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Geografia Em Todos os Sentidos !!!

Descobrimento da América III

09:05 AM, 14/9/2010 .. 0 comentários .. Link

Descoberta do continente americano chamado Novo Mundo pelo navegador italiano Cristóvão Colombo. Entre 1492 e 1504, em quatro viagens sob as ordens da Coroa espanhola, Colombo abre caminho para a conquista e a colonização da América.

A expansão marítima é motivada pelo desejo dos reinos europeus, principalmente Portugal e Espanha, de expandir seus domínios territoriais e conquistar rotas alternativas de comércio. O principal objetivo é chegar às Índias – nome genérico que inclui todo o Oriente –, grande fornecedora de especiarias e um novo mercado de consumo. Para evitar a travessia do Mediterrâneo, dominado por comerciantes italianos e muçulmanos, Portugal busca uma rota alternativa contornando a África e acaba por estabelecer bases nas costas do continente. Na Espanha, os reis católicos Fernando II e Isabel I decidem financiar viagens às Índias depois de expulsar os mouros (árabes muçulmanos), que por mais de cinco séculos dominaram a região. Sob influência de Colombo e do navegador florentino Américo Vespúcio, os reis escolhem a direção ocidental, com base na tese da esfericidade da Terra.

Viagens dos exploradores – A frota da primeira viagem de Colombo, formada pelos navios Santa Maria, Pinta e Niña, deixa o porto espanhol de Palos no dia 3 de agosto de 1492. Em 12 de outubro aporta na ilha de San Salvador (Bahamas), pensando ter alcançado as Índias.

Em 1500 é descoberto o Brasil. Entre 1503 e 1513, Vespúcio e outros navegadores exploram as Antilhas e o litoral atlântico ao sul dos territórios descobertos. Em 1508 chegam à península de Yucatán (México) e, em 1512, alcançam a Flórida e o delta do rio Mississippi (EUA). Concluem tratar-se de um novo continente, que é denominado América em homenagem a Vespúcio.

Fonte: br.geocities.com

Descobrimento da América
   

Em 12 de outubro de 1492, o navegador Cristóvão Colombo descobre a América, a terra nova. Ele avista Guanaani e nela se aporta (San Salvador, nas Pequenas Antilhas), sem ter noção da grande descoberta. Pensa ter chegado mais ao norte das Índias.

Mas trata-se ainda de sua primeira viagem. A primeira das outras quatro que faria ao continente americano. Só depois, nas viagens de 1493, 1498 e 1502 é que o navegador genovês reconhece a originalidade da ilhas do Caribe. Essa "América" que Colombo imagina ser o paraíso terrestre.

Com essa descoberta, Colombo marca um tempo novo. Um tempo que mudou de forma significativa e irreversível a face do mundo: as relações políticas, econômicas e sociais entre os povos do ocidente.

Uma vez descoberta, a América foi colonizada principalmente por quatro povos - espanhol, português, inglês e francês. De acordo com o tipo de interesse do colonizador em determinada região do continente, ocorreram formas de colonizar diferenciadas, na verdade duas: colonização de povoamento e de exploração.

Nas colônias de povoamento, as características básicas foram: pequena propriedade, policultura e mão-de-obra familiar, visando ao mercado interno (a parte norte dos Estados Unidos foi um exemplo desse tipo de colônia). Já na de exploração, predominou a grande propriedade, a monocultura e o trabalho escravo, de olho no mercado europeu (a exemplo do que ocorreu no Brasil e em praticamente toda América Latina).

Fonte: www.ufg.br

 

 

Descobrimento da América

Descobrimento da América

Descobrimento da América

Descobrimento da América

 

Descobrimento da América



Descobrimento da América II

09:04 AM, 14/9/2010 .. 0 comentários .. Link

12 DE OUTUBRO

Em 12 de outubro de 1492, o navegador Cristóvão Colombo descobre a América, a terra nova. Ele avista Guanaani e nela se aporta (San Salvador, nas Pequenas Antilhas), sem ter noção da grande descoberta. Pensa ter chegado mais ao norte das Índias.

Mas trata-se ainda de sua primeira viagem. A primeira das outras quatro que faria ao continente americano. Só depois, nas viagens de 1493, 1498 e 1502 é que o navegador genovês reconhece a originalidade da ilhas do Caribe. Essa "América" que Colombo imagina ser o paraíso terrestre.

Com essa descoberta, Colombo marca um tempo novo. Um tempo que mudou de forma significativa e irreversível a face do mundo: as relações políticas, econômicas e sociais entre os povos do ocidente.

QUEM FOI COLOMBO?

Cristóvão Colombo nasceu em Gênova, na Itália, no ano de 1451. Pertencia a uma rica família de artesãos e, apesar de ter vivido nesse importante centro mercantil, não obteve uma formação intelectual profunda.

Fez contato com os conhecimentos relacionados à navegação e à cartografia - saber comum, na época, em qualquer porto cosmopolita. Sua primeira aventura no mar aconteceu aos dez anos de idade.

Em 1476, então com 25 anos, Colombo naufragou ao largo do Algarve, a bordo de uma embarcação mercante flamenga. Por conta desse naufrágio, ele acabou indo para Lisboa, onde já morava seu irmão Bartolomeo.

Dizem que Portugal marcou Colombo não só na língua, mas também nos seus conhecimentos marítimos e no seu espírito aventureiro. Em outras palavras, dizem que Portugal é que fez de Colombo, Colombo.

Exagero ou não, a verdade é que o navegador genovês viveu um bom tempo em Lisboa e casou-se com uma abastada portuguesa da Ilha da Madeira. A única coisa que Portugal negou a Colombo foi a delegação de poderes para navegar com o apoio da coroa portuguesa.

OS REIS CATÓLICOS DA ESPANHA

O reino de Portugal tinha consciência dos interesses econômicos e políticos que envolviam a corrida pelo domínio dos mares e das novas terras por descobrir.

Tentando manter seu monopólio sobre as navegações, os portugueses negam a Colombo, em 1485, a delegação de poderes para a navegação.

Poder esse que ele só conseguiria tempos depois, pelas mãos e bênçãos dos Reis Católicos de Aragão e Castela, mais precisamente em abril de 1492.

Com carta branca para agir, Colombo partiu das Ilhas Canárias no comando de duas caravelas (Pinta e Nina) e de uma nau galega (Santa Maria), no dia nove de setembro de 1492, rumo a novas rotas. Foi à frente de uma tripulação sedenta de riquezas e especiarias.

Após mais três viagens à América, a morte da rainha Dona Isabel de Castela - sua mecenas - e cair doente, o navegador italiano morreu em Valladolid, na Espanha, no ano de 1506.

OS COLONIZADORES

Uma vez descoberta, a América foi colonizada principalmente por quatro povos - espanhol, português, inglês e francês. De acordo com o tipo de interesse do colonizador em determinada região do continente, ocorreram formas de colonizar diferenciadas, na verdade duas: colonização de povoamento e de exploração.

Nas colônias de povoamento, as características básicas foram: pequena propriedade, policultura e mão-de-obra familiar, visando ao mercado interno. Já na de exploração, predominou a grande propriedade, a monocultura e o trabalho escravo, de olho no mercado europeu.

 

COMO É DIVIDIDA A AMÉRICA

O continente americano é dividido geograficamente em América do Norte, América Central (incluindo Caribe) e América do Sul. Banhado a Oeste pelo oceano Pacífico e a Leste e pelo Atlântico, é o segundo maior continente do mundo, com 42.560.270 km2.

Há também uma divisão socioeconômica, que difere da geográfica e reparte o continente em dois blocos: Canadá e Estados Unidos ao Norte e a chamada América Latina (que inclui o México, país geograficamente localizado na América do Norte, e os demais países da América Central e do Sul).

Esta última divisão mostra a gritante diferença econômica que existe entre as duas áreas. Enquanto Estados Unidos e Canadá apresentam Produto Interno Bruto (PIB) dos mais altos no mundo, a maioria dos outros 33 países que compõem a parte Latina vivem problemas sociais graves, por conta da pobreza.

Fonte: www.ibge.gov.br



Descobrimento da América

09:04 AM, 14/9/2010 .. 0 comentários .. Link

Cristóvão Colombo nasceu em Gênova, na Itália, no ano de 1451. Pertencia a uma rica família de artesãos e, apesar de ter vivido nesse importante centro mercantil, não obteve uma formação intelectual profunda.

Fez contato com os conhecimentos relacionados à navegação e à cartografia - saber comum, na época, em qualquer porto cosmopolita. Sua primeira aventura no mar aconteceu aos dez anos de idade.

Em 1476, então com 25 anos, Colombo naufragou ao largo do Algarve, a bordo de uma embarcação mercante flamenga. Por conta desse naufrágio, ele acabou indo para Lisboa, onde já morava seu irmão Bartolomeo.

Dizem que Portugal marcou Colombo não só na língua, mas também nos seus conhecimentos marítimos e no seu espírito aventureiro. Em outras palavras, dizem que Portugal é que fez de Colombo, Colombo.

Exagero ou não, a verdade é que o navegador genovês viveu um bom tempo em Lisboa e casou-se com uma abastada portuguesa da Ilha da Madeira. A única coisa que Portugal negou a Colombo foi a delegação de poderes para navegar com o apoio da coroa portuguesa.


O reino de Portugal tinha consciência dos interesses econômicos e políticos que envolviam a corrida pelo domínio dos mares e das novas terras por descobrir.

Tentando manter seu monopólio sobre as navegações, os portugueses negam a Colombo, em 1485, a delegação de poderes para a navegação.

Poder esse que ele só conseguiria tempos depois, pelas mãos e bênçãos dos Reis Católicos de Aragão e Castela, mais precisamente em abril de 1492.

Com carta branca para agir, Colombo partiu das Ilhas Canárias iniciando a sua viagem na madrugada de 3 de Agosto de 1492 como Capitão da Armada e da nau onde seguia, numa frota formada pela nau Santa Maria, a caravela redonda Pinta capitaneada por Martín Alonso de Pizón e a caravela latina Nina com Vicente Yáñez Pinzón como capitão. A tripulação era composta por um total de 90 homens, segundo Las Casas e Fernando Colombo, ou 120 já segundo Gonçalo Fernadez de Oviedo.

Devido a uma avaria, a caravela Pinta é forçada a regressar e atracar em Las Palmas, a 6 de Agosto para reparações.

no comando de duas caravelas (Pinta e Nina) e de uma nau galega (Santa Maria), no dia nove de setembro de 1492, rumo a novas rotas. Foi à frente de uma tripulação sedenta de riquezas e especiarias.

Após mais três viagens à América, a morte da rainha Dona Isabel de Castela - sua mecenas - e cair doente, o navegador italiano morreu em Valladolid, na Espanha, no ano de 1506.

Cristóvão Colombo chega a Las Palmas a 25 de Agosto, onde muda o aparelho latino da Nina para redondo como o da Pinta. A Armada sai finalmente 1 de Setembro de Las Palmas rumo a águas nunca até então navegadas. Colombo tinha como objetivo manter-se no paralelo a Oeste das Ilhas Canárias, não só devido a ordenação dos Reis Católicos de que não fosse mais a Sul que as ilhas Canárias, para que não infringisse o Tratado de Alcaçovas, não suscitando assim as reclamações de Portugal, mas também porque em termos de orientação seria mais fácil, uma vez que se orientaria pela Carta de Toscanelli, onde a Antilha estava representada, somente necessitando de seguir na direção Oeste, procurando apenas uma coordenada, a longitude.

A 7 de Outubro Colombo, de acordo com as indicações de Martín Alonso Pinzín, corrige o rumo para sudoeste; esta mudança providencial foi pois se não o tivesse feito iria rumar às costas da Florida, arriscando-se a ser levado pelas correntes do Golfo o que os obrigaria a dar a volta sem descobrirem nada.

Durante o pôr do Sol do dia 11 de Setembro são detectados sinais evidentes da proximidade de terra e, na madrugada de dia 12, é avistada terra pela caravela Pinta. Tinham então chegado ao grupo das Bahamas, à ilha de Guanahaní para os Índios, mas denominada por Colombo por ilha de S. Salvador. O primeiro desembarque ocorreu na Baía Long, na Costa Ocidental, local onde foi colocado o estandarte Real pelo, a partir de então, Almirante Colombo, e as bandeiras da Cruz Verde pelos restantes capitães, tendo o escrivão da armada, Rodrigo de Escobedo, lavrado a ata da tomada de posse desta nova terra.

A 15 de Outubro é descoberta a ilha de S. Maria da Conceição, a 19 a ilha Isabela, la Saometo para os índios, conhecida hoje como Crooked. A 21 Outubro Colombo pensa ter encontrado o Cipango (Japão) quando se deparou com a ilha de Cuba. A 28 do mesmo mês entra na baía de San Salvador, na costa norte da ilha de Cuba, onde envia uma embaixada ao seu interior, do que recebe a primeira indicação de que em terra as populações eram miseráveis, contrariando as expectativas de terem chegado à Índia.

Após 1495 a América do Norte foi alcançada por outros navegadores, com João Fernandes Lavrador e Pero Barcelos que alcançaram a Groenlândia e a “Terra do Lavrador”, sob ordem do Rei D. Manuel. Já ao serviço da Inglaterra João Caboto alcança a mesma Região em 1496.

D. Manuel recebe informações sobre esta zona como sendo composta por um mar cheio de gelo, onde abundam rios, árvores de fruto e animais e cujos habitantes vivem da pesca, utilizando utensílios de pedra.

Em 1500 aparecem pela primeira vez na carta de Juan de La Cosa as terras da América do Sul, os estados do Brasil, das três Guianas e da Venezuela, inicialmente descobertas por Alonso Ojeda e Cosa em 1499 e por Vicente Yañez Pinzón em Janeiro de 1500, e finalmente em Março de 1500 por Pedro Álvares Cabral com o descobrimento da ilha de Vera Cruz.

O descobrimento da América fez desabar uma idéia antiga de que, grosso modo, o mundo era constituído apenas por um bloco tricontinental composto pela Ásia, África, Europa e cercado por um enorme oceano. Com o conhecimento do Novo Mundo dá-se uma total dessacralização da representação cosmográfica conhecida até então, e que se acentuará com o conhecimento progressivo do continente americano.

Com essa descoberta, Colombo marca um tempo novo. Um tempo que mudou de forma significativa e irreversível a face do mundo: as relações políticas, econômicas e sociais entre os povos do ocidente.

Uma vez descoberta, a América foi colonizada principalmente por quatro povos - espanhol, português, inglês e francês. De acordo com o tipo de interesse do colonizador em determinada região do continente, ocorreram formas de colonizar diferenciadas, na verdade duas: colonização de povoamento e de exploração.

Nas colônias de povoamento, as características básicas foram: pequena propriedade, policultura e mão-de-obra familiar, visando ao mercado interno. Já na de exploração, predominou a grande.

Fonte: www.feranet21.com.br



América: O Encontro entre dois Mundos

09:02 AM, 14/9/2010 .. 0 comentários .. Link

O encontro entre dois mundos

O descobrimento desencadeou um processo de pilhagem, conquista e colonização que se estende até os dias atuais. Por isso, o termo "descobrimento" vem sempre obedecendo a uma lógica eurocêntrica.

Na visão do indígena, o termo "descobrimento" não foi seguido de encontro, confronto, choque, conquista, invasão, irias um longo período de "encobrimento", com o extermínio de milhões desses nativos, a destruição de seus valores culturais e a de sua condição de sujeito, impondo-lhes valores europeus: a religião, a língua e os costumes.

O “descobrimento” da América acaba sendo um termo atual em que somos os sujeitos da ação, lutando contra o “encobrimento” imposto pelos europeus através da conquista e colonização ao longo de vários séculos.

Levou muito tempo até os conquistadores europeus da América entenderem o que haviam encontrado, se é que chegaram a fazê-lo. A necessidade de classificar o universo americano incitou-os a produzir inúmeros discursos: uma extensa literatura de viagens sobre o Mundus Novus.

As grandes navegações, que marcaram o início da Idade Moderna, libertaram os europeus do estreito círculo em que se moviam à volta do Mar Mediterrâneo. Os viajantes que se aventuravam por mundos desconhecidos escreveram narrativas fantásticas para valorizar os seus feitos. Essas narrativas encontravam eco na mentalidade medieval, povoada por demônios, temores e superstições.

O descobrimento da América trouxe para cá uma legião de monstros, que através das páginas de cronistas e navegadores, foram pouco a pouco construindo a fantasia expansionista americana. Sendo essa parte do mundo desconhecida pelos europeus, nada mais natural que aqui passasse a ter livre acesso a frenética imaginação dos navegadores.

A América foi a região que se tornou o verdadeiro objeto da colonização nos tempos modernos. O aproveitamento efetivo de todos os recursos e benefícios que as colônias podiam oferecer era fator primordial. A exploração colonial possibilitou a fixação do homem europeu nas regiões americanas, bem como a implantação de mecanismos eficientes para a proposta civilizatória.

A Igreja Católica esteve intimamente ligada aos Estados Ibéricos na colonização. A colonização ibérica necessitava de uma justificação ideológica, de uma racionalização de procedimento. Esse suporte "ético" foi dado pela Igreja. A fé cristã e a necessidade de salvar almas para Deus passaram a ser justificativas para a colonização.

Os principais fatores que levaram à colonização das Américas estão ligados à profunda crise que abalou a Europa, a partir do século XIII. A falta de mercados, a grande fome, as epidemias e a super exploração pela nobreza feudal fizeram desaparecer grande quantidade de camponeses e, como conseqüência, houve o retraimento do comércio. A colonização passa a ser vista como uma promissora chance de recuperação de uma Europa em crise, política, econômica, social e religiosa.

Os povos pré-colombianos

Os eurocentristas ignoravam qualquer possibilidade de existência de povos civilizados na América. Para eles, era impossível admitir que enquanto camponeses morriam de fome, na decadente Europa feudal, Estados organizados e centralizados construíam na América complexas obras, dignas de povos altamente desenvolvidos.

Os povos da América estavam, em 1492, em diferentes estágios de desenvolvimento, Dentre eles, os Astecas, no México, os Maias, na região central, e os lncas, na América Latina, atuaram como sintetizadores de culturas anteriores e, ao mesmo tempo, como focos irradiadores de civilização, Entretanto, impaciente para se tornar rica a tripulação de Colombo não se conformou com os presentes em ouro e prata dados pelos, até então, pacíficos habitantes dos trópicos e começou a saquear as aldeias indígenas. Os europeus dizimaram os construtores de uma civilização que em diversos aspectos superava a sua, desestruturaram os avanços científicos transmitidos por gerações de americanos e, sobretudo, destruíram as possibilidades de um desenvolvimento autônomo.

Segundo uma profecia maia, eles teriam previsto a chegada dos brancos, como mostra o documento abaixo:

“A terra queimará e haverá grandes círculos brancos no céu. A amargura surgirá e a abundância desaparecerá. A terra queimará e a guerra de opressão queimará. A época mergulhará em graves trabalhos. De qualquer modo, isso será visto. Será o tempo da dor das lágrimas e da miséria. É o que está para vir”

Livro de Chilam Balam de Chumayel, trad. de B. Peret, p. 125.

Os relatos e pinturas deixados pelos astecas sobre a conquista somam mais de doze. Além de poemas, existem várias pinturas com glifos indígenas sobre o que se passou naquele momento, segundo a visão ameríndia.

As lutas posteriores da conquista, registradas pelos historiadores indígenas, testemunham o heroísmo da defesa. Mas a derrota final, ao ser narrada nos textos astecas, já é o depoimento de um trauma profundo. A visão final é dramática e trágica. Pode-se ver isso claramente no canto abaixo:

Canto triste

Nos caminhos jazem dardos quebrados.

os cabelos estão espalhados.

Destelhadas estão as casas,

incandescentes estão seus muros.

Vermes abundam por ruas e praças

e as paredes estão manchadas de miolos arrebentados.

Vermelhas estão as águas, como se alguém as tivesse tingido,

e se as bebíamos, eram água de salitre.

Golpeávamos os muros de adobe em nossa ansiedade

e nos restava por herança uma rede de buracos.

Nos escudos esteve nosso resguardo,

mas os escudos não detêm a desolação ...

A política colonial espanhola

A necessidade de cristianizar os nativos e tirá-los do estado natural, aproximando-os de Deus pelo caminho da civilização, foi o principal componente ideológico da conquista. Minimizar esse aspecto pode dificultar devidamente o quanto os interesses de classe precisam ocultar-se atrás de uma ideologia justificadora.

A iniciativa privada foi a forma encontrada pela Coroa de Castela para que a tomada de posse do novo mundo não implicasse em ônus para o governo. Aventureiros interessados na empresa poderiam assinar contratos com a monarquia para realizar explorações.

As sociedades pré-colombianas conhecedoras de técnicas avançadas de fundição de metais, com toda a certeza, facilitaram a tarefa dos espanhóis da América. A princípio, o objetivo dos espanhóis não era propriamente a colonização e sim, a conquista. A pilhagem dos tesouros acumulados pelos indígenas era, nesse momento, o alvo principal.

Por volta do ano de 1560, à medida que foram reduzindo os estoques de metais preciosos acumulados pelos nativos, tornou-se necessário organizar a produção, determinando o início da colonização. A Coroa espanhola entregava para os exploradores espanhóis, denominados juridicamente adelantados, direitos vitalícios de fundar cidades, evangelizar índios, construir fortalezas e deter o poder jurídico e militar. A única condição era entregar para a Coroa Espanhola um quinto de toda a produção. Desta forma, ficava assegurado, para a metrópole, sem ônus, a ocupação e a exploração do território recém colonizado.

Administração colonial

A centralização do poder, na América espanhola, nunca pôde ser considerado ideal. Protegidos pela lentidão das vias de comunicação, os funcionários reais instalados na colônia acabaram por adquirir grande autonomia, praticando uma desobediência polida, expressa na fórmula "obedeço mas não cumpro". A corrupção era praticada na colônia sob os olhares de funcionários indiferentes ao futuro colonial.

Aos conquistadores que representavam o domínio espanhol na América, a Coroa conferia-lhes o nome de Adelantado e grandes poderes na colônia.

Os cabildos eram uma espécie de Câmaras Municipais. Na prática, detinham o poder nas cidades e podiam contar com a participação dos criollos mais ricos da cidade, possuindo apenas o poder local. Foram muito importantes no momento das lutas pela independência, uma vez que foram os criollos que lideraram o processo separatista...

Para o aprimoramento do controle metropolitano, foram criadas na colônia duas instituições: o Vice-reino e a Audiência. Ambos os órgãos possuíam ampla competência administrativa e judiciária.

Para o controle da entrada de metais preciosos e a defesa dos piratas, foi criado pela Coroa espanhola o sistema de porto único. Entretanto, essa medida gerou um efeito contrário, estimulando o contrabando, devido a demora na chegada dos produtos.

A fim de garantir o monopólio do comércio, a Espanha sediou dois órgãos administrativos Casa de Contratação e Conselho das índias. A Casa de Contratação organizava o comércio e fiscalizava a cobrança do quinto. O Conselho das índias funcionava como Supremo Tribunal de Justiça, nomeando funcionários das colônias, e regulamentava a administração colonial.

A Economia colonial

A economia das colônias espanholas na América era baseada na mineração. Diferentemente da colonização portuguesa, no Brasil, a exploração das colônias espanhola se ateve, nesse primeiro momento, à exploração do ouro e da prata, tendo como principais centros produtores o Vice-reino do México e, sobretudo, as minas de Potosi (atual Bolívia) no Vice-reino do Peru. A enormidade dos lucros adquiridos pela Espanha permitiu a sustentação da hegemonia espanhola na Europa ao longo do século XVI, montando, entretanto, uma máquina político-adiministrativa poderosa em suas colônias.

No século XVIII, uma aguda crise da economia mineradora faz surgir uma nova área produtora na região do Caribe e do Rio da Prata. a grande propriedade rural exportadora a hacienda. A fazenda hispano-americana era semelhante à propriedade rural brasileira. Claude Morin define a fazenda colonial espanhola como uma propriedade rural possuída por um proprietário autoritário, que explora mediante mão-de-obra dependente, produzindo para um mercado restrito (local, regional, entre zonas de uma mesma colônia ou quando muito intercolonial).

A vinculação minas/fazendas - que não excluiu, eventualmente, conflitos pela disputa da mão-de-obra indígena - constituiu um dos elementos fundamentais na articulação dos espaços econômicos em diversas regiões coloniais hispano-americanas e também no Brasil.

O mundo do trabalho na América espanhola

Em todas as colônias escravistas, a efeito de diminuir as despesas de manutenção e de reprodução da força de trabalho, foi comum a distribuição de parcelas de terras aos escravos, casados, para o cultivo familiar. Nesse tipo de trabalho, na maioria das vezes era freqüente a produção de excedentes comercializáveis, em diversos casos vendidos livremente por eles. Alguns escravos contavam com a oportunidade de acumularem certa quantia de capital, utilizado lia suplementação do cotidiano da vida da comunidade escrava. Esta categoria de escravos veio a formar uma brecha camponesa, dentro da estrutura escravista colonial. Jacob Gorender e outros historiadores não consideram de grande importância esse tipo de atividade autônoma.

Segundo eles uma vez que esses escravos continuavam subordinados aos senhores de terras, dependendo desses, inclusive, para dispor de um tempo, para dedicar-se à produção independente, com certeza não pode ser considerada uma atividade verdadeiramente autônoma.

A utilização do escravo negro nas colônias espanholas não chegou a 1 milhão, e foram introduzidos apenas para suprir a necessidade do trabalho indígena, em lugares onde os indígenas resistiam à escravidão.

A mita era um sistema de trabalho utilizado principalmente nas minas, que impunha o caráter obrigatório, durante um determinado tempo, aos índios, que eram geralmente escolhidos por sorteio, em sua comunidade. Os índios escolhidos poderiam ser levados para qualquer região da colônia, de acordo com os interesses dos conquistadores. De uma maneira geral, esses trabalhadores recebiam um salário muito baixo em troca de um pesado e insalubre trabalho.

A encomienda era a escravidão do indígena em vastas extensões de terras apropriadas pelo conquistador. A encomienda baseava-se na concessão feita pelo rei a indivíduos (encomenderos) de exigirem dos índios a prestação de serviços por eles devido como súditos do monarca. Esses serviços não eram remunerados e eram praticados na agricultura. O encomendero se comprometia junto à Coroa a praticar a cristianização indígena.

A sociedade colonial

O modelo feudal, aristocrático e fechado, característico da sociedade espanhola, foi transferido para as colônias, onde o status do nascimento e a renda eram fatores determinantes para a escala social. Outro fator diferenciador era a cor da pele. A aristocracia parasitária colonial, na maioria das vezes, deixava suas propriedades nas mãos de mestiços, que eram responsáveis pela escravização dos indígenas.

No topo da pirâmide social, estavam os chapetones, que eram espanhóis de nascimento e formavam a elite, ocupando os principais cargos administrativos. Eram também os donos das minas.

Em seguida, vinham os criollos, que eram filhos de espanhóis nascidos na América e formavam uma subelite colonial, pois apesar de dominarem a economia não podiam ocupar os principais cargos políticos. Eram os grandes proprietários de terras, comerciantes e compunham a elite intelectual na colônia. A participação administrativa desse grupo se restringia aos cabildos.

Abaixo dos criollos vinham os mestiços, que geralmente eram capatazes das minas e das fazendas, artesãos, vaqueiros, vagabundos, entre outras ocupações.

Os índios e logo abaixo os negros representavam as esferas menos favorecidas socialmente nas colônias espanholas. Eram explorados pelos conquistadores, e, na prática, não possuíam qualquer direito. Eram utilizados nos duros trabalhos das minas e nas fazendas.

A cultura colonial e o papel da Igreja Católica

O poeta chileno Pablo Neruda denunciou em um dos seus poemas:

“A espada simbolizava a superioridade em armas dos espanhóis; a fome simbolizava os trabalhos forçados, como a encomenda e a mita, os deslocamentos forçados, a cobrança dos tributos, a introdução das doenças; a cruz simbolizava a introdução do catolicismo nas novas terras.”

Não se deve separar o estudo da história da colonização do estudo do clero, que foi um dos principais agentes da colonização. A Coroa ibérica, através de acordos com o papado, colocou sob seu controle a administração da Igreja nas Américas. Desta forma, munida do poder do Tribunal da Inquisição e do direito da catequese, controlava os colonos espanhóis e convertia os índios ao cristianismo. Os jesuítas tiveram papel marcante nesse processo.

América Inglesa

Durante o século XVI, Espanha e Portugal praticamente monopolizaram o Novo Mundo, pois a Inglaterra e França eram nações fracas. Estas nações limitaram-se a enviar às Américas expedições exploradoras, que estabeleceram direitos sobre terras que haveriam de colonizar a partir do século XVI I.

Espanha e Portugal ficaram com as regiões consideradas mais valiosas do Novo Mundo, ou por serem ricas regiões produtoras de gêneros tropicais, altamente valorizadas na Europa Temperada, ou por serem produtoras de metais preciosos, considerado pelo mercantilismo a grande expressão da riqueza.

À Inglaterra caberia colonizar, no século XVII, o que correspondia às áreas menos valiosas do Novo Mundo: a costa atlântica dos Estados Unidos e algumas ilhas do Caribe que a Espanha não tinha ocupado. Embora tardio, o impulso colonial inglês foi bastante rápido.

Este fenômeno pode ser explicado em função de urna série de fatores tais como:

  • Cescimento do comércio inglês.
  • Fenômeno do cercamento dos campos “enclousures”.
  • Perseguições político-religiosas.

A América oferecia uma saída àquelas que buscavam novas oportunidades de vida. Aqueles que podiam transportar-se por meios próprios, edificavam comunidades pioneiras de pequenos proprietários. Já aqueles que não possuíam recursos próprios, sujeitavam-se à "servidão por contrato", pois alguém pagava sua passagens - fazendeiro ou armador - e este se comprometia, em troca, a trabalhar como servo por um período que variava de 4 a 7 anos.

Ao contrário dos ibérios, os ingleses, sobretudo os puritanos, não vieram fazer a América, isto é, fazer fortuna e retornar para a metrópole. Como eram perseguidos, queriam fundar, na América, uma nova pátria, longe dos problemas que os levaram a imigrar. A denominação Nova Inglaterra é a expressão do desejo que os colonos tinham de reproduzir, na América, um sistema de vida e de trabalho praticados ria Europa.

Tipos de colonização

A América Colonial Inglesa não só apresentou entre suas colônias grande diversidade político-administrativa, mas também grandes diferenças socio-econômicas.

Existiam três grandes grupos de colônias:

  • as colônias do norte (Nova Inglaterra)
  • as colônias centrais
  • as colônias do sul

As Colônias do norte e centro constituíram o que denominamos de colônias de povoamento ou enraizamento, isto é, áreas coloniais cuja economia não estava vinculada com a da metrópole. As colônias do sul enquadravam-se dentro dos quadros do antigo sistema colonial, possuindo economia completamente vinculada à metrópole e vivendo da exploração de produtos agrícolas. Eram o que chamamos de colônias de exploração

A sociedade e a administração colonial

Na sociedade colonial das 13 Colônias Inglesas na América, encontrávamos duas situações bem definidas. No litoral, formou-se uma sociedade hierarquizada composta pelas seguintes camadas: no alto da pirâmide social encontrávamos os governadores reais e oficiais do governo, os grandes proprietários (muitos de origem nobre) e comerciantes ricos (donos de servos e escravos) que possuíam prestígio social, poder e representação política (votavam e eram votados). em segundo lugar tínhamos os "yeomen", indivíduos de poucas posses e que tinham direito ao voto nas assembléias coloniais. a seguir os artesãos livres, sem direitos políticos. em quarto vinham os servos por contrato, cuja situação dependia, em geral, dos patrões e que raramente conseguiam ascender socialmente e, finalmente, tínhamos os escravos negros que, a partir do século XVII, vieram da África para trabalhar lias fazendas do Sul.

Na fronteira, para onde se dirigiam os aventureiros, os servos, os escravos libertos e os imigrantes, o homem valia pelo que fazia e não pela sua ascendência ou posse. Nestas regiões, formou-se uma sociedade mais homogênea de pequenos proprietários.

Nos centros urbanos litorâneos, criaram-se condições para uma vida intelectual, sendo comum universidades e inúmeros jornais, formando-se uma elite intelectual bastante atenta às inovações na Europa.

Já no aspecto administrativo, encontramos, na América Inglesa, três tipos de estruturas:

Colônias de companhia de comércio - cujo governador era eleito pelos colonos, bem como os membros das assembléias locais. Eram, geralmente, encontradas no Norte.

Colônias de proprietários - onde o governador era escolhido pelos proprietários.

Colônias régias - onde o governador era escolhido pelo Rei.

Nesta estrutura político-administrativa, os governadores eram auxiliados por um Conselho, um Legislativo e um Tribunal. A partir do século XVIII, a maioria das colônias passaram a pertencer à Coroa. Contudo, a participação dos colonos nas Assembléias locais deu-lhes uma grande experiência política que era utilizada todas as vezes que a metrópole procurava adotar posições mais radicais. Ao mesmo tempo, as áreas coloniais gozavam de certa autonomia, embora os colonos não possuíssem representação no Parlamento inglês. Tal fato, entretanto, não os tornavam obrigados a pagar impostos votados por este órgão metropolitano, pois as leis inglesas afirmavam que sem representação no parlamento não havia tributação.

O comércio triangular

Apesar das proibições metropolitanas, os grandes armadores e comerciantes do litoral do norte e do centro puderam jogar com as possibilidades comerciais da época e, praticamente, andavam com seus navios carregados, qualquer que fosse a região para onde se dirigissem. A Inglaterra, no primeiro século da colonização, século XVII, estava envolvida em guerras civis (vide Revoluções Burguesas no século XVII) ou em guerras européias (vide Espanha e Holanda). Deste modo, apesar das proibições relativas ao comércio colonial, as colônias possuíam certa autonomia em relação à Inglaterra - "salutar negligência" - como atesta o comércio triangular, demonstrado no mapa ao lado.

A partir do século XVIII, a Inglaterra procurou regulamentar o comércio e a vida econômica das 13 Colônias, Por esta razão, elas se uniram e iniciaram a luta pela independência.

América francesa e holandesa

Como os ingleses, os franceses só iniciaram a sua competição colonial depois que os portugueses e os espanhóis já haviam organizado suas possessões na América, África e no Oriente. Utilizando a guerra de corso contra as frotas coloniais ibéricas, os franceses ignoravam a política do "mare clausum'.

As primeiras expedições ao Novo Mundo organizadas pelos franceses, tendo por objetivo encontrar uma passagem a noroeste para a Ásia, deram-se na primeira metade do século XVI destacando-se a de Jacques Cartier (l533-1541), que explorando a foz do Rio São Lourenço, tomou posse da região em nome do Rei Francisco I, dando o nome de Nova França.

As investidas francesas, também, se dirigiram aos domínios portugueses, no Brasil, onde a presença dos franceses se fez no contrabando do pau-brasil e, posteriormente, Nicolau Durand de Villegnon tentou fundar a França Antártica (l555), no Rio de Janeiro, e mais tarde, fundou-se a França Equinocial, no Maranhão.

Somente no século XVII, teve início a expansão colonial francesa, quando a monarquia novamente consolidava-se com base no absolutismo e se adotava uma série de medidas mercantilistas principalmente no período de Richelieu e de Colbert, no governo francês.

A Companhia Comercial Nova França, organizando e patrocinando várias expedições, levou, em l608, Samuel Champlain a fundar Quebec, no Canadá. Os franceses estendendo seus domínios aos Grandes lagos e, ultrapassando o Mississipi, tomaram posse de imensa região central dos EUA (Luisiana).

Novos privilégios à expansão colonial francesa foram concedidos durante o governo de Richelieu através da Companhia das índias Ocidentais. Durante o governo de Luís XIV, seu ministro, Colbert, funda a Companhia Francesa das índias Orientais, que disputou, com ingleses e holandeses, o Oceano índico.

Dentre as áreas conquistadas, o Canadá foi a região mais importante da Nova França, pois sua colonização ficou subordinada aos interesses da Coroa francesa, atendendo os princípios e práticas mercantilistas. As bases econômicas se fizeram através do extrativismo e do tráfico de peles com os colonos, levando o pouco desenvolvimento da pequena agricultura de subsistência feita pelos colonos, na maior parte católicos. O povoamento se intensificou devido à intensificação de elementos brancos europeus que favoreceram a miscigenação com os nativos (engajados). As companhias de comércio concedendo terras aos aristocratas, artesãos e camponeses levaram, aos poucos, à diminuição da miscigenação e assimilação dos nativos, dando origem no Canadá francês a uma forma de colonização senhorial e patriarcal.

Coube à Companhia de Comércio Baía de Hudson a exploração da Luisiana, que exerceu o monopólio do comércio de peles na região. Em 1713, a Luisiana tornou-se colônia real sendo introduzidos os escravos negros.

Nas Antilhas, a colonização francesa intensifica a partir do fim do século XVII, predominando a produção de gêneros tropicais (açúcar, fumo, algodão, cacau, café e madeira) e o trabalho escravo africano dando origem a uma sociedade aristocrática e racista.

A partir do século XVIII, as rivalidades anglo-francesas levaram ao declínio colonial francês. Pelo Tratado de Utrechet (17l3), a França perdeu aterra Nova para a Inglaterra. Ao terminar a guerra dos Sete Anos, pelo tratado de Paris, a França entregou à Inglaterra o Canadá e grande parte do Mississipi.

Para a França, restaram apenas algumas ilhas das Antilhas, New Orleans e a Guiana.

A América holandesa

Somente no final do século XVI que a Holanda surge como nação independente. Seu apogeu como potência marítimo-mercantil dá-se a partir do século XVII. Sua atuação se fez através de duas formas, com a utilização da pirataria e com a conquista de partes da América sob o domínio espanhol.

Na América do Sul, no litoral norte, os holandeses estabeleceram a Guiana holandesa. Os holandeses criaram poderosa companhia de comércio e tornaram Amsterdã centro principal do comércio europeu (século XVII). Entre 1630 a 1654 ocupam a área açucareira do nordeste brasileiro, durante a União Ibérica. Em 1651. o Ato da Navegação decretado por Cromwell leva ao enfraquecimento do poderio naval holandês, base de sua força como potência marítima e comercial na Europa.

Fonte: www.casadehistoria.com.br



Colonização da América

08:58 AM, 14/9/2010 .. 0 comentários .. Link

Processo de ocupação territorial, povoamento e exploração comercial do continente americano pelos europeus iniciado logo após o descobrimento da América. Na busca do caminho para as Índias (nome genérico dado ao Oriente), Cristóvão Colombo chega à América em 1492. Dois anos depois, o Tratado de Tordesilhas divide o controle do Novo Mundo entre portugueses e espanhóis. Nos anos seguintes, espanhóis, portugueses, franceses, ingleses e holandeses disputam o domínio do novo continente e sua exploração nos moldes do mercantilismo europeu.

De maneira geral, as colônias européias na América dividem-se em colônias de exploração e de povoamento. As primeiras caracterizam-se pela grande propriedade, pela monocultura e pelo trabalho escravo. Especializam-se na produção de metais preciosos e gêneros agrícolas para abastecer o mercado europeu, como é o caso da colonização espanhola e portuguesa e da inglesa no sul dos EUA. No segundo tipo de colônia predominam a pequena propriedade, a policultura e a mão-de-obra familiar. A produção destina-se ao mercado interno. Um exemplo é a colonização inglesa na região conhecida como Nova Inglaterra, nos EUA.

Colonização espanhola – Inicia-se com a conquista das ilhas do Caribe no final do século XV e começo do XVI. Com o contato dos espanhóis com as civilizações pré-colombianas, as populações nativas são praticamente exterminadas por causa das guerras, das doenças e da exploração de mão-de-obra. O processo é semelhante em todo o continente. No México, os astecas são arrasados em 1519. No Peru, a conquista e a destruição do Império Inca começam em 1532.

A exploração das minas de metais preciosos é a principal atividade econômica das colônias espanholas. Sistemas de trabalho forçado garantem a utilização de mão-de-obra indígena. Por meio do repartimiento, a terra é dividida entre os colonos, e, pela encomienda, é entregue a eles certo número de índios. Na região andina, pelo sistema da mita uma parcela da população das comunidades indígenas é deslocada temporariamente para o trabalho compulsório nas atividades mineradoras. A Casa de Contratação, criada em Sevilha em 1503, detém o monopólio das mercadorias comercializadas entre a Espanha e a América. A administração dos territórios é distribuída entre os quatro vice-reinados (Nova Espanha, Nova Granada, Peru e Rio da Prata) e as três capitanias gerais (Cuba, Guatemala e Venezuela). A fragmentação após o processo de independência da América Espanhola dá origem às atuais nações.

Colonização portuguesa

Com o declínio do comércio na Ásia, Portugal passa a ocupar definitivamente o território brasileiro, com a implantação das capitanias hereditárias e a instalação de sesmarias. A partir do século XVII, a pecuária, a mineração e as atividades missionárias expandem a ocupação para o interior.

Colonização inglesa

Começa em 1607 com a colonização da América do Norte. O povoamento ocorre por meio de colônias pertencentes à realeza ou territórios concedidos pela Coroa à iniciativa particular. No século XVII já estavam formadas as 13 colônias da Nova Inglaterra. Pequenos e médios proprietários, refugiados políticos e religiosos (protestantes calvinistas) instalam-se ao norte (Massachusetts, New Hampshire, Rhode Island e Connecticut) e ao centro (Pensilvânia, Nova York, Nova Jersey e Delaware). Formam pequenas propriedades baseadas no trabalho livre e no artesanato. Certa atividade industrial é tolerada no centro-norte por não competir com o comércio da metrópole. A região cresce economicamente e passa a escoar o excedente da produção para os mercados do sul. Mais tarde cria-se o comércio triangular: comerciantes da Nova Inglaterra fabricam o rum para ser trocado por escravos na África, que são vendidos no Caribe e nas colônias do sul. Nos territórios sulistas (Virginia, Maryland, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Georgia) implanta-se a monocultura algodoeira, destinada à exportação. Desenvolve-se uma sociedade baseada no trabalho de escravos africanos e forma-se uma camada de ricos proprietários de terras e grandes comerciantes exportadores. Apesar de submetidas ao controle da Inglaterra, as 13 colônias instituem uma tradição de autogoverno, que será fundamental na luta pela independência dos Estados Unidos.

Colonização francesa

Os franceses instalam-se na América do Norte, nas regiões do rio São Lourenço e dos Grandes Lagos. Formam as colônias de Terranova, Nova Escócia e Nova França (Canadá) a partir de 1603. Québec é fundada em 1608 e Montreal, em 1643. A partir de 1682 vão para o vale do Mississippi (Louisiana) e fundam Nova Orleans. Para manter o controle das colônias, a Coroa francesa utiliza-se de autoridades locais. O povoamento é pequeno, e as colônias acabam servindo apenas como postos comerciais e estratégicos.

Fonte: www.geocities.yahoo.com.br

 

 

Colonização da América

Mais tarde, os conhecimentos acerca dos seus acidentes geográficos, clima e população demonstraram a extrema diversidade do continente. A evolução das sociedades americanas viria a destacar e aprofundar as suas diferenças, apesar das semelhanças dos seus processos históricos.

Um dos fatores de diferenciação é a diversidade étnica e cultural das sociedades americanas.

Trezentos anos de colonização desencadearam um processo migratório que se prolonga até nossos dias. Às comunidades indígenas, em si tão diversas em termos de desenvolvimento cultural, vieram juntar-se os colonizadores brancos e a grande massa de negros africanos trazidos à força como escravos. Esse processo contribuiu desigualmente para a formação dos perfis das sociedades nacionais.

Brancos, negros e índios distribuem-se desproporcionalmente de uma região para outra, tanto que se pode falar de uma América branca (a anglo-saxônica e os países do Prata), uma América índia (os países andinos), uma América hispano-índia (as áreas centro-americanas e o Paraguai) e uma América negra (parte das Antilhas), sem esquecer os países de mestiçagem multirracial, como o Brasil.

Além de línguas diferentes, os grupos populacionais que vieram para a América trouxeram outros elementos culturais de suas áreas de origem, o que explica a variedade de costumes, tradições c culturas populares do continente.

Mas o fator principal de diferenciação das sociedades americanas é, sem dúvida, o desenvolvimento econômico desigual, apesar de grande parte do passado colonial comum. O Período Colonial não marcou tão profundamente as áreas de colonização de povoamento como o fez com as de colonização de exploração. Mesmo nestas últimas, havia sensíveis diferenças entre as regiões de plantations escravistas e as de encomiendas, o que explica em parte a evolução distinta do campesinato na América contemporânea.

Os mais 150 anos de história independente e do posterior desenvolvimento capitalista vieram aprofundar as contradições entre as áreas americanas, sobretudo entre a América anglo-saxônica, que se tornou industrial e imperialista, e a maior parte do continente, chamado hoje de América Latina, integrante, junto com a África e a Ásia, do Terceiro Mundo. É nesta parte do mundo que, nos dias atuais, se desenvolve um processo agudo de lutas populares de libertação nacional, e nele a América Latina busca desempenhar papel fundamental.

O cenário cm que se desenvolvem as lutas de classes na América Latina forjou-se ao longo de três séculos de exploração colonial e de um período menos longo, porém mais predatório, de dominação imperialista européia c, depois, norte-americana. O latifúndio, a monocultura de exportação com as formas pré-capitalistas de exploração da mão-de-obra ainda constituem considerável parcela da realidade agrária de muitos países latino-americanos. A industrialização, concentrada em alguns setores de interesse do capitalismo internacional e realizada tardiamente, cm uma época em que a economia mundial já sc encontrava dominada pelo grande capital monopolista, não permitiu um desenvoÌvi1nento autônomo, e tornou os países latino-americanos extremamente dependentes dos pólos econômicos mundiais, c, conseqüentemente, das flutuações e crises do capitalismo internacional. Suas classes dominantes são constituídas por oligarquias agro-exportadoras ou grandes comerciantes e banqueiros aliados ao capital internacional, ou por fraca burguesia, até hoje incapaz de levar adiante um projeto nacional desenvolvimentista. O crescimento demográfico acelerado tornou mais agudos os problemas de sobrevivência de grande parte da população do continente.

A instabilidade política, decorrente do quadro de subdesenvolvimento e miséria de vastas regiões da América Latina, aumenta o papel político-institucional das Forças Armadas, em geral conservadoras, e torna a região vulnerável a toda sorte de manobras do imperialismo, desde os programas de ajuda econômica até golpes de Estado, realizados por elites militares educadas em centros de treinamento de oficiais norte-americanos. A falta de canais políticos de decisão e participação popular levou tanto a episódios de luta armada por parte de militantes do povo, quanto ao fenômeno do caudilhismo militar ou civil, seja sob a forma de ditaduras reacionárias, seja criando regimes progressistas. Nesse quadro, marcado pela violência, pelo militarismo e pelo autoritarismo, fracassaram os movimentos burgueses liberais de caráter reformista, que perderam a sua força ideológica.

Nem as ditaduras militares reacionárias ou progressistas, nem o reformismo burguês foram capazes de resolver os problemas fundamentais da América Latina. E a cada avanço do movimento popular, o imperialismo responde com táticas que vão do terrorismo e da repressão policial até o abrandamento das formas autoritárias, mas sem perder o controle da situação política.

Entretanto, nas últimas décadas, o imperialismo vem sofrendo derrotas e recuos em alguns países. A Igreja Católica já se coloca em muitas sociedades a favor dos pobres. Os movimentos populares ampliam a sua base social. A Revolução Cubana e a experiência socialista do Chile são dois marcos das lutas populares na América Latina e assinalam dois processos históricos distintos e que tiveram, também, soluções diferentes. Mais recentemente, a Revolução Nicaragüense mostrou outra forma de concepção e organização da luta popular pela libertação econômica e pela democracia.

Luta armada? Eleições? Pron1Jnciø1nentos militares? O futuro da América vai depender fundamentalmente dos rumos que tomarem os seus movimentos sociais. O continente, inquieto e explosivo, é um campo aberto aos processos revolucionários dos povos, no sentido da sua emancipação social e da sua redenção como homens.

O que está acontecendo na América só pode ser entendido a partir das raízes históricas da opressão e das lutas de libertação dos povos americanos. A História do continente americano nasceu e se desenvolveu seguindo dois caminhos diferentes: um junto ao povo e outro contra o povo. Como José Carlos Mariátegui, sabemos que "no conflito entre exploradores e explorados, na luta entre capitalismo e socialismo, a neutralidade intelectual é impossível". Este livro é uma tentativa de contribuir para uma melhor apreensão da realidade complexa e multifacetada de Nuestra América.

Fonte : historianet.com

 

 

 



Festas Populares Brasileiras

08:55 AM, 14/9/2010 .. 0 comentários .. Link

 

São intrigantes as questões que todos fazem em Parintins: Por que um boi?

Qual foi o boi que surgiu primeiro? Como nasceu e de onde eles vieram? Por que Caprichoso? Por que Garantido? Quem são Cunhã Poranga e Pajé, Gigante Juma e Curupira?

Para cada uma destas questões há as mais diversas explicações, que podem ser encontradas em várias fontes: livros, revistas, jornais, sites, estudos antropológicos, teses de doutorado...

Tendo a oportunidade de estar em Parintins, o visitante poderá aproveitar para conversar com o povo ribeirinho e ouvi-los contar os “causos”. Ler o jornal local, acompanhado de uma bebida e da boa comida típica da região. Depois, tirar suas próprias conclusões! Permeiam os traços culturais, com uma dinâmica própria, afinal, em quantos lugares no mundo, pode-se ver a Coca-Cola vestida de azul?

Fonte: www.boibumba.com

Festas Populares do Brasil

Boi Bumbá

Histórico

A festa do Boi-bumbá, ou Festa do Boi, ou ainda Brincadeira do Boi , têm sua origem no Nordeste do Brasil, onde derivou de outra Dança típica de lá, o Bumba-meu-Boi. Com as constantes imigrações de Nordestinos para a Região Norte do Brasil ,em especial para o Estado do Amazonas, houve também a imigração de manifestações culturais como o Bumba -meu- Boi que logo foi assimilado pela população e ganhou aspecto local.

A FESTA DO BOI-BUMBÁ

O Boi-bumbá tem sua história idêntica ao Bumba-meu-boi , é uma espécie de ópera popular, cujo enredo não varia muito entre os inúmeros grupos de Boi-Bumbá existentes mas, basicamente, desenvolve-se em torno da lenda do fazendeiro que tinha um boi de raça, muito bonito, e querido . As apresentações dos bois em Parintins desenvolvem-se de acordo com um enredo que conta a história do Negro Francisco, funcionário da fazenda e cuja sua mulher, Catirina fica grávida e sente desejo de comer a língua do boi. fica desesperado. Com medo de Catirina perder o filho que espera, caso o desejo não seja atendido, resolve roubar o boi de seu patrão para atender ao desejo de sua mulher.

Então, segundo o enredo, Negro Francisco mata o boi preferido do patrão. O amo descobre e manda os índios caçarem Negro Francisco, que busca um pajé para fazer ressuscitar o boi. O boi renasce e tudo vira uma grande festa. O imaginário indígena e detalhes religiosos dos índios ,como pajés e feiticeiros , foram incorporados com mais influência ao Boi-Bumbá.

O Festival Folclórico de Parintíns: Um dos grandes marcos para a divulgação do Boi-Bumbá foi grandiosa festa dos bois de Parintins, realizado na Cidade de Parintins cerca de 400 Km de Manaus, no Amazonas desde 1913, no mês de julho.O imaginário indígena e figuras religiosas como pajés e feiticeiros foram incorporados às tradições da festa. Por isso, durante o Festival Folclórico de Parintins, a cidade é chamada de “ilha Tupinambarana” e os Bois Garantido e Caprichoso se apresentam no Bumbódromo.
Durante a apresentação, cada Boi leva aproximadamente um tempo de 3 horas. Fazem parte da apresentação efeitos especiais com luzes e cores, show pirotécnico . Os bonecos gigantescos representando cada personagem ,cada uma dos Bois leva ao Bumbódromo cerca de aproximadamente 5 .000 participantes. Cerca de 35.000 pessoas prestigiam o espetáculo anualmente.

Garantido e Caprichoso

As cores vermelho do Boi Garantido , e azul do Boi Caprichoso, tomam conta do Bumbódromo, espécie de arena, semelhante a um Sambódromo.

Existem algumas explicações sobre a origem dos nomes dos Bois , mas uma delas é a mais aceita para a origem dos nomes dos Bois Garantido e Caprichoso, esta explicação refere-se ao Poeta Emídio Vieira e seu amor proibido pela mulher do repentista Lindolfo Monteverde. Ambos apresentavam seus bois todos os anos.
Como não podia ter a mulher de Lindolfo Monteverde.

Emídio Vieira lançou o seguinte desafio a Lindolfo Monteverde: "Se cuide que este ano eu vou caprichar no meu boi".

Lindolfo Monteverde respondeu: "Pois capriche no seu que eu garanto o meu".

Assim nasceu o nome, e a rivalidade foi crescendo a cada ano. Existiam outros grupos de apresentação de Bois que foram desaparecendo e apenas os Garantido de Lindolfo Monteverde e o Caprichoso de Emidio Vieira se mantiveram.

Fonte: www.brasilfolclore.hpg.ig.com.br

Festas Populares do Brasil

O Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas, tem sua história representada pelos grupos de boi-bumbá ou bumba meu boi. É fácil identificar nas apresentações folclóricas componentes de várias culturas, como a ibérica e a árabe. No entanto, a cultura indígena, é que dá as mais fortes características do folguedo, considerado a maior festa popular amazônica.

O boi é representado, durante todo o mês de junho, em todos os estados amazônicos como parte das festejos juninos - mais animados, no norte do país, do que o próprio Carnaval.

Parintins

Em Parintins, no entanto, a festa ganhou maior projeção, com a realização do Festival Folclórico de Parintins. Ele atrai milhares de visitantes de todo o Brasil e de várias partes do mundo para a pequena cidade amazonense às margens do rio Amazonas, próxima à divisa com o Pará. A beleza exuberante e exótica da região já justifica visitar o festival folclórico de Parintins.

Com mais de cem mil habitantes, o município de Parintins fica a 420 Km de Manaus, na ilha fluvial de Tupinambara, e está localizado no Baixo Amazonas, quase na fronteira com o estado do Pará.

Como chegar

Pode-se chegar à cidade por vias aérea e fluvial. Os vôos saem de Manaus ou de Santarém, no Estado do Pará, e têm duração de aproximadamente 1 hora. De barco, a viagem até Parintins dura, em média, de 18 a 24 horas, dependendo do tipo de embarcação e do percurso escolhido.

O trecho Manaus-Parintins, que desce o rio, é normalmente feito em 18 horas. O retorno leva cerca de 24 horas, pois navega-se contra as águas do rio. A maioria desses barcos funciona como hotéis, pois eles permanecem ancorados em Parintins

Primeira etapa da festa

Durante os primeiros dez dias de festival, apresentam-se vários grupos folclóricos, com suas representações de lendas ao som de toadas e cantos indígenas, teatralizações de rituais, fantasias, figuras engraçadas e curiosas do imaginário da região.

Apoteose da festa

A apoteose acontece entre os dias 24 e 26 de junho, quando se apresentam as grandes atrações da Festa, os bois Garantido e Caprichoso. Há décadas eles, e só eles, disputam a condição de melhor boi de Parintins. E quem escolhe é o público, que se divide entre o vermelho (cor do Garantido) e o azul (símbolo do Caprichoso). Ganha quem mais fizer vibrar a platéia. Razão pelo qual os grupos não poupam esforços nem economizam animação.

Garantido e Caprichoso

Os bois-bumbás de Parintins, Caprichoso e Garantido, existem desde 1913, mas o festival foi oficializado em 1966, transformando-se no maior espetáculo folclórico do Brasil e a segunda maior festa popular do mundo.

O Bumbódromo de Parintins, ou Centro de Convenções Amazonino Mendes, foi inaugurado em 24 de junho e aberto para o 22º Festival Folclórico, em 1988. O Bumbódromo tem 35 mil lugares, entre camarotes, arquibancadas especiais e arquibancadas gratuitas.

Essas representam 95% dos lugares e são divididas em duas partes rigorosamente iguais para as torcidas do Caprichoso, representada pela cor azul, e a do Garantido, cor vermelha. Cada um dos lados da arquibancada é pintado com a cor de um Boi.

Os quatro mil brincantes (foliões) e cada um dos grupos cantam e contam na arena do Bumbódromo a lenda do Boi-Bumbá. As fantasias e as alegorias, que podem chegar a 30 metros de altura, revelam a criatividade do povo local.

Penas, cores, luzes e brilhos fazem um espetáculo apoteótico nos três dias de apresentações: 28, 29 e 30 de junho. Os dois Bois dançam e cantam por um período de três horas, com ordem de entrada na arena alternada em cada dia.

Disputa pacífica dos bois

Dias 28, 29 e 30 de junho são dedicados exclusivamente aos espetáculos dos dois bumbás rivais, Caprichoso (azul) e Garantido (vermelho), que encenam um verdadeiro ritual amazônico com Pai Francisco, Mãe Catirina, Tuxauas, Cunhã Poranga, Pajé e suas inúmeras tribos, lendas e rituais indígenas.

Nos três dias do Festival, a arena do Bumbódromo se divide meio a meio em azul e vermelho. As torcidas jamais se misturam e, durante a apresentação de um grupo, a torcida do outro não pode se manifestar.

Garantido

O Boi Bumbá Garantido foi fundado em 1913, por Lindolfo Monteverde, na baixa do São José, onde fica o seu curral. Tornou-se uma associação em maio de 1982. Desde a criação do festival, em 1966, já conquistou 21 títulos.

Caprichoso

O Boi Bumbá Caprichoso também foi fundado em 1913, por Emídio Rodrigues Vieira. O Caprichoso é conhecido como o boi da parte de baixo da cidade, onde está o seu curral. Já conquistou 15 títulos.

Importante saber:

Em Parintins, um torcedor jamais fala o nome do outro Boi, e usa apenas a palavra "contrário" quando quer se referir ao opositor. São proibidas vaias, palmas, gritos ou qualquer outra demonstração de expressão quando o "contrário" se apresenta.

Música

A música, que acompanha durante todo o tempo, é a toada, acompanhada por um grupo de mais 400 ritmistas.O canto das toadas vem da pequena ilha de Parintins. Os dois Bois dançam e cantam por um período de três horas, com ordem de entrada na arena alternada em cada dia. As letras das canções resgatam o passado de mitos e lendas da floresta amazônica. Muitas das toadas incluem também sons da floresta e canto de pássaros.

Ritual

O ritual dos Bumbás mostra a lenda de Pai Francisco e Mãe Catirina que conseguem, com a ajuda do Pajé, fazer renascer o boi do patrão. Conta a lenda que Mãe Catirina, grávida, deseja comer a língua do boi mais bonito da fazenda. Para satisfazer o desejo da mulher, Pai Francisco manda matar o boi de estimação do patrão.

Pai Francisco é descoberto, tenta fugir mas é preso. Para salvar o boi, um padre e um médico são chamados (o pajé, na tradição indígena) e o boi ressuscita. Pai Francisco e Mãe Catirina são perdoados e há uma grande comemoração O Garantido, considerado o "boi do povão", acumula 21 vitórias contra 15 do Caprichoso, "o boi da elite".

Personagens da Festa

Apresentador

O ópera do Boi tem um apresentador oficial, que comanda todo o espetáculo. O levantador de toadas faz a trilha sonora e dá um show de interpretação, transmitindo empolgação à sua Galera (torcida).

Marujada de Guerra

A bateria com suas batidas precisas e contagiantes, cadencia o ritmo da toada, de letras épicas, poéticas e sedutoras.

Amo do Boi

O Amo do Boi, com seu jeito caboclo, exalta a originalidade e a tradição do nosso folclore, fazendo soar o berrante e tirando o verso em grande estilo. É a chamada do Boi, que vem para bailar.

Sinhazinha da Fazenda

E para saudar o Boi, vem aí a Sinhazinha da Fazenda, que chega toda brejeira, com seu vestido rendado e sua dança faceira. Pai Francisco e Mãe Catirina, juntamente com os bonecos gigantes, trazidos pela Dona Aurora, figura tradicional do Boi de Parintins, também participam.

Figuras Típicas Regionais e Lendas Amazônicas encantadoras fazem aflorar os sentimentos de amor e paixão. Alegorias gigantes se movimentam. Coreografias e fantasias originais, com luz teatral e fogos, dão um brilho especial ao espetáculo.

Porta Estandarte, Rainha do Folclore e Cunhã Poranga

Porta Estandarte e Rainha do Folclore dão um banho de charme, beleza e simpatia. E na sequência, o grande mito feminino do nosso folclore: Cunhã Poranga! A moça mais bela da tribo dá um show de magia, irradiando toda a sua beleza nativa, de olhar selvagem, com seu lindo corpo emoldurado de penas. Aparece aqui o elemento indígena, incorporado à festa do Boi no folclore amazônico.

Tribos

Dezenas de Tribos Masculinas e Femininas, com suas cores vibrantes, compõem um cenário tribal delirante, de coreografias deslumbrantes. Os Tuxauas Luxo e Originalidade são um primor de beleza.

Ritual

No apogeu da apresentação, acontece o Ritual, uma dramatização teatral comovente, culminando sempre com a mágica e misteriosa intervenção do Pajé, o poderoso curandeiro e temido feiticeiro, que faz a dança da pajelança. É a grande apoteose da noite.

Galera

A Galera (torcida) dá um show à parte. Enquanto um Boi se apresenta, sua Galera participa com todo entusiasmo. Seu desempenho também é julgado. Do outro lado, a Galera do contrário (adversário) não se manifesta, ficando no mais absoluto silêncio, num exemplo de cordialidade, respeito e civilidade.

Jurados

Os jurados são sorteados na véspera do Festival e todos vêm de outros estados. Pela proximidade, pessoas do norte são vetadas. O requisito é ser estudioso da arte, da cultura e do folclore brasileiro. Mais de 20 itens são julgados, à luz de um regulamento simples, claro e preciso.

Vencedor

Depois da apuração, o Boi com maior pontuação nas 3 noites é proclamado campeão. E faz uma grande festa. Ao perdedor, resta o bem humorado protesto. E aturar as gozações do vencedor.

Fonte: portalamazonia.globo.com



Regiões Brasileiras 2

08:49 AM, 14/9/2010 .. 0 comentários .. Link

1 • Centro-Oeste, 2 • Nordeste, 3 • Norte, 4 • Sudeste, 5 • Sul
1 • Centro-Oeste, 2 • Nordeste, 3 • Norte, 4 • Sudeste, 5 • Sul

As Regiões do Brasil são uma divisão que tem caráter legal e que foi proposta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1969. O IBGE levou em consideração apenas aspectos naturais na divisão do país, como clima, relevo, vegetação e hidrografia; por essa razão, as regiões também são conhecidas como "regiões naturais do Brasil". Há uma pequena exceção com relação à região Sudeste, que foi criada levando-se parcialmente em conta aspectos humanos (desenvolvimento industrial e urbano).

Cada um destes grupos é uma região, e as regiões brasileiras são:

Região Centro-Oeste

Compõe-se dos estados: Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal. Possui um território de 1 604 852 km2 (18,9% do território nacional). Sua população é de cerca de 12 milhões de habitantes.

Região Nordeste

Compõe-se dos estados: Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. Possui um território de 1 556 001 km2 (18,2% do território nacional), dentro dos quais está localizado o Polígono das secas. Sua população é pouco superior a 50 milhões de habitantes.

Região Norte

Compõe-se dos estados: Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia, Pará, Amapá e Tocantins. Possui um território de 3 851 560 km2 (45,2% do território nacional), e uma população pouco superior a 14 milhões de habitantes – o que faz dela a região com menor densidade demográfica.

Região Sudeste

Compõe-se dos estados: Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Possui um território de 927 286 km2 (10,6% do território nacional). Sua população é de cerca de 77 milhões de habitantes.

Região Sul

Compõe-se dos estados: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Possui um território de 575 316 km2 (6,8% do território nacional) e sua população é de mais de 26 milhões de habitantes.

Os limites das regiões sempre coincidem com limites de estados, não havendo estados que se espalhem por duas regiões.

A área correspondente ao estado de Tocantins (integrante da região Norte), por ter sido originária do desmembrado de Goiás (Centro-Oeste), foi a última alteração na delimitação das regiões brasileiras.

Atualmente, muitos geográfos e cientistas sociais preferem a divisão geoeconômica proposta por Pedro Pinchas Geiger em 1967, que leva em conta os aspectos naturais e humanos. Essa divisão consiste de três regiões e suas fronteiras não coincidem com as fronteiras estaduais, a saber: Amazônia, Centro-Sul e Nordeste.

Maiores dados

Possui a maior Cidade: Sudeste (São Paulo)
Maior Área: Norte
Maior PIB: Sudeste
Maior IDH: Sul
Mais Estados: Nordeste
Maior População: Sudeste
Maior PIB per capita: Sudeste
Maior Alfabetização: Sul
Maior Densidade Demográfica: Sudeste

Fonte: pt.wikipedia.org



Regiões Brasileiras

08:46 AM, 14/9/2010 .. 0 comentários .. Link

As Regiões Brasileiras

As regiões do Brasil são uma divisão que tem caráter legal e que foi proposta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1969. O IBGE levou em consideração apenas aspectos naturais na divisão do país, como clima, relevo, vegetação e hidrografia; por essa razão, as regiões também são conhecidas como "regiões naturais do Brasil".

Há uma pequena exceção com relação à região Sudeste, que foi criada levando-se parcialmente em conta aspectos humanos (desenvolvimento industrial e urbano). Cada um destes grupos é uma região, e as regiões brasileiras são...

Região Centro-Oeste

Com predominância do Ecossistema de Cerrado, a região pode ser dividida em 3 porções: maciço goiano-mato-grossense, bacia de sedimentação do Paraná e as depressões. É formada por 3 Estados: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal. Possui um território de 1.604.852 km² (18,9% do território nacional). Sua população é de cerca de 12 milhões de habitantes.

Região Nordeste

Com predominância do Ecossistema de Caatinga, a região encontra-se dividida em quatro sub-regiões (zonas): meio-norte, zona da mata, agreste e sertão) e é formada por 9 Estados: Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. Possui um território de 1.556.001 km² (18,2% do território nacional), dentro dos quais está localizado o Polígono das secas. Sua população é pouco superior a 50 milhões de habitantes.

Região Norte

Com predominância do Ecossistema de Floresta Amazônica, a região Norte é formada por 7 Estados: Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia, Pará, Amapá e Tocantins. Possui um território de 3.851.560 km² (45,2% do território nacional), e uma população pouco superior a 14 milhões de habitantes – o que faz dela a região com menor densidade demográfica.

Região Sudeste

Com predominância do Ecossistema de Mata Atlântica, a região apresenta grandes diferenças sob o aspecto físico, com litoral, serras e planícies e é formada por 4 Estados: Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Possui um território de 927.286 km² (10,6% do território nacional). Sua população é de cerca de 77 milhões de habitantes.

Região Sul

Com predominância do Ecossistema de Mata de Araucárias, a região é formada por 3 Estados: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Possui um território de 575.316 km² (6,8% do território nacional) e sua população é de mais de 26 milhões de habitantes.

Os limites das regiões sempre coincidem com limites de estados, não havendo estados que se espalhem por duas regiões.

Mapa do Brasil (Regiões do Brasil)

A área correspondente ao estado de Tocantins (integrante da região Norte), por ter sido originária do desmembrado de Goiás (Centro-Oeste), foi a última alteração na delimitação das regiões brasileiras.

Atualmente, muitos geógrafos e cientistas sociais preferem a divisão geoeconômica proposta por Pedro Pinchas Geiger, em 1967, que leva em conta os aspectos naturais e humanos. Essa divisão consiste de três regiões e suas fronteiras não coincidem com as fronteiras estaduais: Amazônia, Centro-Sul e Nordeste.

O vestuário típico folclórico no Brasil se compõem de três formas: roupas de couro (Nordeste), vestidos de renda da Bahia e roupa típica gaúcha. Fonte: Museu de Folclore (SP).

Fonte: www.sergiosakall.com.br

 



Regiões do Brasil Considerando os Aspectos Naturais !!!

08:43 AM, 14/9/2010 .. 0 comentários .. Link

 

O Brasil encontra-se política e geograficamente dividido em cinco regiões distintas, que possuem traços comuns no que se refere aos aspectos físicos, humanos, econômicos e culturais. Os limites de cada região - Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste - coincidem sempre com as fronteiras dos Estados que as compõem.

A região Norte é a que ocupa a maior parte do território brasileiro, com uma área que corresponde a 45,27% dos 8.547.403,5 de km2 da área total do País. Formada por sete Estados, tem sua área quase totalmente dominada pela bacia do Rio Amazonas. A região Nordeste pode ser considerada a mais heterogênea do País. Dividida em quatro grandes zonas - meio-norte, zona da mata, agreste e sertão -, ocupa 18,26% do território nacional e tem nove estados.

No Sudeste, região de maior importância econômica do País, está concentrado também o maior índice populacional - 42,63% dos 157.079.573 brasileiros - e produção industrial. É formada por quatro Estados e apresenta grandes diferenças sob o aspecto físico, com litoral, serras e planícies.

Já o Sul, região mais fria do País, com ocorrências de geadas e neve, é a que apresenta menor área, ocupando 6,75% do território brasileiro e com apenas três Estados. Os rios que cortam sua área formam a bacia do Paraná em quase toda sua totalidade e são de grande importância para o País, principalmente pelo seu potencial hidrelétrico.

Finalmente, a região Centro-Oeste tem sua área dominada basicamente pelo Planalto Central Brasileiro e pode ser dividida em três porções: maciço goiano-mato-grossense, bacia de sedimentação do Paraná e as depressões. Formado por quatro Estados, esta região vem sofrendo alterações significativas na sua cobertura vegetal, com o cerrado sendo substituído gradativamente por plantações ou criação de gado em função do processo de ocupação nesta parte do Brasil.

Fonte: www.mre.gov.br



História Ji-Paraná

11:14 AM, 26/8/2010 .. 0 comentários .. Link

Ji-Paraná é um municípiobrasileiro do estado de Rondônia. Com uma população de 111.010 habitantes, a cidade é a 2ª mais populosa do estado de Rondônia, 17ª mais populosa da Região Norte do Brasil e 241ª mais populosa do Brasil. A cidade é movida principalmente pelas grandes indústrias do setor madeireiro, industrial e laticínios. O município foi o primeiro do estado de Rondônia a investir em alta tecnologia de comunicação de dados, quando conectou através de uma rede sem fio o prédio principal a sub-prefeitura.

O nome do município é de origem indígena, significando rio-machado. Onde Ji seria machado e Paraná, grande rio. A cidade também é conhecida por Coração de Rondônia, devido a localização da cidade na região central do estado e a presença de uma ilha, com o formato que lembra um coração, localizada na confluência dos rios Machado e Urupá.


Seu início remonta a antes do marechal Cândido Rondon chegar onde hoje está a cidade, com a corrente migratória estimulada pela grande seca que assolou o Nordeste, entre 1877 e 1880, tendo os rios que serviam de estrada, como o principal deles, o Rio Machado. Os nordestinos enfrentaram várias dificuldades, como a densa floresta Amazônica e devido às cachoeiras que dificultavam sua marcha. Esses se estabeleceram formando a primeira povoação na confluência do Rio Urupá, tomando portanto o nome de Urupá, que serviu de base para o abastecimento aos que se estabeleceram, principalmente seringueiros e garimpeiros, atraídos pela extração de matéria prima da floresta nativa e pedras preciosas como o diamante, respectivamente.


 

Após a fase da borracha, com seus altos e baixo, em 1909 o desbravador Cândido Mariano da Silva Rondon desempenhou importante papel, construindo a primeira Estação Telegráfica, ligando Cuiabá e Porto Velho, a qual denominou de Presidente Pena, em homenagem ao então Presidente da República Afonso Augusto Moreira Pena. Nesta mesma época estava sendo construída a ferrovia Madeira-Mamoré, que com a integração telegráfica ajudou a ocupar e acabar com o isolamento na região.

Ao redor da casa do Marechal Rondon o povoado evoluiu, dando origem ao atual centro do município de Ji-Paraná. A partir de 1968, milhares de imigrantes oriundos principalmente da região Sul do país chegaram à região, atraídos pela crescente mecanização na lavoura. Atualmente a cidade conta com aproximadamente 130 mil habitantes vindos de todos os estados, descendentes de antigos seringueiros, garimpeiros e índios.


 

Emancipações

A atual cidade de Ji-Paraná, já foi denominada sucessivamente Vila Urupá, Presidente Penna e Vila de Rondônia.

Em 11 de outubro de 1977, o presidente Ernesto Geisel concedeu emancipação política à Vila de Rondônia, que através da lei nº 6.448 deu autonomia ao município, transformando-o na atual Ji-Paraná. A instalação aconteceu no mesmo ano, no dia 22 de novembro, pertencendo porém à Comarca de Porto Velho, até o dia 29 de fevereiro de 1980, quando através da lei nº 6.750 de 10 de dezembro de 1979, deu-se a instalação do Município de Ji-Paraná.


 

Administração

Câmara Municipal de Ji-Paraná.

O primeiro prefeito do município eleito por voto direto foi Walter Bartolo, que assumiu o mandato em 22 de novembro de 1977 até 22 de abril de 1978.

Posteriormente foram prefeitos de Ji-Paraná:

  • 1978 a 1979 - Nunoi Itsumi

  • 1979 a 1982 - Assis Canuto

  • 1982 a 1983 - Manuel Lopes Lamego

  • 1983 a 1987 - Roberto Jotão Geraldo

    • Com as eleições de 15 de novembro de 1982, foram eleitos Roberto Jotão e Valdemar Camata, como prefeito e vice-prefeito respectivamente, instituindo-se em Ji-Paraná a primeira Câmara Municipal.
  • 1988 a 1992 - José de Abreu Bianco, advogado e ex-deputado estadual

  • 1992 a 1996 - Jair Ramires, ex-secretário de obras

  • 1996 a 2000 - Ildemar Kussler

  • 2000 a 2002 - Acir Marcos Gurgacz

    • Em 1 de outubro de 2000 foi eleito prefeito Acir Gurgacs e vice-prefeito Leonirto (mais conhecido como "Nico do PT"), sendo que o prefeito Acir renunciou seu mandato em 2002 para candidatar-se a governador de Rondônia, deixando a prefeitura ao cargo de seu vice.

Nas eleições de 2004 foi eleito o prefeito José de Abreu Bianco com 19.263 votos.[5] Em 5 de outubro de 2008 é reeleito com 35.179 votos. É o primeiro candidato reeleito da história do município e também o primeiro à assumir 3 vezes a prefeitura. Seu mandato vai até 2012.

 

Geografia

Shopping Center, localizado no primeiro distrito.

Ji-Paraná está localizado na porção centro-leste do estado, na microrregião de Ji-Paraná e na mesorregião do Leste Rondoniense.

Localiza-se a uma latitude 10º53'07" sul e a uma longitude 61º57'06" oeste, estando a uma altitude de 170 metros. Possui uma área de 6.897 km² representando 2,9% do estado, seu território tem como limite as cidades de: Vale do Anari ao norte, Theobroma ao noroeste, Ouro Preto do Oeste e Vale do Paraíso ao oeste, Teixeirópolis e Urupá ao sudoeste, Presidente Médici ao sul e Ministro Andreazza ao sudeste.

 

Distritos

Rio Machado: divide a cidade em dois distritos.

A cidade é dividida em dois distritos, e estes são divididos pelo Rio Machado, no qual possui apenas uma ponte. A parte mais antiga da cidade é o centro do primeiro distrito, onde surgiu as primeiras casas, a primeira igreja católica e onde está o único Shopping Center. Após o centro, as pessoas foram para o segundo distrito, onde possui um centro comercial maior, mas enfrenta alguns problemas com enchentes e um índice mais alto de criminalidade. A parte mais recente da cidade são os lugares ao redor do centro, onde está o campus da Universidade Luterana do Brasil, e a maior parte das áreas de lazer.

Clima

O clima predominante é o clima equatorial, o mais chuvoso do Brasil, com a maior parte do ano quente e úmido, e aproximadamente 3 meses de seca. As estações de outono e inverno não são

 

presentes.

As temperaturas médias anuais variam entre 24º e 26°C, podendo as máximas chegar a 33°C e as mínimas chegar a 16°C.

A precipitação anual varia de 1800 a 2400 mm.


 

Hidrografia

Trecho onde o Rio Urupá corta a cidade.

Os dois principais e maiores rios que compõem sua hidrografia são o Urupá e o Machado, este possui um complexo hidrográfico que abrange uma superfície de aproximadamente 92 500km², atravessando o estado no sentido sudeste-norte, sendo o mais extenso do estado. Embora tenha 50 cachoeiras ao longo de seu percurso, em alguns trechos o rio apresenta-se navegável, atendendo ao escoamento dos produtos oriundos do extrativismo vegetal na região. Também existem diversos córregos e riachos ao longo da cidade. O Rio Urupá desagua no Rio Machado e este desagua no Rio Madeira, importante afluente da margem direita do Rio Amazonas.

A bacia do Rio Machado possui um regime hidrográfico assim como muitos outros rios de regiões de clima tropical. No período da cheia, de dezembro a maio, áreas situadas próximas à margem costumam ser alagadas; no período de seca, trimestre de junho a agosto, o volume do rio diminui, onde é possível andar em algumas partes por cima de pedras que chegam até a superfície.


 

Cultura

Foliões no Carnaval fora de época de Ji-Paraná

Por ser uma cidade mista, ou seja, que foi colonizada por inúmeras pessoas de várias regiões do país (consequentemente com culturas distintas), Ji-Paraná é uma cidade com bons índices culturais.

A cultura no município é bem diversificada. A prefeitura oferece gratuitamente aulas de teatro, dança e música, o que torna o município uma potência cultural para a região.

Há apenas um teatro na cidade, com capacidade para 200 pessoas, onde ocorrem vários eventos no decorrer do ano.

Em fevereiro ocorre o carnaval, onde diversas pessoas participam de um bloco que vai se tornando tradição na cidade.

Em julho há a Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial de Ji-Paraná (EXPOJIPA), com 9 noites de duração. Na EXPOJIPA ocorrem vários shows e sorteios de veículos, bem como a venda de produtos agropecuários e industriais, palestras para melhoramento agroindustrial, rodeio e diversas outras atrações.

Em outubro ocorre o Deco Folia, carnaval fora de época do município, onde diversos foliões pulam atrás do trio ao som de bandas de axé.


 

 



História do Amazonas

11:49 AM, 23/8/2010 .. 0 comentários .. Link

Quando o Brasil passou a se tornar colônia portuguesa com a assinatura do Tratado de Tordesilhas, o território do Amazonas ainda estava sob domínio dos espanhóis.

Francisco de Orellana, em busca de ouro, foi o primeiro homem branco a explorar todo o comprimento do rio que, mais tarde, receberia o nome de Amazonas, que significa “ruído de águas, água que retumba” em idioma indígena.

Por volta de 1541, Orellana encontrou uma tribo de Icamiabas, índias guerreiras que protegiam a região e seus bens naturais, e acabou travando uma sangrenta batalha contra elas. Entretanto, as tropas espanholas foram facilmente derrotadas pelas estratégias belicosas da tribo.

O fato foi narrado ao rei da Espanha Carlos V, que ficou interessado em extrair as riquezas naturais do local. Motivado pelos relatos de Orellana, o rei ordenou uma nova expedição em 1561. Apesar de conseguir dominar o território, o comandante da missão Pedro de Ursua foi assassinado pelo sucessor Lope de Aguirre, que acabou tornando-se vítima de um delírio por conta do clima tropical. Segundo registros históricos, Aguire também foi responsável pela morte de sua filha de 15 anos, além de ter dizimado vários índios.

Com o êxito espanhol, diversas nações europeias tentaram adentrar o território amazonense para explorar a madeira local. Portugal, França, Holanda e Inglaterra se sentiram livres para invadir o Amazonas e extrair especiarias como cravo, guaraná e resinas – além da madeira.

A assinatura do Tratado de Madrid, em 1750, tiraria da Espanha o domínio da imensa área do Amazonas. Os portugueses trataram de construir fortalezas na região para evitar a invasão de estrangeiros, formando, em 1755, a Capitania de São José do Rio Negro. Desta forma, o território amazônico faria parte do Estado do Pará e tinha como capital a cidade de Barra do Rio Negro, onde fica a cidade de Manaus.

Após a proclamação da Independência, D. Pedro II estabeleceu a Província do Amazonas e separou a região do estado do Pará. Com a ascensão do uso da borracha como matéria-prima, o rio Amazonas ficou aberto para navegações internacionais a partir de 1866.

Sem trazer retornos financeiros a curto prazo, os investimentos em Manaus foram congelados por um tempo, suscitando em manifestações de pequenos grupos que habitavam a região. Os indígenas ainda eram maioria e estavam ameaçados por tropas de resgate escravocratas, muitas vezes chegando a ser cruelmente exterminados.

No período de 1890 e 1910, a grande procura pela borracha atraiu imigrantes e povoados do Nordeste para a capital amazonense, que sofreu transformações significativas em infraestrutura e demografia. Foram construídos os primeiros sistemas de telefonia, bondes elétricos, um saneamento básico mais desenvolvido e um porto flutuante.

Depois da queda pela demanda de borracha, o Amazonas sofreu um déficit econômico que só seria novamente estabilizado por volta da década de 1950, com investimentos do Governo Federal. Em 1967, foi criada a Zona Franca de Manaus, que deu impulso à entrada de indústrias na região.

Maior estado do território brasileiro, o Amazonas, atualmente, tem 62 municípios e uma população de cerca de 2,4 milhões de habitantes.

Fontes:
http://www.senado.gov.br/senadores/senador/jefperes/hist1.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/História_do_Amazonas



Queimadas na Amazônia aumentam 50% no período de um ano

11:25 AM, 23/8/2010 .. 0 comentários .. Link

 

O número de focos de calor nos estados da Amazônia Legal, que coincidem em boa parte com a quantidade de queimadas detectadas no bioma, aumentou cerca de 50% no primeiro semestre de 2010 em relação ao mesmo período do ano passado.

A ocorrência de mais incêndios, geralmente mais comuns a partir de junho em quase todo o país, está relacionada a questões climáticas no ecossistema e pode ser influenciada pela economia e pela fiscalização.

Entre janeiro e junho de 2009, um total de 1.604 focos de calor foi registrado na Amazônia Legal, considerando apenas imagens geradas pela passagem noturna do satélite NOAA 15. O número subiu para 2.390 no mesmo período de 2010. Os dados estão disponíveis no Banco de Dados de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

"Usar esse satélite é uma forma de minimizar o registro de focos de calor como se fossem queimadas. Ele identifica superfícies com temperatura acima de 47 graus. O satélite que fotografa durante a tarde pode detectar rochas com temperatura acima disso", explica Lara Steil, chefe substituta do PrevFogo, sistema por meio do qual o Ibama monitora e controla incêndios no país.

O estado com mais focos de calor detectados neste ano, usando apenas o NOAA 15, foi o Mato Grosso, com 1.267 ocorrências. Na sequência vem o Pará (451), Roraima (423), Maranhão (103), Rondônia (85), Amazonas (39), Amapá e Tocantins (ambos com 8) e Acre (6). Mato Grosso também teve mais ocorrências em 2009, com 973 focos, seguido de Roraima (265), Pará (156), Maranhão (115), Amazonas (45), Rondônia (22), Acre (13), Amapá (9) e Tocantins (6). O número total de ocorrências para o mesmo período foi de 2.117 para o ano de 2008 e de 1.144 para 2007, segundo dados do Inpe.

De acordo com Lara, a ocorrência de mais focos de calor em 2010 pode ser justificada, em parte, porque 2009 foi um ano "atípico", segundo ela. "Choveu mais no ano passado e, consequentemente, houve menos incêndio".

Para Alberto Setzer, pesquisador de queimadas do Inpe, o aumento na quantia de focos de calor também está relacionado a questões climáticas. "Este ano temos menos dias com chuvas e o período de estiagem está maior", diz ele. "Mas há outros elementos que podem influenciar uma queimada." No caso de Mato Grosso, estado com mais focos de queimada, uma proibição de usar o fogo para fins de agricultura começa em 15 de julho e vai até setembro para tentar minimizar os incêndios. "Posso supor que alguns agropecuaristas vão se antecipar a esta proibição e o número de queimadas vai crescer até o dia 15", diz Setzer.

Segundo o pesquisador, a economia do país e o nível de fiscalização por órgãos ambientais também podem influenciar a incidência de queimadas. "Em 2008 e 2009 ainda havia uma crise econômica no mundo e tivemos menos desmatamento no Brasil", diz ele. O pesquisador explica que o número de queimadas no primeiro semestre do ano é só uma amostra do que deve ocorrer nos próximos seis meses. "Pode ser que tenhamos um ano com menos queimadas do que 2009. De 80 a 90% das queimadas devem ocorrer mais para frente", diz ele.

O período com mais queimadas vai geralmente até o fim de outubro, segundo Lara, e até lá os focos de calor devem aumentar ainda mais. "Isso se inverte um pouco em Roraima, que está no hemisfério Norte e tem o período de seca começando geralmente em novembro", diz ela.

 

Fonte: www.ipam.org.br



Desmatamento, queimadas e mudanças climáticas podem acabar com 95% da Amazônia até 2075, diz estudo

11:20 AM, 23/8/2010 .. 0 comentários .. Link

Um relatório chamado Assessment of the Risk of Amazon Dieback e conduzido pelo Banco Mundial avaliou o risco de parte da floresta amazônica entrar em colapso devido à conjunção de três fatores: desmatamento, mudanças climáticas e queimadas.  Segundo ele, em 2025, cerca de 75% da floresta seriam perdidos.  Em 2075, só restariam 5% de florestas no leste da Amazônia.

O estudo, que contou com a colaboração dos pesquisadores brasileiros do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) Carlos Nobre e Gilvan Sampaio, trabalha com o conceito de Amazon Dieback, termo que ainda não tem tradução exata para o português e que representaria uma redução da biomassa da floresta.  "Podemos dizer que é o risco de colapso de parte da floresta.  O nível, o ponto a que chega a floresta que, mesmo que você faça reflorestamento, ela não retorna", explica Sampaio.

De acordo com a análise, o risco de colapso de parte da floresta é maior no leste da Amazônia, região que compreende o Pará e Maranhão.  "Em nossos estudos, avaliamos que, principalmente no leste da Amazônia, com a mudança do clima mais a mudança no uso da terra, você não conseguirá mais sustentar ali uma floresta de pé, como é o caso da floresta amazônica.  Você teria uma floresta com, digamos, menos biomassa acumulada, que poderia ser semelhante à uma savana", diz Sampaio.

O efeito combinado do clima e desmatamento, nessa região, pode resultar em uma forte diminuição da área de floresta no bioma.

O sul da Amazônia (região que compreende o Mato Grosso e sul do Pará), o relatório indica crescimento da área de savana, principalmente devido à atuação das queimadas.  O noroeste da Amazônia é a área que sofre menor impacto, já que compreende a parte mais preservada da floresta.

Além disso, a soma dos impactos de mudanças climáticas, desmatamento e queimadas da Amazônia resultaria em consequências negativas em outras regiões do País.  O estudo identifica uma mudança no regime de chuvas que atingiria o Nordeste brasileiro, intensificando o desaparecimento da caatinga na região e aumentando as áreas de semideserto.

Segundo Sampaio, a pesquisa não traça propostas para evitar o "dieback" da Amazônia.  "Não fizemos recomendações.  Na verdade, as recomendações são aquelas que já conhecemos: diminuir as emissões de gases de efeito estufa e controlar o desmatamento".



Definição de Paisagem

10:20 AM, 17/8/2010 .. 0 comentários .. Link

 


Cidade, exemplo de paisagem organizada

A ciência geográfica apresenta, de acordo com as diferentes correntes do pensamento, categorias consideradas essenciais para a compreensão do seu estudo. As principais categorias geográficas são: paisagem, lugar, território, região e espaço.

Portanto, a paisagem é considerada, pela maioria das correntes do pensamento geográfico, um conceito-chave da Geografia. O termo paisagem é polissêmico, ou seja, pode ser utilizado de diferentes maneiras e por várias ciências.

Essa categoria geográfica consiste em tudo aquilo que é perceptível através de nossos sentidos (visão, olfato, tato e audição), no entanto, a análise da paisagem é mais eficaz através da visão. Nesse sentido, a Geografia moderna, que priorizava os estudos dos lugares e das regiões, utilizou-se da fisionomia dos lugares para atingir êxito em suas abordagens geográficas, observando as transformações no espaço geográfico em decorrência das atividades humanas na natureza.

A paisagem é formada por diferentes elementos que podem ser de domínio natural, humano, social, cultural ou econômico e que se articulam uns com os outros. A paisagem está em constante processo de modificação, sendo adaptada conforme as atividades humanas.

Para Oliver Dolfuss, geógrafo francês, as paisagens são fruto da ação humana no espaço e as classifica em três grandes famílias, em função das modalidades da intervenção humana:

- Paisagem natural: não foi submetida à ação do homem.

- Paisagem modificada: é o fruto da ação das coletividades de caçadores e de coletores que, mesmo não exercendo atividades pastoris ou agrícolas, em seus constantes deslocamentos, pode modificar a paisagem de modo irreversível, através do fogo, derrubadas de árvores, etc.

- Paisagens organizadas: são aquelas que representam o resultado de uma ação consciente, combinada e contínua sobre o meio natural, como, por exemplo, as cidades, praças, etc.

A paisagem é um dos objetos de análise da Geografia, sendo constituída através das relações do homem com o espaço natural. Sua observação é muito importante, pois retrata as relações sociais estabelecidas em um determinado local, onde cada observador seleciona as imagens que achar mais relevantes, portanto, diferentes pessoas enxergam diferentes paisagens.

 



O que é Lugar ?

10:16 AM, 17/8/2010 .. 0 comentários .. Link

 

O CONCEITO DE LUGAR

 
O conceito de lugar ganhou nova dimensão, que foge ao senso comum, quando visualizado pelas mais recentes correntes do pensamento geográfico: a geografia humanística e a geografia marxista, que viabilizaram um redimensionamento não só do conceito de lugar bem como de diversos outros conceitos fundamentais da geografia.

Em sua nova visão, o lugar ganha em abrangência de significado deixando de ser compreendido apenas como um espaço produzido, ao longo de um determinado tempo, pela natureza e pelo homem, para ser visto como uma construção única, singular, carregada de simbolismo e que agrega idéias e sentidos produzidos por aqueles que o habitam.

Muito além de um espaço físico, de uma paisagem repleta de elementos e de referências peculiares passíveis de descrições objetivas e racionalizadas, o lugar, na visão humanística, constitui-se como uma paisagem cultural, campo da materialização das experiências vividas que ligam o homem ao mundo e às pessoas, e que despertam os sentimentos de identidade e de pertencimento no indivíduo. É, portanto, fruto da construção de um elo afetivo entre o sujeito e o ambiente em que vive.

Inicialmente, o lugar foi definido por Aristóteles como o espaço que circunda o corpo. Descartes, buscando elaborar o conceito aristotélico, afirma que a determinação do lugar deve obedecer à relação da posição do corpo com a posição dos outros corpos. A dialética marxista identifica na apropriação capitalista do espaço um processo de personalização dos lugares que, simultaneamente, reconstroem suas singularidades e expressam o fenômeno global em curso nos últimos séculos.

Apesar das singularidades dos diversos lugares, crescem, especialmente em função da expansão das redes de comunicação e de transportes que vivenciam franca aceleração no mundo contemporâneo, as interações entre os lugares, embora hierarquizadas de acordo com suas infra-estruturas logísticas conectoras.

Portanto, o conceito de lugar amplia-se profundamente diante das novas visões desenvolvidas por aqueles que se debruçaram sobre ele mediante as perspectivas marxistas e humanísticas da geografia recente. Expressando singularidade e globalidade, e materializando a construção de identidades individuais e coletivas, o lugar passa a representar muito mais do que um espaço que circunda o corpo.


Escala Geográfica

10:04 AM, 17/8/2010 .. 0 comentários .. Link

 

Escalas

      É a relação matemática entre o comprimento ou distância figurada no mapa e a superfície real da superfície representada. Há duas modalidades de escala: a numérica e a gráfica. A escala numérica se representa por uma fração ordinária (como 1/1.000.000) ou de uma razão matemática (1:1.000.000). O número 1 significa a unidade no mapa (1 cm) e o número 1.000.000 o tamanho real (1.000.000 de cm, ou seja 10 km)... para tal conversão é preciso saber vonverter cm em metro e este em km.

      Quanto menor for o segundo número, no caso o denominador da fração ordinária, maior será a escala; e vice-versa. Assim as escalas inferiores a 100.000 são consideradas grandes; quanto superiores a 500.000, são pequenas.

      Quanto maior a escala mais detalhada é a carta geográfica. Assim, as plantas (ou cartas cadastrais) se fazem com escalas entre 1/500 e 1/20.000. Os mapas topográficos têm escalas entre 1/25.000 e 1/250.000, que são escalas médias; estes mapas são conceituados como de informação oficial. O governo brasileiro, através do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e da Diretoria do Serviço Geográfico do Exército, além dos institutos cartográficos estaduais, adotam esse tipo de mapa, o topográfico.

    A escala gráfica é representada sob a forma de um segmento de reta graduado em km. É dividida em partes iguais indicativas da quilometragem; a primeira parte (chamada de talão ou escala fracionária) é seccionada de tal modo a permitir uma avaliação mais precisa das distâncias ou tamanhos no mapa. Essa escala gráfica facilita de maneira mais prática o cálculo dessas distâncias. Para mudar essa escala gráfica em numérica é simples: 1 cm = 10 km no mapa (ou 1.000.000 cm), daí a escala numérica vai ser 1: 1.000.000 ou 1/1.000.000.

Conforme dito acima, para se confeccionar um mapa de uma certa área geográfica, devemos pegar a dimensão real no terreno e reduzi-la para colocá-la no mapa. Para este trabalho devemos usar uma escala, que irá estabelecer uma proporção entre as dimensões apresentadas no mapa e as reais (no terreno).

2. Principais tipos de escalas

gravura II e III
 

a) NUMÉRICA

Vejamos a figura 1:

Foi usada a escala 1:30.000.000 = , que indica que a cada 1cm no mapa, temos no terreno (real) 30.000.000 cm (= 300km).
 

Assim, entre Brasília e Rio de Janeiro, no mapa, temos 3 cm e no terreno é de 90.000.000 cm (= 900 km). Entre Brasília e Florianópolis há uma distância, no mapa, de aproximadamente 4 cm e no terreno é de 120.000.000 cm (= 1.200 km).

Podemos dizer que o tamanho real foi reduzido 30.000.000 vezes para ser colocado no mapa. Assim, podemos concluir que o denominador da escala numérica informa quantas vezes o tamanho real foi reduzido para ser colocado na folha de papel (o mapa).

b) GRÁFICA

Vejamos a gravura II e III:

Na gravura II, a escala pode ser lida da seguinte forma: a cada 1 cm no mapa temos 100 km no mapa. Se a distância, no mapa, de Natal para Fernando de Noronha é de 2,5 cm, consequentemente são lugares separados por 250 km no terreno.

Na gravura III , a escala afirma que 1 cm no mapa eqüivale a 1 km no terreno. A distância dos locais "A" e "B" na Ilha de Fernando de Noronha é de 5,5 cm (no mapa), então no terreno será de 5,5 km.

3. Procedimento para saber quantas vezes o tamanho real foi reduzido no mapa através de uma escala gráfica - basta transformar para uma escala numérica.

Vejamos a gravura II:

A escala gráfica afirma que 1 cm (mapa) = 100 km (terreno). Transformando para escala numérica, vamos ter 1:10.000.000.Assim, o tamanho real foi reduzido 10.000.000 vezes ao ser representado no mapa.

4. Relação entre denominador, escala e riqueza de detalhes (informações).
Transformando as
escalas das gravuras II e III para numéricas, temos:

5. Como ampliar o mapa?

Para ampliar o mapa deve-se aumentar a riqueza de detalhes. Assim, devemos proceder da seguinte forma:

Diminuir o denominador ---> Aumentar a escala

Ex:
Num mapa de escala 1: 100.000, queremos ampliar o mapa 5 vezes. Devemos usar a escala 1: 20.000.

6. Como reduzir o mapa?

Para reduzir o mapa deve-se diminuir a riqueza de detalhes. Assim, devemos proceder da forma a seguir:

Aumentar o denominador ---> Diminuir a escala

Ex:
Num mapa de escala 1: 100.000 queremos reduzir o mapa 5 vezes. Devemos usar a escala 1: 500.000.

7. Como escolher a melhor escala?
 

Área geográfica (terreno) Escala
Cidade de São Luís 1: 9.000
Maranhão 1: 1.000.000
Brasil 1: 9.000.000
América do Sul 1: 19.000.000
Planeta Terra (Múndi) 1: 40.000.000


 

- CONCLUSÃO 1

A cidade de São Luís tem uma área geográfica menor. Temos de usar uma escala maior (1: 9.000).

- CONCLUSÃO 2

O planeta Terra tem uma área geográfica maior. Temos de usar uma escala menor (1: 40.000.000) para confeccionar o mapa múndi.

 



O Vale das Baleias O deserto egípcio, que já foi um oceano, hoje guarda o segredo de uma das mais extraordinárias transformações evolutivas.

10:02 AM, 17/8/2010 .. 0 comentários .. Link

http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/edicao-125/fotos/vale-baleias-pre-historicas-egito-581278.shtml?foto=14p



Brasil e Estados Unidos assinam acordo de preservação do meio ambiente

09:58 AM, 17/8/2010 .. 1 comentários .. Link

Brasil e Estados Unidos assinaram na última quinta-feira (12) acordo na área de meio ambiente para conversão da dívida brasileira com a Agência Internacional de Cooperação dos Estados Unidos (Usaid - sigla em inglês) em investimentos na preservação e conservação de florestas tropicais. O acordo prevê que serão destinados US$ 21 milhões para projetos nas áreas de conservação, manejo e monitoramento. O acordo só foi possível porque os Estados Unidos aprovaram em 1998 uma lei que permite a troca de dívida por investimentos no meio ambiente.

A ministra-conselheira da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Lisa Kubiske, disse que o acordo é o primeiro firmado com o Brasil para conversão de dívida em investimentos. "Queremos mostrar um tipo de cooperação bilateral que é bastante concreta porque teremos projetos a serem desenvolvidos", explicou.

Lisa disse ainda que os Estados Unidos têm acordos semelhantes com outros 15 países que totalizam US$ 239 milhões. A dívida brasileira com a Usaid deveria ser paga até 2015 e foi contraída antes da década de 1960.

A ministra do Meio Ambiente, Isabela Teixeira, disse que o primeiro edital para projetos relativos ao acordo deve sair até o fim do ano. "A expectativa é investir em biodiversidade, conservação, áreas protegidas, manejo, populações tradicionais por meio de projetos de desenvolvimento local, em monitoramento e vigilância", informou.

Segundo a ministra, os recursos deverão ser destinados à preservação e conservação da Mata Atlântica, do Cerrado e da Caatinga.

Por Roberta Lopes/Agência Brasil



Mapa dos fósseis de hominídeos na Etiópia, África

09:56 AM, 17/8/2010 .. 0 comentários .. Link

http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/interatividades/infograficos/2010/fosseis-humanos-africa-etiopia-evolucao/index.shtml?utm_source=homeng&utm_content=inferior3



Conceitos de Geografia

11:27 AM, 13/8/2010 .. 0 comentários .. Link


A Geografia é uma ciência que tem como objeto principal de estudo o espaço geográfico que corresponde ao palco das realizações humanas. O homem sempre teve uma curiosidade aguçada acerca dos lugares onde desenvolvem as relações humanas e as do homem com a natureza, principalmente com o intuito de alcançar seus interesses.

O conhecimento da Terra e de todas dinâmicas existentes configura como um objetivo intrínseco da ciência geográfica, essa tem seu início paralelo ao surgimento do homem, no entanto, sua condição de ciência ocorreu somente com o nascimento da civilização grega, na qual existiam pensadores filósofos que nessa época englobavam diversos conhecimentos de distintos temas, dentre eles Pitágoras e Aristóteles que já tinham convicção acerca da forma esférica do planeta.

A Geografia recebe diversos significados, de uma forma genérica dizemos que geo significa Terra e grafia, descrição, ou seja, descrição da Terra, essa descreve todos os elementos contidos na superfície do planeta como atmosfera, hidrosfera e litosfera que compõe a biosfera ou esfera da vida (onde desenvolve a vida), além da interação desses com os seres vivos.

O estudo da Geografia em sua fase inicial focaliza somente os elementos naturais, mais tarde, pesquisas unindo aspectos físicos com sociais foram estabelecidas, referentes à ação antrópica sobre o espaço natural. A partir desse momento teve início também o estudo sistemático das sociedades, tais como a forma de organização econômica e social, a distribuição da população no mundo e nos países, as culturas, os problemas ambientais decorrentes da produção humana, além de conhecer os recursos dispostos na natureza que são úteis para as atividades produtivas (indústria e agropecuária). Assim, o estudo geográfico conduz ao levantamento de dados sobre os elementos naturais que atingem diretamente a vida humana como clima, relevo, vegetação, hidrografia entre outros.

A Geografia moderna tem como precursor Humbold, que baseava no empirismo, posteriormente surgiram diversos outros pensadores que agregaram conhecimentos e conceitos distintos que serviram para o enriquecimento da ciência.


Algumas especialidades da ciência Geográfica:

Geografia Física: focaliza-se no estudo das características naturais, como clima, vegetação, hidrografia, relevo e os impactos decorrentes da exploração.

Geografia Humana: tem como objetivo o estudo da dinâmica populacional e suas particularidades.

Geografia Econômica: estudo de todas as relações econômicas realizadas no mundo e seus fluxos.

Geografia Cultural: focaliza a atenção para a identidade cultural das pessoas e dos lugares.

Geografia Política: estudo das relações do poder político e seus resultados.

Geografia Médica: realiza mapeamento de focos de doenças e sua distribuição no espaço geográfico.

As primeiras descrições consideradas como geográficas foram oriundas de registros de viajantes e comerciantes.

 



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