 
           — O Espírito poderia fazê-la, mas não a faria porque isso não lhe é permitido.
           12ª Poderia fazer uma substância salutar e própria para curar uma enfermidade, e isso já aconteceu?
           — Sim, muitas vezes.
           13ª Então, poderia também fazer uma substância alimentar? Suponhamos que tenha feito uma fruta, uma iguaria qualquer: se alguém pudesse comer a fruta ou a iguaria, ficaria saciado?
           — Ficaria, sim. Mas, não procures tanto para achar o que é tão fácil de compreender. Um raio de sol basta para tornar perceptíveis aos vossos órgãos grosseiros essas partículas materiais que enchem o espaço onde viveis. Não sabes que o ar contém vapores de água? Condensa-os e os farás voltar ao estado normal. Priva-as de calor e eis que essas moléculas impalpáveis e invisíveis se tornarão um corpo sólido e bem sólido, e, assim, muitas outras substâncias de que os químicos tirarão maravilhas ainda mais espantosas. Simplesmente, o Espírito dispõe de instrumentos mais perfeitos do que os vossos: a vontade e a permissão de Deus. 
           NOTA. A questão da saciedade é aqui muito importante. Como pode produzir a saciedade uma substância cuja existência e propriedades são meramente temporárias e, de certo modo, convencionais? O que se dá é que essa substância, pelo seu contato com o estômago, produz a sensação da saciedade, mas não a saciedade que resulta da plenitude.
Desde que uma substância dessa natureza pode atuar sobre a economia orgânica e modificar um estado mórbido, também pode, perfeitamente, atuar sobre o estômago e produzir a impressão da saciedade. Rogamos, todavia, aos senhores farmacêuticos e donos de restaurante que não se encham de zelos, nem creiam que os Espíritos lhes venham fazer concorrência. Esses casos são raros, excepcionais e nunca dependem da vontade de alguém, pois do contrário todos se alimentariam e curariam de maneira muito vantajosa.
           14ª Os objetos que a vontade do Espírito tornou tangíveis poderiam permanecer nesse estado e ser usados? 
           — Isso poderia acontecer, mas isso não se faz porque é contrário às leis.
           15ª Todos os Espíritos têm no mesmo grau o poder de produzir objetos tangíveis? 
           — É fora de dúvida que quanto mais elevado é o Espírito, tanto mais facilmente o consegue, mas isso também depende das circunstâncias: Os Espíritos inferiores podem ter esse poder.
           16ª Os Espíritos têm sempre consciência da maneira pela qual produz as suas roupas ou os objetos que torna aparentes? 
— Não. Muitas vezes ajuda a formá-los por uma ação instintiva, que ele mesmo não compreende, se não estiver suficientemente esclarecido para isso.
           17ª Se o Espírito pode extrair do elemento universal os materiais para essas produções, dando a essas coisas uma realidade temporária, com suas propriedades, pode também tirar o necessário para escrever, o que nos daria a explicação do fenômeno da escrita direta? 
           — Afinal, chegaste onde queria.
           NOTA. Era, com efeito, aí que queríamos chegar com todas as nossas questões preliminares. A resposta prova que o Espírito lera o nosso pensamento.
           18ª Se a matéria de que o Espírito se serve não tem persistência, como os traços da escrita-direta não desaparecem?
           — Não tires conclusões das palavras. Para começar, eu não disse: jamais. Tratava-se de objeto material volumoso, Nesse caso, são os sinais escritos que é útil conservar e se conservam. O que eu quis dizer é que os objetos assim compostos pelo Espírito não poderiam tornar-se de uso, porque na realidade não possuem a mesma densidade material dos vossos corpos sólidos.
           Concluindo, então, pode-se resumir a teoria acima em: o Espírito atua sobre a matéria; da matéria cósmica universal tira os elementos de que necessite para formar, como queira, objetos com a aparência dos diversos corpos existentes na Terra. Pode igualmente, pela ação da sua vontade, operar sobre a matéria elementar uma transformação íntima, que lhe dê certas propriedades. Esta faculdade é inerente à natureza do Espírito, que muitas vezes a exerce de modo instintivo, quando necessário, sem disso se aperceber. Os objetos que o Espírito forma, têm existência temporária, subordinada à sua vontade, ou a uma necessidade que ele experimenta; pode fazê-los e desfazê-los livremente. Em certos casos, esses objetos, aos olhos de pessoas encarnadas, podem apresentar todas as aparências da realidade, isto é, tornarem-se momentaneamente visíveis e até mesmo tangíveis. Trata-se de formação e não de criação, pois o Espírito não pode tirar nada do nada.
           Os Espíritos confirmam a existência de uma matéria elementar única que dá origem a todos os corpos da natureza. As suas transformações determinam as diversas propriedades dos corpos. É assim que uma substância salutar pode tornar-se venenosa por uma simples modificação, como a Química nos dá inúmeros exemplos. Mesmo sem alterar as proporções, muitas vezes é suficiente uma simples modificação na forma de agregação molecular para mudar as propriedades, por exemplo, transformando um corpo opaco em transparente, e vice-versa. Desde que o Espírito, através de sua vontade, pode agir tão decisivamente sobre a matéria elementar, compreende-se que possa formar substâncias e até mesmo modificar suas propriedades, usando a própria vontade como reativo. Assim se explica a formação de objetos como resultado da ação dos Espíritos, pelo pensamento e vontade, sobre os fluidos, matéria cósmica universal, dando-lhes a aparência dos diversos corpos da Terra. É essa explicação que Allan Kardec estende à modificação das propriedades da água pela vontade, à faculdade de curar pelo contato e pela imposição das mãos, que algumas pessoas possuem num grau elevado.
BIBLIOGRAFIA:
KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap VIII - 2ª Parte
Tereza Cristina D'Alessandro 
Abril/2005
 
Centro Espírita Batuira
cebatuira@cebatuira.org.br
Rua Rodrigues Alves,588
Vila Tibério - Cep 14050-390
Ribeirão Preto (SP)
CNPJ: 45.249.083/0001-95 
Reconhecido de Utilidade Pública pela Lei Municipal nº. 3247/76.

 

Comentários (0) :: Permalink

• 8/5/2012 - O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – ESTUDO 107

– ALLAN KARDEC
CAPÍTULO XII: AMAR OS VOSSOS INIMIGOS

ITENS 5 e 6: OS INIMIGOS DESENCARNADOS
 Continuando seus comentários sobre o tema, Allan Kardec lembra que os espíritas têm outros motivos de indulgência para com os inimigos.
             Um é a perfectibilidade do Espírito imortal, que faz com que a maldade não seja uma qualificação permanente do Espírito, encarnado ou desencarnado.
             Perfectibilidade é característica de perfectível, que significa que se pode aperfeiçoar; que é suscetível de ser aperfeiçoado (1)
             Assim, o Espírito, criado simples e ignorante, com o destino de ser perfeito e feliz, traz em si próprio, a capacidade de tornar-se perfeito, através de um longo processo evolutivo, nas reencarnações em mundos materiais, com o fim de desenvolver todas as potencialidades divinas, com as quais foi criado.
             Tudo que existe no Espírito, que não condiz com a lei do Bem, é fruto da sua própria criação, na satisfação egoísta de ser inteligente e feliz, custe o que custar.
             Assim, segundo suas escolhas, cria em si e ao redor de si, o mal, que na medida do desenvolvimento das suas qualificações nobres, que fazem parte da sua essência, vai sendo eliminado, até que ele atinja a qualificação de Espírito Puro, perfeito e feliz.
             Por isso, Kardec escreveu “que a maldade não é o estado permanente do homem, mas que decorre de uma imperfeição momentânea, e que da mesma maneira que a criança se corrige dos seus defeitos, o homem mau reconhecerá um dia os seu erros e se tornará bom.”
             Outro motivo é que o espírita sabe que a morte só o livra da presença material do seu inimigo, que pode continuar, no plano espiritual, a persegui-lo com seu ódio.
             Quando grande parte dos homens compreenderam essa verdade, a idéia da pena de morte para os inimigos individuais, da coletividade e entre nações, será completamente eliminada da Terra.
             “... a vingança assassina não atinge o seu objetivo, mas, pelo contrário, tem por efeito, produzir maior irritação, que pode prosseguir de uma existência para outra.”
             O Espiritismo veio demonstrar a lei da sobrevivência do Espírito, que carrega sempre consigo, quer esteja no plano material ou espiritual, sua inteligência, suas emoções e sentimentos.
             Assim, um inimigo morto é apenas um inimigo que não se vê, sem corpo físico, podendo continuar, em ações obsessivas, perturbando, dificultando e provocando sofrimentos.
             Este fato é um motivo importante para abolir a vingança da morte, pelo próprio interesse de quem a deseja para seu desafeto. Um motivo a mais para compreender e aceitar o “Amai os vossos inimigos” e o “Reconcilia-te sem demora com o teu adversário, enquanto estás a caminho com ele...” (Mateus, V: 25), a fim de transformar um inimigo em amigo, ou, pelo menos, evitar represálias, evitando que o inimigo se torne em um” instrumento da justiça de Deus, para punir aquele que não perdoou.”
             Assim, os inimigos desencarnados agem através das obsessões, que se constituem em provações mais ou menos difíceis, mas que contribuem, muitas vezes para despertar o obsedado para a realidade da vida espiritual, mudando toda sua maneira de ver o mundo e interpretar a vida.
             Essas provas, fruto dos males causados pelo orgulho e egoísmo dos homens, nos diversos e diferentes relacionamentos entre si, no decorrer das inúmeras existências já vividas, fazem parte da lei divina de ação e reação, a fim de proporcionar aos Espíritos imortais, as oportunidades de reviverem situações passadas, para aprenderem a solucionar os problemas com resignação e confiança em Deus, através do perdão, da humildade, do amor, que então, encontram condições de crescerem nas mentes e nos corações dos homens.
             Elas existem porque os Espíritos ainda não aprenderam a libertar-se do orgulho e do egoísmo, mantendo-os consigo, estando encarnados ou desencarnados.
             Assim, se devemos nos esforçar para ser indulgentes e benevolentes para com os inimigos, na Terra, precisamos, igualmente, assim proceder para com os inimigos desencarnados.
             Allan Kardec lembra que nos tempos mais primitivos, ofereciam-se sacrifícios sangrentos para apaziguar os deuses infernais. Mais tarde foram chamados de demônios.

             Assim, deuses infernais, demônios ou Espíritos maus nada mais são do que as almas dos homens, que ainda não se libertaram dos seus instintos materiais, continuando a fazer mal, através dos processos obsessivos, atraídos e alimentados pelos maus sentimentos e, conseqüentemente, maus pensamentos e más ações dos homens. 
             Por isso, Kardec escreve, com destaque: “... não se pode apaziguá-los senão pelo sacrifício dos maus sentimentos, ou seja, pela caridade”.
             Caridade, amor em ação, para com todos, irá impedi-los de fazer o mal, mas também, induzi-los ao bem, contribuindo para a sua libertação espiritual. O bom exemplo contagia encarnados e desencarnados.
             “É assim que a máxima: Amai os vossos inimigos, não fica circunscrita ao círculo estreito da Terra e da vida presente, mas integra-se na grande lei da solidariedade e da fraternidade universais.”
 
Bibliografia:
KARDEC, Allan -“ O Evangelho Segundo o Espiritismo”
1 - Dicionário Houais
 
Leda de Almeida Rezende Ebner
Maio / 2010
 
Centro Espírita Batuira
cebatuira@cebatuira.org.br
Rua Rodrigues Alves,588
Vila Tibério - Cep 14050-390
Ribeirão Preto (SP)
CNPJ: 45.249.083/0001-95 
Reconhecido de Utilidade Pública pela Lei Municipal nº. 3247/76.
 
O CENTRO ESPÍRITA BATUIRA esclarece que permanece divulgando os estudos elaborados pela Sra Leda de Almeida Rezende Ebner após o seu desencarne, com a devida AUTORIZAÇÃO da família e por ter recebido a DOAÇÃO DE DIREITOS AUTORIAIS, conforme registros em livros de Atas das reuniões de diretoria deste Centro.

Comentários (0) :: Permalink

• 1/5/2012 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS - Estudo 44

 Livro Primeiro

As Causas Primárias

Capítulo I

Deus

I. Deus e o Infinito

II. Provas da Existência de Deus

III. Atributos da Divindade

IV. Panteísmo

III - Atributos da Divindade - 10 a 13

           Prosseguindo em nossas reflexões sobre a idéia que o homem atual pode fazer de Deus, conferindo-lhe atributos que no seu linguajar representa-lhe um máximo em qualidades designa-o como:

"(...) — Deus é a suprema e soberana inteligência. É limitada a inteligência do homem, pois que não pode fazer, nem compreender tudo o que existe. A de Deus, abrangendo o infinito, tem que ser infinita. Se a supuséssemos limitada num ponto qualquer, poderíamos conceber outro ser mais inteligente, capaz de compreender e fazer o que o primeiro não faria e assim por diante, até ao infinito.

Deus é eterno, isto é, não teve começo e não terá fim. Se tivesse tido princípio, houvera saído do nada. Ora, não sendo o nada coisa alguma, coisa nenhuma pode produzir, ou, então, teria sido criado por outro ser anterior e, nesse caso, este ser é que seria Deus. Se lhe supuséssemos um começo ou fim, poderíamos conceber uma entidade existente antes dele e capaz de lhe sobreviver, e assim por diante, ao infinito.3

Deus é imutável. Se tivesse sujeito a mudanças, nenhuma estabilidade teriam as leis que regem o Universo.

Deus é imaterial, isto é, a sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria. De outro modo, não seria imutável, pois estaria sujeito às transformações da matéria.

Deus carece de forma apreciável pelos nossos sentidos, sem o que seria matéria. Dizemos: a mão de Deus, o olho de Deus, a boca de Deus, porque o homem, nada mais conhecendo além de si mesmo, toma a si próprio por termo de comparação para tudo o que não compreende. São ridículas essas imagens em que Deus é representado pela figura de um ancião de longas barbas e envolto num manto. Têm o inconveniente de rebaixar o Ente supremo até às mesquinhas proporções da Humanidade. Daí a lhe emprestarem as paixões humanas e a fazerem-no um deus colérico e cioso não vai mais que um passo.3

Deus é onipotente. Se não possuísse o poder supremo, sempre se poderia conceber uma entidade mais poderosa e assim por diante, até chegar-se ao ser cuja potencialidade nenhum outro ultrapassasse. Esse então é que seria Deus. 3

Deus é soberanamente justo e bom. A providencial sabedoria das leis divinas se revela nas mais pequeninas coisas, como nas maiores, não permitindo essa sabedoria que se duvide da sua justiça, nem da sua bondade.

O fato de ser infinita uma qualidade, exclui a possibilidade de uma qualidade contrária, porque esta a apoucaria ou anularia. Um ser infinitamente bom não poderia conter a mais insignificante parcela de malignidade, nem o ser infinitamente mau conter a mais insignificante parcela de bondade, do mesmo modo que um objeto não pode ser de negro absoluto, com a mais ligeira nuança de branco, nem de um branco absoluto com a mais pequenina mancha preta.

Deus, pois, não poderia ser simultaneamente bom e mau, porque então, não possuindo qualquer dessas duas qualidades no grau supremo, não seria Deus; todas as coisas estariam sujeitas ao seu capricho e para nenhuma haveria estabilidade. Não poderia ele, por conseguinte, deixar de ser ou infinitamente bom ou infinitamente mau. Ora, como suas obras são testemunho da sua sabedoria, da sua bondade e da sua solicitude, concluir-se-á que, não podendo ser ao mesmo tempo bom e mau sem deixar de ser Deus, ele necessariamente tem de ser infinitamente bom.

A soberana bondade implica a soberana justiça, porquanto, se ele procedesse injustamente ou com parcialidade numa só circunstância que fosse, ou com relação a uma só de suas criaturas, já não seria soberanamente justo e, em conseqüência, já não seria soberanamente bom.

           Até o próximo mês, ao continuarmos a análise dos atributos, fica-nos nas propostas de Emmanuel a certeza invariável da presença de Deus a nos envolver.

"(...) Acreditas-te frágil, mas Deus lhe suprirá de energias.

Reconheces a própria limitação, mas Deus te conferirá crescimento.

Afirmas-te sem ânimo, mas Deus te propicia coragem.

Declaras-te pobre, mas dispões das riquezas infinitas Deus.

Entendemos, porém, que o processo de assimilar os recursos divinos será sempre o serviço prestado aos outros."


Bibliografia:

1. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos - 10 a 13

2. KARDEC, Allan. A Gênese - cap. II

3. Xavier, F. C. - Emmanuel (Espírito) Palavras de Vida Eterna - 180

Leda Marques Bighetti

Fevereiro / 2005

 

 

Centro Espírita Batuira

cebatuira@cebatuira.org.br
Rua Rodrigues Alves,588

Vila Tibério - Cep 14050-390

Ribeirão Preto (SP)

CNPJ: 45.249.083/0001-95 

Reconhecido de Utilidade Pública pela Lei Municipal nº. 3247/76.

Comentários (0) :: Permalink

• 8/3/2012 - Estudando as obras de André Luiz

JOSÉ ANTÔNIO V. DE PAULA

De Cambé

 

 

 

Nunca se valorizaram tanto as doenças psicossomáticas quanto nos dias atuais. Mas sempre fica a dúvida: Como uma emoção pode causar doença física? A Doutrina Espírita nos esclarece quando nos apresenta o perispírito, como instrumento intermediário entre o corpo e o espírito, de forma que o que o corpo registre, o espírito também registrará, o mesmo se dando na ordem inversa, o que o espírito sinta, o corpo também sentirá.

André Luiz, no seu livro “Missionários da Luz”, apresenta-nos um belo exemplo daquilo que hoje chamamos doença psicossomática. No seu capítulo dezenove, quando narra sua visita a uma Instituição Espírita onde eram proferidas sessões de cura, Anacleto, seu orientador e amigo, pede que observe uma senhora respeitável, localizada na mesa de serviços, e que olhe mais atentamente para o seu coração, particularmente para válvula mitral.

André deteve-se em acurado exame da região mencionada e percebeu algo, que assim descreveu em sua obra: “Descobri a existência de tenuíssima nuvem negra que cobria grande extensão da zona indicada, interessando ainda a válvula aórtica e lançando filamentos quase imperceptíveis sobre o nódulo sino-auricular.”

Anacleto, que ali estava para orientar, logo acrescentou: “André, assim como o corpo físico pode ingerir alimentos venenosos que lhe intoxicam os tecidos, também o organismo perispiritual pode absorver elementos de degradação que lhe corroem os centros de força, com reflexos sobre as células materiais. Se a mente da criatura encarnada ainda não atingiu a disciplina das emoções, se alimenta paixões que a desarmonizam com a realidade, pode, a qualquer momento intoxicar-se com as emissões mentais daqueles com quem convive e que se encontrem no mesmo estado de desequilíbrio.”

“Às vezes, semelhantes absorções constituem simples fenômenos sem maior importância; todavia, em muitos casos são suscetíveis de ocasionar perigosos desastres orgânicos. Isto acontece, mormente quando os interessados não têm vida de oração, cuja influência benéfica pode anular inúmeros males.”

Nessa explanação, o amigo espiritual não está apenas falando do adoecer, mas oferecendo o antídoto para esses tipos de tormentas: a prece.

Na seqüência, ele conclui o estudo: “Esta amiga, na manhã de hoje, teve sérios atritos com o esposo, entrando em grave posição de desarmonia íntima. A pequena nuvem que lhe cerca o órgão vital representa matéria mental fulminatória. A permanência de semelhantes resíduos no coração pode ocasionar-lhe perigosa enfermidade.”

E assim, nesse capítulo, o escritor nos apresenta um exemplo do adoecimento físico por causas emocionais.

O caso se encerra com Anacleto colocando sua mão sobre a região do estômago daquela senhora e aplicando um jato de energias que dispersaram por completo aquelas densas vibrações, libertando temporariamente aquela senhora de um mal maior.

 

O IMORTAL

JORNAL DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA

Diretor Responsável: Hugo Gonçalves Ano 53 Nº 624 Fevereiro de 2006

RUA PARÁ, 292, CAIXA POSTAL 63

CEP 86.180-970

TELEFONE: (043) 3254-3261 - CAMBÉ – PR

http://www.oconsolador.com.br/ano5/250/principal.html

Comentários (0) :: Permalink

• 8/3/2012 - Crônicas de Além-Mar

ELSA ROSSI

De Londres

 

Estudando sempre a Doutrina Espírita, não seremos pegos de surpresa, quando nos defrontarmos com convites para fazermos um pronunciamento espírita onde quer que estejamos.

 Visitamos esporadicamente um ou outro país do continente europeu, onde abrange a nossa área de atuação dentro do Departamento de Unificação da Coordenadoria Europa do Conselho Espírita Internacional, tarefa essa que assumimos já há alguns anos.

No período de Natal de 2005, estivemos por uma semana com nossa amiga Nelly Berchtold, desta feita em descanso de pequenas férias.

Nelly é vice-presidente da União dos Centros Espíritas da Suíça - UCESS e também presidente do Grupo Espírita Estesia, na cidade de Berna, capital da Suíça.

Estando lá para o descanso de final de ano, e na impossibilidade da palestrante convidada comparecer para a palestra da terça-feira após o Natal, Nelly nos pediu se poderíamos desenvolver a palestra, pois o grupo espírita, apesar do período natalino, estaria com suas tarefas normais, sem fechar as portas. Não hesitamos um segundo e dissemos sim. Passamos um dia agradável, orei várias vezes durante o dia pedindo a inspiração do tema a ser exposto na noite seguinte.

À noite, ao retornarmos pra casa, sob um frio de 9 graus, após orarmos, nos veio o tema que deveríamos falar – sobre os Milagres.

Abrimos os olhos e nos deparamos com o livro “A Gênese”, que estava a nossa frente, no alto da estante do quarto em que estávamos hospedados em casa de Nelly.

Que alegria senti!

Tomei do livro, folheei-o mecanicamente, enquanto me inspirava a buscar no índice o tema. E o segundo item do livro, capítulos XIII, XIV e XV. Li o assunto com muita atenção, fiz minhas pequenas anotações e com isso o tema foi inserido na minha memória. Daí pra frente, era só reler para que a base do assunto ficasse bem alicerçada.

Na noite aprazada, ficamos surpresa com a quantidade de pessoas presentes, num dia de muita neve e 9 graus negativos. Os corações aquecidos pela fraternidade, unidos, faziam brilhar o ambiente.

Sentimos a presença amorosa de nossos Benfeitores que muito nos ajudaram na explanação, e foi ótimo, pois mais aprende aquele que estuda, que lê para repassar a outrem.

Entendemos então, pelas perguntas que eram formuladas pelos presentes, que o que ali levamos naquela noite veio ao encontro dos esclarecimentos de muitos corações, do que sejam os Milagres, sob a ótica espírita.

Com isso, nós mesmos recebemos as informações através do estudo proposto pelo convite de nossa querida Nelly, e quão bem nos fez podermos contribuir da forma que mais nos engrandece a alma, que é o estudo espírita.

Vamos entendendo que nós espíritas temos de estar sempre vigilantes, estudando, nos informando cada vez mais nas bases kardequianas da Doutrina Espírita, nas obras complementares que são um compêndio do bem viver para adquirirmos mais conhecimentos.

Lá fora a neve continuava a cair. O contentamento daqueles que enfrentaram o frio e a neve da noite pós-natalina, onde a luminescência das pequeninas lâmpadas em cores festivas refletidas no brilho da neve sob a luz dos postes altos agigantava a nossa alma em alegrias somando-se à alegria do Natal suíço.

Não esquecerei aquela noite!

 

ELSA ROSSI, escritora e palestrante espírita brasileira radicada em Londres, é diretora do Departamento de Unificação para os Países da Europa, organismo do Conselho Espírita Internacional, vicepresidente do Spiritist Group of Brighton, diretora do

Comentários (0) :: Permalink

• 8/3/2012 - Sobre a evolução das religiões, ou como Kardec chegou ao Espiritismo

(1ª Parte)

 

AIGLON FASOLO

aiglon@nemora.com.br

 Londrina, Paraná (Brasil)

 

Os persas - Na Pérsia aparecem claramente, pela primeira vez na história, alguns fatos característicos. Primeiro, funda-se uma religião. Segundo, é fundada por um homem. E, por último, é fundada sobre uma idéia.

Já se haviam produzido no mundo fatos semelhantes, claro.

A tentativa de Aknaton, no Egito, na 18ª dinastia, é um exemplo.

Porém, Aknaton fracassou; e realmente sua idéia parecia mais política que religiosa, como era comum no Egito. Na Pérsia, no entanto, é onde encontramos pela primeira vez, com toda a precisão, uma nova religião trazida por um homem, Zoroastro, e uma idéia, a idéia do bem e do mal como princípio essencial desta religião.

As religiões do Egito e da Mesopotâmia não haviam sido realmente fundadas; haviam crescido gradualmente: os deuses estavam ali, ao redor dos homens, não se sabia desde quando, e não se tinha mais que aceitá-los. Como fundar uma religião? Todos os homens em todos os países conhecidos tinham seus deuses. Os deuses de outros países também podiam ser acessados, era normal. Era comum dizer-se quando em país estranho ao se cumprimentar uma pessoa: “e teu deus será meu deus”.

Porém, chega Zoroastro e diz: “Não, não existe a não ser um Deus, e seu adversário. Outros deuses não são mais que espíritos subordinados, não deuses. Este Deus, Ormuz (Ahura Mazda, em persa), se revelou a mim, Zoroastro. Este Deus dá ao homem livrearbítrio e o coloca perante uma escolha: o mundo está cheio de mentiras, de espíritos maus que o tentam; o homem deve seguir a Ormuz e à verdade”.

Qual a base dessa escolha? O princípio do bem. Os deuses egípcios e mesopotâmios, em constante luta entre si, praticavam uma justiça muito peculiar, de favorecimento a uns em detrimento de outros. A justiça não fazia parte importante de suas doutrinas.

O pensamento de Zoroastro

- Com Zoroastro as coisas serão diferentes. Ele proclama que Ormuz é o bem, só deseja o bem do homem, e luta contra o mal. Esta idéia é o coração da nova religião, e o mundo inteiro será reorganizado ao redor dessa idéia.

E o homem não se deterá só aí. Aparecerão novos fundadores de religiões, que porão em vigência novas idéias. Jesus fundará uma religião baseada na idéia do amor, Buda, na idéia do sofrimento, Maomé, em um plano menos evoluído, na idéia da unidade de Deus.

Dali em diante, a luta entre as idéias claras e razoáveis: o amor, o bem, a piedade, a caridade, contra as mitologias do mundo primitivo, é o que encherá toda a história da humanidade.

Zoroastro, de acordo com Clemen, um dos maiores estudiosos da matéria, teria vivido aproximadamente 1.000 anos antes de Cristo. Seus ensinamentos foram perpetuados nos primeiros capítulos do Zendavesta, a bíblia do Zoroastrismo. Esses capítulos, chamados Gatha, são o equivalente ao Pentateuco judeu. Outros capítulos foram sendo acrescidos posteriormente.

O que diz Zoroastro? Dois princípios são a origem das coisas: O Bem e o Mal. O bem é Deus, Ormuz, o mal é o que os Gatha chamam de “O mentiroso”, Arimã, a mentira. Ormuz fez o mundo bom, Arimã porém introduziu o mal no mundo.

Vejam alguns excertos do Gatha:

“Agora quero proclamar, ante aqueles que queiram ouvir, estas coisas que todo homem sábio deve recordar, ao cantar hinos de louvor a Ormuz, e fazer orações ao bom pensamento e à felicidade que vem com as luzes celestes e só pode ser vista por aquele que pensa com sabedoria.”

A eterna luta entre o bem e o mal – Eis outros excertos:

“Escutai com vossos ouvidos tudo o que é o bem; cada homem deve decidir por si mesmo, antes da consumação final, qual será sua escolha. Porque os dois espíritos primordiais, que estarão à sua frente, serão o Bem e o Mal. Os justos terão escolhido entre os dois, e terão escolhido bem. Porém, os insensatos não terão sabido escolher. E quando esses dois espíritos voltarem a se encontrar, na origem, estabelecerão a vida e a não-vida. E ao fim de todas as coisas, a má existência será para o que seguiu a mentira. O melhor pensamento será para aqueles que seguiram o caminho do bem”.

“O espírito santíssimo escolhe o bem, e o imitam aqueles que querem agradar a Ormuz, por meio de boas ações. Os demônios escolheram mal entre eles, pois a loucura os dominou enquanto deliberavam, e se decidiram pelo mau pensamento. Então se utilizaram da violência para debilitar o mundo dos homens.

“Oh! mortais, se obedecerdes aos mandamentos de Ormuz, que ordena a felicidade e o sofrimento, o castigo longo dos mentirosos e maus, a bênção dos bons, tereis a felicidade eterna!”

Ormuz tem seis ministros, que são realmente suas seis funções: o bom pensamento, a melhor virtude, o reino desejado, o abandono generoso (a caridade), a saúde e a imortalidade.

Ormuz é o verdadeiro Deus porque antes de tudo tem a superioridade moral e metafísica de ser o bem, e também porque no fim dos tempos o mal será definitivamente vencido.

O Mal somente se impõe pela mentira; os espíritos que escolheram o mal, o fizeram por terem perdido a cabeça, e ao final, quando o mal for definitivamente vencido todos terão a divina recompensa.

O maniqueísmo, fundado por Manés, foi uma das religiões que se basearam no princípio da luta do bem contra o mal, que foi criada pelo zoroastrismo mas repudiada pelos seguidores de Zoroastro, por igualar a força dos dois, anátema para os seguidores de Zoroastro. Um conhecido seguidor de Manés foi Agostinho de Hipona, Santo Agostinho, em sua juventude.

(No próximo artigo falaremos sobre a Cabala judaico-cristã.)

 

O IMORTAL

JORNAL DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA

Ano 53 Nº 624 Fevereiro de 2006

Diretor Responsável: Hugo Gonçalves

RUA PARÁ, 292, CAIXA POSTAL 63

CEP 86.180-970

TELEFONE: (043) 3254-3261 - CAMBÉ - PR

http://www.oconsolador.com.br/ano5/250/principal.html

Comentários (0) :: Permalink

• 7/3/2012 - Justiça divina

JANE MARTINS VILELA

De Cambé

A reencarnação e a compreensão da justiça divina, que facultam ao Espírito vencer arestas aparando defeitos, adquirindo virtudes nas experiências que vivencia e crescendo em amor e sabedoria, dão àquele que tem esse conhecimento uma sensação de paz frente aos embates da vida e a certeza do jugo suave e do fardo leve, se embasado na vivência cristã genuína.

Referente a esse fato, pudemos observar isso numa senhora muito simples, assistida por nossa Casa espírita. Há alguns dias ela nos pediu para conversar em particular e contou-nos um problema familiar, que ela compreende com serenidade por receber a orientação espírita.

Uma netinha sua de um ano e meio não anda, não sustenta o corpo e não tem o desenvolvimento normal para a idade. Faz fisioterapia e já passou por vários médicos, sem resultados. O pai da menina, revoltado, se entrega à violência, blasfemando, reclamando, gritando. A pequena criança tem se assustado muitas vezes e entrado no choro sem motivo aparente. A avó compreende que ela está sendo assediada por cobradores do passado ou por Espíritos que estão acompanhando o pai na sua rebeldia, dado o seu inconformismo.

Situações de sofrimento, dores acerbas ainda grassam intensamente na Terra. Não haveria justiça se houvesse apenas uma única existência. A reencarnação adquire uma lógica irretorquível quando se analisa a desigualdade que há em toda a parte, tanto moral quanto econômica, quanto na saúde dos indivíduos. Somente crescendo no conhecimento e no amor e chegando à plenitude do amor é que, de fato, haveremos de ver a felicidade imperar na Terra, mas é possível não ser infeliz quando se compreende o porquê da dor.

Essa senhora que nos contou seu caso é uma entre milhares de outros que passam por sofrimentos inenarráveis, mas ela sorri, tem esperança, tem a noção da Justiça Divina, encara a dor de sua neta como uma bendita oportunidade de crescimento, e se prontifica a ajudá-la no que for possível, a amar sempre.

Bendito o momento em que a luz do Espiritismo se derramou sobre a Terra, a partir do sublime comando do Cristo, que designou o insigne professor Allan Kardec para codificá-lo e dar-lhe direção!

O Espiritismo é luz bendita!

Que o espírita aproveite muito a presença dessa luz em sua vida e deixe-a brilhar em sua conduta e em seus olhos, vivenciando o que aprende, pois oportunidade como essa que desfruta agora não sabemos quando voltará!

Aproveitemos o máximo para que essa justiça venha sempre a nos encontrar pacificados pela conduta reta e o caráter nobre.

 

O IMORTAL

JORNAL DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA

Diretor Responsável: Hugo Gonçalves Ano 53 Nº 624 Fevereiro de 2006

RUA PARÁ, 292, CAIXA POSTAL 63

CEP 86.180-970

TELEFONE: (043) 3254-3261 - CAMBÉ - PR

Comentários (0) :: Permalink

• 7/3/2012 - Clássicos do Espiritismo

A Alma é Imortal (Parte 1)

 

ANGÉLICA REIS

De Londrina

 

Iniciamos neste número a publicação do texto condensado da obra A Alma é Imortal, de Gabriel Delanne, traduzida por Guillon Ribeiro e publicada pela Editora da FEB. As páginas citadas referem-se à 6a edição.

*

1. A ciência espírita prova que a alma não é uma entidade ideal, uma substância imaterial sem extensão, mas sim que é provida de um corpo sutil, onde se registram os fenômenos da vida mental e a que foi dado o nome de perispírito.

O “eu” pensante é inteiramente distinto do seu envoltório, mas Espírito e perispírito são inseparáveis um do outro. (Pág. 12)

2. Foi pela observação que os espíritas descobriram a existência do perispírito. Aliás, os magnetizadores já haviam chegado à mesma conclusão, valendo-se de outros métodos. Assim é que, segundo Billot, Deleuze e Cahagnet, a alma conserva, após a morte, uma forma corporal que a identifica, observação confirmada pelos médiuns videntes. (Pág. 14)

3. As narrativas dos sonâmbulos e dos videntes têm grande valor, mas não nos dão uma prova material. Eis por que os espíritas fizeram todos os esforços por obter a prova inatacável e o conseguiram: as fotografias de Espíritos desencarnados, as impressões por estes deixadas em substâncias moles ou friáveis, e as moldagens de formas perispirituais. (Pág. 14)

4. Esse caminho foi aberto pelos fenômenos de desdobramento do ser humano, denominados por vezes de bicorporeidade Há no momento mais de dois mil fatos, bem verificados de aparições de vivos, mas os pesquisadores não se limitaram a observá-los e chegaram a reproduzi-los experimentalmente. (Pág. 15)

5. Descobriu-se, por fim, que o organismo fluídico contém todas as leis organogênicas pelas quais o corpo se forma, o que explica como a forma típica de um indivíduo pode manter-se durante a vida toda, sem embargo da renovação incessante de todas as partes do corpo material. (Pág. 16)

6. A natureza íntima da alma ainda nos é desconhecida. Quando dizemos que ela é imaterial, devemos entender essa expressão em sentido relativo e não absoluto, porquanto a imaterialidade completa seria o nada. Ora, a alma ou o espírito é alguma coisa que pensa, sente e quer. Assim, quando a qualificamos de imaterial, queremos dizer que sua essência difere tanto do que conhecemos fisicamente, que nenhuma analogia guarda ela com a matéria. (Pág. 17)

7. O corpo espiritual reproduz, quase sempre, o tipo que o Espírito apresentava na sua última encarnação e é provavelmente a essa semelhança que se devem as primeiras noções acerca da imortalidade. (Pág. 18)

8. Em todas as partes do globo, mesmo entre os indígenas, a sobrevivência do ser pensante é unanimemente afirmada. Remontando aos mais antigos testemunhos que possuímos - isto é, aos hinos do Rigveda - vemos que os homens que viviam nas faldas do Himalaia, no Sapta Sindhu, tinham intuições claras sobre o além da morte. (Pág. 19)

9. As modernas experiências sobre os Espíritos que se deixam fotografar ou se materializam mostram que o perispírito é uma realidade física, tão inegável como o corpo material. Ora, era essa a crença dos antigos habitantes da margem do Nilo e constitui fato digno de nota que, no alvorecer de todas as civilizações, topemos com crenças fundamentalmente semelhantes. (N.R. Esta obra surgiu logo após A Evolução Anímica, que é de 1895.) (Pág. 21)

10. No Egito, antes mesmo das primeiras dinastias históricas, surgiu a idéia de que somente “uma parte do homem” ia viver segunda vida. Não era uma alma, era um corpo, diferente do primeiro, mas proveniente deste, embora mais leve, menos material. Esse corpo, quase invisível, saído do primeiro corpo mumificado, estava sujeito também a todos os reclamos da existência: era preciso alojá-lo, nutri-lo, vesti-lo. Sua forma, no outro mundo, reproduzia - pela semelhança - o primeiro corpo. É o ka, o duplo, ao qual, no antigo Império - 5004 a 3064 a.C. -, se prestava o culto aos mortos. (Pág. 22)

11. Pelos fins da 18a dinastia - 3064 a 1703 a.C. - os sacerdotes conceberam um sistema em que coubessem essa e outras hipóteses formuladas sobre esse tema. A pessoa humana foi tida, então, como composta de quatro partes: o corpo material, o duplo (ka), a substância inteligente (khou) e a essência luminosa (ba ou baí). Essas quatro partes reduziam-se, no entanto, a duas, visto que o duplo (ka) era parte integrante do corpo material durante a vida, e a essência luminosa (ba) se achava contida na substância inteligente (khou). A imortalidade da alma substituía, assim, a imortalidade do corpo, que fora a primeira concepção egípcia. (Págs. 22 e 23)

12. Na China, o culto dos Espíritos se impôs desde a mais remota Antigüidade. Confúcio respeitou essas crenças e, certo dia, entre os que o cercavam, admirou umas máximas - escritas 1.500 anos antes - sobre uma estátua de ouro, no Templo da Luz, sendo uma delas a seguinte: “Falando ou agindo, não penses, embora te aches só, que não és visto, nem ouvido: os Espíritos são testemunhas de tudo”. (Pág. 23)

13. Na China de então se acreditava que os céus eram povoados, como a Terra, não apenas pelos gênios, mas também pelas almas dos homens que neste mundo viveram.

A par do culto dos Espíritos, estava o dos antepassados, que tinha por objeto, além de conservar a lembrança dos avós e de os honrar, atrair a atenção deles para os seus descendentes, que lhes pediam conselhos em todas as circunstâncias importantes da vida. (Pág. 23)

14. A natureza da alma era bem conhecida dos chineses. Confúcio atribuía aos Espíritos um envoltório semimaterial, um corpo aeriforme.

Quando o budismo penetrou na China, assimilou-lhe as antigas crenças e continuou as relações estabelecidas com os mortos. (Pág. 24)

15. O Sr. Estanislau Julien narra assim a aparição do Buda, devida a uma prece feita por Hiuen-Thsang, que viveu por volta do ano 650 d.C.: “Tomado de alegria e de dor, recomeçou ele as suas saudações reverentes e viu brilhar e apagar-se qual relâmpago uma luz do tamanho de uma salva. Então, num transporte de júbilo e amor, jurou que não deixaria aquele sítio sem ter visto a sombra augusta do Buda. Continuou a prestar-lhe suas homenagens e, ao cabo de duzentas saudações, teve de súbito inundada de luz toda a gruta e o Buda, em deslumbrante brancura, apareceu, desenhando-se-lhe majestosamente a figura sobre a muralha”. “Ofuscante fulgor iluminava os contornos da sua face divina.” (Pág. 24)

 

(Continua no próximo número.)

 

- O IMORTAL

JORNAL DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA

Diretor Responsável: Hugo Gonçalves Ano 53 Nº 624 Fevereiro de 2006

RUA PARÁ, 292, CAIXA POSTAL 63

CEP 86.180-970

TELEFONE: (043) 3254-3261 - CAMBÉ - PR

 

Comentários (0) :: Permalink

• 6/3/2012 - PALAVRAS DE VIDA ETERNA - ESTUDO 54

 Livro: "PALAVRAS DE VIDA ETERNA" - Emmanuel / F. C. Xavier

Estudo n. 55 - "SUPORTEMOS"

"Tenha a paciência a sua obra perfeita"

(TIAGO, 1:4)

 

Paciência, segundo definição do dicionário, é a virtude de saber esperar com calma, de suportar problemas sem reclamações, sem se revoltar ou se irritar.

Portanto, "Suportemos", como título da lição é um convite a que tenhamos fé, confiança e resignação diante de todo tipo de dificuldade.

O Apóstolo Tiago ensina na sua carta, que devemos ter como motivo da maior alegria, todas as tribulações que nos sucedem, porque elas representam os testes que comprovam nossa fé, sendo, que a fé verdadeira produz a paciência, que por sua vez produz obras perfeitas.

Paciência total e obras perfeitas somente as de Deus, porque Ele é a Perfeição Absoluta, mas podemos, com esforço e perseverança consegui-las em atitudes relativas à nossa condição evolutiva.

A dor, os sofrimentos, enfim, não devem se encarados como algo ruim, que só traz aflições. 

Ninguém gosta de sofrer, mas, quando o sofrimento aparecer, suportemos com resignação, pois, ele representa oportunidade de crescimento, desde que saibamos enfrentá-lo com paciência, com o entendimento de que tudo se modifica, que as tribulações não são eternas.

Analisando as dificuldades com olhar atento, podemos perceber quantas são as bênçãos que recebemos, e que elas são mais numerosas que o sofrimento.

Quantas vezes somos auxiliados pelos benfeitores espirituais e não nos damos conta do amparo que recebemos, do quanto os Espíritos bondosos se movimentam em nosso favor.

Na impaciência que caracteriza o ser humano, não refletimos que tudo tem o seu caminhar natural, que por pior que seja a dor, o sofrimento, a decepção, no tempo certo tudo se ajeita, tudo se define.

Paciência representa confiança na sabedoria e bondade de Deus Nosso Pai.

Jesus, Nosso Guia e Modelo ensinou e exemplificou, aceitando e respeitando os companheiros que não possuíam a Sua evolução espiritual.

A paciência dá força e inspiração para agirmos com discernimento e sem precipitação, não tendo outra atitude senão aguardar trabalhando em atitudes renovadoras o que nos leva a não confundir omissão com paciência, porque a primeira é negligente, descuidada, não produz, enquanto que a segunda é atenciosa, cuidadosa, produtiva.

A lição traz reflexões muito importantes a respeito do tema, porque é muito comum, termos dúvidas não só em relação ao desenvolvimento físico e mental de uma criança, mas, porque somos precipitados, muitas vezes, duvidamos da capacidade das pessoas e somos surpreendidos com o resultado que elas apresentam.

 Da mesma forma esquecemos o quanto somos beneficiados pela Paciência Divina, e não temos para com os companheiros de caminhada, a calma e a serenidade que deveríamos ter, quando a situação exige isso de nós. 

Deus, Paciência Perfeita, sem precipitação e respeitando o livre-arbítrio de cada um, aguarda pelo aperfeiçoamento dos seus filhos que, embora lento, Ele sabe, será alcançado um dia.

 

Citações Biblicas

TIAGO 1

4 e a perseverança tenha a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma.

 

Maria Aparecida Ferreira Lovo

Janeiro / 2006

Centro Espírita Batuira

cebatuira@cebatuira.org.br
Rua Rodrigues Alves,588

Vila Tibério - Cep 14050-390

Ribeirão Preto (SP)

CNPJ: 45.249.083/0001-95 

Reconhecido de Utilidade Pública pela Lei Municipal nº. 3247/76.

Comentários (0) :: Permalink

• 6/3/2012 - O LIVRO DOS ESPIRITOS - Estudo 43

O LIVRO DOS MÉDIUNS

(Guia dos Médiuns e dos Doutrinadores)
Contém o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo.

SEGUNDA PARTE

DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS

BICORPOREIDADE E TRANSFIGURAÇÃO


Estudo 44 - Item 125 - Agênere

           O que é um agênere? É uma aparição em que o desencarnado se reveste de forma mais precisa, das aparências de um corpo sólido, a ponto de causar completa ilusão ao observador, que supõe ter diante de si um ser corpóreo.

           Esse fato ocorre devido à natureza e propriedades do perispírito que possibilitam ao Espírito, por intermédio de seu pensamento e vontade, provocar modificações nesse corpo espiritual a ponto de torná-lo visível. Há uma condensação (os Espíritos usam essa palavra a título de comparação apenas) tal, que o perispírito, por meio das moléculas que o constituem, adquire as características de um corpo sólido, capaz de produzir impressão ao tato, deixar vestígios de sua presença, tornar-se tangível, conservando as possibilidades de retomar instantaneamente seu estado etéreo e invisível.

           Para que um Espírito condense seu perispírito, tornando-se um agênere, são necessárias, além da sua vontade, uma combinação de fluidos afins peculiares aos encarnados, permissão, além de outras condições cuja mecânica se desconhece. Nesses casos a tangibilidade pode chegar a tal ponto que é possível ao observador tocar, palpar, sentir a resistência da matéria, o que não impede que o agênere desapareça com a rapidez de um relâmpago, através da desagregação das moléculas fluídicas.

           Os seres que se apresentam nessas condições não nascem e nem morrem como os homens; daí o nome: agênere - do grego: a privativo, e géine, géinomai, gerado: não gerado, ou seja, que não foi gerado.

           Podendo ser vistos, não se sabe de onde vieram, nem para onde vão. Não podem ser presos, agredidos, visto que não possuem um corpo carnal. Desapareceriam, tão logo percebessem a intenção diferente ou que os quisessem tocar, caso não o queiram permitir.

           Os agêneres, embora possam ser confundidos com os encarnados, possuem algo de insólito, diferente. O olhar não possui a nitidez do olhar humano e, mesmo que possam conversar, a linguagem é breve, sentenciosa, sem a flexibilidade da linguagem humana. Não permanecem por muito tempo entre os encarnados, não podendo se tornar comensais de uma casa, nem figurar como membros de uma família.

           Transcrevemos a seguir um exemplo extraído da Revista Espírita de 1859 - Fevereiro (EDICEL):

           "Uma pobre mulher estava na igreja de Saint-Roque em Paris, e pedia a Deus vir em ajuda de sua aflição. Em sua saída da igreja, na rua Saint-Honoré, ela encontrou um senhor que a abordou dizendo-lhe: "Minha brava mulher, estaríeis contente por encontrar trabalho? - Ah! Meu bom senhor, disse ela, pedia a Deus que me fosse achá-lo, porque sou bem infeliz. - Pois bem! Ide em tal rua, em tal número; chamareis a senhora T...; ela vo-lo dará." Ali continuou seu caminho. A pobre mulher se encontrou, sem tardar, no endereço indicado - Tenho, com efeito, trabalho a fazer, disse a dama em questão, mas como ainda não chamei ninguém, como ocorre que vindes me procurar? A pobre mulher, percebendo um retrato pendurado na parede, disse: - Senhora, foi esse senhor ali, que me enviou. - Esse senhor! Repetiu a dama espantada, mas isso não é possível; é o retrato de meu filho, que morreu há três anos. - Não sei como isso ocorre, mas vos asseguro que foi esse senhor, que acabo de encontrar saindo da igreja onde fui pedir a Deus para me assistir; ele me abordou, e foi muito bem ele quem me enviou aqui.

           O Espírito São Luiz consultado a respeito, forneceu instruções muito interessantes:

  • Reafirma: - não basta a vontade do Espírito; é também necessário permissão para ocorrer o fenômeno.
  • Existem, muitas vezes na Terra, Espíritos revestidos dessa aparência.
  • Podem pertencer à categoria de Espíritos elevados ou inferiores.
  • Têm as paixões dos Espíritos, conforme sua inferioridade; se inferiores buscam prazeres inferiores; se superiores visam fins elevados.
  • Não podem procriar.
  • Não temos meios de identificá-los, a não ser pelo seu desaparecimento inesperado.
  • Não têm necessidade de alimentação e não poderiam fazê-la; seu corpo não é real.

           Encerrando nosso estudo sobre os agêneres, relembramos que, por mais extraordinário que possam parecer, esses fatos se produzem dentro das leis da Natureza, sendo apenas efeito e aplicação dessas mesmas leis. Recomendamos aos leitores continuem a pesquisa sobre o tema nas Obras Básicas e na Revista Espírita, Fevereiro de 1859, 1860 e 1863.

BIBLIOGRAFIA:
KARDEC, Allan -
 O Livro dos Médiuns: 2. ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap VII - 2ª Parte.
KARDEC, Allan -
 Revista Espírita - 1859 - Fevereiro: 1. ed. São Paulo: EDICEL, 1985.

Tereza Cristina D'Alessandro 
Março / 2005

Centro Espírita Batuira

cebatuira@cebatuira.org.br
Rua Rodrigues Alves,588

Vila Tibério - Cep 14050-390

Ribeirão Preto (SP)

CNPJ: 45.249.083/0001-95 

Reconhecido de Utilidade Pública pela Lei Municipal nº. 3247/76.

Comentários (0) :: Permalink

• 25/2/2012 - O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – ESTUDO 106

CAPÍTULO XII: AMAI OS VOSSOS INIMIGOS

ITENS 3 E 4: PAGAR O MAL COM O BEM

Iniciando seus comentários sobre os textos evangélicos, nesse capítulo, Kardec escreve; “Se o amor do próximo é o princípio da caridade, amar aos inimigos é a sua aplicação sublime, porque essa virtude constitui uma das maiores vitórias conquistada sobre o egoísmo e o orgulho.”

             Assim sendo, pode-se compreender o porquê da dificuldade dos homens, Espíritos em evolução, em entender, aceitar e praticar esse preceito da lei divina.

             Kardec escreve baseado na realidade da situação espiritual do homem na Terra, que preciso é analisar esse amor aos inimigos, de forma mais condizente com as possibilidades atuais dos homens.

             Diz que Jesus, o mais perfeito Espírito reencarnado na Terra, sabendo do tamanho da imperfeição humana, não pretendia que se amasse aos inimigos com a mesma ternura que se tem por uma pessoa querida, visto que a ternura pressupõe confiança total, que propicia um abrir-se, integralmente, ao outro, sem medo de ser censurado, sem receio de expor-se como se é, porque confia no amor do outro em relação a si próprio.

             Sobre essa base de confiança é que a simpatia, a amizade, a ternura estabelecem os laços, crescendo nos relacionamentos diversos.

             Como, então, sentir alegria em encontrar um inimigo, como se fora um amigo?

             Lembra Kardec da lei física de assimilação e repulsão dos fluidos. Vivemos em um mundo de ondas e vibrações, irradiando-as e absorvendo-as ou repelindo-as.

             Assim, as irradiações semelhantes se atraem e as diferentes se repelem.

             “O pensamento malévolo emite uma corrente fluídica que causa penosa impressão; o pensamento benévolo envolve-nos num eflúvio agradável. Daí a diferença de sensações que se experimenta quando da aproximação de um inimigo ou de um amigo. Amar aos inimigos não pode, pois, significar que não se deve fazer nenhuma diferença entre eles e seus amigos.”

             Diz Kardec que “amar aos inimigos é não ter ódio, nem rancor, ou desejo de vingança. É perdoar-lhes sem segunda intenção e incondicionalmente, pelo mal que nos fizeram. É não opor nenhum obstáculo à reconciliação. É desejar-lhes o bem em vez do mal. É alegrar-nos em lugar de aborrecer-nos com o bem que os atinge. É estender-lhes a mão prestativa em caso de necessidade. É abster-se, por atos e palavras, de tudo o que possa prejudicá-los. É, enfim, pagar-lhes em tudo o mal com o bem, sem a intenção de humilhá-los. Todo aquele que assim fizer, cumpre as condições do mandamento: Amai os vossos inimigos.”

             Nessas explicações, vemos que para amar os inimigos não precisamos sentir vontade de abraçá-los, como sentimos aos a quem amamos. Mas, penso que, se tentarmos pôr em prática os sentimentos e atitudes do texto acima, vamos em um futuro – mais ou menos mesmo distante - sentir por eles a mesma ternura, que hoje sentimos pelos que mais amamos.

Kardec comenta também ser mais difícil entender essa máxima para quem somente aceita uma vida, do nascimento à morte. Para eles, seu inimigo é um mau caráter, que perturba seu viver, merecendo tudo de ruim que possa acontecer. “Para que perdoar-lhe? Quero mais que morra.” E assim por diante, considerando a morte o fim de tudo, inclusive do seu inimigo.

             Para o espiritualista, e mais ainda para o espírita, tudo é diferente, uma vez que a visão espiritual lhe mostra que há um longo passado, responsável pelo presente, que por sua vez irá definir o futuro.

             Compreendendo ser a Terra um mundo para Espíritos imperfeitos e rebeldes, ele busca entender as ações dos outros, tanto quanto deseja que os outros entendam as suas, procurando dominar seus maus sentimentos em relação a eles.

             Entendendo que todos estamos em um processo evolutivo, cada qual cumprindo-o à sua maneira, de acordo com as necessidades e uso do livre-arbítrio de cada um, aproveitemos a existência atual e os momentos presentes para exercitar o perdão, a compreensão, a benevolência, para com todos, inclusive, para com as pessoas que sentem aversão por nós, não aceitando esse sentimento, mas procurando transformá-lo em amizade, retribuindo o mal com o bem.

             Analisando tudo, sempre sob o ponto de vista da eternidade do Espírito imortal, aceitando as dificuldades como obstáculos a serem enfrentados e vencidos, não nos queixemos de quem nos faz o mal, visto que ele está, nesse momento, servindo, sem o saber e querer, de instrumento para nosso aprendizado e progresso, ao mesmo tempo em que está se prejudicando a si próprio, e irá receber através da lei de causa e efeito, as conseqüências da sua maldade.

             Imaginando-nos no lugar do adversário, podemos perceber que, como ofendidos, estamos, talvez, recebendo o que já fizemos, enquanto o outro está provocando novos sofrimentos para si próprio. Por que queixarmo-nos, ou reagirmos da mesma forma, mantendo um sentimento de animosidade?

             Se em lugar de lamentar as provas, agradecer a Deus por experimentá-las, “deve também agradecer a mão que lhe oferece a ocasião de mostrar a sua paciência e a sua resignação. Esse pensamento o dispõe, naturalmente, ao perdão. Ele sente, aliás, que quanto mais generoso for, mais se engrandece aos próprios olhos e mais longe se encontra do alcance dos dardos do seu inimigo.”

             Adquirindo o hábito de tudo analisar sob o ponto de vista da eternidade do Espírito, o homem se coloca acima da humanidade material, no plano moral, tendo uma visão muito maior e mais profunda da finalidade do viver na Terra, sabendo, com mais facilidade, se dispor ao bem, ao amor, não mais considerando ninguém como seu inimigo.

 

 

Bibliografia:

KARDEC, Allan - “O Evangelho Segundo o Espiritismo”

 

Leda de Almeida Rezende Ebner

Abril / 2010

 

Centro Espírita Batuira

cebatuira@cebatuira.org.br
Rua Rodrigues Alves,588

Vila Tibério - Cep 14050-390

Ribeirão Preto (SP)

CNPJ: 45.249.083/0001-95 

Reconhecido de Utilidade Pública pela Lei Municipal nº. 3247/76.

Comentários (0) :: Permalink

• 25/2/2012 - O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – ESTUDO 106

 CAPÍTULO XII: AMAI OS VOSSOS INIMIGOS

ITENS 3 E 4: PAGAR O MAL COM O BEM

Iniciando seus comentários sobre os textos evangélicos, nesse capítulo, Kardec escreve; “Se o amor do próximo é o princípio da caridade, amar aos inimigos é a sua aplicação sublime, porque essa virtude constitui uma das maiores vitórias conquistada sobre o egoísmo e o orgulho.”

             Assim sendo, pode-se compreender o porquê da dificuldade dos homens, Espíritos em evolução, em entender, aceitar e praticar esse preceito da lei divina.

             Kardec escreve baseado na realidade da situação espiritual do homem na Terra, que preciso é analisar esse amor aos inimigos, de forma mais condizente com as possibilidades atuais dos homens.

             Diz que Jesus, o mais perfeito Espírito reencarnado na Terra, sabendo do tamanho da imperfeição humana, não pretendia que se amasse aos inimigos com a mesma ternura que se tem por uma pessoa querida, visto que a ternura pressupõe confiança total, que propicia um abrir-se, integralmente, ao outro, sem medo de ser censurado, sem receio de expor-se como se é, porque confia no amor do outro em relação a si próprio.

             Sobre essa base de confiança é que a simpatia, a amizade, a ternura estabelecem os laços, crescendo nos relacionamentos diversos.

             Como, então, sentir alegria em encontrar um inimigo, como se fora um amigo?

             Lembra Kardec da lei física de assimilação e repulsão dos fluidos. Vivemos em um mundo de ondas e vibrações, irradiando-as e absorvendo-as ou repelindo-as.

             Assim, as irradiações semelhantes se atraem e as diferentes se repelem.

             “O pensamento malévolo emite uma corrente fluídica que causa penosa impressão; o pensamento benévolo envolve-nos num eflúvio agradável. Daí a diferença de sensações que se experimenta quando da aproximação de um inimigo ou de um amigo. Amar aos inimigos não pode, pois, significar que não se deve fazer nenhuma diferença entre eles e seus amigos.”

             Diz Kardec que “amar aos inimigos é não ter ódio, nem rancor, ou desejo de vingança. É perdoar-lhes sem segunda intenção e incondicionalmente, pelo mal que nos fizeram. É não opor nenhum obstáculo à reconciliação. É desejar-lhes o bem em vez do mal. É alegrar-nos em lugar de aborrecer-nos com o bem que os atinge. É estender-lhes a mão prestativa em caso de necessidade. É abster-se, por atos e palavras, de tudo o que possa prejudicá-los. É, enfim, pagar-lhes em tudo o mal com o bem, sem a intenção de humilhá-los. Todo aquele que assim fizer, cumpre as condições do mandamento: Amai os vossos inimigos.”

             Nessas explicações, vemos que para amar os inimigos não precisamos sentir vontade de abraçá-los, como sentimos aos a quem amamos. Mas, penso que, se tentarmos pôr em prática os sentimentos e atitudes do texto acima, vamos em um futuro – mais ou menos mesmo distante - sentir por eles a mesma ternura, que hoje sentimos pelos que mais amamos.

Kardec comenta também ser mais difícil entender essa máxima para quem somente aceita uma vida, do nascimento à morte. Para eles, seu inimigo é um mau caráter, que perturba seu viver, merecendo tudo de ruim que possa acontecer. “Para que perdoar-lhe? Quero mais que morra.” E assim por diante, considerando a morte o fim de tudo, inclusive do seu inimigo.

             Para o espiritualista, e mais ainda para o espírita, tudo é diferente, uma vez que a visão espiritual lhe mostra que há um longo passado, responsável pelo presente, que por sua vez irá definir o futuro.

             Compreendendo ser a Terra um mundo para Espíritos imperfeitos e rebeldes, ele busca entender as ações dos outros, tanto quanto deseja que os outros entendam as suas, procurando dominar seus maus sentimentos em relação a eles.

             Entendendo que todos estamos em um processo evolutivo, cada qual cumprindo-o à sua maneira, de acordo com as necessidades e uso do livre-arbítrio de cada um, aproveitemos a existência atual e os momentos presentes para exercitar o perdão, a compreensão, a benevolência, para com todos, inclusive, para com as pessoas que sentem aversão por nós, não aceitando esse sentimento, mas procurando transformá-lo em amizade, retribuindo o mal com o bem.

             Analisando tudo, sempre sob o ponto de vista da eternidade do Espírito imortal, aceitando as dificuldades como obstáculos a serem enfrentados e vencidos, não nos queixemos de quem nos faz o mal, visto que ele está, nesse momento, servindo, sem o saber e querer, de instrumento para nosso aprendizado e progresso, ao mesmo tempo em que está se prejudicando a si próprio, e irá receber através da lei de causa e efeito, as conseqüências da sua maldade.

             Imaginando-nos no lugar do adversário, podemos perceber que, como ofendidos, estamos, talvez, recebendo o que já fizemos, enquanto o outro está provocando novos sofrimentos para si próprio. Por que queixarmo-nos, ou reagirmos da mesma forma, mantendo um sentimento de animosidade?

             Se em lugar de lamentar as provas, agradecer a Deus por experimentá-las, “deve também agradecer a mão que lhe oferece a ocasião de mostrar a sua paciência e a sua resignação. Esse pensamento o dispõe, naturalmente, ao perdão. Ele sente, aliás, que quanto mais generoso for, mais se engrandece aos próprios olhos e mais longe se encontra do alcance dos dardos do seu inimigo.”

             Adquirindo o hábito de tudo analisar sob o ponto de vista da eternidade do Espírito, o homem se coloca acima da humanidade material, no plano moral, tendo uma visão muito maior e mais profunda da finalidade do viver na Terra, sabendo, com mais facilidade, se dispor ao bem, ao amor, não mais considerando ninguém como seu inimigo.

 

 

Bibliografia:

KARDEC, Allan - “O Evangelho Segundo o Espiritismo”

 

Leda de Almeida Rezende Ebner

Abril / 2010

 

Centro Espírita Batuira

cebatuira@cebatuira.org.br
Rua Rodrigues Alves,588

Vila Tibério - Cep 14050-390

Ribeirão Preto (SP)

CNPJ: 45.249.083/0001-95 

Reconhecido de Utilidade Pública pela Lei Municipal nº. 3247/76.

Comentários (0) :: Permalink

• 22/2/2012 - O LIVRO DOS ESPIRITOS - Estudo 43

 Livro Primeiro

As Causas Primárias

Capítulo I

Deus

I. Deus e o Infinito

II. Provas da Existência de Deus

III. Atributos da Divindade

IV. Panteísmo

 

III - Atributos da Divindade - 10 a 13

 

"(...) 10 - O homem pode compreender a natureza íntima de Deus?

 

—Não. Falta-lhe para tanto um sentido.1

 

           Conhecer a natureza de Deus, pressuporia conhecer condições anteriores, espécie, índole, caráter e nesse caso Allan Kardec teria perguntado na questão numero um quem e não que, conforme o já estudado.

 

           Estes detalhes constitutivos, estruturais do ser, o homem nesse momento evolutivo, não traz em si registros, não dispõe de conhecimentos que lhe permitam penetrar, comparar, estabelecer sínteses racionais para explicar como Deus surgiu,, do que é feito, questionamentos sem condições de serem aclaradas.


           Situações mais próximas de nós, como por exemplo, a origem do homem organicamente falando, ainda giram no campo da especulação com teorias altamente aceitáveis e ainda assim, defrontando-se com correntes que se não rechaçam, questionam.


           Como, envoltos no bom senso, poderíamos penetrar nesse entender claro da natureza de Deus?


           No decorrer desses estudos, destacou-se que a idéia que o homem faz de Deus, é relativa ao grau intelectual do momento evolutivo dos povos sendo diferentes nas diversas raças e regiões que refletiam em si, segundo a idéia aceita, o grau espiritual desse povo, região ou raça.


           Tal fato, identificando em todas as eras da Humanidade, seu estágio de desenvolvimento intelectual falam da idéia relativa que difere do absoluto único e que mostram exatamente ser impossível conceber, definir a personalidade divina.

 

"(...) Nosso Deus e um Deus ainda desconhecido, qual o era para os Vedas e para os sábios do Areópago em Atenas. A noção de alguns eminentes pais da Igreja cristã e de alguns esclarecidos teólogos modernos, aproxima-se, mais que outras quaisquer, desse Deus Desconhecido. Mas como compreendê-lo, quando nenhum Espírito criado, nem mesmo os anjos (se é que existem) poderiam fazê-lo?".2

           A Doutrina Espírita atem-se à presença de uma Causa Inteligente que dá razão à Vida dinâmica, envolvente, inalienável e permanente do Espírito. Este é o ser inteligente, imortal no qual a presença Dele é força positiva, oferecendo continuamente espaços para o crescimento e desabrochar desse Espírito. A justiça se exerce, não no arbítrio das condenações, privilégios ou intercessões, mas na misericórdia que sustenta a Vida sob ação das leis de Justiça, Amor e Caridade.

"(...) 11 - Será um dia permitido ao homem compreender o mistério da Divindade?

 

— Quando seu Espírito não estiver mais obscurecido pela matéria, e pela sua perfeição tiver se aproximado dela, então a verá e compreenderá. 1

Comenta Allan Kardec:

"(...) A inferioridade das faculdades do homem não lhe permite compreender a natureza íntima de Deus. Na infância da Humanidade, o homem o confunde muitas vezes com a criatura, cujas imperfeições lhe atribui; mas, à medida que o seu senso moral se desenvolve, seu pensamento penetra melhor o fundo das coisas, e ele faz então a seu respeito, uma idéia mais justa e mais conforme com a boa razão, embora sempre incompleta". 1

 

"(...) 12 - Se não podemos compreender a natureza íntima de Deus, podemos ter uma idéia de algumas de suas perfeições?

 

—Sim, de algumas. O homem as compreende melhor, à medida que se eleva sobre a matéria; ele as entrevê pelo pensamento". 1

           Se nesse momento não se consegue definir, descrever, circunscrever Deus por não dispor de elementos para configurá-lo, tem, entretanto o homem condições para imaginar como não pode ser e com as qualidades que deve possuir. Nesse sentido, dá atributos, características qualitativas que lhe fornecem subsídios para formar idéias sobre Seu caráter essencial.

"(...) Sem o conhecimento dos atributos de Deus, impossível seria compreender-se a obra da criação".3

           O homem assim, atribui qualificações, condições propriedades, que numa escala de valores permite-lhe distinguir, avaliar, imaginar dotes, dons, virtudes, disposição moral, intelectual, aspectos sensíveis enfim que não podem ser medidos. Usa para isso, vocábulos, expressões, superlativos que exprimem uma qualidade na significação elevada ao mais alto grau.

Bibliografia:

1. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos - q. 10

2. FLAMMARION , Camille. Deus na Natureza - cap. IV

3. KARDEC, Allan. A Gênese - cap. II – 8

 

Leda Marques Bighetti
Janeiro / 2005

 

Centro Espírita Batuira

cebatuira@cebatuira.org.br
Rua Rodrigues Alves,588

Vila Tibério - Cep 14050-390

Ribeirão Preto (SP)

CNPJ: 45.249.083/0001-95 

Reconhecido de Utilidade Pública pela Lei Municipal nº. 3247/76.

Comentários (0) :: Permalink

• 11/2/2012 - MUNDOS HABITADOS

 O Espiritismo responde

 

Hugo Gonçalves

 

Elizabeth indaga-nos: “Se existem no Universo muitos planetas habitados, há intercâmbio entre eles?”

Um dos princípios fundamentais do Espiritismo é o da pluralidade dos mundos habitados. Na obra da criação, entre os mundos destinados à encarnação de Espíritos em estágio probatório ou expiatório encontra-se a Terra, uma das inumeráveis habitações do ser humano. Evidentemente, há muitos outros mundos que abrigam humanidades semelhantes à nossa, não sendo o homem terreno o único ser dotado de inteligência, racionalidade e senso moral no Universo imenso.

Criado simples e ignorante, dotado de liberdade e inclinado tanto para o bem quanto para o mal, falível portanto, o Espírito sujeita-se a encarnar e a reencarnar, experimentando múltiplas existências corporais na Terra e em outros planetas, tantas quantas forem necessárias à sua depuração e progresso.

Esse processo realiza-se por meio das migrações dos Espíritos, isto é, da alternância das existências humanas nos dois planos da vida: o plano físico e o extrafísico ou espiritual. Todo Espírito encarnado, enquanto seu corpo tem vida, encontra-se fixado ao mundo em que encarnou. Desencarnado, passa à condição de Espírito errante, alguém que ainda necessita de novas experiências reencarnatórias para depurar-se e progredir.

No estado de erraticidade o Espírito continua vinculado ao mundo onde tem de reencarnar, mas, não estando a ele jungido pelo corpo físico, é mais livre e pode mesmo visitar outros mundos, com a finalidade de instruir-se.

As migrações de Espíritos podem ocorrer também entre mundos diferentes, ou seja, podem os Espíritos emigrar de uns para outros planetas. Uns emigram por força do progresso realizado, que os habilita a ingressar em um mundo mais adiantado; outros, ao contrário, são banidos do mundo a que pertencem, por não haverem acompanhado o progresso moral atingido pela humanidade desse mundo.

O exílio que lhes é imposto constitui verdadeiro castigo. Foi um fato dessa ordem que deu origem à raça adâmica, constituída de Espíritos exilados de um planeta distante vinculado à estrela Capela.

 

O IMORTAL

JORNAL DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA

Diretor Responsável: Hugo Gonçalves Ano 53 Nº 624 Fevereiro de 2006

RUA PARÁ, 292, CAIXA POSTAL 63

CEP 86.180-970

TELEFONE: (043) 3254-3261 - CAMBÉ - PR

Comentários (0) :: Permalink

• 10/2/2012 - “Por que é tão importante cuidar da evangelização de nossas crianças?”

 De coração para coração

 

ASTOLFO OLEGÁRIO DE OLIVEIRA FILHO

De Londrina

 

Resposta a uma jovem mãe preocupada

  

O assunto aqui ventilado no mês passado suscitou da parte de uma jovem mãe a seguinte questão: “Por que é tão importante cuidar da evangelização de nossas crianças?”

É conhecida a posição de Kardec, o Codificador do Espiritismo, com relação ao ensino moral contido no Evangelho: “Diante desse código divino, a própria incredulidade se curva. É o terreno em que todos os cultos podem encontrar-se, a bandeira sob a qual todos podem abrigar-se, por mais diferentes que sejam as suas crenças, porque nunca foi objeto de disputas religiosas, sempre e por toda parte provocadas pelos dogmas”. (Cf. O Evangelho segundo o Espiritismo, Introdução, item I.)

Depois destas sábias palavras, Kardec asseverou: “Para os homens, em particular, é uma regra de conduta, que abrange todas as circunstâncias da vida privada e pública, o princípio de todas as relações sociais fundadas na mais rigorosa justiça. É, por fim, e acima de tudo, o caminho infalível da felicidade a conquistar, uma ponta do véu erguida sobre a vida futura”. (Idem, ibidem.)

Aí está, pois, o ponto central da resposta à pergunta formulada.

Evangelizar uma pessoa é ensinar-lhe o caminho que leva à paz, à harmonia, à felicidade possível no mundo em que vivemos. E quando tal tarefa deve começar? A resposta a esta dúvida é também por demais conhecida: na infância, esse período da existência corpórea que Emmanuel assim conceituou:

“A juventude pode ser comparada a esperançosa saída de um barco para uma longa viagem. A velhice será a chegada ao porto. A infância é a preparação”.

Os Espíritos Superiores nos ensinam que, encarnando-se com o objetivo de se aperfeiçoar, o Espírito durante a infância “é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo”.

As crianças são os seres “que Deus manda a novas existências”.

“Para que não lhes possam imputar excessiva seriedade, dá-lhes todos os aspectos da inocência.

Julgando os seus filhos bons e dóceis, os pais lhes dedicam toda a afeição e os cercam dos mais minuciosos cuidados. A delicadeza da idade infantil os torna brandos, acessíveis aos conselhos da experiência e dos que devem fazê-los progredir. É na fase infantil que se lhes pode reformar o caráter e reprimir as suas más tendências. Esse é o dever que Deus confiou aos pais, missão sagrada pela qual terão de responder.” (Cf. O Livro dos Espíritos, questões 383 e 385.)

Examinando o assunto, Emmanuel adverte: “O período infantil é o mais sério e o mais propício à assimilação dos princípios educativos.

Até os sete anos, o Espírito ainda se encontra em fase de adaptação para a nova existência. Ainda não existe uma integração perfeita entre ele e a matéria orgânica. Suas recordações do plano espiritual são, por isto, mais vivas, tornando-se mais suscetível de renovar o caráter e estabelecer novo caminho. Passada a época infantil, atingida a maioridade, só o processo violento das provas rudes, no mundo, pode renovar o pensamento e a concepção das criaturas, porquanto a alma encarnada terá retomado o seu patrimônio nocivo do pretérito e reincidirá nas mesmas quedas, se lhe faltou a luz interior dos sagrados princípios educativos”. (Cf. O Consolador, pergunta 109.)-

 

 

 O IMORTAL

JORNAL DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA

Diretor Responsável: Hugo Gonçalves Ano 53 Nº 624 Fevereiro de 2006

RUA PARÁ, 292, CAIXA POSTAL 63

CEP 86.180-970

TELEFONE: (043) 3254-3261 - CAMBÉ - PR

Comentários (0) :: Permalink

• 9/2/2012 - PALAVRAS DE VIDA ETERNA - ESTUDO 53

Francisco Cândido Xavier pelo Espírito Emmanuel

 

APRIMOREMOS

 

"Não extingais o Espírito." - Paulo. (I TESSALONICENSES, 5:19).

 

           A exortação apostólica não tem o significado de aniquilamento do Espírito uma vez que esse depois de criado jamais poderá ser destruído. O versículo em questão deve ser compreendido como um convite à renovação, à necessidade de ampliar os valores espirituais. 

           Criado simples e ignorante, mas tendo em si os germens de todos os desenvolvimentos futuros, o Espírito realiza sua evolução, a pouco e pouco, no corpo e fora dele, através de experiências intelecto morais com as quais realiza o afloramento isto é, a atualização dos tesouros do Espírito.

           Embora já informados da nossa natureza espiritual, que pré-existe e transcende a vida física, permanecemos na grande maioria distantes dessa realidade, sem o espírito de serviço indispensável ao aprimoramento.

           A reencarnação por mais breve que seja tem objetivos elevados. Através dela são oferecidas condições de renovação, de crescimento, de oportunidades de fazer melhor aquilo que ontem foi negligenciado, de iniciar novas tarefas, de desenvolver novos valores, etc.

           Por isso, devemos viver como seres espirituais que somos: suprir as nossas necessidades do viver na matéria sem, no entanto, desprezar o Espírito, o ser mais importante.

           "Não ajunteis tesouros na Terra onde a traça rói, a ferrugem corrompe e os ladrões minam e roubam. Ajuntai tesouros no céu..." (Mateus, 6:19-21).

           A nossa busca não deve se restringir apenas aos valores materiais uma vez que como Espírito temos outras necessidades.

           Que valores realmente importam? Aqueles que "conferem poder e prestígio espirituais e proporcionam gozos superiores ao da matéria"3: a fé, a sabedoria, a bondade, a tolerância, etc. que não se perdem jamais e onde quer que estejamos os levamos conosco, pois são intransferíveis, inalienáveis, conquistas do ser imortal.

           Os nossos esforços devem voltar-se para o trabalho da própria educação e da prática do bem imprescindíveis ao desenvolvimento do Espírito. 

           O evangelho do Cristo é convite permanente a nossa integração nesse trabalho renovador e Emmanuel1, no mesmo propósito, reflete sobre a importância de estendermos os valores espirituais onde quer que estejamos. Ressalta todos os benefícios que a Humanidade usufrui hoje e que foram fruto do trabalho e perseverança daqueles que nos antecederam nas lutas planetárias. Não importa que a nossa tarefa seja humilde. Vale o serviço realizado, isto é, colocar-se por inteiro no ato em si, uma vez que o que dá vida aos nossos atos é a inclusão do nosso potencial, do nosso eu, envolvendo o outro em efeitos de esclarecimento e de consolo. 

           Empreguemos, pois nossas faculdades de sentimento, pensamento e ação para fazer o melhor, onde, quando, como e com quem estivermos.

           "Humilde réstia de luz que acendermos envolver-nos-á em seu clarão e a pequena semente de fraternidade que venhamos a lançar no solo da vida abençoar-nos-á com os seus frutos."1

 

Bibliografia.

1. Xavier, Francisco Cândido. "Palavras de Vida Eterna: Aprimoremos". Ditado pelo Espírito Emmanuel. CEC. 17a ed. Uberaba, MG. 1992.

2. Xavier, Francisco Cândido. "Pão Nosso: Renovação Necessária". Ditado pelo Espírito Emmanuel. FEB. 23a ed. Rio de Janeiro, RJ. 2003

3. Oliveira, Therezinha. "Na Luz do Evangelho: Mais que o Alimento". Editora Allan Kardec. Campinas, SP. 2004.

 

Iracema Linhares Giorgini
Dezembro de 2005

 

 

Citações bíblicas:

 

Paulo. (I TESSALONICENSES, 5).

19 Não extingais o Espírito;

 

(Mateus, 6).

19 Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam;

20 mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam.

21 Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.

 

 

 

Centro Espírita Batuira

cebatuira@cebatuira.org.br
Rua Rodrigues Alves,588

Vila Tibério - Cep 14050-390

Ribeirão Preto (SP)

CNPJ: 45.249.083/0001-95 

Reconhecido de Utilidade Pública pela Lei Municipal nº. 3247/76.

 

Comentários (0) :: Permalink

• 7/2/2012 - O LIVRO DOS MÉDIUNS - Estudo 43

 SEGUNDA PARTE

DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS

CAPITULO VII

MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS

 

BICORPOREIDADE E TRANSFIGURAÇÃO


Estudo 43 - Itens 120 ao 124 - Transfiguração

           A Transfiguração consiste na modificação do aspecto de um corpo vivo, excluindo-se a simples contração molecular que dá a fisionomia expressão diferente, a ponto de tornar a pessoa quase irreconhecível. O fenômeno que estudamos apóia-se no fato de que pode o Espírito operar transformações na contextura do seu envoltório perispirítico e irradiando-se esse envoltório em torno do corpo qual atmosfera fluídica, pode produzir na superfície mesma do corpo, por um fenômeno análogo ao das aparições, modificações tais como, apagar-se a imagem real mais ou menos completamente, sob a camada fluídica, e assumir outra aparência; ou, então, vistos através da camada fluídica modificada, os traços primitivos podem tomar outras expressões. 

           Assim se operam as transfigurações, que refletem sempre qualidade e sentimentos predominantes do Espírito. O fenômeno resulta, portanto, de uma transformação fluídica; é uma espécie de aparição perispíritica, que se produz sobre o corpo do encarnado e, algumas vezes, no momento da morte, em lugar de se produzir ao longe, como nas aparições propriamente ditas. É nas propriedades do fluido perispíritico que se encontra a explicação desse fenômeno. 

           Admite-se, em princípio, que o Espírito pode dar ao seu perispírito todas as aparências; que, por uma modificações das disposições moleculares, pode lhe dar a visibilidade, a tangibilidade e em conseqüência a opacidade. Que o perispírito de uma pessoa encarnada, fora do corpo pode passar pelas mesmas transformações e que essa mudança de estado se realiza por meio da combinação dos fluidos. 

           Imaginemos o perispírito de uma pessoa encarnada irradiando ao redor do corpo de maneira a envolvê-lo como uma espécie de vapor; nesse estado ele pode sofrer as mesmas modificações que o perispírito de um desencarnado. Se deixar de se transparente, o corpo pode desaparecer, tornar-se invisível, como se estivesse mergulhado num nevoeiro. Poderá mudar de aspecto, tornar-se mais opaco ou brilhante, conforme a vontade ou o poder do Espírito, e outro Espírito, combinando seu fluido com esse, pode substituir a aparência dessa pessoa, de maneira que o corpo real desapareça coberto por um envoltório físico exterior cuja aparência poderá variar como o Espírito quiser. Assim pode-se explicar o estranho fenômeno - e raro, afirma Allan Kardec, - da transfiguração.

           Exemplo desse fenômeno podemos encontrar no item 122 do capítulo que estamos estudando. No item 125 desse mesmo capítulo, o Codificador cita o estranho fenômeno dos agêneres, explicando que por mais extraordinário que pareça à primeira vista, não é mais sobrenatural do que outros e, remete os estudiosos à Revista Espírita, edição de fevereiro de 1859, para aprofundamento do tema. Em nosso próximo estudo também abordaremos os agêneres.

BIBLIOGRAFIA

KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap VII - 2ª Parte

JORGE, Jorge - Antologia do Perispírito: 4. ed. Rio de Janeiro: CELD, 1991 - Referências 430 a 451.

ZIMMERMANN, Zalmino - Perispírito: 1. ed. Campinas: CEAK. 2000 - Cap II - Propriedades do Perispírito.

 

Tereza Cristina D'Alessandro 
Fevereiro / 2005

 

 

Centro Espírita Batuira

cebatuira@cebatuira.org.br
Rua Rodrigues Alves,588

Vila Tibério - Cep 14050-390

Ribeirão Preto (SP)

CNPJ: 45.249.083/0001-95 

Reconhecido de Utilidade Pública pela Lei Municipal nº. 3247/76.

Comentários (0) :: Permalink

• 6/2/2012 - O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – ESTUDO 105

 CAPÍTULO XII; AMAI OS VOSSOS INIMIGOS


ITENS: 1 e 2: PAGAR O MAL COM O BEM

“Tendes ouvido o que foi dito: Amarás ao teu próximo e aborrecerás ao teu inimigo.

Mas eu vos digo: Amai os vossos inimigos, fazei bem ao que vos odeia e orai pelos que vos perseguem e caluniam, para serdes filhos de vosso Pai, que está nos Céus, o qual fez nascer o seu sol sobre bons e maus, e vir chuva sobre justos e injustos. 

   Porque, se não amardes senão os que vos amam, que recompensa haveis de ter?

Não fazem os publicanos também assim? E se saudares somente aos vossos irmãos, que fazeis nisso de especial? Não fazem também assim os gentios?

Eu vos digo que, se a vossa justiça não for maior e mais perfeita que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos Céus.“ (Mateus, V: 43 a 47 e 20).

             “E se vós amais somente aos que vos amam, que merecimento é o que tereis? Pois os pecadores também amam os que os amam. E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que merecimento é o que vós tereis? Porque isso mesmo fazem também os pecadores. E se emprestardes somente àqueles de quem esperais receber, que merecimento é o que vós tereis? Porque também os pecadores emprestam uns aos outros, para que se lhes faça outro tanto. 

            Amai, pois, os vossos inimigos, fazei bem e emprestai, sem nada esperar, e tereis muito avultada recompensa, e sereis filhos do Altíssimo, que faz bem aos mesmos que lhe são ingratos e maus. 

             Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. (Lucas: VI: 32 a 36)

             Publicanos eram os funcionários encarregados da cobrança dos impostos e das rendas de toda espécie, em Roma e nas outras partes do Império Romano. Os riscos a que estavam sujeitos, faziam as autoridades fecharem os olhos para seu enriquecimento. 

             Os judeus tinham horror aos impostos e, por conseqüência, odiavam os encarregados de recebê-los.

             Gentios, entre os hebreus, eram todos os estrangeiros ou os que não professavam a religião judaica.

             Escribas eram os encarregados de escrever a lei e explicá-la e também certos intendentes do exército judeu. Mais tarde, essa designação era dada também aos doutores da lei, que ensinavam a lei de Moisés e a interpretavam para o povo. Faziam causa comum com os fariseus, participando dos seus princípios e de sua aversão aos inovadores. Por isso, Jesus os envolve na mesma reprovação.

             Fariseus eram os participantes da seita mais importante dos judeus, fundada nos anos de 180 a 200 antes de Cristo, por Hilel, doutor judeu nascido na Babilônia, que ensinava que a fé só era dada pelas Escrituras. Eram observadores rigorosos das práticas exteriores do culto e das cerimônias, inimigo das inovações; afetavam grande severidade de costumes, exerciam grande influência sobre o povo. A religião para eles era mais um meio de subir no poder do que objeto de uma fé sincera. (1)

             Sempre que Jesus expressa a idéia: “Tendes ouvido... mas eu vos digo...” está, claramente, comprovando que a Verdade vai sendo revelada de acordo com a evolução do Espírito imortal , razão pela qual, não se tem ainda, todas as respostas para as indagações feitas pela inteligência humana.

             Reafirma, contudo, que, na medida do desenvolvimento intelectual e moral, todos chegarão à Verdade, promessa feita por Jesus quando disse: “Bem-Aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus.” (Mateus, V: 8) e” Conhecereis a verdade e ela vos libertará.” (João, 8 : 32). Deus é a Verdade Absoluta, pois, tudo vem d’Ele.

             Nos textos que iniciam este estudo, Jesus conclama o amor aos inimigos, algo difícil para Espíritos em desenvolvimento, mais próximos da animalidade do que da angelitude, como disse Emmanuel.

             A humanidade terrena, com exceções, ainda não aprendeu a amar seus próximos mais próximos e Jesus diz que se deve também amar os inimigos.

             Mas quem são esses inimigos? Podem ser os nossos próximos mais próximos, as pessoas com as quais não nos simpatizamos, às vezes até sem saber porque, com as quais temos relacionamentos difíceis, às vezes uma mescla de amor e animosidade, num antagonismo de sentimentos e de emoções. Podem fazer parte da família, do grupo de trabalho, da vizinhança, do clube de recreação...

             Muitas vezes, são adversários do passado, que estão conosco para que transformemos a antipatia em simpatia, a aversão em amizade, o desamor em amor, através da boa vontade em uma convivência ou relacionamento mais agradável, na busca das qualidades boas nossas e dos outros, e na tolerância aos defeitos e imperfeições alheias.

             Esses textos demonstram também, com clareza, que o que tem mais entendimento das leis divinas, tem por dever, ser melhor do que aquele que tem menos. “A todo aquele a quem muito foi dado, muito será pedido.” (Lucas, XII: 48).

             Assim, o espírita, que tem maiores e melhores conhecimentos sobre a realidade do Espírito, sobre o mundo espiritual, sobre a evolução contínua de tudo, tem de expressar um comportamento diferenciado no relacionamento com todas as pessoas.

             Tem de esforçar-se para desenvolver, em si, as qualificações nobres que lhe permitirão, um dia, amar a todos, incondicionalmente, como irmãos, filhos de um mesmo Pai, não importando quem sejam, o que sentem, o que pensam e como agem, assim como Deus e Jesus nos amam.

             Absurdo? Não. Possível? Sim. Na própria Terra, existem exemplos de pessoas que se doaram, por amor, que se esqueceram de si por amor ao próximo, sem preocupar-se quem e como ele é.

             A misericórdia divina criou o recurso da lei das reencarnações para que todos os seus filhos alcançassem a perfeição e a felicidade, que todos trazem como meta maior dentro de si, equivocando-se muitas e muitas vezes no caminho a seguir, mas sempre impulsionados ao progresso contínuo, desenvolvendo todo o seu potencial intelectual e moral.

             Nesse viver em mundos materiais, tantas vezes quantas forem necessárias, os sentimentos e as emoções negativos, frutos dos equívocos, são eliminados, e os sentimentos nobres se firmarão, tornando todos esses filhos de Deus sábios e bons.

             Aproveitemos esta existência para compreender esses ensinos de Jesus, aceitá-los e tê-los como alvo, nos relacionamentos e convivências atuais, fazendo crescer nossa família espiritual, para um dia, amarmos a todos, indistinta e incondicionalmente.

             Importante no texto de Lucas: “... e sereis filhos do Altíssimo, que faz bem aos mesmos que lhe são ingratos e maus.” Deus não deixa de amar os filhos rebeldes, que não seguem Suas leis, visto que Seu amor é incondicional, é perfeito. Dá a todos as mesmas oportunidades de desenvolvimento do amor em si, dá a todos o mesmo potencial de qualificações nobres, e espera que no uso do livre-arbítrio, no atendimento à voz da consciência, cada um chegue, um dia, ao desenvolvimento do Seu reino dentro de si. 

 

Bibliografia:

KARDEC, Allan -“ O Evangelho Segundo o Espiritismo”

 

 

 

Leda de Almeida Rezende Ebner

Março / 2010

 

 

 

Citações bíblicas

 

MATEUS 5

8 Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.

 

MATEUS 5

20 Pois eu vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.

 

MATEUS 5

43 Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo.

44 Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem;

45 para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos.

46 Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? não fazem os publicanos também o mesmo?

47 E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis demais? não fazem os gentios também o mesmo?

 

LUCAS 6

32 Se amardes aos que vos amam, que mérito há nisso? Pois também os pecadores amam aos que os amam.

33 E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que mérito há nisso? Também os pecadores fazem o mesmo.

34 E se emprestardes àqueles de quem esperais receber, que mérito há nisso? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto.

35 Amai, porém a vossos inimigos, fazei bem e emprestai, nunca desanimado; e grande será a vossa recompensa, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os integrantes e maus.

36 Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.

 

LUCAS 12

48 mas o que não a soube, e fez coisas que mereciam castigo, com poucos açoites será castigado. Daquele a quem muito é dado, muito se lhe requererá; e a quem muito é confiado, mais ainda se lhe pedirá.

 

JOÃO 8

32 e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

 

Centro Espírita Batuira

cebatuira@cebatuira.org.br
Rua Rodrigues Alves,588

Vila Tibério - Cep 14050-390

Ribeirão Preto (SP)

CNPJ: 45.249.083/0001-95 

Reconhecido de Utilidade Pública pela Lei Municipal nº. 3247/76.

Comentários (0) :: Permalink

• 4/2/2012 - O LIVRO DOS ESPIRITOS - Estudo 42

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA

Livro Primeiro

As Causas Primárias

Capítulo I

Deus

                                    I.        Deus e o Infinito

                                  II.        Provas da Existência de Deus

                                III.        Atributos da Divindade

                                 IV.        Panteísmo

 

II - Provas da Existência de Deus - 4 a 9

 

          "(...) 9 — Onde se pode ver, na causa primaria, uma inteligência suprema superior a todas as outras?

          Basta que o homem se detenha a fitar, a refletir ante a beleza de uma noite estrelada, a poesia envolvente do luar, para sentir, mesmo sem saber, que se detém dentro de círculo estreito de entendimento acanhado.

          Se busca os sábios aprende ser o Sol 1.300.000 vezes maior que a Terra fornecendo-lhe calor, iluminando e sustentando-a.

          Descobre que a Lua é insignificante satélite distante 380.000 quilômetros a funcionar como ancora do planeta que entre outros, evolucionam muito longe, em órbitas próprias, no espaço imenso.

          Dentre eles, destaca-se Marte, que passa a cerca de 56.000.000 quilômetros da Terra, na época em que sua rota mais se aproxima do planeta.

          Se o nosso Sol se nos afigura tão importante, em pujança que nos sustenta, há outros centros de vida que o ofuscam: Sirius, Polux, Capela 5.800 vezes maior, Antares com volume superior e Canópus com brilho oitenta vezes mais resplandecente que o nosso Sol.

          "(...) Deslumbrado, apercebe-se de que não existe vácuo, de que a vida é patrimônio da gota d'água, tanto quanto é a essência dos incomensuráveis sistemas siderais". 2

          Graças a telescópicos de moderna tecnologia sabe-se que na nossa Via Láctea existem cem bilhões de estrelas e que no Universo existem dez bilhões de galáxias, classificadas sob três tipos distintos: espirais, elípticas e irregulares, cada uma atendendo a características e funções próprias.

          Além delas, vencendo distâncias inimagináveis "quasars", fontes quase estelares de radiação, as "pulsars", as "manchas" espaciais e "supernovas" que produzem brilho de até dez milhões de vezes mais.

          "(...) lares de bênçãos, oceanos de luz indefinível, impenetrável". 4 

          Se os mesmos raciocínios forem feitos em relação ao micro-cosmo, o corpo físico, a esfera sensorial, visão, audição, tato, estrutura cerebral, células, bilhões delas tudo em harmoniosa complexidade. Sistema nervoso, audição com o registro dos sons, selecionando ruídos e palavras; o centro da fala, o gosto, nas papilas da língua, o esqueleto ósseo, as fibras musculares, o aparelho digestivo, o tubo intestinal, o motor do coração,

          "(...) a fábrica de sucos do fígado, o vaso de fermentos do pâncreas, o caprichoso sistema sangüíneo com seus milhões de vidas microscópicas e com suas artérias vigorosas, que suportam a pressão de várias atmosferas; o avançado laboratório dos pulmões; o precioso serviço de seleção dos rins, a epiderme com seus segredos dificilmente abordáveis; os órgãos veneráveis da atividade genésica e os fulcros elétricos e magnéticos das glândulas no sistema endócrino". 2

          "(...) No corpo humano, temos na Terra o mais sublime dos santuários e uma das supermaravilhas da Obra Divina". 2 3

          "(...) __ Tendes um provérbio que diz o seguinte: __ Pela obra se conhece o autor. Pois bem: vede a obra e procurai o autor! É o orgulho que gera a incredulidade. O homem orgulhoso nada admite acima de si, e é por isso que se considera um espírito forte. Pobre ser, que um sopro de Deus pode abater! 1

          Fecham nossas reflexões sobre as provas da existência de Deus, as palavras de Allan Kardec quando escreve que:

          "(...) Julga-se o poder de uma inteligência pelas suas obras. Como nenhum ser humano pode criar o que a Natureza produz, a causa primária há que estar numa inteligência superior à Humanidade.
Sejam quais forem os prodígios realizados pela inteligência humana, esta inteligência tem também uma causa primária. É a inteligência superior a causa primária de todas as coisas, qualquer que seja o nome pelo qual o homem a designe”. 1

 

Deus

Autor Desconhecido

 

Passei tanto tempo

Te procurando

Não sabia onde estavas

infinito, não Te via

E pensava comigo mesmo, será que Tu existe?

Não me contentava na busca e prosseguia

Tentava Te encontrar nas religiões e nos templos

Tu também não estavas.


Te busquei através dos sacerdotes e pastores,
Também não Te encontrei
Senti-me só, vazio, desesperado e descri.
E na descrença Te ofendi,
E na ofensa tropecei,
E no tropeço caí,
E na queda senti-me fraco
Fraco procurei socorro
No socorro encontrei amigos
Nos amigos encontrei carinho
No carinho vi nascer o amor
Com amor eu vi um mundo novo.

E no mundo novo resolvi viver
O que recebi, resolvi doar
Doando alguma coisa muito recebi
E em recebendo senti-me feliz
E ao ser feliz, encontrei a paz
E tendo a paz foi que enxerguei
Que dentro de mim é que Tu estavas
E sem procurar-Te
Foi que Te encontrei.


Bibliografia:

1. KARDEC, Allan.O Livro dos Espíritos - 4 a 9

2. XAVIER, Francisco C. - Emmanuel (Espírito) Roteiro 1 a 3

3. MENSAGENS E ORAÇÕES. Autor desconhecido. Deus - pág. 4

 

Leda Marques Bighetti
Dezembro / 2004

 

Centro Espírita Batuira

cebatuira@cebatuira.org.br
Rua Rodrigues Alves,588

Vila Tibério - Cep 14050-390

Ribeirão Preto (SP)

CNPJ: 45.249.083/0001-95 

Reconhecido de Utilidade Pública pela Lei Municipal nº. 3247/76.

Comentários (1) :: Permalink

Sobre Mim

Doutrina espirita estudos, artigos

«  May 2012  »
MonTueWedThuFriSatSun
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031 

Links

Home
Perfil
Arquivos
Amigos
Email
My Blog's RSS

Amigos

renatinha123
CarolineArgon
sandralourenco
miriampoeta
maiarah
ciganinha2012
luduvice
ketlyn21
amar
Dainara
ShirleyHahn
Página 1 de 3
Última Página | Próxima Página