Amor Desconhecido

No silêncio da palavra não dita
No gesto soberano da alma
Na miríade de sensações sublimadas
Vejo um amor desconhecido
Como a luz fascinante
No fim do túnel
A luz que nos atrai e causa temor
Porquanto sabemos o que ela revela
No teu olhar eu vi o fim
Não pressentido
Mas alí adivinhado
Como o clarão luminoso
Que é meta e seta
Como a atração mais poderosa
Irresistível e temerosa
Pois que te arrasta
Te leva, embala, entrelaça e ata.
No teu olhar eu soube
Não havia mais fulga
Como o anjo que anuncia a morte
Teu amor desconhecido
Teus olhos de oceanos e estrelas
Sentenciou-me um caminho sem volta
Porém, como todo doente
Que agarra-se a morte
Como se ela fosse a vida
Urgia adiar o fim...

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