Minha Mãe (Maria Dolores)

Desejava, Mãezinha, para testemunhar-te afeto e gratidão,
escrever-te um poema que me fotografasse o coração.
E, ao servir-me do verbo, quisera misturar
a beleza das flores e das fontes, o azul do céu, o ouro do sol e os lírios do luarl...
Anseio enaltecer-te!... A palavra, no entanto, Mãe querida,
não consegue mostrar as bênçãos incessantes que nos trazes à Vida.
Em vão consulto dicionários! Não encontro a expressão lúcida e bela
que nos defina claramente a luz que o teu sorriso nos revela...
Ofereço-te, assim ao carinho perfeito
o doce pranto de agradecimento que me verte do peito.
As lágrimas que choro de alegria refletem, uma a uma
as estrelas de amor que te engrandecem, – a tua glória em suma !...
És tudo de mais lindo que há no mundo, – o agasalho a ternura calma e boa,
o refúgio de santo entendimento, a presença que abençoa...
Desculpe, meu tesouro de esperança, se não te sei nobilitar
o reino de bondade e sacrifício, no sustento do lar!
E não sabendo, Mãe, como louvar-te a celeste afeição,
rogando a Deus te glorifique a vida, trago-te o coração.
Livro Mãe. Maria Dolores - Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
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Comentário Sem Título
{ 05:52 PM, 15 May 2007 }
{ Comentário por Endorfina }
Miga,
que imagem linnnnnnnnnnnda!
Deus é tão maravilhoso por nos
permitir partilhar momentos, sentimentos,
escritos e imagens como essa...
que maravilha!
Obrigada!
bjs
Poema
{ 03:57 PM, 10 March 2011 }
{ Comentário por justorose@hotmail.com }
Lindo poema, procurei por ele pois em 1970 o declamei na casa espírita em que frequentava aos 16 anos e o sei inteiro até hoje, evangelizo pré-juventude e, para este próximo dia das mães uma jóvem a declamará.
Eu estarei com lágrimas nos olhos como agora.
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